Relatório sobre a situação do país ANGOLA

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1 Relatório sobre a situação do país ANGOLA Muitos anos de guerra civil em Angola deixaram as infra estruturas locais e nacionais em ruínas. O Governo de Angola (GdA) está empenhado na reconstrução pós conflito e no desenvolvimento, criando infra estruturas para prestação de serviços básicos e desenvolvendo as competências dos angolanos para contribuírem mais eficazmente para a reconstrução nacional. Embora o país seja dotado de abundantes recursos naturais, 68% dos angolanos vivem actualmente abaixo do limiar da pobreza, com 26% vivendo em pobreza extrema, sobrevivendo com menos de USD 1 por dia. 1 O acesso inadequado e a fraca utilização da água potável e dos serviços de saneamento 2 pela maioria da população angolana continuam a ter graves repercussões, especialmente nas crianças. Todos os dias uma criança em cada quatro morre de diarreia ou de outras doenças relacionadas com a água e o saneamento. O fardo é particularmente pesado nas zonas rurais, onde cerca de 71% dos agregados familiares não tem acesso a água potável para beber e 79% 3 não tem equipamentos e saneamento adequados. O surto de cólera que, em 2006, afectou mais de pessoas e ceifou cerca de vidas em 16 das 18 províncias de Angola, sublinha a necessidade urgente de se melhorar o acesso aos equipamentos de água e saneamento e de se intensificar a adopção de práticas de higiene, a fim de se retirarem maiores vantagens destes serviços. De facto, os níveis de sensibilização para a importância de boas práticas de higiene, especialmente entre as comunidades periurbanas de Luanda, têm aumentado significativamente, como é ilustrado pelos resultados do inquérito KAP 4 levado a cabo pelo UNICEF em Março de 2007; contudo, a ausência generalizada de serviços básicos de abastecimento de água potável e de saneamento continua a inviabilizar o desejo de pôr estes conhecimentos em prática, abrindo assim caminho para a cólera se espalhar rapidamente à primeira oportunidade. As metas de saneamento e os compromissos consagrados nos acordos internacionais, como a Declaração do Milénio das Nações Unidas, que Angola subscreveu, ainda não estão completamente integrados nas prioridades nacionais para o desenvolvimento do sector social, nomeadamente na Estratégia de Combate à Pobreza (ECP) e nos Onze Compromissos a favor das Crianças. A falta de uma casa institucional do saneamento é considerada, na generalidade, como um obstáculo significativo às acções cruciais necessárias à aceleração do progresso no sentido do cumprimento do ODM para o saneamento. Em consequência, embora haja recursos significativos destinados pelo GdA ao aumento da cobertura do abastecimento de água para 80% até 2012 no âmbito de planos nacionais bem definidos, ainda não há uma política de base ampla para o sector do saneamento com directrizes para a coordenação da resposta nem um plano estratégico nacional que defina o que é preciso fazer e identifique o que é necessário, em termos de recursos, para o cumprimento dos objectivos de saneamento, tanto ao nível local como internacional. Porém, as recentes iniciativas apoiadas pelo UNICEF e pela União Europeia, visando a resolução destes importantes problemas subjacentes, culminaram em consultas de alto nível envolvendo os actores chave numa análise abrangente da situação do 1 Meta 10 ODM 7, 2005 Millennium Goals Report Summary [Relatório Resumido das Metas de Desenvolvimento do Milénio, 2005], PNUD e Governo de Angola 2 Por saneamento entende se aqui o fornecimento de equipamentos e serviços de eliminação segura de fezes e urina humanas, assim como de manutenção das condições de higiene, por meio de serviços como a recolha do lixo e a eliminação das águas residuais. 3 UNICEF Best Estimates, 2007 [Melhores Estimativas, 2007] 4 UNICEF Knowledge, Attitudes and Practices Survey 2007 [Inquérito aos Conhecimentos, Atitudes e Práticas, 2007] 1

2 saneamento ambiental em Angola, que gerou consenso quanto às medidas de correcção chave a tomar. Essas medidas incluem a resolução da questão da casa institucional do saneamento, tendo o Ministério do Urbanismo e Ambiente (MINUA) concordado em liderar, como uma prioridade, o tratamento das questões da política do sector e do plano nacional de investimento, de acordo com as recomendações do seminário nacional de saneamento. Secção A: Perspectivas 1. Conseguirá o país cumprir as suas metas de saneamento? Requisitos para Cumprir os ODM e as Metas Nacionais de Saneamento Embora os documentos estratégicos nacionais não abordem directamente a questão do saneamento básico, incluem medidas isoladas focando elementos do saneamento ambiental, como parte dos planos de investimento público (PIP), tais como infra estruturas, saúde, educação e ECP. 1. A estratégia nacional contra a pobreza (ECP) Como parte da ECP do país, Angola comprometeu se a proceder à: Reabilitação dos sistemas de esgotos de Luanda e das capitais provinciais no âmbito dos Planos Directores Provinciais aprovados; Recolha e tratamento dos resíduos sólidos; Melhoria dos bairros degradados nas zonas periurbanas; Construção e reabilitação para controlo da erosão e drenagem das águas de escoamento superficial. 2. Onze Compromissos a favor das Crianças O GdA apoia os Onze Compromissos a favor das Crianças, como parte das actividades programadas no Plano Estratégico para Redução Acelerada da Mortalidade Materno Infantil durante o período Compromete se também a aumentar a esperança de vida das crianças abaixo dos cinco anos de idade, reduzindo a mortalidade e a morbilidade infantis relacionadas com a água e o saneamento, entre outras medidas. Depreende se do acima exposto que não existem planos definidos visando o cumprimento do ODM 7 para o saneamento, que prevê, até 2015, a redução para metade do número de pessoas que (dados de 1990) não utilizam meios sanitários de eliminação dos excreta. Cumprir esta meta exige o seguinte aumento da cobertura de saneamento: Urbano e Periurbano de 59% para 80% 4,4 milhões de pessoas Rural de 26% para 63% 3,3 milhões de pessoas Média Nacional de 48% para 74% 7,7 milhões de pessoas 5 Progresso e Medidas visando o cumprimento das Metas Nacionais A atenção do Governo tem se inclinado para as questões do abastecimento de água, que também representam um importante elemento do saneamento ambiental e uma grande preocupação para a população em geral. De facto, o Ministério da Energia e Águas (MINEA), com o apoio dos seus parceiros de desenvolvimento, formulou com êxito uma estratégia nacional para o desenvolvimento do sector, a Lei de Águas, promoveu a adopção da legislação 5 UNICEF Best Estimates, 2007 [Melhores Estimativas, 2007] 2

3 correspondente e trabalha presentemente nas reformas institucionais que irão aumentar o envolvimento do sector privado no fornecimento e gestão dos recursos de abastecimento de água. Já foram elaborados Planos Directores para o Abastecimento de Água e Gestão das Águas Residuais para as 18 capitais provinciais, e o Programa Água para Todos definiu objectivos e metas para melhorar a gestão das águas residuais nas pequenas cidades. O MINEA afectou aproximadamente USD 3,0 mil milhões até 2015, o investimento necessário para cumprir as metas nacionais de abastecimento de água traçadas na estratégia para o sector. Isto inclui um investimento a curto prazo de USD 600 milhões, para reabilitação e conservação dos actuais sistemas de abastecimento de água, de drenagem das águas residuais/de escoamento e sistema de esgotos nas zonas urbanas (cidades e vilas) em todo o país, e de USD 650 ao abrigo do Programa Água para Todos, visando aumentar o acesso à água potável para 80% nas zonas rurais. 6 Com relação à gestão dos resíduos sólidos, o Departamento Nacional do Ambiente do Ministério do Urbanismo e Ambiente (DNUA MINUA), como parte do Plano Nacional para Gestão dos Resíduos, começou a implementar um projecto piloto em quatro cidades (Luanda, Benguela, Sumbe e Cabinda) com financiamento do Governo Chinês. Paralelamente, o Ministério da Saúde (MINSA), através das Direcções Provinciais da Saúde, está a conceber um novo Projecto Cidades Saudáveis para promover práticas de higiene e saneamento básico nas zonas periurbanas. Foi também elaborado um Plano Estratégico para a Recolha de Resíduos Hospitalares que está em processo de implementação. Um problema recorrente ao avaliar os progressos feitos pelo GdA no sentido do cumprimento das metas nacionais do sector da água e saneamento é a falta de dados fiáveis, ou de quaisquer outros instrumentos que permitam seguir o desempenho de Angola. A maioria dos ministérios usa o MICS do UNICEF (dados recolhidos em 2001) como ponto de referência para as estatísticas das políticas públicas. Contudo, as limitações registadas na recolha dos dados durante o trabalho de campo tiveram por consequência o facto de as estatísticas não serem completamente representativas, particularmente nas zonas rurais. Com os planos para o novo MICS bastante avançados, prevê se que o trabalho de campo comece nos finais de 2008 e termine no princípio de 2009; portanto, os resultados deverão estar disponíveis no princípio de Em termos de saneamento básico, pode apenas notar se a crescente sensibilização por parte do Governo, no seguimento dos problemas de cólera que têm sido recorrentes no país nos últimos anos. Face ao desafio de contrariar a falta de progresso relacionada com o saneamento básico, em Outubro de 2007 o GdA, através do MINUA, em parceria com o UNICEF e a UE, organizou um seminário nacional sobre o saneamento ambiental, que envolveu todos os intervenientes chave, incluindo os Ministérios implicados, as empresas públicas, as ONGs, s doadores internacionais e o sistema das Nações Unidas. Sob a recente liderança do MINUA para o saneamento ambiental que se seguiu a este seminário nacional, registaram se avanços recentes na coordenação e no lançamento das bases para o desenvolvimento de uma política abrangente para o sector do saneamento, a ser seguida de imediato por um plano de investimento. A política de saneamento irá, entre outras coisas, traçar metas e estratégias 6 Programa Água para Todos, Ministério da Energia e Águas, Multiple Indicator Cluster Surveys [Inquéritos de Indicadores Múltiplos] 3

4 nacionais bem definidas, bem como o quadro institucional necessário com papeis e responsabilidades claros para o cumprimento das metas estabelecidas. O plano de investimento nacional proposto para o sector do saneamento irá, entre outras coisas, delinear o calendário para melhorar: o quadro institucional para gerir a agenda do saneamento a todos os níveis, e um calendário proposto para a sua implementação; o quadro legal actual, para intensificar o envolvimento do sector privado. Como recomendado pelo seminário nacional de saneamento, os planos para o desenvolvimento de uma estratégia integrada de marketing social e comunicação para a promoção da higiene e do saneamento e sua implementação avançarão paralelamente, a fim de aproveitar a energia gerada pelo seminário. 2. Principais aspectos críticos Os investimentos significativos vinculados pelo GdA ao abastecimento de água nos próximos anos farão mudar radicalmente o cenário actual, onde os níveis de acesso e qualidade dos serviços de abastecimento de água ainda são fracos comparativamente a outros países e às médias africanas. 8 Prevê se para o sector do saneamento uma vontade política semelhante e compromissos com níveis de investimento muito inferiores para igualar o progresso no cumprimento do ODM no que se refere ao abastecimento de água. Para que tal aconteça, foram identificados os seguintes aspectos críticos: Desenvolvimento de uma Estratégia Nacional de Saneamento Ambiental Como já foi referido, o MINUA, seguindo as recomendações do seminário nacional de saneamento, iniciou planos visando reforçar a capacidade institucional do Ministério para melhor coordenar as medidas conducentes à formulação/reformulação urgente das políticas do sector e ao processamento do plano nacional de investimento no sector. Para elaborar uma estratégia nacional coerente e eficaz para o sector, ambas as iniciativas deverão ter em conta a necessidade de: Definir Estratégias Adequadas: As estratégias e investimentos actuais pendem grandemente para os sistemas de gestão dos resíduos sólidos urbanos e de drenagem das águas residuais urbanas, que não são necessariamente adequados para a maioria das zonas rurais e periurbanas, e, pior ainda, ignoram totalmente a questão crítica do saneamento dos excreta a este nível. Mecanismos Eficazes de Coordenação Nacional: Os mecanismos de coordenação a nível nacional e provincial são elementos chave para garantir a sinergia entre os diferentes esforços dos vários actores, de forma a maximizar o uso eficaz dos recursos. Avaliar o papel potencial de uma Estratégia Nacional de Marketing Social: Embora uma estratégia bem concebida de marketing social e comunicação possa desempenhar potencialmente um papel significativo na mobilização da acção colectiva para acelerar o progresso, tende a excluir os segmentos mais pobres e vulneráveis da população. Na 8 Meta 10 ODM 7, 2005 Millennium Goals Report Summary, PNUD e Governo de Angola [Relatório Resumido das Metas de Desenvolvimento do Milénio, 2005] 4

5 realidade, as conclusões gerais de um estudo KAP 9 feito recentemente com o apoio do UNICEF indicavam haver um potencial significativo para o marketing social no saneamento. O estudo também chamava a atenção para a necessidade de mais informações para determinar mais claramente como prosseguir nessa direcção. Uma Estratégia de Informação: As políticas e os planos estratégicos existentes geralmente não são suficientemente conhecidos entre as pessoas exteriores aos ministérios de tutela. Na ânsia de reconstruir e prestar serviços à população, tem sido dada pouca atenção à divulgação e à partilha de informação sobre os planos e suas estratégias. Reconhecendo o papel essencial das comunidades, especialmente na garantia da sustentabilidade dos serviços e dos bens públicos, deve ser dada devida atenção à ampla divulgação da informação e à definição dos papeis, tanto dos prestadores como dos beneficiários. Promover a Higiene e o Saneamento através das Escolas: O Ministério da Educação (MED) desempenha um papel importante na criação de oportunidades para uma eficaz construção do saber no sistema escolar. Visto existirem indícios óbvios que sugerem a existência de uma estreita correlação entre o aproveitamento escolar e a disponibilidade de equipamentos melhorados de água e saneamento nas escolas, complementados por uma educação sanitária eficaz, a política nacional do sector do saneamento deverá realçar a necessidade do MED assegurar o acesso universal a esses serviços, com qualidade aceitável, conjugados com educação sanitária a nível escolar. A recente inclusão pelo MED do manual de educação sanitária com base em competências de vida (desenvolvido com o apoio do UNICEF e amplamente testado) no currículo escolar nacional é vista como um passo significativo na direcção correcta. Concepção e Acompanhamento dos Programas: Os programas de saneamento devem incorporar componentes de mobilização social, educação ambiental, gestão comunitária e capacitação institucional, assim como sistemas de acompanhamento para avaliar os progressos relativamente as MDMs. O MINUA já solicitou a assistência do UNICEF e da UE para apoiar as iniciativas visando implementar as recomendações do seminário de saneamento de forma prioritária. Desigualdades no acesso aos Serviços de Água e Saneamento Os actuais indicadores das tendências do abastecimento de água e do saneamento básico mostram melhorias em termos do acesso ao abastecimento de água potável, mas uma estagnação considerável no saneamento básico. É necessário fazer grandes esforços a fim de acelerar o progresso conducente ao cumprimento dos MDMs e à redução da dimensão do fosso entre os indicadores urbanos e rurais. 9 KAP 2007, Knowledge, Attitudes and Practices on Hygiene, Sanitation and Social Behavior. [KAP 2007, Conhecimentos, Atitudes e Práticas sobre Higiene, Saneamento e Comportamentos Sociais] 5

6 População (%) Indicadores da Cobertura Sanitária, da Saúde e do Desenvolvimento Humano População com acesso ao saneamento a População com acesso a água potável b DDA c Indicadores de saúde População Subnutrida Mortalidade infantil (por 1000 nascimentos) Indicadores de pobreza ODM N.G N.G urbana 53% 60% 60% 55% 85% 53% 68% 67% IDH Pobreza extrema rural 47% 40% 22% 20% 65% 25% 26% 75% 0,446 total 16.1% 21.2% 38% 38% * 79% 38% 49% 70% 32% 35% 250 N/A #162 Fontes e comentários: (Define se acesso como a disponibilidade a 500 metros do local de residência) a definido como a existência de equipamentos e serviços para eliminação segura de fezes e urina humanas b definido como acesso e utilização da água potável para beber c incidência de Doenças Diarreicas Agudas nas crianças abaixo dos 5 anos * Em 2001, os valores do acesso urbano e rural ao saneamento são inferiores aos de1996, mas devido ao crescimento da população urbana, as médias totais de 2001 e de 1996 coincidem. ¹ UNICEF Best Estimates: Base de referência dos indicadores sociais actualizada. Tenta avaliar e reconciliar os dados existentes. ² PNUD IDH 2007 ³ UNICEF Angola 2001 MICS: Devido à situação de guerra, os dados do MICS não reflectem rigorosamente a realidade a nível provincial. Um estudo recente efectuado pelo MINEA DNA com apoio do UNICEF em todas as 18 províncias revelou que apenas 28% da população tinha acesso a equipamentos de saneamento adequados. O estudo também se debruçou sobre os comportamentos de higiene, e, enquanto 94% dos respondentes afirmaram que lavava as mãos antes de comer, só 57% disse que lavava as mãos depois de defecar, demonstrando pouca compreensão da relação entre fezes e doença. Isto é ainda mais evidente no tratamento das fezes das crianças: mesmo nas casas onde há latrina, 19% continuam a limitar se a lançar as fezes dos bebés na área à volta da casa. 10 No sector da água, tradicionalmente considerado como tendo melhor documentação e dados sobre as iniciativas de desenvolvimento do sector, há evidências nítidas das desigualdades geográficas e socioeconómicas, como o mostram a tabela e os gráficos que se seguem. 10 KAP 2007, Knowledge, Attitudes and Practices on Hygiene, Sanitation and Social Behavior [KAP 2007, Conhecimentos, Atitudes e Práticas sobre Higiene, Saneamento e Comportamentos Sociais] 6

7 Fonte de Obtenção de Água segundo a Distribuição dos Rendimentos Fonte de Água Pobreza Extrema Pobreza Não é Pobre TOTAL Torneira no domicílio 7,6 12,9 15,4 12,6 Torneira for a do domicílio 16,8 21,8 23,8 21,3 Tanque 16,3 43,5 43,2 36,3 Chafariz 6,7 5,1 4,5 5,3 Poço cavado à mão 7,9 2,6 0,5 3,1 Furo protegido 8,6 1,7 1,2 3,3 Furo não protegido 13,7 2,3 0,9 4,7 Outra fonte protegida 0,4 0,3 0,5 0,4 Outra fonte não protegida 0,8 0,2 0,2 0,4 Água da chuva 9,9 2,0 0,6 3,5 Água do rio/lago 8,3 2,5 0,8 3,3 Camião 0,5 2,8 7,3 4,1 Outro 2,7 2,2 1,0 1,8 TOTAL 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: IDR 2001 O abastecimento de água e a sua distribuição estão a melhorar, sobretudo nas zonas urbanas. Isto traduz se não só num maior consumo de água por parte da população urbana, mas também no facto de mais pessoas terem acesso a fontes seguras de água. O investimento recente e os projectos em curso tiveram como consequência o aumento da capacidade de abastecimento nominal em 27% nos últimos dois anos. Apesar deste excelente registo, apenas 10% deste aumento chegou de facto ao grande público, devido à limitada capacidade de armazenamento de água e à insuficiência das redes de distribuição. A falta de planeamento urbano nos povoados periurbanos torna necessários os chafarizes e poços cavados à mão. Abastecimento Nacional de Água (m³/dia) Fonte: MINEA 49% 46% As fontes mais comuns para o abastecimento de água segura são: Chafarizes (16%), furos protegidos (12%), cacimbas (6%), etc. 5% % Recursos Seguros % Recursos Não-Seguros Entre as fontes não seguras mais usadas para o abastecimento de água se encontram: Água de rios e lagunas (24%), furos não protegidos (12%), etc. Fonte: KAP

8 72% da população não tem acesso a infraestruturas de saneamento apropriadas. Só um em cada três agregados familiares em Angola usa sanitas. Nas zonas rurais, apenas um em cinco usa sanitas. (MINEA 2004) Population Using Different Infrastructure for Excreta Disposal 36% 15% 36% 13% Sanita com autoclismo Latrina sem laje Latrina com laje Sem latrina Fonte: KAP 2007 Cobertura de Saneamento Rural Vs Urbana 49% Rura l 11% 4% 36% As urgentes necessidades de Angola em termos de infraestruturas de colecta e abastecimento de água e saneamento básico reflectem se na alta taxa de mortalidade infantil e nos altos custos físicos e económicos suportados pela população, que consume uma quantia considerável de tempo e dinheiro para obter água. Peri-urban 24% 37% Fonte: KAP % 22% As pobres condições de saneamento são predominantes em áreas rurais, onde população local tem um acesso limitado a saneamento básico e fontes de agua segura. Estas condições deficientes tem um impacto prejudicial nas áreas rurais afectando particularmente as crianças e as mulheres, pondo em perigo saúde humana, e estruturas sociais produtivas o que em muitos casos força a população local a se deslocar para outras áreas mais adequadas. 8

9 Secção B: Resumo do estado do saneamento 1. Políticas e estratégias Qual é a importância dada ao saneamento nas políticas publicas do pais? As medidas e programas nacionais para melhorar o sector do saneamento têm sido dispersas e não muito bem coordenadas entre os diferentes actores envolvidos, desde os ministérios à sociedade civil. Como atrás mencionado, o GdA tem se empenhado em desenvolver uma Política Nacional de Saneamento Ambiental, liderada pelo MINUA, durante o ano corrente. Existe por tanto, a necessidade de uma Política Nacional Abrangente para o Sector e de Mecanismos de Coordenação. Este marco crucial requer o esforço conjunto de todos os ministérios, com a participação total do sector privado, das ONGs e das comunidades locais. Deve criar se um organismo de coordenação multi sectorial a nível nacional e provincial, para tomada de decisões e acompanhamento dos programas de saneamento, assim como definir a sua agenda visando desenvolver e acertar a estratégia a nível nacional. As políticas acordadas devem equilibrar os investimentos nas infra estruturas da água e do saneamento, uma vez que existe actualmente um marcado favorecimento do investimento no abastecimento de água. Devem também incorporar componentes de mobilização social, de educação ambiental, de gestão comunitária e de reforço da capacidade institucional. Existem políticas sectoriais e strategias relacionadas com os seguintes aspectos? Promoção de Higiene e Educação na Saúde sim/não Disposição de dejectos humanos sim/não Colecta, tratamento e disposição sanitária de lodos sépticos sim/não Tratamento de Águas Residuais sim/não Colecta, tratamento e disposição sanitária de resíduos sólidos (lixos) sim/não Qual das políticas sectoriais referidas formam parte da Estratégia de Combate a Pobreza, as políticas de protecção ambiental e as políticas de desenvolvimento economico? Os documentos estratégicos nacionais incluem referencias isoladas e algumas medidas parciais em relação ao Tratamento de Aguas Residuaias (Planos Directores, Agua para Todos) e a Colecta, tratamento e disposição sanitária de resíduos sólidos (lixo). Menção de aspectos críticos das políticas e estratégias do saneamento: 1. A falta de definição de uma Política Nacional de Saneamento Ambiental de base ampla e do seu enquadramento legal e institucional torna extremamente difícil ao Governo abordar adequadamente todos os aspectos do saneamento, incluindo a colecta segura, almacenamento, tratamento e disposição de dejectos humanos (feces e urina), a drenagem e disposição/reutilização/recliclagem das aguas residuais, a drenagem das águas de escoamento superficial, a gestão/reutilização/reciclagem dos resíduos sólidos e industriais, a gestão de resíduos de risco (resíduos hospitalares, substancias químicas/radiactivas e outras substancias perigrosas). 9

10 2. Falta ainda fazer uma análise abrangente da legislação e das políticas existentes no sector, de forma a melhor avaliar a actual situação e a compreender na sua totalidade as necessidades e dificuldades do sector, antes de se definir a Estratégia Nacional do Saneamento Ambiental. 2. Enquadramento legal Existe legislação/regulamentação em relação aos seguintes aspectos? Apesar da falta de uma Estratégia Nacional do Sector do Saneamento abrangente, estão já previstas, ou foram já aprovadas pelo MINUA, o MINEA, o MINSA e o MAT, partes importantes da legislação. O Comité de Coordenação Nacional do Saneamento Ambiental que está previsto terá que ter em conta as competências actuais e as disposições legais, de forma a identificar lacunas e contradições e evitar a sobreposição de competências e a duplicação de esforços ao elaborar as novas directrizes. Enquadramento Legal Actual O MINUA tem a Lei de Bases do Ambiente 5/98, que contém directrizes gerais sobre a gestão ambiental. Esta lei é considerada o enquadramento legal dominante de leis mais específicas, incluindo a Lei de Associações de Defesa do Ambiente. A Lei de Associações de Defesa do Ambiente foi também aprovada em 2006, proporcionando aos cidadãos um enquadramento para comunicarem com as autoridades do governo local ou nacional sobre os problemas ambientais locais. O MINUA está também presentemente a conceber o quadro legal para gestão dos resíduos sólidos, com a elaboração do Projecto de Lei de Resíduos Sólidos que inclui o lixo comercial, o lixo industrial, o lixo residencial, os resíduos perigosos hospitalares, radioactivos, petrolíferos e químicos, etc., para os quais os ministérios correspondentes devem elaborar os regulamentos relativos a cada sector. Os Governos Provinciais, contudo, devem também elaborar os seus próprios regulamentos e directrizes para gestão dos resíduos sólidos. O sector da água rege se por dois documentos principais: a Lei de Águas, aprovada em 2002, e a Estratégia para o Desenvolvimento do Sector das Águas, aprovada em A Lei de Águas, (Decreto Nº 06/02), define os princípios gerais para a gestão integrada das águas, a participação dos consumidores, a coordenação institucional e outras questões relevantes. A Lei de Águas estipulou que os sistemas de abastecimento de água urbanos devem operar na base da recuperação total dos custos, e as comunidades rurais devem recuperar os custos correntes de operação e manutenção, de forma a que os investimentos no abastecimento de água possam ser sustentados. A lei define os princípios e a coordenação entre as instituições dos diferentes sectores e os beneficiários. Contudo, a Lei de Águas define com clareza que a drenagem das águas residuais e das águas pluviais está sujeita a regulamentações diferentes. O Departamento Nacional das Águas (MINEA DNA) já preparou a regulamentação para o abastecimento de água, o saneamento das águas residuais e a drenagem das águas pluviais urbanas, que aguarda aprovação do Conselho de Ministros. A principal legislação do MINSA é a Lei de Bases do Sistema Nacional de Saúde 21 B/92 e o Regulamento Sanitário da República de Angola 5/87. Este último contém as normas e 10

11 orientações para a promoção e aplicação das medidas de higiene, de gestão dos excreta humanos e de saneamento básico para edifícios, construções destinadas à habitação, estabelecimentos do sector alimentar, controlo de pragas como a malária, e morgues, contando com a participação das autoridades locais. A Lei dos Órgãos de Administração Local do Estado, Decreto Nº02/07, define as normas e as disposições organizativas ao nível sub nacional, determinando papeis e responsabilidades bem definidas. Estabelece, entre outras competências dos Governos Provinciais, o fornecimento de serviços públicos e a promoção da protecção e da gestão eficaz dos recursos aquíferos e da conservação do solo nas províncias. Os governos provinciais têm também autoridade para fixar e actualizar as tarifas dos serviços de água, o que também inclui a tarifa de tratamento dos resíduos sólidos domésticos. O Decreto Nº02/07 também indica que as Administrações Municipais são responsáveis pela manutenção, distribuição e gestão dos serviços de água e energia. Em relação ao saneamento, são também responsáveis pela gestão dos resíduos sólidos e pela drenagem das águas pluviais. Porém, não foi ainda claramente estipulado que as Administrações Municipais são responsáveis pela gestão das águas residuais e pela promoção do saneamento básico. Necessidade de prosseguir a análise da legislação existente A tabela abaixo resume parte da legislação existente relacionada com o saneamento ambiental, por instituição. É necessário proceder se a uma análise detalhada da legislação existente a fim de se identificarem com mais pormenor as lacunas e as áreas onde há sobreposição, antes de se poder prosseguir com a elaboração de nova legislação. 11

12 Tabela: Legislação Existente Políticas e regulamentos de apoio MiNUA MINEA MINSA Governos Provinciais Leis aprovadas e em processo de aprovação a) Lei de Bases do Ambiente 5/98; b) Projecto de Lei dos Resíduos Sólidos; c) Lei de Associações de Defesa do Ambiente 03/06; d) Lei do Ordenamento do Território e do Urbanismo 03/04; e) Lei de Terras 9/04 a) Lei de Águas 06/02 a) Lei de Bases do SNS 21- B/92. a) Lei dos Órgãos de Administração Local do Estado 02/06 Administrações Municipais a) Lei dos Órgãos de Administração Local do Estado 02/07 Regulamentos aprovados e em processo de aprovação Estratégias definidas? Há regulamentos técnicos definidos? Há directrizes para corrigir eventuais pontos fracos institucionais? Planos Estratégicos Estratégias Operacionais a) Regulamento Sanitário /71 actualizado 02/07; b) Licenciamento Ambiental 51/04; c) Tarifa de gestão de resíduos sólidos e de consumo de água Ainda não existem Novo Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos para Luanda Ainda não existem a) Planos Directores em quatro cidades (Luanda, Benguela, Cabinda, Sumbe) a) Regulamento de águas residuais, águas pluviais e gestão da drenagem de águas (aguarda aprovação) a) Estratégia de Desenvolvimento do Sector de Águas - PEDESA, 2004 Estudo Preliminar da Criação de Empresas Públicas (5 anos) a) Programa Nacional Água para Todos a) Regulamento sanitário 5/87 a) Plano Estratégico para Redução Acelerada da Mortalidade Infantil b) Programa de Saneamento a Baixo Custo a) Assistência médica integrada à infância a) Plano Director (18 Províncias) a) Programa Provincial para Melhoria dos Serviços Públicos Básicos a) Directrizes prov. para serviços de limpeza e gestão de resíduos sólidos a) Programa Municipal para Melhoria dos Serviços Públicos Básicos a) Directrizes municipais p/serv. de limpeza e gestão de resíduos sólidos 12

13 Menção de aspectos críticos do enquadramento legal: 1. Necessidade de acompanhar a aprovação do enquadramento regulador do abastecimento público de água, das águas residuais e da gestão da drenagem das águas pluviais urbanas, que aguarda aprovação do Conselho de Ministros. É também importante finalizar e aprovar a Lei de Gestão dos Resíduos Sólidos, que se encontra ainda na fase inicial de projecto, a ser partilhada e comentada pelas partes interessadas. 2. A falta de legislação específica para o saneamento básico tem minado o seu papel crucial na melhoria dos indicadores de saúde pública. 3. As Parcerias com o Sector Privado para o fornecimento de serviços de saneamento não foram totalmente desenvolvidas para implementação dos Planos Directores Provinciais sobre Gestão das Águas Residuais já elaborados para as capitais provinciais. 4. É necessário fazer uma análise detalhada da legislação existente a fim de se identificar com mais pormenor potenciais sobreposições de responsabilidades e lacunas nos actuais mandatos dos ministérios chave envolvidos no saneamento antes de se poder desenvolver nova legislação. 3. Quadro institucional Funções dos intervenientes no sector do Saneamento De acordo com a Lei da Descentralização, as Administrações Nacionais irão transferir competências e atribuições para as administrações provinciais e municipais, continuando ao mesmo tempo a prestar assistência e orientação. A actual organização institucional entre os diferentes actores, incluindo Ministérios, Sector Privado e ONGs, relativamente aos diversos componentes do saneamento ambiental, pode resumir se da seguinte forma: O MINUA, através do seu Departamento Nacional do Ambiente, é responsável pela formulação de políticas e estratégias relacionadas com a gestão dos resíduos e a protecção do ambiente. Até à data, não há menção específica nos seus estatutos a disposições sobre saneamento básico, contudo, depois do seminário de Outubro, as autoridades reconhecem a necessidade de promover activamente legislação de apoio e actividades de auditoria que tenham impacto na qualidade global da vida e do ambiente; O MINEA, através do seu Departamento Nacional das Águas, é responsável pela definição do enquadramento legal, das políticas, pela formulação de estratégias e de planeamento estratégico relativamente à gestão global dos recursos aquíferos, incluindo o abastecimento de água potável e a gestão das águas residuais e pluviais; O MINSA, através da Direcção Nacional de Saúde Pública, é responsável pela promoção de práticas de higiene melhoradas e pela eliminação adequada dos resíduos hospitalares, através de promotores de saúde e de redes de voluntários da comunidade. É também responsável pela verificação de vários aspectos da saúde ambiental (tais como a qualidade da água que se bebe, as condições sanitárias dos tanques sépticos, dos edifícios e ambientes de trabalho) e pela formação sobre promoção da saúde ambiental. 13

14 Ao nível sub nacional, as várias Direcções Provinciais, as Administrações Municipais e as Administrações Comunais são responsáveis pelo planeamento participativo, pela promoção, a implementação e o acompanhamento das actividades de saneamento. Os Ministérios são responsáveis por prestar assistência técnica apropriada às Autoridades Provinciais, em apoio à elaboração de planos provinciais baseados no enquadramento estratégico nacional. As Autoridades Provinciais, por sua vez, prestam apoio técnico às Autoridades Municipais, no que respeita ao planeamento e à implementação. É este o caso para o sector da água e deveria ser também assim para o sector do saneamento ambiental abrangente. As empresas do Sector Privado só recentemente começaram a participar na prestação de serviços de saneamento; não obstante, todos os interessados reconhecem o papel importante que elas desempenham e o potencial que existe no desenvolvimento de Parcerias Público Privadas, em particular com as micro empresas que trabalham a nível das comunidades. No geral, as ONGs contribuem para reforçar as instituições a nível das comunidades e os seus funcionários, com vista à sua participação eficaz no processo de desenvolvimento. Numa escala limitada, continuam a contribuir para a mobilização das comunidades, particularmente dos grupos vulneráveis nas zonas rurais e periurbanas, para a construção e uso de latrinas. As ONGs desempenham um papel relevante como mediadoras entre a comunidade e as autoridades do governo local. Este papel poderia ser alargado, uma vez que os representantes das Autoridades Municipais expressaram interesse em iniciativas de capacitação e em processos de planeamento participativo. A possibilidade das ONGs trazerem experiências de outros países e testarem novas iniciativas e novas opções tecnológicas é também reconhecida como um factor positivo relevante. As agências das Nações Unidas têm parcerias em curso com os ministérios intervenientes. a. O UNICEF tem sido um parceiro chave da DNA MINEA desde há anos, em muitas províncias, sobretudo para o fornecimento de água potável e saneamento básico às zonas rurais. Actualmente, o UNICEF DNA apoia projectos dirigidos às zonas rurais e periurbanas para levar água potável a pessoas (reduzindo a distância relativamente ao ODM em 6% nas províncias alvo) e saneamento a pessoas (redução em 5% do desfasamento em relação ao ODM em cinco províncias). b. O UNICEF colabora também, em parceria com o MED, no programa WASH para as Escolas, uma componente que visa assegurar a promoção de hábitos de higiene eficazes nas escolas e respectivas comunidades, fornecendo, em complemento, equipamentos apropriados de água e saneamento. Estrutura Organizativa Actual Operacionalmente, a actual estrutura institucional do Sector de Saneamento de Angola caracteriza se pelas seguintes dificuldades: falta de directrizes sobre o que fazer, e como, relativamente ao saneamento básico, falta de recursos, falta de clareza na divisão de responsabilidades entre os actores relevantes, falta de coordenação entre os intervenientes, falta de partilha de informação e falta de liderança; e não haver uma descentralização de funções eficaz. 14

15 A situação exige, portanto, medidas urgentes e prioritárias por parte do GdA para a definição de uma política abrangente para o sector do saneamento. O Seminário Nacional de Saneamento, levado a cabo em Outubro de 2007, lançou as bases de medidas rápidas e concertadas, sob a liderança do MINUA, conducentes ao cumprimento dos ODM. Como um primeiro passo, deve ser atribuída ao MINUA capacidade de coordenar as acções relevantes. MINUA MINEA MINSA MED MINOP Outros MINFIN MAT MINPLAN DNA DNA DNSP Secção de Saúde Ambiental Secção de Educação Pública Governos Provinciais Administrações Municipais e Comunais Operadores do Sector Privado ONGs Departamento de Serviços Comunitários Agregados Familiares Nova Estrutura Organizativa Proposta Está prestes a ser criado um conselho interministerial para um período de meses, principalmente para rever o actual quadro institucional e para definir uma política abrangente para o saneamento ambiental. A longo prazo, poderão ser criados comités multi sectoriais a nível nacional, provincial e municipal para garantir que o saneamento continue a ser uma prioridade na agenda de desenvolvimento do país, e para coordenar os debates sobre opções estratégicas, como as escolhas de tecnologia e as estratégias nacionais definidas para acelerar a cobertura de saneamento, etc. 15

16 Comité Inter-Ministerial (Comité sobre Saneamento Ambiental) Grupo Consultivo Multi-sectorial MINUA MINEA MINSA MED MINOP Outros MINFIN MAT MINPLAN DNA DNA DNSP Governos Provinciais Conselhos Consultivo Provincial Administrações Municipais e Comunais Operadores Serviços de Saneamento NGO Agregados Familiares Servidos O Processo de Descentralização em Angola As profundas assimetrias geográficas, demonstradas pelos indicadores sociais nacionais, tornam necessário o prosseguimento do processo de descentralização iniciado em 1999 com a aprovação da Lei da Descentralização (Decreto/Lei 17/99: Orgânica dos Governos Provinciais, Administrações Municipais e Comunais). As disposições introduzidas pela nova Lei da Administração Local do Estado (Decreto Lei nº2/07) actualizaram o papel e as competências da administração local do Estado. % dos Serviços Públicos Prestados a todos os Níveis do Governo Domínio dos Serviços Públicos Presente Futuro Prov. Mun. Com. Prov. Mun. Com. Saneamento Básico 81% 52% 31% 19% 49% 64% Fonte: Desconcentração e Descentralização em Angola Vol. II, Fevereiro de 2007 A nova lei da descentralização visa reverter o padrão actual, segundo o qual a maioria dos serviços locais de saneamento ainda é contratada e prestada pelas autoridades provinciais, minando as competências e a autonomia das administrações locais do Estado. 16

17 Parcerias para Prestação de Serviços de Água e Saneamento (%) Domínio dos Serviços Públicos Saneamento e Distribuição de Água Governo Congregações Religiosas Nações Unidas ONGs Sector Privado Prov Mun Com Prov Mun Com Prov Mun Com Prov Mun Com Prov Mun Com 58% 52% 57% 5% 5% 11% 7% 3% 21% 34% 40% 5% 2% Fonte: Desconcentração e Descentralização em Angola Vol. II, Fevereiro de 2007 Como se pode ver na tabela acima, as Parcerias Público Privadas (PPP) na área do saneamento nas províncias e municípios são, na melhor das hipóteses, marginais, e são nulas a nível das comunidades. Pelo contrário, desde 1990, as ONGs, as organizações religiosas e as agências das Nações Unidas tornaram se os principais prestadores de serviços públicos, particularmente nos sectores da educação, saúde e saneamento. Apesar da legislação relevante aprovada pelo GdA no sentido de uma maior descentralização da estrutura do Estado, os passos dados até agora nessa direcção não são suficientes. Os deveres e responsabilidades das administrações locais devem ser acompanhados de disposições financeiras e fiscais para habilitar, reforçar e permitir a autonomia das Administrações Municipais e Comunais. As principais forças e debilidades da nova lei da descentralização são as seguintes: Principais Dificuldades e Vantagens do Actual Processo de Descentralização: Pontos Fortes O processo de descentralização da administração pública aumenta o desenvolvimento local. As autoridades locais estão mais perto da população local e mais bem colocadas para responder às suas necessidades A modesta descentralização dos recursos financeiros provou dar resultados positivos. Pontos Fracos As autoridades locais não geram rendimentos de impostos e não têm recursos financeiros próprios. Fraca capacidade de gestão e concentração dos especialistas técnicos nas principais cidades. Devido à falta de especialistas, as autoridades locais não têm suficiente capacidade institucional para gerir, seguir, verificar e avaliar os programas de desenvolvimento. 3.1 Eliminação dos excreta, gestão do lodo séptico e tratamento das águas residuais domésticas O MINUA é responsável pelas políticas, legislação e gestão globais dos sistemas de esgotos urbanos, incluindo a gestão do lodo séptico. As responsabilidades operacionais, contudo, cabem à empresa para estatal ELISAL, que continua a ter uma limitada capacidade operacional, funcionado apenas na zona urbana de Luanda e nas cidades das províncias de Cabinda, Huambo e Benguela, ou seja, em 4 de um total de 18 zonas urbanas. O GdA e o MINEA tradicionalmente têm dado mais atenção à gestão da água do que ao seu tratamento. Recentemente, os relatórios nacionais têm em conta o facto de 80% da água fornecida se tornar água residual e precisar de ser tratada, sensibilizando para uma abordagem integrada que inclua o abastecimento de água e o tratamento das águas residuais. As zonas rurais e periurbanas, onde a falta de ordenamento urbano não permite o desenvolvimento de redes de saneamento, têm que se limitar, de momento, às latrinas e tirar a água para beber de chafarizes ou poços cavados à mão. 17

18 Tratamento das Águas Residuais Principais Intervenientes e Divisão dos Papeis Governo Nacional Governo Regional MINUA MINEA MINSA MAT Provincial Municipal Governo Local Sector Privado ONGs Comités de Utentes Utentes Elaboração de políticas e estratégias Regulamentação Implementação de projectos Gestão de O&M Superintendência Responsável Envolvido Não envolvido Menção de aspectos críticos do enquadramento institucional: 1. Necessidade de maior ligação entre as melhorias no sector das águas e a expansão das actividades de saneamento ambiental, de forma a terem maior impacto na saúde e na mitigação da pobreza. 2. O processo de descentralização não é eficaz, uma vez que falta à administração local capacidade institucional para implementar os programas em curso e alcançar os resuçtados esperados. 3.2 Recolha, tratamento e eliminação sanitária dos resíduos sólidos O GdA, através do MINUA, tem a seu cargo a recolha, o tratamento e a eliminação dos resíduos sólidos. Em consequência, é responsável por propor e obter aprovação de legislação assim como orientar a implementação dos programas relacionados. O MINUA tem em grande medida delegado a responsabilidade pela gestão e execução dos serviços relacionados com a recolha e o tratamento dos resíduos sólidos à ELISAL, uma empresa de serviços públicos. A ELISAL, assim como as autoridades locais provinciais e municipais, têm entregado, por sua vez, estes serviços a empresas mais pequenas do sector privado. Os principais desafios que o Plano Nacional de Gestão dos Resíduos enfrenta são a implementação de uma abordagem integrada da gestão dos resíduos sólidos, o alargamento destes serviços aos aglomerados periurbanos e às zonas rurais e a aplicação de políticas de reciclagem e de redução do lixo, particularmente no respeitante a materiais perigosos. Gestão dos Resíduos Sólidos Principais Intervenientes e Divisão dos Papeis Governo Nacional Governo Regional MINUA MINEA MINSA MAT Provincial Municipal Governo Local Sector Privado Empresas Públicas Comités de Utentes Utentes Desenvolvimento de políticas e estratégias Regulamentação Implementação de projectos Gestão de O&M Superintendência Responsável Envolvido Não envolvido 18

19 Menção de aspectos críticos do enquadramento institucional da gestão de residues sólidos: 1. Falta às autoridades locais capacidade institucional, administrativa e técnica para exercer as atribuições que lhes cabem na implementação de programas, conferidas pela lei da descentralização, assim como capacidade para conseguirem gerir o seu próprio orçamento, incluindo os recursos financeiros centralizados e descentralizados gerados pelos pagamentos de serviços e medidas fiscais. 2. É necessário aumentar a capacidade do sector privado para o fornecimento destes serviços, o que poderia ser conseguido através das Parcerias Público Privadas. 3.3 Promoção da higiene e educação para a saúde Não tem sido dada a devida importância à promoção da higiene e à educação para a saúde em termos de políticas específicas e legislação à parte, que as considerem uma área merecendo políticas e legislação próprias; ao invés disso, têm sido incluídas como componente de diferentes planos de acção, tais como o plano estratégico para redução da mortalidade infantil implementado pelo MINSA. A componente de higiene e educação para a saúde implementada em coordenação com o MED ascende a 2,5 milhões de USD em cinco anos ( ); e inclui actividades como a advocacia, a mobilização social e a promoção de hábitos de higiene e de saúde. Menção de aspectos críticos da promoção da higiene e da educação para a saúde: 1. O Ministério da Educação introduziu em 2007 no currículo escolar uma abordagem à educação para a higiene baseada em competências de vida (LSB, sigla em inglês). 2. Segundo o estudo KAP de 2007, embora uma proporção significativa da população esteja sensibilizada para as boas práticas de higiene, é difícil ver um impacto correspondente na saúde em geral, particularmente nas zonas privadas de equipamentos de saneamento. 4. Financiamento Devido à falta de uma Política Nacional para o Sector de Saneamento abrangente e do respectivo plano de investimento, é difícil avaliar o impacto dos actuais níveis de investimento e a necessidade de futuros financiamentos. Seguem se as iniciativas mais importantes financiadas pelo GdA e outros parceiros chave: A fim de combater o surto de cólera e evitar novos surtos nos próximos anos, o GdA, os MSF, o UNICEF e outros parceiros investiram mais de 15 milhões de USD em equipamento, material, campanhas de sensibilização e recursos humanos ao longo de um período de 18 meses. 11 Estes investimentos teriam mais retornos se pudessem ser feitos investimentos semelhantes no saneamento. O Ministro da Energia e Águas, num discurso público em Outubro de 2007, também fez notar que o saneamento não tem recebido o mesmo nível de apoio financeiro que outros sectores. Nessa conformidade, o Ministério da Energia e Águas elaborou um programa para garantir o acesso à água potável, sobretudo aos residentes das zonas urbanas e periurbanas e destinou um 11 UNICEF s Weekly Cholera Reports [Relatórios Semanais sobre a Cólera] 19

20 total de 650 milhões de USD, por um período de cinco anos ( ), de forma a cumprir o objectivo nacional (80% da população das zonas rurais com acesso a fontes de água potável). A comunidade internacional de doadores contribuiu com aproximadamente 127 milhões de USD, de 2005 a 2007, para o abastecimento de água e o saneamento urbano, enquanto que as instituições bancárias financiaram as mesmas componentes através de linhas de crédito no valor de 240 milhões de USD. Porém, a maioria destes fundos destina se à água, deixando apenas uma pequena percentagem para o saneamento. Menção de aspectos críticos do financiamento destinado ao saneamento: 1. A falta de uma Política Nacional abrangente para o Sector do Saneamento e de um Plano de Investimento entrava a atribuição de fundos de investimento de fontes nacionais e internacionais, especialmente destinados ao saneamento básico. 2. A falta de um tarifário estruturado e de regulamentos claros para o saneamento urbano tem um impacto negativo na sustentabilidade dos serviços. A sustentabilidade financeira é uma preocupação recorrente do GdA relativamente aos serviços públicos de abastecimento de água, electricidade e gestão de resíduos sólidos e líquidos que registam perdas. 3. A falta de autonomia orçamental e de recursos financeiros impede as autoridades locais de prepararem, executarem, controlarem e assumirem a responsabilidade pelo fornecimento de serviços de saneamento. 5. Acompanhamento e avaliação A falta de dados fiáveis e a escassez de informação reflectem se nos fracos níveis de acompanhamento e avaliação, não somente com respeito ao cumprimento dos ODM, como também com respeito ao impacto real dos programas e projectos implementados. Em muitos casos, as actividades de A&A incluídas nos programas de saneamento ou noutros programas de desenvolvimento baseiam se em dados incompletos e desactualizados, o que tem como consequência a falta de informação sobre o impacto das actividades levadas a cabo. Os dados estatísticos sobre os indicadores de desenvolvimento provêm dos inquéritos realizados pelas organizações internacionais, em particular pelas agências das Nações Unidas. De facto, as estatísticas mais citadas são as do MICS 2003, cuja informação data de Os preparativos para um novo MICS, cujos dados estarão provavelmente disponíveis em 2010, estão já em curso. Menção de aspectos críticos do acompanhamento e avaliação do saneamento: 1. Necessidade de dados de base sólidos e fiáveis, que constituam um ponto de referência seguro para o futuro acompanhamento e avaliação. 2. Devem ser incorporadas nos planos e programas nacionais de saneamento actividades de acompanhamento e avaliação. 3. Falta de um sistema de gestão da informação capaz de proporcionar informação analítica destinada ao planeamento e à tomada de decisões. 20

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