UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAIO ESPÍNDOLA MIRANDA. AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA: análise e critica

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAIO ESPÍNDOLA MIRANDA AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA: análise e critica São José 2009

2 CAIO ESPÍNDOLA MIRANDA AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA: análise e crítica Monografia apresentada à Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, como requisito parcial a obtenção do grau em Bacharel em Direito. Orientador: Prof. MSc. Rodrigo Mioto dos Santos São José 2009

3 CAIO ESPÍNDOLA MIRANDA AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA: análise e crítica Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de bacharel e aprovada pelo Curso de Direito, da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Sociais e Jurídicas. São José, 17 de junho de Prof. MSc. Rodrigo Mioto dos Santos UNIVALI Campus São José Orientador Prof. MSc. Juliano Keller do Valle UNIVALI Campus São José Membro Prof. MSc. Alexandra Souza UNIVALI Campus São José Membro

4 Dedico este trabalho aos meus pais, pois tudo que sou e alcancei deve-se a eles.

5 AGRADECIMENTOS À minha amada mãe, Claudia que sempre se fez presente incentivando toda minha formação acadêmica. Ao meu grande pai e amigo, Sidney que nunca mediu esforços para me conscientizar da importância dos estudos. À minha querida irmã, Roberta que através de sua dedicação ao universo acadêmico incentivou-me a elaborar o presente trabalho. Ao professo Rodrigo Mioto dos Santos, que com afinco e zelo, forneceu orientações primordiais para a elaboração e organização da presente monografia.

6 O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer. Albert Einstein

7 TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE Declaro, para todos os fins de direito, que assumo total responsabilidade pelo aporte ideológico conferido ao presente trabalho, isentando a Universidade do Vale do Itajaí, a coordenação do Curso de Direito, a Banca Examinadora e o Orientador de toda e qualquer responsabilidade acerca do mesmo. São José, 17 de junho de Caio Espindola Miranda

8 RESUMO O objetivo deste trabalho é buscar através da doutrina, e, principalmente, da jurisprudência, definir quais as situações que na atual prática jurídica vêem autorizando a prisão temporária. Com este apanhado pretende-se realizar juízo critico quanto à compatibilidade dos julgados pesquisados aos ditames constitucionais. Pretende-se também definir fundamentos que auxiliem na crítica dessa jurisprudência, e, sirvam de parâmetros para uma análise constitucional do cabimento da prisão temporária. Para tanto, inicialmente, partindo da visão dogmática da técnica-processual, analisa-se brevemente as prisões cautelares, fazse contextualização da prisão temporária, bem como, estuda-se os seus elementos caracterizadores trazidos no corpo da Lei 7.960/1989. Em seguida, dedica-se o estudo sobre o que a doutrina tem comentado sobre as hipóteses autorizadoras da prisão temporária, percorrendo desde a interpretação dos permissivos legais contido na lei anteriormente citada, até os entendimentos a respeito de expressões contidas nesses permissivos. Por fim, faz-se análise da jurisprudência pátria especificamente sobre as hipóteses autorizadoras da prisão temporária, elenca-se como parâmetros para uma análise constitucional (presunção de inocência) do cabimento da prisão temporária a necessidade do instituto possuir as características inerentes a qualquer prisão cautelar e respeitar os princípios da proporcionalidade e da motivação das decisões judiciais. Palavras-chave: prisão temporária; cautelaridade, proporcionalidade; fundamentação das decisões judiciais.

9 ABSTRACT The objective of this work is to look for through the doctrine, and, mainly, of the jurisprudence, to define which the situations that see authorizing the temporary prison in the current juridical practice. With this picked it intends to accomplish judgement criticize as for the compatibility of those judged researched to the constitutional dictates. It is also intended to define foundations to aid in the critic of that jurisprudence, and, serve as parameters for a constitutional analysis of the pertinence of the temporary prison. For so much, initially, leaving of the dogmatic vision of the technique-procedural, it is analyzed the precautionary prisons shortly, it is made contextualização of the temporary prison, as well as, it is studied their elements caracterizadores brought in the body of the Law 7.960/1989. Soon afterwards, he/she is devoted the study on which the doctrine has been commenting on on the hypotheses give permission for the temporary prison, traveling from the interpretation of the permissive ones legal contained in the law previously mentioned, until the understandings regarding expressions contained in those permissive ones. Finally, it is made analysis of the jurisprudence homeland specifically on the hypotheses that authorizing the temporary prison, appoint the parameters for a constitutional analysis (innocence presumption) of the pertinence of the temporary prison the need of the institute to possess the inherent characteristics the any precautionary prison and to respect the beginnings of the proportionality and of the motivation of the sentences. Word-key: temporary prison; caution, proportionality; recital of the sentences.

10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A PRISÃO TEMPORÁRIA: DELIMITAÇÕES INICIAIS AS PRISÕES CAUTELARES CONTEXTALIZAÇÃO HISTÓRICA DA PRISÃO TEMPORÁRIA ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA PRISÃO TEMPORÁRIA À LUZ DA LEI 7960/ Conceito Requisitos para a decretação da prisão temporária Legitimidade ativa e prazo de duração da prisão temporária A libertação do investigado antes do esgotamento do prazo legal Questões formais da prisão temporária e garantias ao preso AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA NA DOUTRINA CUMULATIVIDADE, ALTERNATIVIDADE OU COMBINAÇÃO: as diversas interpretações da aplicação dos incisos I, II e III do art. 1º da Lei 7.960/ Aplicação alternativa dos incisos (interpretação gramatical) Aplicação cumulativa dos três incisos Requisitos dos incisos do art. 1º acrescidos dos requisitos da prisão preventiva (art. 312 do CPP) Corrente majoritária: restrição dos incisos I e II ao rol de crimes previstos no inciso III Outros posicionamentos AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA NA DOUTRINA PÁTRIA Imprescindibilidade para as investigações Ausência de residência fixa ou de identificação do indiciado Fundadas razões e rol de crimes previstos no inciso III AS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA NA JURISPRUDÊNCIA PÁTRIA: ANÁLISE E CRÍTICA... 52

11 3.1 LEVANTAMENTO JURISPRUDENCIAL ACERCA DAS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA A imprescindibilidade da prisão A prisão por falta de residência fixa ou pelo não fornecimento de dados necessários á identificação As fundadas razões PARÂMETROS PARA UMA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL DAS HIPÓTESES AUTORIZADORAS DA PRISÃO TEMPORÁRIA CRÍTICA DA JURISPRUDÊNCIA: QUAIS HIPÓTESES PODE(RIA)M AUTORIZAR A PRISÃO TEMPORÁRIA? CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 88

12 INTRODUÇÃO A prisão temporária foi inserida no ordenamento jurídico brasileiro através da Medida Provisória nº 111 de 24 de novembro de 1989, sendo que no mês seguinte, foi convertida na lei 7.960/89. A Lei foi recebida pela doutrina, por patidos políticos e pela Ordem dos Advogados do Brasil, com severa crítica. Alegaram a sua inconstitucionalidade, pois, uma vez que regula matéria de Processo Penal e Direito Penal, não poderia ter se originado através de Medida Provisória. O poder de restrigir a liberdade de locomoção em fase pré-processual e anterior a decisão que tenha transitado em julgado tem atribuido ao diploma as mais severas críticas no sentido de existir afronta ao princípio da presunção de inocência. Se não bastasse a prisão temporária versar sobre a restrição do direito de liberdade de locomoção, a Lei 7.960/89 possui péssima técnica legislativa. O legislador não deixou claro quais são as hipóteses autorizadoras da prisão temporária. Tentando suprir esse déficit diversas correntes doutrinária surgiram, contudo, não existe corrente majoritária apta a definir com clareza quais são as hipóteses capazes de autorizarem a prisão temporária. O assunto é tratado pela doutrina basicamente de três correntes. Aqueles que tratam o instituto como medida inconstitucional, não dedicando muitos esforços no estudo dos seus pontos nevrálgicos. Os que defendem a prisão temporária como meio de combate à criminalidade. E, os que buscam interpretar o instituto de maneira a viabilizá-lo frente aos ditames constitucionais. Preocupante é o fato de que mesmo diante de tanta indefinição, a prisão temporária é comumente utilizada pelas polícias civis e pela polícia federal na tentativa de elucidação de crimes graves. Muito se discute e critica a prisão temporária, mas em nenhum momento, em seus quase vinte anos de existência, a

13 11 prisão temporária esteve fora da praxis juridica brasileira, ou seja é pratica inserida no universo jurídico pátrio. Diante de tantas controvérsias e indefiniçoes a respeito de quando caberá a prisão temporária, surge situação de insegurança jurídica, logo, a presente monografia tem por escopo estudar as hipóteses autorizadoras da prisão temporária, buscando delinear quais as situações que, na atual práxis jurídica, têm autorizado a decretação da prisão temporária, para em seguida fazer juízo critico auferindo em que medidas o instituto está, ou não, sendo empregado em compatibilidade com os ditames constitucionais pátrios. A prisão temporária é considerada por muitos, como a legitimação da antiga e temerosa prisão para averiguações. Muitos autores contextualizam o surgimento da prisão temporária com uma onda de criminalidade que assolou o país entre as décadas de 80 e 90, principalmente diversos seqüestros relâmpagos, quando se adotou a política criminal conhecida como law and order. Assim, a prisão temporária surgiu destinada a coibir a criminalidade, e não como medida cautelar que visa assegurar situação temerária. Mas, mesmo com a evolução da democracia no Brasil, concretização da dignidade da pessoa humana cada vez maior, a prisão temporária resistiu, e, aos poucos, foi sendo revestida de cautelaridade buscando compatibilidade com a Carta Magna. No que pese o instituto ter muito o que evoluir ainda, sua resistência a todas as críticas demonstra que as polícias judiciárias e o Ministério Público, representantes do Estado, necessitam de instrumentos para um eficiente exercício do jus puniendi. Após a definição do atual quadro das hipóteses autorizadoras da prisão temporária busca-se definir diretrizes para que a prisão temporária possa ser utilizada como meio legítimo a garantir o poder jurisdicional estatal respeitando os direitos fundamentais do ser humano e consolidando-se como legitima medida cautelar. Para tanto, se recorrerá ao princípio da proporcionalidade (adequação, necessidade e em sentido estrito), ao princípio da presunção de inocência e a necessidade de fundamentação das decisões judiciais. Desta forma, dividiu-se o trabalho em três capítulos:

14 12 O primeiro capítulo se destinará a discussão de três temas principais. Primeiramente, far-se-á uma breve abordagem sobre as prisões cautelares. Em seguida estudar-se-á o histórico da prisão temporária, e, por fim, estudar-se-á suas generalidades. No segundo capitulo será explanado sobre as hipóteses autorizadoras da prisão temporária na visão da doutrina. Inicialmente serão estudadas as correntes que definem diversas interpretações sobre a aplicação dos incisos do art. 1º da Lei 7.960/89. E, por conseguinte, será analisado o entendimento da doutrina sobre o significado e a abrangência de cada um destes incisos. O terceiro capítulo destinar-se-á inicialmente ao levantamento jurisprudencial a cerca das hipóteses autorizadoras da prisão temporária e a definição da natureza jurídica da prisão temporária. Após estas apurações buscar-se-á realizar juízo critico sobre as jurisprudências encontradas tendo por embasamento teórico o princípio da proporcionalidade, a necessidade de fundamentação das decisões, a cautelaridade e a presunção de inocência. Após esses três capítulos encerra-se o estudo com a Conclusão, onde se almeja apontar pontos conclusivos sobre as situações que atualmente tem autorizado a prisão temporária, e sobre as perspectivas para a consolidação de um instituto eficiente e em conformidade com a Constituição Federal pátria. No que pese não ser o objetivo primordial, ao longo do trabalho abordar-se-á, fazendo juízo critico, algumas situações procedimentais a respeito da prisão temporária. Quanto à metodologia a ser utilizada, via de regra, se optará pelo método dedutivo, pretende-se submeter casos particulares a preposições teóricas gerais, buscando conferir a compatibilidade, a consonância, o enquadramento, daquele neste. Há que se considerar que boa parte do trabalho consiste em revisão bibliográfica, a qual também servirá de base para as conclusões que pretende-se obter.

15 13 1 A PRISÃO TEMPORÁRIA: DELIMITAÇÕES INICIAIS No presente capítulo será abordado o conceito de prisão temporária, as generalidades trazidas no corpo da Lei 7.960/89 e a contextualização histórica do instituto. Partindo-se do conhecimento técnico-processual fornecido pela doutrina nacional, o principal objetivo deste capítulo será estabelecer a compreensão dogmática da prisão temporária. Contudo antes de adentrar-se nas especificidades da prisão temporária far-se-á breve análise das prisões de maneira geral, dando destaque às cautelares. 1.1 AS PRISÕES CAUTELARES Antes da exposição teórica sobre os aspectos e questões relacionados às prisões cautelares é importante tecer breves comentários sobre o que o termo prisão significa. Tourinho Filho 1, acerca do conceito de prisão, expõe ser esta a supressão da liberdade individual, mediante clausura; diz ser a privação da liberdade individual de ir e vir. Ainda, considerando a existência de prisões mais brandas, como a prisão albergue, conceitua a prisão como a privação, mais ou menos intensa, da liberdade ambulatória. João Carvalho de Matos 2 trata do conceito de prisão sobre três acepções diferentes: como local, fazendo referência aos edifícios destinados ao encarceramento dos indivíduos; como pena, no sentido de retribuição estatal ao indivíduo pelo cometimento de uma infração penal; e, como medida ou meio de cerceamento da liberdade individual, a qual se exterioriza no ato de prender. Por fim, conclui: Assim, a prisão é qualquer restrição à liberdade individual. 1 TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal. 29. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2007, V. 3, p MATOS, João Carvalho de. Prática e teoria do direito penal e processual penal. 6. ed. Campinas: Bookeseller, 2006, p

16 14 Fernando Capez 3, por sua vez, afirma que prisão é a privação da liberdade de locomoção determinada por ordem escrita da autoridade competente ou em caso de flagrante delito. Não restando dúvida que prisão é a situação em que o indivíduo tem sua liberdade de locomoção (ir e vir) restringida, passa-se a análise de suas espécies. Feitoza 4, ao abordar o tema, classifica as prisões segundo a definitividade ou provisoriedade. No primeiro grupo estão a prisão pena e a prisão disciplinar militar (definitiva). No segundo, inclui as prisões processuais penais, a prisão civil, a prisão administrativa e a prisão disciplinar militar (provisória). Para o estudo em tela, só possuem real relevância as prisões oriundas da relação penal. Restando as prisões provenientes de sentença condenatória irrecorrível, com caráter de punição e denominada por muitos de prisão-pena, classificadas como definitivas, e as prisões processuais, as quais se enquadram no grupo das provisórias. Nesse sentido, ensina Tourinho Filho: O conceito de prisão abrange duas espécies de prisão: a prisão como pena, ou prisão-sanção, isto é, a decorrente de sentença penal condenatória irrecorrível, utilizada como meio de repressão aos crimes e contravenções, e a prisão sem o caráter de pena, também conhecida sob a denominação genérica de prisão sem pena. 5 Capez, corroborando a divisão entre prisão-pena e prisão sem pena expõe: a) Prisão-pena ou prisão penal: é aquela imposta em virtude de sentença condenatória transitado em julgado, ou seja, trata-se de privação da liberdade determinada com a finalidade de executar decisão judicial, após o devido processo legal, na qual se determinou o cumprimento de pena privativa de liberdade. Não tem finalidade acautelatória, nem natureza processual. Trata-se de medida penal destinada à satisfação da pretensão executória do Estado. b) Prisão sem pena ou prisão processual: trata-se de prisão de natureza puramente processual, imposta com finalidade cautelar, destinada a assegurar o bom desempenho da investigação criminal, do processo penal ou da execução da pena, ou ainda a impedir que, solto, o sujeito continue praticando delitos [...]. 6 3 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal. 8. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, p FEITOZA, Denilson. Direito processual penal: teoria, crítica e práxis. 5. ed. rev. ampl. e atual. Niterói, RJ: Impetus, p TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal p CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal p. 224.

17 15 Dos dois grupos de prisões abordados até o momento o que cabe melhor detalhamento é o das provisórias, uma vez que a prisão temporária, bem como a preventiva e a em flagrante 7, se enquadram neste grupo. Paulo Rangel 8 conceitua prisão cautelar como uma espécie de medida cautelar, ou seja, é aquela que recai sobre o indivíduo, privando-o de sua liberdade de locomoção, mesmo sem sentença definitiva. Também comenta acerca da finalidade das prisões cautelares: A prisão cautelar tem como escopo resguardar o processo de conhecimento, pois, se não for adotada, privando o indivíduo de sua liberdade, mesmo sem sentença definitiva, quando esta for dada, já não será possível a aplicação da lei penal. Assim, o caráter da urgência e necessidade informa a prisão cautelar de natureza processual. 9 Sobre o tema, Aquino considera que: O encarceramento destinado a garantir imediatamente a tutela de um bem jurídico para evitar as conseqüências do periculum in mora se chama prisão cautelar. É prisão ordenada para assegurar o cumprimento de futura decisão condenatória, assentando-se num juízo de probabilidade [...]. 10 Corroborando o pensamento ensina Tourinho Filho: A prisão sem pena, de que cuidamos, nada mais é do que uma execução cautelar de natureza processual (em oposição à coerção processual de natureza real como buscas e apreensões, seqüestro, arresto etc.) e que se justifica como medida imprescindível para assegurar o império da lei penal. 11 Quando se entra no estudo das prisões cautelares, tema extremamente delicado por interferir no status libertatus, não se pode deixar de considerar princípios constitucionais norteadores de um estado democrático de direito. 7 Cabe ressaltar que a prisão decorrente de pronúncia e a prisão por sentença condenatória recorrível foram abolidas com a recente reforma do Código de Processo Penal (Leis nº /2008 e nº /2008). 8 RANGEL, Paulo. Direito Processual Penal. 11. ed. rev. e ampl. e atual. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, p Id. 10 AQUINO, José Carlos Gonçalves Xavier de; NALINE, José Renato. Manual de processo penal. 2 ed. rev. e atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal p. 402.

18 16 A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, incisos LVII, LXI e LXVI, respectivamente, preconiza o princípio da presunção de inocência, o princípio da liberdade e o princípio da necessidade, in verbis: LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei. LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança 12 ; Alguns doutrinadores deslegitimam as prisões cautelares baseando-se, justamente, no princípio da presunção de inocência (este princípio será abordado no capitulo 3). Matos ao abordar a presunção de inocência, aduz: Em virtude deste princípio, não se concebe qualquer espécie de prisão provisória. Entretanto, há quem continue na defesa de sua legitimidade, tendo em vista os interesses sociais que ao Estado incumbe resguardar, quando ameaçados ou violados; daí justificar-se o sacrifício do individuo, para o bem comum. 13 No que pese o posicionamento supra, percebe-se que a maior parte da doutrina admite as prisões cautelares, uma vez que as considera medida cautelar destinada a proteger a instrução criminal nos casos de extrema necessidade e urgência. Reconhecendo a possibilidade da prisão cautelar Mirabete menciona que: Rigorosamente, no regime de liberdades individuais que preside o nosso direito, a prisão só deveria ocorrer para o cumprimento de uma sentença penal condenatória. Entretanto, pode ela ocorrer antes do julgamento ou mesmo na ausência do processo por razões de necessidade ou oportunidade. Essa prisão assenta na Justiça Legal, que obriga o indivíduo, enquanto membro da comunidade, a se submeter a perdas e sacrifícios em decorrência da necessidade de medidas que possibilitem ao Estado prover o bem comum, sua última e principal finalidade [...]. 14 Do ensinamento de Mirabete merece destaque a excepcionalidade da prisão cautelar e sua justificação na necessidade de meios que possibilitem o Estado a garantir o bem comum. 12 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 10. ed. rev. atual e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p MATOS, João Carvalho de. Prática e teoria do direito penal e processual penal p MIRABETE, Julio Fabbrini. Processo Penal. 18. ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, p. 362.

19 17 Freitas sobre o tema expõe: As cautelares pessoais localizam-se no ponto nevrálgico dos interesses básicos do processo penal: de um lado, o respeito à dignidade do preso e, de outro, a eficácia na repressão dos delitos, como meio de restabelecimento da ordem e da paz social a segurança social. 15 A fim de garantir a aplicação da prisão cautelar como medida excepcional, utilizada somente como instrumento imprescindível à cautelar a atividade jurisdicional do Estado, a doutrina exige o cumprimento de dois pressupostos para o cabimento da medida: O fumus comissi delicti e o periculum libertatis. Nessa esteira Feitoza explica: O fumus boni iuris é a plausibilidade do direito substancial. No processo penal, fumus boni iuris ou, em terminologia mais apropriada ao processo penal, fumus commissi delicti é a plausibilidade do direito de punir (poder de punir) alegado, ou seja, plausibilidade de que se trata de um fato delituoso, constatada por meio de elementos probatórios, razão pela qual pode ser melhor denominado fumus commissi delicti, no processo penal. O periculum in mora é o perigo na demora ou o dano potencial para o interesse ou direito de alguém diante da demora do procedimento ou processo satisfazê-lo. No processo penal, periculum libertatis é o perigo concreto que a liberdade do suspeito, indiciado ou acusado acarreta para a investigação criminal, o processo penal, a efetividade do direito penal ou a segurança pública. 16 Rangel 17 também menciona tais pressupostos: [...], pois mister se faz, também, que preexistam dois requisitos, ou, como se diz: dois pressupostos. São eles: o periculum in mora (periculum libertatis) e o fumus boni iuris (fumus comissi delicti) [...]. No mesmo sentido ensina Aury Lopes Jr: [...] mister se faz que haja um perigo na liberdade do réu a justificar sua prisão e não perigo na demora da prestação jurisdicional. Da mesma forma que a fumaça deve ser do cometimento do delito, e não do bom direito, pois bom direito pode ser para condenar ou absolver o acusado, ou ainda, para declarar extinta a punibilidade. 18 Uma vez abordado a prisão cautelar, que é gênero do qual pertence a prisão temporária, bem como, analisado o princípio da presunção de inocência e a 15 FREITAS, Jayme Walmer de. Prisão temporária p FEITOZA, Denilson. Direito processual penal: teoria, crítica e práxis p RANGEL, Paulo. Direito Processual Penal p LOPES JUNIOR, Aury. Sistema de Investigação Preliminar no Processo Penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 256.

20 18 necessidade dos pressupostos: fummus comissi delicti e periculum libertatis, passase aos próximos itens. 1.2 CONTEXTALIZAÇÃO HISTÓRICA DA PRISÃO TEMPORÁRIA A fim de melhor compreender a prisão temporária, nesse item abordar-se-á o momento em que esta passou a fazer parte do sistema jurídico brasileiro, destacando-se as diversas etapas que foram realizadas até a vigência do instituto. A história é imprescindível na compreensão dos mais diversos temas, não sendo diferente com a prisão temporária. Luis Geraldo Sant Ana Lanfredine 19, ao citar João Medes Júnior, considera que há antecedentes da prisão temporária no Código de Processo Criminal de 1830, depois das modificações introduzidas pela Lei n. 261/1841. O mesmo autor cita que no art. 50 do Projeto de Código de Processo Penal de 1935, elaborado por Bento de Faria, Plínio Casado e Luiz Barbosa da Gama Cerqueira, concebeu-se a possibilidade da prisão provisória, in verbis: Art. 50. O Juiz de instrução, a requerimento da autoridade policial, quando for necessário aos interesses da justiça ou conveniente à investigação, poderá ordenar a detenção provisória do indiciado. Parágrafo Único. A detenção será em sala especial e não poderá exceder de dez dias. 20 Lanfredini traz ainda a Exposição de Motivos do citado projeto: Os interesses da justiça, ou freqüentes vezes, as necessidades da investigação, exigem a detenção do indiciado, para melhor apuração do facto criminoso. A prisão preventiva obedece a preceitos rígidos e, em casos occurrentes, nem sempre pode ser reclamada razão pela qual as autoridades policiais, animadas embora pelos propósitos mais legítimos, excedem, em certos casos, os limites estrictos traçados pelas leis vigentes e effectuam detenções indispensáveis ou úteis para a elucidação do facto punível. É mais simples e mais jurídico legalizar-se semelhante situação ditada pela necessidade, substituindo-se o decreto judiciário ao arbítrio da autoridade policial LANFREDINI, Luís Geraldo Sant Ana. Prisão Temporária: Análise e perspectivas de uma releitura garantista da Lei n , de 21 de dezembro de São Paulo: Quartier Latin, p Id. 21 Id.

21 19 Tourinho Filho 22 considera que as primeiras tentativas de criação da prisão temporária ocorreram no Governo Costa e Silva e no Governo Geisel, tendo por objetivo regularizar as prisões para averiguação. Também contextualizando a prisão temporária, Sznick 23 menciona que em 1976, os secretários de segurança de todo o país, reunidos em Brasília, propuseram a criação da prisão temporária como instrumento a propiciar melhor atuação policial. Em 1979, o deputado Erasmo Dias propôs o Projeto de Lei 2114, que pretendia alterar o estatuto processual penal (art. 311), visando à possibilidade de a autoridade policial decretar a prisão provisória do suspeito por dez dias, comunicando-a, desde logo, ao juiz. O projeto apresentava a seguinte redação: Quando a autoridade policial, detiver ou estiver prestes a deter suspeito de ter praticado a infração penal, passível de ter requerido sua prisão preventiva, poderá pelo prazo de dez dias, decretar, fundamentadamente, a sua prisão provisória comunicando de imediato a decisão à autoridade judiciária competente 24. Outra proposta muito semelhante à do Dep. Erasmo Dias foi apresentada pelo já extinto Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em 1980, através do Delegado Otacílio Oliveira Andrade. A proposta previa a alteração do art. 6º do Código de Processo Penal, o qual passaria a vigorar com a seguinte redação: Quando a autoridade policial capturar o suspeito ou estiver prestes a fazê-lo e não dispuser dos elementos capazes de justificar o pedido de prisão preventiva, poderá, pelo prazo máximo de 10 dias, decretar, fundamentadamente a sua prisão provisória, comunicando, de imediato, o fato à autoridade judiciária. 25 Sobre a possibilidade de a prisão ser decretada pela polícia, Sznick traz o pensamento de Miguel Reale: A prisão determinada pela Polícia sempre amedronta a todos a começar pelo preso que teme por sua integridade física e psíquica. A medida, 22 TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Processo Penal p SZNICK, Valdir. Liberdade, prisão cautelar e temporária. 2.ed. São Paulo: Ed. Universitária de Direito, P Projeto de Lei nº 2114/1979. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/proposicoes>. Acesso em: 21 Nov SZNICK, Valdir. Liberdade, prisão cautelar e temporária P.473.

22 20 todavia, imposta pelo juiz dá garantias e pode ser reapreciada a qualquer instante. 26 De outro lado, Hélio Tornagui afirma que a prisão temporária existe em países civilizados que prezam pela liberdade: Na Itália a permissão de reter ( fermare ) o investigado em casos excepcionais de necessidade e urgência é concedida às autoridades de segurança pública pela própia Constituição (art. 13). Após firmar a regra de que a restrição da liberdade só é admitida mercê do ato motivado do Poder Judiciário, a Carta Magna daquele país permite às autoridades de segurança tomar providências cautelares, entre as quais a do fermo, isto é da retenção do investigado. Nas quarenta e oito horas seguintes, a Polícia pede ao Judiciário a convalidação do ato. Observa CORDERO que, sem essa permissão, haveria um retardamento perigoso para os fins do processo, frustrando-se o objetivo da medida. Daí a criação do contraste judicial a posteriori 27. Em 1975, a Comissão presidida por José Frederique Marques elaborou uma proposta de reforma do Código de Processo Penal. Essa proposta foi remetida ao Congresso Nacional pelo então Presidente do Brasil, Ernesto Geisel, vindo a transformar-se no Projeto de Lei 633/1975 que nos artigos 490, 491 e 492 previa a prisão temporária 28. O referido projeto não concluiu o processo legislativo vindo a ser arquivado. Por fim, no final de 1984, em novos estudos para a reforma processual penal foi elaborado o Projeto de Lei 1655-B/1983 que foi remetido ao Senado Federal. Porém, em novembro de 1989, o Poder Executivo solicitou sua retirada do congresso nacional, vindo a novamente inviabilizar a prisão temporária. Sobre a prisão temporária este projeto apresentava a seguinte redação: Art Mediante requerimento da autoridade polícial, do Ministério Público, do ofendido ou de seu representante legal, o juiz pode decretar motivadamente e no máximo por cinco dias, a prisão temporária. Art Admite-se a prisão temporária quando: I- Imprescindível para compelir o indiciado ou acusado ao cumprimento de ônus a que está sujeito no inquérito polícial ou no processo; II- O indiciado estiver perturbando o curso da investigação criminal, em situação semelharte à prevista no art. 414, nº II; 26 Id. 27 TORNAGHI, Hélio. Curso de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo: Saraiva, v. II, p Disponível em: <http://www.senado.gov.br/novocpp/anteprojetos_anteriores.asp>. Acesso em: 22 de Nov

23 21 III- O indiciado, apesar de regularmente intimado, deixar de comparecer sem justificativa a qualquer ato necessário à instrução do inquérito polícial, ou dificultar a realização da citação inicial; IV- Ocorrer quaquer das hipóteses previstas no art. 90; V- Houver suspeita razoável de participação do investigado, em qualquer dos crimes referidos no parágrafo único de art Art Não se executa a ordem de prisão temporária quando o indiciado comparecer perante a autoridade, espontaneamente, exceto na hipótese prevista no nº V do artigo anterior. 29 Após diversas tentativas frustradas, a prisão temporária tornou-se realidade através da Medida Provisória nº 111 de 24 de novembro de Liberato Póvoa e Marcos Villas Boas sobre o momento histórico expõem: [...] a morosidade da tramitação do Projeto de Código de Processo Penal no Congresso Nacional abriu oportunidade para a adoção da mais inédita e surpreendente Medida Provisória pelo então presidente da República, JOSÈ SARNEY, empurrando garganta abaixo dos juristas brasileiros o instituto da prisão temporária [...]. 30 Cabe aqui ressaltar, que houve muita resistência à prisão temporária pelo fato desta não ter emanado do poder legislativo. O Conselho Federal da OAB ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 162-1/DF, buscando tornar a medida provisória sem efeito. Segundo o Conselho, a Medida Provisória era incontitucional por tratar de matéria de Processo Penal e Direito Penal, a qual é reservada à lei ordinária federal (art. 22, I, da CF/1988), por prever posiibilidade de incomunicabilidade do preso e por não estar calcada nos requisitos de relevância e urgência conforme prevê o art. 62 da Constituição Federal de Póvoa e Villas Boas 31 consideram que a implantação da prisão temporária foi truculenta e inconstitucional, uma vez que invadiu competência reservada ao poder legislativo e limitou o direito de ir e vir do cidadão. Também colocam que o intituto foi motivado por uma onda de extorções mediante sequestros que assolavam o país, contudo, esta situação não servia para configurar a urgência que uma Medida Provisória requer. Contrariando esses pensamentos, em 14 de dezembro de 1989, o STF por maioria de votos, tendo por relator o Ministro Moreira Alves, rejeitou a liminar 29 Disponível em: <http://www.senado.gov.br/novocpp/anteprojetos_anteriores.asp>. Acesso em: 22 de Nov PÓVOA, Liberato; VILLAS BOAS, Marco. Prisão Temporária. 2. ed. Curitiba: Ed. Juruá, p PÓVOA, Liberato; VILLAS BOAS, Marco. Prisão Temporária p. 50.

24 22 pleiteada pela OAB, decisão que mais tarde foi confirmada pelo pleno, assim prevalescendo a constitucionalidade do instituto da prisão temporária. Diante desse quadro conturbado o Congresso Nacional não calhou em covolar em lei a Medida Provisória nº 111/89. Assim, no dia 21 de dezembro de 1989, através da Lei 7.960/1988, o instituto da prisão temporária entrou definitivamente no ordenamento jurídico brasileiro. Mesmo com a conversão da Medida Provisória em lei, muitos ainda continuaram a atacar o instituto apontando vício de origem e por sua vez afronta ao princípio da legalidade. Nesse sentido Delmanto expõe seu entendimento: Sem dúvida, correta é a interpretação de que tal fato viola a garantia constitucional da reserva legal, que pressupõe, outrossim, a correta elaboração legislativa, abrangida por outra garantia constitucional, qual seja, a do substantive due process of law. 32 No mesmo sentido é o ensinamento de Maria Lucia Karam: Tratando-se de instrumento de coerção pessoal, a atingir o direito de liberdade, não poderia a prisão temporária ser objeto de medida provisória mas tão somente de lei em sentido estrito (ou seja, o ato normativo procedente do poder legislativo e elaborado segundo forma e o processo constitucionalmente estabelecidos): tem-se aqui decorrência básica do princípio da legalidade, que, naturalmente, limita o poder do Estado não só em matéria penal substantiva, mas também no que diz respeito ao direito processual penal, notadamente neste campo da liberdade 33. Ainda, corroborando a idéia é a lição de Alberto Silva Franco: A lei 7.060/89 originou-se de uma medida provisória baixada pelo Presidente da República e, embora tenha sido convertida em lei, pelo Congresso Nacional, representou uma invasão na área da competência reservada ao Poder Legislativo. Pouco importa a aprovação, pelo congresso Nacional, da Medida Provisória 34. Extrai-se dos ensinamentos acima que o princípio da legalide exige não somente a existencia de lei anterior, mas também que esta cumpra as formalidades previstas para a atividade legiferante. Logo, no que pese existir lei que institua a prisão temporária esta estaria com vício de origem, o que a tornaria inexistente. 32 DELMANTO JUNIOR, Roberto. As modalidades de prisão provisória e seu prazo de duração p KARAM, Maria Lucia. Prisão e Liberdade Processuais. Revista Brasileira de Ciências Criminais 02/1993, p FRANCO, Alberto Silva. Crimes hediondos: notas sobre a Lei 8.072/90. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1991.

25 23 No que pese toda a manifestação doutrinária, o instituto foi aceito pela juriprudência e vem sendo utilizado como mais uma forma de prisão cautelar. 1.3 ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA PRISÃO TEMPORÁRIA À LUZ DA LEI 7960/89 Após contextualização histórica, considerando a prisão temporária como instrumento inserido na atual práxis forense, visa-se, a partir desse ponto, analisar os principais elementos que caracterizam essa modalidade de prisão provisória CONCEITO A lei 7.960/89 não traz expressamente a definição da prisão temporária, mas através da interpretação dos dispositivos a doutrina fornece diversas conceituações para o instituto. Guilherme de Souza Nucci 35 considera a prisão temporária como uma modalidade de prisão cautelar que tem por finalidade assegurar uma investigação criminal eficiente nos casos de particular gravidade. Capez 36 conceitua o instituto como: prisão cautelar de natureza processual destinada a possibilitar as investigações a respeito de crimes graves, durante o inquérito polícial. Um pouco mais detalhista que os autores citados acima, Mirabete 37 define o instituto como medida acauteladora, restringidora da liberdade de locomoção, por tempo determinado, que tem por objetivo possibilitar as investigações a respeito de crimes graves no curso do inquérito polícial. 35 NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas. 3ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal p MIRABETE, Julio Fabbrini. Processo Penal p. 392.

26 24 Freitas 38, por sua vez, conceitua a prisão temporária como: espécie de prisão cautelar, com prazo certo, decretada pelo juiz durante o inquérito polícial, contra suspeito de crime grave, cuja finalidade é cooperar com a persecução extrajudicial. Alguns autores consideram que a prisão temporária foi o instrumento pelo qual legitimou-se a conhecida prática polícial chamada de prisão para averiguações. A exemplo, cita-se Fauzi Hassan Choukr: A lei 7.960, de 21 de dezembro de 1.989, trouxe para o agasalho da lei uma prática de há muito existente, mas jurídica e moralmente repudiada, qual seja, a privação da liberdade para auxiliar nas investigações. 39 No mesmo sentido é a opinião de Delmanto 40 : [...] a prisão temporária veio, sem dúvida, regulamentar uma odiosa e comum prática polícial, que de há muito existia: a prisão para averiguações. Diaulas Costa Ribeiro, entende serem práticas inconfundiveis: A prisão para investigações, que é a nossa prisão temporária, parte de um fato criminoso para uma pessoa determinada. Já a prisão para averiguação parte de pessoas para levantar fatos, aleatoriamente. Diante de um homicidio, de um roubo, ou de outro crime qualquer, se iniciam as investigações que indicam uma pessoa como suspeita, sendo cabível sua prisão temporária se não for possível concluir essa fase com ela solta. È a prisão para investigações. Já na prisão para averiguações a sistemática é diferente. As autoridades, em regra políciais, prendem pessoas para descobrir crimes que não estavam investigando, ou apurar crimes em que elas não eram suspeitas. 41 Ao analisar-se diversos doutrinadores, a exemplo dos acimas mencionados, observa-se que ao definirem a prisão temporária, costumam abordar a natureza jurídica, a finalidade, o prazo pré-definido e seu cabimento no curso do inquérito polícial, caracteristicas estas que serão detalhadamente abordadas no itens a seguir REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO TEMPORÁRIA 38 FREITAS, Jayme Walmer de. Prisão temporária p CHOUKR, Fauzi Hassan. Garantias constitucionais na investigação criminal. São Paulo: Revista dos Tribunais, p DELMANTO JUNIOR, Roberto. As modalidades de prisão provisória e seu prazo de duração p RIBEIRO, Diaulas Costa. Prisão temporária (Lei 7.960, de ). Um breve estudo sistemático e comparado. São Paulo: Revista dos Tribunais, v p.273.

27 25 A lei 7.960/89 em seu art. 1º define as hipóteses em que será possível a decretação da prisão temporária. Este dipositivo é muito criticado pelos operadores do direito uma vez que não preveu a cumulação ou não dos seus incisos. Na verdade diante da omissão do legislador coube a doutrina e a jurisprudência determinarem quando cabível a prisão temporária. Contudo, existe muita divergência em torno do assunto, e por sua vez, diversas correntes. Nos próximos capítulos farse-á, com base na doutrina e na jurisprudência, análise minuciosa das hipóteses em que autoriza-se a prisão temporária LEGITIMIDADE ATIVA E PRAZO DE DURAÇÃO DA PRISÃO TEMPORÁRIA O caput do art. 2º da referida lei define o prazo de duração da segregação em cindo dias, podendo este ser prorrogável por igual período, bem como atribui ao juiz a competência para decretar a prisão temporária, condicionada à representação de autoridade polícial ou a requerimento do ministério público. In verbis: Artigo 2 - A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. 42 A doutrina considera que a prisão temporária não é desconhecida da legislação alienígena, Sznick 43, por exemplo, ao abordar o Fermo, modalidade de prisão da Itália, o considera semelhante à prisão temporária brasileira. O legislador brasileiro quando da criação da prisão temporária acabou por criar particularidades, afastando-a dos modelos estrangeiros. Destaca-se aqui, que na Itália, Portugal, França, Inglaterra, Estados Unidos, Espanha a própria autoridade de polícia judiciária pode decretar a detenção de pessoa suspeita de crime grave, quando houver urgência devido a suspeita de fuga. 42 BRASIL. Lei 7.960, de 21 de dezembro de Dispõe sobre prisão temporária. Disponível em: < Acesso em: 15 abr SZNICK, Valdir. Liberdade, prisão cautelar e temporária p. 490.

28 26 Nesses casos a prisão deve ser comunicada ao judiciário, que decidirá por sua convalidação, ou não. 44 Já no Brasil, como se extrai da leitura do art. 2º supra transcrito, fica claro que o juiz é o único competente para decretar a prisão temporária. Além do mais, uma vez que a situação em que ocorre a prisão temporária, não configura flagrante, nem se trata de transgressão militar, a única possibilidade de ocorrer uma prisão é através de ordem judicial, conforme o inciso LXI, art. 5º da Constituição Federal 45. Prevê ainda o referido artigo que a manifestação do juiz depende de provocação por parte da autoridade policial ou do Ministério Público, trazendo novidade em relação às outras espécies de prisões cautelares, uma vez que o juiz fica proibido de decretar a prisão temporária de ofício. Freitas 46 justifica essa proibição no fato de a prisão temporária servir a fase extrajudicial, tem-se o festejado pensamento do magistrado: É vedado o decreto prisional de ofício, por objetivar atender à persecução penal extrajudicial, embora admitido nas demais modalidades, em especial na preventiva. O parágrafo primeiro do mesmo artigo 47 prevê que: Na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público. Ainda no caput do art. 2º da Lei 7.960/89, encontra fixado o prazo de duração da prisão em cinco dias, com a possibilidade de, em casos de extrema e comprovada necessidade, ser prorrogado pelo mesmo tempo. Observa-se que a lei se atém apenas à fixação de prazo, e à possibilidade deste ser prorrogado, entretanto, não esclarece se o juiz poderá determinar prazo inferior. Sobre o assunto, Nucci 48 entende que o prazo pré-fixado em lei é o limite máximo, podendo, caso seja conveniente, ser diminuído. O autor ilustra o caso imaginando situação em que a prisão temporária é necessária unicamente para a realização de um 44 LANFREDINI, Luís Geraldo Sant Ana. Prisão Temporária: Análise e perspectivas de uma releitura garantista da Lei n , de 21 de dezembro de p Art. 5º, LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei. In: BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 10. ed. rev. atual e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p FREITAS, Jayme Walmer de. Prisão temporária p BRASIL. Lei 7.960, de 21 de dezembro de Dispõe sobre prisão temporária. Disponível em: < Acesso em: 15 abr NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas p

29 27 reconhecimento, quando seria perfeitamente cabível que o prazo da prisão fosse fixado em apenas um dia. Ainda com relação ao prazo, é importante destacar que a Lei 8.072/1990, denominada Lei de Crimes Hediondos, no parágrafo 3º do art. 2º, prevê que o crime em investigação for hediondo ou assemelhado, a prisão temporária terá o prazo de duração de 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogável uma vez por igual período. Essa dilação de prazo é muito criticada por aqueles que acreditam que o prazo de 30 dias é desproporcional à finalidade da prisão temporária A LIBERTAÇÃO DO INVESTIGADO ANTES DO ESGOTAMENTO DO PRAZO LEGAL Prevê o parágrafo 7º do dispositivo supra transcrito 50 que: Decorrido o prazo de cinco dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva. Visando dar maior respaldo a este dispositivo o legislador, através do art. 4º da Lei 7.960/89, acrescentou a alínea i à redação ao art. 4º da Lei n 4.898, de 9 de dezembro de 1965 (Lei de abuso de autoridade), que possui a seguinte redação: i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade; 51 Questiona-se neste tópico se é possível que a autoridade policial ou o Ministério Público libertem o investigado antes de findo o prazo de duração da prisão temporária fixado pelo Juiz prazo este advindo da lei. Extrai-se claramente do parágrafo 7º, art. 2º da Lei 7.960/1989, que uma vez esgotado o prazo de duração da prisão temporária o investigado deve ser posto em liberdade imediatamente, ou seja, não se exige alvará de soltura do juiz. Contudo, o 49 Art. 2º [...] 4 o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei n o 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. In: BRASIL. Lei 8.072, de 25 de julho de novembro de Dispõe sobre os crimes hediondos. Disponível em: < Acesso em: 15 abr BRASIL. Lei 7.960, de 21 de dezembro de Dispõe sobre prisão temporária. Disponível em: < Acesso em: 15 abr Id.

30 28 dispositivo não adentra na possibilidade desta libertação ocorrer antes do término de duração da prisão temporária. A respeito deste assunto, Nucci 52 ensina que quem tem a autoridade para decretar a prisão, deve ter também para soltar. Mas, em seguida ressalta que no Estado de São Paulo, a corregedoria Geral de Justiça, em parecer normativo, concluiu ser mais célere que a própria autoridade policial coloque o preso em liberdade quando julgar cumprido o objetivo da prisão. Lanfredini 53 acredita que cabe ao Delegado de Polícia e ao Ministério Público informarem ao juiz a desnecessidade da prisão a partir de dado momento, cabendo a este decidir fundamentadamente sobre a manutenção da prisão. Acredita assim que os sujeitos interferentes na persecução penal tornem-se fiscais, uns dos outros, da estrita observância da legalidade processual, bem como evite que a prisão temporária seja utilizada como instrumento a pressionar o investigado na obtenção de fins escusos. Conclui o autor da seguinte forma: Portanto, se a autoridade policial e o Ministério Público devem representar e requerer, respectivamente, para alcançar a prisão temporária de um suspeito ou investigado, necessariamente arrazoando e fundamentando seus convencimentos, com maior razão deverão justificar e motivar a perda de sentido ou a ineficácia da excepcional medida, nascida de prova nova advinda após a constrição da liberdade do preso temporário, submetendo essas considerações ao crítico juízo da autoridade judiciária. 54 Freitas 55 aborda este tema com a seguinte pergunta: Indaga-se: concluída a prova no inquérito policial antes do prazo constante do mandado, e sendo favorável ao custodiado, deve ele ser posto, incontinenti, em liberdade? E, responde nos seguintes temos: A resposta é positiva e complementa o esposado acima. Afigura-se uma prisão por trinta dias por crime hediondo em que, após quinze, todas as provas colhidas sejam favoráveis ao preso; o relaxamento deve ser imediato, independente de ordem judicial. Não se pode aguardar que sobrevenha alvará de soltura da autoridade judiciária, que pode levar dias; basta que a autoridade policial liberte o preso e consigne a providência no corpo do inquérito, visto que afastado o pressuposto da necessidade para investigação NUCCI, Guilherme de Souza. Leis penais e processuais penais comentadas p LANFREDINI, Luís Geraldo Sant Ana. Prisão Temporária: Análise e perspectivas de uma releitura garantista da Lei n , de 21 de dezembro de p Id. 55 FREITAS, Jayme Walmer de. Prisão temporária p FREITAS, Jayme Walmer de. Prisão temporária p

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