Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo

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1 0 Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo A ATIVIDADE EMPREENDEDORA NO ENSINO SUPERIOR PRIVADO : UMA ANÁLISE DO PERFIL DO EMPREENDEDOR GESTOR E DAS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PELAS INSTITUIÇÕES SUPERIORES PRIVADAS DAS CIDADES DE LONDRINA E MARINGÁ Março de 2004 Londrina PR

2 1 Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo A ATIVIDADE EMPREENDEDORA NO ENSINO SUPERIOR PRIVADO : UMA ANÁLISE DO PERFIL DO EMPREENDEDOR GESTOR E DAS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PELAS INSTITUIÇÕES SUPERIORES PRIVADAS DAS CIDADES DE LONDRINA E MARINGÁ Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Administração PPA da Universidade Estadual de Londrina UEL, para obtenção do título de Mestre em Administração. Orientador: Dr. José de Jesus Previdelli Março de 2004 Londrina PR

3 2 MÁRCIA MARIA DOS SANTOS BORTOLOCCI ESPEJO A ATIVIDADE EMPREENDEDORA NO ENSINO SUPERIOR PRIVADO : UMA ANÁLISE DO PERFIL DO EMPREENDEDOR GESTOR E DAS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PELAS INSTITUIÇÕES SUPERIORES PRIVADAS DAS CIDADES DE LONDRINA E MARINGÁ Esta dissertação foi julgada e aprovada para a obtenção do título de Mestre em Administração, e aprovada em sua forma final pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Estadual de Londrina. Prof. Paulo da Costa Lopes, Dr. Coordenador Prof. José de Jesus Previdelli, Dr. Orientador BANCA EXAMINADORA Profa. Ivoneti Catharina Rigon Bastiani, Dra. Membro Profa. Mirian Palmeira, Dra. Membro Prof. José de Jesus Previdelli, Dr. Orientador

4 3 DEDICATÓRIA Dedico esta dissertação ao meu esposo Robert Armando Espejo, aos meus pais, Estevam e Lourdes, e ao meu irmão Marcelo, que me ensinaram a lutar pelos meus objetivos e sempre acreditaram no meu potencial.

5 4 AGRADECIMENTOS A Deus, pela presença constante em minha vida. Ao Professor Dr. José de Jesus Previdelli, meu grande amigo, por ter acreditado em minha competência e pela sabedoria e disponibilidade na orientação da dissertação. O exemplo para a minha caminhada... Às Universidade Estadual de Londrina e Universidade Estadual de Maringá, pela oportunidade de cursar o mestrado. Aos professores Osmar Gasparetto, Francisco Giovanni David Vieira e Neumar Adélio Godoy, pelo apoio e incentivo que sempre estiveram presentes. Ao prof. Dalton Áureo Moro, pelas orientações na área de geografia e estatística. Aos professores Ivoneti Bastiani, Mirian Palmeira, Elisa Ishikawa e Álvaro Periotto, pela disponibilidade de participação nas bancas de qualificação e defesa. Às amigas Sandra Valéria Limonta Rosa, Celestina Crocetta Biazin e Sônia Petitto Ramos Conrado, pela amizade e crença em que eu fosse capaz de realizar este sonho. Aos colegas da turma de mestrado, em especial ao meu primo, João Luiz Gilberto de Carvalho, pelo incentivo constante, solidariedade, esforço coletivo, amizade e companheirismo. Aos empreendedores das instituições de ensino superior entrevistadas, que dedicaram seu tempo no apoio a esta pesquisa. A todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste trabalho. Meu muito obrigada.

6 Nos sonhos começa a responsabilidade. William Butler Yeats 5

7 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO TEMA E PROBLEMA DA PESQUISA OBJETIVOS DA PESQUISA Objetivo geral Objetivos específicos JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA EMPREENDEDORISMO Aspectos iniciais Conceitos sobre empreendedorismo Teorias explicativas do comportamento empreendedor e características correlatas Teorias da Personalidade Teorias do Comportamento Abordagens Econômicas Abordagens Sociológicas Abordagens Integradas Perfil do empreendedor ESTRATÉGIA Aspectos iniciais Conceitos de estratégia Tipos de estratégia A ATIVIDADE EMPREENDEDORA NO ENSINO SUPERIOR PRIVADO NO BRASIL Evolução histórica O empreendedor do ensino superior privado As estratégias do ensino superior privado ASPECTOS METODOLÓGICOS...69

8 7 3.1 MODELO TEÓRICO DA PESQUISA PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA INSTRUMENTOS DA PESQUISA TÉCNICAS DE COLETA E TRATAMENTO DE DADOS DELIMITAÇÃO DA PESQUISA RESULTADOS DA PESQUISA EMPREENDIMENTOS DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO DE LONDRINA Empreendimento Empreendimento Empreendimento EMPREENDIMENTOS DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO DE MARINGÁ Empreendimento Empreendimento Empreendimento Empreendimento Empreendimento ANÁLISE DAS IES DE LONDRINA E MARINGÁ EMPREENDEDOR E ESTRATÉGIAS DO EMPREENDIMENTO CONCLUSÕES FINAIS, RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO 1 Questionário ANEXO 2 CEI versão original ANEXO 3 Gabarito do CEI...129

9 8 LISTA DE TABELAS, QUADROS E FIGURAS TABELAS Tabela 1: Dados do ensino superior do Brasil Distribuição entre sistemas público e privado...13 Tabela 2: Dados do ensino superior do Brasil Distribuição entre sistemas público e privado (número de estabelecimentos de ensino)...14 Tabela 3: Ranking de países segundo a TAE Taxa de Atividade Empreendedora, em 2002 (destaque especial para o Brasil)...17 Tabela 4: Setores com maior dinamismo na geração de empresas...27 Tabela 5: Taxas brutas de matrícula no ensino superior na América Latina, no período compreendido entre 1990 a Tabela 6: Nº atual de IES no Brasil Censo de Tabela 7: Dados do ensino superior da Região Sul do Brasil Rede Privada...58 Tabela 8: Estratégias empresariais das IES privadas...64 Tabela 9: Número de IES no Brasil, por Região...82 Tabela 10: População Residente, no País, por Região...83 QUADROS Quadro 1: Instituições de Ensino Superior Privadas nas duas maiores cidades do Norte Central do Paraná...15 Quadro 2: Características mais freqüentemente percebidas nos empreendedores, segundo os comportamentalistas...18 Quadro 3: Primeiros pesquisadores em empreendedorismo...19 Quadro 4: Alguns conceitos de empreendedorismo...28 Quadro 5: Tipos de proprietários-gerentes de pequenos negócios e estratégias...32 Quadro 6: Competências de gestão de mudanças...37 Quadro 7: Perfil do empreendedor...43

10 9 Quadro 8: Escolas de pensamento e respectiva relação com a formulação estratégica...49 Quadro 9: Comparação dos censos do MEC entre as 20 maiores universidades do país nos anos de 1991 e 2001 (destaque especial para as instituições privadas)...60 Quadro 10: Acontecimentos no início do segundo semestre de 2003 que apontam a crise nas universidades brasileiras...67 Quadro 11: Critérios de classificação de pesquisa...69 Quadro 12 : Fatores do CEI...74 Quadro 13: Classificação da pesquisa...80 Quadro 14: Comparação entre as IES investigadas em termos de perfil do empreendedor e estratégias utilizadas FIGURAS Figura 1: Estrutura da dissertação...23 Figura 2: Dimensões para compreensão do comportamento empreendedor...44

11 10 RESUMO A atividade empreendedora desempenha um papel fundamental no sistema econômico e um setor que tem se mostrado alvo crescente de empreendedores é o ensino superior. Dados estatísticos demonstram que o sistema de Educação Superior brasileiro possui 3,5 milhões de estudantes em cursos de graduação presenciais, distribuídos em estabelecimentos federais, municipais, estaduais e rede privada (MEC/INEP, 2002). Neste indicador, nos últimos quatro anos, a rede privada apresentou o maior crescimento, na ordem de 58%. Pode-se perceber também que estas organizações refletem a nova dinâmica da educação no Brasil: a descentralização do ensino superior em direção ao interior do país, mudando a configuração sócio-econômica dominante até então. Londrina e Maringá, cidades do interior do Paraná, distantes por menos de 100 quilômetros, tornaram-se pólos de atração para estudantes de uma região de quase dois milhões de habitantes, revelando-se centro das atenções de empreendedores, incluindo-se os empreendimentos relacionados direta ou indiretamente com o ensino superior privado. Em virtude destes aspectos, torna-se relevante a investigação do perfil do empreendedor do ensino superior privado das cidades de Londrina e Maringá, bem como as estratégias utilizadas pelos mesmos na condução deste empreendimento, principalmente diante da crise de inadimplência e vagas remanescentes, fatos comuns de ocorrência atualmente neste tipo de instituição. Utilizou-se, como metodologia, de um estudo exploratório, ex post facto, descritivo e transversal, com entrevistas realizadas com oito empreendedores gestores de IES- Instituições de Ensino Superior privadas de Londrina e Maringá. Uma das ferramentas empregadas no referido estudo foi o método CEI Carland Entrepreneurship Index, para classificação do empresário nas categorias de microempreendedor, empreendedor ou macro-empreendedor, pela presença do maior número possível de características empreendedoras. Através de pesquisa bibliográfica sobre empreendedorismo e estratégia, bem como do histórico do ensino superior privado no país, procurou-se compreender este universo. Além do perfil do empreendedor e da classificação das estratégias em defensiva, prospectora, analítica ou reativa (Miles & Snow, 1978), constatou-se que, em virtude de sua complexidade, cada empreendedor possui seu próprio universo cognitivo, estabelecendo suas estratégias em conformidade com o ambiente e com a sua visão de futuro para o seu empreendimento, não sendo possível estabelecer um único perfil ou uma melhor estratégia para esta categoria organizacional. Recomenda-se que o MEC/INEP dê continuidade a este estudo exploratório e, através do PDI Plano de Desenvolvimento Institucional, desenvolva um panorama do ambiente competitivo do ensino superior privado no país, de forma a contribuir para o fortalecimento destas IES que facilitaram o acesso ao ensino superior às camadas populacionais menos favorecidas, favorecendo o desenvolvimento do país a médio e longo prazos. Palavras-chave: empreendedorismo, estratégia, instituições de ensino superior privado.

12 11 ABSTRACT The enterprising activity plays a fundamental role in the economic system and a sector that has been increased the entrepreneurs participation is the University Education. Statistical data demonstrate that the Brazilian University System has 3,5 million students in attendance graduation courses, distributed in federal, municipal, state and private establishments (MEC/INEP, 2002). In this indicator, in the last four years, the private establishments showed the biggest growth, in the order of 58%. It can also be realized these organizations reflect the new dynamics in brazilian education: the decentralization of University Education that goes towards to the interior of the country, changing the dominant socio-economic configuration until then. Londrina and Maringá, cities of the interior of Paraná state, distant for less than 100 kilometers, became polar regions of attraction for students of a two million inhabitants region, becaming center of the entrepreneurs attentions, including the enterprises related directly or indirectly with Private University Education. Due to these aspects, a research about the profile of Londrina and Maringá s Private University Education entrepreneur has its importance, as well as the strategies used by them in the conduction of their enterprises, mainly up against the crisis of insolvency and remaining vacant, common facts of occurrence in this type of institution currently. It has been used, as methodology, an exploratory study, ex post facto, descriptive and cross-sectional, with interviews investigating eight managing entrepreneurs of Londrina and Maringá s Private University Education Institutions. One of the tools used in this study was CEI- Carland Entrepreneurship Index - method, in order to classify the entrepreneurs in the categories of micro-entrepreneur, entrepreneur or macroentrepreneur, according to the presence of the most possible number of enterprising characteristics. Through bibliographical research on entrepreneurship and strategy, as well as the historical of private University Education in the country, it was searched for understanding this universe. Besides the entrepreneur profile and the strategy classification in defenders, prospectors, analyzers or reactors (Miles & Snow, 1978), it was been realised that, due to its complexity, each entrepreneur has his/her own cognitive universe, establishing his/her strategies according to the environment and with his/her own vision of future for the enterprise, not being possible to establish an only profile or one better strategy for this organizacional category. It s recommendable that MEC/INEP continues this exploratory study and, through the IDP Institucional Development Plan, develops a prospect of the competitive environment of private university Education in the country, as a way to contribute for the strengthness of these organizations that had been facilitating the access to university Education to the less favored population, contributing to the development of the country in medium and long term. Key-words: entrepreneuship, strategy, Private University Institutions

13 12 1 INTRODUÇÃO A atividade empreendedora desempenha um papel fundamental no sistema econômico. Conforme explicita Drucker (1998, p. 18), citando o economista francês Jean Baptiste Say, é o empreendedor entrepreneur, palavra inventada por Say que dos investimentos menos produtivos direciona os recursos para os mais produtivos, dessa maneira criando riqueza. Filion (1991) completa o raciocínio inicial de Drucker atribuindo ao empreendedor as características de visualizar, traçar metas, aprender, lançar-se no seu negócio, enfrentando riscos e abraçando oportunidades, concentrando-se nos seus sonhos. Empreendedor é definido por Gerber (1996) como o inovador, o estrategista, o criador de novos métodos para penetrar ou criar novos mercados; é a personalidade criativa, que lida com o desconhecido, perscruta o futuro, transformando possibilidades em probabilidades, caos em harmonia. À luz destas considerações sobre algumas características do empreendedor, cabe ressaltar que a atividade empreendedora pode ser considerada, como determina Drucker (1986, p. 45), a constante presença de uma inovação sistemática, ou seja, a busca deliberada e organizada de mudanças, e a análise sistemática das oportunidades que tais mudanças podem oferecer para a inovação econômica ou social. No entanto, além da inovação, outras características compõem o perfil do empreendedor, principalmente aquelas relativas à criatividade, à motivação para a realização, à capacidade para assumir riscos e à auto-responsabilização pelos resultados de suas ações. Outro aspecto que convém destacar é a dupla via da atividade empreendedora, ou seja, esta sofre e gera impactos no meio econômico, social e, não menos importante, político, no qual a organização se insere. Em virtude de seu efeito multiplicador, produz empregos, renda, crescimento e desenvolvimento. Um setor que tem se mostrado alvo crescente de empreendedores é o ensino superior, conforme se verifica na Tabela 1. Segundo dados do Censo da Educação Superior do ano 2002 (MEC/INEP,2002), o Sistema de Educação Superior possui 3,5 milhões de estudantes em cursos de graduação presenciais, distribuídos em estabelecimentos federais, municipais, estaduais e rede privada. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de cerca de 450 mil alunos, sendo que de 2000 para 2001 houve um aumento de 12,5%, e de 1999 para 2000, um

14 13 aumento de 14%, sendo este o maior registrado em toda a década de 90. Estes dados foram coletados em 1637 instituições de cursos de graduação, e constam no Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação (MEC/INEP,2002). Cabe ressaltar que, deste número, 4,5% (73) são entidades federais; 4 % (65) são estaduais; 3,5% (57) são municipais e 88% (1.442 unidades) são estabelecimentos de ensino particulares. Tabela 1: Dados do ensino superior do Brasil Distribuição entre sistemas público e privado (número de estudantes matriculados) Nº DE ESTUDANTES (CURSOS DE GRADUAÇÃO PRESENCIAIS Nº DE MATRÍCULAS) Estabelecimentos federais Estabelecimentos estaduais Estabelecimentos municipais Rede Privada Total Fonte: Elaborado a partir do Censo do ano 2002 (MEC/INEP, 2002) A ampliação da rede privada no ensino superior deu-se segundo as bases legais da LDB Lei de Diretrizes e Bases, nº 4.024/ 61, e a permissão de atuação neste setor foi reforçada pela Constituição Federal de Segundo Sampaio (2000, p.126), a Constituição Federal de 1988 manteve o princípio, segundo o qual o ensino é livre à iniciativa privada (Constituição da República de 1893), atendidas as seguintes condições: cumprimento das normas gerais da educação nacional e autorização e avaliação de qualidade pelo poder público (art. 209, incisos I e II) Os dados anteriores mostram que a rede privada apresentou, nos últimos quatro anos, um crescimento acumulado de 58%, contabilizando, atualmente, alunos. Enquanto isso, o crescimento das federais atingiu 20%, das estaduais, 35%, e das municipais, 20%, no mesmo período analisado. Neste mesmo período, o número de instituições de ensino superior cresceu em 49%, sendo que deste número, as federais apresentaram 22% de aumento; as estaduais decresceram em 10%, bem como as municipais, que decresceram em 5%; no entanto, as IES privadas apresentaram um número de instituições, em 2002, 59% superior ao de 1999 (Tabela 2).

15 14 Tabela 2: Dados do ensino superior do Brasil Distribuição entre sistemas público e privado (número de estabelecimentos de ensino) Nº DE ESTABELECIMENTOS DE ENSINO SUPERIOR Estabelecimentos federais Estabelecimentos estaduais Estabelecimentos municipais Rede Privada Total Fonte: Elaborado a partir do Censo do ano 2002 (MEC/INEP, 2002) Isto demonstra que a representatividade da rede privada com relação a rede pública vem crescendo nos últimos anos, ampliando o acesso ao ensino superior aos brasileiros, oferecendo, simultaneamente, uma oportunidade de negócio aos empreendedores, tanto direta, com novas instituições privadas, quanto indiretamente, com empreendimentos dependentes destas novas instituições, tais como restaurantes, pousadas, mercados, farmácias, livrarias, entre outros. Este crescimento das instituições de ensino superior privadas no interior do país e conseqüente desenvolvimento regional em virtude desta situação é percebido na região de Londrina e Maringá, cidades pertencentes ao Norte Central do Paraná. Com uma população de aproximadamente 448 mil habitantes (IBGE, 2000), Londrina é a segunda maior cidade do Estado do Paraná e conta com dez instituições de ensino superior, sendo apenas uma estadual (Universidade Estadual de Londrina). Maringá, por sua vez, conta com cerca de 300 mil habitantes e possui oito instituições de ensino superior, e, como Londrina, somente uma estadual (Universidade Estadual de Maringá). As instituições de ensino superior privadas destas duas cidades podem ser observadas no Quadro 1.

16 15 Quadro 1: Instituições de Ensino Superior Privadas nas duas maiores cidades do Norte Central do Paraná Instituições em Londrina Centro Universitário Filadélfia UNIFIL Faculdade Metropolitana Londrinense Faculdade Norte Paranaense UNINORTE Faculdade Teológica Sul Americana FTSA Instituto de ensino Superior de Londrina INESUL (Centro Integrado de Ensino) Instituto Superior de Educação Mãe de Deus ISEMD Faculdade de Teologia - ISBL Pontifícia Universidade Católica - PUC Universidade Norte do Paraná - UNOPAR Instituições em Maringá Centro Universitário de Maringá CESUMAR Faculdade Alvorada de Tecnologia e Educação em Maringá UNIANDRADE Faculdade Ingá UNINGÁ Faculdade Maringá CESPAR Faculdade Metropolitana de Maringá UNIFAMMA Faculdade Nobel Pontifícia Universidade Católica - PUC Fonte: elaborado a partir das informações constantes no site (MEC/INEP, 2002) Londrina e Maringá, distantes menos de 100 quilômetros entre si, tornaram-se pólos de atração para estudantes de uma região de quase dois milhões de habitantes (IBGE, 2000). Portanto, estas cidades e sua região tornaram-se alvo das atenções de empreendedores, incluindo-se os empreendimentos relacionados direta ou indiretamente com o ensino superior privado. Em virtude destes aspectos, uma pesquisa sobre o perfil do empreendedor do ensino superior privado das cidades de Londrina e Maringá e a identificação das estratégias utilizadas pelos mesmos na condução deste empreendimento, pode contribuir para compreender as mudanças que se pronunciam nesta região. Para este trabalho, utilizou-se a definição de empreendedor gestor como aquele que é proprietário-gerente, ou seja, que detém a mantença da instituição e possui poder de decisão sobre as diretrizes organizacionais, fazendo parte do Conselho de Mantenedores das instituições de ensino superior privadas. Na região do Norte Central do Paraná, há atualmente 24 instituições de ensino superior privadas (MEC/INEP, 2003), divididas em centros universitários, universidades, faculdades e institutos superiores. As cidades de Londrina e Maringá, juntas, somam 16 instituições de ensino superior privadas. Portanto, devido à conveniência da aplicação das entrevistas, optouse por realizar a referida pesquisa nas duas maiores cidades do eixo do Norte Central do Paraná, Londrina e Maringá, onde se encontram localizadas o maior número de instituições de

17 16 ensino superior privadas desta região, e onde está localizado o PPA Programa de Pósgraduação em Administração, conveniado entre a UEL Universidade Estadual de Londrina e UEM - Universidade Estadual de Maringá. 1.1 TEMA E PROBLEMA DA PESQUISA Conforme denota Fukuyama apud Filion (1999,p. 20), Nos anos 80, o campo do empreendedorismo expandiu-se e espalhou-se para várias outras disciplinas. Organizações e sociedades foram forçadas a buscar novas abordagens para incorporarem as rápidas mudanças tecnológicas à sua dinâmica. Como uma das conseqüências da queda dos países comunistas, ficou claro que as sociedades não podem evoluir sem empreendedores. O maior bem de uma sociedade são os recursos humanos, os quais devem ser mobilizados em direção de projetos de caráter empreendedor. Depois do colapso da União Soviética, a guinada em busca de desempenho, liderando ou seguindo para outras economias, parece intensificar-se. Fukuyama(1994) também sugere que a prosperidade e a sua força motriz, o empreendedorismo, são resultados de um estado de confiança entre os indivíduos e a sociedade. À vista disto, baseando-se na teoria defendida por economistas adeptos a Schumpeter, afirmase que os empreendedores é que geram a riqueza de um país. Subentende-se, através dessa assertiva, que o país que possui muitos empreendedores é um país rico economicamente. Entretanto, apesar do Brasil ser um país com pouco crescimento econômico, dados estatísticos demonstram que é um país de empreendedores. Este fator pode ser percebido não devido ao grande número de oportunidades de novos negócios que o país oferece, mas pode-se dever à falta de oportunidades de ascensão sócioeconômica em virtude dos altos índices de desemprego apresentados nos últimos anos. Dutra (2002,p.106) comenta em sua pesquisa que investiga o perfil do empreendedor e a mortalidade das micro e pequenas empresas londrinenses que dentre as razões de maior freqüência que levaram os dirigentes a abrir suas empresas, algumas estão relacionadas às causas de primeira necessidade e não de auto-realização. Os empreendedores apresentaram como motivo mais freqüente para abertura do seu negócio a falta de oportunidade de trabalho, com 29,01% das respostas.

18 17 Segundo o relatório GEM Global Entrepreneurship Monitor (2002), o Brasil ocupou a sétima posição entre os países com maior nível de empreendedorismo, com um TAE Taxa de Atividade Empreendedora total de 13,5% em Este relatório engloba uma pesquisa com 37 países participantes, sendo 19 da Europa, nove da Ásia, quatro da América Latina, dois da América do Norte, dois da Oceania e um da África. A Tabela 3 mostra o ranking de alguns países participantes do ano Tabela 3: Ranking de países segundo a TAE Taxa de Atividade Empreendedora, em 2002 (destaque especial para o Brasil) PAÍS TAE (%) 1º Tailândia 18,9 2º Índia 15,7 3º Chile 14,5 5º Argentina 14,0 7º Brasil 13,5 11º Estados Unidos 10,5 24º Alemanha 5,2 37º Japão 1,8 Fonte: elaborado a partir de GEM (2002) O Brasil, nas três edições em que participou, sempre ocupou uma posição de destaque dentre os países com alta taxa de atividade empreendedora (GEM, 2002). Sua maior taxa foi em 2000, 20,4%, provavelmente devido ao crescimento econômico observado naquele ano; contudo, em 2001 esta taxa caiu para 14,2%. Entretanto, seja pela má mensuração do capital, que se torna insuficiente para a continuidade das operações das empresas, ou por falta de formação adequada, ocasionando um mau planejamento, a taxa de mortalidade, principalmente das micro e pequenas empresas, tem sido assustadora. Segundo dados do BNDES- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (2003), em média, a cada ano foram criadas 314 mil firmas e fechadas 219 mil. Neste sentido, o trabalho apresentado por Dutra (2002) confirma estas informações. Na cidade de Londrina, entre os anos de 1995 e 2000 (inclusive), (nove mil, setecentas e cinqüenta e quatro) empresas foram abertas e encerradas neste período. De acordo com esta pesquisa, pode-se perceber os principais motivos para o encerramento das atividades (Dutra, 2002,p. 101): excetuando-se os motivos por problemas particulares e outros, destacam-se os

19 18 seguintes problemas relacionados como mais importantes: falta de clientes, concorrência muito forte, carga tributária elevada, falta de crédito e crise econômica. Através de pesquisas, diversos estudiosos têm categorizado algumas características atribuídas ao empreendedor. Duas correntes principais de estudo sobre empreendedorismo têm se destacado: os economistas, liderados por Say e Schumpeter, e os comportamentalistas, dentre os quais ressalta-se McClelland (Filion, 1999). Os estudos dos economistas a respeito de empreendedorismo estão relacionados com a abertura de novas empresas e seu gerenciamento. Entretanto, a corrente comportamentalista tem se preocupado em analisar qual o perfil do empreendedor, envolvendo suas características, habilidades e valores. Como características empreendedoras, os comportamentalistas atribuem as especificadas no Quadro 2. A propensão a confiar nas pessoas e a tomar riscos moderados, bem como a inovação fazem parte do comportamento empreendedor. Quadro 2: Características mais freqüentemente percebidas nos empreendedores, segundo os comportamentalistas Características Empreendedoras Inovação Otimismo Tolerância à ambigüidade e à incerteza Liderança Orientação para resultados Iniciativa Riscos moderados Flexibilidade Capacidade de aprendizagem Independência Habilidade para conduzir situações Habilidade na utilização de recursos Criatividade Necessidade de realização Sensibilidade a outros Energia Autoconsciência Agressividade Tenacidade Autoconfiança Tendência a confiar nas pessoas Originalidade Envolvimento a longo prazo Dinheiro como medida de desempenho Fonte: elaborado a partir de Filion (1999) O empreendedorismo tem sido pauta de estudos desde a segunda década do Século XX. Hitt, Ireland, Camp et al (2002) registram os primeiros estudos em empreendedorismo a partir dos economistas Knight e Schumpeter (Quadro 3), sendo que os estudos foram intensificados após 1987.

20 19 Quadro 3: Primeiros pesquisadores em empreendedorismo Ano Pesquisadores 1921 Knight 1934 Schumpeter 1944 Von Mises 1945 Hayek 1959 Penrose 1973 Kirzner 1974 Vésper 1979 e 1987 Birch Após 1987 Aumento nos estudos do empreendedorismo Fonte: elaborado a partir de Hitt, Ireland, Camp et al (2002). Knight (1921) apud Hitt, Ireland, Camp et al (2002) iniciou seus trabalhos sobre empreendedorismo abordando o risco e a incerteza; ainda segundo estes autores, Schumpeter (1934), outro economista, abordou novas combinações de criação destrutiva. Em seguida, Von Mises, em 1944, analisou a relação entre a ação humana e a o empreendedor. Hayek, em 1945, abordou a aprendizagem mútua e a consciência participante como características empreendedoras. Quatorze anos mais tarde, Penrose, em 1959, estudou o empreendedorismo de serviços e as oportunidades de produção, no sentido de contribuir com os estudos realizados até então. Kirzner, em 1973, estudou a agilidade dos empreendedores na visão de oportunidades de mercado (Hitt, Ireland, Camp et al, 2002). No ano seguinte, Vésper, em 1974, organizou o primeiro grupo de estudos de empreendedorismo da Academy of Management s Business Policy Division. David Birch apud Hitt, Ireland, Camp et al (2002), em 1979, estudou o empreendedorismo como máquina de crescimento da economia e, em 1987 deu continuidade aos trabalhos envolvendo este tema. Por ser um tema que deve ser explorado devido ao Brasil ser considerado um país empreendedor (GEM, 2002) e devido à expansão dos empreendimentos relacionados direta ou indiretamente ao ensino superior privado, o estudo sobre a atividade empreendedora no ensino superior privado pretende contribuir com as pesquisas realizadas até então. Destarte isto, em virtude de sua importância no contexto brasileiro, as perguntas às quais esta pesquisa procurou responder são:

21 20 Qual o perfil do empreendedor gestor das IES Instituições de Ensino Superior privadas localizadas nas cidades de Londrina e Maringá? Qual(is) estratégia(s) utiliza(m) na condução do empreendimento? Existe uma associação entre o perfil do empreendedor gestor das IES e da(s) estratégia(s) por ele utilizada(s) na condução de seu empreendimento? 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA A presente pesquisa buscou alcançar os objetivos explicitados a seguir Objetivo geral Identificar o perfil do empreendedor gestor do ensino superior privado das cidades de Londrina e Maringá e as estratégias utilizadas por este empreendedor na condução de sua organização Objetivos específicos Verificar qual o gênero predominante, idade e formação do empreendedor gestor do ensino superior privado das cidades de Londrina e Maringá; Constatar se este empreendedor exerce atividades paralelas a este empreendimento, e se estas atividades possuem relação com a sua atividade principal; Investigar qual a atividade profissional anterior à abertura deste empreendimento exercida por este empreendedor, e a sua relação com o empreendimento em questão; Utilizando-se da metodologia do CEI Carland Entrepreneurship Index, traduzida por Inácio Júnior (2002) 1, descobrir o potencial empreendedor do entrevistado, se microempreendedor, empreendedor ou macro-empreendedor; 1 Optou-se por utilizar a metodologia do CEI - Carland Entrepreneurship Index, traduzida por Inácio Júnior (2002) devido a dois fatores principais, a saber : (1) por dar continuidade a um trabalho realizado pelo PPA Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Estadual de Maringá, demonstrando o impacto de uma pesquisa desenvolvida por este programa junto à academia; (2) pelo trabalho de Inácio Júnior(2002) atestar a confiabilidade deste instrumento de medida do comportamento empreendedor, estudando-o minuciosamente em sua pesquisa.

22 21 Verificar as estratégias utilizadas por estas instituições de ensino, se estão voltadas ao crescimento, qualidade, preços diferenciados, e outros fatores a serem analisados, com base na teoria de Miles & Snow (1978); Analisar se há a possibilidade do estabelecimento de uma associação entre a influência do perfil do empreendedor na elaboração das estratégias para a condução de sua organização. 1.3 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA Esta pesquisa justifica-se pelo crescimento significativo do número de escolas privadas de ensino superior na região de influência geo-econômica de Londrina e Maringá, bem como pelo crescimento e desenvolvimento das instituições pioneiras. Este fator parece influenciar a dinâmica dos aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais da região eleita para o estudo. Logo, compreender como se desenvolve a atividade relacionada com o ensino superior privado sob o prisma da ação empreendedora pode contribuir para o avanço da Administração enquanto ciência, bem como para a introdução de melhores práticas administrativas neste segmento sócio-econômico. O estudo do empreendedorismo também tem sido alvo de muitos pesquisadores no intuito de descobrir se há algumas características que se referem somente aos empreendedores, como explicar o comportamento empreendedor e os novos tipos de empreendimentos que têm surgido frente à globalização e a novos cenários de competitividade. Assim sendo, tornam-se imprescindíveis novos estudos que abordem este tema, para agregar conhecimento a este corpo teórico que tanto instiga os pesquisadores da administração. Novas formas de empreender estão surgindo; empreendimentos ecológicos, empreendimentos no terceiro setor e, como forma de atender às necessidade de expansão do ensino superior, muitos empreendedores aproveitaram a oportunidade de mercado para abrir instituições de ensino superior privadas. Não há conhecimento de registro de pesquisas deste tipo de empreendimento visto como tal, bem como do empreendedor desta categoria de negócios, justificando estudos para que a comunidade acadêmica possa compreender este processo. O empreendedor do ensino superior possui clientelas diferenciadas, lidando com o mercado de trabalho como cliente, como avaliador das condições de ensino e das competências

23 22 desenvolvidas pelo acadêmico durante o período de sua formação; com os alunos como clientes, que alguns enxergam como produto, mas que se revestem de uma postura crítica se o serviço prestado a eles não está sendo atendido satisfatoriamente; e os professores e funcionários, clientes internos, que também necessitam estar satisfeitos com as condições de trabalho e de condução da diretoria institucional para o desenvolvimento de suas tarefas do melhor modo possível. Trata-se de um processo complexo, de diversas variáveis envolvidas, que exige habilidades específicas para o empreendedor deste negócio. O estudo da estratégia também se faz necessário na medida em que esta representa o fio condutor da organização. A estratégia formulada pelos empreendedores do ensino superior privado possui grande relevância de estudo a partir do momento em que o seu negócio influencia direta ou indiretamente outros empreendimentos, impactando nos aspectos sócioeconômicos da região em que se insere. Imobiliárias, restaurantes, shopping centers, livrarias, postos de gasolina, farmácias, rede hoteleira e outros negócios são afetados pelas instituições de ensino superior privadas, significando que o seu estudo é importante para a economia da região. 1.4 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO Apresenta-se, a seguir, a forma com que o presente trabalho está dividido. Conforme exposto na Figura 1, a referida pesquisa está estruturada em cinco capítulos, a saber: (1) Introdução; (2) Fundamentação Teórica; (3) Aspectos Metodológicos; (4) Resultados da Pesquisa e (5) Considerações Finais e Recomendações.

24 23 Figura 1: Estrutura da Dissertação Capítulo 1 - Introdução Capítulo 2 Fundamentação Teórica 2.1- Empreendedorismo Estratégia 2.3 A Atividade Empreendedora no Ensino Superior Privado No Brasil Capítulo 3 Aspectos Metodológicos Capítulo 4 Resultados da Pesquisa 4.1 Empreendimentos do Ensino Superior Privado de Londrina 4.2 Empreendimentos do Ensino Superior Privado de Maringá Capítulo 5 Considerações Finais e Recomendações Fonte: elaborado pela autora. No primeiro item, apresenta-se uma breve introdução sobre o tema empreendedorismo, bem como aspectos inerentes ao ensino superior privado, destacando-se sua expansão nos últimos anos, o que justifica a realização desta pesquisa. No mesmo tópico, são relatados o tema e problema da pesquisa e os objetivos da mesma, subdivididos em objetivos geral e específicos. Cabe ressaltar a justificativa e relevância da dissertação, concluindo o primeiro capítulo com a estrutura da dissertação. Em um segundo momento, é realizada a fundamentação teórica da pesquisa. Através desta, o leitor estará apto a conhecer os conceitos que a autora utiliza para nortear seu trabalho. Sendo assim, revelam-se, a priori, os aspectos iniciais, conceitos e capacidades, habilidades e

25 24 atitudes do empreendedor para diversos pesquisadores da área, sendo que a autora, através deste subsídio teórico, definiu o perfil do empreendedor em que esta pesquisa está embasada. Ainda no referencial teórico, faz-se necessário definir o que é estratégia, quais são seus conceitos, quais os tipos de estratégia e o que pode se considerar uma estratégia empreendedora. Este tópico é relevante a partir do momento em que a autora se propôs a pesquisar as estratégias que os empreendedores gestores das IES privadas de Londrina e Maringá utilizam na condução de sua organização. No último tópico do referencial teórico, estabelece-se um panorama sobre o ensino superior no Brasil, especificamente o ensino superior privado, sua evolução histórica, a situação atual, finalizando o presente capítulo enfatizando o empreendedor gestor do ensino superior privado e as estratégias percebidas utilizadas até então. Na seqüência do trabalho, são evidenciados os aspectos metodológicos da dissertação. Para tal, divide-se o mesmo em modelo teórico utilizado pela pesquisa, procedimentos metodológicos da pesquisa, instrumentos da pesquisa, técnicas de coleta e tratamento de dados e delimitação da pesquisa. Logo após, são abordados os resultados da pesquisa, provenientes das entrevistas com os empreendedores gestores das IES privadas de Londrina e de Maringá. Neste tópico, para cada empreendimento, são entrevistados quantos empreendedores gestores que quiserem colaborar com a pesquisa. No item seguinte, é realizada a discussão das perguntas de pesquisa e estabelecidas as conclusões da mesma, efetivando um paralelo entre as respostas dos empreendedores em questão, sendo estabelecidas as considerações finais e recomendações da mesma, para que futuros pesquisadores possam continuar a explorar o tema no sentido de contribuir com a ciência social aplicada.

26 25 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Na presente pesquisa, procurou-se conceituar empreendedor, o que é empreendedorismo, e o que são estratégias, descrevendo o que os principais teóricos dizem a respeito destes assuntos. Ressalta-se, também, a evolução histórica do ensino superior privado no Brasil, para contextualizar a pesquisa realizada. Somente a partir de uma base teórica sólida a respeito do tema, pode-se investigar como é o empreendedor gestor do ensino superior privado das cidades investigadas, bem como as estratégias por ele seguidas na condução de sua organização. 2.1 EMPREENDEDORISMO Aspectos iniciais Contrariando todas as expectativas de incapacidade de criação de empregos para geração proveniente do baby boom nos Estados Unidos, de 1974 a 1984 o número de empregos naquele país aumentou em 24 milhões (Drucker, 1986). Acontece que, de 1979 a 1985, na Inglaterra e nos Estados Unidos, as grandes empresas estavam reduzindo o número de empregos. Portanto, este crescimento econômico deu-se, em sua grande parte, às instituições pequenas e médias, que foram criadas nesta época, que absorveram a mão-de-obra existente. Contrariando a Teoria de Kondratieff 2, cujo modelo econométrico predizia que a conseqüência das novas tecnologias aplicadas no processo produtivo colocava as empresas em um ciclo de 50 anos, cujos vinte últimos anos seriam de estagnação e de crescimento zero, o espírito empreendedor surgiu através da abertura de novos negócios. Houve um redirecionamento da economia norte-americana para uma economia empreendedora, caracterizando uma nova era, marcada por um espírito criativo, inovador, com atitudes e valores próprios. 2 Nikolai Kondratieff foi um economista russo, executado por ordem de Stalin, no início dos anos 30, devido ao seu modelo econométrico pessimista, chamado de Teoria de Kondratieff. A sua teoria deixou discípulos tais como Jay Forrester e Joseph Schumpeter (Drucker, 1986).

27 26 Drucker (1986,p ), ao abordar o empreendedorismo sob a perspectiva econômica, afirma: Dentre todos os grandes economistas modernos, somente Joseph Schumpeter abordou o empreendedor e o seu impacto sobre a economia. Todo economista sabe que o empreendedor é importante e provoca impacto. Entretanto, para os economistas, o empreendedor é um evento metaeconômico, algo que influencia profundamente, e, deveras, molda a economia, sem fazer parte dela. (...) Economistas, em outras palavras, não têm nenhuma explicação para explicar por que o espírito empreendedor emerge, como aconteceu no final do século XIX, e parece estar emergindo hoje (...). Realmente, os eventos que explicam por que o empreendimento se torna eficaz, provavelmente não são, em si, eventos econômicos. As causas, possivelmente, estariam nas mudanças em valores, percepções e atitudes, talvez mudanças demográficas, em instituições (tais como a criação de bancos empreendedores na Alemanha e nos Estados Unidos por volta de 1870), e talvez em mudanças na educação. No Brasil, as micro e pequenas empresas são apontadas como uma alternativa ao desemprego, principalmente a partir da década de 80 (IBGE,2001). Por ser considerado um país em desenvolvimento, o empreendedorismo tem sido amplamente percebido na economia brasileira. A importância do micro e pequeno empreendedor para o crescimento econômico fez com que o governo incentivasse a prática empreendedora através de legislações diferenciadas e criações de mecanismos de apoio. Através da Lei nº de 27 de novembro de 1984, houve a implantação do primeiro Estatuto da Microempresa e, em 1988, a Constituição Federal passou a garantir um tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas através do artigo 179 do capítulo da Ordem Econômica. Em 1990, o CEBRAE Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa, criado em 1972, transformou-se em SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, ampliando as suas atividades para auxiliar aqueles que pretendem e que são empreendedores na condução de seu negócio (IBGE, 2001). Importante se faz ressaltar a criação de linhas de crédito especiais no BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, bem como instituições de microcrédito, que auxiliam empresas formalmente ou informalmente constituídas, na captação de recursos para o seu empreendimento. Com o auxílio destes órgãos, novas oportunidades estão sendo exploradas e o Brasil é apontado, atualmente, como o sétimo país em nível de empreendedorismo, segundo o Relatório GEM (2002).

28 27 Nesta atividade de busca de novas oportunidades e criação de negócios, os especialistas do GEM (2002) apontam um dinamismo maior de nascimento de empresas nas seguintes áreas, respectivamente: software de serviços, biotecnologia,e-commerce/ Internet, bancário/financeiro/seguros, software para produtos, serviços educacionais, metais, materiais e mineração e agricultura/horticultura/floresta. Na Tabela 4 observam-se os setores e seu percentual de crescimento, segundo os pesquisadores do GEM (2002), cabendo especial destaque aos serviços educacionais, tema que é o centro da referida pesquisa. Tabela 4: Setores com maior dinamismo na geração de empresas Setores % Software de serviços 12 Biotecnologia 11 E-commerce e internet 10 Bancário, financeiro e seguros 7 Software para produtos 7 Serviços educacionais 4 Metais, materiais e mineração 4 Agricultura, Horticultura e Floresta 4 Fonte: adaptado de GEM(2002). Portanto, percebe-se que os serviços educacionais, representados nesta pesquisa pelas instituições de ensino superior privadas, apresentam uma oportunidade crescente para empreendedores, o que justifica o aprofundamento do seu estudo. Para tal, necessário se faz estabelecer os conceitos de empreendedorismo, as teorias explicativas do comportamento empreendedor e as características empreendedoras, relatadas a seguir Conceitos sobre empreendedorismo Estudos têm sido realizados no sentido de definir empreendedorismo e empreendedor, descobrir o motivo de empreenderem e quais as conseqüências do ato de empreender, tais como Greatti & Senhorini (2000), Machado & Gimenez (2000) e Dutra (2002). Conforme explicita Dornelas (2001), o empreendedor é aquele que consegue detectar uma oportunidade e a partir dela cria um empreendimento, com o intuito de obter lucro sobre ele e assumindo riscos calculados.

29 28 Neste sentido, a figura do empreendedor pode ser aquela que possui algumas características próprias, tais como ter iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que realiza; bem como possuir criatividade na utilização de recursos disponíveis, transformando o ambiente social e econômico onde atua; através da aceitabilidade em assumir riscos e a possibilidade de fracassar. Não havendo consenso conceitual, algumas definições de empreendedorismo estão estabelecidas no Quadro 4 Quadro 4: Alguns conceitos de empreendedorismo Ano Pesquisadores Conceito de empreendedorismo 1934 Schumpeter Empreendedorismo é fazer coisas novas e/ou fazer a mesma coisa de forma diferente. Abrange novos métodos de produção, abertura de novos mercados, novas fontes de suprimentos e novas organizações Kirzner Empreendedorismo é a habilidade para perceber novas oportunidades Drucker Empreendedorismo é dotar a empresa de novas capacidades de produzir riquezas, utilizando os recursos existentes Stevenson,Roberts & Grousbeck Empreendedorismo é a busca de oportunidades sem a preocupação com recursos e capacidades Rumelt Empreendedorismo é a criação de novos negócios, com algo novo, não sendo cópia de algo existente Low & MacMillan Empreendedorismo é a criação de novos empreendimentos Gartner Empreendedorismo é o processo de criação de novas organizações Timmons Empreendedorismo é o modo de pensar, argumentar e agir, persistindo por uma oportunidade, através de uma liderança equilibrada Venkataraman Empreendedorismo é entender como buscar as oportunidades futuras de bens e serviços descobertos, criados e explorados por alguém e quais as conseqüências correlatas Morris Empreendedorismo ocorre quando indivíduos e/ou grupos criam recursos para explorar as oportunidades do ambiente Sharma & Chrisman Empreendedorismo envolve atos de criação, renovação ou inovação organizacional dentro ou fora desta. Fonte: elaborado a partir de Hitt, Ireland, Camp et al (2002). Conforme as explicações de Drucker (1986), ser empreendedor é participar de um processo que envolve a criação de algo novo, de valor. Portanto, na visão deste autor, o empreendedorismo está calcado na esfera econômica, ou seja, na criação de um novo negócio, e que este também seja inovador. A exemplo disto, Drucker não considera empreendedor aquele que abre uma franquia; empreendedor, neste caso, é o franqueador, que criou uma nova maneira de desenvolver um produto/serviço.

30 29 Ainda seguindo a visão de Drucker (1986), o conceito de empreendedorismo passa pela idéia de inovação, enxergando novas oportunidades de negócio. Propõe, em seus estudos, o empreendedorismo como sendo sistematizado (o que ele denomina de inovação sistemática), podendo ser ensinado, transformando-se em um campo de conhecimento. Defende que o comportamento empreendedor não está restrito à pequena empresa e que a ciência da administração passou a ser mais respeitada quando foi entendida como um campo de conhecimento para pequenas e não somente para grandes empresas. Contradizendo a idéia anterior, Filion (1999) compreende que empreender é uma esfera da vida. O fato de uma pessoa ter iniciativa para realização de algo, tal como uma professora que descobre uma nova maneira de ensinar aos seus alunos, ou uma enfermeira que inventa um novo procedimento cirúrgico, estes são processos empreendedores. Para uma pessoa ser considerada empreendedora, deve possuir algumas habilidades técnicas, gerenciais e algumas características pessoais. No campo técnico, deve-se ser capaz de captar informações, ter oratória, liderança, trabalhar em equipe, entre outros fatores. As habilidades gerenciais fazem com que o empreendedor saiba lidar com marketing, finanças, logística, produção, tomada de decisão, e negociação. Deve possuir, como características pessoais, disciplina, persistência, habilidade de correr riscos, inovar, e outras características inerentes a este indivíduo (Dornelas, 2001). Birley & Musyka (2001) acreditam que os empreendedores recebem influências de origens diversificadas e variáveis no decorrer do tempo. Eles podem ser influenciados pela carga genética, pela formação familiar, pelas experiências profissionais anteriores e pelo ambiente econômico em que estão inseridos. Os autores Bridge, O Neill & Cromie (1998) falam sobre os diversos significados do empreendedorismo, destacando duas abordagens: uma abordagem geral ou chamada educacional e uma abordagem restrita ou econômica. Na primeira visão, empreender é um tipo de comportamento que pode ser visto em vários contextos, podendo ser demonstrado nas ações individuais que as pessoas tomam, em várias situações, não somente nos negócios.

31 30 Levam em consideração alguns fatores: os atributos, competências, atitudes, papéis, idéias e recursos das pessoas. Na segunda abordagem descrita pelos pesquisadores, empreender é somente usado como um sinônimo de pequenos negócios ou o processo de começar um. Entretanto, percebe-se que esta definição pode ser entendida como parte da abordagem geral, apenas um exemplo da mesma, não contradizendo-a. Kets de Vries (2001, p.4), a partir de uma abordagem comportamentalista, define algumas das características do empreendedor, a saber: Os empreendedores parecem ser orientados para realização, gostam de assumir responsabilidades por suas decisões e não gostam de trabalho repetitivo e rotineiro.(...) possuem altos níveis de energia e altos graus de perseverança e imaginação que, combinados com a disposição de correr riscos moderados e calculados, os capacitam a transformar o que freqüentemente começa como uma idéia (visão) simples e mal definida em algo concreto. Degen (1989, p.1), partindo da visão econômica de empreendedorismo, define o empreendedor como sendo o agente do processo de destruição criativa que, de acordo com Joseph A. Schumpeter, é o impulso fundamental que aciona e mantém em marcha o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos métodos de produção, novos mercados e, implacavelmente, sobrepondo-se aos antigos métodos menos eficientes e mais caros. Continuando a visão de Degen (1989), define sucesso do empreendimento como dependente de três etapas: identificação de oportunidade de negócio, implementação do empreendimento e desenvolvimento do conceito de negócio. Entretanto, passando de uma visão econômica para uma abordagem comportamentalista, Degen (1989) ressalta que o segredo do sucesso de um empreendimento reside na criatividade do empreendedor, proveniente da observação da sua realidade e da visão de futuro, perscrutando tendências de acontecimentos. Conforme Pereira & Santos (1995), um empreendedor de sucesso é aquele que possui o desejo de auto-realização, tem confiança em si mesmo, capacidade analítica de assumir riscos calculados, metas para alcançar, flexibilidade, criatividade. Também citam a coragem, a capacidade de reerguer-se, se necessário, e a aprendizagem com os erros como sendo qualidades atribuídas ao empreendedor bem-sucedido.

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