PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RONDÔNIA Porto Velho - Fórum Criminal Av. Rogério Weber, 1928, Centro,

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1 CONCLUSÃO Aos 19 dias do mês de Março de 2014, faço estes autos conclusos ao Juiz de Direito Carlos Augusto Teles de Negreiros. Eu, Rosimar Oliveira Melocra - Escrivã(o) Judicial, escrevi conclusos. Vara: 3ª Vara Criminal Processo: Classe: Ação Penal - Procedimento Sumário (Réu Solto) Autor: Ministério Público do Estado de Rondônia Denunciado: Nilson Ataíde Paixão Santos; Flaviano França de Moraes; Márcio Alessandro Dias de Oliveira; Mesaque Rocha Lima; Maria Eunice Pinheiro Chaves; Andreson Ferreira do Nascimento; Reinaldo da Paz Martins Extinta a Punibilidade: Giovani Boeri S E N T E N Ç A. EDVALDO GALDINO DA SILVA FILHO, AGNALDO ANTÔNIO DE OLIVEIRA, MESAQUE ROCHA LIMA, MARCELO TORQUATO DA SILVA, GLECIANE SILVA DE MOURA, NILSON ATAÍDE PAIXÃO DOS SANTOS, ROGÉRIO CORREA DE LELES, NAILSON FERREIRA DA SILVA, VEZENEIBE DE SOUZA GERALDO, DEMISSON DUARTE FERREIRA, RAPHAEL TOMAZ AQUINO FELISMINO, CAIO SEAN CONCEIÇÃO MOTA, CAIO CÉSAR SOUZA DE FREITAS, JORGIANO MELO DA SILVA, ALESSANDRA SALES DO NASCIMENTO, ANDERSON LUIZ PINHEIRO CHAVES, ANDRESSON FERREIRA DO NASCIMENTO, DINORÁ ROSA LIMA, FÁBIO LOPES DE FARIA, FLAVIANO FRANÇA DE MORAES, GILIAN LIMA DE SOUZA, JONATAS SOARES DE OLIVEIRA, LUANNA BARBOSA PEREIRA, LUCIANA LOBATO DA SILVA, LUCIDALVA MARIA DA CUNHA TORRES, MARIA HELENA CARDOSO DOS SANTOS, MÁRCIO ALESSANDRO DIAS DE OLIVEIRA, RICHARDES ALESSANDRO MARQUES CUNHA, WILLIAN DOUGLAS SOARES, ALESSANDRA RIBEIRO ARAÚJO FERREIRA, LUIZ CARLOS PREGO DE ALMEIDA FILHO, AMÉRICO BENTES DAS NEVES FILHO, AMANDA BARBOSA PEREIRA, JACKSON MORAES DA MATA, ELENILSON ANJO PARENTE, FRANCELIZE KURZ, ANTÔNIO ALMEIDA PACHECO, REINALDO DA PAZ MARTINS, IVANI MARIA DE JESUS, SHAILON ENDERSON FERREIRA CASTRO BORGES, GIOVANI BOERI, devidamente qualificados nos autos, foram denunciados pelo Ministério Público e dado como incursos nas penas do artigo 171, caput, quarenta e três vezes, artigo 305 (9º fato) e artigo 288, caput, na forma do artigo 69, todos do Código Penal. Sustenta a inicial que os acusados, juntamente com outras pessoas não identificadas, associaram-se em quadrilha com o fim de cometerem crimes, que serão abaixo descriminados, ocorridos em meados de 2008 e durante o ano de As funções principais desempenhadas pelos integrantes da quadrilha estavam assim divididas: a) ROGÉRIO, RICHARDES e MESAQUE, funcionários dos Correios, desviavam correspondências contendo cartões de crédito das vítimas, posteriormente fornecidas a outros integrantes da quadrilha; b) DINORÁ, LUCIANA, LUCIDALVA e ALESSANDRA, funcionárias do DETRAN/RO, consultavam os dados das vítimas pelo sistema INFOSEG e os repassavam a outros integrantes da quadrilha; c) EDVALDO, AGNALDO e MARCELO, frentistas de um posto de combustível, utilizavam os cartões de crédito das vítimas nos estabelecimentos em que trabalhavam e retiravam o dinheiro referente a transação, dos caixas dos estabelecimentos; d) ANDERSON e FLAVIANO, conseguiam dados das vítimas pelo sistema INFOSEG através de terceiras pessoas, além de efetuavam compras em estabelecimentos comerciais com os cartões de crédito das vítima; e) MARIA HELENA, Pág. 1 de 91

2 policial civil, também obtinha os dados das vítima através do sistema INFOSEG; f) LUANNA e WILLIAN, coletavam os dados pessoais das vítimas e depois desbloqueavam os cartões de crédito e os repassavam a outros integrantes da quadrilha que os utilizavam para fazer compras no comércio; g) NILSON também efetuada o desbloqueio dos cartões das vítima e os utilizava para fazer compras; h) JORGIANO e MÁRCIO, falsificavam os documentos pessoais das vítimas; i) SHAILON, também possuía senha do sistema INFOSEG e o utilizava para conseguir os dados pessoais das vítimas; j) GLECIANE, NAILSON, VEZENEIBE, DÊMISSON, RAPHAEL, CAIO SEAN, CAIO CÉZAR, ALESSANDRA, ANDRESSON, FÁBIO, GILIAN, JONATAS, LUIZ CARLOS, AMÉRICO, AMANDA, JACKSON, ELENILSON, FRANCELIZE, ANTÔNIO, REINALDO, IVANI e GIOVANI, prestavam suporte à quadrilha na realização dos golpes, sendo que alguns intermediavam a venda dos produtos adquiridos fraudulentamente. 1º Fato: Consta que no dia 22 de janeiro de 2009, no posto de combustível Garimpeiro, sito à Avenida Campos Sales, nº 410, bairro Nova Esperança, nesta Capital, FLAVIANO, NILSON, EDVALDO e AGNALDO, após prévio acordo de vontades, obtiveram para si vantagem econômica ilícita, utilizando-se de meio fraudulento, em prejuízo ao estabelecimento mencionado, da vítima Charles de Araújo França, bem como da operadora de cartão de crédito American Express. A fraude consistiu em utilizar o cartão de crédito da vítima Charles para efetuar uma compra no valor de R$ 2.400,00 no estabelecimento, sendo posteriormente tal quantia retirada do caixa da empresa e repassada a FLAVIANO e NILSON, por EDVALDO e AGNALDO, que receberam 20% do valor da transação. 2º Fato: Consta que nos dias 29 e 30 de janeiro e 06 de fevereiro, do ano de 2009, também no Posto de Combustível Garimpeiro, FLAVIANO, EDVALDO e AGNALDO, após prévio acordo de vontades, obtiveram para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado e da operadora de cartão de crédito American Express. A fraude consistiu em utilização de dois cartões de crédito, pertencentes a terceiros, nos valores de R$ 300,00, R$ 700,00 e R$ 1.000,00, da mesma forma como exposto no 1º fato. 3º Fato: Consta que nos dias 04, 06 e 10 de fevereiro de 2009, ainda no posto de combustível Garimpeiro, FLAVIANO e MARCELO, após prévio acordo de vontades, obtiveram para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado e da operadora de cartão de crédito American Express. A fraude consistiu em utilização de dois cartões de crédito, pertencentes a terceiros, nos valores de R$ 560,00, R$ 440,00, R$ 480,00 e R$ 800,00, sendo que MARCELO recebeu 10% das transações realizadas. 4º Fato: Pág. 2 de 91

3 Consta que no mês de dezembro de 2008, na loja City Lar, situada no Porto Velho Shopping, nesta Capital, ANDRESSON e FLAVIANO, após prévio acordo de vontades com terceiro não identificado, obtiveram para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado e de operadora de cartão de crédito. Os denunciados, utilizando-se de um cartão de crédito em nome de terceiro e apresentando documentos falsificados em nome de David Nascimento Freitas, adquiriram um aparelho de som marca Sony, no valor de R$ 2.500,00. 5º Fato: Consta que no mês de dezembro de 2008, também na loja City Lar, ANDRESSON e GLECIANE, após prévio acordo de vontades, obtiveram para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado, à vítima Thaize Cristina Contieri e da operadora de cartão de crédito Mastercard. No mesmo modus operandi do 4º fato, apresentando documentos falsificados em nome de Thaize Cristina Contieri e utilizando-se do cartão de crédito desta, adquiriram uma televisão de LCD, 42, marca LG, no valor de R$ 2.200,00. 6º Fato: Consta que no mês de dezembro de 2008, na loja City Lar, situada no Porto Velho Shopping, ELENILSON e GLEICIANE, após prévio acordo de vontades, obtiveram para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado e de operadora de cartão de crédito. No mesmo modus operandi do 4º e 5º fatos, apresentando documentos falsificados em nome de David Nascimento Freitas, adquiriram um notebook, dois fichários, duas mochilas, uma câmera fotográfica, uma filmadora e um aparelho de som automotivo. 7º Fato: Consta que no dia 22 de janeiro de 2009, na loja City Lar, situada na Avenida Jatuarana, nesta Capital, ANDRESSON, NILSON, ELENILSON, GLECIANE e FLAVIANO, após prévio acordo de vontades, obtiveram para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado e de operadora de cartão de crédito. No mesmo modus operandi do 4º, 5º e 6º fatos, apresentando documentos falsificados em nome de David Nascimento Freitas, adquiriram uma televisão LCD 37, marca Sony, no valor de R$ 2.502,80. 8º Fato: Consta que no dia 16 de janeiro de 2009, na loja Mega Modas, situada no Centro desta Capital, FÁBIO LOPES, obteve para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado. O denunciado compareceu no estabelecimento vítima e fazendo uso de documentos falsificados em nome de Fábio Lopes Ferreira, fez um crediário com a funcionária Fabiana Pág. 3 de 91

4 Pereira da Silva e efetuou compras no valor de R$ 590,60. 9º Fato: Consta que no dia 24 de abril de 2009, por volta das 09h00min, na rua Gibim, defronte ao nº 2725, bairro Flodoaldo Pontes Pinto, nesta Capital, NILSON ATAÍDE ocultava, em benefício próprio e da quadrilha denunciada, uma cartão de crédito em nome de Henrique F. Souza Neto, de que não podia dispor, bem como um documento com vários dados pessoais deste. 10º Fato: Consta que no dia 02 de janeiro de 2009, na loja Facilar, situada no Centro desta Capital, FÁBIO LOPES, obteve para si vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, em prejuízo do estabelecimento mencionado. O denunciado compareceu no estabelecimento vítima e fazendo uso de documentos falsificados em nome de Fábio Lopes Ferreira, fez um crediário com o funcionário Francisco Valdir de Souza Franco Júnior e adquiriu um refrigerador marca Eletrolux, no valor de R$ 1.175,83. 11º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Itaucard Visa e da vítima Giselle da Silva Assunção de Matos. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Giselle, solicitaram um cartão de crédito da operadora Itaucard Visa e utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 648,00. 12º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Itaucard e da vítima Roberto Jun-Iti Suiyama. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Roberto, solicitaram um cartão de crédito da operadora Itaucard e utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 600,00. 13º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Credicard e da vítima Tânia Mara Chagas Silva. Pág. 4 de 91

5 Alguns dos integrantes da quadrilha, clonaram o cartão da vítima e com ele realizaram compras no Supermercado Gonçalves e no Recife Comercial de Combustíveis e Lubrificantes, nos valores de R$ 290,59, R$ 764,64 e R$ 100,00. 14º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito do Banco Bradesco e da vítima Elisângela Araújo Ribeiro. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Elisângela, solicitaram TRÊS cartões de crédito e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 625,90. 15º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Credicard e da vítima Marcelo Carril de Melo. Alguns dos integrantes da quadrilha, nos dias 27 e 28 de março de 2009 desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo utilizaramno para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 2.957,38. 16º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Mastercard e da vítima Fatinely Lobato Rodrigues Vieira. Alguns dos integrantes da quadrilha, no dia 20 de fevereiro de 2009 desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo utilizaram-no para efetuar compras nos estabelecimentos Nordeste Carnes, Supermercado Gonçalves e Auto Posto Amazonas, totalizando o valor de R$ 917,28. 17º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Neiry Costa de Oliveira. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, nos dias 05 e 06 de março de 2009 utilizaram-no para efetuar compras nos postos de combustível Amazonas, Oncinha e Estrela, totalizando o valor de R$ 1.148,15. Pág. 5 de 91

6 18º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Maria Libânia de Vasconcelos. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, o denunciado VEZENEIBE utilizou-o para efetuar compras em diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, totalizando o valor de R$ 3.300,28. 19º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Credicard e da vítima Elisângela Pontes Sá. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Elisângela, solicitaram um cartão de crédito adicional em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 6.308,00. 20º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Itaucard e da vítima Adonizete Rosa Vargas. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Azonizete, solicitaram um cartão de crédito adicional em nome dele e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 5.000,00. 21º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Itaucard e da vítima Zeneide Brito Teixeira. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Zeneide, solicitaram um cartão de crédito em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 3.800,00. 22º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da Pág. 6 de 91

7 operadora de cartão de crédito Itaucard e da vítima Aldimar Lima dos Reis. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Aldimar, solicitaram um cartão de crédito em nome dele e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, em valor não especificado nos autos. 23º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Itaucard e da vítima Idria Márcia Borgia Junott. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Idria, solicitaram um cartão de crédito em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 4.000,00. 24º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Elizabeth Pinto Cordeiro. Alguns dos integrantes da quadrilha, clonaram o cartão da vítima e com ele realizaram compras no comércio local, no mês de novembro de 2008, no valor de R$ 434,45. 25º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito American Express e da vítima Mônica Ramalho de Oliveira. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Mônica, solicitaram um cartão de crédito em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 2.167,84. 26º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Banco Bradesco e da vítima Luana Najara Abenm Athar Silva. Alguns dos integrantes da quadrilha, clonaram o cartão da vítima e com ele realizaram compras no comércio local, no valor de R$ 800,00. 27º Fato: Pág. 7 de 91

8 Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Amerian Express e da vítima Emma Casara Cavalcante. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Emma, solicitaram um cartão de crédito em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 3.200,00. 28º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Cirléia Carla Sarmento Santos. Alguns dos integrantes da quadrilha, clonaram o cartão da vítima e com ele realizaram compras no comércio local, no valor de R$ 326,90. 29º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Mastercard e da Joe Luís Oliveira de Souza. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 1.450,00. 30º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Alain dos Santos Bandeira. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Alair, solicitaram um cartão de crédito em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 464,50. 31º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo a diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Patrícia Diniz da Silva. Alguns dos integrantes da quadrilha, de posse dos dados pessoais de Patrícia, solicitaram Pág. 8 de 91

9 um cartão de crédito em nome dela e utilizaram-nos para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 426,92. 32º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Pedro Coelho Azevedo. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 1.908,93. 33º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Juciney Soares Maia. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 1.498,50. 34º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Visa e da vítima Francisca Cléia de Souza Moraes Nina. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 800,00. 35º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito American Express e da vítima Aparecido Moreia de Abreu. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 1.923,52. 36º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, Pág. 9 de 91

10 obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito American Express e da vítima Renato Lisboa. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 1.480,00. 37º Fato: Consta que no dia 30 de novembro de 2009, por volta das 14h00min, em um sítio localizado nesta Capital, as denunciadas MARIA HELENA e IVANI, após prévio acordo de vontades com os demais integrantes da quadrilha, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, em prejuízo da vítima Alessandra Perla Duarte, após induzi-la a erro por meio fraudulento. Apurou-se que MARIA HELENA, após receber o documento do veículo Fiat, modelo Uno Mille Way, ano/modelo 09/10, placa NJR 1746/MT da denunciada IVANI, deslocou-se até o sítio de Alessandra onde apresentou-se como Oficiala de Justiça e de posse de um mandado de busca e apreensão falso levou o veículo, não sendo recuperado até a data da denúncia. 38º Fato: Consta que no dia 07 de novembro de 2009, por volta das 13h45min, na Loja Ideal, situada no Centro desta Capital, o denunciado GIOVANI BOERI, após prévio acordo de vontades com um dos demais integrantes da quadrilha, obteve para si, vantagem econômica indevida, em prejuízo do citado estabelecimento comercial, da operadora de cartão de crédito Mastercard e da vítima Antônio J. de Marco. Os infratores dirigiram-se ao estabelecimento comercial supracitado e efetuaram uma compra no valor de R$ 3.747,54, parcelada em três vezes, utilizando o cartão de crédito da vítima Antônio. 39º Fato: Consta que em data, horário e local imprecisos, integrantes da quadrilha denunciada, obtiveram para si, vantagem econômica ilícita, mediante meio fraudulento, consistente em induzir a erro, em prejuízo de diversos estabelecimentos comerciais desta Capital, da operadora de cartão de crédito Itaucard e da Rosa Maria Alves de Lima Bandeira. Alguns dos integrantes da quadrilha desviaram dos Correios o cartão de crédito da vítima e após efetuarem o desbloqueio do mesmo, utilizaram-no para efetuar compras no comércio local, totalizando o valor de R$ 558,40. A denúncia foi recebida em 1º EDVALDO, AGNALDO, MARCELO, ROGÉRIO, DEMISSON, RAPHAEL, JORGIANO, ALESSANDRA NASCIMENTO, DINORÁ, LUCIANA, LUCIDALVA, RICHARDES, ALESSANDRA FERREIRA, LUIZ CARLOS, AMANDA, ANTÔNIO, MESAQUE, NILSON, VEZENEIBE, CAIO CÉSAR, ANDERSON, ANDRESSON, FÁBIO, FLAVIANO, LUANNA, Pág. 10 de 91

11 MARCIO ALESSANDRO, AMÉRICO, WILLIAN DOUGLAS, MARIA HELENA, GILIAN e REINALDO foram pessoalmente citados e apresentaram suas respostas à acusação através de defensores constituídos. Pela Defensoria Pública foi apresentada as respostas de GLECIANE, NAILSON, CAIO, JACKSON, SHAILON e JONATAS, todos também pessoalmente citados. IVANI não foi localizada para citação pessoal, porém constituiu defensor que apresentou sua resposta à acusação às fls. 2235/2237. ELENILSON, FRANCELIZE, GIOVANI não foram localizados para citação pessoal, razão pela qual foram citados por edital e por decisão de fls foi determinada a suspensão do processo nos termos do art. 366 do CPP em relação a eles, bem como decretada a prisão preventiva de FRANCELIZE e mantido o decreto de prisão preventiva de ELENILSON e GIOVANI. As defesas foram analisadas pelo juízo e superadas as preliminares foi saneado o feito e designada audiência de instrução e julgamento. Na instrução que se seguiu foram ouvidas 37 testemunhas arroladas pela acusação, 1 testemunha referenciada, 5 testemunhas arroladas pela defesa de LUIZ CARLOS, 1 testemunha arrolada pela defesa de MARCELO, 3 testemunhas arroladas pela defesa de ROGÉRIO, 1 testemunha arrolada pela defesa de REINALDO, 1 testemunha arrolada pela defesa de CAIO CÉSAR, 2 testemunhas arroladas pela defesa de GILIAN, 2 testemunha arroladas pela defesa de ANTÔNIO, 1 testemunha arrolada pela defesa de NILSON e 1 testemunha arrolada pela defesa de VEZENEIBE. As partes desistiram da oitiva das demais testemunhas arroladas, o que foi homologado pelo juízo. DINORÁ, ROGÉRIO, RAPHAEL, LUCIANA, CAIO SEAN, LUCIDALVA, ALESSANDRA RIBEIRO, LUIZ CARLOS, AMANDA, SHAILON, JACSON, MARCELO, LUANNA, FÁBIO, RICHARDES, JONATAS, DEMISSON, WILLIAN, EDVALDO, AGNALDO, MARIA HELENA, GILIAN, ALESSANDRA SALES, FLAVIANO, AMÉRICO, ANDERSON, ANDRESSON, MÁRCIO, VEZENEIBE, MESAQUE, NILSON, CAIO CÉSAR, REINALDO, GLEICIANE, JORGIANO, NAILSON e ANTÔNIO foram interrogados. Às fls foi determinado o desmembramento do feito em relação ao acusado LUIZ CARLOS, seguiu a apuração do feito em relação a ele nos autos nº Em sede de alegações finais (fls. 2919/2942) o Ministério Público manifestou-se pela absolvição de IVANI, DEMISSON, JORGIANO, MÁRCIO, RICHARDES, AMANDA, JACKSON, ANTÔNIO, SHAILON, GILIAN, DINORÁ, LUCIDALVA, LUCIANA e ALESSANDRA RIBEIRO. Em relação a EDVALDO, AGNALDO, MESAQUE, MARCELO, GLEICIANE, NILSON, ROGÉRIO, NAILSON, VEZENEIBE, RAPHAEL, CAIO SEAN, CAIO CÉSAR, ALESSADRA SALES, ANDERSON, ANDRESSON, FÁBIO, FLAVIANO, JONATAS, LUANNA, WILLIAN, AMÉRICO e REINALDO requereu a condenação nos termos da inicial. Na mesma oportunidade aditou à denúncia em relação a acusada MARIA HELENA para incluir outro fato narrando: Que, conforme consta dos elementos de convicção e provas dos autos da presente ação penal (autos n.º ª Vara Criminal), Pág. 11 de 91

12 além das condutas criminosas já descritas na exordial, a ré MARIA HELENA CARDOSO DOS SANTOS, adrede mancomunada e em conjugação de esforços com os demais réus, principalmente RAPHAEL THOMAZ AQUINO FELISMINO, no dia 16/09/2009, por volta das 16:00 h, adentrou a Casa Lotérica localizada na av. Calama, n.º 3968, bairro Embratel, nesta Capital e comarca e, de posse de uma folha de cheque de um talonário subtraído/desviado nos correios, de propriedade de MÁRCIO AURÉLIO GONÇALVES FERREIRA, pagou, dolosamente em golpe/estelionato, contas no valor de R$ 4.192,61 (quatro mil cento e noventa e dois reais e dessenta e um centavos), causando prejuízo considerável aos proprietários da lotérica eis que o cheque não pode ser compensado e as faturas foram pagas na responsabilidade do estabelecimento comercial. Na oportunidade, foram quitadas, inclusive, faturas em nome do nome fantasia RAFHAEL TOMAZINE DE AQUINO, docs. de fl. 666, fl. 672 e fls. 373 (utilizado falsamente por RAPHAEL THOMAZ AQUINO FELISMINO). Também, a própria ré MARIA HELENA pagou conta em seu próprio nome, conforme documento do Banccob, fl. 674, no valor de R$ 176,03 (cento e setenta e seis reais e três centavos). Ainda, requereu o parquet, a oitiva da testemunha Juliana de Souza Vasconcelos. O Ministério Público deixou de oferecer alegações finais em relação aos acusados FRANCELIZE, ELENILSON e GIOVANI, por estarem revéis no processo e com suspensão nos termos do art. 366 do CPP, em relação ao acusado LUIZ CARLOS por ter sido desmembrado o feito e em relação a MARIA HELENA face o aditamento à denúncia. Às fls foi determinado o desmembramento do feito em relação a acusada MARIA HELENA, em razão do aditamento à denúncia, determinando sua inclusão nos autos nº desmembrados em relação a LUIZ CARLOS. Em sede de alegações finais a defesa de JONATAS (fls. 2961/2962) requereu a absolvição e subsidiariamente manifestou-se pelo reconhecimento de participação de menor importância. As defesas de AMANDA (fls. 2963/2970), LUANNA (fls. 2999/3002), ALESSANDRA SALES (fls. 3007/3008), DINORÁ (fls. 3017/3022), MÁRCIO (fls. 3029/3031), JORGIANO (fls. 3032/3035), IVANI e LUCIANA (fls. 3036/3037), GILIAN (fls. 3052/3054), CÁIO CÉSAR (fls. 3058/3070), JACKSON (fls. 3137/3139), ANTÔNIO (fls. 3154/3157), DÊMISSON (fls. 3198/3203), em sede de alegações finais, manifestaram-se pela absolvição. MARCELO (fls. 2974/2998) sustentou preliminarmente a inépcia da inicial e a ausência do elemento subjetivo do estelionato (dolo). No mérito, manifestou-se pela absolvição e subsidiariamente o reconhecimento da circunstância atenuante da confissão espontânea, arrependimento posterior e aplicação da suspensão condicional do processo. A defesa de WILLIAN (fls. 3003/3006) requereu a absolvição do crime de formação de quadrilha e quanto ao crime de estelionato o afastamento do concurso material de crimes. ROGÉRIO (fls. 3009/3016) sustentou preliminarmente a inépcia da inicial. No mérito, requereu a absolvição e subsidiariamente o reconhecimento da primariedade, bom conceito social e bons antecedentes. LUCIDALVA (fls. 3023/3025) também sustentou preliminarmente a inépcia da inicial. Quanto Pág. 12 de 91

13 ao mérito manifestou-se pela absolvição. RICHARDES (fls. 3026/3028) manifestou-se pela absolvição. Subsidiariamente requereu a aplicação da pena no mínimo legal e aplicação de regime aberto para cumprimento de pena. VEZENEIBE (fls. 3038/3040) requereu a absolvição do crime de formação de quadrilha e condenação apenas em relação ao estelionato praticado contra a empresa Gideão Materiais de Construção. Ainda, requereu aplicação da pena mínima e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, reconhecendo-se a confissão espontânea. FÁBIO (fls. 3041/3051) também manifestou-se pela absolvição, sustentando a ausência de dolo em relação crime de estelionato. ANDERSON (fls. 3055/3057) requereu a absolvição do crime de formação de quadrilha por não restar caracterizado nos autos. Em relação ao crime de falsificação de documento público alega ser crime meio do estelionato. Quanto ao estelionato, manifestou-se pelo reconhecimento da confissão espontânea e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. RAPHAEL (fls. 3075/3083), AMÉRICO (fls. 3084/3097) e ANDERSON (fls. 3108/3120) sustentaram preliminarmente a inépcia da inicial e atipicidade de suas condutas. Quanto ao mérito requereram a absolvição. FLAVIANO (fls. 3098/3107) também sustentou a inépcia da inicial. No mérito manifestou-se pela descaracterização do crime de formação de quadrilha e aplicação da pena mínima quanto aos três primeiros fatos (art. 171, CP). REINALDO (fls. 3121/3133) manifestou-se pela absolvição em relação ao crime de formação de quadrilha, reconhecimento de crime meio em relação aos crimes de falsificação e absolvição do crime de estelionato por ausência de materialidade. ANDRESSON (fls. 3140/3150) sustentou preliminarmente a inépcia da inicial. Quanto ao mérito requereu a absolvição do delitos asseverando que não houve comprovação de vantagem ilícita. Subsidiariamente requereu a aplicação da pena mínima e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. GLEICIANE (fls. 3158/3168) sustentou preliminarmente a inépcia da denúncia, ausência de dolo no crime quanto ao crime de estelionato e não configuração de concurso material de crimes. No mérito requereu a absolvição e subsidiariamente manifestou-se pela aplicação da pena mínima e substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. MESAQUE (fls. 3169/3177) alegou preliminarmente a inépcia da denúncia e o reconhecimento de prova ilícita, em razão de tortura. No mérito, manifestou-se pela absolvição e subsidiariamente pela aplicação do princípio da consunção quanto ao crime de falsificação e afastamento do concurso material de crimes, reconhecendo-se a figura do crime continuado. NAILSON (fls. 3178/3185) requereu a absolvição, sustentando a não obtenção de vantagem ilícita o que desconfigura o crime de estelionato. Pág. 13 de 91

14 NILSON (fls. 3186/3197) alegou preliminarmente a inépcia da inicial e quanto ao mérito manifestou-se pela absolvição. Após o oferecimento das alegações finais por decisão de fls foi determinada a intimação de todos os acusados quanto ao aditamento da denúncia. AMANDA (fls. 3208/3212), FÁBIO (fls. 3239/3243) e ROGÉRIO (fls. 3249/3250) manifestaram-se pela não recebimento do aditamento em razão de sua inépcia. REINALDO (fls. 3213/3214) e CAIO CÉSAR (fls. 3215/3216) manifestaram-se pela rejeição do aditamento por absoluta falta de provas. RICHARDES (fls. 3236), IVANI, LUCIANA, VAZENEIVE e ANDERSON (fls. 3237), LUANNA (fls. 3244/45), WILLIAN (fls. 3246/3247), JORGIANO (fls. 3251), ALESSANDRA SALES (fls. 3328) e MARCELO (fls. 3331) nada requereram quanto ao aditamento. JONATAS (fls. 3238), EDVALDO, AGNALDO, SHAILON e CAIO SEAN (fls. 3248) alegaram não pretender produzir provas quanto ao aditamento à denúncia. Certidão de fls apontando que as defesas de ALESSANDRA SALES, MARCELO, DINORÁ, LUCIDALVA, MÁRCIO, GILIAN, RAPHAEL, AMÉRICO, FLAVIANO, JACKSON, ANDRESSON, GLEICIANE, MESAQUE, NAILSON, DEMISSON, NILSO e ALESSANDRA RIBEIRO não se manifestaram quanto ao aditamento à denúncia. Às fls decisão recebendo o aditamento à denúncia e determinando a reunificação dos autos nº para processamento de todos os acusados neste processo. Resposta à acusação de MARIA HELENA (fls. 3297/3304) pela rejeição do aditamento em razão de sua inépcia. Decisão superando as preliminares apresentadas por MARIA HELENA no tocante ao aditamento à denúncia (fls. 3305). Na mesma oportunidade foi designada audiência de instrução e julgamento. Na instrução que se seguiu foi inquirida uma testemunha arrolada pela acusação. As partes dispensaram a oitiva das demais testemunhas e ratificaram os interrogatórios anteriormente realizados (fls. 3343/3345). Às fls veio aos autos informações quanto a prisão de FRANCELIZE, posteriormente solta através de HC interposto no Tribunal de Justiça desta Capital (fls. 3489). Decisão de fls determinando a restituição dos documentos pessoais dos acusados. Às fls veio aos autos informações da prisão da acusada IVANI. A acusada foi solta por decisão de fls que também designou audiência de interrogatório. As acusadas IVANI e FRANCELIZE foram interrogadas (fls e 3702/3703, respectivamente). Pág. 14 de 91

15 Em sede de alegações finais (fls. 3708/3710 e 3714/3718) o Ministério Público ratificou suas alegações anteriormente apresentadas e manifestou-se ainda pela condenação de FRANCELIZE e MARIA HELENA e pela absolvição de LUIZ CARLOS. ALESSANDRA RIBEIRO (fls. 3357/3358), DINORÁ (fls. 3387/3388), LUCIDALVA (fls. 3389), MESAQUE (fls. 3727) e NILSON (fls. 3728) ratificaram as alegações finais anteriormente apresentadas. FÁBIO (fls. 3719/3725) manifestou-se pela rejeição do aditamento da denúncia e absolvição por insuficiência de provas. LUIZ CARLOS (fls. 3729/3741) e MARIA HELENA (fls. 3744/3519) requereram a absolvição nos termos do art. 386, IV, do CPP. Às fls. 3801/3812 veio aos autos pedido de revogação de prisão preventiva de ELENILSON, bem como sua resposta à acusação sustentando a inépcia da inicial e requerendo absolvição sumária. As alegações foram superadas e por decisão do juízo foi determinada a revogação de sua prisão e designada audiência de instrução para interrogatório e oitiva das testemunhas arroladas. Na instrução que se seguiu foi inquirida uma testemunha arrolada pela defesa de ELENILSON (fls. 3830/3831). ELENILSON foi interrogado (fls. 3836). Em sede de alegações finais o Ministério Público requereu a absolvição de ELENILSON, o que foi ratificado pela defesa. Às fls consta sentença de extinção da punibilidade de GIOVANI, em razão da morte do agente. Através da Defensoria Pública foi apresentada alegações finais da acusada FRANCELIZE, postulando pela absolvição e subsidiariamente pela aplicação da pena no mínimo legal. A seguir vieram-me os autos conclusos. É o relatório. DECIDO. I - Do atraso para prolação da sentença. Trata-se de ação penal pública para apuração de quarenta e três crimes de estelionato, um crime de supressão de documento e um crime de formação de quadrilha, em concurso materia, com 19 volumes, mais 4 anexos, 41 réus, 40 fatos e mais de 50 testemunhas arroladas. Não bastasse, ainda houve aditamento. Somado a complexidade do caso este juizo não presidiu toda a instrução e recebeu os autos em razão do colega titular da vara ter se dado por suspeito, tendo, a partir de então, de conciliar suas atividades da Vara da Audiitoria MIlitar com a atenção que estes autos requer. Ai está o motivo do atraso para prolação da sentença. Pág. 15 de 91

16 II - Passo a análise das questões apresentadas pelas partes. Os crimes imputados aos acusados encontram-se previstos no Código Penal, em seus artigos 171, 288 e 305: Art Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis. Art Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes: Pena - reclusão, de um a três anos. Art Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa, se o documento é público, e reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é particular. Antes de adentrar no mérito da causa, analiso as preliminares apresentadas pelos acusados. Da inépcia da inicial. Sustenta a defesa dos acusados MARCELO, ROGÉRIO, LUCIDALVA, RAPHAEL, AMÉRICO, FLAVIANO, ANRESSON, GLEICIANE, MESAQUE e NILSON a inépcia da inicial acusatória. Sabe-se que inepta é somente a denúncia que não expõe o fato tido como criminoso, em todas as suas circunstâncias, apresentando-se de forma sumária, em caráter genérico, e em desacordo com o art. 41 do Código de Processo Penal. Entretanto, compulsando os autos verifico que a denúncia preenche todos os requisitos previstos no art. 41 do CPP e que as alegações da defesa para a inépcia são relacionadas ao mérito da causa e não especificadamente aos termos da denúncia. A denúncia descreveu suficientemente a atuação de cada um dos acusados, permitindo conhecer o fato que lhe está sendo imputado. Ademais, a jurisprudência tem admitido maior flexibilidade no exame do requisito da individualização das condutas. O Supremo Tribunal Federal, em reiteradas vezes, confirma a legalidade da denúncia quando a individualização, à luz dos elementos que instruem a peça, não possibilitam ao seu subscritor o conhecimento perfeito da ação de cada um dos envolvidos, relegando essa demonstração para a instrução criminal (RTJ 100/115, 101/563 e 114/228). Pág. 16 de 91

17 Nos delitos coletivos, a pormenorização dos comportamentos é essencial apenas para efeito de condenação (STF, RTJ 80/822). No âmbito do Superior Tribunal de Justiça também tem sido decidido que não é inepta a denúncia que descreve, ainda que sem pormenores, a atividade dos infratores, em uma liberal interpretação do art. 41 do Código de Processo Penal, "tendo em vista a linha filosófica da Constituição Federal, que deslocou o eixo do Estado Liberal para o do Estado Social, preocupada sobretudo com a macrocriminalidade" (Sexta Turma, HC , DJU de , p ). No mesmo sentido: RHC 2.768, Sexta Turma, DJU , p Na mesma linha: "HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. APROPRIAÇÃO INDÉBITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DAS CONDUTAS DOS ACUSADOS. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP PREENCHIDOS. ESTABELECIMENTO DE LIAME ENTRE A ATUAÇÃO DO PACIENTE E O CRIME EM TESE COMETIDO. POSSIBILIDADE DO EXERCÍCIO DA AMPLA DEFESA. CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO.41CPP1. A denúncia, nos crimes de autoria coletiva, embora não possa ser de todo genérica, é válida quando, apesar de não descrever, minuciosamente, as atuações individuais dos acusados, demonstra um liame entre o agir do réu e a suposta prática delituosa, estabelecendo a plausibilidade da imputação e possibilitando o exercício da ampla defesa, caso em que se entende preenchidos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal (Precedentes).41Código de Processo Penal2. Ordem denegada." (Habeas Corpus: HC RS 2008/ , Relator: Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento: 16/06/2009, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 03/08/2009). Os comentários acerca da responsabilidade objetiva no direito penal brasileiro é questão a ser abordada no mérito quando, após analisar as provas o juízo decidirá se houve responsabilidade subjetiva que permita um decreto condenatório. Da ausência de dolo. Sustenta a defesa dos acusados MARCELO e GLEICIANE a ausência de dolo nas práticas apontadas como delitivas. Já a defesa de RAPAHEL, AMÉRICO e ANDERSON sustenta a atipicidade de suas condutas. Essas questões trazidas pelas defesas estão diretamente ligadas ao mérito da causa, pois somente se pode chegar a esta conclusão após a apreciação de todas as provas produzidas no feito. Das provas ilícitas. Sustenta a defesa de MESAQUE a ilicitude das provas em razão de terem sido obtidas sob tortura. A prova a que se refere é sua confissão prestada perante a autoridade policial. Em que pese não haver nenhuma prova que corrobore as alegações de tortura, é de se ressaltar que pelo sistema do livre convencimento, o Juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo, verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou Pág. 17 de 91

18 concordância. Assim a confissão extrajudicial como as demais provas serão valoradas no conjunto para formação da convicção do julgador, não havendo como retirar ou acrescer valor nos autos. Também é de se considerar que outros acusados foram indagados em juízo acerca de tortura na delegacia de polícia e afirmaram não ter sofrido qualquer coação física ou mental, a saber: Agnaldo (fls. 2698) e Edvaldo (fls. 2696). Porque somente parte dos acusados teriam sofrido tais agressões? As alegações de tortura poderiam ter sido esclarecidas pela simples realização de laudo de corpo delito pelo acusado, que estava solto na primeira oportunidade em que foi ouvido, o que não foi feito. Dessa forma, rejeito as questões preliminares, sem exceção, apresentadas pelas defesas. Das interceptações telefônicas. Insta salientar que grande parte das provas existentes nos autos baseiam-se em interceptações telefônicas, realizadas com autorização do Poder Judiciário. A degravação e relatórios apresentados nos autos não foram questionadas pelas defesas dos acusados, exceto pela defesa de LUIS CARLOS. Portanto, lícita e valorada a prova existente nos autos. Passo a análise do mérito. Da quadrilha e crimes realizados pelos réus. Ultimada a instrução criminal restou comprovada a existência de uma quadrilha especializada em crimes de estelionato. A materialidade do delito está comprovada pelas ocorrências policiais, autos de apresentação e apreensão, termos de restituição e pela vasta malha de documentos apresentados no decorrer do inquérito policial. Quando a autoria necessária análise mais detalhada. Da descrição típica se extrai os elementos configuradores do crime de formação de quadrilha, em avaliação, quais sejam: a) concurso necessário de pelo menos quatro pessoas; b) finalidade de praticar crimes; c) estabilidade e permanência da associação. O número de pessoas para a configuração típica está satisfeito, pois a inicial imputou a conduta a mais de três pessoas. Também se descreve a realização de vários crimes. A questão a ser enfrentada diz respeito ao terceiro requisito: estabilidade e permanência da associação. Neste mesmo contexto, deve ser avaliada a conduta dos acusados para se constatar o elemento subjetivo. O crime de quadrilha é juridicamente independente daqueles que venham a ser praticados pelos agentes reunidos na societas delinquentium (RTJ 88/468). O delito de quadrilha Pág. 18 de 91

19 subsiste autonomamente, ainda que os crimes para os quais foi organizado o bando sequer venham a ser cometidos. (...) (HC /SP, Primeira Turma, Rel. Min. Celso de Mello DJ 14/11/1996). A ideia da associação de pessoas indica que a necessidade de os indivíduos ligados ao crime estejam comprovadamente associados, ou seja, os componentes precisam querer, conjuntamente, a obtenção do resultado criminoso. Para concretizações dos delitos funcionários dos Correios (MESAQUE e ROGÉRIO) desviavam das entregas cartões de crédito de terceiros e correspondências bancárias com cadastros pré aprovados para cartões de crédito, bem como das respectivas senhas dos cartões. De posse de tais documentos integrantes da quadrilha contatavam as administradoras de cartões de crédito, requisitavam os mesmos e/ou os desbloqueavam. A quadrilha tinha membros que conseguiam através de órgãos públicos, com funcionários responsáveis por consultas em sistemas de informática, os dados pessoais das vítimas para utilização quando do desbloqueio das senhas ou solicitações dos cartões (ALESSANDRA SALES e JONATAS). De posse dos cartões faziam uso do saldo limite, efetuando várias compras no comércio local e pela internet (AMÉRICO, ANDERSON, ANDRESON, CAIO CÉSAR, CAIO SEAN, FÁBIO, GLEICIANE, MARIA HELENA, NAILSON, NILSON, RAPHAEL e VEZENEIBE). Também eram desviados talonários de cheques que eram utilizados para pagamento de contas. Outro braço da quadrilha eram funcionários de um posto de gasolina desta Capital (MARCELO, EDVALDO e AGNALDO), que passavam os cartões de crédito nas máquinas do estabelecimento e repassavam dinheiro do caixa para os integrantes da quadrilha (FLAVIANO, REINALDO). Nesse sentido as declarações da delegada de polícia Lucilene Pedrosa de Souza Gottardo: (...) tudo iniciou-se por meio de várias vítimas que procuravam a delegacia dizendo que não haviam solicitado cartões de crédito e receberam faturas a respeito de compras que não fizeram; ( ) apurou-se que existia um esquema formado pela quadrilha que desviava os cartões de crédito via Correios e depois conseguiam desbloqueá-los por meio de informações obtidas junto ao INFOSEG e ao DETRAN; apurou-se também que desviavam talões de cheques; com referidos talões procuravam terceiras pessoas e pagavam contas delas, efetuando desconto em média de 20%; a seguir pegavam as contas, iam em um lotérica e pagavam com aqueles cheques desviados e ficavam com o dinheiro; alguns dos cheques chegavam a ser descontados, pois as vítimas nem mesmo sabiam que o talonário havia sido enviado para elas e desviado; também se descobriu que alguns dos membros da quadrilha faziam cadastros e compras em lojas e registravam ocorrência de perda de documentos, posteriormente ingressavam com ações cíveis fraudulentas contras as operadoras de cartões de crédito ( ) (fls. 2561/2564) No mesmo sentido foram as declarações da testemunha Luciana Medeiros Cordeiro, investigadora do Banco Itaú, às fls. 1524/1525. Ainda, todas as vítimas ouvidas em juízo e perante a autoridade policial relataram, em síntese, que passaram a receber faturas de cartões de crédito com compras que não Pág. 19 de 91

20 haviam sido por elas realizadas. Na maioria das vezes os cartões se quer haviam sido solicitados por ela e em outro casos foi solicitado, porém não haviam recebido em suas residências. Portanto, observa-se que resta configurado o crime de formação de quadrilha, pois estão presentes todos os requisitos legais, ou seja, a estabilidade, a individualidade das atribuições, a estrutura organizacional e a partilha do proveito dos crimes. Passo a análise das provas existentes nos autos quanto aos crimes praticados pelos denunciados, no âmbito da quadrilha, e imputação deles. 1. Dos funcionários dos correios MESAQUE, ROGÉRIO e RICHARDES: 1.1. Do acusado MESAQUE ROCHA LIMA. Na delegacia de polícia o acusado narrou parte do esquema criminoso, demonstrando conhecimento das ações perpetradas pela quadrilha. Vejamos: (...) conheceu a pessoa de FLAVIANO FRANÇA DE MORAES, tendo sido procurado por este, recordando-se que no mês de agosto de 2008, para que o depoente desviasse as correspondências de cartão de crédito e entregasse para ele, sendo que daria ao depoente 30% do que fosse apurado, esclarecendo que não aceitou por não ter contato com esse tipo de correspondência, sabendo informar que posteriormente descobriu que quem desviava tais correspondências para FLAVIANO era a pessoa de ROGÉRIO CORREA DE LELES, que trabalha na Agencia dos Correios localizada na Av. Amazonas, próximo a Av. Guaporé, denominada CDD - Centro de Distribuição de Destinatários, pois o depoente viu ROGÉRIO escondendo tais correspondências em seu bolso, sendo que ROGÉRIO pediu para o depoente não dizer nada à Diretoria, momento em que ofereceu ao depoente 30% do que fosse apurado para que o depoente ficasse calado; QUE, sabe informar que o esquema funciona da seguinte forma, os funcionários que fazem o carregamento para o interior repassam a correspondência de cartão de crédito para ROGÉRIO que por sua vez repassa para o FLAVIANO, ( ) QUE, sabe dizer que ROGÉRIO, tem um contato na Agência Central que também faz desvio de correspondência ( ) QUE, tem conhecimento que FLAVIANO consegue informações das vítimas através de uma pessoa que trabalha no DETRAN ( ), bem como há uma outra pessoa que trabalha na Receita Federal que também fornece a FLAVIANO informações de outras vítimas; ( ) QUE, sabe informar que a quadrilha de estelionatários é composta por FLAVIANO FRANÇA DE MORAES, NILSON ATAÍDE PAIXÃO DOS SANTOS, FÁBIO LOPES DE FARIAS, vulgo "PACA" ou "JECK", ROGÉRIO CORREA DE LELES conhecido por "GORDINHO", ANDRESON FERREIRA DO NASCIMENTO, conhecido por "ANDERSON" ( ) QUE, sabe informar que a referida quadrilha falsifica carteiras de identidades através de JORGEANO MELO DA SILVA, conhecido por "JORGE" ( ) (fls. 56/58) Embora, MESAQUE tenha retificado suas alegações em juízo ao argumento de que as declarações não são verdadeiras e que foi agredido e pressionado por policiais civil, tais afirmações não encontram respaldo nos autos. Também é de se considerar que outros acusados foram indagados em juízo acerca de tortura na delegacia de polícia e afirmaram não ter sofrido qualquer coação física ou mental, a saber: Agnaldo (fls. 2698) e Edvaldo (fls. 2696). Porque somente parte dos acusados Pág. 20 de 91

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