MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA REVISTA DO CAO CÍVEL

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1 MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA REVISTA DO CAO CÍVEL R.CAOCível Belém Ano 10 n. 14 p Jan-/jun

2 REVISTA DO CAO CÍVEL FONE: (91) Sítio: Fonte da capa: Catalogação na Publicação (CIP) Revista do Centro de Apoio Operacional Cível / Ministério Público do Estado do Pará, Centro de Apoio Operacional Cível. Ano 10, N.14, (2008-junho). Belém: M. M. M. Santos Editora E.P.P., Semestral ISSN: Direito. 2. Ministério Público_Competência. 3. Ação Civil Pública_Ministério Público_legitimidade. 4. Penhora on line. 5. Justiça_Acesso. 6. Justiça_Cidadania. 7. Educação_Filho_Responsabilidade Civil. 8. Coisa julgada. 9. Doutrina. 10. Direito _ Legislação. 11. Direito_ Jurisprudência. I. Título. 4

3 MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ GERALDO DE MENDONÇA ROCHA Procurador Geral de Justiça UBIRAGILDA SILVA PIMENTEL Corregedora Geral do Ministério Público CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL ALDIR JORGE VIANA DA SILVA Promotor de Justiça - Coordenador CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE INFÂNCIA E JUVENTUDE MARIA DO SOCORRO MARTINS CARVALHO MENDO Promotora de Justiça - Coordenadora CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DA CIDADANIA NATANAEL CARDOSO LEITÃO Promotor de Justiça - Coordenador CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CONSTITUCIONAL FREDERICO ANTÔNIO LIMA DE OLIVEIRA Promotor de Justiça - Coordenador CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CÍVEL ALDIR JORGE VIANA DA SILVA Promotor de Justiça - Coordenador 5

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5 ELABORAÇÃO SUPERVISÃO GERAL ALDIR JORGE VIANA DA SILVA Promotor de Justiça Coordenador ORGANIZADOR RAQUEL CORRÊA DE ALMEIDA Técnico-Jurídico EDITORAÇÃO ELETRÔNICA CRISTIANE PEREIRA DE ABREU (Estagiária de Direito) SUELEN CRISTINA NINO FERNANDES (Estagiária de Direito) PESQUISA CRISTIANE PEREIRA DE ABREU (Estagiária de Direito) LEANDRO CARVALHO PEREIRA (Estagiário de Direito) SUELEN CRISTINA NINO FERNANDES (Estagiária de Direito) REVISÃO ORTOGRÁFICA CRISTIANE PEREIRA DE ABREU (Estagiária de Direito) RAQUEL CORRÊA DE ALMEIDA (Técnico-Jurídico) 7

6 EQUIPE DO CAO CÍVEL ALDIR JORGE VIANA DA SILVA Promotor de Justiça Coordenador RAQUEL CORRÊA DE ALMEIDA Técnico-Jurídico ROSIVANE DE SOUZA MENDES Auxiliar de Administração ESTAGIÁRIOS CRISTIANE PEREIRA DE ABREU LEANDRO CARVALHO PEREIRA SUELEN CRISTINA NINO FERNANDES 8

7 APRESENTAÇÃO A partir deste semestre a publicação do Centro de Apoio Operacional Cível CAO Cível, trará mudanças significativas. Deixará de ser um boletim informativo para se tornar uma revista jurídica, pela necessidade de aprofundamento doutrinário e oferecer, à comunidade jurídica, conteúdo mais substancial. Os assuntos estão em consonância com as novas tendências do direito em resposta aos modernos fenômenos sociais. A capa será temática. Em cada publicação se dará destaque a um tema. Inaugura-se um editorial permanente que versará sobre um tema relevante no mundo jurídico, em substituição ao elemento prétextual APRESENTAÇÃO. Os artigos jurídicos selecionados são atuais. Constam temas sobre penhora on-line, responsabilidade civil dos pais pela omissão do afeto, delimitação constitucional da competência do Ministério Público, princípios constitucionais do acesso à justiça e do duplo grau de jurisdição, legitimidade da propositura de ação civil pública pelo Ministério Público e Defensoria Pública e relativização da coisa julgada. A efetividade da ação civil pública pelo uso do Bacen Jud mostra que o sistema informatizado, criado pelo Banco Central do Brasil, agiliza o cumprimento de determinações e requisições judiciais relativas a valor monetário. Expõe que o procedimento para bloqueio de ativos financeiros vem se demonstrando rápido e eficaz por permitir localizá-los em qualquer lugar do país. Fala do desbloqueio das contas do sujeito passivo, bem como da constitucionalidade e legalidade do Bacen Jud, aceitas pela doutrina e jurisprudência. O texto sobre a responsabilidade civil dos pais pela omissão do afeto na formação da personalidade dos filhos analisa a responsabilidade dos pais pela proteção integral da criança e do adolescente, além de buscar os fundamentos constitucionais para o dever de indenizar os filhos menores ou incapazes pela omissão de afeto. 9

8 O breve estudo acerca da delimitação constitucional da competência do Ministério Público, de Marcelo Harger, mostra a limitação da competência da Instituição. Traz uma abordagem filosófica, a fim de demonstrar como o poder controla o poder. Estuda o conceito de poder, de Estado e de competência, para analisar a competência geral e a específica de cada órgão que compõe a estrutura do Ministério Público e a sua delimitação. Em Os Princípios Constitucionais do Acesso à Justiça e do Duplo Grau de Jurisdição: análise do cabimento do agravo de instrumento em mandado de segurança, o autor trata do cabimento do recurso de agravo de instrumento contra a decisão que concede ou não o pleito liminar em mandado de segurança, uma vez que se coaduna com o objetivo célere deste instituto. O artigo sobre legitimidade da propositura da ação civil pública discute a natureza diferenciada da legitimação da Defensoria Pública e do Ministério Público. Para os autores, com a edição da Lei nº , de , a Defensoria Pública recebeu legitimação dentro de uma pertinência temática. O artigo trata da relativização da coisa julgada inconstitucional. Discute a constitucionalidade da relativização ainda que em decisão inconstitucional. Contrapõe a relativização da coisa julgada ao princípio da segurança jurídica. Faz comparação entre posições favoráveis e contrárias ao tema. Admite tratar-se de assunto controvertido no mundo jurídico, mas sustenta posição levando em conta princípios norteadores do Estado Democrático de Direito. A revista traz ainda mais dois títulos: Legislação e Jurisprudência. O título Legislação se constitui de legislação federal, legislação estadual e regulamentação do Ministério Público. Por fim, agradeço à equipe do CAO/Cível, que sem ela a Revista não viria a lume. ALDIR JORGE VIANA DA SILVA Promotor de Justiça Coordenador do Centro de Apoio Operacional Cível 10

9 SUMÁRIO DOUTRINA 1. Ampliação da Efetividade da Ação Civil Pública pelo uso do Bacen Jud Sistema de Bloqueio On-Line de Ativos Financeiros Breve estudo acerca da delimitação constitucional da competência do Ministério Público Ação civil pública: legitimidade da propositura pelo Ministério Público e Defensoria Pública, singularidades Os princípios constitucionais do acesso à justiça e do duplo grau de jurisdição: análise do cabimento do agravo de instrumento em mandado de segurança A responsabilidade civil dos pais pela omissão do afeto na formação da personalidade dos filhos Relativização da coisa julgada: teorias, controvérsias, dilemas e solução 123 LEGISLAÇÃO FEDERAL 7. LEI Nº , DE 19 DE DEZEMBRO DE Acrescenta à Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de Código 11

10 de Processo Civil, dispositivos que regulamentam o 3 o do art. 102 da Constituição Federal LEI Nº , DE 4 DE JANEIRO DE Altera dispositivos da Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil, possibilitando a realização de inventário, partilha, separação consensual e divórcio consensual por via administrativa LEI Nº , DE 15 DE JANEIRO DE Altera o art. 5 o da Lei n o 7.347, de 24 de julho de 1985, que disciplina a ação civil pública, legitimando para sua propositura a Defensoria Pública LEI Nº , DE 28 DEZEMBRO DE Dispõe sobre as custas judiciais devidas no âmbito do Superior Tribunal de Justiça 157 LEGISLAÇÃO ESTADUAL 11. LEI Nº 6.935, DE 21 DE DEZEMBRO DE Determina o uso de carenagem sobre o eixo do motor das embarcações no Estado do Pará e dá outras providências LEI Nº 6.958, DE 03 DE ABRIL DE Destina as madeiras extraídas de áreas licenciadas à exploração de jazidas, minas ou outros depósitos minerais, as submersas por águas de lagos de contenção às barragens de hidrelétricas, 12

11 dentro do território paraense, para construção de casas populares, escolas e clínicas para tratamento de dependentes químicos e dá outras providências LEI Nº 6.973, DE 28 DE MAIO DE Disciplina a instalação e a manutenção de cercas elétricas nas áreas urbanas e rurais do Estado do Pará e dá outras providências LEI Nº 7.066, DE 4 DE DEZEMBRO DE Implementa, no âmbito do Estado do Pará, o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar n 123, de 14 de dezembro de 2006, e dá outras providências LEI Nº 7.094, DE 22 DE JANEIRO DE 2008 Dispõe sobre a proibição de fumar em órgãos da administração pública direta, indireta e fundacional do Estado LEI Nº 7.110, DE 14 DE MARÇO DE Torna obrigatória a inclusão de estudos sobre o uso de drogas e dependência química nos conteúdos do ensino fundamental e médio 171 MINISTÉRIO PÚBLICO: LEGISLAÇÃO 17. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESOLUÇÃO Nº 26, DE 17 DE DEZEMBRO DE Disciplina a residência na Comarca pelos membros do Ministério Público e determina outras providências CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO Nº 23, DE 17 DE SETEMBRO DE

12 Regulamenta os artigos 6º, inciso VII, e 7º, inciso I, da Lei Complementar nº 75/93 e os artigos 25,inciso IV, e 26, inciso I, da Lei nº 8.625/93,disciplinando, no âmbito do Ministério Público, a instauração e tramitação do inquérito civil 179 JUSRISPRUDÊNCIA 19. UNIÃO HOMOAFETIVA Recurso Especial nº RS (1999/ ) UNIÃO HOMOAFETIVA Agravo de Instrumento nº RS ABANDONO AFETIVO TAMG - AC nº ª C. Cív CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS - ADI/ Ação Direta de Inconstitucionalidade

13 EDITORIAL O ordenamento jurídico brasileiro, ante as demandas da sociedade atual, é impulsionado pelos conflitos sociais que, por sua vez, emergem da contradição econômico-sócio-política. Nesse contexto ocorre a transição do direito individual para o coletivo. O sistema judiciário como integrante dessa nova ordem vive um paradoxo. De um lado, as exigências da vida moderna com novas reivindicações, de outro, um sistema refratário a mudanças da sociedade. Essa refração constitui-se em um dos grandes problemas para que as instituições assumam seu papel de mediador dos conflitos sociais e promotor da justiça. O dilema vivenciado é conseqüência do avanço da industrialização, da urbanização e da burocratização, que provocou confrontos não mais meramente interindividuais. A repetição dos conflitos de grupo coloca o sistema judiciário no seguinte dilema: ou se adapta às condições sócio-econômicas emergentes ou perde sua função social de controle, de redutor de incertezas e de produtor de segurança. Esses conflitos impõem o deslocamento da lógica formal para a racionalidade material introduzida no ordenamento jurídico brasileiro pela Constituição de A necessidade de mudança surgiu a partir da instituição do regime democrático em substituição ao regime burocráticoautoritário, que vigorou no Brasil de 1964 a É nesse cenário que o sistema judiciário assume seus problemas e parte na busca de soluções para assegurar aos cidadãos o acesso à justiça. O olhar crítico sobre suas principais mazelas e fraquezas é o primeiro passo para restabelecer a credibilidade e adotar medidas que corrijam ou minimizem os pontos de estrangulamento da justiça. A formação normativo-positivista não é capaz de enfrentar a 15

14 emergência de uma sociedade capitalista marcada por novos desafios. A primeira dificuldade do sistema judiciário é o caráter funcional-estrutural da carreira de seus integrantes, que é centralizada e concentrada. É centralizada na capital, onde todos os interesses jurídicos convergem. É concentrada nas mãos de uns poucos, que detêm o poder a e decisão sobre a promoção dos demais. A Emenda Constitucional nº 45, de 8 de dezembro de 2004, criou os Conselhos Nacionais com finalidade de controlar a atuação administrativa, financeira e funcional dos órgãos de justiça. Dentre as determinações desses Conselhos, destaca-se o estabelecimento de critérios objetivos para aferição do merecimento na promoção dos membros da carreira. Essa medida afasta, pelo menos em tese, o afilhadismo, o compadrio e o subjetivismo ainda presentes em alguns órgãos de justiça no Brasil. Outra dificuldade do sistema jurídico é a burocratização dos cartórios. É imperativo inverter o procedimento atual, estabelecendo ritmo célere aos processos que devem ser submetidos a julgamento. O Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Polícia Judiciária, devem atuar de maneira articulada, adotando sistema de comunicação e compartilhamento de informações que possibilite o acesso à base de dados de cada um desses órgãos, reduzindo a burocracia, o trânsito de papéis e abolindo o livro de protocolo. Não se pode dissociar a atuação dos órgãos de justiça da formação de seus membros. No processo seletivo para o ingresso na carreira jurídica, privilegia-se o conhecimento dogmático da legislação e da prática forense que acaba reproduzindo o paradigma normativo-dogmático do direito. Inexiste qualquer tipo de avaliação a respeito da capacidade crítica e política, que poderia ser suprida com a inclusão nos concursos jurídicos de matérias como Filosofia do Direito, Teoria Geral do Direito, Teoria Geral do Estado e Ciência Política. 16

15 Com a introdução dessas disciplinas nos concursos, a teoria jurídica tradicional seria mitigada em benefício da solução dos novos conflitos, que reclama dinâmica processual ágil e intervenção mais efetiva. O enfoque transmuda-se de sujeito determinado e visível para sujeito difuso e coletivo. O panorama jurídico reclama arcabouço teórico com novos ingredientes e novos personagens. O sujeito individual é substituído pelo sujeito coletivo, impondo ao julgador nova postura. A adequação do ordenamento jurídico às demandas atuais depende da concretização dos direitos humanos, à luz da Constituição da República Federativa do Brasil, que estabeleceu a dignidade da pessoa humana e a prevalência dos direitos humanos como fundamentos do Estado Democrático de Direito. De todas as questões suscitadas a respeito da atuação dos órgãos que compõem a Justiça no Brasil, evidencia-se a estrutura burocratizada dos órgãos judicantes e a formação normativopositivista da maioria de seus integrantes, que dificultam a efetivação dos direitos humanos. Um dos caminhos a serem trilhados como solução é a multiplicação das escolas de formação e aperfeiçoamento dos membros da carreira jurídica, com enfoque nas disciplinas de Teoria Geral do Direito, Teoria Geral do Estado e Ciência Política. A atuação, hoje, do Sistema Judiciário, está aquém das expectativas da sociedade. Seu grande desafio repousa no rompimento definitivo com a estrutura hermética e arcaica que ainda existe em alguns órgãos de suas instituições. Somente a modernização de sua estrutura administrativa e a mudança de mentalidade de seus integrantes será capaz de manter o sistema judiciário sintonizado com as transformações ocorridas na sociedade do terceiro milênio. Aldir Jorge Viana da Silva Promotor de Justiça 17

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17 DOUTRINA 19

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19 AMPLIAÇÃO DA EFETIVIDADE DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA PELO USO DO BACEN JUD - SISTEMA DE BLOQUEIO ON-LINE DE ATIVOS FINANCEIROS Eduardo Sens dos Santos Promotor de Justiça titular da Comarca de Modelo. Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Curso de mestrado em Direito (incompleto) pela Universidade Federal de Santa Catarina (terceiro colocado no concurso de seleção). Curso de Pós-Graduação em Direitos Difusos e Coletivos pela Escola Superior do Ministério Público de Santa Catarina, em andamento SÍNTESE DOGMÁTICA DA PROPOSIÇÃO O sistema de bloqueio de ativos financeiros do Banco Central do Brasil, o Bacen Jud, é instrumento importante à ampliação da eficácia da ação civil pública. Além das vantagens da celeridade, agilidade e facilidade, demonstradas em caso prático ao longo da exposição, o sistema vem tendo sua legalidade e constitucionalidade reconhecidas pela doutrina e jurisprudência. O próprio Código de Processo Civil reconhece a legalidade do procedimento e a pesquisa jurisprudencial realizada demonstra a tendência de o Supremo Tribunal Federal reconhecer a constitucionalidade da alteração legislativa. Em síntese, o Bacen Jud não fere princípios como a da menor onerosidade da execução ao devedor, porque o dinheiro que será alvo do bloqueio é justamente o primeiro dos bens a ser penhorado, conforme disposição do art. 655 do Código de Processo Civil. Em segundo lugar, a medida não importa lesão ao princípio da intimidade, porque o bloqueio não configura quebra de sigilo bancário, já que o juiz se limita a penhorar os valores necessários, 21

20 sem ter acesso à movimentação financeira do devedor. Ao contrário, com o Bacen Jud somente o magistrado e o gerente da conta bancária terão conhecimento da ordem de bloqueio, ao contrário do que vinha ocorrendo com o método tradicional (via oficial de justiça, por mandados, cartas-precatórias). Em casos excepcionais, quando necessária a quebra do sigilo bancário para investigações, o sistema também se mostra útil, porque permite a obtenção de extratos bancários por ordem judicial direta à instituição financeira, sem a tramitação física das informações por cartórios e correios, por exemplo. Outros princípios constitucionais como o do devido processo legal e o da proporcionalidade igualmente permanecem preservados pelo Bacen Jud. O bloqueio dos ativos financeiros evidentemente será comunicado posteriormente ao devedor, que poderá exercer sua defesa com todos os recursos a ela inerentes. A medida, por sua vez, só deverá ser adotada pelo magistrado quando necessária, de acordo com ponderação entre os valores em risco, em juízo de proporcionalidade. Na prática, o sistema permite que ordens para bloqueio de ativos financeiros, para obtenção de extratos bancários e demais informações financeiras sejam em poucas horas rapidamente cumpridas, onde quer que estejam situados os ativos, o que torna segura a obtenção do resultado. No específico caso das ações civis públicas, liminares para bloqueio de bens (improbidade administrativa, por exemplo), cumprimento de ordens mandamentais (medicamentos, por exemplo) e até mesmo a execução de sentenças têm sua efetividade sensivelmente ampliada pela possibilidade de imediata obtenção de resultado prático que ou constranja o devedor a fazer ou não fazer, ou obtenha de imediato acesso a bens para penhora. 22

21 EXPOSIÇÃO E CONCLUSÃO OBJETIVA 1 INTRODUÇÃO Propõe-se ao XVII Congresso Nacional do Ministério Público a tese de que a utilização do sistema Bacen Jud, do Banco Central do Brasil, aumenta a efetividade das investigações civis e da própria ação civil pública, na medida em que permite de forma ágil, segura e eficaz a busca de informações bancárias (extratos bancários, movimentações financeiras) e o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas ou jurídicas, prática que se experimentou com sucesso em Santa Catarina para resguardar futura execução de sentença por ato de improbidade administrativa e para produzir prova no respectivo processo. 2 APRESENTAÇÃO GERAL O BACEN JUD O Bacen Jud é um sistema informatizado criado pelo Banco Central do Brasil para agilizar o cumprimento de determinações e requisições judiciais relativas a ativos financeiros. Antes de sua criação, os juízes oficiavam diretamente ao Banco Central requisitando as informações, prática que exigia o reenvio das requisições a todas as instituições financeiras componentes do Sistema Financeiro Nacional e tornava lento o processamento das ordens. Além disso, antes do Bacen Jud corria-se o risco do vazamento de informações: um simples telefonema de algum intermediário inviabilizaria toda a execução judicial ou a medida cautelar. Com o atual sistema, o bloqueio é realizado automática e eletronicamente, sem transitar em meio físico pelas instituições financeiras. Quando o gerente da conta recebe a ordem, já não há mais tempo hábil para fraudá-la, por exemplo, com a transferência do saldo, porque o sistema registrará também os horários de recebimento da ordem, como se verá adiante. 23

22 2.1 UTILIDADE O Bacen Jud nada mais faz que encurtar o caminho entre o Banco Central do Brasil e as instituições financeiras, repassando aos agentes do Sistema Financeiro a ordem judicial, que em pouco tempo é executada. Assim, por exemplo, se o juiz de direito de Florianópolis determinar o bloqueio de ativos financeiros de alguém em todas as instituições financeiras do país, basta acessar o Bacen Jud e, munido de uma senha, obtida previamente na secretaria da Presidência do Tribunal de Justiça, determinar a constrição. Em determinadas ocasiões, em questão de horas o bloqueio é efetuado. Além do bloqueio de ativos, o Bacen Jud possibilita requisitar informações sobre a existência de contas correntes e demais aplicações financeiras, como poupanças, fundos de renda fixa e variável e fundos de previdência privada. A nova versão do sistema, já em vigor, permite ainda a transferência de valores diretamente da conta do sujeito passivo para a conta única do Judiciário para posterior liberação por alvará ao credor. 2.2 PROCEDIMENTO De forma bastante simples, em execução de títulos extrajudiciais (por exemplo, o ajustamento de conduta), na fase de cumprimento da sentença, em cautelares ou mesmo em sede liminar é possível ao juiz, de ofício, mediante provocação de qualquer interessado ou do Ministério Público, realizar o bloqueio de ativos financeiros ou a pesquisa de informações bancárias. Para tanto, de forma a resguardar o sigilo, o próprio juiz deve solicitar ao Tribunal de Justiça o fornecimento de sua senha pessoal. De posse do código, deve-se então acessar a página informar o código da instituição, que também será fornecido pelo servidor responsável, o nome do usuário e a senha e selecionar as opções disponíveis. 24

23 Neste momento, é imprescindível o conhecimento do CPF ou do CNPJ do titular dos ativos financeiros a serem bloqueados, pois não é possível pesquisa por nome ou outro dado. Daí a relevância de no pedido indicar-se tal dado com absoluta precisão. Os centros de apoio operacional do Ministério Público de Santa Catarina dispõem de meios para facilmente encontrar tais dados diante do nome da pessoa a ser pesquisada. O sistema Infoseg, já disponível diretamente aos membros do Ministério Público de Santa Catarina, permite a procura pelo CPF de qualquer pessoa que tenha veículo registrado em seu nome. 2.3 BLOQUEIO PARCIAL OU TOTAL O sistema do Bacen Jud permite ao juiz realizar o bloqueio integral de todos os ativos financeiros ou simplesmente bloquear determinada quantia. Em situações que envolvam grandes somas, dependendo da capacidade econômica do sujeito passivo, o interessante é em primeiro lugar determinar o bloqueio integral e requisitar informações para, posteriormente, de posse dos dados, limitar o bloqueio a patamar que não impeça a sobrevivência daquele que sofrer a constrição. Lembre-se que as ordens, tanto de bloqueio quanto de desbloqueio, são processadas em questão de horas. Assim foi feito em Pomerode, na ação cautelar que conseguiu o bloqueio integral das contas de três ex-prefeitos, de um deputado federal e de uma empresa fantasma. Com a atualização do sistema realizada no final de 2005, tornou-se possível ao magistrado, além do bloqueio parcial e total, obter diretamente informações sobre saldos bancários, extratos das contas correntes ou de investimentos e diretamente transferir valores bloqueados para contas judiciais. Em caso de ordem para bloqueio integral, o sistema captará o saldo do dia seguinte àquele em que a ordem eletrônica for recebida pela instituição financeira, e ficarão vedadas quaisquer operações de débitos na mesma data. Assim, se o magistrado registra a ordem de bloqueio total no dia 28 de abril de 2006, uma sexta-feira, até às 19h, embora a ordem esteja disponível eletronicamente à instituição 25

24 financeira até as 23h do mesmo dia, somente na segunda-feira os valores serão bloqueados e não poderá mais o sujeito passivo realizar débitos 1. A ordem deverá ser cumprida até as 23h59 do dia em que recebida. Acaso haja algum atraso no trâmite da informação ou no cumprimento da ordem, o sistema comunica automaticamente ao juiz. Os valores creditados posteriormente também serão atingidos no bloqueio integral, o que significa dizer que se inicialmente a conta estiver sem saldo e vier a receber algum valor posteriormente ao bloqueio, todo o montante será atingido pela providência. Também a ordem atingirá depósitos a prazo, como cheques depositados antes do bloqueio mas ainda pendentes de compensação. Como a ordem deve ser processada também pelo gerente do banco em que recairá a constrição, é importante nesse momento, dependendo da gravidade da situação, que o Ministério Público ou o interessado acompanhe o cumprimento da ordem de bloqueio integral e futuro, pois falhas interpretativas do mandado eletrônico podem ocorrer. De qualquer forma, no bloqueio integral será informado o montante obtido ao juiz quando do cumprimento da ordem. Informações sobre o bloqueio de créditos posteriores deverão ser solicitadas expressamente em ordem específica. No bloqueio parcial o juiz se limitará a indicar o valor da constrição. Poderá indicar uma ou mais contas do sujeito passivo, ou ainda optar que a ordem de bloqueio seja cumprida em todas as contas da titularidade do sujeito passivo. Esta opção tem a particular vantagem de encontrar ativos financeiros registrados em nome do devedor em qualquer Estado da Federação. Com a atual versão do sistema não há mais o inconveniente de o mesmo valor ser bloqueado nas várias contas do sujeito, o que poderia multiplicar o valor do bloqueio por tantas vezes quantas fossem as contas 1 As ordens judiciais protocolizadas no sistema até às 19h dos dias úteis bancários serão consolidadas pelo sistema Bacen Jud 2.0, transformadas em arquivos de remessa e disponibilizadas simultaneamente para todas as instituições financeiras até às 23h do mesmo dia. 26

25 existentes. A própria instituição, em caso de saldo superior, definirá qual das contas sofrerá a constrição. No bloqueio parcial, em caso de não haver saldo suficiente na conta, será necessária complementação posterior, porque o sistema não bloqueia créditos futuros. 2.4 DESBLOQUEIO A operação obedece ao mesmo sistema que o bloqueio, com a vantagem de poder ser determinada por qualquer magistrado, e não somente pelo que ordenou em primeiro lugar. Esta função tem a conveniência de não vincular eternamente um magistrado ao processo, mesmo porque pode ocorrer de sua ordem ter sido emitida quando em substituição a outro magistrado, ou que o juiz venha a ser promovido após a determinação do bloqueio. Igualmente se aplicam ao desbloqueio os prazos previstos para o bloqueio, de modo que a ordem, tão logo registrada, será disponibilizada às instituições financeiras e cumprida com a mesma celeridade. 3 FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DO BACEN JUD O sistema do Bacen Jud, há muito utilizado na execução pelos juízes do trabalho, pode ser conceituado como um sistema informatizado para trânsito de ordens judiciais recebidas pelo Banco Central do Brasil entre as instituições componentes do Sistema Financeiro Nacional. Institui, em verdade, ofícios eletrônicos, emitidos pelo magistrado para tornar bens indisponíveis, requisitar informações bancárias ou simplesmente penhorar dinheiro, sendo por isso conhecido como penhora on-line. Embora formalmente criado por simples convênio celebrado entre o Banco Central e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, à semelhança do já realizado desde 2002 com o Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho, não há ilegalidade ou 27

26 inconstitucionalidade alguma em tal proceder, que se limita a fornecer mais um meio para tornar efetivas as decisões judiciais. Em outras palavras, não é norma processual ou de procedimento, motivo pelo qual não se exigia lei em sentido formal para que tenha lugar na prática judiciária, adotada, diga-se, na maioria dos tribunais de justiça brasileiros. De qualquer forma, com o sucesso da iniciativa, acresceu-se ao Código de Processo Civil dispositivo permitindo expressamente a penhora de ativos financeiros pela via eletrônica (XXX), de modo que a discussão sobre a legalidade está superada. A prática também não fere normas constitucionais sobre o sigilo bancário. Quem determina a ordem é o próprio juiz, que aliás não toma conhecimento do conteúdo e da movimentação da conta em que recairá a constrição. O sistema apenas lança o débito na conta indicada (ou em todas as contas do sujeito passivo, conforme o caso), limitando-se a informar ao juiz posteriormente sobre o sucesso ou não do bloqueio dos bens. Acaso a ordem seja de emissão de extratos bancários, por outro lado, haverá sim quebra de sigilo bancário. No entanto, novamente aqui a ordem será determinada por juiz, que tal qual no sistema anterior, do ofício em papel, é a autoridade competente para tanto, estando ademais obrigado a ater-se às situações previstas em lei. É de se observar que, ao invés de prejuízo ao sigilo bancário, a adoção do sistema Bacen Jud na verdade amplia a garantia constitucional, à medida que torna mais seguro o processamento da ordem judicial e impede que terceiros tomem conhecimento da medida. Em determinadas hipóteses nem mesmo o escrivão judicial sabe da medida antes de o processo retornar ao cartório, situação que inevitavelmente ocorria antes. O devido processo legal igualmente não sofre restrição com o sistema. As normas processuais e procedimentais continuam exatamente as mesmas. Na ação civil pública em que se requer o bloqueio de bens, por exemplo, a citação do réu ocorrerá depois de examinado o pedido liminar, momento em que terá oportunidade de requerer a revogação da ordem e exercer o contraditório. 28

27 O princípio da proporcionalidade, por sua vez, tido como corolário do devido processo legal, não sofre também qualquer interferência, pois a necessidade, utilidade e proporcionalidade em sentido estrito da medida continuarão de observação obrigatória pelo juiz conforme o caso concreto, sempre fundamentadamente. Alega-se por vezes que o sistema permite a prática de atos pelo juiz fora de sua competência, como no caso de bloqueio de bens em conta situada em instituição financeira de fora da comarca. Do mesmo modo, aqui não se pode identificar qualquer ilegalidade, pois em se tratando de órgãos públicos ou instituições privadas em exercício de função pública, como é o caso dos bancos, o juiz pode determinar diretamente a realização de atos, como atualmente ocorre com os registros públicos e com as operadoras de telefonia. Aliás, vale anotar que em mandados de prisão de réus foragidos, por exemplo, é extremamente comum o cumprimento da ordem em comarca diversa da do juiz que expediu o mandado. Exigir a expedição de carta precatória para cada agência bancária, por outro lado, implicaria providência desprovida de sentido, já que o ato pode ser praticado diretamente pelo juiz, e a carta precatória, como é sabido, limita-se à prática de atos por delegação em caso de incompetência territorial do juiz. Veja-se, por exemplo, que o Código de Processo Civil já admite expressamente a citação por carta, para qualquer comarca do País (art. 222, caput), ao passo que a redação do 1º do art. 659 do Código permite que a penhora se realize onde quer que se encontrem os bens 2. Por outro lado, o sistema não expõe a intimidade do indivíduo a público. Pelo contrário: como os ofícios eletrônicos tramitam criptografados eletronicamente, o risco de a informação chegar a pessoas não autorizadas é mínimo, muito menor, diga-se de 2 A respeito do dispositivo tem-se entendido que Dispensa-se a expedição de carta precatória na constrição judicial de bens localizados fora dos limites territoriais do juízo da execução, se os mesmos foram indicados pelo devedor, mediante lavratura de termo nos autos (RJTAMG 60/119), apud NEGRÃO, Theotônio. Código de Processo Civil. 36ª ed. São Paulo : Saraiva, P

28 passagem, do que o risco de uma senha bancária comum ser apropriada por hackers. Por fim, o sistema não desobedece às disposições processuais sobre penhora e sobre medidas cautelares. No que tange às penhoras, o próprio Código de Processo Civil determina que sejam feitas preferencialmente em dinheiro (art. 655) e princípios como celeridade, economia processual e máxima eficiência da prestação jurisdicional só recomendam a medida (citar novamente CPC novo XXX). Na verdade, o Bacen Jud apenas transformou o meio pelo qual transitavam as informações sobre quebra do sigilo bancário e sobre bloqueios: o ofício impresso em papel e remetido pelo correio transformou-se em ofício eletrônico, ou seja, em informação criptografada eletronicamente remetida pela Internet. E assim o fez seguindo moderna tendência, verificada já com sucesso quando da implantação do sistema de processo eletrônico (digital) nos Juizados Especiais Federais. No e-proc, como foi alcunhado o sistema, as ações somente são propostas e contestadas, inclusive com documentos, por . A citação e as intimações são todas realizadas virtualmente e a sentença também só existe no plano digital 3. Mais recentemente, por força da alteração promovida no Código de Processo Civil pela Lei nº /2006, não se pode ter mais dúvidas da tendência nacional. Admite agora o parágrafo único do art. 154 que Os tribunais, no âmbito da respectiva jurisdição, poderão disciplinar a prática e a comunicação oficial dos atos processuais por meios eletrônicos, atendidos os requisitos de autenticidade, integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira ICP-Brasil 4. E desde 3 Também por resolução, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região criou o sistema e-proc. Assim estabelece o art. 2º da Resolução n. 13/2004: A partir da implantação do processo eletrônico somente será permitido o ajuizamento de causas pelo sistema eletrônico. 4 A ICP-Brasil é um conjunto de técnicas, práticas e procedimentos que vêm sendo implantados gradativamente pela Administração Federal e por diversas organizações privadas brasileiras com o objetivo de harmonizar os fundamentos 30

29 2001, quando da edição do Decreto nº 3.996/2001, o Banco Central do Brasil já utiliza a ICP-Brasil. Vale ressaltar, no entanto, que há duas ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra o convênio firmado entre o Bacen e o TST, propostas pelo PFL 5 e pela Confederação Nacional dos Transportes 6. Embora sem apreciação pelo STF até o momento, o parecer do Procurador-Geral da República é pela improcedência dos pedidos, concluindo que O sistema Bacen Jud vai ao encontro das novas tecnologias a serviço de um novo processo judicial, que tem como princípios norteadores a celeridade, a economicidade e a máxima eficácia, e que vem ganhando corpo com a implementação de sistemas de peticionamento on-line, dos interrogatórios por meio de vídeo-conferência, dos sites dos tribunais, da pesquisa via internet da jurisprudência, da autenticação eletrônica de documentos etc. Lembre-se que este Supremo Tribunal Federal, por meio da Resolução n. 287, de 14 de abril de 2004, instituiu o chamado e-stf, sistema que permite o uso de correio eletrônico para a prática de atos processuais no âmbito desta colenda Corte Suprema 7. 4 CASO PRÁTICO técnicos e metodológicos de um sistema de certificação digital. Em outras palavras, é o sistema de segurança digital utilizado pela Administração Federal. 5 ADI n. 3091, rel. Min. Joaquim Barbosa. Já há parecer do Procurador-Geral da República pela improcedência do pedido formulado na ADI. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Anamatra requereu a intervenção no processo na qualidade de amicus curiae. Os principais argumentos da ADI são os de que o Bacen legislou sobre processo, que a medida permite ao juiz extrapolar sua competência territorial e que a constrição impõe tratamento degradante e coativo aos devedores. 6ADI n. 3203, rel. Min. Joaquim Barbosa. Também foi admitida a Anamatra como amicus curiae. O ministro relator determinou a conexão das ações, por continência da segunda na primeira. 7 Parecer n /CF, datado de 23 de abril de 2004, Procurador-Geral da República: Cláudio Fonteles. 31

30 Em Santa Catarina três ex-prefeitos, um deputado federal, um servidor e uma empresa fantasma foram condenados em ação de improbidade administrativa ao pagamento de aproximadamente meio milhão de reais cada um. Diante do evidente fumus boni juris, e à vista do recente periculum in mora que significava a notícia da condenação, propôsse ação cautelar para bloquear todos os ativos financeiros das pessoas envolvidas. Requereu-se ainda fosse oficiado à Comissão de Valores Mobiliários, tendo em vista a notícia de serem titulares de ações no mercado financeiro, ao Incra, para apurar a propriedade de imóveis rurais, além de ao Detran e aos registros de imóveis da região. O pedido foi deferido liminarmente pelo juiz Roberto Lepper, que pessoalmente registrou o bloqueio on-line no Bacen Jud. Dias depois todos os ativos financeiros dos réus estavam bloqueados integralmente. No decorrer da ação cautelar, também a pedido do Ministério Público, sobrevieram informações sobre as contas correntes e demais aplicações financeiras dos réus, bem como sobre os valores indisponibilizados. Posteriormente, mediante novo pedido do Ministério Público, a juíza Iraci Satomi Kuraoka Schiocchet determinou via Bacen Jud que todas as agências do país em que os requeridos tivessem contas apresentassem extratos bancários desde o ano de 1997, o que foi prontamente realizado. De posse dos dados, pôde-se tornar ainda mais evidente a prova de transações ilícitas ocorridas no período em que os agentes públicos exerceram os cargos. Da decisão os agentes ímprobos interpuseram agravo de instrumento, que até a finalização deste texto não havia sido julgado (XXX). Na decisão que indeferiu o pedido de suspensão dos efeitos da decisão de primeiro grau, todavia, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão do desembargador Jânio Machado, manteve a liminar, ainda que sem entrar na discussão sobre a legalidade da 32

31 penhora on-line, consignando não haver impossibilidade de constrição sobre todos os bens dos agentes ímprobos 8. Apesar de os valores encontrados não terem sido suficientes para saldar o débito, a utilização do Bacen Jud se demonstrou ágil e eficaz, notadamente em se considerando a pluralidade de envolvidos e a multiplicidade de contas, inclusive algumas delas situadas em outros Estados da Federação e em Brasília. 5 CONCLUSÃO Pode-se concluir, por fim, ainda que a experiência de uso do sistema no Ministério Público não forneça maiores dados, que a prática só amplia os instrumentos à disposição do promotor para o desempenho de suas funções, quer na investigação de atos ilícitos praticados mediante uso do Sistema Financeiro Nacional, quer na adoção de providências cautelares ou mesmo na satisfação de créditos oriundos de sentenças condenatórias, ajustamentos de conduta ou mesmo em ações cíveis em que o Ministério Público atua como custos legis, como no caso das ações de alimentos. A legalidade e a constitucionalidade do procedimento são aceitas pela doutrina e jurisprudência, por se tratar de mera evolução do sistema de comunicação processual entre o juízo e as instituições financeiras. E, diante do sucesso do instrumento, a tendência é que o Supremo Tribunal Federal e os demais tribunais do país reconheçam a constitucionalidade do Bacen Jud. Como todo instrumento eficaz, é importante que o bloqueio on-line seja divulgado aos promotores de justiça. Ao contrário da velha e tradicional execução de sentença ou de títulos extra-judiciais, o bloqueio via Bacen Jud vem se demonstrando rápido e eficaz, notadamente por permitir a localização de ativos financeiros em qualquer lugar do país. É, portanto, iniciativa que deve ser estimulada em prol da maior efetividade da ação civil pública e da obtenção dos resultados práticos na tutela de direitos afetos ao Ministério Público. 8 Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Agravo de Instrumento nº , de Pomerode, relator Des. Jânio Machado, em

32 34

33 BREVE ESTUDO ACERCA DA DELIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL DA COMPETÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO 1 INTRODUÇÃO Marcelo Harger Advogado joinvilense acaba de receber o título de doutor em direito de estado pela PUC-SP, uma das mais conceituadas instituições desta área no País. O Ministério Público brasileiro tem se destacado por uma incessante atuação em benefício do interesse público. No afã de defender os interesses da sociedade, contudo, algumas vezes atua sem ter competência para tanto. Há, inclusive, uma corrente doutrinária a defender que a simples presença em uma lide de um dos diferentes órgãos que integram o Ministério Público, conjugada com a existência de um interesse público, é suficiente para conferir legitimidade de atuação ao ente. Essa concepção, contudo, é equivocada. É o que se demonstrará no presente trabalho. 2 A COMPETÊNCIA E A DIVISÃO DE FUNÇÕES DO ESTADO O homem é um ser social. Ao contrário de outras espécies, não se realiza solitariamente. Somente pode cumprir suas finalidades ao conjugar esforços com outros homens, pois tem necessidades que somente podem ser supridas por intermédio de uma atividade conjunta. É por essa razão que vive em sociedade. Ao viver em sociedade, contudo, surge a necessidade de existência de regras para possibilitar que a convivência ocorra de um modo harmônico, e de alguém responsável por assegurar a observância dessas regras. É dessa contingência que surge uma organização social que se denomina Estado. O elemento que possibilita que cumpra a sua função recebe o nome de Poder, que, de um modo simplificado, pode ser definido como a faculdade que 35

34 alguém tem de obter obediência para suas ordens 1. Entendido desse modo torna-se forçoso reconhecer que não é somente o Estado quem exerce o Poder. Diversas outras organizações sociais 9 exercem algum tipo de Poder. O Poder Estatal, contudo, é de um tipo diferente, pois é o único legitimado para impor-se mediante a utilização de coação física. Pode utilizá-la por ter sido escolhido pela sociedade para tanto. O Estado, contudo, como pessoa jurídica, somente pode se manifestar por intermédio de seres humanos. É por essa razão que se institucionaliza o uso do Poder, criando-se diferentes atribuições que são exercidas por diferentes autoridades. Somente aqueles legalmente investidos no Poder é que podem criar normas 10 de obediência obrigatória pelos demais cidadãos. Não se trata, portanto, da lei do mais forte, mas daquele que é legitimado para editá-la. Isso significa dizer que o fenômeno do exercício do Poder estatal está diretamente ligado ao Direito e, porque não dizer, ao conceito de competência 11. A esse respeito, Celso Ribeiro Bastos leciona que: O Estado não pode exercer o direito de forma desordenada, inestável, mutável, segundo as circunstâncias. Precisa de um poder que se exercite sob normas estáveis que definam aquele que é competente para exercê-lo e quais as condições que devem ser satisfeitas para que se ascenda a esse poder, assim como definam seus limites e o seu controle BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito administrativo. 2.ed. São Paulo: Editora Saraiva, p Pode-se citar como exemplo o Poder que as organizações religiosas exercem sobre os seus membros. 10 A expressão norma é aqui utilizada em sentido amplo. Embora não caibam maiores considerações no presente trabalho é certo dizer que sob um certo aspecto decisões judiciais e atos administrativos também tem caráter normativo. 11 Obviamente não se afirma aqui que o conceito de competência tem a finalidade única de limitar o poder, pois o conceito tem também um dimensão positiva.obriga o agente público a atuar para atender o fim previsto na regra de competência. 12 BASTOS, op. cit.. p

35 Vê-se que é o direito que confere estabilidade às relações sociais e que o conceito de competência é essencial para possibilitar o controle do adequado exercício do poder. Somente o poder exercido de acordo com o Direito e as regras de competência é lícito. O poder exercido em oposição à ordem jurídica torna-se um poder ilícito; seus atos são criminosos e, em conseqüência devem ser perseguidos e punidos pelo Estado 13. Essas considerações são importantes porque a luta pelo exercício do poder é uma constante na história humana. Ives Gandra Martins, a esse respeito, alerta que: Quando o homem deseja o poder, sua ambição é voltada para si mesmo, raramente sendo voltada para a comunidade. Por astúcia, por habilidade, pode o homem no poder procurar o bem da comunidade, ofertar um ideal de grandeza da pátria, mas o que o político busca é a sua auto-realização. O poder vale pelo poder e tudo se justifica, como Rotrou dizia, se o poder for a meta. Creon, na palavra de Racine, ao lutar e afastar seus filhos do trono, eliminando-os sem sofrer, dizia que a honra de ser pai é permitida a todos os mortais, mas apenas a alguns é permitida a honra de ser rei 14. As afirmações do ilustre professor paulista nada mais refletem que uma concepção reinante pelo menos desde o tempo de Montesquieu. Afirmava o filósofo francês que:...a experiência eterna mostra que todo homem que tem poder é tentado a abusar dele; vai até onde encontra limites. Quem o diria! A própria virtude tem necessidade de limites. Para que não se possa abusar do poder é preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie o poder BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito administrativo. 2.ed. São Paulo: Editora Saraiva, p BASTOS, Celso Ribeiro; MARTINS, Ives Gandra. Comentários à constituição do Brasil. Vol. 1. São Paulo: Editora Saraiva, p MONTESQUIEU. Do espírito das leis. (Coleção Grandes Pensadores, trad. Fernando Henrique Cardoso e Leôncio Martins Rodrigues). Vol. I. São Paulo: Editora Nova Cultural, p

36 É fundado nessa premissa que o ilustre filósofo cria a sua célebre teoria da tripartição dos poderes. Afirmava Montesquieu: Há, em cada Estado, três espécies de poderes: o poder legislativo, o poder executivo das coisas que dependem do direito das gentes, e o executivo das que dependem do direito civil. Pelo primeiro, o príncipe ou magistrado faz leis por certo tempo ou para sempre e corrige ou ab-roga as que estão feitas. Pelo segundo, faz a paz ou a guerra, envia ou recebe embaixadas, estabelece a segurança, previne as invasões. Pelo terceiro, pune os crimes ou julga as querelas dos indivíduos. Chamaremos este último o poder de julgar, e o outro, simplesmente o poder executivo do estado. A liberdade política, num cidadão, é esta tranqüilidade de espírito que provém da opinião que cada um possui de sua segurança; e, para que se tenha esta liberdade, cumpre que o governo seja de tal modo que um cidadão não possa temer outro cidadão. Quando na mesma pessoa ou no mesmo corpo da magistratura o poder legislativo está reunido ao poder executivo, não existe liberdade, pois pode-se temer que o mesmo monarca ou o mesmo senado apenas estabeleçam leis tirânicas para executálas tiranicamente. Não haverá também liberdade se o poder de julgar não estiver separado do poder legislativo e do executivo. Se estivesse ligado ao poder legislativo, o poder sobre a vida e a liberdade dos cidadãos seria arbitrário, pois o juiz seria legislador. Se estivesse ligado ao poder executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções publicas e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos MONTESQUIEU. Do espírito das leis. (Coleção Grandes Pensadores, trad. Fernando Henrique Cardoso e Leôncio Martins Rodrigues). Vol. I. São Paulo: Editora Nova Cultural, p

37 A necessidade de distribuição dos afazeres estatais entre diferentes detentores de cargos públicos, como forma de evitar o abuso do poder, preconizada pelo filósofo, na verdade não acarreta a divisão do poder. O Poder é um só e é exercido pelo Estado. O que se divide, na realidade, são as funções a serem desempenhadas pelo aparato estatal entre diversas pessoas físicas, cada qual integrante de um dos diferentes órgãos estatais, que ao atuar expressarão a vontade estatal. Sobre o tema Agustín Gordillo leciona o seguinte: Como se realizará a distribuição de funções é algo que foi solucionado de diferentes maneiras na Constituição de cada país; porém, em geral, a maioria introduziu o princípio da separação dos poderes, tratando de seguir em suas linhas gerais a tríplice premissa a que deu lugar a teoria de Montesquieu: que aquele que faz as leis não seja o encarregado de aplicá-las e nem de executá-las; que o que as execute não possa fazê-las nem julgar da sua aplicação; que o que julgue não as faça e nem as execute. Surge assim o germe dos conceitos de Legislação, Administração e Justiça, conceitos que ainda se mantêm em constante elaboração. Com maior clareza, fala-se mais de separação de funções, do que de separação de poderes, uma vez que o poder é um só; porém, mantêm-se o princípio de que ela tem por finalidade coordenar o exercício do poder público e evitar que possa ser fonte de despotismo ou arbitrariedade. Resulta, pois, do que antecede que a divisão dos poderes se manifesta numa separação de funções, correlativa de uma separação de órgãos. Assenta-se então o princípio de que para que o poder contenha o poder, para que não exista absolutismo e nem a soma do poder público, é imprescindível que o poder estatal seja exercido por órgãos diferenciados 17. Conforme se verifica pelo ensinamento do jurista argentino, não se pode dizer que em nossos dias a divisão preconizada por Montesquieu permaneça tal como foi concebida. Foi necessário adaptá-la às diferentes realidades sociais às quais foi aplicada e 17 GORDILLO, Agustín. Princípios gerais de direito público. (trad. Marco AurélioGreco, rev. Reilda Meira). São Paulo: RT, p

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