Grandes Orquestras Mundiais

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1 ORQUESTRA DO SÉCULO XVIII PHILHARMONIA ORCHESTRA SWR SINFONIEORCHESTER BADEN-BADEN UND FREIBURG CICLO Grandes Orquestras Mundiais TRONDHEIMSOLISTENE ORQUESTRA JUVENIL GUSTAV MAHLER ORQUESTRA SINFÓNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ORQUESTRA SINFÓNICA DE LONDRES

2 Serviço de Música Director Luís Pereira Leal Directores Adjuntos Rui Vieira Nery Miguel Sobral Cid Consultor Carlos de Pontes Leça

3 CICLO Grandes Orquestras Mundiais

4 2 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Fundação Calouste Gulbenkian A obra de arte musical só existe verdadeiramente quando é executada, e a sua existência, por conseguinte, incorpora sempre todas as leituras que os sucessivos intérpretes dela vão fazendo. Um concerto de Mozart ou uma sinfonia de Mahler não são apenas o seu registo em notação musical na partitura mas também todos os olhares e representações que sobre essa partitura foram sendo acumulados por grandes maestros e grandes orquestras, num contínuo sempre mutante de interpretações por vezes até profundamente contraditórias entre si que vão formando a nossa relação com a obra e com o seu autor. Por isso mesmo no plano do repertório sinfónico é tão importante ouvir ao vivo diferentes interpretações das obras-chave desse património, e ao mesmo tempo alargá-lo a outras obras e outros compositores que até agora nos eram menos familiares. É essa a função do Ciclo Grandes Orquestras Mundiais, cuja temporada de agora se anuncia e que mais uma vez vai propor ao público um leque muito vasto de compositores, obras e formações instrumentais. Da Haia a São Paulo e de Londres a Trondheim, da orquestra de câmara ao conjunto de instrumentos setecentistas originais e deste ao grande agrupamento sinfónico no seu pleno, os sete programas agora anunciados apresentam-nos sonoridades idiomáticas variadas. O repertório executado vai das referências barrocas e clássicas de Bach e Mozart aos pilares do Modernismo na sua acepção mais internacional, como Stravinsky e Schönberg, e aos compositores que melhor souberam encontrar dentro dessa corrente as identidades musicais próprias dos seus países, como Revueltas no México e Villa-Lobos no Brasil. Estou certa de que este programa que só é possível, mais uma vez, pela parceria já tradicional entre a Fundação Calouste Gulbenkian e o Banco Português de Investimento, ao qual quero agradecer esta sua participação renovada na iniciativa continuará a constituir uma vertente insubstituível da oferta musical no nosso País. Teresa Gouveia Administradora

5 BPI Uma Empresa não vive apenas para si própria. Serve uma Comunidade que, em última instância, é a sua razão de ser. E perante a Comunidade contrai, por isso, uma responsabilidade que se traduz em compreender as suas necessidades e ajudar a formar e a concretizar as suas aspirações. É no quadro desta responsabilidade pública que o BPI tem desenvolvido desde a sua criação, há já 25 anos, uma extensa actividade de apoio a importantes iniciativas da Sociedade e do Estado, centradas, sobretudo, nos domínios da Assistência Social, da Educação e Ciência, da Cultura e Património. O principal objectivo tem sido o de ajudar a fazer o que, tendo indiscutível mérito e qualidade, muitas vezes dificilmente conseguiria afirmar-se sem este estímulo adicional, desenvolvido, sempre que possível, em associação com outras instituições públicas e privadas. Com este critério, o Banco assegurou durante oito anos o apoio mecenático ao ciclo Grandes Orquestras Mundiais, respondendo a um convite da Fundação Calouste Gulbenkian para uma honrosa parceria, à qual caberá garantir a continuidade de um programa que recolocou Lisboa no circuito internacional da grande música erudita e que, em 18 anos de vida, se foi tornando um dos melhores hábitos da vida cultural do País. O BPI espera assim contribuir para manter viva a expectativa com que todos os anos uma audiência fiel aguarda o anúncio de uma nova temporada, fazendo justiça a uma programação que a Fundação Calouste Gulbenkian tem mantido num elevadíssimo nível. A melhor recompensa serão as salas de concerto sempre cheias, com um público cada vez mais conhecedor e renovado. 3 Artur Santos Silva Presidente do Conselho de Administração Banco BPI, S.A.

6 4 CICLO Grandes Orquestras Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Mundiais

7 2006 ÍNDICE 10 Outubro Ter Grande Auditório Orquestra do Século XVIII Frans Brüggen [ Maestro Carolyn Sampson [ Soprano Teunis van der Zwart [ Trompa 6 06 Novembro Seg Grande Auditório Philharmonia Orchestra Charles Dutoit [ Maestro Mikhail Pletnev [ Piano Fevereiro Ter Coliseu dos Recreios SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg Sylvain Cambreling [ Maestro Dagmar Peckova [ Meio-Soprano Março Sáb Grande Auditório TrondheimSolistene Anne-Sophie Mutter [ Violino Março Sáb Coliseu dos Recreios 14 Abril Sáb Coliseu dos Recreios 27 Maio Dom Coliseu dos Recreios Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo John Neschling [ Maestro Nelson Freire [ Piano Orquestra Juvenil Gustav Mahler Myung-Whun Chung [ Maestro Renaud Capuçon [ Violino Gautier Capuçon [ Violoncelo Orquestra Sinfónica de Londres Daniel Harding [ Maestro Javier Perianes [ Piano

8 Frans Brüggen Orquestra do Século XVIII Carolyn Sampson Teunis van der Zwart Orquestra do Século XVIII Frans Brüggen [ Maestro Carolyn Sampson [ Soprano Teunis van der Zwart [ Trompa NOS 250 ANOS DO NASCIMENTO DE WOLFGANG AMADEUS MOZART

9 10 Outubro 2006 Grande Auditório Gulbenkian Terça ::: 19h00 Wolfgang Amadeus Mozart Divertimento para Cordas, em Ré maior, K Allegro 2. Andante 3. Presto Concerto para Trompa e Orquestra Nº. 3, em Mi bemol maior, K Allegro 2. Romanza: Larghetto 3. Allegro Exsultate, jubilate, K. 165 Intervalo Wolfgang Amadeus Mozart Sinfonia Nº. 40, em Sol menor, K Molto allegro 2. Andante 3. Menuetto: Allegretto 4. Allegro assai 7 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007

10 Notas à margem 8 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Wolfgang Amadeus Mozart Salzburgo, 27 de Janeiro de 1756 Viena, 5 de Dezembro de 1791 Divertimento para Cordas em Ré Maior, K. 136 (c. 12 min.) Concerto para Trompa Nº. 3, em Mi bemol maior, K. 447 (c. 16 min.) Exsultate, jubilate, K. 165 (c. 15 min.) Sinfonia Nº. 40, em Sol menor, K. 550 (c. 36 min.) Durante as décadas de 1770 e 1780, Wolfgang Amadeus Mozart escreveu a grande parte da sua produção de serenatas, cassações e divertimentos, composições instrumentais de carácter ligeiro, adequadas ao acompanhamento de eventos sociais, tais como bailes, casamentos ou saraus promovidos em casa de particulares. O Divertimento em Ré Maior, K.136, faz parte de um conjunto de três Divertimenti para cordas, todos compostos em Salzburgo no início de 1772, quando Mozart contava apenas dezasseis anos de idade. A formação instrumental requerida é a mesma do tradicional quarteto de cordas, pelo que as obras são muitas vezes descritas no âmbito da produção de quartetos do compositor e não como peças autónomas. Do ponto de vista formal, estas páginas repletas de invenção melódica individualizam-se pelo seu plano de três andamentos contrastantes, claramente inspirado no modelo da sinfonia italiana. A aproximação da jornada que levaria o jovem prodígio a Itália para a estreia da ópera Lucio Silla, no mesmo ano de 1772, faz pensar que os Divertimentos K.136, K.137 e K.138, tivessem sido concebidos como exercícios de preparação no domínio dos estilos e formas italianos, podendo inclusive ser facilmente convertidos em peças para um grupo de câmara mais alargado. A difusão subsequente destas versões na imprensa da época fez com que na Alemanha os Divertimentos ficassem a ser conhecidos como «As Sinfonias de Salzburgo», muito embora a sua natureza «orquestral» fosse, à partida, limitada pela ausência de partes para sopros. Depois de abandonar a capela do Arcebispo Colloredo de Salzburgo e de partir em direcção a Viena, em busca de uma actividade musical promissora, em Março de 1781, Wolfgang Amadeus Mozart deu início à fase mais produtiva da sua carreira, que foi também a derradeira década da sua vida. No plano da música concertante, ou seja da música para instrumentos solistas e orquestra, teve lugar a composição de dezassete concertos para piano, quatro concertos para trompa e um concerto para clarinete. O primeiro corpus musical constitui um universo aparte, do qual dependeu, em grande medida, a afirmação de Mozart nos círculos musicais vienenses, quer na qualidade de compositor, quer na de pianista virtuoso, capaz dos mais exigentes desafios técnicos e interpretativos. O lirismo e a expressão misteriosa do Allegro que inaugura o Concerto para Piano Nº. 20, em Ré menor, K.466 (1785) ou o enlevo espiritual que emana do Larghetto central do derradeiro Concerto Nº. 27, em Si bemol Maior, K.595 (1791), são bem ilustrativos do patamar único em que se projecta a criatividade e a própria dimensão humana do «génio de Salzburgo». Em face deste conjunto excepcional de partituras, os concertos para trompa detêm, necessariamente, uma proporção mais modesta que não é, de resto, incompatível com o lugar destacado que justamente ocupam no seio da literatura para trompa solista.

11 Trata-se essencialmente de um conjunto de «peças de homenagem», escritas com vista nos dotes interpretativos do trompista Joseph Leutgeb, músico que Mozart conhecera na corte de Salzburgo e que agora mantinha em Viena um negócio centrado no comércio de queijos, graças ao apoio financeiro do pai de Wolfgang, Leopold Mozart. Muito embora partilhem dos mesmos princípios formais dos concertos para piano seus contemporâneos, os concertos para trompa mostram uma escala mais reduzida que é, não obstante, compensada com as singularidades sonoras da trompa natural, gerando um discurso pleno de vivacidade e alegria, com várias instâncias humorísticas. Por outro lado, não se encontram ausentes do pensamento de Mozart as influências estilísticas dominantes do período, tal como cultivadas por Johann Christian Bach e Joseph Haydn. De um modo geral, estes compositores expandiram o princípio barroco da alternância entre episódios solistas e ritornelos orquestrais, acrescentando-lhe o dramatismo da forma-sonata clássica, com os contrastes inerentes de tonalidade e de material temático. Invariavelmente, o compositor encerra cada concerto com um andamento evocador da caça, recuperando, desta forma, um dos contextos de execução mais ligados ao imaginário daquele instrumento. O Concerto Nº. 3, em Mi bemol maior, K.447, é, dos quatro, aquele cuja data de composição se afigura mais problemática de definir, subsistindo um leque de hipóteses que se estendem desde 1784 até 1787 ano da estreia da ópera Don Giovanni. A complexidade da escrita solista e o leque alargado de modulações que pontuam a obra, em particular o Allegro inicial, assinalam um ponto de viragem em relação ao anterior Concerto em Mi bemol maior, K.417, de 1783, prefigurando um amadurecimento inegável ao nível da expressão idiomática (a composição do Concerto em Ré maior, K.412, durante longo tempo considerado o primeiro da série, foi situada pelo musicólogo britânico Alan Walker Tyson no ano final da vida de Mozart). 9 A música sacra constituiu, desde cedo, uma das principais vertentes da actividade criativa de Wolfgang Amadeus Mozart. Aos dezassete anos, de regresso a Salzburgo depois da sua última estadia em Itália, o compositor contava já com uma produção musical considerável que incluía obras dramáticas, cerca de trinta sinfonias, e diversas composições sacras, entre as quais quatro versões completas do ordinário da missa. Mais do que um exercício de circunstância destinado a satisfazer encomendas do seu patrono, o Príncipe-Arcebispo de Salzburgo, Hieronymus Colloredo, ou a dignificar festividades celebradas na Catedral de Salzburgo, a missa assumiu para Mozart o estatuto de género musical autónomo, ao qual dedicou um cultivo regular e consistente. No período que se situou entre 1773 e 1777, teve origem a grande parte da produção religiosa do compositor, com a conclusão de não menos do que nove missas, elaboradas segundo os moldes convencionais da missa brevis e da missa solemnis, bem como de quatro litanias e de diversas obras sacras dispersas. Entre as partituras de juventude referidas encontra-se o célebre motete Exsultate, jubilate, em Fá maior, K.165, que integra o programa do presente concerto. Dedicada ao castrato Venanzio Rauzzini ( ), cujos excepcionais dotes vocais se evidenciaram na estreia em Milão da Ópera de Mozart Lucio Silla (26 de Dezembro de 1772), esta obra de concepção admirável, seja pela vivacidade e

12 Notas à margem 10 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 inventividade da textura instrumental, que conta com oboés, trompas, cordas e órgão, seja pelo carácter virtuosístico da escrita vocal, manifesta uma marcada influência da música concertante italiana, tão recentemente assimilada por Mozart na companhia de alguns dos mais destacados compositores do seu tempo, como Giovanni B. Sammartini e Niccolò Piccinni. O perfil formal e estilístico da composição assemelha-se, com efeito, ao da cantata para solista, com um recitativo secco a interligar os dois primeiros andamentos e um discurso vocal brilhante, muitas vezes melismático, que coloca ao intérprete desafios técnicos constantes. Neste sentido, a designação «motete» deve ser entendida à luz da definição do conhecido flautista e teórico Joachim Quantz, exposta no Essai sur la manière de jouer la flûte traversière (Berlim, 1752): uma cantata para solista baseada na sucessão de andamentos tripartida da sinfonia italiana, rápido-lentorápido. A primeira audição pública da obra, protagonizada por Rauzzini, teve lugar na Igreja milanesa de Sant Antonio Abate, a 17 de Janeiro de 1773, algumas semanas após a estreia de Lucio Silla. Depois do período culminante que decorreu entre 1770 e 1774, no qual teve origem mais de metade da sua produção de sinfonias, Mozart manifestou um interesse cada vez menor na sua composição, vindo a escrever, desde o ano em que se estabeleceu em Viena (1781) até à data da sua morte, as suas últimas seis sinfonias. O grupo constituído pelas Sinfonias Nº. 39, em Mi bemol maior, K.543; Nº. 40, em Sol menor, K.550 e Nº. 41, em Dó maior, K.551 Júpiter, constitui o corolário do legado sinfónico de Mozart, um corpus orquestral de características únicas, onde se projectam os mais elevados padrões estéticos do classicismo musical. Escritas em apenas dois meses, durante o verão de 1788, as três últimas sinfonias pertencem a um período particularmente difícil da vida do compositor, marcado pela morte do seu pai, Leopold, e da sua filha, Theresia, assim como pelo agravamento da situação financeira da família. A percepção próxima da morte parece impregnar particularmente a Sinfonia Nº. 40. O recurso à tonalidade de Sol menor, muito pouco utilizada por Mozart como tonalidade básica, confere à obra uma ambiência sombria, por vezes lúgubre, propícia a momentos de tensão dramática. A partitura foi escrita originariamente para flauta, oboés, fagotes, trompas e cordas (violinos, violas, violoncelo e contrabaixo), instrumentação que difere da utilizada na Sinfonia Nº. 39, K.543, por dela se encontrarem ausentes os clarinetes, os trompetes e os timbales. A componente tímbrica destes últimos instrumentos, tradicionalmente associados a ambientes festivos e ritmicamente agitados, vê-se desta forma afastada do discurso musical da K.550. Apesar de tudo, Mozart não chegou a pôr de lado, em definitivo, o timbre nasalado e nostálgico dos clarinetes, tendo acrescentado à sinfonia, em data incerta, duas partes destinadas a estes representantes do naipe das madeiras. Complementarmente, Mozart acomodou as partes para oboé que já existiam ao novo desenho melódico trazido pelos clarinetes, constituindo, desta forma, uma segunda versão da obra que é muitas vezes interpretada em concerto. Designada vulgarmente como a «Nº. 40», por influência da classificação atribuída na antiga Integral das Obras de Mozart, editada pela firma Breitkopf & Härtel, a Sinfonia K.550 ocupa, não obstante, o 47º. lugar na cronologia mais recente de todas as sinfonias completas escritas pelo compositor. Por esta razão, a

13 bibliografia especializada opta invariavelmente por referi-la através da tonalidade, do ano de composição ou da referência ao catálogo Köchel. Pela sua dimensão expressiva e fortemente pessoal (note-se o início do Molto allegro, com a introdução de uma textura de acompanhamento em lugar do habitual esboço temático) a K.550 assume, com justeza, o estatuto de retrato lídimo da criação sinfónica mozartiana um jardim das delícias que, à vez, encanta e surpreende o ouvido de quem a escuta com a desejável diligência. Rui Cabral Lopes Wolfgang Amadeus Mozart Exsultate, jubilate, K Allegro Exsultate, jubilate, o vos, animae beate, dulcia cantica canendo, cantui vostro respondendo, psallant aethera cum me. Recitativo Fulget amica dies, jam fugere es nubila et procellae; exortus est justis inexspectata quies. Undique obscura regnabat nox, surgite tandem laeti, qui timuistis adhuc, et jucundi aurorae fortunatae frondes dextera plena et lilia date. 2. Andante Tu virginum corona, tu nobis pacem dona, tu consolare affectus, unde suspirat cor. 3. Molto allegro Alleluja, Alleluja Exultai, alegrai-vos, almas felizes entoando suaves cânticos; em resposta ao vosso cantar, que o céu acompanhe a minha salmodia. Raiou um dia agradável, dissiparam-se nuvens e procelas; surgiu para os justos uma paz inesperada, quando reinava a noite escura; levantai-vos, pois, alegremente, os que ainda temeis, e, felizes por este dia, oferecei com abundância grinaldas e lírios. Tu, coroa das virgens, dá-nos a paz, dá sossego aos ânimos sempre que o coração sofrer. Aleluia, aleluia 11 Tradução de José Maria Pedrosa Cardoso

14 Biografias 12 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Orquestra do Século XVIII Criada por Frans Brüggen em 1981, com o intuito de interpretar e gravar as obras-primas do Classicismo, de Haydn, Mozart, Beethoven e de outros compositores do século XVIII e início do XIX, duma maneira tão autêntica quanto possível, a Orquestra do Século XVIII segue o modelo da orquestra clássica em tamanho, constituição e instrumentação. Reúne cerca de 60 músicos de 22 países diferentes, reconhecidos especialistas em música do século XVIII e início do XIX. Com grande conhecimento do pensamento musical desse período, a constituição da Orquestra do Século XVIII torna possível realizar o seu objectivo fundamental, o de recriar, tanto quanto possível, o mundo sonoro imaginado pelos compositores daquela época. No que diz respeito ao seu tamanho e estrutura, a Orquestra assemelha-se às mais luxuosas formações desse tempo, tais como as que existiam em Londres, Paris e Viena. Três ou quatro vezes por ano, os músicos da Orquestra do Século XVIII reúnem-se para realizar digressões. Apresentaram-se várias vezes no Festival da Holanda e nos principais centros musicais europeus, recebendo os seus concertos, em todas estas ocasiões, grandes elogios da crítica. No seu início, a Orquestra do Século XVIII foi financiada por beneméritos de todo o mundo, mas pôde continuar o seu trabalho graças ao apoio da Fundação Prince Bernhard e do Governo Holandês. De 1983 a 1988, a Orquestra foi patrocinada pela IBM Europa. De 1989 até 1997, o TRN Group Holland e a VSB Fonds assumiram o seu patrocínio.

15 Frans Brüggen Afirmando-se inicialmente como instrumentista (flauta de bisel) de renome internacional, Frans Brüggen é hoje considerado um Maestro dos mais importantes peritos na interpretação da música do século XVIII e início do XIX. Nasceu em Amesterdão e estudou musicologia na Universidade desta cidade. Aos 21 anos de idade foi nomeado professor do Conservatório Real de Haia, sendo mais tarde Erasmus Professor na Universidade de Harvard e Regents Professor na Universidade de Berkeley. Ao referir-se a Frans Brüggen, Luciano Berio caracterizou-o como «um músico que não é um arqueólogo, mas sim um grande artista». Em 1981, Frans Brüggen fundou a Orquestra do Século XVIII. Esta orquestra é formada por cerca de 60 músicos de 22 países diferentes. Três vezes por ano, os músicos da Orquestra reúnem-se para realizar digressões. Todos especialistas na música do séc. XVIII e início do XIX, tocam em instrumentos da época ou em cópias contemporâneas. O vasto repertório de Frans Brüggen e da Orquestra do Século XVIII, já editado pela Philips, inclui obras de Purcell, Bach, Rameau, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert e Mendelssohn, tendo vários destes discos sido distinguidos com prémios internacionais. Ao longo da sua carreira como maestro, Frans Brüggen dirigiu a Orquestra do Real Concertgebouw, a Orchestra of the Age of Enlightenment, a Orquestra de Câmara da Europa, a City of Birmingham Symphony, a Orquestra do Tonhalle de Zurique, a Orquestra de Câmara Inglesa e as Filarmónicas de Roterdão, Israel, Oslo, Hamburgo, Viena e Estocolmo. Desde Agosto de 1991, Frans Brüggen participou diversas vezes no Festival de Salzburgo, dirigindo a Orchestra of the Age of Enlightenment e a Orquestra do Mozarteum. Desde Outubro de 1992, partilha com Sir Simon Rattle o lugar de Maestro Convidado Principal da Orchestra of the Age of Enlightenment, com a qual gravou obras de Bach, Haydn e Mozart para a Philips Classics. Em 1997 foi-lhe atribuído o Prémio Internacional de Música da UNESCO. Os compromissos de Frans Brüggen no domínio da ópera incluíram a direcção de Mitriade, re di Ponto de Mozart, em Zurique, e do Orfeu de Gluck, com a Ópera de Lyon. Em Janeiro de 2001, dirigiu uma produção de A Flauta Mágica de Mozart, no Teatro Real de Madrid. Entre 1998 e 2000, foi Maestro Convidado Principal da Orquestra de Paris, posto que partilhou com Christoph von Dohnányi. Frans Brüggen prossegue actualmente a sua actividade com a Orquestra do Século XVIII, efectuando regularmente digressões e gravações discográficas. 13

16 Biografias 14 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Carolyn Sampson Carolyn Sampson é um dos mais empolgantes sopranos a surgir na cena Soprano internacional. Nascida em Bedford, na Inglaterra, estudou na Universidade de Birmingham, prosseguindo o seu aperfeiçoamento artístico com Richard Smart e Jonathan Papp. Abordando os repertórios de concerto e de ópera, conheceu notável sucesso no Reino Unido, bem como na Europa e nos Estados Unidos da América. As suas actuações para a English National Opera incluíram o papel principal em Semele e Pamina em A Flauta Mágica, bem como partes em L Incoronazione di Popea e The Fairy Queen. Em versão de concerto, interpretou o papel de Antonia, em Os Contos de Hoffmann, com Richard Hickox, no Festival de St. Endellion. Em França, interpretou a Primeira Sobrinha, em Peter Grimes, para a Ópera de Paris, Euridice e La Musica, em Orfeo, com Le Concert d Astrée, Asteria, em Tamerlano, para a Ópera de Lille, Morgana, em Alcina, em versão de concerto, com Paul McCreesh, no Festival de Beaune, e Susanna, em As bodas de Fígaro, para a Ópera de Montpellier. Os numerosos concertos de Carolyn Sampson no Reino Unido incluíram a interpretação do Messias de Händel, com a Orchestra of the Age of Enlightenment, a Paixão segundo São Mateus de J. S. Bach, nos Proms da BBC, com The English Concert e Trevor Pinnock, Les Illuminations de Britten, com a Manchester Camerata e Nicholas Kraemer, e a Paixão segundo São João de Bach, com a Hallé Orchestra e Mark Elder. Colaborou também com a City of London Sinfonia, a Filarmónica Real de Liverpool e a Orquestra de Câmara Escocesa. Na Europa, as suas apresentações incluíram a Paixão segundo São Mateus de Bach, com a Orquestra do Real Concertgebouw e Philippe Herreweghe, a Paixão segundo São João, com a Orquestra Barroca de Friburgo e Gustav Leonhardt, bem como concertos com a Orchestre des Champs-Élysées, La Chapelle Royale, Ensemble Baroque de Limoges, Il Giardino Armonico, RIAS Kammerchor, Collegium Vocale Ghent, Holland Sinfonia e Sonnerie. Nos Estados Unidos da América, Carolyn Sampson realizou uma digressão com The King s Consort, como solista, e actuou com a Sinfónica de São Francisco, a Sinfónica de Detroit e com os agrupamentos Washington Bach Consort e Music of the Baroque, de Chicago. Nas próximas temporadas, estão previstas estreias com a Orquestra Sinfónica NDR e com a Wiener Akademie. Carolyn Sampson apresentou-se nas BBC Proms Chamber Music Series, deu recitais para a BBC Radio 3, actuou no Wigmore Hall num recital conjunto com o contratenor Robin Blaze e cantou um programa de canções com alaúde com Matthew Wadswoth. Partilhou também o palco com o pianista Jonathan Papp no Festival de Saintes.

17 As suas gravações para a Hyperion, com o King s Consort, incluem música de Kuhnau, Knüpfer, Vivaldi, Zelenka, Monteverdi, Händel e, mais recentemente, um CD de árias de concerto de Mozart seleccionado pela BBC Music Magazine para Disco do Mês. Gravou também obras de J. S. Bach para as editoras Harmonia Mundi e BIS, o Orfeo de Monteverdi para a Virgin Classics, o papel de Amor, em Elena e Paride de Glück, para a DG Archiv, obras de Buxtehude para a Linn Records e canções com alaúde para a Avie. O seu disco dedicado a árias de ópera de Rameau Règne Amour, com o Coro e Orquestra Ex Cathedra e Jeffrey Skidmore obteve grande sucesso. Projectos futuros de gravação incluem cantatas de J. S. Bach, com o Bach Collegium Japan e Masaaki Suzuki e um disco de canções de Purcell, para a BIS, bem como obras sacras de Mozart e as Vésperas de Monteverdi, com o King s Consort e Robert King, para a Hyperion. Teunis van der Zwart Teunis van der Zwart estudou no Conservatório Real de Haia, com Trompa natural Vicente Zarzo, e no Conservatório de Maastricht, com Erich Penzel. Premiado no Concurso de Trompa Natural de Bad Harzburg, em 1989, decidiu divulgar internacionalmente este instrumento. Com várias orquestras e grupos de câmara, realizou muitas gravações e tocou em concertos por todo o mundo. Colaborou, entre outras, com a Orquestra Barroca de Amesterdão, a Orchestre des Champs-Élysées, a Nachtmusique e a Akademie Für alte Musik Berlin. Actualmente, Teunis van der Zwart é trompista principal da Orquestra do Século XVIII e da Orquestra Barroca de Friburgo. Com ambos os agrupamentos, gravou os Concertos para Trompa de Mozart em Como solista, professor e conferencista, pontificou em muitos cursos, ciclos de concertos e festivais na Europa, nos Estados Unidos da América e na Austrália. É professor no Conservatório de Amesterdão. 15

18 Philarmonia Orchestra Charles Dutoit Mikhail Pletnev Philharmonia Orchestra Charles Dutoit [ Maestro Mikhail Pletnev [ Piano

19 06 Novembro 2006 Grande Auditório Gulbenkian Segunda ::: 21h00 17 Jean Sibelius Finlândia, op. 26 Andante sostenuto Allegro moderato Allegro Edvard Grieg Concerto para Piano e Orquestra, em Lá menor, op Allegro molto moderato 2. Adagio 3. Allegro moderato e marcato Intervalo Piotr Ilitch Tchaikovsky Sinfonia Nº. 5, em Mi menor, op Adagio Allegro con anima 2. Andante cantabile con alcuna licenza 3. Allegro moderato 4. Andante maestoso Allegro vivace Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007

20 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Notas à margem 18 Jean Sibelius Tavastehus, 8 de Dezembro de 1865 Järvenpää, 20 de Setembro de 1957 Finlândia, op. 26 (c. 9 min.) O continuador de Edvard Grieg no desenvolvimento da tradição musical finlandesa, Jean Sibelius destacou-se como um cultor inspirado das grandes formas musicais, em particular da sinfonia e do poema sinfónico. Em ambos os domínios, Sibelius demonstrou capacidades criativas que se renovaram constantemente, em busca de um ideal de sonoridade que fundisse os ecos da tradição musical autóctone com as linhas mestras da herança musical austro-germânica, das quais foi aprendiz durante o seu período de estudos nas cidades de Helsínquia, Berlim e Viena. Torna-se difícil, desta forma, extrapolar modelos formais ou arquétipos de escrita genéricos a partir de uma única obra orquestral de Sibelius, porque a cada uma delas subjaz uma demanda própria e um apelo muito sensível à presença dominante da natureza e das suas forças motoras. A imaginação e o patriotismo de Sibelius tiveram também uma inspiração muito forte no Kalevala, uma saga literário-musical finlandesa de origem incerta, que relata as explorações de três irmãos, habitantes de Kaleva a terra dos heróis. O Kalevala está associado a outros mitos de origem nórdica, como o Eddas islandês e o Nibelungenlied germânico, este último evocado por Richard Wagner na tetralogia O Anel do Nibelungo. Para além de terem influenciado obras tão conhecidas como a sinfonia coral Kullervo ou os poemas sinfónicos O Cisne de Tuonela e Finlândia, os acontecimentos épicos descritos pelo Kalevala tiveram um amplo impacto na extensa produção vocal de Sibelius, que inclui canções para solista e piano e peças destinadas às mais variadas formações vocais. A génese do poema sinfónico que inaugura o presente concerto está relacionada com uma exposição de quadros sobre o passado histórico da Finlândia, dada a conhecer ao público de Helsínquia, em Novembro de 1899, como parte das Comemorações da Imprensa. Para este evento, Sibelius compôs uma série de prelúdios destinados a introduzir, à vez, cada um dos quadros históricos. Desta forma, música e pintura contribuíram, conjuntamente, para que aumentasse o sentimento nacionalista do então Grande Ducado da Finlândia face às pretensões territoriais do império russo. O prelúdio do último quadro, intitulado «O despertar da Finlândia», suscitou o particular agrado do público e teve honras de uma posterior apresentação em concerto, juntamente com quatro outros prelúdios da exposição. Na sequência da celebridade alcançada pela bela página orquestral, Sibelius realizou uma revisão da mesma, no curso da qual procedeu à alteração do título para Finlândia, tendo já em vista a execução na Exposição Mundial de Paris (1900) pela Orquestra Sinfónica de Helsínquia. Não obstante, mesmo fora das fronteiras do Grande Ducado, imperava o medo da repressão, o que levou à escolha do título generalista «A Pátria» para o programa do concerto.

21 Finlândia converter-se-ia, em 1937, num hino para coro e orquestra, com texto da autoria do cantor de ópera Wäinö Sola. Depois da agressão militar da Rússia à Finlândia ocorrida em 1939, o poeta finlandês Veikko A. Koskenniemi ( ) escreveu um novo texto e a peça, que continuou a conhecer revisões musicais de Sibelius até 1948, adquiriu o estatuto de segundo hino nacional finlandês, a par com Maamme («A Nossa Terra»). Edvard Grieg Bergen, 15 de Junho de 1843 Bergen, 4 de Setembro de 1907 Concerto para Piano e Orquestra, em Lá menor, op. 16 (c. 30 min.) Edvard Grieg é a figura central do nacionalismo musical norueguês e um dos mais destacados compositores eslavos da segunda metade do século XIX. Depois de estudar no Conservatório de Leipzig com o pianista Ignaz Moscheles e o compositor Carl Heinrich Reinecke, Grieg viajou em 1863 para Copenhaga, onde fruiu dos ensinamentos do grande pioneiro da música dinamarquesa Niels Gade ( ). Mas foi sobretudo o contacto com o seu compatriota Richard Nordraak que maior importância deteve no estabelecimento do seu estilo musical, em grande medida inspirado pela música tradicional norueguesa. Estabelecido na Noruega a partir de meados da década de 1860, Grieg fundou, pouco tempo depois, a Academia de Música Norueguesa, desempenhando, desde então, um papel decisivo para o desenvolvimento da vida musical no seu país. Através de uma incansável actividade de pianista de concerto e de director de orquestra, Grieg lançou em toda a Europa as bases para o reconhecimento da tradição musical dos países escandinavos um reconhecimento que mais tarde viria a beneficiar consideravelmente a projecção de compositores como Jean Sibelius e Carl Nielsen. A produção orquestral de Grieg engloba algumas das páginas orquestrais favoritas do público de concertos, como o presente Concerto para Piano em Lá menor, op.16 e as Suites para Orquestra Peer Gynt. A sensualidade e o lirismo tipicamente escandinavos conjugam-se com o mais sólido métier orquestral nos três andamentos da primeira obra, para dar origem a um monumento inesquecível da literatura concertante universal. O Concerto foi composto em 1868, quando Grieg se encontrava na Dinamarca, em companhia de alguns amigos, entre os quais o dedicatário da obra, o pianista norueguês Edmund Neupert ( ). Depois da estreia, que teve lugar a 3 de Abril de 1869, no Teatro Real de Copenhaga, Grieg conheceu a aprovação do carismático Franz Liszt, o qual não deixou de sugerir, entre outras modificações, a passagem do segundo tema do primeiro andamento dos violoncelos para o primeiro trompete, ao que Grieg anuiu. Muito embora se encontre ligado pela tonalidade ao importante representante da literatura romântica que é o Concerto op.54 de Schumann, o Concerto op.16 de Grieg revela um esforço conseguido no sentido 19

22 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Notas à margem 20 da emancipação dos expedientes estilísticos da música alemã, em particular no andamento final, pleno de soluções inovadoras, quer na vertente temática, quer também nos planos harmónico e rítmico. Após a intervenção preparatória dos timbales, no despertar do primeiro andamento, Allegro molto moderato, o piano inicia uma série de escalas descendentes, conducentes a uma prolongada nota pedal sobre a qual os clarinetes expõem o primeiro tema, apoiado numa célula rítmica característica, de perfil popular. O mesmo material musical vem a ser retomado e expandido pelo piano, o qual anima progressivamente a textura. A instaurada dualidade entre piano e clarinete vem a dissipar-se, por forma a deixar lugar à introdução do segundo tema em diferente patamar tímbrico. São agora os violoncelos a assumir o protagonismo com uma melodia elegíaca, na tonalidade relativa de Dó maior. Por influência de Liszt, Grieg havia entretanto confiado ao trompete este tema, mas em posterior revisão optou definitivamente pelo timbre caloroso dos violoncelos. Como na primeira parte da exposição, o piano retoma o segundo tema, explorando todas as suas potencialidades expressivas. Os apelos estridentes dos trompetes anunciam a secção de desenvolvimento, repovoada, a dado passo, por fragmentos do primeiro tema, nas flauta e nos fagotes. É ao solista que cabe fazer o enunciado da recapitulação, em moldes bastante literais, com a excepção do segundo tema, que é agora apresentado na tonalidade paralela de Lá maior. Destaque, no final do andamento, para a grandiosa cadência do piano, evocadora de um virtuosismo de inspiração lisztiana. O Adagio, em Ré bemol Maior, instaura uma atmosfera nocturna, plena de inflexões poéticas nas curvas sinuosas e murmurantes das cordas, con sordina. Os comentários da trompa e dos fagotes introduzem um elemento de variedade numa textura essencialmente uniforme, distendida até ao aparecimento do piano que introduz a sua própria melodia sobre o acompanhamento das cordas. Surge de novo o tema principal do primeiro andamento, emoldurado pelos soluços emocionados da trompa, antes de ter lugar o Allegro moderato e marcato final. Uma textura enérgica, assente no encadeamento de intervalos de quintas paralelas e de acordes dissonantes, envolve o enunciado do primeiro tema do Finale, pelo piano, de novo sobre o ritmo popular característico do primeiro andamento. Um segundo tema, em Dó maior, providencia alguns momentos de contraste, mas é o primeiro tema que se impõe em definitivo na restante secção de exposição. Durante o desenvolvimento, espaço para a contemplação, com um evocador cantabile introduzido pela flauta no registo agudo, mas logo depois projectado pelo piano numa vereda de invulgares registos emocionais. A recapitulação encerra o andamento, insistindo nos ritmos de dança já enunciados. Momento destacado do derradeiro andamento é o regresso à textura do tema do cantabile, anunciado com grande pompa pelos trompetes. Misto de arte sinfónica pura com rasgos nacionalistas salientes, o Concerto op.16 de Grieg confirma, a todo o momento, o importante papel da cultura nórdica na construção do mosaico musical da Europa em pleno coração da era romântica.

23 Piotr Ilitch Tchaikovsky Votkinsk, 7 de Maio de 1840 São Petersburgo, 18 de Novembro de 1893 Sinfonia Nº. 5, em Mi menor, op. 64 (c. 50 min.) De entre os compositores russos, Piotr Ilitch Tchaikovsky foi aquele que maior relevo concedeu à sinfonia pós-beethoveniana, constituindo, ao longo de toda a sua carreira criativa, um sólido corpus de seis sinfonias, das quais a última, em Si menor, op.74, Patética, é possivelmente a mais célebre. Trata-se contudo de uma obra aparte do percurso sinfónico do compositor, uma obra com forte cariz autobiográfico, seja por via dos sentimentos de alegria e exaltação, seja por via dos anseios e desesperos mais profundos, mas sempre numa perspectiva muito pessoal que não se encontra nas restantes sinfonias do compositor. A Sinfonia Nº. 5, em Mi menor, op.64, faz parte de uma fase anterior da vida de Tchaikovsky, tendo sido concluída em Maio de 1888 e estreada no mês de Novembro seguinte, em São Petersburgo. Em certa medida, a obra pode ser vista na continuidade dos ideais que presidiram à composição da anterior Sinfonia Nº. 4, em Fá menor, op.36 (1878), no sentido em que nela se reflecte uma similar obsessão pelo fatum, ou seja pelo «destino» imprevisível que obsta à completa realização do ser humano. Ainda que não tenha havido qualquer programa elaborado expressamente para a estreia, o compositor deixou alguns apontamentos numa página de esboços, os quais nos permitem ter uma ideia concreta sobre a génese da partitura. Em relação à introdução, Adagio, Tchaikovsky escreve: «submissão total perante o destino ou, dito de outra forma, perante a predestinação inelutável da divina providência». Sobre o Allegro que se lhe segue, continua o compositor: «Murmúrios, dúvidas, prantos... não será melhor dar largas, sem hesitação, à fé? O programa é excelente, conquanto seja capaz de o concretizar». Uma outra nota incide sobre o segundo andamento, colocando em relevo a oposição entre um tema designado como «consolação» e «raio de luz» e a sua resposta na tessitura grave: «ponto de desespero». A mesma lógica cíclica de construção da Sinfonia Nº. 4 está também presente na Sinfonia Nº. 5: o sombrio tema do destino, apresentado pelos clarinetes, pelos fagotes e pelas cordas nos primeiros compassos da obra, virá a permear o discurso musical dos três andamentos subsequentes, como meio de unificação musical. Por exemplo, no segundo andamento, Andante cantabile con alcuna licenza, este componente melódico estrutural pode ouvir-se, pela primeira vez, na secção central, veiculado, em fortissimo, pelos trompetes. Já no derradeiro Andante maestoso Allegro vivace, logo a início, o tema cíclico surge completamente transformado na sua estrutura intervalar e tímbrica, à imagem do que faz Liszt na Sinfonia Fausto. Esta manipulação, até ao irreconhecível, do tema «do destino», faz pensar que Tchaikovsky tenha querido coroar o final da sua Sinfonia com uma vitória da fé sobre o destino, ainda que em matéria de religião e ao longo de toda a sua vida, o compositor tenha demonstrado mais dúvida e interrogação do que propriamente um sentimento de contentamento espiritual. 21 Rui Cabral Lopes

24 Biografias 22 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Philharmonia Orchestra Como uma das melhores orquestras do mundo, a Philharmonia Orchestra comemorou o seu 60º. aniversário em O seu Maestro Titular, actualmente na sua décima temporada, é Christoph von Dohnányi, anteriro Maestro Convidado Principal, desde Sob a sua liderança, a Philharmonia Orchestra consolidou a sua reputação no topo da vida musical londrina, sendo reconhecida pelo seu espírito inovador, bem como pelos seus programas de difusão e educacionais. Nesse mesmo ano, celebrou o seu aniversário como Orquestra em Residência do Royal Festival Hall e do Bedford Corn Exchange. A temporada é a nona em residência no De Montfort Hall, de Leicester, a sexta em Anvil, Basingstoke, e a terceira em colaboração em Bristol, no Colston Hall, St. George s Bristol e Watershed. Um extenso programa de digressões, por ocasião do seu aniversário, incluiu concertos no Reino Unido e no estrangeiro, destacando-se uma produção de Arabella de R. Strauss, com Christoph von Dohnányi, no Théâtre du Châtelet de Paris, e duas actuações no Concertgebouw. Depois da apresentação no Musikverein de Viena, em 2004, foi convidada novamente para uma permanência de uma semana, no outono de Durante as seis primeiras décadas da sua história, a Philharmonia Orchestra colaborou com a maior parte dos grandes músicos do século XX, incluindo maestros como Furtwängler, Richard Strauss, Toscanini, Cantelli, Karajan e Guilni. Otto Klemperer foi o primeiro de uma série de destacados Maestros Titulares que ocuparam a sua direcção, sendo de destacar, entre outros, Lorin Maazel, Riccardo Muti e Giuseppe Sinopoli. Na actualidade, para além de Christoph von Dohnányi, ocupam postos de direcção na orquestra Sir Charles Mackerras (Maestro Convidado Principal), Kurt Sanderling (Maestro Honorário) e Vladimir Ashkenazy (Maestro Laureado). A Philharmonia Orchestra mantém uma estreita colaboração com os melhores músicos dos nossos dias, filosofia que se estende à própria orquestra, uma vez que muitos dos seus músicos desenvolvem carreiras paralelas no domínio da música de câmara e como solistas. o Martin Musical Scholarship Fund da Philharmonia Orchestra apoiou durante muitos anos o início da carreira dos jovens e o novo prémio Orchestral Award, inaugurado em 2005, permite a dois músicos, em cada ano, ganhar experiência interpretativa com a orquestra. No âmbito do seu programa de inovação, figura o compromisso de interpretar e encomendar novas obras aos principais compositores, entre eles o Director Artístico do ciclo Music of Today, Julian Anderson. Desde 1945, encomendou mais de 100 obras a compositores como Sir Harrison Birtwistle, Sir Peter Maxwell Davies, Mark-Anthony Turnage e James Macmillan. O ciclo Clocks and Clouds: The Music of György Ligeti, ganhou o prémio para Melhor Ciclo de Concertos da Royal Philharmonic Society, em 1997, e Related Rocks: The Music of Magnus Lindberg, foi nomeado para um novo prémio. Outros galardões recentes incluem o prémio da Royal Philharmonic Society Large Ensemble Award e os prémios Evening Standard para Outstanding Artistic Achievement e Outstanding Ensemble.

25 A Philharmonia Orchestra é o agrupamento sinfónico que mais gravações realizou, contando-se mais de mil. Para além de discos para as mais importantes editoras, grava regularmente bandas sonoras para televisão e cinema. As suas mais recentes produções incluem: O Violino Vermelho (vencedor de um prémio da Academia para a Melhor Banda Sonora Original, com Joshua Bell); Shackleton, para o Channel 4; The Shipping News e Vanity Fair, para a Miramax; e as bandas sonoras dos jogos informáticos Harry Potter e Da Rússia com Amor. Para além da sua contínua colaboração com a BBC Radio 3, iniciou uma colaboração com a Classic FM em 2003, na qualidade de Classic FM s Orchestra Tour. Charles Dutoit Reconhecido internacionalmente pela sua brilhante carreira artística, Charles Dutoit colabora regularmente com as mais prestigiadas Maestro orquestras e os mais destacados solistas. Desde a estreia à frente da Orquestra de Filadélfia, em 1980, foi convidado a dirigir as grandes orquestras dos Estados Unidos da América, incluindo as de Boston, Nova Iorque, Los Angeles, Chicago, São Francisco, Pittsburgh e Cleveland, assim como os mais destacados agrupamentos europeus, como a Filarmónica de Berlim, a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão, e todas as orquestras londrinas. Dirigiu também a Filarmónica de Israel e as mais importantes orquestras do Japão, da América do Sul e da Austrália. O seu amplo repertório discográfico, gravado para a Decca, a Deutsche Grammophon, a EMI, a Philips, a CBS e a Erato, com orquestras americanas europeias e japonesas, inclui mais de 170 gravações, metade delas com a Sinfónica de Montreal, tendo sido merecedoras de mais de 40 prémios e distinções em todo o mundo. Durante vinte e cinco anos ( ) ocupou o posto de Maestro Titular da Orquestra Sinfónica de Montreal, desenvolvendo um trabalho reconhecido internacionalmente. A partir de 1990, foi Director Artístico do festival de verão da Orquestra de Filadélfia, no Saratoga Performing Arts Center. Entre 1990 e 1999, dirigiu também os ciclos de concertos de verão desta orquestra, no Mann Music Center de Filadélfia e gravou vários discos. Entre 1991 e 2001, foi Maestro Titular da Orquestra Nacional de França, tendo realizado com este agrupamento diversas gravações e extensas digressões pelos cinco continentes. Em 1996 foi nomeado Maestro Principal da Sinfónica da NHK de Tóquio, assumindo o cargo de Maestro Titular em Com esta orquestra realizou três digressões europeias, para além de outras nos Estados Unidos da América, na China e no Sudeste Asiático. 23

26 Biografias 24 Ciclo Grandes Orquestras Mundiais 2006 / 2007 Com pouco mais de vinte anos de idade, foi convidado por Herbert von Karajan para dirigir a Ópera Estadual de Viena. Desde então, dirigiu produções de ópera em Covent Garden, na Metropolitan Opera e na Ópera Alemã de Berlim, para além de uma nova produção cénica de Les Troyens de Berlioz no Music Center Opera de Los Angeles. Em 2003 iniciou um ciclo de óperas de Wagner no Teatro Colón de Buenos Aires, com O Navio Fantasma e o ciclo completo do Anel. Muito interessado em colaborar com orquestras de alunos de música, colabora com o Curtis Institute de Filadélfia, a Juilliard School de Nova Iorque a Civic Orchestra de Chicago e o Festival de Verbier, na Suíça. Foi Director Artístico do Festival de Música de Sapporo durante três temporadas. Desempenha actualmente as mesmas funções no Festival Internacional Miyazaki, no Japão e na Academia Internacional de Música de Verão, em Guangzhou, na China. Em 1996 recebeu o título de Oficial da Ordem das Artes e das Letras, do governo francês. Em 1991 foi nomeado Cidadão Honorário da Cidade de Filadélfia, em 1995, Grande Oficial da Ordem Nacional do Québec e, em 1998, Oficial Honorário da Ordem do Canadá, a mais alta distinção do país, outorgada também a John Kenneth Galbraith, James Hillier, Nelson Mandela, Vaclav Havel e Boutros Ghali. Charles Dutoit nasceu em Lausanne e estudou violino, piano, percussão, história da música e composição, em Genebra, Siena, Veneza e Boston. O seu grande interesse pelos domínios da história, da arqueologia, das ciências políticas, da arte e da arquitectura, levaram-no a visitar 172 países até à data. Mikhail Pletnev O génio de Mikhail Pletnev, como pianista, maestro e compositor, continua a despertar grande admiração e a encantar o pú- Piano blico em todo o mundo. A sua musicalidade engloba um impressionante poder técnico e um largo espectro emocional, produzindo um tipo de interpretação que funde o instinto e o intelecto. Ao teclado ou à frente da orquestra, é reconhecido como um dos mais refinados artistas da actualidade. Aos 21 anos, Mikhail Pletnev conquistou a Medalha de Ouro e o Primeiro Prémio na edição de 1978 do Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscovo. Este prémio permitiu-lhe internacionalizar a sua carreira e receber um convite do Presidente Mikhail Gorbachev para tocar na cimeira das superpotências, realizada em Washington.

27 A amizade com Gorbachev forneceu a Pletnev a histórica oportunidade de fundar a primeira orquestra independente russa. O risco deste empreendimento, apesar do apoio de Gorbachev, foi grande, mas a sua reputação e dedicação permitiram a concretização deste sonho de longa data. Partilhando a sua visão de um novo modelo para as artes do espectáculo na Rússia, muitos dos melhores músicos russos juntaram-se ao seu projecto e em 1990 era fundada a Orquestra Nacional Russa. Sob a liderança de Pletnev, a orquestra atingiu, em poucos anos, um lugar de destaque entre as melhores orquestras mundiais. Pletnev descreve a Orquestra Nacional Russa como a sua maior alegria e é actualmente o seu Director artístico e o Presidente da Escola de Direcção. Como pianista, Pletnev apresenta-se regularmente em concerto e em recital nas principais capitais mundiais. As suas gravações e actuações em palco consagraram-no como um intérprete de excepção de um extenso repertório. As gravações de Mikhail Pletnev para a Deutsche Grammophon, como pianista e como maestro, receberam numerosos prémios, tendo em 2005 ganho um Grammy pela gravação da sua transcrição para dois pianos de Cinderella de Prokofiev, com Martha Argerich. Recebeu também nomeações pelas gravações do Estudos Sinfónicos de Schumann (2004) e dos Terceiros Concertos para Piano de Rachmaninov e Prokofiev, com a Orquestra Nacional Russa e o maestro Mstislav Rostropovich (2003). O seu álbum dedicado às sonatas para tecla de Scarlatti (Virgin/EMI) recebeu um Prémio Gramophone em A actividade artística de Mikhail Pletnev estende-se também à composição. As suas obras incluem: Sinfonia Clássica, Tríptico para Orquestra Sinfónica, Fantasia sobre temas Kazakh e Capriccio para Piano e Orquestra. As suas transcrições para piano da Suite Quebra Nozes e de A Bela Adormecida (ambas as obras também interpretadas como maestro), de Tchaikovsky, foram seleccionadas, conjuntamente com as interpretações do Concerto para Piano Nº. 2 e de As Estações, para a primeira edição da antologia Grandes Pianistas do Século XX, lançada em 1998 (Philips Classics). Filho de pais músicos, Pletnev aprendeu a tocar vários instrumentos e começou a estudar direcção desde tenra idade, ingressando no Conservatório de Moscovo na adolescência. Para Mikhail Pletnev, o tríptico artístico pianista-maestro-compositor é indivisível na definição da sua personalidade. No entanto, considera-se simplesmente um músico. 25

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