ANÁLISE DAS PERSPECTIVAS PROFISSIONAIS DOS ALUNOS FORMANDOS DO CURSO DE MATEMÁTICA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASILIA EM 2005 E 2006

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1 ANÁLISE DAS PERSPECTIVAS PROFISSIONAIS DOS ALUNOS FORMANDOS DO CURSO DE MATEMÁTICA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASILIA EM 2005 E 2006 Cláudio Roberto de Sousa Mota Licenciando em Matemática Universidade Católica de Brasília RESUMO: A presente pesquisa baseia-se no estudo analítico das características dos estudantes do Curso de Matemática da Universidade Católica de Brasília, tais como: perfil sócio-demografico, maneira como vêem o mercado de trabalho e até mesmo o modo como conduziram seus estudos. No mais, esse estudo tem por objetivo buscar maiores informações sobre quais tendências o Curso de Matemática da Universidade Católica de Brasília pode oferecer. Dentre as características diagnosticadas destaca-se que os estudantes de matemática dão maior primazia à possibilidade de continuar se qualificando as possibilidades de promoção ou salário. Palavras-chave: Perspectivas profissionais, perfil do aluno e métodos de estudo. 1. INTRODUÇÃO O sistema de ensino no Brasil associa a formação universitária às profissões regulamentadas, isto é, alimenta a expectativa de que a formatura em curso superior inaugure uma etapa na vida a vida profissional. O valor ideológico que o sistema de ensino brasileiro a nível de graduação supõe, é que os formandos encontrem no mercado de trabalho ocupações congruentes com seus estudos. Porém, muitas vezes por conta da dinâmica do mercado de trabalho, as perspectivas profissionais dos alunos graduados não condizem com as aspirações profissionais. Por conta dessa dinâmica, até mesmo o grande volume de informações que as pessoas têm acesso, não lhes dão garantia de ao menos terem concretizadas suas aspirações, ou até mesmo nem cheguem a tais objetivos. Temos observado que alguns objetos de debate afloram naturalmente nos corredores da Universidade Católica de Brasília (UCB), principalmente as pretensões profissionais dos alunos do curso de Matemática dessa universidade. Estas pretensões sofrem mudanças contínuas, tanto pela incessante busca do atual mercado de trabalho por profissionais mais qualificados, quanto pelas crescentes mudanças que ocorrem na tecnologia e na sociedade de um modo geral. Segundo Paviane (1984), o mercado de trabalho é uma parcela e um reflexo da sociedade e da época em que se situa. Percebe-se também que as opiniões desses alunos divergem de forma substancial, por conta de atitudes individuais que se formam no decorrer do curso de graduação. Tais peculiaridades são objetos de estudo para o presente trabalho. Pesquisas realizadas por instituições superiores sobre perspectivas profissionais nos mostram o grau de complexidade sobre o assunto. Trabalho realizado na Universidade de São Paulo por Schwartrman (1995) com estudantes de Ciências Sociais, nos mostra que esses alunos têm por expectativas profissionais a estabilidade, as perspectivas de promoção e um bom salário. A pesquisa apresenta que a noção de futuro profissional não depende da pessoa, mas, sobretudo da sorte. Essas características são apresentadas devido aos fatores sociais, econômicos e até mesmo culturais vividos por esses alunos.

2 A pesquisa realizada pela Faculdade de Turismo da Universidade de Brasília (2004) mostra um fenômeno inverso com relação a grande participação de pessoas com pouca qualificação no setor do turismo, em relação às demais profissões, pois os rendimentos gerados com o turismo são inversamente proporcionais ao tempo de estudo. Esse fenômeno é explicado pelo fato de que para gerar um emprego em um restaurante é preciso investir R$ 10 mil e, em um Hotel, R$ 40 mil. Para gerar uma vaga na indústria é preciso investir no mínimo R$ 100 mil. Porém, quanto mais o setor se desenvolve, mais vai se profissionalizar e privilegiar os menos pobres e mais qualificados. Com isso, o setor tende a crescer ainda mais com os investimentos privados no setor e conseqüentemente as perspectivas profissionais tendem a aumentar, assim como um investimento mais sólido na formação desses profissionais. Na edição do Correio Brasiliense de 15/11/2004, em matéria sobre o curso de Enfermagem, nos mostra que por muito tempo a profissão foi vista como coadjuvante. Os alunos que prestavam vestibular para o curso de Enfermagem, muitas vezes estavam interessados em ocupar uma vaga em Medicina, Nutrição ou qualquer outra área de saúde. A maioria desconhecia, inclusive, o papel do Enfermeiro. A realidade, porém, tem mudado. Os alunos estão bem mais informados sobre a importância da profissão e conseqüentemente as ofertas de curso aumentam. Ao longo dos demais semestres, o aluno tem oportunidade de estagiar em centros de saúde, comunidades, escolas e hospitais. É a hora de desenvolver não só as habilidades técnicas como o conhecimento científico da profissão, aprendidas em sala de aula. Após a conclusão da graduação, há possibilidade de trabalho em hospitais, no atendimento ou na parte administrativa, atender em postos de saúde, ou se dedicar a projetos de Saúde Pública e a pesquisas acadêmicas. Assim, as perspectivas profissionais no que se refere à graduação são bem complexas, pois o mercado de trabalho apresenta mudanças constantes, e conseqüentemente, os profissionais em questão tentam buscar qualificações compatíveis à profissão desejada. Na busca de esclarecimentos precisos e significativos, este trabalho tem como objetivo abordar a maneira como os alunos do curso de Matemática da UCB vêem o mercado de trabalho e o modo como conduziram seus estudos, a fim de caracterizarmos o perfil dos graduandos deste curso. Pretende-se que este estudo sirva como base para a sociedade, especificamente para aqueles que desejam maiores informações sobre quais as tendências que um curso de Matemática pode lhes oferecer, no que se refere ao mercado de trabalho. 2. MÉTODOS E MATERIAIS A obtenção dos dados para a realização deste trabalho se deu por meio de aplicação de questionário composto por dezoito questões objetivas. O universo da pesquisa é constituído por sessenta e três (n= 63) alunos formandos do curso de Matemática da Universidade Católica de Brasília nos anos de 2005 e 2006.

3 Para termos a noção exata do número de alunos formandos do curso de Matemática da Universidade Católica de Brasília no período de 2005 e 2006, entramos com um pedido junto à direção do curso de Matemática, a fim de obter a lista dos prováveis formandos nesse período. A aplicação do instrumento foi feita na UCB de junho a agosto de 2005, aplicados em sala de aula e na ausência dos professores nas respectivas salas de aula. De um modo geral, as questões buscam caracterizar as particularidades dos alunos ora por meio de questões objetivas, ora por meio de proposições que foram avaliadas por meio de escala conceitual como: (1) ajudou muito, (2) ajudou pouco, (3) indiferente, (4) prejudicou pouco, (5) prejudicou muito. A primeira parte do questionário visa caracterizar os alunos em relação aos seus dados pessoais. Já num segundo momento, o instrumento busca informações mais precisas sobre perspectivas e o modo como esses alunos costumam lidar com seus estudos. O tratamento dos dados obtidos após a aplicação do questionário foi feito tanto pelo pacote estatístico Winstat como pelo Excel. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO No que se refere ao perfil sócio-demográfico dos alunos do curso de Matemática da Universidade Católica de Brasília, ficam evidentes alguns aspectos como a pequena diferença entre o número de alunos do sexo masculino, 52,4% e o número de alunos do sexo feminino, 47,6%. O que nos mostra uma atual tendência não só a nível local, mas global, que é o crescimento do número de mulheres no campo das exatas e licenciatura. Em pesquisa realizada pelo INEP (2005), revela que as mulheres tem tido uma presença crescente em todos os níveis de ensino no País. Em termos quantitativos elas consolidam-se como maioria a partir do ensino médio, domina a graduação e detêm o maior número de bolsas de mestrado e doutorado no País. Observamos que quase a metade dos alunos formandos de matemática possuem idade entre 22 a 24 anos, cuja média é de 25,49 anos. Isso nos faz pensar que esses alunos ingressaram com uma idade baixa no curso, se citarmos o fato de que o tempo médio que esses alunos permanecem na Universidade é de 4,9 anos. O Censo da educação superior de 2000, revela que no ensino superior, o tempo médio de conclusão é de cinco anos. A grande maioria dos alunos do curso de matemática nasceu em Brasília, e é ainda interessante mostrar que pouco mais de 10% destes alunos foram nascidos no Nordeste. Com relação ao local de moradia, um terço dos alunos moram em Taguatinga, em contraste temos que poucos alunos do curso residem em local distante da Universidade, cujo campus está situado em Taguatinga. Esse fato é justificado por conta de mais de 40% dos alunos terem declarado que o motivo principal para estarem na Universidade Católica reside em ser esta instituição mais próxima à sua residência, cujas cidades são Ceilândia, Samambaia e Guará. Por ser um grupo de alunos relativamente jovens, a presença de casados é baixa. Por conta disso, é natural o número elevado de solteiros, pouco mais de 70%.

4 O ambiente universitário tende a apresentar fatores peculiares tanto positivos como negativos para com os alunos, que com o passar do tempo afloram ou até mesmo enfraquecem, por conta da dinâmica e das novas necessidades dos mesmos. Dentre os fatores positivos, 80% dos alunos do curso de matemática da Universidade Católica de Brasília argumentam que o contato com os colegas ajuda muito no andamento dos estudos. É revelado também que o uso e acervo da biblioteca ajudaram cerca de 70% desses alunos. Fatores como contato pessoal com os professores, entrosamento entre disciplinas e professores e possibilidade de passar o dia na Universidade, são visto como secundário por 30% dos estudantes. Ainda é válido ressaltar que dentre todos os fatores positivos, o que menos ajudou os estudantes foi o entrosamento entre disciplinas e professores. A cada dia os jovens entram mais cedo no mercado de trabalho, por conta da defasagem da renda familiar e até mesmo por valor ideológico como a busca de independência financeira. A Fundação Perseu Abramo em 2002, realizou pesquisa em nove regiões metropolitanas brasileiras sobre o mercado de trabalho brasileiro. Nesse estudo Botelho (2002) constata que 58% dos jovens entre 15 e 24 anos têm emprego ou já trabalharam, sendo que do total, 66% deles precisam trabalhar porque todo o seu ganho, ou parte dele, complementa a renda familiar. Porém, essa precocidade traz como conseqüência principal, a conjugação dos estudos com o trabalho. Na realidade vivida pelos alunos de matemática da Universidade Católica, essa conseqüência é fato, pois 60% dos alunos afirmam que a conjugação dos estudos com trabalho, com outros compromissos ou atividades não profissionais prejudicou muito seus estudos. O nível sócio-econômico dos candidatos ao vestibular está diretamente relacionado com a escolha da carreira (pré-seleção), bem como do tipo de instituição (pública ou privada). Na pesquisa realizada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2005, revela que as pessoas que possuem um maior poder aquisitivo têm acesso aos cursos financeiramente mais rentáveis e de maior status, enquanto que a população de média e baixa renda continua ingressando nos cursos de menor prestígio social, notadamente as licenciaturas. Por conta dessa realidade, quase 60% dos alunos do curso de matemática se sentem prejudicados com a indisponibilidade de recursos financeiros para custear materiais de estudo e problemas práticos e operacionais (condução, horário, etc.). A expansão do número de instituições de nível superior nos grandes centros vem crescendo a cada dia. Em pesquisa realizada pelo INEP (2004), revela um crescimento muito grande nas matrículas no ensino superior. As instituições de nível superior têm 3,9 milhões de estudantes em cursos de graduação, sendo que, pela primeira vez, o número de vagas oferecidas na educação superior foi maior que o número de alunos concluintes do ensino médio. Com isso, diminuiu de forma substancial a demanda de vagas e conseqüentemente as instituições em sua maioria abriram mão dos critérios rigorosos nos processos seletivos. Por conta disso, alunos não tão bem preparados ingressam em instituições superiores. Na edição do Correio Braziliense de 18/12/2001, principal jornal da capital do País, Flor (2001) pede um vestibular mais rígido, sustentado este pela aprovação de analfabetos em vestibulares das universidades privadas famosas do Rio de janeiro. A presente pesquisa mostra que 50% dos alunos do curso de matemática da Universidade Católica se sentem prejudicados pela falta de base nos estudos

5 e conseqüentemente não adquirem os conhecimentos desejados. Ainda é interessante revelar que 40% dos alunos se declaram prejudicados com a qualidade didática dos professores. As instituições de nível médio no Brasil até então, não tem apresentado ao longo dos anos algum tipo de iniciativa em orientar seus alunos sobre suas pretensões profissionais, ou até mesmo mostrar aos alunos uma visão mais ampla das carreiras. Em pesquisa por Junior (1999) sobre aspectos e motivação profissional, os alunos ingressantes no Centro de Ensino Superior de Imperatriz da Universidade Estadual do Maranhão estão, em sua absoluta maioria, desprovidos de orientação e motivação para as carreiras, em especial para o magistério. Neto (1999), revela que os fatos que estão condicionando esta ocorrência são de várias naturezas como desinformação dos familiares, despreparo dos educadores, inexistência de uma equipe multidisciplinar na escola para tratar desta problemática, dentre outros. Segundo Penteado (1980), as escolas deveriam dar uma maior ênfase ao processo de orientação vocacional que visa desenvolver no orientando a capacidade de optar, na área profissional, pela alternativa mais valiosa dentre as alternativas possíveis. Pouco mais de um terço dos alunos do curso de matemática da UCB, acreditam que o principal fator que os levou a fazer matemática foi a vocação. Segundo Anastase (2000), a vida traz naturalmente testes de inteligências aos indivíduos, que de uma forma cognitiva definem em quais funções possuem potencialidades. O fato do curso de matemática ser o que mais se aproxima do que os alunos queriam com 20%, revela que talvez esses alunos não estejam plenos dessa escolha. Outro fator importante é que 17% dos estudantes estão fazendo o curso para aumentar as chances de conseguir um emprego. Esse fato se dá pela grande defasagem de professores de matemática no mercado de trabalho. Estudo do INEP/MEC (2004), projeta a falta de 250 mil professores nas áreas de exatas para o ensino médio e séries de 5º a 8º do ensino fundamental. Já de uma forma secundária, argumentos como influência do ambiente familiar, baixa concorrência pelas vagas no vestibular e complementação da formação, apresentam valores sem muita expressão, na ordem de 3%. Os estudantes ingressantes em cursos de graduação por não ter até então orientação ou familiaridade com o ambiente universitário, apresentam defasagens quanto a orientações básicas do cotidiano universitário. Por conta disso, informações mais específicas sobre os cursos como as diferentes matérias, possibilidade de obter bolsas de iniciação científica, também passam despercebidas pelos alunos. A principal queixa de 30% dos estudantes de matemática da Universidade Católica, são as diferentes matérias apresentadas no currículo. Em seguida, a falta de informações que incidem diretamente no crescimento e desempenho como possibilidades de obter bolsas de iniciação científica e notas, respectivamente, afetam igualmente 20% dos alunos. Informações como tempo de dedicação exigido e possibilidade de estágios apresentam valores em torno de 10%. Com a grande expansão de instituições superiores no Distrito Federal, o predomínio de algumas delas ao longo das décadas vem diminuindo gradativamente. Com isso, as instituições travam batalhas entre si, a fim de seduzir os futuros estudantes universitários com propostas e facilidades como: oferecer descontos, ser a melhor na área e até flexibilidade nos vestibulares. Trazendo essa realidade para a presente pesquisa, percebe-se que a maioria dos alunos, correspondente a 41%, foram seduzidos pelo fato de ser a universidade Católica a mais próxima do local onde moram. A reputação das instituições está na vanguarda dessa batalha, pois sabiamente as instituições percebem que o ápice para os futuros ingressantes é a

6 Universidade de Brasília, por ter a melhor reputação. Logo, pela alta competitividade do processo seletivo dessa instituição, faz com que os alunos não contemplados, migrem para as instituições particulares. Seguindo essa linha, 21% dos alunos do curso de Matemática escolheram a UCB por ter a melhor reputação. Porém, percebe-se uma incoerência nos dados obtidos, pois, apenas 3% dos estudantes afirmam que a UCB é a melhor na área (matemática). Essa inversão de valores, nos mostra que o fato dessa instituição ser uma Universidade de renome em todo País, pesou bastante nessa escolha. As Universidades Católicas estão em quase todas as regiões do Brasil, com exceção da região Norte, sendo oito ao todo. Já as Pontifícias Universidades são cinco, presentes nas grandes metrópoles. Para entendermos de forma substancial o modo como os alunos de Matemática pretendiam terminar o curso antes do seu ingresso, é significativo abordarmos a atual realidade do curso, no que se refere ao tempo de duração dele. O Departamento de matemática propõe atualmente um curso de graduação em 3,5 anos, por conta de ideologia própria e até mesmo adequação do currículo à realidade dos alunos. Mas nesta pesquisa, os alunos estão ligados a um currículo anterior a esse, cujo tempo mínimo de duração era de 4 anos. Pouco mais da metade dos alunos do curso de matemática pretendiam seguir o tempo normal do curso (4 anos), e levar o tempo normal para se formarem. Porém, de um modo geral, o tempo médio de permanência no curso é de 4,9 anos. Alguns dos motivos desse aumento de quase um ano a mais de permanência, se deve a falta de recursos financeiros para custear as mensalidades, reprovações constantes, falta de programação na escolha das matérias, entre outras. Apesar de todos esses impasses, 79% dos alunos não se arrependem da forma como estão concluindo o curso. Houve também uma parcela de alunos, correspondente a 23,5%, que desejava terminar o curso o mais rápido possível. Porém, somente 8% dos alunos conseguiram concluir num tempo mínimo de 3,5 anos. Ainda é válido mostrarmos até que ponto vão os números da pesquisa, pois pouco mais de 6% dos estudantes pretendiam levar mais tempo do que o normal para concluir o curso. Em termo de valores, 12,5% deles permaneceram no curso de seis a oito anos, sendo que o tempo máximo de permanência foi de 8,5 anos. O modo como os alunos organizam seus estudos está diretamente relacionado com a identificação do aluno com o curso e a existência de objetivos profissionais definidos. Não havendo então essas condições, conseqüentemente, não existirá uma linearidade na proposta do aluno no decorrer do curso. De uma forma clara, 47% dos alunos no momento do ingresso no curso, pretendiam ter boas notas em todas as matérias, pois acreditam que as chances de emprego ou pós-graduação dependem muito disso. Porém, seguindo uma outra linha, 42% dos alunos pretendiam se concentrar nas matérias e áreas de especialização que mais gostam. Percebe-se com isso idéias opostas, cuja principal diferença é a clareza da primeira com uma preocupação com o todo e a visão limitada da segunda com uma preocupação somente com as matérias que mais gostam. É relevante citarmos a percepção de que os alunos ingressantes demonstraram ao revelar que um bom desempenho de notas em todas as matérias lhes abriria caminho para a pós-graduação e conseqüentemente aumentariam as chances de emprego.

7 Agora, analisaremos a forma como eles avaliam no momento da saída do curso o modo como organizaram seus estudos. Dentre a parcela que se limitou em se dedicar nas matérias que mais gostam, 27% deles se arrependeram do modo como fez. De um modo geral, ainda é válido ressaltar que 42% dos alunos de alguma forma se arrependeram do modo com que organizaram seus estudos. Por se tratar da visão de calouros com idéias não tão concretas, a rotina de convivência desses alunos com o ambiente universitário lhes trouxe novas aberturas e consequentemente oportunidade de repensar nas suas atitudes com relação ao modo como organizaram seus estudos. O ambiente universitário naturalmente faz com que os alunos repensem suas idéias e as reformulem novamente. Também foram abordados os mecanismos utilizados pelos alunos no modo como lidam com os estudos e em que freqüência foi utilizado. De uma forma convencional, quase 70% dos alunos utilizam frequentemente anotações e materiais de aula, pois acreditam que tais atitudes lhes garantem um melhor aproveitamento. Já a utilização de apostilas propostas pelos professores, não segue a mesma linha de aceitação, pois somente 43% dos estudantes a utilizam às vezes ou raramente. Na maioria das vezes, os professores da graduação adotam a utilização de apostilas e até mesmo de livros, com o propósito de complementar a formação dos estudantes, pois a utilização somente de materiais e anotações propostas em sala de aula é insuficiente para tal formação. Os professores também sugerem e até recomendam leituras complementares ao conteúdo abordado, ou leituras que servirão de base para debates, discussões e até mesmo para um esclarecimento prévio dos assuntos subseqüentes. Quanto a esse fato, é visível a falta de comprometimento dos estudantes, pois somente 40% deles fazem leituras recomendadas e quase 60% dos alunos a faz às vezes ou raramente. Os aspectos abordados até então, é revelador de características negativas na formação dos estudantes de matemática da UCB, como: falta de maior comprometimento com sua formação acadêmica e certo comodismo no modo como buscam o aprendizado. Tais atitudes tomadas pelos estudantes revelam uma propensão a uma formação rasa no curso de matemática. Essas características refletem diretamente no desempenho dos alunos do Curso de Matemática no Exame Nacional de Cursos (antigo Provão), cujo objetivo é avaliar os cursos de graduação, no que tange aos resultados do processo de ensinoaprendizagem. Analisando os resultados, o INEP mostra que a partir de 1999 até 2003, o Curso de Matemática da UCB recebe anualmente avaliação C do MEC, sendo que essa avaliação implica numa nota a baixo da média geral em relação aos cursos de matemática de todas as instituições de nível superior. O aprendizado de matemática na graduação requer pré-requisitos necessários para um estudo adequado e substancial no decorrer do curso. Porém, muitas vezes os alunos não se preocupam com o rigor matemático utilizado pelos professores nas aulas expositivas. Por conta disso, os alunos buscam alternativas, a fim de sanar suas dificuldades relativas ao aprendizado em matemática. Os alunos da UCB buscam de uma forma clara o auxílio no momento do estudo. Porém, os alunos mostram uma diferenciação na forma como é feito esse estudo. O que prevalece entre os estudantes com 65% de adesão é o estudo freqüente com amigo de classe. Já o estudo em grupo, apenas metade dos alunos o faz com freqüência. Essa maior adesão se dá pela facilidade na linguagem utilizada pelo colega de classe. Porém, na maioria das vezes, apesar da facilidade na linguagem, o rigor matemático e a utilização das definições adequandas,

8 deixam a desejar nesse tipo de estudo. É possível caracterizar esta estratégia como uma estratégia frouxa, em contraste com estratégias de estudo mais firmes e focalizadas, como: formação de grupos de estudo com monitoramento de professores, busca de auxílio com monitores específicos de cada disciplina, entre outros. Tais fatos abordados revelam atitudes negativas por parte dos alunos, pois mostram um não comprometimento com o aprendizado pleno nas disciplinas, sendo o maior objetivo por parte deles a obtenção de nota suficiente para aprovação. Aliado a isso, está o fato de que apenas 40% dos estudantes consultam os professores no momento de dúvidas. Assim, as atitudes tomadas pelos estudantes revela uma postura comprometedora no que diz respeito a capacidade dos mesmos em aplicar tais competências atribuídas a eles. A utilização de computadores nos mais variados meios vem se tornando uma necessidade incalculável. Para D Ambrósio (1986), os computadores estão mudando todas as sociedades de nosso tempo. As expectativas são imensas: novas necessidades, novas ciências, novas tecnologias, novas qualificações, eliminação de trabalhos repetitivos ou árduos e certamente, novos desafios sociais a serem encontrados. Já num curso de matemática, a utilização dessa tecnologia é de suma importância. A utilização tanto de softwares básicos como o Excel quanto softwares complexos como o Maple facilitam trabalhos árduos e apresentam rigor e clareza nos dados obtidos. Dentre os alunos de matemática da UCB, apenas 60% deles fazem uso freqüente do computador nos estudos, sendo que um terço o utiliza às vezes. Esse fenômeno se dá pelo fato das disciplinas ministradas no curso não terem relação direta com os aplicativos citados. Apenas na disciplina Estratégias de Ensino em Matemática e Produção de Materiais Didáticos é proposto atividades envolvendo geometria utilizando o aplicativo Cabri Geometri. Aliado a isso, está o fato de que boa parte dos alunos apresenta dificuldades básicas no manuseio do computador, com isso tornando-se um receio à aproximação. Falar uma língua estrangeira é essencial para uma carreira de sucesso, pois abrem as portas para uma série de oportunidades tanto a nível de qualificação quanto de emprego. Apesar de o momento ser propício ao estudo de uma língua estrangeira, a realidade nos mostra uma situação não tão satisfatória. Os alunos de escolas públicas após a conclusão do ensino médio não são capazes de fazer uma tradução de inglês para português. Para Kezen (2005), o idioma estrangeiro é apresentado de forma segmentada e o aluno não tem meios de encaixar estes fragmentos em seu dia-dia. Além disso, segundo ela, falta material adequado e cursos que permitam melhorar a formação do corpo docente. Por conseqüência, a ineficácia dos estudantes também é trazida para a Universidade. Em pesquisa realizada com estudantes de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP), Schwartzman (1995), detectou que apenas 6,9% dos estudantes fazem leituras em inglês, e apenas 1,9% faz leituras em outra língua estrangeira (menos castelhano). A presente pesquisa mostra que apenas 5% dos alunos de matemática fazem freqüentemente leituras em inglês, sendo que 75% deles nunca fizeram tal leitura. Já no que se refere à leitura de outra língua estrangeira, os resultados são mais fracos, pois apenas 3,3% dos alunos fazem leituras frequentemente, e 76% nunca a fizeram. Essa diagnose nos mostra a ineficácia do ensino de uma língua estrangeira no País, tendo como motivo principal o método utilizado no ensino, deixando os alunos desmotivados e distantes de um estudo adequado.

9 Para entendermos melhor as atitudes tomadas pelos alunos do curso de Matemática em relação ao modo como eles organizam seus estudos, alguns aspectos que fizeram os alunos mudarem de atitude ou até mesmo torná-las mais sólidas no decorrer do curso, são decorrentes das representações sociais que eles formaram no decorrer do curso. Essas representações são oriundas das peculiaridades vividas por esses alunos. Segundo Da Silva (2004), as representações sociais relativas à matemática estão inseridas no contexto total das representações sociais e podem ser compreendidas como um conjunto organizado e hierarquizado de julgamentos, de atitudes e de informações que um determinado grupo social elabora a respeito de um dado objeto. Desse modo, os alunos de Matemática da UCB expõe suas representações, na maioria das vezes sob forma negativa, que eles formaram no decorrer do curso. O que predomina, sobretudo, em conformidade para 21% dos alunos, é o fato de acharem que as pessoas ficam muito soltas, sem orientação, tendo que descobrir tudo sozinho e a noção de que o curso é muito teórico, desligado da realidade. Essas ocorrências aparecem com mais freqüência no ambiente universitário, pois até então no ensino médio, os estudantes não apresentam uma maturidade e independência quanto à busca de informações de seu interesse. Isso ocorre por conta do sistema de ensino adotado, desprovido de atitudes que façam com que os alunos despertem maiores interesses nos assuntos que lhes pertencem. No curso de licenciatura em Matemática, o estudo de disciplinas na área de exatas, remete aos alunos um envolvimento maior com teorias mais abstratas. A utilização de definições, teoremas, axiomas por parte dos alunos, torna-se uma necessidade no desenvolvimento do aprendizado para que possam transpor essa vivência matemática para a realidade, a fim de utilizar a matemática como ferramenta para a construção e reconstrução de fenômenos do cotidiano. Porém, na maioria das vezes o estudo de teorias abstratas não vem vinculado ao estudo de suas aplicações e práticas. Segundo Pires (2000), a concepção que orienta as licenciaturas é teórica, desprezando-se a prática como importante fonte de conteúdos na formação e a transmissão de informações é praticamente a única estratégia usada no processo de ensino. De uma forma negativa, 21% dos alunos concluem que o curso é muito teórico, sem ligação com a realidade. O curso de licenciatura da UCB apresenta uma mescla de disciplinas voltadas tanto para a área de educação como para a matemática pura. Essa mescla de matérias vinculada às áreas se dá pela necessidade de uma formação mais humana dos futuros professores de matemática. No mais, o estudo de matemática na UCB se desenvolve de maneira convencional, através de aulas expositivas, com pouca possibilidade de pesquisa ou trabalho prático junto aos professores. Noutro aspecto abordado, 14% dos alunos afirmam que o curso é muito superficial e não proporciona os conhecimentos que serão necessários na vida profissional. Apesar do esforço do departamento de matemática em reestruturar o currículo, a fim de trazê-lo mais próximo das práticas de ensino, não houve uma mudança substancial de fato. Para Pires (2000), a reformulação de currículo nem sempre traz mudanças significativas, pois o grande obstáculo está na forma desarticulada em que as disciplinas são ministradas pelo corpo docente. Fica evidente nos dados obtidos que os alunos não demonstram satisfação com o curso, ou seja, os aspectos negativos sobrepõem os positivos. Em números, apenas 5% dos alunos afirmam que tem sido uma ótima experiência e 5% afirmam que o curso ensina muito mais do que será necessário na vida profissional. Desse modo, apenas 10% deles vêem aspectos positivos no curso contra 90% de alunos insatisfeitos.

10 Falar sobre a relevância de aspectos que incidem diretamente na futura atividade profissional de alunos em fase de conclusão de curso de graduação, torna-se revelador a forma, a reação ou maneira de ser, em relação à determinada pessoa, objeto e situação, ou seja, mostra a atitude a ser tomada por essa classe de alunos. Dentre os aspectos abordados, o fato de continuar se qualificando é tido como essencial por 87% dos alunos. A graduação tem sido o ponto mais elevado a nível de estudo que o brasileiro adquire. Em pesquisa realizada pelo INEP (2004), revela um crescimento no corpo docente das universidades, nos níveis mais elevados de titulação (especialização, mestrado e doutorado). Além disso, por se tratar de um curso de licenciatura, a formação continuada vem sendo difundida por especialistas na área de educação. No presente momento, fala-se muito em programas sociais voltados à população carente, por conta da desigualdade social presente em nosso País. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em pesquisa realizada em 1998, o Brasil ocupa a 62 posição no índice de desenvolvimento humano. Esse índice leva em conta as condições de saúde, educação e expectativa de vida da população. Por conta disso, a população descontente com as atitudes dos governantes criam mecanismos independentes a fim de prestar socorro assistencial à população carente. No ambiente universitário, a adesão dos alunos a esse tipo de atitude é relevante, por conta do envolvimento das instituições com os projetos vinculados às áreas sociais. Dentre os estudantes de Matemática da UCB, 77% deles acreditam na possibilidade de fazer algo de útil à sociedade carente. A extensão na UCB possui uma gama de projetos vinculados às diversas áreas de estudo. No Curso de Matemática, há oportunidades para os alunos do curso participarem de projetos como Projeto Pré-vestibular, promovendo a capacitação da comunidade carente, Projeto Alfabetização Solidária e Projeto Alfabetização e Comunidade Educativa no Areal, tendo como objetivo a alfabetização da comunidade carente. A estabilidade no emprego é vista como algo de grande importância, pois trás segurança ao empregado. Para os estudantes de licenciatura em Matemática, existe a opção do concurso para Professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal como opção diretamente relacionada com a formação. Porém, nada lhe impede de disputar outras vagas nos concursos públicos. Na visão dos alunos da UCB, a estabilidade no emprego é essencial para 77% dos alunos. Colocar em prática as teorias estudadas na Universidade torna-se essencial para os estudantes, que até então só absorvem métodos e estratégias desvinculadas da realidade. No curso de matemática da UCB, 27% dos estudantes vêem como indiferente a possibilidade de aplicar as qualificações obtidas no curso. Essa indiferença se baseia no fato de que esses estudantes de certa forma não se identificam com o curso. Porém, a grande maioria 69% afirma ser essencial a aplicação das qualificações obtidas no curso, o que nos mostra uma atitude mais compromissada com a profissão. A possibilidade de ter responsabilidades definidas no emprego é um dos pré-requisitos que os trabalhadores almejam, pois a clareza nas tarefas a serem desempenhadas dá oportunidade ao empregado de se preparar melhor para suas funções. Na visão de 61% dos alunos de Matemática, responsabilidades bem definidas e tarefas claras em relação à atividade profissional são essenciais para esses alunos. Já o fato da atividade profissional ser desafiante, em pesquisa realizada com estudantes de Ciências Sociais, Schwartzman (1995) verificou que

11 um terço dos estudantes acham essencial uma atividade profissional que exige, ou seja, desafiante. Dentre os alunos de Matemática da UCB esse valor chega a 62%, pelo fato da profissão de professor ser dinâmica e apresentar desafios constantes. Com relação à importância do salário na atividade profissional, metade dos estudantes de Matemática dá maior relevância a isso, sendo que esse aspecto ocupa somente a sétima posição dentre os que são essenciais para os alunos. Esse fato ocorre por conta da clareza dos alunos quanto à defasagem histórica do salário do professor. Apesar de estarem plenos desse quadro, os estudantes dão maior relevância a aspectos que fazem sentido para suas vidas como continuar se qualificando, fazer algo de útil à sociedade e até mesmo possibilidade de aplicar as qualificações obtidas no curso. Ainda sobre aspectos que incidem na atividade profissional, além de projetos de cunho acadêmico e de preocupação social, percebe-se a presença de projetos individualistas de diferentes tipos por parte dos alunos. Nas últimas décadas percebe-se um número cada vez maior de graduados ou estudantes em fase de graduação com o intuito de colocar em prática ideologias próprias. Em pesquisa realizada por Schwartzman (1995), a possibilidade de concretização de idéias próprias aparece como fator mais importante na futura atividade profissional dos estudantes de Ciências Sociais da USP com 60% de adesão. Dentre os estudantes da UCB, quase 70% deles classificam esse aspecto como essencial na futura atividade profissional. Após a conclusão do curso de graduação, apesar do caráter específico da formação, existe a possibilidade de se seguir outras atividades profissionais não vinculadas ao magistério. O fato dos alunos buscarem outras atividades profissionais se dá desde a desvalorização da profissão, até falta de identificação com o curso. A pretensão de um terço dos estudantes do curso de matemática é de procurar emprego na área como professor. O mercado de trabalho vem absorvendo bem a procura desses profissionais, que em média ganham R$ 800,00 mensais com carga horária de 20 horas semanais. Em edital publicado em 2005 pela secretaria de educação do Distrito Federal, propunha-se salário de R$ 1.419,87 para cargo de professor de nível fundamental e médio com carga horária de 40 horas semanais. Com o crescimento do número de instituições superiores no Distrito Federal, a necessidade de profissionais qualificados para exercerem atividades como professor universitário aumentou consideravelmente nos últimos anos. Por conta disso, aumentou a procura de graduados por cursos de pós-graduação. A pós-graduação divide-se em três segmentos: especialização, mestrado e doutorado. A Universidade de Brasília oferece anualmente a oportunidade para alunos graduados em matemática ingressar no curso de mestrado em Matemática Pura. Para tanto é necessário cursar o curso de verão, que servirá como avaliação para o ingresso do aluno. Nessa perspectiva, profissionais com titulação de mestrado vinculado à matemática, são absorvidos com facilidade pelo mercado de trabalho, sendo que em média esse profissional ganha R$ 2.000,00 por 20 horas semanais de trabalho. Para 26% dos alunos da UCB, fazer algum curso de pós-graduação na área após a conclusão do curso é tido como essencial. Seguindo uma outra linha, 21% dos alunos pretendiam fazer outro curso de graduação. Esse fato se dá pela pura falta de identificação com o curso, ou até mesmo pela desvalorização da profissão. Sendo assim, esses alunos buscam outro curso a fim de encontrar identificação profissional ou melhor, retorno financeiro. Sob uma visão positiva, percebe-se que a grande maioria, 56% dos estudantes, de alguma forma pretendem se envolver com o

12 magistério seja procurando emprego na área, ou fazendo algum curso de pós-graduação na área, para posteriormente atuar no meio acadêmico. 4.CONCLUSÃO A presente pesquisa mostrou algumas particularidades importantes dos alunos do curso de matemática da UCB, no que se refere às questões sócio-demográficas. Dentre elas percebe-se a pequena diferença entre o número de alunos do sexo masculino 52,4% e do sexo feminino 47,6%. Essa realidade impacta positivamente a favor das mulheres, pois desmistifica o fato de que um curso de matemática é exclusivamente para homens. Em relação à idade, percebe-se um grupo relativamente jovem, cuja idade média, para a conclusão do curso, é de 25 anos. Nota-se também um tempo curto para conclusão de um curso de matemática, em torno de 5 anos. Destaca-se também que a grande maioria, pouco mais de um terço dos estudantes, moram nas proximidades da universidade. Esse fenômeno ocorre por conta de ser esse, o principal motivo para 41% dos estudantes virem estudar na Universidade. A convivência no meio universitário, dos estudantes da UCB revela algumas características que na visão dos alunos foram essenciais no desenvolvimento de seus estudos. Os alunos vêem o contato com os colegas um fator que ajudou muito no andamento dos estudos, tendo também o acervo e o uso da biblioteca outro fator determinante. Outros fatores como passar o dia na universidade e contato pessoal com os professores são vistos com sentimentos de indiferença por parte dos estudantes. Com relação a fatores negativos, ou seja, obstáculos que de alguma forma prejudicaram os alunos, destacam-se fatores externos ao curso, como problemas práticos e operacionais (condução, horário, etc.) e problemas de saúdes ou pessoais. Outro fator considerado prejudicial por parte dos alunos é a conjugação dos estudos com o trabalho. Percebe-se que a realidade vivida nas universidades particulares tende de uma forma natural levar os alunos carentes mais cedo ao mercado de trabalho, por conta de valores excessivos das mensalidades, e consequentemente tira a oportunidade dos alunos de uma formação plena e amadurecida. A incerteza quanto ao futuro aparece com clareza quando se pergunta sobre as razões que levam os estudantes a seguirem o curso de matemática na UCB. Os dados revelam que os estudantes de matemática não procuram este curso por razões profissionais claras, mas buscam vocação ou aproximação do que eles queriam. Essa incerteza quanto à profissão, fica evidente no modo como organizariam os estudos, pois apenas 8% dos estudantes pretendiam se concentrar nas matérias ou áreas que ofereçam as melhores perspectivas profissionais. O fato de a UCB ser a universidade mais próxima de onde moram foi um fator decisivo para que 41% dos alunos estudassem na universidade. A existência de fatores como a reputação da Universidade e a oferta de bolsas, foram aspectos relevantes para o ingresso de respectivamente 21% e 19% dos estudantes. No momento do ingresso, o que prevalecia entre os alunos era formar-se no tempo normal do curso, ou seja, 4 anos. Apesar do desprovimento dos alunos na época do ingresso no curso, sobre possíveis dificuldades, sobre mensalidades, reprovações, pré-requisitos, falta de programação na escolha das matérias, quase 80% dos estudantes não se arrependem da forma como estão concluindo o curso.

13 Ainda com relação ao momento do ingresso, percebem-se duas idéias predominantes com relação ao modo como organizariam os estudos no curso de matemática. O que prevalece para 47% deles era tirar boas notas em todas as matérias, pois emprego e pós-graduação depende muito disso. Sob outra perspectiva não tão positiva, 42% dos estudantes pretendiam se concentrar nas matérias que mais gostam. O estudo completo e bem fundamentado de todas as disciplinas do curso é de grande importância não só para uma possível pós-graduação, mas também para um entendimento mais amplo dos conteúdos mais elementares. Assim, por conta dessa e de outras ideologias, 42% dos estudantes se arrependem do modo como organizaram seus estudos. Já sobre o modo como os estudantes viam o curso em relação ao que imaginavam antes de ingressar nele, o que predominava, sobretudo, é a surpresa e desorientação, além da queixa sobre a carga de estudos. Existe também uma noção forte de que o curso é muito teórico, desligado da realidade. Esse quadro apresentado é interpretado, pelo menos em parte, em função de estratégias educacionais dos alunos trazidas do seu ambiente de convivência, digase de passagem, não tão consistentes. O que implica um baixo compromisso com um projeto profissional e acadêmico bem definido, o que pode levar a uma atitude de oposição a qualquer tipo de estruturação curricular mais forte. Além disso, percebe-se uma visão negativa dos alunos em relação ao curso de matemática da UCB, pois 90% dos alunos vêem aspectos negativos no curso, contra 10% que vêem aspectos positivos. Os alunos vêem como essencial a possibilidade de continuar se qualificando. Assim como a possibilidade de fazer algo de útil à sociedade e a estabilidade no emprego também são vistos com bons olhos pelos estudantes. A formação continuada dos estudantes que pretendem seguir a área acadêmica é de suma importância, tanto para a docência propriamente dita, como para uma melhor perspectiva profissional. Além de projetos de cunho acadêmico, os alunos demonstram uma preocupação com a área social, por conta da visível insatisfação da própria sociedade com tal desigualdade. A atividade escolar dos estudantes consiste basicamente na utilização de anotações e materiais de aula. Essa atitude revela certa limitação por parte dos estudantes, pois o caráter investigativo e pesquisador é essencial para um melhor entendimento da matemática. Aliado a isso, está o fato de que a utilização de apostilas e o comprometimento com as leituras recomendadas por parte dos estudantes são feito por apenas 43% e 40% respectivamente. Percebe-se também uma forte deficiência dos alunos quanto às leituras em inglês ou outra língua estrangeira. Apenas 5% dos estudantes fazem leituras em inglês contra 75% que nunca fizeram. Essa disparidade revela uma característica negativa dos estudantes, pois na maioria das vezes, a qualidade dos textos e artigos publicados em inglês se caracteriza pela vastidão e qualidade. Com relação às pretensões dos estudantes após a conclusão do curso, o que prevalece para um terço deles é procurar emprego na área. Já para 26% dos estudantes, a busca de um curso de pós-graduação na área é preponderante para que consequentemente aumentem as possibilidades de emprego e de um bom salário. Seguindo uma outra tendência, 21% dos estudantes pretendem fazer outro curso de graduação. Esse aspecto se dá basicamente pela falta de identificação com o curso e pela desvalorização da profissão. Sob forma positiva, 56% dos estudantes pretendem de alguma forma seguirem carreira no magistério.

14 Essa análise crítica das perspectivas profissionais dos alunos do Curso de Matemática da UCB nos mostra uma gama de aspectos que incidem diretamente no perfil e na forma como vêem o mercado de trabalho. Dentre esses aspectos estudados estão os sócio-demográficos, econômicos e os de natureza cultural, que vêm influencia os estudantes desde o momento de ingresso no curso. Assim, por se tratar de uma linha de pesquisa não tão investigada no meio acadêmico, este estudo torna-se um precedente e estimulador para que estudantes do meio desenvolvam trabalhos nessa linha, buscando sempre o aperfeiçoamento e um melhor esclarecimento do tema. Concluímos vislumbrando a possibilidade de contribuir no sentido de oferecer subsídios para uma reflexão mais apurada sobre as perspectivas profissionais dos estudantes do Curso de Matemática da UCB, abordando de forma clara suas tendências. Bibliografia: ANASTASE, A; URBINA, S. Testagem Psicológica. 7. ed. Brasília: Artmed, BORGES, P. Sobram vagas. Correio Brasiliense. Brasília. 15 nov BOTELHO, J, M. Os jovens e o mercado de trabalho. Uma analise entre o Brasil e o EUA. INEP. Brasília, jan Disponível em: Acesso em: 28/10/2005. D Ambrosio, U. Da realidade a Ação. 1. ed. São Paulo: Summus, Encontro Nacional de Educação Matemática, 8. São Paulo. A contextualização e a valorização da matemática: representações sociais de alunos do ensino médio FLOR, G; NOBRE, N. Vestibular mais rígido. Correio Brasiliense. Brasília, 18 dez FLORES, M. Pouco estudo, mais vagas. Correio Brasiliense. Brasília, 14 nov INEP. Exame Nacional de Cursos. INEP. Brasília, jun Disponível em: Acesso em: 20 nov INEP. Resultados e tendências da educação superior no Brasil. INEP. Brasília, ago Disponível em: Acesso em: 29 out INEP. MEC estuda solução para falta de professores. Unimonte. Brasília. 29 nov Disponível em: Acesso em 10 out INEP. Educação superior tem 3,9 milhões de estudantes na graduação. INEP. Brasília, 13 out Disponível em: Acesso em: 10 out JUNIOR, J.P.A. Analise crítica da evolução curricular do curso de ciências, habilitação em química do CESI- UEMA. Pesquisa em foco. São Luis, v. 7, n. 10, p , dez KEZEN, S. O ensino de língua estrangeira no Brasil. Faculdade de Direito de Campos. Campos dos Goytacazes, jun Disponível em: < Acesso em: 31 out PAVIANE, J; POZENATO, J.C. A Universidade em debate.. Caxias do Sul: UCS, PELIANO, J.C.P. Números das desigualdades e pobreza no Brasil. Assessoria da Liderança do PT na Câmara dos Deputados. Brasília, 18 ago Disponível em: Acesso em: 1 nov

15 PENTEADO, W.M.A. Reflexão sobre a informação profissional. Cadernos Puc. São Paulo, n. 3, p , mar Pires, C.M.C. Novos desafios para os cursos de licenciatura em Matemática. Revista SBEM, São Paulo, ano 07, n. 8, p , jun SALA DE IMPRENSA. Cresce presença das mulheres em todos os níveis de ensino. INEP. Brasília, 07 mar Disponível em: Acesso em: 29 out SCHWARTZMAN, S. Ciências Sociais. Ensino e Pesquisa na graduação. São Paulo: JC, Secretaria de estado de gestão administrativa. Concurso-especialista em educação. SGA. Brasília. Jun Disponível em: Acesso em: 22 nov UFBA. Perfil sócio-econômico dos candidatos inscritos e classificados no concurso vestibular da UFBA 2001/2004. UFBA. Brasília, ago Disponível em: Acesso em: 28 out

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