MANGARATIBA/RJ PLANO MUNICPAL DO SERVIÇO PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO RELATÓRIO BASE PARA CONSULTA PÚBLICA

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1 MANGARATIBA/RJ PLANO MUNICPAL DO SERVIÇO PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO RELATÓRIO BASE PARA CONSULTA PÚBLICA (Outubro/13) versão 1 PÁG - 1

2 INTRODUÇÃO O presente documento é parte do Plano de Saneamento Básico do Município de Mangaratiba/RJ, em atendimento ao parágrafo 5º do artigo 19 da Lei Federal de 5 de janeiro de 2007, referindo-se exclusivamente ao serviço público de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Têm como objetivo apresentar a situação institucional dos serviços e o diagnostico dos sistemas de água e esgoto; propor as diretrizes quanto às soluções técnicas, definir o Plano de Metas e, por consequência, o Plano de Investimentos nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário para o atendimento à demanda futura de serviços nos próximos 30 (trinta) anos; propor o modelo institucional de gestão e apresentar avaliação da viabilidade econômico-financeira. Foram seguidas as diretrizes do Plano Diretor do Município, Plano de Recursos Hídricos do Estado RJ [4], do Plano da Bacia Hidrográfica da Baía de Sepetiba [3], obedecidos os compromissos do Contrato de Programa já assinado com a CEDAE, sendo utilizada como fonte de dados o SNIS e bibliografia citada. De acordo com a Lei de Política Nacional de Saneamento (Lei /07) o presente Plano Municipal de Saneamento Básico deve ser divulgado através de audiência pública, colocado em consulta público para receber sugestões, bem como ser revisto a cada 4 (quatro) anos. PÁG - 2

3 ÍNDICE 1 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO Localização História Relevo e Solo Clima Recursos Hídricos Estrutura Urbana e População Projeções da População e Domicílios Renda Domiciliar e Indicadores Sociais Economia Infraestrutura 2 - DIAGNÓSTICO TÉCNICO Sistema de Abastecimento de Água Sistema de Esgotamento Sanitário 3 - PLANO DE METAS Níveis de Atendimento Critérios de Serviço Adequado Indicadores de Serviço Adequado Plano de Metas 4 - DIRETRIZES PARA PLANO DIRETOR DE ÁGUA E ESGOTO Projeção do Sistema de Água e Esgoto Diretrizes para o Sistema de Água e Esgoto 5 - PLANO DE INVESTIMENTOS Investimentos no Sistema de Água Investimentos no Sistema de Esgoto, Hidrometria e Comercial 6 - MARCO REGULATÓRIO Arranjo Institucional Regulação 7 - ANÁLISE DE VIABILIDADE Viabilidade do Serviço de Abastecimento de Água Viabilidade do Serviço de Esgotamento Sanitário Obras sob a Responsabilidade do Município 8 - MATRIZ DE RISCOS Riscos de Receita Riscos de Investimentos (CAPEX) Riscos de Operação e Manutenção (OPEX) 9 - DEMAIS ASSUNTOS RELACIONADOS Ações de Emergências e Contingências Mecanismos de Acompanhamento e Avaliação 10 - BIBLIOGRAFIA E GLOSÁRIO 86 Anexo 1 Convênio e Contrato de Programa Anexo 2 Minuta de Contrato de Interdependência PÁG - 3

4 1 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO LOCALIZAÇÃO Mangaratiba faz parte da região denominada Costa Verde, litoral sul do Estado do Rio de Janeiro 1, fazendo limite com Rio Claro (ao Norte), Itaguaí (a Leste) e Angra dos Reis (a Oeste). O Município dista 85 km da capital do Estado, tendo como principal acesso rodoviário a BR 101 Rio/Santos que corta todo seu litoral, havendo ainda um acesso secundário pela Rodovia RJ-149 (Mangaratiba/ Rio Claro). O Município tem 40 km de litoral, com área urbana fragmentada, composta pela Sede e outros 5 distritos, conforme mapa abaixo. Além dos distritos, há ainda cinco áreas que merecem destaque (em amarelo no mapa), a saber: povoado junto às margens do Rio Sahy; o bairro de Ibicuí junto à sede; e três condomínios (Barra do Sahy, Praia de São Braz e Praia do Sítio Bom). Fonte: [1]: 1 Localização na Latitude Sul 22 57' 36"; Longitude Oeste 44 02' 27" PÁG - 4

5 1.2 - HISTÓRIA Mangaratiba é um topônimo indígena indicando região com abundância (Tiba) de banana (mangara). A ocupação da região é antiga, desde a época das capitanias hereditárias (Capitania do Rio de Janeiro), cedida a Martim Afonso de Sousa. O primeiro aldeamento ocorreu em 1620, com os jesuítas, na Ilha de Marambaia e na Praia da Ingaíba. As ferrenhas guerras com os índios tamoios e as melhores condições climáticas e topográficas induziram ao abandono do primeiro aldeamento e a transferência da população para a região da atual sede de Mangaratiba. Freguesia desde 1764, sob a denominação de "Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba" passa à categoria de vila em 1831, vinculada ao município de Itaguaí. A caraterística de seu litoral torna a vila um dos principais portos de acesso ao Rio de Janeiro e de exportação de café oriundo do vale do Paraíba. Esta atividade econômica exigiu a abertura em 1857 da estrada Imperial (Mangaratiba - São João Marcos, atual RJ 149), considerada por alguns como a primeira estrada de rodagem do Brasil. A Estrada Imperial aumentou a importância da vila, catalisou sua urbanização e consolidou uma aristocracia local 2. Contudo, este período de alta importância econômica não durou muito. A proibição do tráfego escravo e a construção da estrada de ferro Rio/São Paulo (1870) tirou Mangaratiba da rota da logística da época, desarticulando totalmente a economia local e dando inicio a uma severa decadência, com os portos desertos e edificações abandonadas. A decadência durou até 1914, quando foi concluído o ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil que integrou o município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Desta época em diante o Município passou a ter uma economia agrícola ainda incipiente (basicamente banana) e, dado o acesso ferroviário, passou a ser alvo de residências de veraneio. Na década de 1940, foram criados grandes loteamentos na orla marítima, como Muriqui, Praia do Saco, Itacuruçá etc. 2 Destacam-se o Comendador Joaquim José de Sousa Breves, e o tenente coronel Luís Fernandes Monteiro (Barão do Saí) PÁG - 5

6 Esta tendência foi ampliada na década de 70 com a construção da rodovia Rio- Santos (BR 101), quando ocorre grande valorização do solo urbano e na orla do litoral. Por outro lado, a expansão econômica na região oeste do Rio (Sta. Cruz e C. Grande) e no Município de Itaguaí, iniciado a partir da década de 80, acabaram por trazer uma migração para Mangaratiba, que criou uma base para sua população permanente. Uma parte desta se volta ao comércio local e as atividades de turismo; a outra parte usa o Município como cidade dormitório para as empresas lotadas na área oeste da RMRJ. Na década de 90 foi implantado o Porto de minério na Ilha Guaíba, aproveitando-se do antigo ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil., para escoamento do minério de ferro de Minas Gerais. O crescimento populacional impulsionado pela migração de trabalhadores, a partir da década de 80, é comprovado pelas taxas de crescimento apresentadas abaixo. Mangaratiba é hoje, ainda, um município turístico, com mais de 50% de seus domicílios de uso ocasional, possuindo grandes condomínios e alguns hotéis e resorts de luxo, e um incipiente comércio local. Praticamente todas as suas áreas planas disponíveis já encontram se loteadas ou estão comprometidas com a ocupação urbana. Desta forma pode-se dizer que as áreas urbanas são recentes, com sistema viário e infraestrutura de água e esgoto relativamente recentes. As áreas nobres são PÁG - 6

7 ocupadas por imóveis de veraneio. A periferia das áreas urbanas, já subindo os morros que tem conseguido limita-las, é ocupada pela população local permanente de menor renda. A ocupação é ordenada, mesmo próxima aos morros. PÁG - 7

8 1.3 - RELEVO E SOLO O município tem áreas com as caraterísticas da baixada fluminense (altitude média de 20 m) e áreas de serra (Serra do Mar). As áreas planas onde se situam basicamente todas as áreas urbanas (exceto Conceição do Jacareí), já estão ocupadas, e as poucas áreas planas remanescentes tem elevado valor, induzindo a uma ocupação de baixa densidade. A cobertura vegetal ainda é ampla, sendo o Município praticamente todo englobado numa APA. Os solos nas áreas planas são arenosos e com nível freático alto. Desta forma, apesar do baixo risco de ocorrência de rocha, exigem maior volume de escavação, escoramento e esgotamento de valas, o que encarece as obras, especialmente as de esgotamento sanitário. Por sua vez, o relevo de serra em Conceição do Jacareí apesar de facilitar o escoamento dos efluentes implica num solo com maior risco de ocorrência de rocha. Portanto, o solo em toda a região é um fator de aumento de custo para os sistemas de esgotamento sanitário. PÁG - 8

9 1.4 - CLIMA O clima na região é o Tropical Equatorial, Quente Úmido, com 1 a 3 meses secos [9]. No verão o calor e a umidade são elevados e a região é sujeita a fortes chuvas. No inverno todos os parâmetros se reduzem (umidade, temperatura e pluviometria), especialmente entre os meses de junho a agosto. Apesar da temperatura no município ser amenizada pela brisa marítima e a proximidade da Mata Atlântica, o clima quente e úmido tende a aumentar o consumo de água e, consequentemente, a demanda sobre o serviço de A&E. O índice pluviométrico nas áreas urbanas é alto (2.000 mm/ano), com alta concentração no verão, especialmente em dezembro/janeiro, com chuvas torrenciais, sendo comum o alagamento de áreas baixas. Fonte: [2] PÁG - 9

10 Esta caraterística climática é praticamente uniforme em todo o litoral onde se encontram a maioria das zonas urbanas, conforme mapa abaixo. PÁG - 10

11 1.5 RECURSOS HÍDRICOS Mananciais de Superfície A proximidade da Serra do Mar implica em inúmeras pequenas bacias hidrográficas independentes que desembocam no mar. A maioria destas bacias é de serra, com água de ótima qualidade. As bacias de interesse e suas respectivas vazões são indicadas no mapa abaixo. Os principais problemas são de volume de água disponível para os Distritos de Muriqui e Itacuruçá, em razão das pequenas áreas das bacias que os abastecem (Rio Prata e Cachoeira). SACO SAHY PRATA CACHOEIRA JACAREÍ Rio Área Vazão (L/s) Abastecimento km2 Q7/10 Q95 Rio Saco 45, Sede e S.Piloto Rio Jacarei 13, Conceição do Jacareí Rio Prata 6, Muriqui e Praia Grande Rio Cachoeira 8, Itacuruça Rio Sahy 18, Cond. Barra do Sahy PÁG - 11

12 Manancial Subterrâneo Observa-se pelo mapa abaixo que o manancial subterrâneo na região é de baixo potencial hídrico e, nas áreas planas, junto ao mar, a qualidade das águas subterrâneas é um problema maior do que a quantidade [7]. Deste modo, a alternativa de captação subterrânea foi considerada para fins de abastecimento público apenas no caso do Distrito da Serra do Piloto (região de Serra/planalto) e do povoado as margens do Rio Sahy, ambos de pequeno porte. Fonte [7]: Potencialidade de Águas Subterrâneas no Estado do Rio de Janeiro (CAPUCCI 1998) PÁG - 12

13 1.6 - ESTRUTURA URBANA E POPULAÇÃO A população permanente em 2010 era de 37 mil hab (88% urbana), contudo estima-se que na época de temporadas a população total ultrapasse a 100 mil habitantes. Conforme censo/10 existe no município 32 mil domicílios, dos quais apenas 36% tem ocupação permanente, 56% são temporários e 8% vagos. Os principais núcleos urbanos são a sede (Mangaratiba) e Muriqui, que juntas respondem por 70% dos domicílios. População (hab) Domicílios Local Perman Flutuante Total Total Tx Ocup. Vagos (mil hab) (mil hab) (mil hab) (mil Unid) (%) (%) Itacuruça 5,8 11,9 17,7 5,3 37% 7% Muriquí 9,2 25,6 34,8 10,1 30% 6% Praia Grande 1,0 2,8 3,9 1,1 30% 6% Mangaratiba (Sede) 16,3 20,1 36,4 11,3 46% 10% Conceição do Jacareí 4,1 8,3 12,4 3,6 35% 8% Serra do Piloto 0,3-0,3 0,1 nd nd Total ,6 37% 8% Fonte: Censo/10 - IBGE Ressalta-se a característica turística do município, com alta procura na época de temporada, que implica em duas a três vezes a demanda de água das demais épocas do ano. A quantidade de domicílios vagos é normal, igual à média do Estado, domicílios estes que não terão consumo, apesar de entrarem na base de faturamento pelo consumo mínimo. PÁG - 13

14 A Sede engloba Mangaratiba, Ibicuí e Praia do Saco, detendo 50% da população permanente. Os dois primeiros ficam em área de relevo íngreme aproveitando pequenas enseadas e tem caraterística de turismo. A área da praia do Saco é uma área de expansão urbana, dispondo ainda de áreas planas para ampliação. Mangaratiba Ibicuí Foto: Sede (Mangaratiba e Ibicuí) Foto: Sede (Praia do Saco) PÁG - 14

15 Os distritos de Praia Grande e Muriqui ficam a leste da Sede (10 km). Muriqui tem porte que rivaliza com a Sede e apresenta a maior taxa de crescimento, com clara verticalização, tendência que deve continuar, pois já está totalmente ocupado. Praia Grande é de pequeno porte, mas tem uma área grande de expansão, na qual se desenvolve o projeto imobiliário Barra do Sahy, resort de alto padrão. Foto: Distrito de Muriqui Foto: Distrito de Praia Grande PÁG - 15

16 Os distritos de Itacuruçá e Conceição de Jacareí fazem as divisas com Itaguaí e Angra dos Reis respectivamente (a 20 km da Sede). Itacuruçá é o principal ponto turístico, pelas marinas existentes e as belezas naturais; tem apresentado o menor crescimento pela maior valorização urbana, contudo, a proximidade do Arco Metropolitano tende a alterar esta situação. Conceição do Jacareí é de porte médio, também turística, sendo importante ponto de logística para a Ilha Grande. Itacuruçá Divisa com Angra dos Reis Conceição do Jacareí Foto: Distritos Itacuruçá (acima) e Conceição do Jacareí (abaixo) PÁG - 16

17 O distrito de Serra do Piloto fica na Serra, próximo à divisa com Rio Claro. É de pequeno porte e tende a permanecer desta forma. Foto: Distrito Serra do Piloto Conforme já exposto, o Mangaratiba tem apresentado nas ultimas três décadas altas taxas de crescimento populacional, acima de 3,5%aa, em razão da expansão econômica da área oeste da RMRJ. Esta tendência deve permanecer em razão da implantação do Arco Metropolitano e indústrias em Itaguaí PÁG - 17

18 Outra característica urbana importante é a tendência de queda da taxa de ocupação domiciliar (hab/dom). Este fato ocorre em todos os municípios brasileiros, em razão da diminuição das famílias, e significa maior expansão urbana para o mesmo crescimento populacional. PÁG - 18

19 1.7 - PROJEÇÕES DA POPULAÇÃO E DOMICÍLIOS O crescimento populacional tende a ser influenciado pela proximidade do anel rodoviário, tendendo a uma conurbação com Itaguaí. Esta condição peculiar permite admitir a manutenção da atual taxa de crescimento (3,5% aa) para a próxima década, com posterior redução gradual, projetando-se 175 mil habitantes ao final do Plano, dos quais 90 mil serão permanentes 3. Os domicílios montam a 33 mil (4,3% dos quais Não Residenciais - NR), projetando-se 61 mil ao final do Plano, em razão da redução natural da taxa de ocupação domiciliar (hab/dom), conforme cronograma exposto na sequência. Esta projeção populacional difere de outros estudos já desenvolvidos (vide [2], [3] e [4]) em razão de que se basear em dados do ultimo Censo (2010) bem como admitir a população flutuante. 3 A população flutuante foi considerada constante (80 a 90 mil hab) ao longo do horizonte do projeto PÁG - 19

20 Projeção da População e Domicílios em Mangaratiba Projeção da População Unid ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO TOTAL E URBANA DO MUNICÍPIO Taxa de Crescimento Populacional % aa 3,69% 3,62% 3,55% 3,48% 3,42% 3,35% 3,28% 3,22% 3,15% 3,08% 3,01% 2,95% 2,88% 2,81% 2,74% 2,68% Pop. de Crescimento Vegetativo mil hab Pop. de Crescimento Específico mil hab População Total Permanente mil hab Taxa de urbanização % Pop 88% 89% 89% 89% 90% 90% 90% 91% 91% 91% 92% 92% 92% 93% 93% 93% População Urbana Permanente Pop. Flutuante População Urbana Total (Perm+Flut) mil hab ESTIMATIVA DE DOMICÍLIOS URBANOS. Taxa Ocupação Urbana permanentehab/dom 3,09 3,05 3,02 2,99 2,96 2,93 2,90 2,88 2,85 2,82 2,79 2,76 2,73 2,71 2,68 2,65 Domicílios residenciais Ocupados mil Dom Tx de Utilização % Dom Perm 37% 38% 39% 39% 40% 41% 42% 43% 44% 44% 45% 46% 47% 48% 49% 49% Índice de Domic. Pop Flutuante % Dom Perm 54% 53% 52% 52% 51% 50% 49% 48% 48% 47% 46% 45% 44% 44% 43% 42% Domicílios residenciais Vagos mil Dom 19,8 20,1 20,3 20,6 20,9 21,1 21,4 21,6 21,8 22,0 22,2 22,4 22,6 22,8 23,0 23,1 Domicílios Resid. Totais mil Dom Taxa de Não Residencial (NR) Eco NR/Res 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% Domicilios Não Residenciais (NR) mil Dom 1,4 1,4 1,5 1,5 1,6 1,6 1,7 1,7 1,7 1,8 1,8 1,9 1,9 2,0 2,0 2,1 Domicicílios Urbanos Totais (R+NR) mil Eco PÁG - 20

21 Projeção da População e Domicílios em Mangaratiba (Continuação) Projeção da População Unid ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO TOTAL E URBANA DO MUNICÍPIO Taxa de Crescimento Populacional % aa 2,61% 2,54% 2,47% 2,41% 2,34% 2,27% 2,20% 2,14% 2,07% 2,00% 1,93% 1,87% 1,80% 1,73% 1,67% Pop. de Crescimento Vegetativo mil hab Pop. de Crescimento Específico mil hab População Total Permanente mil hab Taxa de urbanização % Pop 94% 94% 94% 94% 95% 95% 95% 96% 96% 96% 97% 97% 97% 98% 98% População Urbana Permanente Pop. Flutuante População Urbana Total (Perm+Flut) mil hab ESTIMATIVA DE DOMICÍLIOS URBANOS. Taxa Ocupação Urbana permanentehab/dom 2,63 2,60 2,57 2,55 2,52 2,50 2,47 2,45 2,42 2,40 2,40 2,40 2,40 2,40 2,40 Domicílios residenciais Ocupados mil Dom Tx de Utilização % Dom Perm 50% 51% 52% 53% 54% 54% 55% 56% 57% 58% 59% 59% 60% 61% 62% Índice de Domic. Pop Flutuante % Dom Perm 41% 40% 40% 39% 38% 37% 36% 36% 35% 34% 33% 32% 32% 31% 30% Domicílios residenciais Vagos mil Dom 23,3 23,4 23,5 23,6 23,6 23,7 23,7 23,7 23,7 23,7 23,4 23,1 22,8 22,5 22,1 Domicílios Resid. Totais mil Dom Taxa de Não Residencial (NR) Eco NR/Res 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% 4,3% Domicilios Não Residenciais (NR) mil Dom 2,1 2,1 2,2 2,2 2,3 2,3 2,4 2,4 2,5 2,5 2,5 2,6 2,6 2,6 2,6 Domicicílios Urbanos Totais (R+NR) mil Eco As premissas desta projeção são apresentadas na sequência. PÁG - 21

22 PREMISSAS DA PROJEÇÃO DA POPULAÇÃO E DOMICÍLIOS (FOLHA 1/2) PREMISSAS DA PROJEÇÃO DA POPULAÇÃO E DOMICÍLIOS Item Premissa Justificativa Taxa de Crescimento Populacional (crescimento vegetativo) Crescimento Populacional Específico Decrescente de 3,7%aa para 1,8%aa. Não admitido Taxa inicial igual ao período 2000/10 (Censo 2010), justificando a queda como um fato que acorre nos Municípios, bem como em todo o Brasil. A projeção de queda desta taxa já considera a conurbação com Itaguaí, devido a atração prevista pelo Arco Metropolitano. Pouco provável o aparecimento de um empreendimento isolado que possa afetar a taxa de crescimento, em razão do porte da cidade e de suas características urbanas e de turismo. Taxa de urbanização Crescendo de 88% para 98% ao longo do projeto Taxa atual conforme Censo/10. Projeção de aumento devido a tendência dos municípios de criar áreas urbanas nos distritos rurais ou condomínios. População Permanente (Total e Urbana) População Flutuante Crescimento dos atuais 41 mil hab (36 mil urbanos) para 89 mil hab (87 mil urbanos) no fim do projeto. Se mantem no patamar atual de 85 a 90 mil hab, ao longo do projeto. População atual baseada no Censo/10. População futura com base na taxa de crescimento acima definida, considerando ainda o crescimento populacional específico e a taxa de urbanização. População flutuante estimada com base numa taxa de 5 hab/domic, para cada imóvel de uso ocasional, conforme Censo/10. Foi mantida constante em razão da tendência de migração de população permanente atraída pelo Arco Metropolitano. População Urbana Total Crescimento dos atuais 120 mil hab. para 175 mil habitantes no fim do projeto. População Urbana Permanente acrescida da População Flutuante. PÁG - 22

23 PREMISSAS DA PROJEÇÃO DA POPULAÇÃO E DOMICÍLIOS (FOLHA 2/2) PREMISSAS DA PROJEÇÃO DA POPULAÇÃO E DOMICÍLIOS Item Premissa Justificativa Taxa de Utilização dos Domicílios Aumento de 37 para 62% ao longo do projeto. Taxa atual conforme Censo/10. Projeção de crescimento da taxa devido a conurbação com Itaguaí e pouco espaço para expansão urbana e de áreas de turismo. Taxa de Ocupação Domic. Permanentes Decrescente de 3,01 para 2,40 hab/domic, no fim do Plano Taxa atual conforme Censo/10. Tendência de declínio da Tx de Ocup é geral no Brasil, em razão da diminuição das famílias. Domicílios Não Residenciais (NR) Domicílios Totais Admitida a taxa constante de 4,3% dos domicílios totais. Crescendo de 33 para 61 mil domicílios no fim do Plano. Taxa atual conforme cadastro de consumidores de energia (AMPLA/10). Calculado com base na taxa de Ocupação, no índice de utilização de domicílios e no índice de NR. Tem maior crescimento que a população devido a queda da taxa de ocupação. PÁG - 23

24 1.8 - RENDA DOMICILIAR E INDICADORES SOCIAIS A renda mensal domiciliar média é de R$ 2,5 mil (4,0 SM), próxima à média do Estado (R$ 2,6 mil). Contudo, considerando os domicílios de temporada, estima-se uma renda domiciliar 50% maior, da ordem de R$ 6,9 mil/mês (6,2 SM), o que permite prever uma maior disposição a pagar pelos serviços. O programa Bolsa Família atende a 1,6 mil famílias, ou seja, 7% do total de domicílios de Mangaratiba. O Censo/10 registra no município 16 áreas urbanas classificadas como subnormais, englobando 2,8 mil domicílios, equivalentes a 11% do total de domicílios do Município. Observa-se, portanto que nem todos os que moram em áreas subnormais se enquadram em programas de subsídio social. Estas áreas apesar de não regularizadas tem nível de atendimento de serviços semelhantes às áreas urbanizadas, conforme quadro abaixo, no qual ressaltamos o nível de regularidade da ligação atingida pelo serviço de energia elétrica. Serviço Geral Áreas de favela Atendidos Atendidos Regular Água 62% 58% nd Esgoto 25% 25% 0% Energia 100% 100% 93% Fonte: IBGE Censo 2010 PÁG - 24

25 A taxa de mortalidade infantil é de 14,4/mil nascidos vivos, compatível com a média do Estado (13,9/mil nascidos vivos), e gráfico abaixo demonstra uma tendência de contínua melhora deste indicador, apesar do histórico de altas variações anuais. Fonte: CEPERJ O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 4 está em 0,75 (próximo à média do Estado), nível este considerado bom, com destaque para o quesito longevidade. Observa-se que houve evolução neste indicador, a qual acompanhou a evolução média do Estado. Item Mangaratiba Rio de Janeiro Geral 0,64 0,75 0,66 0,76 Renda 0,71 0,75 0,75 0,78 Longevidade 0,74 0,85 0,74 0,84 Educação 0,51 0,68 0,53 0,68 Fonte: PNUD 4 Indicador que mede o desenvolvimento humano com base nos quesitos de educação, longevidade e renda, variando de 0 (zero) a 1 (um) em escala crescente com o nível de desenvolvimento, sendo classificados como nível baixo aqueles com IDH abaixo de 0,5, nível alto aqueles com IDH acima de 0,8. PÁG - 25

26 1.9 - ECONOMIA Segundo o IBGE o Produto Interno Bruto (PIB) do município em 2010 foi de R$ 940 milhões representando um per capita de R$ 25,9 mil/hab.ano, alto em relação à média do Estado de Rio de Janeiro. A base da economia do município é o turismo, com importantes Resorts e Marinas. O nível industrial é baixo destacando-se apenas o terminal portuário para minério na Ilha Guaíba. A participação da agricultura é praticamente nula na economia do Município. A Receita anual do Município é de 150 MR$, com alta dependência Federal/ Estadual (69%) e orçamento de investimentos de apenas 11 MR$/ano. As perspectivas econômicas do Município não podem ser projetadas sem uma análise do cenário da área oeste da região metropolitana do Rio de Janeiro. Esta região tem recebidos investimentos pesados em todos os setores (Arco Rodoviário, TKCSA, Porto de Sepetiba, etc.), em razão de um maior entrosamento político com o Governo Federal, da criação de riqueza decorrente do petróleo e de eventos internacionais como o Mundial de Futebol PÁG - 26

27 (2014) e as Olimpíadas (2016). O Município certamente participará da distribuição desta riqueza, contudo, não deverá ser na forma de novas indústrias, e sim na valorização imobiliária e redução da informalidade da mão de obra, com consequente aumento da renda média da população local. Terminal Ferroviário e Porto na Ilha Guaíba Mangaratiba/RJ [10] PÁG - 27

28 INFRAESTRUTURA Sistema de Transporte: Dada a sua proximidade da Região Metropolita do Rio de Janeiro, o Município pode desfrutar de uma ampla infraestrutura de transporte, sendo: Aeroportos: A Sede de Mangaratiba dista aproximadamente 90 km do aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão) e do aeroporto S. Dumont. Ferrovia: a MRS Logística opera um ramal exclusivo de carga ligando a ferrovia do Aço ao porto da Vale S/A na ilha Guaíba. Barcas: Além de diversas marinas particulares, o Município dispõe de atracadouros que dão apoio a barcas de acesso a Ilha Grande e as demais ilhas, tanto na Sede quanto em Conceição do Jacareí. Rodovias: As principais rodovias são: BR-101 (Rio - Santos) RJ-149 (Mangaratiba Rio Claro) Transporte Coletivo: O Município dispõe de linhas de ônibus e vans locais e intermunicipais, fazendo a ligação com a RMRJ, Angra dos Reis e Volta Redonda. Sistema Viário e Frota do Município: O sistema viário do Município tem uma extensão da ordem de 180 km, a maior parte pavimentada (80%), na sua maioria com bloco de concreto intertravado e pavimento asfáltico prémisturado. A frota total do município é de 6,5 mil veículos, ou seja, há no PÁG - 28

29 Município 26,5 metros de rua para cada veículo, densidade esta considerada baixa. Energia: Não há problemas no fornecimento de energia elétrica, que é distribuída pela concessionária AMPLA. Praticamente todo o sistema de distribuição é aéreo e, considerando que o município não dispõe de gás natural canalizado, pede-se afirmar que praticamente não haverá interferência com o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Drenagem e Resíduos Sólidos: Não há um cadastro técnico confiável do sistema de drenagem. Estima-se que a extensão do mesmo abrange de 15 a 25% das vias do Município, tendo em vista o percentual de domicílios que informa o esgotamento sanitário ligado a algum tipo de rede, em especial o centro de Mangaratiba.. É muito provável que na área onde há rede de coleta de esgoto e não haja rede de drenagem, o sistema de coleta tenha virado sistema misto. Por outro lado, é certo que onde há sistema de drenagem e não há sistema de esgotamento sanitário, o primeiro virou um sistema misto. Apesar de haver sistema de coleta na maioria dos domicílios, há inúmeros locais onde o lixo se acumula pelas mais diversas razões, e que promove uma poluição difusa importante, prejudicando o sistema de drenagem e, futuramente, prejudicará o sistema de coleta de esgotos. Comunicações e Mídia: O Município dispõe de toda a infraestrutura de telefonia ligada à rede da EMBRATEL, possibilitando ligações locais, DDD, DDI, terminais individuais e troncos PABX, além de transmissão de dados e telefonia celular. Todas as principais redes de rádio e televisão e fazem presentes e os jornais de circulação são os tradicionais do Estado do Rio. PÁG - 29

30 2 - DIAGNÓSTICO TÉCNICO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA O sistema de abastecimento de água é composto de quatro sistemas independentes, cada qual vinculado a um determinado núcleo urbano. Basicamente estes sistemas de água são compostos por uma captação de serra (pequena barragem de elevação em concreto), sistema de simples desinfecção sem fluoretação, distribuição por gravidade, sem dispor de volume de reservatórios adequados. FLUXOGRAM SIMPLIFIADO DO SISTEMA DE ÁGUA SISTEMA CONCEIÇÃO DO JACAREÍ Capt na Cota 220; Clorada AAB Rede Conceição do Jacareí SISTEMA DA SEDE Capt Saco (80 L/s) Clorada; Cota 250 5,5km AAB DN200 Reservatório 3x500 Rede Praia do Saco Rede Sede EEAT Rede Ibicui SISTEMA DA MURIQUI / PRAIA GRANDE Cap. Prata (17 L/s) Cota 145; Clorada 3,6 km AAB DN150 3,6 km AAB DN300 Reservatório 500 Rede Muriqui Rede Praia Grande SISTEMA DA ITACURUÇA Capts Santa e Botaf. (5 L/s); Cloradas 3 km AAB DN100 Reservatório 150 Rede Itacuruça PÁG - 30

31 Em termos de quantidade de água disponível, o problema do sistema de água do Município afeta os distritos de Itacuruçá e, especialmente, Muriqui/Praia Grande, conforme pode ser observado no quadro abaixo. Hoje estes bairros captam certamente mais do que o permitido por Lei (50% do Q 7/10 ) 5 e certamente tem problemas de água na época de temporadas. A solução será importar água da sede (sistema do Rio Saco). Pop. Urb. (hab) Demanda (L/s) Capacidade da Bacia Hid. Local % Q7/10 Q95% (mil hab) (mil hab) Pico Pico Perm. (L/s) (L/s) Itacuruça 17,7 36,8 44, Muriquí e Praia Grande 34,8 57,0 87, Mangaratiba (Sede) 36,4 53,9 91, Conceição do Jacareí 12,4 12,3 30, Serra do Piloto 0,3 0,8 0,8 2 2 Total Quanto à qualidade da água o problema do sistema de água é generalizado em termos de turbidez e cor na época das chuvas, tendo em vista que não há sistema de tratamento convencional de água (decantação/filtração) 6. Este problema é mais grave na sede do Município, tendo em vista que o manancial utilizado (Rio Saco) é um rio de planalto com alguma ocupação nas margens, portanto, apesar de oxigenação e autodepuração da água quando ocorre a descida da serra, a suas águas são mais sujeitas ao problema de turbidez e poluição. Vale ressaltar que o sistema também não recebe fluoretação. O Plano Estadual de Recursos Hídricos [3] e o Plano da Baía de Sepetiba [4] indicam um per capita entre 200 e 250 L/hab.dia, e consideram que o Município deve continuar explorando o Rio Saco. 5 Portaria 567/07 SERLA 6 Durante a seca, devido ser manancial de serra, a água captação é cristalina e não apresenta problemas, contudo, na época das chuvas a terra e matéria orgânica carreada para os rios provocam problemas de turbidez e de cor. PÁG - 31

32 A falta de água em todos os distritos é considerada crônica em épocas de temporada, sendo agravada pela deficiência do sistema de reservatórios, dado que os reservatórios existentes no município não passam de 2,2 mil m 3 (a maioria na Sede), muito aquém da necessidade atual (7,3 mil m 3 ) e futura (11,6 mil m 3 ), conforme abaixo. Demanda Pico (L/s) Reservatórios Local (L/s) (L/s) (mil m3) (mil m3) Itacuruça 44,4 91,9 1,3 2,6 Muriquí e Praia Grande 87,1 142,5 2,5 4,1 Mangaratiba (Sede) 91,0 134,6 2,6 3,9 Conceição do Jacareí 30,9 30,8 0,9 0,9 Serra do Piloto 0,8 2,0 0,0 0,1 Total ,3 11,6 O Município tem de 10 a 17 mil domicílios atendidos com água, e praticamente nada de coleta de esgoto. O atendimento não está universalizado, o abastecimento não é regular na área oficialmente atendida, e é eventual nas demais áreas com rede, mas que são consideradas não atendidas. Situação do Saneamento (2010) Serviço IBGE (Censo) SINS/10 (mil Unid) (%) (mil Unid) (%) Água 17,3 62% 10,7 38% Esgoto 7,0 25% 1,5 5% Observar que a divergência entre IBGE e SNIS no caso de água indica o potencial de fraudes no sistema de água da CEDAE. A diferença no caso do esgoto indica o porte do sistema misto que atende parte da Sede do Município. PÁG - 32

33 A distribuição de água é feita basicamente por gravidade, tanto das adutoras das captações quanto dos poucos reservatórios existentes ainda em uso. Estima-se que a rede de rede de distribuição tenha uma extensão entre 70 a 140 km, muito aquém da registrada pela CEDAE no SNIS/11 (350 km). Na sede a rede é antiga, mas a idade média não é elevada (26 anos). Não se sabe a situação do cadastro técnico e, em princípio, os problemas de subdimensionamento não devem ser graves na área oficialmente atendida pela CEDAE (70km), mas é provável que sejam generalizados na área não oficial, expandidas por loteadores e/ou usuários sem controle técnico e cadastral. A perda de água é muito grande (70% do VP), estando mais vinculada à perda aparente (água disponibilizada e não faturada) tendo em vista a baixa abrangência da rede oficial e sua idade média. São necessários investimentos em troca de rede e hidrometria, especialmente para combate as fraudes ( gatos ). Em resumo, o sistema de água apresenta os seguintes problemas: Sistema fragmentado e isolado, sem flexibilidade operacional. Mananciais pequenos, incapazes de atender a demanda local, em especial aos distritos de Itacuruçá e Muriqui/Praia Grande. Baixa capacidade de produção, adução e reservação em todos os sistemas, acarretando crônica falta de água. Problema de qualidade da água na questão de turbidez, em especial na época de chuva, e de falta de fluoretação. Falta de macromedição e, portanto, controle operacional. Reservatórios desativados e sistemas sem nenhuma reservação. Elevada perda de água. Pressões elevadas na rede e ramais direto em sub-adutora. Falta de universalização do atendimento. PÁG - 33

34 Sistema necessitando de recuperação e melhoria em todas as unidades do sistema, urbanização, segurança e acesso em algumas captações e reservatórios. Cavaletes fora do padrão, sem abrigo e localizados dentro do imóvel. Hidrometria não universalizada e desatualizada. Elevado índice de ramais clandestinos, com cultura de gato. Baixa confiabilidade do cadastro técnico. PÁG - 34

35 2.2 - SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Pode-se afirmar que não há esgotamento sanitário. O pouco que existe não recebe manutenção ou é em rede mista. O problema do esgotamento sanitário em Mangaratiba é a questão do custo do sistema em áreas planas e de praia, tendo em vista que: Áreas planas, terreno arenoso com lençol freático alto que exigem maior volume de escavação e tem maior incidência de escoramento e esgotamento de valas; Área de praia, exigindo recalque para transporte e tratamento (maior incidência de energia), maior nível de tratamento e terrenos mais valorizados. PÁG - 35

36 3 - PLANO DE METAS 3.1 Nível de Atendimento O Plano de Metas da CEDAE (anexo IV do Contrato Programa) prevê basicamente que em até 3 (três) anos estejam prontas todas as melhorias nos sistemas de água do município. Apesar de não estar explicitado no quadro de metas do Contrato de programa, entende-se que estas melhorias, obviamente, significam a universalização do atendimento, a regularidade no abastecimento e a garantia da potabilidade da água em qualquer época. Ressaltamos que este entendimento deve ser definido com maior clareza no Contrato de Programa. Por outro lado, considerando que tal fato envolverá novas negociações, o presente planejamento define como proposta para a universalização do abastecimento de água, com regularidade e qualidade em qualquer época até o final do quinto ano do contrato, meta esta a ser definida em aditivo ao Contrato de Programa, com meta intermediária de 80% de atendimento até o final do terceiro ano. Uma vez atendida com água de forma regular, a universalização do serviço de esgotamento sanitário será exigido no prazo de até 5 (cinco) anos (com meta intermediária de 40 a 50% no terceiro ano), com rede separadora absoluta abrangendo 80% do sistema viário, tratamento de 100% dos esgotos coletados e do lodo de fossa onde o sistema de coleta não conseguir abranger. PÁG - 36

37 3.2 - Critérios de Serviço Adequado O Plano de Metas visa definir o nível de qualidade do serviço prestado ao longo do tempo, sendo essencial para o planejamento do sistema (Plano Diretor) e para a fiscalização dos serviços. O Plano de Metas será definido por indicadores de serviços, com base nos parâmetros definidores do serviço adequado quanto às condições de continuidade, generalidade, regularidade, atualidade, eficiência, segurança e cortesia (lei 8987/95). O critério de continuidade pressupõe que o serviço público deve ser prestado de forma contínua e que toda e qualquer descontinuidade da atividade, total ou parcial, deve ser registrada e notificada pelo Prestador à fiscalização e ao órgão de Vigilância Sanitária, respeitadas as disposições regulamentadas relativas à suspensão do serviço. A condição de generalidade pressupõe a disponibilidade do serviço público de abastecimento de água e esgotamento sanitário a toda os domicílios urbanos, sendo avaliado pelos Indicadores de Atendimento com Água (IAA) e com Esgotos (IAE). A condição de regularidade pressupõe a garantia do fornecimento de água ininterrupto na quantidade necessária, bem como coleta e afastamento de esgoto sem extravasamento ou refluxo, sendo avaliada pelos Indicadores de Regularidade da Água (IRA) e do Esgoto (IRE). A condição de atualidade pressupõe na garantia de que a capacidade dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário seja adequada para o atendimento à demanda por serviços. Será avaliada pelo Índice de PÁG - 37

38 Hidrometria (IH), bem como pelas seguintes condições do sistema de água e tratamento de esgotos: a) Sistema de produção de água com capacidade instalada que atenda a demanda projetada para o quinquênio seguinte, demanda esta calculada pelo consumo médio 200 L/hab.dia, considerando a população flutuante e acrescida das perdas físicas no sistema de distribuição, conforme metas estabelecidas. b) Volume de reservação em cada sistema igual à no mínimo 1/3 da demanda média diária no dia de maior consumo (K=1,2). c) Garantia de tratamento de esgotos, para atender a demanda resultante de um atendimento a 80% da população, admitindo um coeficiente de retorno de 0,8 e um índice de infiltração de 0,2 (l/s)/km. A condição de eficiência pressupõe prestar o serviço público adequado com o menor dispêndio de recursos ambientais possíveis, sendo avaliada pelo Índice de Perdas de Água (IPA) e Índice de Tratamento de Esgotos (ITE). A condição de segurança pressupõe a garantia da segurança patrimonial dos bens que compõem o sistema público de abastecimento de água e esgotamento sanitário, bem como da segurança de funcionários e terceiros, devendo o Prestador fazer a cobertura por seguro dos bens do sistema público de água e/ou esgoto sob sua responsabilidade, bem como realizar suas atividades atendendo as recomendações e exigências das normas relativas à segurança do trabalho, condições que serão avaliadas periodicamente pela fiscalização. A condição de cortesia no atendimento ao usuário pressupõe um atendimento ágil e objetivo na solução do problema do usuário (solicitação ou reclamação), PÁG - 38

39 com cortesia e mínimo tempo de espera, sendo avaliada através do Indicador de Eficiência no Atendimento (IEA), considerando como prazo máximo para atendimento os especificados no quadro abaixo. SERVIÇO Dias Úteis Água (1) Esgoto Análise da viabilidade da ligação 1 3 Execução, relocação ou substituição de Ramal 5 5 Extensão adicional de rede ou ramal Concerto ou Desobstrução de ramal 2 1 Aferição ou substituição de hidrômetro 2 -- Fornecimento de Água por Pipa e Limpeza de Fossa 1 3 Vistoria de instalação domiciliar 3 3 Aprovação de projeto de loteamento ou conj. habitacional Religação de água cortada 1 -- Obs.: (1) Os prazos acima estabelecidos referentes ao serviço de Água deverão ser objeto de negociação junto a CEDAE, tendo em vista que o Contrato de Programa já foi assinado. Além das condições acima, a Prestador deverá atender a condição de qualidade, seja da água distribuída como do efluente tratado, a qual deverá ser certificada através de laudos de ensaios que acusem o atendimento às normas dos órgãos competentes, na quantidade e periodicidade requeridas pelas mesmas. No caso de avaliação da qualidade (da água distribuída ou efluente tratado) como não conformidade, a causa deverá ser identificada e o Prestador deverá estabelecer em conjunto com os demais agentes envolvidos, o programa de ações para sanar o problema, incluindo nestes, os respectivos prazos e responsabilidades relativas a cada ação. O Prestador deve paralisar a operação do sistema de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário se tal ação for necessária para resguardar a integridade do patrimônio público ou de pessoas, devendo a paralisação ser PÁG - 39

40 registrada e previamente informada à fiscalização e usuários, excetuando-se os casos de emergência o qual deve ser registrado posteriormente com o detalhamento dos motivos justificadores da paralisação Indicadores de Serviço Adequado Os indicadores de serviço adequado são calculados com as fórmulas abaixo: Índice de Atendimento com Água... IAA = L A / L T Índice de Atendimento com Esgoto... IAE = L E / L T Índice de Regularidade na Água... IRA = 1 [Σ (L AI.D I ) / (90.L A )] / 0,98 Índice de Regularidade no Esgoto... IRE = 1 - Σ (L EI.N I ) / (90.L E ) / 0,98 Índice de Hidrometria... IH = (L H / L A ) / 0,99 Índice de Perdas de Água... IPA = (V P -V M ) / V P Índice de Tratamento de Esgoto... ITE = (L ET / L E ) / 0,99 Índice de Eficiência no Atendimento... IEA = [1- X/(90.L A )] / 0,98 Os Significados das variáveis das fórmulas acima são: L A = Total de ligações do Sistema de Água L AI = Total de ligações de água do setor de distribuição i L E = Total de Ligações do sistema de Esgotamento Sanitário L EI = Total de ligações de esgoto da bacia de coleta i L ET = Total de ligações de esgoto cuja coleta seja encaminhada unidade de tratamento L H = Ligações de água hidrometradas ou com dispositivo limitador de consumo L T = Total de imóveis urbanos do município (vide obs 3) D I = Quantidade de eventos de desabastecimento por mais de 6 horas consecutivas ocorridos no setor de distribuição i, nos últimos 3 meses, inclusive repetições. (vide obs 1) PÁG - 40

41 N I = Quantidade de eventos de extravasamentos ocorridos na bacia coletora i nos últimos 3 meses, inclusive repetições. (vide obs 2) V P = Volume produzido nos últimos 3 meses V M = Volume Micromedido nos últimos 3 meses X = Quantidade de eventos que nos últimos 3 meses cujo tempo de espera para atendimento tenha ultrapassado 30 minutos, ou que o prazo para execução do serviço solicitado tenha ultrapassado o prazo máximo definido. Observações: (1) Para fins de cálculo deste indicador serão considerados todos os tipos de causas de falta de água, exceto as devidas à força maior, fato de príncipe ou fato de administração; corte por inadimplência ou infração do usuário; intervenção na rede para manutenção que não ultrapassarem a 6 horas e, paralisação do sistema para garantir a integridade física de bem público. (2) Para fins de cálculo deste indicador serão considerados todos os eventos de refluxo e extravasamento, decorrentes ou não de reclamação de usuário, excetuando aqueles que não sejam imputáveis ao Prestador, referentes a obstrução devido a má utilização pelo usuário (objeto lançado) ou falta/falha de dispositivo da instalação intradomiciliar de responsabilidade do usuário; obstrução devida a quebra de tubulação ou falha na união de ramal com a rede nos casos de ramais e redes que não tenham sido construídas ou recuperadas pelo Prestador; excesso de vazão devido a sub-dimesionamento de redes ou ramais ou a ocorrência de água pluviais nas redes que não tenham sido construídas ou recuperadas pelo Prestador e; causas devido a força maior, intervenção no sistema para manutenção ou para garantir a integridade física do patrimônio público. (3) Consideradas apenas os imóveis situadas no perímetro urbano do município e que estejam edificados, deduzidos os que não foram atendidos devido a falta de interesse comprovada do usuário, ou por razões cobertas por regulamento, ou ainda por estar no prazo especificado para realizar a ligação, conforme tabela de prazos dos serviços complementares. PÁG - 41

42 3.4 - Plano de Metas As metas quantitativas e temporais de atendimento com água e esgoto são expostas no quadro abaixo. As metas contratuais referentes ao serviço de abastecimento de água atendem as definidas no Contrato de Programa com a CEDAE. As metas contratuais referentes ao serviço de esgotamento sanitário são as máximas possíveis de modo a se compatibilizar o máximo de atendimento com esgotos, em razão da evolução das áreas com abastecimento de água regularizado. Indicadores de Serviço Adequado Atual ano 1 ano 3 ano 5 ano 10 ano 20 Índice de Atendimento com Água 40% 80% 100% Índice de Atendimento com Esgoto 0% 50% 80% Índice de Regularidade na Água Nd 80% 100% Índice de Regularidade no Esgoto Nd 75% 100% Índice de Hidrometria 50% 100% Índice de Perdas de Água Nd 30% Índice de Tratamento de Esgoto 0% 100% Índice de Eficiência no Atendimento Nd 50% 100% PÁG - 42

43 4 DIRETRIZES PARA PLANO DIRETOR DE ÁGUA E ESGOTO 4.1 Projeção do Sistema de Água e Esgoto Projeta-se o Sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Mangaratiba para os próximos 30 anos (horizonte do projeto), conforme cronograma abaixo, cujas premissas e parâmetros utilizados constam na sequência do mesmo. Projeção do Sistema Unid Economias Economias Água mil unid 17,2 21,9 26,8 32,0 37,5 38,4 39,4 40,4 41,5 42,5 43,5 44,6 45,7 46,7 47,8 Economias Esgoto mil unid 6,9 12,2 17,8 23,8 30,0 30,7 31,5 32,3 33,2 34,0 34,8 35,7 36,5 37,4 38,2 Ligações Lig. Água (LA) mil unid 11,0 13,5 16,0 18,4 20,8 21,4 21,9 22,5 23,0 23,6 24,2 24,8 25,4 26,0 26,6 Lig. Esgoto (LE) mil unid 4,5 7,6 10,7 13,7 16,6 17,1 17,5 18,0 18,4 18,9 19,3 19,8 20,3 20,8 21,2 Hidrômetros (HD) mil unid 7,2 11,2 16,0 18,4 20,8 21,4 21,9 22,5 23,0 23,6 24,2 24,8 25,4 26,0 26,6 Extensão de Rede Rede de Água km Rede de Esgoto km Capac. Necessária Produção Água L/s Importada L/s Poços ou Serra L/s ETAs L/s Elevatórias hp Reservatórios mil m3 5,7 5,7 5,7 9,8 9,8 9,8 9,8 9,8 11,8 11,8 11,8 11,8 11,8 11,8 13,8 Elevatórias de Esgoto hp Tratamento Esgotos L/s Exportada L/s Própria L/s PÁG - 43

44 Projeção do Sistema de Água e Esgoto - continuação Projeção do Sistema Unid Economias Economias Água mil unid 48,9 50,0 51,1 52,2 53,3 54,4 55,5 56,6 57,7 58,7 59,2 59,7 60,1 60,5 60,9 Economias Esgoto mil unid 39,1 40,0 40,9 41,7 42,6 43,5 44,4 45,3 46,1 47,0 47,4 47,7 48,1 48,4 48,7 Ligações Lig. Água (LA) mil unid 27,2 27,8 28,4 29,0 29,6 30,2 30,8 31,4 32,0 32,6 32,9 33,2 33,4 33,6 33,8 Lig. Esgoto (LE) mil unid 21,7 22,2 22,7 23,2 23,7 24,2 24,7 25,1 25,6 26,1 26,3 26,5 26,7 26,9 27,1 Hidrômetros (HD) mil unid 27,2 27,8 28,4 29,0 29,6 30,2 30,8 31,4 32,0 32,6 32,9 33,2 33,4 33,6 33,8 Extensão de Rede Rede de Água km Rede de Esgoto km Capac. Necessária Produção Água L/s Importada L/s Poços ou Serra L/s ETAs L/s Elevatórias hp Reservatórios mil m3 13,8 13,8 13,8 13,8 15,7 15,7 15,7 15,7 15,7 15,7 17,7 17,7 17,7 17,7 17,7 Elevatórias de Esgoto hp Tratamento Esgotos L/s Exportada L/s Própria L/s PÁG - 44

45 PREMISSAS DA PROJEÇÃO DOS PARÂMETROS DE SIMENSIONAMENTO DO SISTEMA (FOLHA 1/1) PREMISSAS DA PROJEÇÃO DO PLANO DE METAS E PARÂMETROS DE SISTEMA Item Premissa Justificativa Atendimento com Água e Esgoto Universalização da água e Atendimento com Esgoto em 80% em 5 anos. Atendimento atual (39% Água e 5% Esgoto), conforme SNIS. Prazo para universalizar água e esgoto é o necessário pelo porte das obras. Abrangência do Sistema de Água e Esgoto Crescer para 100% a água e 90% a rede de esgoto, nos prazos acima definidos. Idem acima Adesão Água e Esgoto Adesão de 93% na água e de 85% no esgoto. Situação atual conforme SNIS/11. Menor adesão no esgoto devido a menor disposição a pagar. Tratamento de Esgotos Atinge a 100% dos esgotos coletados em 3 anos Necessidade devido a legislação ambiental e o prazo mínimo para implantar ETEs. Hidrometria (abrangência e precisão) Perdas Físicas no Sist. Água Universalizando e recuperando o parque de hidrômetros em 3 anos. Redução dos atuais 30 m3/km.dia para 20 m3/km.dia, no prazo de 10 anos. Não foi admitida influência (aumento) no Volume Faturado devido ao mínimo de 15 m3/mês. Índice atual estimado pelo estudo DAP e pela idade da rede. A meta final (20 m3/km.rede) é considerada viável para rede usada em bom estado de conservação, bem gerenciadas e em cidades de pequeno porte. Infiltração em Sist. Esgoto Constante de 0,2 (L/s)/km. Admitindo rede em PVC, bem conservada e gerenciada. Testada na rede (m/lig) Admitida A&E convergindo para 7,0 m/eco. Dado a inconsistencia dos números do SNIS, os parâmetros atuais foram estimados considerando a extinção do sistema viário e a quantidade de domicílios. A convergência é devido a universalização. Verticalidade (Eco/lig) Aumentando de 1,51 Eco/Lig para 1,8 Eco/lig, no prazo de 10 anos. Dados atuais conforme SNIS/11. A Projeção é devido ao pouca área para expansão urbana. PÁG - 45

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