Dr. Fábio Cabar. Sangramentos genitais da segunda metade da gestação. Sangramentos de Segunda Metade da Gestação. Placenta Prévia.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Dr. Fábio Cabar. Sangramentos genitais da segunda metade da gestação. Sangramentos de Segunda Metade da Gestação. Placenta Prévia."

Transcrição

1 Dr. Fábio Cabar Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP. Residência Médica em Obstetrícia e Ginecologia no Hospital das Clínicas da USP. Foi médico preceptor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP. É Mestre e Doutor em Obstetrícia e Ginecologia pela Universidade de São Paulo e possui o título de especialista em Obstetrícia e Ginecologia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Sangramentos genitais da segunda metade da gestação Dr. Fábio Cabar Sangramentos de Segunda Metade da Gestação Placenta prévia Descolamento prematuro da placenta Rotura uterina Rotura de seio marginal Rotura de vasa prévia CLASSIFICAÇÃO Inserção da placenta no segmento inferior do útero após a 26ª 28ª semana de gestação Incidência 1 : 200 gestações (0,5%) 5 vezes mais freqüente em multíparas Centro total: placenta recobre totalmente colo uterino Centro parcial: placenta recobre parcialmente orifício interno colo uterino Marginal: borda placentária tangencia orifício interno do colo uterino Lateral: placenta no segmento inferior, porém não alcança orifício interno do colo uterino

2 ETIOLOGIA Se o endométrio do corpo uterino está doente lesado, infectado ou pobremente vascularizado o ovo procura atingir zonas sadias, no rumo das porções inferiores do útero FATORES ASSOCIADOS Idade materna avançada (> 35 anos) Multiparidade Cesárea anterior Cicatriz uterina (miomectomia, etc) Curetagens uterina repetidas Gemelaridade Tabagismo QUADRO CLÍNICO Hemorragia genital Indolor, sem causa aparente Vermelho vivo Início e cessar súbitos Episódios repetidos e mais graves Tônus uterino normal DIAGNÓSTICO Clínico Anamnese Antecedentes pessoais/obstétricos Exame físico Especular (obrigatório!) DIAGNÓSTICO Exames subsidiários Ultra sonografia Ressonância nuclear magnética Toque vaginal (cuidado!)

3 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Descolamento prematuro da placenta Rotura uterina Internação CONDUTA FETO PRÉ TERMO Rotura de seio marginal Rotura de vasa prévia Lesões cervicais (pólipos, tumores) Lesões em vagina / vulva Sinais vitais maternos Sangramento genital Vitalidade fetal Corticoterapia (26 34 semanas) Interrupção com 37 semanas CONDUTA FETO TERMO Resolução Via de parto Cesárea (maioria dos casos) Parto vaginal (PP lateral) Amniotomia precoce COMPLICAÇÕES Apresentação anômala (12% pélvicas) Sofrimento fetal Hemorragia 3 e 4 períodos (atonia) Acretismo placentário Mortalidade perinatal Descolamento Prematuro da Placenta Separação abrupta da placenta normalmente inserida em gestação acima de 20 semanas de gestação e antes da expulsão do concepto Incidência 0,5 a 1,0 %

4 ETIOPATOGENIA Causas traumáticas (< 20%) Acidentes automobilísticos Trauma direto abdome (queda, agressão) Manobras obstétricas: versão externa retração uterina intensa (esvaziamento polidrâmnio, nascimento 1 gemelar) ETIOPATOGENIA Causas não traumáticas (> 80%) Síndromes hipertensivas Tumores e malformações uterinas em gestação prévia Trombofilias (adquiridas e hereditárias) Tabagismo e uso de cocaína Rotura prematura de membranas QUADRO CLÍNICO Hemorragia oculta (20%) Coágulo retroplacentário Hemorragia genital (80%) Dor abdominal súbita intensidade variável Hipertonia uterina Dificuldade palpação e ausculta fetais Sofrimento fetal agudo (desacelerações, bradicardia persistente) Hemorragia externa (80%) Bolsa das águas tensa, hemoâmnio DIAGNÓSTICO Essencialmente Clínico!!! Anamnese Antecedentes pessoais/obstétricos Exame físico Aumento progressivo altura uterina DIAGNÓSTICO Exames subsidiários Ultra sonografia (25%) Hematoma retroplacentário Coágulos estômago fetal

5 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Placenta prévia Rotura uterina Rotura de seio marginal Rotura de vasa prévia Lesões cervicais (pólipos, tumores) Lesões em vagina / vulva CONDUTA Medidas Gerais Monitorização materna Oxigênio em máscara Reposição volêmica Exames hemograma, coagulograma, função renal CONDUTA OBSTÉTRICA Feto vivo > 28 semanas PARTO!!! Via mais rápida (Cesárea???) Feto vivo < 28 semanas ou feto morto Avaliar condições clínicas maternas Sem evolução TP após 6 h: cesárea Atenção hemorragia puerperal Útero de Couvelaire Classificação de Sher: Grau 1: Sangramento genital discreto sem hipertonia uterina significativa. Vitalidade fetal preservada. Sem repercussões hemodinâmicas e coagulopatia. Geralmente diagnosticado no pós parto com a identi!cação do coágulo retroplacentário. Grau 2: Sangramento genital moderado e contrações tetânicas. Presença de taquicardia materna e alterações posturais da pressão arterial. Alterações iniciais da coagulação com queda dos níveis de fibrinogênio. Batimentos cardíacos fetais presentes, porém com sinais de comprometimento de vitalidade. Grau 3: Sangramento genital importante com hipertonia uterina. Hipotensão arterial materna e óbito fetal. Grau 3A : Sem coagulopatia instalada. Grau 3B: Com coagulopatia instalada. PP Início Hemorragia Súbito, grave desde o começo Oculta em 20% dos casos, única, dolorosa Insidioso, gravidade progressiva Visível, de repetição, indolor Sangue Escuro Rutilante Sofrimento fetal Grave e precoce Ausente ou tardio Hipertonia Típica Ausente Hipertensão Típica Rara Estado materno Sinais de anemia grave não mantêm relação com as perdas sangüíneas externas Sinais de anemia proporcional às perdas sangüíneas USG Pode ser normal Confirma o diagnóstico

6 Rotura Uterina EPIDEMIOLOGIA Rotura Uterina 0,03 0,08 % gestações 0,3 1,7 % gestantes com cicatriz uterina Cesárea prévia cicatriz mais encontrada Uso inadequado de ocitocina Trauma Rotura Uterina Rotura Uterina FATORES DE RISCO Cirurgia uterina prévia Malformação uterina Hiperdistensão uterina (polidrâmnio, gemelar) Doença trofoblástica gestacional Pressão fundo uterino Acretismo placentário Materna Hemorragia / anemia Rutura vesical Histerectomia Fetal Hipoxia / acidemia MORBIDADE Distúrbio respiratório neonatal Rotura Uterina QUADRO CLÍNICO Rotura Uterina Sinal de Bandl: distensão do segmento inferior com elevação próxima à pube. Sinal de Frommel: retesamento dos ligamentos redondos Sangramento vaginal Dor abdominal Desaparecimento de contrações uterinas Ausência de batimentos cardíacos fetais Diagnóstico clínico Confirmação intra operatória Conduta CESÁREA URGÊNCIA Taquicardia e hipotensão materna

7 Placenta Normal Placenta Normal Placenta discóide, hemocorial, deciduada Placenta Normal Placenta Sucenturiada Inserção Velamentosa Inserção Velamentosa

8 Vasos Prévios Questões Uma gestante de 26 anos, G2P1(C1)A0, em fase ativa do trabalho de parto, é encaminhada para analgesia. Exame obstétrico: toque vaginal = 6cm, esvaecimento = 80%, apresentação = cefálica, occipitodireita posterior, plano 2 de DeLee e bolsa rota. Após 90 minutos, identifica se hipotensão materna acompanhada de bradicardia fetal, e foram repetidos toque com colo dilatado para 8cm, perda do nível da apresentação fetal e discreto sangramento transvaginal. A hipótese diagnóstica e a conduta são: a) discordância no toque vaginal entre os observadores; manter monitorização fetal b) ruptura uterina; cesárea de urgência c) compressão aortocaval; mudança de decúbito e monitorização fetal d) desproporção cefalopélvica; cesárea Uma gestante de 26 anos, G2P1(C1)A0, em fase ativa do trabalho de parto, é encaminhada para analgesia. Exame obstétrico: toque vaginal = 6cm, esvaecimento = 80%, apresentação = cefálica, occipitodireita posterior, plano 2 de DeLee e bolsa rota. Após 90 minutos, identifica se hipotensão materna acompanhada de bradicardia fetal, e foram repetidos toque com colo dilatado para 8cm, perda do nível da apresentação fetal e discreto sangramento transvaginal. A hipótese diagnóstica e a conduta são: a) discordância no toque vaginal entre os observadores; manter monitorização fetal b) ruptura uterina; cesárea de urgência c) compressão aortocaval; mudança de decúbito e monitorização fetal d) desproporção cefalopélvica; cesárea Uma paciente secundigesta, com parto cesárea anterior e idade gestacional de 31 semanas, vem à maternidade referindo sangramento genital enquanto dormia. Ao exame: BEG, descorada (+/4+) e eupneica, PA = 100x70mmHg e FC = 86bpm. Exame obstétrico: altura uterina = 29cm, BCF = 152bpm, ausência de contrações uterinas, presença de sangramento ativo, proveniente do colo uterino, em pequena quantidade. Foi solicitada ultrassonografia, que mostrou feto único, vivo, pélvico, com biometria compatível com 31 semanas, líquido amniótico normal, placenta grau 1, posterior, recobrindo parcialmente o orifício interno do colo. Assinale a alternativa com a hipótese diagnóstica correta, a propedêutica complementar adequada para seguimento e a conduta: a) descolamento de placenta; solicitar hemograma e coagulograma para cesárea de urgência com incisão segmento corpórea b) placenta prévia parcial; solicitar dopplervelocimetria para avaliar acretismo e antecipar o parto com equipe multidisciplinar, após resultado de exame c) placenta prévia; solicitar ressonância magnética para avaliar acretismo e programar o parto com 36 a 37 semanas com cateterização vascular para obliteração do fluxo nas uterinas se confirmado acretismo d) descolamento placentário crônico em placenta de inserção baixa; realizar dopplervelocimetria para acompanhamento do hematoma, antecipação do parto após 48 a 72 horas de ciclo de betametasona e) placenta de inserção baixa; realizar ultrassonografia seriada para avaliar migração placentária e internação para acompanhamento clínico com parto na vigência de sangramento incontrolável.

9 a) descolamento de placenta; solicitar hemograma e coagulograma para cesárea de urgência com incisão segmento corpórea b) placenta prévia parcial; solicitar dopplervelocimetria para avaliar acretismo e antecipar o parto com equipe multidisciplinar, após resultado de exame c) placenta prévia; solicitar ressonância magnética para avaliar acretismo e programar o parto com 36 a 37 semanas com cateterização vascular para obliteração do fluxo nas uterinas se confirmado acretismo d) descolamento placentário crônico em placenta de inserção baixa; realizar dopplervelocimetria para acompanhamento do hematoma, antecipação do parto após 48 a 72 horas de ciclo de betametasona e) placenta de inserção baixa; realizar ultrassonografia seriada para avaliar migração placentária e internação para acompanhamento clínico com parto na vigência de sangramento incontrolável. Assinale em qual das síndromes hemorrágicas a seguir a perda sanguínea é de origem fetal: a) descolamento prematuro da placenta b) placenta prévia c) rotura de seio marginal d) moléstia trofoblástica gestacional parcial e) rotura de vasa prévia Assinale em qual das síndromes hemorrágicas a seguir a perda sanguínea é de origem fetal: a) descolamento prematuro da placenta b) placenta prévia c) rotura de seio marginal d) moléstia trofoblástica gestacional parcial e) rotura de vasa prévia 2014 UERJ Carla, de 38 anos, G3P2, na 35ª semana de gestação, é atendida por queixar se de perda de líquido há 2 horas e dor abdominal intensa. Durante o pré natal, apresentou diagnóstico de polidrâmnio. Ao exame físico, apresenta PA = 140x90mmHg, FU = 34cm, BCF = 152bpm, tônus uterino aumentado, saída de líquido claro pela vagina, mesclado com discreta quantidade de sangue escuro; colo uterino dilatado para 2cm. Considerando a principal hipótese diagnóstica desse caso, o método de escolha para o diagnóstico deve ser: a) dopplerfluxometria b) cardiotocografia c) ultrassonografia d) exame clínico a) dopplerfluxometria b) cardiotocografia c) ultrassonografia d) exame clínico

10 DÚVIDAS Na área restrita do aluno no item Dúvidas

Profa Elaine Christine Dantas Moisés

Profa Elaine Christine Dantas Moisés Seminário: Vitalidade Fetal Profa Elaine Christine Dantas Moisés 1- A cardiotocografia de repouso (basal) é um dos testes mais usados na avaliação fetal anteparto.o principal achado nos fetos perto do

Leia mais

Aula 20 Pré-Natal de Alto Risco IV: Doenças. Prof. Ricardo Mattos UNIG,

Aula 20 Pré-Natal de Alto Risco IV: Doenças. Prof. Ricardo Mattos UNIG, Saúde Integral da Mulher Aula 20 Pré-Natal de Alto Risco IV: Doenças Obstétricas Prof. Ricardo Mattos UNIG, 2009.1 Neoplasia Trofoblástica Gestacional Mola Hidatiforme A freqüência é de 1 caso para cada

Leia mais

Patologias do 3o. e 4o. períodos do parto

Patologias do 3o. e 4o. períodos do parto Patologias do 3o. e 4o. períodos do parto JCP DEQUITAÇÃO + 4o. PERÍODO PARTO períodos ricos acidentes e complicações mortalidade materna Dequitação ou secundamento Três fases Descolamento Descida Expulsão

Leia mais

TRABALHO DE PARTO PREMATURO

TRABALHO DE PARTO PREMATURO MATERNIDADEESCOLA ASSISCHATEAUBRIAND Diretrizes assistenciais TRABALHO DE PARTO PREMATURO MEAC-UFC 1 TRABALHO DE PARTO PREMATURO José Felipe de Santiago Júnior Francisco Edson de Lucena Feitosa 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

ÓBITO FETAL DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA FMABC DISCIPLINA DE OBSTETRÍCIA PROF. TITULAR: MAURO SANCOVSKI

ÓBITO FETAL DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA FMABC DISCIPLINA DE OBSTETRÍCIA PROF. TITULAR: MAURO SANCOVSKI DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA FMABC DISCIPLINA DE OBSTETRÍCIA PROF. TITULAR: MAURO SANCOVSKI ÓBITO FETAL EDUARDO AUGUSTO BROSCO FAMÁ PROFESSOR AFILIADO DO DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCA E GINECOLOGIA

Leia mais

ORGANIZADOR. Página 1 de 7

ORGANIZADOR. Página 1 de 7 RESIDÊNCIA MÉDICA UERJ 07 ULTRASSONOGRAFIA (R) / 0 PROVA DISCURSIVA Página de 7 RESIDÊNCIA MÉDICA UERJ 07 ULTRASSONOGRAFIA (R) / 0 PROVA DISCURSIVA ULTRASSONOGRAFIA ) Mulher de 9 anos, DUM em 8//5, realizou

Leia mais

Imagem da Semana: Partograma

Imagem da Semana: Partograma Imagem da Semana: Partograma Figura 1: Partograma. Enunciado Gestante de 22 anos, primigesta, idade gestacional de 39 semanas (confirmada à ultrassonografia), admitida na maternidade com contrações dolorosas

Leia mais

Descolamento Prematuro de Placenta (DPP)

Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) ARTIGO REVISÃO Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) Anjos, GS 1 ; Beloni, MCL 1 ; Camargos, PVM 1 ; Giostri, PG 1 ; Moura, DV 1 ; Oliveira, PHF 1 ; Ramos, TS 1 ; Romanelli, LR 1 ; Sá, PHP 1 ; Corrêa

Leia mais

AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL

AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL FACIMED CAC0AL FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS - RONDÔNIA DISCIPLINA SAÚDE DA MULHER 7º SEMESTRE AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL CARDITOCOGRAFIA - CTG Objetivos Conhecer as

Leia mais

RESIDÊNCIA MÉDICA 2015 PRÉ-REQUISITO (R4) PROVA ESCRITA

RESIDÊNCIA MÉDICA 2015 PRÉ-REQUISITO (R4) PROVA ESCRITA 1 OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA / ULTRASSONOGRAFIA 1) Secundípara com 26 anos deu à luz por parto vaginal a recém-nascido (RN) a termo que pesou 3.450g. Ambos assintomáticos receberam alta no terceiro dia.

Leia mais

Das condições abaixo, a que constitui indicação absoluta de cesariana é: A Síndrome HELLP é melhor caracterizada pela presença dos seguintes achados:

Das condições abaixo, a que constitui indicação absoluta de cesariana é: A Síndrome HELLP é melhor caracterizada pela presença dos seguintes achados: Questão 01 Das condições abaixo, a que constitui indicação absoluta de cesariana é: A) pré-eclâmpsia com feto vivo B) apresentação pélvica com feto vivo C) placenta prévia total com feto morto D) descolamento

Leia mais

Alex Sandro Rolland de Souza IMIP e UFPE

Alex Sandro Rolland de Souza IMIP e UFPE Alex Sandro Rolland de Souza IMIP e UFPE alexrolland@uol.com.br Sítio de Implantação Inserção Baixa / Placenta Prévia Acretismo Placentário Morfologia Placenta velamentosa / Vasa Prévia Importância Importante

Leia mais

CAPÍTULO 5 CARDIOTOCOGRAFIA. » Repouso ou Basal.» Estimulada: Estímulo Mecânico ou Vibroacústico.» Com Sobrecarga:

CAPÍTULO 5 CARDIOTOCOGRAFIA. » Repouso ou Basal.» Estimulada: Estímulo Mecânico ou Vibroacústico.» Com Sobrecarga: Unidade 6 - Obstetrícia Cardiotocografia CAPÍTULO 5 CARDIOTOCOGRAFIA 1. DEfINIçãO: Registro contínuo e simultâneo da Frequência Cardíaca Fetal, Contratilidade Uterina e Movimentos Fetais, no período anteparto

Leia mais

InDUÇÃO DO TRABALHO DE PARTO

InDUÇÃO DO TRABALHO DE PARTO CAPÍTULO 17 InDUÇÃO DO TRABALHO DE PARTO 1. CONCEITO Consiste em estimular artiicialmente as contrações uterinas coordenadas e efetivas antes de seu início espontâneo, levando ao desencadeamento do trabalho

Leia mais

PROPOSTA PARA PREVENÇÃO DO DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA APÓS ESTUDO DE CINCO SÉRIES DE CASOS

PROPOSTA PARA PREVENÇÃO DO DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA APÓS ESTUDO DE CINCO SÉRIES DE CASOS PROPOSTA PARA PREVENÇÃO DO DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA APÓS ESTUDO DE CINCO SÉRIES DE CASOS VASCONCELLOS, Marcus Jose do Amaral. Docente do Curso de Graduação em Medicina. GAMA, André Cunha. Discente

Leia mais

RESPOSTAS FETAIS AO EXERCÍCIO CIO MATERNO

RESPOSTAS FETAIS AO EXERCÍCIO CIO MATERNO RESPOSTAS FETAIS AO EXERCÍCIO CIO MATERNO NUTRIÇÃO FETAL Fase trofoblástica digestão e fagocitose do endométrio Placenta recobre um sexto da superfície do útero Os nutrientes atravessam as vilosidades

Leia mais

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MATERNA:

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MATERNA: UNIDADE - 01 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MATERNA: MÓDULO 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Reitor Natalino Salgado Filho Vice-Reitor Antonio José Silva Oliveira Pró-Reitoria de Pesquisa

Leia mais

Sumário. 1. Visão geral da enfermagem materna Famílias e comunidades Investigação de saúde do paciente recém nascido...

Sumário. 1. Visão geral da enfermagem materna Famílias e comunidades Investigação de saúde do paciente recém nascido... Sumário Parte I Papéis e relacionamentos 1. Visão geral da enfermagem materna...23 O processo de enfermagem...25 Planejamento familiar...26 Gestação na infância ou na adolescência...26 Gestação após os

Leia mais

PRÉ-REQUISITO R4 ULTRASSONOGRAFIA (402)

PRÉ-REQUISITO R4 ULTRASSONOGRAFIA (402) PRÉ-REQUISITO R ULTRASSONOGRAFIA (0) RESIDÊNCIA MÉDICA (UERJ-FCM) 0 PRÉ-REQUISITO (R) / 0 PROVA ESCRITA OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA ) Gestante com nove semanas de idade gestacional (IG) inicia pré-natal

Leia mais

Tipo Documental ProtocoloAssistencial Título Documento Parto Adequado - Protocolo de Indução de Parto

Tipo Documental ProtocoloAssistencial Título Documento Parto Adequado - Protocolo de Indução de Parto OBJETIVO - POPULAÇÃO ALVO Esse protocolo se destina às pacientes que serão submetidas e indução do trabalho de parto. APLICABILIDADE: CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO CRITÉRIOS DE INCLUSÃO:

Leia mais

O00-O99 CAPÍTULO XV : Gravidez, parto e puerpério O00-O08 Gravidez que termina em aborto O10-O16 Edema, proteinúria e transtornos hipertensivos na gravidez, no parto e no puerpério O20-O29 Outros transtornos

Leia mais

Assistência ao recémnascido. Prof. Luiza Pineda

Assistência ao recémnascido. Prof. Luiza Pineda Assistência ao recémnascido Prof. Luiza Pineda Ao nascimento: - RN é a termo; - Está respirando ou chorando; - Tônus muscular em flexão; - Sem presença de líquido amniótico; - Boa vitalidade - Não necessita

Leia mais

Disciplina: Específica

Disciplina: Específica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Concurso Público para provimento de vagas de cargos Técnico-Administrativos Edital nº 293/2016 Resultado do julgamento dos recursos interpostos contra as questões

Leia mais

INDUÇÃO DO PARTO E FÓRCIPE

INDUÇÃO DO PARTO E FÓRCIPE INDUÇÃO DO PARTO E FÓRCIPE Cuidados de Enfermagem na Sala de Parto receber a parturiente na sala e situá-la; prestar assistência física e emocional; completar os dados do prontuário; rever os cuidados

Leia mais

FORMULÁRIO TERMO DE CONSENTIMENTO OBSTETRÍCIA: PARTO NORMAL OU CESÁREA

FORMULÁRIO TERMO DE CONSENTIMENTO OBSTETRÍCIA: PARTO NORMAL OU CESÁREA FORMULÁRIO Código: FOR DC / SM nº 247 Data Emissão: 27/03/2017 Versão: 001 TERMO DE CONSENTIMENTO OBSTETRÍCIA: PARTO NORMAL OU CESÁREA 1. PACIENTE No. IDENTIDADE ÓRGÃO EXPEDIDOR DATA NASCIMENTO No. PRONTUÁRIO

Leia mais

Curso de Medicina - UNISUL CARDIOTOCOGRAFIA. Aula disponível no site: Rodrigo Dias Nunes

Curso de Medicina - UNISUL CARDIOTOCOGRAFIA. Aula disponível no site:  Rodrigo Dias Nunes CARDIOTOCOGRAFIA Aula disponível no site: www.rodrigodiasnunes.com.br Rodrigo Dias Nunes CARDIOTOCOGRAFIA LINHA DE BASE Média de 5 bpm por um intervalo de 10 minutos, excluindo - Mudanças periódicas -

Leia mais

Ex-Presidente da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia. Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pelo IPTESP UFG

Ex-Presidente da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia. Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pelo IPTESP UFG Ex-Presidente da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pelo IPTESP UFG Professor da Faculdade de Medicina da UFG. Sociedade Goiana de Ginecologia e

Leia mais

TRABALHO DE PARTO PREMATURO

TRABALHO DE PARTO PREMATURO 1 TRABALHO DE PARTO PREMATURO 1 a edição: janeiro/2003 1 a revisão: maio/2004 2 a revisão: setembro/2008 Data prevista para a próxima revisão: setembro/2010 OBJETIVOS Responder adequadamente às complexas

Leia mais

SANGRAMENTO DO TERCEIRO TRIMESTRE Rossana Maria Alves Carlos Augusto Alencar Júnior

SANGRAMENTO DO TERCEIRO TRIMESTRE Rossana Maria Alves Carlos Augusto Alencar Júnior SANGRAMENTO DO TERCEIRO TRIMESTRE Rossana Maria Alves Carlos Augusto Alencar Júnior A hemorragia no terceiro trimestre da gestação é grave ameaça à saúde e vida da mãe e feto. Junto com hipertensão e infecção

Leia mais

TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO INFORMADO PARA PARTO

TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO INFORMADO PARA PARTO 1/5 O objetivo deste Termo de Esclarecimento e Consentimento é esclarecer os procedimentos médicos que ocorrerão por ocasião do seu parto, ressaltando-se que você deverá tirar todas as suas dúvidas com

Leia mais

Curso de Emergências Obstétricas COLAPSO MATERNO

Curso de Emergências Obstétricas COLAPSO MATERNO Curso de Emergências Obstétricas COLAPSO MATERNO ASPECTOS GERAIS Raro mas extremamente grave Vários fatores etiológicos SOBREVIDA FETAL Ressuscitação agressiva SOBREVIDA MATERNA Fator etiológico Ambiente

Leia mais

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado

Leia mais

SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO

SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO ANAMNESE - 1º PASSO SABAA Caracterização da dor abdominal: Evolução (início e duração) Localização Irradiação Intensidade e tipo Agravo Alivio

Leia mais

TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO INFORMADO PARA PARTO

TERMO DE ESCLARECIMENTO E CONSENTIMENTO INFORMADO PARA PARTO 1/7 O objetivo deste Termo de Esclarecimento e Consentimento é esclarecer os procedimentos médicos que ocorrerão por ocasião do seu parto, ressaltando-se que você deverá tirar todas as suas dúvidas com

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA MARIA NUNES DE SOUZA CARTILHA DE ORIENTAÇÃO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA MARIA NUNES DE SOUZA CARTILHA DE ORIENTAÇÃO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA i UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA MARIA NUNES DE SOUZA CARTILHA DE ORIENTAÇÃO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA FLORIANÓPOLIS (SC) 2014 i UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA MARIA NUNES DE

Leia mais

PRODUÇÃO TÉCNICA PROTOCOLO DE PREPARO DE COLO UTERINO PARA INDUÇÃO DO TRABALHO DE PARTO

PRODUÇÃO TÉCNICA PROTOCOLO DE PREPARO DE COLO UTERINO PARA INDUÇÃO DO TRABALHO DE PARTO PRODUÇÃO TÉCNICA DESENVOLVIMENTO DE MATERIAL DIDÁTICO OU INSTITUCIONAL FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU UNESP Programa de Pós Graduação em Medicina Mestrado Profissional Associado à Residência Médica

Leia mais

MODALIDADE ORAL. Ginecologia

MODALIDADE ORAL. Ginecologia Categoria MODALIDADE ORAL Titulo Análise dos eventos adversos pós-vacinais da vacina contra o hpv no município de Anápolis-Go AVALIAÇÃO DO ACESSO DAS GESTANTES AOS SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE BUCAL COMPARAÇÃO

Leia mais

I Simpósio de Assistência ao Parto em Minas Gerais

I Simpósio de Assistência ao Parto em Minas Gerais I Simpósio de Assistência ao Parto em Minas Gerais Cesariana eletiva no Brasil: indicações e limitações Victor Hugo de Melo Era uma vez, uma reunião em Fortaleza, no ano de 1985... Países com as taxas

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia

Imagem da Semana: Radiografia Imagem da Semana: Radiografia Imagem 01. Radiografia de tórax e abdome em AP Recém-nascido (RN), a termo, sexo masculino e parto vaginal. Foi reanimado na sala de parto devido a apneia e frequência cardíaca

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE MATERIAL DIDÁTICO OU INSTRUCIONAL FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU- UNESP

DESENVOLVIMENTO DE MATERIAL DIDÁTICO OU INSTRUCIONAL FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU- UNESP PRODUÇÃO TÉCNICA DESENVOLVIMENTO DE MATERIAL DIDÁTICO OU INSTRUCIONAL FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU- UNESP Programa de PG em Medicina Mestrado Profissional Associado à Residência Médica MEPAREM AUTOR:

Leia mais

CAPÍTULO 10. GRAVIDEZ ECTÓPICA: DIAGnÓSTICO PRECOCE. 1. DEfINIçãO:

CAPÍTULO 10. GRAVIDEZ ECTÓPICA: DIAGnÓSTICO PRECOCE. 1. DEfINIçãO: Unidade 3 - Ginecologia Gravidez Ectópica: Diagnóstico Precoce CAPÍTULO 10 GRAVIDEZ ECTÓPICA: DIAGnÓSTICO PRECOCE 1. DEfINIçãO: Implatação do ovo fora da cavidade endometrial, como, por exemplo, nas tubas,

Leia mais

M.C.R 20 anos Casada Ensino médio completo Prendas domésticas Natural e procedente de Botucatu

M.C.R 20 anos Casada Ensino médio completo Prendas domésticas Natural e procedente de Botucatu M.C.R 20 anos Casada Ensino médio completo Prendas domésticas Natural e procedente de Botucatu Primigesta, 33s6d procura PA com queixa de anasarca e PA aferida em casa de 160x100 mmhg. Nega queixas de

Leia mais

ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL

ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL Aula disponível no site: www.rodrigodiasnunes.com.br Rodrigo Dias Nunes Assistência ao parto normal Parto é o processo através do qual os produtos da concepção são expulsos

Leia mais

Implicações do parto humanizado na redução da mortalidade materna. Maykon dos Santos Marinho Palloma Freitas PET-Saúde da Família IMS-UFBA

Implicações do parto humanizado na redução da mortalidade materna. Maykon dos Santos Marinho Palloma Freitas PET-Saúde da Família IMS-UFBA Implicações do parto humanizado na redução da mortalidade materna Maykon dos Santos Marinho Palloma Freitas PET-Saúde da Família IMS-UFBA Mortalidade materna As mortes de mulheres por complicações na gestação,

Leia mais

31/08/2015. Obstetrícia. Profa Elaine C. S. Ovalle. Diagnóstico. Beta- hch. hormônio gonadotrófico coriônico

31/08/2015. Obstetrícia. Profa Elaine C. S. Ovalle. Diagnóstico. Beta- hch. hormônio gonadotrófico coriônico Fisioterapia na Saúde da Mulher Obstetrícia Profa Elaine C. S. Ovalle Beta- hch Diagnóstico hormônio gonadotrófico coriônico 1 Conceitos - Embrião: até a 8ª semana - Feto: 9ª semana até o nascimento -

Leia mais

Paciente: Representante Legal. Endereço:

Paciente: Representante Legal. Endereço: O objetivo deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido é comunicar e esclarecer os procedimentos médicos que ocorrerão por ocasião do seu parto, devendo discutir todas as suas dúvidas com seu médico

Leia mais

DISCURSIVA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ULTRASSONOGRAFIA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO. wwww.cepuerj.uerj.

DISCURSIVA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ULTRASSONOGRAFIA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO. wwww.cepuerj.uerj. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO DISCURSIVA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ULTRASSONOGRAFIA ATIVIDADE DATA LOCAL Divulgação do gabarito

Leia mais

ASSISTÊNCIA CLÍNICA AO PARTO

ASSISTÊNCIA CLÍNICA AO PARTO ASSISTÊNCIA CLÍNICA AO PARTO impc PRÉ-NATAL MANTER DIÁLOGO LOGO INFORMAR ROTINAS PROMOVER VISITAS ESCLARECER ETAPAS TP ESTABELECER VÍNCULO V DECIDIR COM O CASAL impc GRUPOS DE APOIO ATIVIDADE FÍSICA F

Leia mais

Síndromes Hipertensivas na Gestação - SHEG

Síndromes Hipertensivas na Gestação - SHEG Saúde da Mulher Prof.ª Hygor Elias Síndromes Hipertensivas na Gestação - SHEG CAI MUUUUITO! Epidemiologia Complicações hipertensivas na gravidez são a maior causa de morbidade-mortalidade materna e fetal;

Leia mais

Trauma Urogenital Proteus 2016

Trauma Urogenital Proteus 2016 Trauma Urogenital Proteus 2016 Fernando Ferreira Gomes Filho Medico do Departamento de Urologia - Faculdade de Medicina de Botucatu Unesp Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia Trauma Renal

Leia mais

FAURGS HCPA Edital 01/2011 PS 02 ENFERMEIRO I Obstetrícia Pág. 1

FAURGS HCPA Edital 01/2011 PS 02 ENFERMEIRO I Obstetrícia Pág. 1 Pág. 1 HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE EDITAL Nº 01/2011 DE PROCESSOS SELETIVOS GABARITO APÓS RECURSOS PROCESSO SELETIVO 02 ENFERMEIRO I Obstetrícia 01. C 11. B 21. A 02. B 12. D 22. C 03. D 13. E

Leia mais

Imagem da Semana: Ultrassom

Imagem da Semana: Ultrassom Imagem da Semana: Ultrassom Imagem 01. Dopplervelocimetria de artéria cerebral média com 36 semanas de idade gestacional. Imagem 02. Imagem 03. Resultado de ultrassonografias obstétricas realizadas pela

Leia mais

Indução e estímulo do trabalho de parto

Indução e estímulo do trabalho de parto Indução e estímulo do trabalho de parto ADILSON LOPES CARDOSO(UNINGÁ)¹ JAQUELINE MARIA FADONI(G-UNINGÁ) 2 ROSELI ORDIG(G-UNINGÁ) 2 RESUMO Este artigo, foi baseado em um estudo de caso, realizado em uma

Leia mais

CASO 1. Qual deve ser o próximo passo no manejo dessa paciente?

CASO 1. Qual deve ser o próximo passo no manejo dessa paciente? CASO 1 Uma mulher de anos, G1P0, com 39 semanas de gestação, é internada no hospital em trabalho de parto. Ela apresenta contrações uterinas a cada 7 a minutos. A história da paciente antes do parto é

Leia mais

CIRURGIAS DO SISTEMA GENITAL FEMININO. João Moreira da Costa Neto

CIRURGIAS DO SISTEMA GENITAL FEMININO. João Moreira da Costa Neto CIRURGIAS DO SISTEMA GENITAL FEMININO João Moreira da Costa Neto CIRURGIAS DO OVÁRIO E ÚTERO Ovariosalpingohisterectomia Cesariana Ovariosalpingohisterectomia Indicações Inibição do ciclo estral Distúrbios

Leia mais

Vigilância de Causas externas

Vigilância de Causas externas Vigilância de Causas externas Acidentes e Quedas Maria Isabel do Nascimento Instituto de Saúde Coletiva _ UFF Plano de aula 1) Exercícios iniciais DO de causas externas 2)Exercícios finais com prontuário

Leia mais

Setor de Radiologia do Abdome Reunião Clínica. Dr. Murilo Rodrigues R2

Setor de Radiologia do Abdome Reunião Clínica. Dr. Murilo Rodrigues R2 Setor de Radiologia do Abdome Reunião Clínica Dr. Murilo Rodrigues R2 Quadro clínico - JCC, sexo masculino. - Vítima de acidente automobilístico - Dor Abdominal Estudo tomográfico: Achados Tomográficos:

Leia mais

COMITÊ ESTADUAL DE PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA 20 ANOS. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA e PROCESSO DE TRABALHO DOS COMITÊS ESTUDOS DE CASOS

COMITÊ ESTADUAL DE PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA 20 ANOS. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA e PROCESSO DE TRABALHO DOS COMITÊS ESTUDOS DE CASOS COMITÊ ESTADUAL DE PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA 20 ANOS VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA e PROCESSO DE TRABALHO DOS COMITÊS ESTUDOS DE CASOS Enf. Lenita Antonia Vaz Representante da ABEN-Pr no CEMM e-mail:

Leia mais

2.1. DIAGNÓSTICO DE CERTEZA DO TRABALHO DE PARTO - FASE ATIVA

2.1. DIAGNÓSTICO DE CERTEZA DO TRABALHO DE PARTO - FASE ATIVA PROTOCOLO - OBS 028 DATA: 24/09/2005 PÁG: 1 / 6 1. CONCEITO Aquele de início espontâneo, baixo-risco no início do trabalho de parto, permanecendo assim, em todo o processo até o nascimento. O feto nasce

Leia mais

Vigilância de Causas externas

Vigilância de Causas externas Vigilância de Causas externas Acidentes e Quedas Maria Isabel do Nascimento Instituto de Saúde Coletiva _ UFF Objetivos da aula 1) enfatizar a importância da ALTA no fluxo de atendimento do paciente hospitalizado.

Leia mais

Curso de Emergências Obstétricas INTERVENÇÕES IMEDIATAS NO PARTO PREMATURO IMINENTE

Curso de Emergências Obstétricas INTERVENÇÕES IMEDIATAS NO PARTO PREMATURO IMINENTE Curso de Emergências Obstétricas INTERVENÇÕES IMEDIATAS NO PARTO PREMATURO IMINENTE PREMATURIDADE DIAGNÓSTICO CORRETO DEFINIR NECESSIDADE DE TOCÓLISE DEFINIR AÇÕES DIANTE DA PREMATURIDADE IMINENTE PREMATURIDADE

Leia mais

Perguntou durante anamnese sobre eventos antecedenes maiores? - Insuficiência coronariana OU acidente vascular encefálico.

Perguntou durante anamnese sobre eventos antecedenes maiores? - Insuficiência coronariana OU acidente vascular encefálico. 966613 CARTÃO RESPOSTA PROVA PRÁTICA -CLÍNICA MÉDICA Perguntou durante anamnese sobre eventos antecedenes maiores? - Insuficiência coronariana OU acidente vascular encefálico. Perguntou durante anamnese

Leia mais

Deslocamento prematuro de placenta e período puerperal

Deslocamento prematuro de placenta e período puerperal Deslocamento prematuro de placenta e período puerperal ADILSON LOPES CARDOSO (UNINGÁ) 1 JAQUELINE MARIA FADONI (G-UNINGÁ)² ROSELI ORDIG (G-UNINGÁ)² RESUMO Este artigo foi baseado em um estudo de caso,

Leia mais

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais Instituto Fernandes Figueira FIOCRUZ Departamento de Ginecologia Residência Médica Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais Alberto Tavares Freitas Tania da Rocha Santos Abril de 2010 Introdução Representam

Leia mais

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA. Prof. Adélia Dalva

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA. Prof. Adélia Dalva URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Prof. Adélia Dalva 1. O tratamento emergencial da hipovolemia grave, em uma unidade de pronto atendimento, causada por choque hemorrágico, compreende as seguintes condutas terapêuticas,

Leia mais

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. 1 2 3 4 INSTRUÇÕES Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno,

Leia mais

Dúvidas mais frequentes Perguntas e respostas sobre a Insuficiência ou Incompetência Istmo Cervical

Dúvidas mais frequentes Perguntas e respostas sobre a Insuficiência ou Incompetência Istmo Cervical Dúvidas mais frequentes Perguntas e respostas sobre a Insuficiência ou Incompetência Istmo Cervical Dr. Ricardo Barini - Professor Livre-Docente da Disciplina de Obstetrícia, Departamento de Tocoginecologia

Leia mais

GESTANTES DIABÉTICAS E HIPERTENSAS: QUAIS OS RISCOS PARA O RECÉM-NASCIDO?

GESTANTES DIABÉTICAS E HIPERTENSAS: QUAIS OS RISCOS PARA O RECÉM-NASCIDO? GESTANTES DIABÉTICAS E HIPERTENSAS: QUAIS OS RISCOS PARA O RECÉM-NASCIDO? MEDEIROS, Paola de Oliveira¹; GALHO, Aline Ribeiro¹; BARRETO, Daniela Hormain¹; MARTINS, Mariana dos Santos¹; VIEIRA, Pâmela Cabral¹;

Leia mais

USO DO MISOPROSTOL EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

USO DO MISOPROSTOL EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA USO DO MISOPROSTOL EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA A obstetrícia e a ginecologia vivenciam a crescente utilização do misoprostol para indução do parto a termo, para o abortamento retido e feto morto, e para

Leia mais

PRÉ-REQUISITO R4 ENDOSCOPIA GINECOLÓGICA (403) ORGANIZADOR

PRÉ-REQUISITO R4 ENDOSCOPIA GINECOLÓGICA (403) ORGANIZADOR RESIDÊNCIA MÉDICA (UERJ-FCM) 0 PRÉ-REQUISITO (R) / 0 PROVA ESCRITA PRÉ-REQUISITO R ENDOSCOPIA GINECOLÓGICA (0) 0 RESIDÊNCIA MÉDICA (UERJ-FCM) 0 PRÉ-REQUISITO (R) / 0 PROVA ESCRITA OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA

Leia mais

Atenciosamente, MARCO AURÉLIO MAGALHÃES FARIA JÚNIOR Secretário Chefe de Gabinete

Atenciosamente, MARCO AURÉLIO MAGALHÃES FARIA JÚNIOR Secretário Chefe de Gabinete Prefeitura Municipal de Limeira Gabinete do Prefeito ESTADO DE SAO PAULO BRASIL Limeira, 28 de fevereiro de 2014. OF. CM. 0533/2014 NA! SALA DAS S'ESSÕES6-QJ/9 Senhor Presidente ÌwEN TE Venho à ilustre

Leia mais

CENTRO UNIVERSITARIO SERRA DOS ÓRGÃOS UNIFESO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CCS CURSO DE MEDICINA

CENTRO UNIVERSITARIO SERRA DOS ÓRGÃOS UNIFESO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CCS CURSO DE MEDICINA CENTRO UNIVERSITARIO SERRA DOS ÓRGÃOS UNIFESO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CCS CURSO DE MEDICINA PROGRAMA DE INTERNATO EM GINECOLOGIA/OBSTETRÍCIA - 10º Período 2017 INTRODUÇÃO Prezado estudante, O Internato,

Leia mais

Questão 01 Diagnóstico da gestação

Questão 01 Diagnóstico da gestação Saúde Da Mulher: Diagnóstico Da Gestação, Modificações Gravídicas e Pré Natal. Prof. Enf. Obstetra Hygor Elias Questão 01 Diagnóstico da gestação Segundo o Ministério da Saúde (MS, 2000), o diagnóstico

Leia mais

PLACENTA PRÉVIA: características gerais abordadas PLACENTA PREVIEW: general characteristics discussed

PLACENTA PRÉVIA: características gerais abordadas PLACENTA PREVIEW: general characteristics discussed PLACENTA PRÉVIA: características gerais abordadas PLACENTA PREVIEW: general characteristics discussed Isabel Granjeiro dos Santos 2 ; Jussara da Fonseca Silva 3 ; Nieje Barbosa de Almeida 1 ; 1. Orientadora

Leia mais

Dispositivo Intrauterino com Cobre (DIU TCU)

Dispositivo Intrauterino com Cobre (DIU TCU) Dispositivo Intrauterino com Cobre (DIU TCU) Ação: Provoca uma alteração química que danifica o esperma e o óvulo antes que eles se encontrem. Assincronia no desenvolvimento endometrial por alterações

Leia mais

Curso de Emergências Obstétricas PARTO VAGINAL OPERATÓRIO

Curso de Emergências Obstétricas PARTO VAGINAL OPERATÓRIO Curso de Emergências Obstétricas PARTO VAGINAL OPERATÓRIO FÓRCEPS FÓRCEPS PRÉ-REQUISITOS PARA APLICAÇÃO: Feto vivo Proporção feto-pélvica (planos +1,+2,+3) Dilatação completa do colo Bolsa rota Diagnóstico

Leia mais

Trauma torácico ATLS A airway (vias aéreas pérvias) B breathing (avaliação manutenção resp e mecânica resp) C circulation D disability (avaliação esta

Trauma torácico ATLS A airway (vias aéreas pérvias) B breathing (avaliação manutenção resp e mecânica resp) C circulation D disability (avaliação esta Trauma torácico Dr. Salomón Soriano Ordinola Rojas Hospital Beneficência Portuguesa São Paulo Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Trauma torácico ATLS A airway (vias aéreas pérvias) B breathing

Leia mais

Capítulo 15 Perinatologia PATOLOGIA PERINATAL

Capítulo 15 Perinatologia PATOLOGIA PERINATAL Capítulo 15 Perinatologia PATOLOGIA PERINATAL Tanto as patologias como as anomalias que têm origem no período perinatal estão classificadas no capítulo 15 da CID-9-MC e categorias 760 779. LOCALIZAÇÃO

Leia mais

Capítulo 31. Trauma na Grávida. Capítulo 31. Trauma na Grávida 1. OBJETIVOS

Capítulo 31. Trauma na Grávida. Capítulo 31. Trauma na Grávida 1. OBJETIVOS Capítulo 31 Trauma na Grávida 1. OBJETIVOS No final da sessão os formandos deverão ser capazes de: Listar e descrever os tipos de lesões mais frequentes na grávida vítima de trauma. Descrever a importância

Leia mais

Leia estas instruções:

Leia estas instruções: Leia estas instruções: 1 2 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. Caso se identifique em qualquer outro local deste

Leia mais

IMPORTÂNCIA DO MISOPROSTOL NA PREVENÇÃO DE HEMORRAGIAS PUERPERAIS.

IMPORTÂNCIA DO MISOPROSTOL NA PREVENÇÃO DE HEMORRAGIAS PUERPERAIS. 1 IMPORTÂNCIA DO MISOPROSTOL NA PREVENÇÃO DE HEMORRAGIAS PUERPERAIS. VASCONCELLOS, Marcus Jose do Amaral. Docente do Curso de Graduação em Medicina. DUARTE, Carolina Silveira de Oliveira Souza Duarte.

Leia mais

Microcefalia na atenção básica

Microcefalia na atenção básica Microcefalia na atenção básica Enfoque da Medicina Fetal Dra. Jamile Simas Abi Saab MICROCEFALIA NA ATENÇÃO BÁSICA Microcefalia: malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

Leia mais

Leia estas instruções:

Leia estas instruções: Leia estas instruções: 1 2 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. Caso se identifique em qualquer outro local deste

Leia mais

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso.

Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. INSTRUÇÕES 1 Confira se os dados contidos na parte inferior desta capa estão corretos e, em seguida, assine no espaço reservado para isso. 2 3 4 Caso se identifique em qualquer outro local deste Caderno,

Leia mais

RESIDENCIA MÉDICA UFRJ

RESIDENCIA MÉDICA UFRJ 1. Homem 54 anos, em uso regular de diclofenaco sódico por dor lombar. Há 24h com náuseas, vômitos e soluços. Normocorado, hálito urêmico, pressão arterial (PA) = 140x72mmHg, frequência cardíaca (FC)=

Leia mais

EFICÁCIA DO MISOPROSTOL NA RESOLUÇÃO DOS CASOS DE ABORTAMENTO

EFICÁCIA DO MISOPROSTOL NA RESOLUÇÃO DOS CASOS DE ABORTAMENTO EFICÁCIA DO MISOPROSTOL NA RESOLUÇÃO DOS CASOS DE ABORTAMENTO VASCONCELLOS, Marcus Jose do Amaral. Docente do Curso de Graduação em Medicina. TURANO, Camila Toledo. Discente do Curso de Graduação em Medicina

Leia mais

COMISSÃO DE SISTEMATIZAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR

COMISSÃO DE SISTEMATIZAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (ESPECIFICAR TAMBÉM O CONTEÚDO DE ÉTICA MAIS APROPRIADO A SER DESENVOLVIDO DE MANEIRA INTENCIONAL E SISTEMÁTICA DURANTE ESSA ATIVIDADE): 1) Anamnese e exame físico aplicados à ginecologia

Leia mais