3ªSÉRIE DO ENSINO MÉDIO DRUMMOND 2017 PROF. DOUGLAS PHILIP

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1 3ªSÉRIE DO ENSINO MÉDIO DRUMMOND 2017 PROF. DOUGLAS PHILIP

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3 1. A frase mostra um dos principais objetivos de Francis Bacon (Chico Toicinho): demonstrar que o conhecimento consistia simplesmente em acreditar que o saber deveria dar seus frutos na prática, que a ciência deveria ser aplicável à indústria, que os homens tinham o dever de se organizar para melhorar e transformar suas condições de vida. Obs.: A Inglaterra estava na vanguarda em setores de mineração e indústria.

4 2. PAI DO MÉTODO EXPERIMENTAL É considerado um dos iniciadores do pensamento moderno, por sua defesa do método experimental contra a ciência especulativa clássica, por sua rejeição da escolástica e incentivo ao progresso da ciência e da técnica. Ele é considerado o pai do método experimental por utilizar métodos indutivos de análise e comparação dos fenômenos em suas experiências, a fim de atingir o conhecimento das leis que os governavam.

5 MÉTODO INDUTIVO Caracteriza-se pelo processo pelo qual,o pesquisador por meio de um levantamento particular, chega a determinadas conclusões gerais, ou seja, parte-se do específico para o geral. Exemplo: Todos os cães que foram observados tinham um coração Logo, todos os cães têm um coração. MÉTODO DEDUTIVO Caracteriza-se, quando se parte de uma situação geral e genérica para uma particular. Exemplo: Todo mamífero tem um coração. Ora, todos os cães são mamíferos Logo, todos os cães têm um coração.

6 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS O método indutivo foi criado por Bacon a fim de combater os erros provocados pelos ídolos, que, dentro de sua filosofia, significavam falsas noções, preconceitos e maus hábitos mentais que bloqueavam a mente. Os ídolos podem ser de quatro gêneros: os Ídolos da Tribo, os Ídolos da Caverna, os Ídolos do Foro e os Ídolos do Teatro.

7 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS A. ÍDOLOS DA TRIBO Resultam da própria natureza humana. Tribo significa a espécie humana. Bacon indica com isso que o homem por natureza não tem nenhuma relação com o universo que permita que o conheça tal como ele é: o homem não é um microcosmo que reflete em si as características do macrocosmo.

8 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS A. ÍDOLOS DA TRIBO Assim ele critica a ideia clássica que dá ao homem um lugar privilegiado no mundo e aponta para o que será uma das questões centrais no pensamento moderno: os limites da natureza humana no processo de conhecimento do real.

9 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS B. ÍDOLOS DA CAVERNA São consequência das características individuais de cada homem, de sua constituição física e mental, das influências que sofre de seu meio e etc.

10 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS C. ÍDOLOS DO FORO OU DO MERCADO São resultado das relações entre os homens, da comunicação e do discurso, sendo que as palavras forçam o intelecto e o perturbam por completo. E os homens são, assim, arrastados a inúmeras e inúteis controvérsias e fantasias.

11 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS D. ÍDOLOS DO TEATRO São os derivados de doutrinas filosóficas e suas demonstrações que convencem o intelecto de ideias que não podem ser validadas. Para Bacon, há três tipos de ídolos do teatro: Os Ídolos Sofistas, os Ídolos Empíricos e os Ídolos Supersticiosos.

12 3. SUPERAÇÃO DOS ÍDOLOS D. ÍDOLOS DO TEATRO 1. Os Ídolos Sofistas: são as conclusões baseadas em experiências que não foram provadas; 2. Os Ídolos Empíricos: se referem às conclusões tiradas de poucos experimentos sobre os quais se constroem sistemas filosóficos 3. Ídolos Supersticiosos: são as conclusões formadas como um amálgama entre filosofia, teologia e tradições. Bacon: o homem deve se despir de seus preconceitos, tornando-se uma criança diante da natureza

13 Francis Bacon: O homem deve se despir de seus preconceitos, tornando-se uma criança diante da natureza. Só assim alcançara o verdadeiro saber.

14 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES

15 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 1. GENEALOGIA DA MORAL Decidido a questionar os valores morais defendidos pela tradição racionalista e cristã, como bem e o mal, Nietzsche buscou a origem deles a fim de mostrar que não eram absolutos e ternos, mas intencionalmente forjados (convenções humanas) no decorrer do tempo. Esse procedimento ficou conhecido como Genealogia da Moral.

16 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 2. TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES A Genealogia da Moral resultou na transvaloração, ou seja, em uma inversão de radical dos valores da tradição cristã e racionalista. Ele criticava a ideia, platônica e kantiana, de que os desejos deveriam ser submetidos ao domínio da razão. Ele fazia uma defesa da força vital do ser humano como o único valor absoluto, acreditando que as proibições e os limites morais impostos pela perspectiva racionalista enfraqueciam a natureza humana.

17 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 2. TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES Defendia a liberdade como manifestação do aspecto dionisíaco (emoção, impulso) da existência, marcados por elementos vitais, como desejo e paixão, em contraposição ao aspecto apolínio (ordem, razão e controle das emoções). Portanto, condenar os desejos e as paixões seria o mesmo que negar a vida e a natureza. A filosofia nietzschiana, é uma filosofia de afirmação da vida!

18 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 3. VONTADE POTÊNCIA Para o filósofos alemão, esse conceito deveria ser entendido como um impulso fundamental que tem na própria vida, e não na racionalidade, a sua causa. Considerava um impulso alegre, de desejo e aceitação da vida em todos os seus aspectos, inclusive os de dor e luta. Defendia a vida como valor fundamental, questionando toda a moral que se opusesse à Vontade de Potência, por meio da Transvaloração.

19 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 4. MORAL NIEZSCHIANA Nietzsche afirmou que o sentido etimológico da palavra bom equivalia aos conceitos de nobre, forte e aristocrático. Ele não a definia o bem como bondade ou benevolência, como a tradição racionalista e cristã, mas como excelência e força de quem fosse capaz de amar à vida, independentemente das circunstâncias. Segundo ele, o que a moral tradicional designava como bem ele chamava de fraqueza. Uma vez que as pessoas não podiam ser consideradas iguais em termos de força.

20 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 4. MORAL NIEZSCHIANA Nietzsche dizia que os fortes, verdadeiramente bons, não conheciam angústia, medo, remorso, humildade ou inveja. Porém, os fracos, supostamente bons, viviam de ressentimentos, preconceitos, covardia e inveja em relação à verdadeira força, desenvolvendo estratégias para dominá-la. Umas dessas estratégias, baseada no temor à vida, seria a invenção de outra vida após a morte como recompensa pelo sacrifício dos impulsos vitais. Mas o homem nobre afirmaria sempre sua força, recebendo com alegria e coragem seu próprio destino. Ele não nega a vida e não submete os seus instintos em nome de outra realidade.

21 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES 4. MORAL NIEZSCHIANA MORAL DE REBANHO OU DE ESCRAVOS A busca por valores morais absolutos só serviu para erguer a moral dos fracos e ressentidos, dos que temem a vida, o corpo, o desejo, as paixões. Essa moral, também chamada de moral de rebanho ou de escravos, consistiria no indivíduo que teme a solidão, submetido por ela, sentindo-se impotente sem a explicação e o sentido que o grupo oferece à sua realidade. Sedo refém da obediência, ele sente necessidade da paz do rebanho, da resposta da massa e do pressuposto da felicidade eterna. Longe de sua moral, o homem fraco não sabe quem ele é. Diluído na coletividade, o homem moderno teme a si mesmo e foge para a proteção do rebanho.

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