Trabalho de Estágio ADMISSÃO TEMPORÁRIA DE UM ROTOR PARA REPARO: ESTUDO DE CASO NA EMPRESA ITACEX COMISSÁRIA E DESPACHOS ADUANEIROS LTDA

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ MÔNICA BALDO Trabalho de Estágio ADMISSÃO TEMPORÁRIA DE UM ROTOR PARA REPARO: ESTUDO DE CASO NA EMPRESA ITACEX COMISSÁRIA E DESPACHOS ADUANEIROS LTDA ITAJAÍ 2014

2 MÔNICA BALDO Trabalho de Estágio ADMISSÃO TEMPORÁRIA DE UM ROTOR PARA REPARO: ESTUDO DE CASO NA EMPRESA ITACEX COMISSÁRIA E DESPACHOS ADUANEIROS LTDA ITAJAÍ 2014 Trabalho de Estágio desenvolvido para o Estágio Supervisionado do Curso de Comércio Exterior do Centro de Ciências Sociais Aplicadas Gestão da Universidade do Vale do Itajaí. Orientador: Prof. Msc. Julio César Schmitt Neto

3 Agradeço primeiramente a Deus, pelas oportunidades e conquistas que tive em minha vida. À minha família e meus amigos, pelo apoio e incentivo nos estudos. Ao meu namorado, Paulo Cézar, pela compreensão nos momentos em que estive ausente. Aos colegas de trabalho, que me deram suporte essencial para o desenvolvimento desta pesquisa. Agradeço também ao meu orientador, professor Júlio César Schmitt Neto, pela confiança e dedicação depositadas neste trabalho.

4 3 Na sociedade há muitas pessoas tentando conquistar o mundo exterior, mas não o seu mundo interior. Elas compram bajuladores, mas não amigos; roupas de grife, mas não o conforto. Colocam trancas nas portas, mas não tem proteção emocional. (Augusto Cury)

5 EQUIPE TÉCNICA a) Nome do estagiário Mônica Baldo b) Área de estágio Sistemática de Comércio Exterior (Importação) c) Orientador de conteúdo Prof. Msc. Julio César Schmitt Neto d) Supervisor de campo Deomar Guaresi e) Responsável pelo Estágio Profª. Msc. Natalí Nascimento

6 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO a) Razão Social Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda b) Endereço Rua Gil Stein Ferreira, nº 100 sala 602 Centro Itajaí/SC c) Setor de Desenvolvimento do Estágio Importação d) Duração do estágio Mais de 300 horas e) Nome e cargo do supervisor de campo Deomar Guaresi f) Carimbo e visto da organização

7 RESUMO Atualmente, é de grande visibilidade o desenvolvimento do comércio internacional, com isso também aumentam as particularidades e necessidades das empresas Importadoras e Exportadoras brasileiras. Diante deste cenário, também se desenvolvem os regimes aduaneiros especiais, os quais tem a finalidade de atender as necessidades das empresas, para facilitar a entrada ou a saída de mercadorias do território nacional, com a isenção ou suspensão dos tributos. A presente pesquisa traz a sistemática de importação de um rotor, através do regime especial de admissão temporária, desenvolvido na Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda. Relata as etapas do processo da importação por meio de um roteiro detalhado, apresenta também os documentos necessários para o desenvolvimento do processo e identifica os principais envolvidos na operação. Para a elaboração do trabalho foi utilizado o método de pesquisa qualitativa por meios bibliográficos e de estudo de caso, e os fins apresentados de forma descritiva. Os resultados obtidos demonstram a importância de compreender os procedimentos necessários para a realização do processo, além da compreensão da legislação vigente, a fim de que o profissional da área de Comércio Exterior consiga enfrentar os possíveis obstáculos encontrados no dia a dia. Palavras-chave: Admissão Temporária. Sistemática de Importação. Regimes Especiais Aduaneiros.

8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa da realização do estudo Aspectos metodológicos Técnicas de coleta e análise dos dados FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Comércio Internacional Importação Importações Permitidas Importações Proibidas Importações Suspensas Importações em Consignação Importações sem Cobertura Cambial Importações de Material Usado Documentos na Importação Fatura Proforma Fatura Comercial Conhecimento de Embarque Romaneio de Carga Certificado de Origem Outros Certificados Certificados de Análise, Inspeção, Sanitário e Fitossanitário Órgãos Intervenientes nas Importações Brasileiras Câmara de Comércio Exterior CAMEX Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC Órgãos Gestores Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB Banco Central do Brasil - BACEN Secretaria de Comércio Exterior - SECEX Órgãos Anuentes Órgãos Auxiliares CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO Histórico Ramo de atividade Estrutura organizacional Visão Missão Filosofia Produtos Mercados RESULTADOS DA PESQUISA Etapas do Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária Notificação do Processo e Consulta ao Tratamento Administrativo da Mercadoria Recebimento da fatura proforma... 45

9 4.1.3 Registro e deferimento da Licença de Importação - LI Recebimento da cópia dos documentos Solicitação de remoção da carga para a Zona Secundária Pré-digitação do processo Emissão do requerimento para fiscalização de embalagens e suportes de madeira Recebimento dos documentos originais Procedimentos na chegada e remoção da carga Vistoria de embalagem junto ao Ministério da Agricultura Desunitização da carga Abertura do Processo Administrativo junto à Receita Federal Ciência do Processo Administrativo do Regime de Admissão Temporária Registro da Declaração de Importação Acompanhamento do Despacho Retificação da DI para recolhimento da multa por LI com deferimento posterior ao embarque Resposta à Intimação da RFB Apresentação dos documentos para conferência documental Suspensão do pagamento do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante AFRMM Liberação do conhecimento de embarque junto ao Agente de Carga Conferência Física da Carga realizada pelo Auditor da RFB Desembaraço da DI Devolução dos documentos originais pela RFB Ciência da Concessão do Regime de Admissão Temporária Envio da cópia dos documentos ao Importador Declaração de Exoneração do ICMS Recebimento do DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) de Entrada Entrega da documentação para coleta da carga Autorização de entrega da carga pelo Recinto Alfandegado Agendamento da coleta da carga Confirmação de Entrega da Carga no Importador Faturamento e Arquivamento do Processo Documentos Instrutivos do Processo Contrato de Prestação de Serviços Fatura Comercial Conhecimento de Embarque Marítimo BL Romaneio de Carga Packing List Licenciamento de Importação Declaração de Importação Comprovante de Importação Requerimento de Solicitação do Regime de Admissão Temporária RAT Envolvidos no Processo Exportador Importador Despachante Aduaneiro Porto (Zona Primária) Recinto Alfandegado de Zona Secundária Decex

10 4.3.7 Ministério da Agricultura Ministério dos Transportes - Departamento da Marinha Mercante Secretaria da Receita Federal do Brasil Transportadora Marítima e Rodoviária SUGESTÕES PARA A ORGANIZAÇÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A - Contrato de Prestação de Serviços ANEXO B Fatura Comercial ANEXO C Conhecimento de Embarque Marítimo BL ANEXO D Romaneio de Carga Packing List ANEXO E Licenciamento de Importação ANEXO F Declaração de Importação ANEXO G Comprovante de Importação ANEXO H Requerimento de Solicitação do Regime de Admissão Temporária RAT DECLARAÇÃO DO TRABALHO NA ORGANIZAÇÃO ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS

11 10 1 INTRODUÇÃO Há um dilema no comércio brasileiro: importar algo rentável e aderir à alta carga tributária ou permanecer cliente do mercado interno e se submeter, por vezes, a valores bem acima do mercado internacional. Diante desse impasse, diversas empresas buscam, junto ao governo, um equilíbrio para tentar amenizar os impasses e viabilizar tal situação. No Comércio Exterior brasileiro existem diversos regimes aduaneiros. Os comuns dão ao Importador a responsabilidade pelo recolhimento dos tributos e das contribuições e, no intuito de atender as particularidades, incentivar o desenvolvimento da economia, permitir maior integração do país com o exterior e fazer com que as empresas tenham competitividade, o governo criou mecanismos facilitadores, os chamados regimes aduaneiros especiais, que visam facilitar as operações dos Exportadores e Importadores, permitindo a entrada ou a saída de mercadorias do território aduaneiro com a suspensão ou isenção dos tributos. Algumas empresas que atuam no mercado de Comércio Exterior têm a finalidade de prestar assessoria e consultoria aos Importadores e Exportadores, e é neste contexto que se enquadra a Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda, empresa atuante desde 1992, época em que surgiram grandes mudanças políticoeconômicas governamentais brasileiras. Nesta pesquisa, será apresentado o regime aduaneiro especial de Admissão Temporária. Trata-se de uma modalidade diferenciada de importação, a qual permite que os bens permaneçam no país por um prazo determinado, com suspensão total ou parcial dos impostos incidentes na importação. Neste regime, o Importador tem o compromisso de reexportar a mercadoria ou nacionalizá-la de forma definitiva, pagando os tributos devidos de uma importação normal. Para melhor compreensão, o presente estudo tem como objetivo apresentar a sistemática de Admissão Temporária de um rotor, processo realizado na Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda.

12 Objetivo geral Apresentar a sistemática utilizada pela empresa Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda na importação de um rotor por meio do regime especial de Admissão Temporária. 1.2 Objetivos específicos Para atender o objetivo geral, também foram definidos os seguintes objetivos específicos: Relatar as etapas do processo de importação do rotor. Citar os documentos que instruem o regime aduaneiro de Admissão Temporária. Identificar as partes envolvidas no processo de Admissão Temporária. 1.3 Justificativa da realização do estudo Tendo em vista que a importação é a área de atuação profissional da acadêmica, a realização desta pesquisa justifica-se pelo amplo conhecimento das particularidades vistas no regime especial de Admissão Temporária e por uma melhor compreensão desta sistemática. Por se tratar de um tema com poucos trabalhos disponíveis no acervo da biblioteca da Univali, o estudo também servirá de fonte de consulta para a comunidade acadêmica e empresas atuantes no Comércio Exterior que tiverem interesse no assunto. Para a empresa, a pesquisa poderá servir como fonte de consulta e apoio a casos semelhantes, possibilitando a identificação de possíveis aspectos nos quais o processo pode ser melhorado.

13 Aspectos metodológicos Para a realização deste trabalho, foi utilizado o método de pesquisa qualitativa que, segundo Costa (2001), tem a intenção de compreender e captar a situação em toda a sua extensão. Ao contrário de buscar a identificação de somente algumas variáveis, ela busca trazer todas as variáveis possíveis, com o objetivo de compreender o verdadeiro significado da questão que está sob estudo. Como meio de investigação, foi utilizada a pesquisa bibliográfica, a qual, conforme definição de Gil (2007, p. 44) [...] é desenvolvida com base em material já elaborado constituído principalmente de livros e artigos científicos.. Outro meio utilizado é o estudo de caso, onde é possível obter um conhecimento mais detalhado do objeto estudado. O estudo de caso [...] consiste na observação dos fatos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados e no registro de variáveis presumivelmente para posteriores análises. (OLIVEIRA, 2000, p. 124). Quanto aos fins, a pesquisa se apresentou de forma descritiva. Segundo Roesch (1996, p. 129), [...] a pesquisa de caráter descritivo não procura explicar alguma coisa ou mostrar relações casuais, como as pesquisas de caráter experimental. 1.5 Técnicas de coleta e análise dos dados Os dados para o desenvolvimento deste estudo foram coletados em livros, sites governamentais, legislação aduaneira e projetos desenvolvidos por outros acadêmicos, além de informações disponibilizadas e vivenciadas na empresa estagiada. As informações foram apresentadas por meio de textos descritivos e documentos que facilitam sua compreensão.

14 13 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo aborda, de forma teórica, alguns dos principais temas relacionados à pesquisa, como definições e conceitos referentes ao comércio internacional, importação e documentos utilizados na importação. 2.1 Comércio Internacional A história do comércio internacional possui semelhança com a história da evolução humana. Na pré-história, o ser humano necessitava apenas suprir suas necessidades primárias: alimentos, vestuário e habitação. Com o passar do tempo, os alimentos encontrados na natureza foram se tornando escassos, obrigando-o a plantar. O homem também começou a produzir suas próprias roupas e habitações e, à medida que evoluía, outras necessidades, chamadas de progressivas, surgiam, como educação, lazer, conforto etc. (MAIA, 2008) Com a dificuldade de produzir tudo aquilo de que precisava, o homem descobriu que era mais fácil aumentar a quantidade dos produtos que sabia produzir ao invés de diversificá-los, assim uma parte servia para seu consumo e, o excedente, para troca. (MAIA, 2008). O comércio internacional teve sua origem na antiguidade, por volta de anos a.c., por meio da agricultura do povo egípcio, atividade que consequentemente desenvolveu a indústria e também a fabricação de artigos de luxo. Os povos vizinhos aos egípcios apreciavam muito seus produtos, o que acabava por estimular a produção. Apesar de o Egito evitar a navegação devido a crenças religiosas e também à falta de madeira, os comerciantes fenícios iam até a entrada do rio Nilo para comercializar seus produtos. Somente em meados de 600 a.c houve a abertura dos portos do Baixo Nilo, que aos poucos tornava-se um dos principais polos do Comércio Mundial da Antiguidade. (LABATUT, 1990) Os fenícios, pioneiros na construção de embarcações, navegavam pelo Mediterraneo buscando a troca de mercadorias e divulgavam a cultura de outros

15 14 povos. A Fenícia, portanto, com sua visão comercial avançada, identificava as diferentes modas e costumes de outros povos e com certa agilidade levava a eles o que necessitavam, monopolizando assim o mercado internacional. Com o tempo, outros povos começaram a ir em busca das mercadorias antes comercializadas somente pelos fenícios, acabando com o seu monopólio. Entre os séculos VIII e VII a.c., os gregos, cansados das imposições dos fenícios, começaram a buscar contato diretamente com fornecedores de outros países, como a Índia e a China. (LABATUT, 1990). No decorrer do século IV a. C., houve uma grande expansão demográfica em Atenas, e a quantidade produzida pelos proprietários de terras tornou-se insuficiente para o seu sustento (LABATUT, 1990), fato que obrigou os gregos a adquirirem no exterior parte de seu consumo (GUIDOLIN, 1991). O Império Romano fortaleceu-se entre os séculos III e II a.c.. e desenvolveu bastante o comércio externo com suas negociações com outros países. Os romanos buscavam artigos de luxo na India, China e Sudeste Asiático. (SILVA, 1991). Em resumo, pode-se concluir que o nascimento do comércio internacional se deu a partir da procura de artigos de luxo para a população mais privilegiada e de alimentos, quando necessário. Faro e Faro (2010, p. 5) comentam que Avançando-se no tempo, na medida em que os sitemas de produção passaram a observar expansão substancial, novos produtos foram lançados no mercado, estimulando cada vez mais as práticas de comércio entre os países.. O desenvolvimento industrial e a globalização foram fatores importantes que impactaram no Comércio Exterior nas últimas décadas, resultando em concentração de riquezas e crescimento demográfico das nações. Com isso, surgiram grandes potências, como Inglaterra, Espanha, Holanda, França e Portugal, que provocaram o aparecimento de práticas mercantilistas e liberalismo econômico. Em face ao desenvolvimento e à complexidade das operações de Comércio Exterior, evidenciou-se a necessidade de aperfeiçoamento de suas técnicas, procedimentos logísticos e regulação. Maluf (2000) define Comércio Internacional: É o intercambio de bens e serviços entre países, resultantes das especializações na divisão internacional do trabalho e das vantagens comparativas dos países. (MALUF, 2000 p. 23)

16 15 Assim como Maluf, Marinho (2002) conceitua Comércio Internacional como um conjunto de operações realizadas entre países diversos amparando o intercâmbio de bens e serviços e/ou movimento de capitais. Maia (2008) explica que o comércio internacional é uma via de duas mãos, onde as importações representam as compras e, as exportações, as vendas. Como relatado anteriormente, além da divisão de trabalho, fatores como a distribuição de recursos naturais, as diferenças de clima e de solo e também os estágios de desenvolvimento econômico impossibilitam que os países sejam considerados autossuficiente e fazem com que os países comercializem seus bens e serviços entre si. 2.2 Importação Neste item serão apresentados conceitos e demais informações sobre a operação de importação. Segundo Ratti (2001, p. 349), Denomina-se importação a entrada de mercadorias em um país, provenientes do exterior. Da mesma forma como ocorre na exportação, essa importação poderá compreender, também, os serviços ligados à aquisição desses produtos no exterior [...]. Percebe-se que o termo importação não se refere somente à compra de produtos, mas também à contratação de serviços para que a importação ocorra de forma eficaz. A importação, portanto, consiste em adquirir bens ou serviços de outro país devido à necessidade, à busca de melhor qualidade, melhor preço ou também por vaidade ou satisfação pessoal. (LABATUT, 1990). Keed (2010, p. 23) ensina que A importação também pode ser de bens e serviços, entendendo-se a de bens como a transferência de mercadorias entre os países, e os serviços como a compra de assessoria, consultoria, conhecimentos, transportes, turismo, etc.. Desta forma, a fim de atender suas necessidades internas, alguns países contratam serviços do exterior, como, por exemplo, consultoria e assessoria para desenvolver ou aperfeiçoar novos produtos, para realizar manutenção de

17 16 equipamentos provenientes de alguma importação, para auxílio na melhoria e na modernização de transportes e turismo, entre outros. Ou seja, importam de outros países serviços para os quais não possuem qualificação. Maia (2008) explica que em consequência das diferenças geográficas, como o clima e o solo, os países produzem em função do seu menor custo, ou seja, é mais vantajoso para o país A produzir trigo e para o país B produzir café e comercializarem entre si do que para ambos produzirem trigo e café. O autor ainda aponta uma grande vantagem da importação, referindo-se à alta tecnologia, como no setor farmacêutico, por exemplo, onde as pesquisas são caras e se leva bastante tempo para desenvolver determinado produto. Neste caso, o país Importador poderá adquirir medicamentos com preços razoáveis sem ter investido na sua pesquisa. Seguindo o mesmo raciocínio de Maia (2008), Keedi (2008 p ) afirma de forma clara que: Deve-se levar em conta, também, que a importação pode abrir campo para a exportação, pois nunca se deve esquecer que o comércio é uma via de duas mãos, portanto, comprar pode abrir espaço para negociação para a exportação dos produtos do país Importador. Percebe-se que a importação pode trazer diversos benefícios para uma empresa ou país, como a possiilidade de experimentar novas tecnologias, aumentar a variedade de produtos (e, consequentemente, a baixa de preços) e/ou aperfeiçoar a mão de obra interna, fazendo com que ela possa competir em caráter igualitário no mercado internacional. Nota-se, na Tabela 1, que atualmente o Brasil depende muito dos produtos estrangeiros, principalmente dos que exigem maior tecnologia para o seu desenvolvimento. Exemplo disso é a importação de insumos industriais e bens de capital que, acumulados, no ano de 2012 representaram 55,17% do total das importações brasileiras.

18 Tabela 1: Importações brasileiras segundo as grandes categorias econômicas 2011/2012 em US$ FOB 17 CATEGORIA ECONÔMICA JAN-DEZ % JAN-DEZ % Alimentos e bebidas ,30% ,52% -Básicos ,83% ,93% -Elaborados ,47% ,59% Insumos industriais não especificados em outra categoria ,06% ,41% -Básicos ,06% ,52% -Elaborados ,00% ,89% Combustíveis e lubrificantes ,11% ,71% -Básicos ,33% ,85% -Elaborados ,78% ,86% Bens de capital, peças e acessórios ,38% ,76% -Bens de capital (exceto equip. de transporte)... -Peças e acessórios de bens de capital ,74% ,69% ,63% ,07% Equipamento de transporte, peças e acessórios ,06% ,81% - Automóveis de passageiros ,26% ,29% - Equipamento de transporte ,37% ,70% - Peças e acessórios de equipamento de transporte ,44% ,82% Bens de consumo não especificados em outra categoria ,03% ,75% -Duráveis ,17% ,26% -Semiduráveis ,26% ,58% -Não-duráveis ,61% ,91% Outros bens ,05% ,04% T O T A L ,00% ,00% Fonte: Adaptada pela Acadêmica com base em Receita Federal do Brasil (2012) Outra categoria que merece destaque na Tabela 1 é a de combustíveis e lubrificantes, que ocupa o 3ª lugar no ranking, com 17,71% de participação na pauta de produtos importados.

19 18 Conforme Figura 1, Brasil (2014), nota-se que os produtos importados procedem principalmente da China e dos Estados Unidos, representando, respectivamente, um percentual de 15,60% e 15,10% do total das importações. Também merece destaque nosso país vizinho, a Argentina, que ocupa o terceiro lugar no ranking, com 6,90% de participação. Figura 1: Principais países fornecedores do Brasil em US$ Milhões Fonte: SECEX/MDIC Percebe-se ainda que, se acumularmos os percentuais dos países asiáticos, estes terão uma grande parcela de participação de produtos fornecidos ao Brasil. Para que uma importação ocorra de forma eficaz, contudo, é importante observar uma série de procedimentos, conforme o Portal Brasileiro de Comércio Exterior (2013a). O processo de importação se divide em três fases, portanto: administrativa, fiscal e cambial. A administrativa está ligada aos procedimentos necessários para efetuar a importação, os quais variam de acordo com o tipo de operação e mercadoria. A fase fiscal compreende o despacho aduaneiro que se completa com o pagamento dos tributos e com a retirada física da mercadoria na Alfândega. Já a cambial, está voltada para a transferência de moeda estrangeira por meio de um banco autorizado a operar em câmbio.

20 19 Segundo Maluf (2000), as operações de importação no Brasil são situacionais e estão classificadas conforme segue: Importações permitidas, proibidas, suspensas, em consignação, sem cobertura cambial e de material usado Importações Permitidas As importações permitidas são aquelas que ocorrem sem proibições, porém é importante que, antecipadamente, o Importador verifique o tratamento administrativo da sua mercadoria a fim de verificar se está ou não sob alguma exigência. Segundo Faro e Faro (2007, p. 82), As importações permitidas correspondem àquelas operações que de uma forma geral podem ser realizadas (condicionadas ou não a um licenciamento prévio).. Dentro dessa classificação, as importações compreendem as modalidades de: mercadorias dispensadas de Licenciamento, mercadorias de Licenciamento Automático e as de Licenciamento não automático, que são aquelas sujeitas à autorização de algum órgão anuente prévia ao embarque no exterior. (MALUF, 2000). De modo geral, as importações brasileiras não necessitam de licenciamento: os Importadores ou seus representantes devem apenas registrar a Declaração de Importação no Siscomex para iniciar o despacho aduaneiro junto à unidade da Receita Federal do Brasil (RFB). As mercadorias com licenciamento automático, então, são aquelas relacionadas no tratamento administrativo do Siscomex, que também estão disponíveis para consulta no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e as mercadorias amparadas pelo regime aduaneiro especial de drawback. De acordo com a Portaria Secex nº 23, de 14 de julho de 2011, o prazo para a efetivação do licenciamento será de no máximo dez dias úteis, contados a partir da data do registro no Siscomex. Já com relação às mercadorias que estão sujeitas ao licenciamento não automático, na consulta ao seu tratamento administrativo será indicado o órgão responsável pelo exame prévio do licenciamento. Neste caso, normalmente se

21 20 enquandram as seguintes mercadorias: as sujeitas à obtenção de cotas, tarifárias ou não; ao amparo dos benefícios da Zona Franca de Manaus e das Áreas de Livre Comércio; as sujeitas à anuência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); as sujeitas ao exame de similaridade; as de material usado; as originárias de países com restrições constantes de Resoluções da Organização das Nacões Unidas (ONU); os casos de substituição de mercadoria, as operações que contenham indícios de fraude; e aquelas mercadorias sujeitas à medida de defesa comercial. O prazo para a efetivação do licenciamento será de, no máximo, sessenta dias, contados a partir da data de registro do Siscomex. (Portaria Secex nº 23, de 14 de julho de 2011) Importações Proibidas As importações proibidas são situações que, por disposições legais ou acordos internacionais firmados, proíbem a entrada de certas mercadorias no país, seja por questões políticas, econômicas ou de preservação do meio ambiente ou da saúde da população. (PORTAL BRASILEIRO DE COMÉRCIO EXTERIOR 2013b) Importações Suspensas As importações suspensas são aquelas que, por algum motivo, estão temporariamente impedidas de entrar no país. (MALUF, 2000) Um dos motivos da suspensão pode ser a falta de cumprimento de certificações exigidas pelo país Importador.

22 Importações em Consignação As importações em consignação são as que não têm objetivo de permanecer definitivamente no país. Devem ser sem cobertura cambial e cumprir a exigência do Termo de Responsabilidade, no qual declara a suspensão dos tributos até o momento da sua nacionalização. Após a entrada da mercadoria no país, é feito um acompanhamento da sua destinação. (MALUF, 2000) Importações sem Cobertura Cambial As operações de importação sem cobertura cambial são as que não possuem contratação de câmbio, ou seja, não necessitam de pagamento da mercadoria ao exterior. Serão concedidas as importações sem cobertura cambial para (MALUF 2000): a) peças e acessórios, abrangidos por Contrato de Garantia; b) doações; c) filmes cinematográficos; d) investimento de capital estrangeiro, sujeito a registro prévio no Banco Central do Brasil; e) retorno de material remetido ao exterior para fins de teste, exame e/ou pesquisa, com finalidade industrial ou científica; f) bens importados em regime de admissão temporária; e, g) bens importados em consignação. Nos casos em que as mercadorias são admitidas pelo regime aduaneiro especial de entreposto aduaneiro, as importações também são consideradas sem cobertura cambial mas, posteriormente, na nacionalização, passarão a ter a cobertura.

23 Importações de Material Usado A importação de material usado só é concedida em casos excepcionais, obedecendo a uma regulamentação especial que impõe diversas restrições com o intuito de evitar a importação de equipamentos ultrapassados, prejudiciais à economia e que diminuem a competitividade no cenário internacional. É exigido laudo de vistoria e avaliação, firmado por organizações idôneas, comprovando dados do equipamento importado, como, por exemplo, o ano de fabricação, a vida útil média do bem, o valor de mercado e o peso líquido. Fica exigido ainda que os equipamentos importados sejam de uso próprio do processo produtivo do Importador, não tenham similaridade nacional, sejam bens de interesse da economia nacional e não se destinem a controle de qualidade. (MALUF, 2000). Para que a importação seja concedida, deverá ter autorização do Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX) por meio de Licenciamento não-automático. (BRASIL, 2013a) 2.3 Documentos na Importação Por tratar-se de uma operação bastante burocrática, deve-se analisar a documentação de forma criteriosa, visto que a falta de informações ou discrepâncias entre documentos pode acarretar sérios problemas, como atrasos e multas. A confecção dos documentos inicia-se já no primeiro contato com o Exportador; eles devem ser analisados e aprovados pelo Importador ou a quem este submeter tal responsabilidade, por exemplo, seu Despachante Aduaneiro. De acordo com Keedi (2012), os documentos envolvidos no Comércio Exterior podem ser de diferentes espécies: relativos às operações comerciais e financeiras, relativos ao transporte e à proteção das mercadorias. Basicamente, os documentos exigidos nesta operação são: a fatura proforma, a fatura comercial, o conhecimento de transporte, o romaneio de carga - packing list e certificados. Vejamos cada um conceitualmente.

24 Fatura Proforma A fatura proforma é uma espécie de orçamento. Emitida pelo Exportador, ela inicia a negociação, faz com que o Importador avalie as condições impostas para a compra da mercadoria e, caso esteja de acordo, prossiga para a aprovação. Após a aprovação da fatura proforma, são confeccionados os demais documentos, por esta razão deve-se atentar a todos os detalhes informados. Não há um modelo para este documento, tendo em vista que as exigências variam de país para país, porém alguns dados normalmente constam na fatura proforma, tais como: dados completos do Exportador, Importador, consignatário e fabricante; modalidade de pagamento; condição de venda; modalidade de embarque; descrição completa da mercadoria; pesos bruto e líquido; cubagem; preços unitário e total na moeda acordada; INCOTERM utilizado; previsão de embarque e assinatura do Exportador. (MALUF, 2000) Fatura Comercial A fatura comercial é a confirmação de que a negociação foi firmada. É confeccionada com base nos dados da Proforma e, conforme aponta Vieira (2008, p. 91), é o documento oficial que servirá de base para o desembaraço da mercadoria no país de destino.. Assim como a Proforma, a fatura comercial não tem um modelo oficial, porém devem constar as seguintes indicações, conforme o artigo 557 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009: - nome e endereço completos do Exportador e do Importador; - especificações das mercadorias em português ou nos idiomas oficiais do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (inglês, francês e espanhol); - marca, numeração, e, se houver, número de referência dos volumes; - quantidade e espécie dos volumes; - peso bruto e líquido da mercadoria;

25 24 - país de origem - país onde a mercadoria foi produzida ou onde sofreu sua última transformação; - país de aquisição - país do qual a mercadoria foi adquirida para ser exportada; - país de procedência - país onde a mercadoria se encontrava no momento de sua aquisição; - preços unitário e total da mercadoria; - fretes e demais despesas referentes às mercadorias; - condições e moeda do pagamento; e - INCOTERM. A fatura comercial é documento instrutivo do despacho aduaneiro e será exigida pela RFB quando necessário, assim sendo, deverá, além de todas as indicações citadas, estar assinada a punho pelo Exportador Conhecimento de Embarque O conhecimento de transporte, também chamado de conhecimento de embarque, é o documento que indica a posse da mercadoria e, como Keedi (2012) afirma, é o contrato de transporte da mercadoria entre as partes. Ainda, lembra Maluf (2000), que o emitente/transportador ou armador confirma ter recebido a mercadoria entregue pelo embarcador e compromete-se a entregar no destino que lhe foi designado. É emitido pelo transportador ou agente de carga no país de origem da mercadoria, podendo variar de acordo com a modalidade de transporte utilizada. As informações contidas normalmente são comuns entre os modais, tendo normalmente: número sequencial do conhecimento; dados completos do embarcador, Importador e consignatário; local de embarque e viagem; breve descrição da mercadoria, quantidade, marca e espécie dos volumes; tipo de embalagem; pesos bruto e líquido; cubagem; valor do frete e demais taxas; local e data da emissão do conhecimento.

26 25 No caso do modal marítimo, o termo utilizado para o conhecimento de transporte é o Bill of Lading B/L; no modal aéreo é o Air Way Bill AWB; no modal rodoviário é o CRT e, no modal ferroviário, denomina-se carta de porte internacional/ declaração de trânsito TIF/DTA Romaneio de Carga O romaneio de carga, também conhecido como packing list, é a relação que indica detalhadamente os volumes embarcados, como: quantidade de volumes, tamanho, peso e tipo da embalagem. Tem a função de auxiliar na conferência e identificação de qualquer produto dentro de um lote, tanto no embarque quanto no desembarque da mercadoria, pode ser emitido tanto pelo embarcador ou por empresas externas. (KEEDI, 2012) Certificado de Origem O certificado de origem é o documento que confirma a origem da mercadoria. É emitido por órgãos devidamente autorizados e garante ainda atender exigências de acordos comerciais firmados entre os países no sentido de reduzir ou dispensar direitos aduaneiros. (VIEIRA, 2008 ; MALUF, 2000) Além das finalidades já mencionadas, se cumprida a apresentação do certificado de origem, o Importador poderá se beneficiar com a isenção de taxas no destino como o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante AFRMM. Relembra Keedi (2012) que existem diversos tipos de certificado de origem, os quais são definidos entre os países envolvidos e elaborados de acordo com os interesses a que se destinam. Neles devem estar declaradas as características das mercadorias e a sua elaboração, com definição da origem dos materiais ou partes, se importados, nacionais, mistos etc. Podem ser comuns quando não estabelecido

27 um modelo padrão ou específico entre dois países ou blocos de países, bem como para mercadorias Outros Certificados São os certificados emitidos por diversos órgãos de acordo com as exigências e a legislação de cada país Certificados de Análise, Inspeção, Sanitário e Fitossanitário O certificado de inspeção, verificação, análise ou controle da mercadoria pode ser exigido pelo Importador, pelo país de origem ou também pode ser emitido voluntariamente para prevenção de ambas as partes envolvidas. Este documento atesta as condições da mercadoria conforme os requisitos necessários. (KEEDI, 2012) O certificado de análise fornece uma análise físico-química do produto exportado, de acordo com a solicitação do Importador. (MALUF, 2000) O certificado sanitário e o fitossanitário são documentos obrigatórios, sem sua apresentação as mercadorias de origem animal e vegetal não estão autorizadas a entrar no país. (KEEDI, 2012) 2.4 Órgãos Intervenientes nas Importações Brasileiras O Comércio Exterior brasileiro possui uma ampla estrutura, formada por órgaos que de alguma maneira ditam normas e coordenam os processos de importação. Por este motivo, as empresas que pretendem importar devem estar

28 27 cientes da existência e das normas de cada órgão para que seu desconhecimento não prejudique as operações. De acordo com Keedi (2012), não existe uma entidade centralizadora de todos os interesses nacionais, mas sim um grande número de órgãos envolvidos no Comércio Exterior brasileiro, distribuídos em diversos ministérios, cada um com seus interesses próprios. Para um entendimento inicial da estrutura do Comércio Exterior brasileiro, é interessante a visualização da Figura 2: Figura 2 - Organograma do Comércio Exterior Brasileiro Fonte: Elaborado pela Acadêmica com base em informações do Brasil (2013b); COMEXBLOG (2013) Para uma melhor compreensão, na sequencia são apresentados os órgãos envolvidos no Comércio Exterior brasileiro e suas funções.

29 Câmara de Comércio Exterior CAMEX A Câmara de Comércio Exterior, órgão integrante do Conselho de Governo, não está subordinada a um Ministério, foi criada pelo Decreto nº 1.386, de 06 de fevereiro de 1995, e, de acordo com o artigo 1º do Decreto nº de 10 de junho de 2003: Art. 1º A Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo, tem por objetivo a formulação, adoção, implementação e a coordenação de políticas e atividades relativas ao Comércio Exterior de bens e serviços, incluindo o turismo. Sendo assim, na visão de Marinho (2002), a Camex é uma entidade supraministerial, um organismo de caráter deliberativo que deve coordenar as ações de Comércio Exterior. É composta pelos seguintes representantes: Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - como seu presidente; Ministro das Relações Exteriores; Ministro da Fazenda; Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ressalta Keedi (2012) que, além de coordenar, também é da alçada da Camex orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de Comércio Exterior e determinar, no âmbito das atividades de exportação e de importação, critérios e orientações sobre normas e procedimentos para os seguintes temas: - Racionalização e simplificação do sistema administrativo; habilitação e credenciamento de empresas para prática no Comércio Exterior; nomenclatura de mercadoria; conceituação de exportação e de importação; classificação e padronização de produtos; marcação e rotulagem de mercadorias; e regras de origem e procedência de mercadorias. - Estabelecer diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao Comércio Exterior, de natureza bilateral, regional ou multilateral. - Orientar a política aduaneira, observada a competência específica do Ministério da Fazenda, e formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação. - Estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do Comércio Exterior, bem como para investigações relativas às praticas desleais de Comércio Exterior; fixar diretrizes para a política de financiamento de exportações de

30 29 bens e serviços, bem como para a cobertura dos riscos de operação a prazo, inclusive as relativas ao seguro de crédito às exportações. - Fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial; opinar sobre política de frete e transporte internacioinal, portuário, aeroportuário e de fronteiras, visando a sua adaptação aos objetivos da política de Comércio Exterior e ao aprimoramento da concorrência. - Orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários, aeroportuários, de transporte e de turismo, com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior. - Fixar as alíquotas de imposto de exportação e importação, direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou definitivos, salvaguardas. - Alterar, na forma estabelecida nos atos decisórios do Mercado Comum do Sul Mercosul, a Nomenclatura Comum do Mercosul NCM Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC é o principal órgão de atuação na área de Comércio Exterior. É responsável pelas missões comerciais na tentativa de melhorias e aumento das relações do Brasil com outros países, tornando-o mais competitivo, justo e rico em oportunidades para a população brasileira. (KEEDI, 2012) Criado em 2000, tem sob sua competência os seguintes assuntos: política de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços; propriedade intelectual e transferência de tecnologia; metrologia, normalização e qualidade industrial; políticas de Comércio Exterior; regulamentação e execução de programas e atividades relacionadas ao Comércio Exterior; aplicação de mecanismos de defesa comercial; participação em negociações internacionais; formulação da política de apoio à microempresa, empresas de pequeno porte e artesanato; execução das atividades de registro no comércio. (MARINHO, 2002)

31 30 Ao MDIC estão vinculados as seguintes entidades: Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA; Instituto Nacional de Propriedade Industrial INPI; Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia INMETRO e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico BNDES. (BRASIL, 2013c) Para melhor compreensão, Maluf (2000) classifica os órgãos como: a) órgãos gestores; b) órgãos anuentes; c) órgãos auxiliares Órgãos Gestores São os órgãos controladores que garantem a capacidade operacional do Comércio Exterior, tendo como parâmetro as definições normativas Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB Cabe à Secretaria da Receita Federal do Brasil, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, o controle da entrada e saída de produtos e serviços no país, assim como a arrecadação de tributos. Também é de competência da RFB o alfandegamento de portos, aeroportos, pontos de fronteira e zonas secundárias. Nesses locais é comum haver postos da Receita Federal para que assim possam efetuar um melhor controle de sua atividade. (KEEDI, 2012) Além destas funções, pode-se obsevar no Regimento Interno da RFB uma extensa lista de finalidades que a ela competem: [..] planejar, coordenar, supervisionar, executar, controlar e avaliar as atividades de administração tributária federal e aduaneira [...]; propor medidas de aperfeiçoamento e regulamentação e a consolidação da legislação tributária federal [...]; interpretar e aplicar a legislação tributária, aduaneira [...]; preparar e julgar, em primeira instância, processos administrativos de determinação e exigência de créditos tributários e de reconhecimento de direitos creditórios, relativos aos tributos por ela administrados [...]; preparar e julgar, em instância única, processos administrativos de aplicação de pena de perdimento de mercadorias e

32 valores e de multa a transportador de passageiros ou de carga [...]; planejar, dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de fiscalização, lançamento, cobrança, arrecadação e controle dos tributos [...]; promover atividades de cooperação e integração entre as administrações tributárias do País, entre o fisco e o contribuinte, e de educação fiscal, bem assim preparar e divulgar informações tributárias e aduaneiras [...]; gerir o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização FUNDAF [...]; negociar e participar da implementação de acordos, tratados e convênios internacionais pertinentes à matéria tributária e aduaneira [...]; dirigir, supervisionar, orientar, coordenar e executar os serviços de administração, fiscalização e controle aduaneiros, inclusive no que diz respeito a alfandegamento de áreas e recintos, ao controle do valor aduaneiro, as atividades relacionadas com nomenclatura, classificação fiscal e econômica e origem de mercadorias [...]; planejar, coordenar e realizar as atividades de repressão ao contrabando, ao descaminho, à contrafação e pirataria e ao tráfico ilícito de entorpecentes e de drogas afins, e à lavagem e ocultação de bens, direitos e valores [...]; administrar, controlar, avaliar e normatizar o Sistema Integrado de Comércio Exterior SISCOMEX, ressalvas as competências de outros órgãos [...]; realizar e disseminar estudos e estatísticas econômico-tributários e relativos à matéria de Comércio Exterior [...].. (Portaria MF nº 203 de 2012) Banco Central do Brasil - BACEN Também vinculado ao Ministério da Fazenda, o Banco Central do Brasil é o órgão encarregado da formulação e gestão das políticas monetária e cambial compatíveis com as diretrizes do Governo Federal. Compete ao BACEN, portanto, controlar e emitir normas cambiais no Brasil e autorizar a movimentação de moeda estrangeira. (KEEDI, 2012) Desempenhando o papel de banco dos bancos, além das competências de autoridade monetária, o BACEN autoriza as instituições bancárias a operarem na área de câmbio, podendo assim comprar ou vender moeda estrangeira Secretaria de Comércio Exterior - SECEX Vinculada ao MDIC, a Seceretaria de Comércio Exterior SECEX - tem como principais funções o aumento da participação brasileira no comércio mundial, a formulação de propostas de políticas e programas de Comércio Exterior e o

33 32 estabelecimento de normas para sua implementação. Também é incumbida de coordenar a aplicação de defesa contra práticas desleais de comércio, bem como das medidas de salvaguardas comerciais, do aperfeiçoamento do sistema operacional de Comércio Exterior brasileiro e da elaboração e transmissão de informações sobre a área. (MARINHO, 2002) Dentro da estrutura da SECEX existem alguns departamentos que têm como objetivo auxiliá-la no cumprimento de suas funções. Segundo Keedi (2012), a SECEX é divida pelos seguintes departamentos: DECEX - Departamento de Operações de Comércio Exterior. É de sua alçada coordenar o desenvolvimento, a implementação e a administração de módulos operacionais do Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex; analisar e deliberar sobre Licenças de Importação LI, Registros de Exportação RE, e Atos Concessórios de Drawback AC, nas modalidades isenção e suspensão; importar bens usados; e a inteligência comercial. DEINT - Departamento de Negociações Internacionais. É responsável pela participação das negociações de Tratados Internacionais de comércio de bens e serviços, em coordenação com outros órgãos governamentais, nos âmbitos multilateral, hemisférico, regional e bilateral; pela administração, no Brasil, do Sistema Geral de Preferências SGP e do Sistema Global de Preferências Comerciais SGPC, bem como dos regulamentos de origem dos Acordos Comerciais firmados pelo Brasil. DECOM - Departamento de Defesa Comercial, tem como atribuições propor a abertura e conduzir à investigações e revisões de prática desleal às empresas e produtos brasileiros, por meio de processo administrativo de defesa comercial, sobre a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas. DEPLA - Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior. Cabe a este departamento coletar, analisar e sistematizar dados e informações estatísticas de Comércio Exterior, resultando, assim, na balança comercial. Fica ainda sob sua responsabilidade planejar ações e programas visando o desenvolvimento da cultura Exportadora. DENOC - Departamento de Normas e Competitividade no Comércio Exterior. É de sua competência o financiamento e o seguro às exportações; a internacionalização de empresas e a administração do benefício fiscal de redução a

34 zero de alíquota do Imposto de Renda no pagamento de despesas com promoção comercial de produtos brasileiros no exterior Órgãos Anuentes Como visto anteriormente, é de competência da SECEX o licenciamento dos produtos, porém devido à falta de estrutura e à falta de conhecimento das especificidades dos inúmeros produtos importados, é improvável que ela consiga atender a todos os interessados. Diante deste cenário, surgem os órgãos anuentes, que são órgãos credenciados que auxiliam no controle comercial e emitem um parecer técnico de acordo com a natureza do produto ou com a finalidade da operação para fins de licenciamento de importação ou exportação. (MALUF, 2000) Para o Importador ou Exportador ter conhecimento de qual órgão anuente é responsável pelo seu produto, basta efetuar uma consulta ao tratamento administrativo no Siscomex através da sua NCM. Dentre os órgãos, de acordo com BRASIL (2013d), cita-se os mais habituais: ANCINE - Agência Nacional do Cinema: a importação de obra fotográfica deverá ser autorizada por este órgão; ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica: nas operações de importação/exportação de energia elétrica é necessário autorização deste órgão; ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis: tem a finalidade de promover a regulação, a contratação e a fiscalização destes produtos; ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária: exerce a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras e de anui com a importação de medicamentos, alimentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal, equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos, órgãos ou tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições, cigarros e quaisquer produtos que envolvam a possibilidade de risco à saúde; DECEX - Departamento de Operações de Comércio Exterior: competente para analisar e deliberar sobre Licenças de Importação e Atos Concessórios de

35 34 Drawback; nas operações que envolvam regimes aduaneiros especiais e atípicos; bens usados; similaridade e acordos de importação com a participação de empresas nacionais. Fiscalizar preços, pesos, medidas, classificação, qualidades e tipos declarados nas operações de importação, diretamente ou em articulação com outros órgãos governamentais, respeitadas as competências das repartições aduaneiras. DPF - Departamento de Polícia Federal: é responsável por fiscalizar a importação e exportação de todos os produtos químicos que possam ser utilizados como insumo na elaboração de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica; Exército Brasileiro é responsável pela fiscalização da fabricação e do comércio de armamentos; IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis: responsável por proibir a introdução de espécie animal estrangeira no Brasil sem autorização do governo, bem como por fiscalizar, controlar e administrar sobre as substâncias e rezíduos que empobrecem a camada de ozônio; INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial: obriga os Importadores a comprovar o atendimento aos níveis máximos de consumo específico de energia, ou mínimos de eficiência energética, durante o processo de importação. MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: competente para inspecionar animais, vegetais, e seus produtos derivados nos portos e postos de fronteira. Também cabe a ele fiscalizar produtos destinados à alimentação animal nos portos e nos postos de fronteira, bem como fiscalizar a importação de agrotóxicos, do comércio de vinhos e bebidas nos portos e nos postos de fronteira. Estes órgãos são responsabilizados, dentro de sua competência, por analisar se o produto que se pretende importar está de acordo com as normas exigidas para sua nacionalização, e é através do Sicomex que deverão exigir informações complementares ou proceder com o deferimento da Licença de Importação.

36 Órgãos Auxiliares Os órgãos auxiliares são os responsáveis por apoiar e orientar os empresários no processo de internacionalização, e, conforme definição de Marinho (2002, p. 62), São entidades públicas ou privadas que, além de suas atribuições normais, contribuem para o sucesso do Comércio Exterior brasileiro.. Logo, de acordo com Maluf (2000), cita-se alguns dos órgãos auxiliares mais conhecidos e suas funções: SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas: apoio e capacitação na introdução ao mercado internacional; TRADE POINT- entidade sem fins lucrativos inserida no Programa de Eficiência Comercial da UNCTAD/ONU (United Nations Conference on Trade and Development): fomentar o comércio internacional para pequenas e médias empresas; Embaixadas e Consulados Estrangeiros: área encarregada de fornecer dados e informações sobre as estatísticas de comércio, tarifas e regulamentos alfandegários, relação de Importadores, contato com departamentos governamentais e organizações oficiais; Federação de Indústria e Comércio: assessoria em Comércio Exterior e ligação com o governo; Câmaras de Comércio: facilitar o intercâmbio comercial entre países; promover contatos e facilitar informações; Ministério das Relações Exteriores: tem papel fundamental no desenvolvimento do Comércio Exterior brasileiro. É ele quem participa das negociações bilaterais, financeiras, técnicas e outras com países e entidades estrangeiras; BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico: Vinculado ao MDIC, o BNDES apoia a ampliação e diversificação das exportações e disponibiliza financiamentos a longo prazo aos empreendimentos que contribuem para o país. Diante deste panorama, percebe-se que as empresas brasileiras intencionadas em competir no mercado internacional podem contar com diversos órgãos, sejam eles públicos ou privados, para o sucesso de sua operação e para o desenvolvimento econômico e social do país.

37 36 3 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO Este capítulo tem por objetivo apresentar a empresa Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda, sendo que dados aqui utilizados foram coletados do manual interno da empresa e do site 3.1 Histórico Fundada em 1992, na cidade de Itajaí, Santa Catarina, pelo Sr. Edson Luiz Boehme, a Itacex Comissária e Despachos Aduaneiros Ltda. surgiu junto às mudanças político-econômicas adotadas pelo governo no início da década de 90, que vieram a incentivar e a expandir os negócios internacionais. Como resultado desta política, surgiu uma forte demanda por profissionais habilitados que pudessem prestar assessoria especializada em Importação e Exportação. Ao mesmo tempo, as empresas, dos mais variados ramos de mercado, sentiram o aperfeiçoamento e a expansão de suas atividades, bem como a constante evolução do Comércio Exterior. Neste cenário de intensa atividade internacional, vislumbrou-se as oportunidades que o mercado apresentava. Desta forma, a Itacex, pensando em atender seus clientes de maneira eficaz, foi buscar no mercado os melhores profissionais a fim de apresentar assessoria completa em Despachos Aduaneiros. No seu início, contava com apenas três clientes. Hoje, por demonstrar capacidade técnica e credibilidade na execução de seus serviços, atende empresas dos mais diversos portes e atividades, adquirindo assim, uma grande parcela do mercado.

38 Ramo de atividade Especializada em prestação de serviço de despacho aduaneiro de importação e exportação. 3.3 Estrutura organizacional A empresa Itacex conta com sua matriz localizada em Itajaí e uma filial em São Francisco do Sul. Para a matriz, apresenta um organograma simples, porém prático e suficiente para atender suas necessidades: Figura 3 Organograma da empresa Itacex AMINISTRAÇÃO IMPORTAÇÃO EXPORTAÇÃO LOGISTICA RH FINANCEIRO FATURAMENTO ASSISTENTES ASSISTENTES OPERACIONAIS Fonte: Elaborado pela Acadêmica com base em informações da empresa (2013). A área administrativa é responsável pelas tomadas de decisões e controle do funcionamento geral da empresa. Na importação, na exportação e na logístia, é onde ocorrem às execuções dos serviços oferecidos pela empresa. A área de recursos humanos é responsável pela contratação de pessoal e o setor financeiro e de faturamento é onde são concluídos os processos..

39 Visão Ser a melhor empresa em despachos aduaneiros de Santa Catarina. 3.5 Missão Ser uma empresa referência em despachos aduaneiros, com profissionais constantemente capacitados e um clima organizacional motivador. 3.6 Filosofia Oferecer serviços com qualidade e agilidade a fim de liberar as mercadorias com rapidez, satisfazendo as necessidades dos clientes. Para isso, a empresa melhora continuamente os processos e serviços, através de soluções ágeis a consultas e reclamações, cumprindo prazos acordados, treinando e motivando seus colaboradores e adotando formas simplificadas, porém eficientes de trabalho. 3.7 Produtos No setor de importação, oferece os serviços de confecção e registro de Declaração de Importação (DI); confecção de Licença de Importação (LI); desconsolidação de cargas e consultoria. Já na exportação, disponibiliza os serviços de confecção e registro de Exportação (RE); confecção de Despacho de Exportação (DDE); emissão de certificados e consultoria.

40 Mercados O público-alvo da Itacex está especialmente na região sul do Brasil, sendo que atende principalmente os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, mas também realiza atividades no âmbito nacional e internacional, uma vez que recebe consultas de várias empresas, de diferentes localidades, tendo parcerias espalhadas pelo Brasil. No que diz respeito ao aspecto financeiro dos clientes, a Itacex prospecta empresas dos mais diversos portes, pois mediante a legislação aduaneira, todos os clientes passam pelo mesmo crivo analítico junto aos órgãos intervenientes, o que implica em uma mesma dedicação, independentemente do porte de seus clientes.

41 40 4 RESULTADOS DA PESQUISA O Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária é o que permite a permanência dos bens provenientes do exterior por prazo e finalidade determinados. Estes bens mais tarde deverão ser reexportados, com a suspensão total ou parcial dos tributos. (MALUF, 2000) Regulamentado nos artigos 353 a 382 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, e amparado pela Instrução Normativa (IN) RFB nº 1.361, de 21 de maio de 2013, este regime, portanto, é o que permite a importação de bens, que poderão permanecer no país por prazo determinado, com a suspensão total ou parcial dos tributos incidentes na importação, de acordo com a sua finalidade e com o compromisso de retornar a sua origem pela reexportação, e desde que se enquadrem nas condições descritas no art. 358 deste decreto, quais sejam: a) importação em caráter temporário, comprovada esta condição por qualquer meio julgado idôneo; b) importação sem cobertura cambial; c) adequação dos bens à finalidade para a qual foram importados. O regime especial de admissão temporária possui as seguintes espécies: Admissão Temporária com Suspensão Total do Pagamento de Tributos, Admissão para Utilização Econômica e Admissão Temporária para Aperfeiçoamento Ativo. Será relatado brevemente ao que compete à admissão temporária para utilização econômica e para aperfeiçoamento ativo, dando maior ênfase à admissão temporária com suspensão total do pagamento dos tributos, tema do estágio. Segundo Vasquez (2009, p. 227), considera-se utilização econômica o emprego de bens na prestação de serviços ou na produção de outros bens.. De acordo com o art. 373, do Decreto 6.759, de 05 de fevereiro de 2009, ficam sujeitos ao pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, proporcionalmente ao seu tempo de permanência no território aduaneiro. O prazo de permanência do bem no país é determinado no contrato de arrendamento operacional, de aluguel ou de empréstimo, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, conforme descrito no art. 374 do Regulamento Aduaneiro. Diferentemente, com relação à Admissão temporária com suspensão total do pagamento dos tributos, objeto desta pesquisa, destaca o art. 354 do Regulamento

42 Aduaneiro: [...] permite a importação de bens que devam permanecer no país durante prazo fixado. Normalmente utilizada para a entrada de mercadorias estrangeiras sem que sofram quaisquer modificações, aplica-se aos bens admitidos ao amparo de acordos internacionais e aos bens descritos no art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 1.361, de 21 de maio de 2013: 41 I - eventos científicos, técnicos, políticos, educacionais, religiosos, artísticos, culturais, esportivos, comerciais ou industriais; (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.404, de 23 de outubro de 2013); II - manutenção, conserto ou reparo de bens estrangeiros, inclusive de partes e peças destinadas à reposição; III - prestação de serviços de manutenção e reparo de bens estrangeiros, contratada com empresa sediada no exterior; IV - reposição temporária de bens importados, em virtude de garantia; V - seu próprio beneficiamento, montagem, renovação, recondicionamento, acondicionamento, reacondicionamento, conserto, reparo ou restauração; (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.404, de 23 de outubro de 2013); VI - homologação, ensaios, testes de funcionamento ou resistência, ou ainda a serem utilizados no desenvolvimento de produtos ou protótipos; VII - reprodução de fonogramas e de obras audiovisuais, importados sob a forma de matrizes; VIII - assistência e salvamento em situações de calamidade ou de acidentes que causem dano ou ameaça de dano à coletividade ou ao meio ambiente; IX - produção de obra audiovisual ou cobertura jornalística; X - atividades relacionadas com a intercomparação de padrões metrológicos aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); XI - realização de atividades de pesquisa e investigação científica, na plataforma continental e em águas sob jurisdição brasileira, autorizadas pela Marinha do Brasil, nos termos do Decreto nº , de 2 de agosto de 1988; XII - promoção comercial, inclusive amostras sem destinação comercial e mostruários de representantes comerciais; e XIII - pastoreio, adestramento, cobertura e cuidados da medicina veterinária. Dando continuidade, conforme o art. 6º da mesma Instrução Normativa, destacam-se também os bens que são automaticamente submetidos a tal regime, os impressos, folhetos, catálogos, softwares e outros materiais explicativos à utilização dos bens já admitidos no regime, os quais são dispensados de qualquer formalidade necessária ao controle aduaneiro. Vale ressaltar que a concessão do regime poderá ser condicionada à obtenção de licença de importação, ou seja, em se tratando de bens sujeitos a LI não automáticos, bens que necessitam da autorização de órgão administrativo ou anuente, a concessão do regime dependerá da anuência desses órgãos e esta LI não prevalecerá para efeito de nacionalização e despacho para consumo dos bens.

43 42 Art Quando se tratar de bens cuja importação esteja sujeita à prévia manifestação de outros órgãos da administração pública, a concessão do regime dependerá da satisfação desse requisito. 1 o A concessão do regime poderá ser condicionada à obtenção de licença de importação. 2 o A licença de importação exigida para a concessão do regime não prevalecerá para efeito de nacionalização e despacho para consumo dos bens. (Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009) É competência da autoridade aduaneira fixar o prazo de vigência do regime, o qual será concedido em conformidade com o que prescreve o art. 307 e o parágrafo primeiro do art. 355 deste mesmo decreto, in verbis: Art O prazo de suspensão [...] 2 o Quando o regime aduaneiro especial for aplicado a mercadoria vinculada a contrato de prestação de serviço por prazo certo, de relevante interesse nacional, o prazo de que trata este artigo será o previsto no contrato, prorrogável na mesma medida deste. [...] Ainda quanto ao prazo para a concessão do regime, a contagem inicia-se no desembaraço aduaneiro, na emissão do comprovante de importação CI. Art No ato da concessão, a autoridade aduaneira fixará o prazo de vigência do regime, que será contado do desembaraço aduaneiro. 1 o Entende-se por vigência do regime o período compreendido entre a data do desembaraço aduaneiro e o termo final do prazo fixado pela autoridade aduaneira para permanência da mercadoria no País, considerado, inclusive, o prazo de prorrogação, quando for o caso. 2 o Na fixação do prazo ter-se-á em conta o provável período de permanência dos bens, indicado pelo beneficiário. Quanto à prorrogação do prazo de permanência dos bens no país, vale destacar que não será conhecido o pedido de prorrogação apresentado após o término do prazo determinado pela RFB, conforme dispõe o 1º do art. 361 deste decreto, hipótese que é passível de multa (art. 709). Art Aplica-se a multa de dez por cento sobre o valor aduaneiro, no caso de descumprimento de condições, requisitos ou prazos estabelecidos para aplicação do regime aduaneiro especial de admissão temporária ou de admissão temporária para aperfeiçoamento ativo (Lei nº , de 2003, art. 72, inciso I). 1 o O valor da multa referida no caput será de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior (Lei nº , de 2003, art. 72, 1º). 2 o A multa referida no caput não se aplica na hipótese de ser iniciado o despacho de reexportação no prazo fixado no 9 o do art. 367.

44 3 o A aplicação da multa a que se refere o caput não prejudica a exigência dos tributos incidentes, a aplicação de outras penalidades cabíveis e a representação fiscal para fins penais, quando for o caso. 43 Cabe ainda ao beneficiário do regime de admissão temporária, a apresentação perante RFB do termo de responsabilidade, conforme 1º do art. 10 da IN Este termo será constituído na própria Declaração de Importação ou no documento que servir de base para a admissão do regime. Art. 10. O montante dos tributos incidentes na importação, com pagamento suspenso em decorrência da aplicação do regime de admissão temporária será consubstanciado em Termo de Responsabilidade (TR). 1º O TR será constituído na própria Declaração de Importação ou no documento que servir de base para a admissão no regime. Werneck (2011, p. 243) define Termo de Responsabilidade como sendo um documento pelo qual constituem-se obrigações fiscais cujo adimplemento fica suspenso pela aplicação do regime.. Quanto à garantia exigida, esta poderá ser equivalente ao montante dos tributos suspensos, ficando a critério do beneficiário do regime, apresenta-la à RFB na forma de dinheiro, fiança idônea ou seguro aduaneiro em favor da União. Vale ressaltar ainda que não será exigida a garantia nos casos em que o montante dos tributos suspensos for inferior a R$ ,00 (cem mil reais), conforme descrito no 4º do art. 11 da IN RFB 1.361/2013 e também nas hipóteses estabelecidas no art. 5º, as quais já foram mencionadas anteriormente. Com relação à extinção do regime, ou seja, finalizando o processo de admissão temporária e baixa do termo de responsabilidade, deve-se adotar uma das seguintes providências listadas no art. 367 do Regulamento Aduaneiro: a) reexportação que pode ser realizada parceladamente; b) entrega à Fazenda Nacional - livre de quaisquer despesas, desde que a autoridade aduaneira concorde em recebê-los; c) destruição - às expensas do interessado; d) transferência para outro regime especial; ou e) despacho para consumo, se nacionalizados. Nesta operação é possível que a nacionalização seja em nome de terceiros Bastante semelhante à admissão com suspensão total dos tributos é a admissão temporária para aperfeiçoamento ativo. Nesta operação, os tributos devidos na importação também ficam suspensos por tempo determinado, a única

45 44 diferença é que há a modificação da mercadoria para melhor, ou seja, trata-se de efetiva exportação de serviços (WERNECK, 2011). Conforme 1º do art. 380 deste decreto, consideram-se operações de aperfeiçoamento ativo: I - as operações de industrialização relativas ao beneficiamento, à montagem, à renovação, ao recondicionamento, ao acondicionamento ou ao reacondicionamento aplicadas ao próprio bem; e II - o conserto, o reparo, ou a restauração de bens estrangeiros, que devam retornar, modificados, ao país de origem. II - o conserto, o reparo, ou a restauração de bens estrangeiros. Por fim, no que compete às condições básicas para aplicação do regime, as mercadorias devem ser de propriedade de pessoa sediada no exterior e admitidas sem cobertura cambial. O beneficário deve ser pessoa jurídica sediada no País e a operação deverá estar prevista no contrato de prestação de serviço. (Decreto 6.759, de 5 de fevereiro de 2009). Diante do exposto, é visível a semelhança entre as espécies de admissão temporária, sendo de suma importância dominar a legislação que instrue este regime. Assim, para uma melhor compreensão da Admissão Temporária com suspensão total dos tributos, será apresentada a sistemática de uma importação de rotor para reparo, bem como os documentos que instruem o processo e os principais envolvidos na operação. 4.1 Etapas do Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária Neste item estão elencadas as etapas da operação, desde o recebimento dos documentos pelo Analista de Importação até a entrega da carga ao cliente final.

46 4.1.1 Notificação do Processo e Consulta ao Tratamento Administrativo da Mercadoria 45 Mediante contrato firmado entre a contratante (Exportador) e a empresa contratada (Importador) para a execução do serviço de reparo do rotor, se dá início o Regime Especial de Admissão Temporária. O Importador informa à Itacex, por , a NCM da mercadoria, para que seja feita a consulta do tratamento administrativo. O tratamento administrativo da mercadoria é verificado pelo Analista de importação ou por seu assitente, através do programa TECwin. Criado pela Aduaneiras, este programa possibilita também a consulta de dados confiáveis sobre nomenclatura, alíquotas, acordos internacionais, medidas de defesa comercial e legislação sobre importação e exportação. Identificando-se que se trata de um material usado, e que de acordo com a Portaria Secex Nº 23, de 14 de Julho 2011, art. 15, II, e, há necessidade de Licenciamento não Automático, com anuência do Decex, tal informação é repassada pelo analista de importação ao Importador, para que este envie a fatura proforma antes do embarque ao Despachante. No caso estudado, houve precipitação do Importador e este autorizou o embarque sem a Licença de Importação, cuja ação ocasionou penalidade, a qual será vista no decorrer do processo Recebimento da fatura proforma Assim que o analista de importação recebe a cópia da fatura proforma do Importador por , juntamente com os dados do embarque (Importador, Exportador, fabricante, quantidade, peso, valor, NCM, descrição da mercadoria) e a condição do pagamento, que para a operação de admissão temporária deve ser sem cobertura cambial, prossegue-se com a confecção da Licença de Importação no Siscomex.

47 Registro e deferimento da Licença de Importação - LI De posse da cópia da fatura proforma, o assistente de importação confecciona a Licença de Importação, no Siscomex, que após registrada receberá numeração específica e ficará disponível para fins de análise do órgão anuente, neste caso o Decex. Mediante consulta no Siscomex, o analista ficará ciente do status da LI. O prazo para deferimendo da LI é de 60 dias. No caso estudado, a LI foi deferida em um dia e a informação foi repassada por pelo analista ao Importador. A data de deferimento para este caso não teve relevância, visto que o Importador já havia autorizado o embarque da mercadoria, o que significa que ele arcaria com uma despesa desnecessária se providenciado a LI antes do embarque Recebimento da cópia dos documentos Tendo em vista a confirmação de embarque, o Importador envia por a cópia da documentação que aprovou ao analista de importação. Geralmente essas cópias referem-se ao conhecimento de embarque, à fatura comercial, ao packing list e ao contrato de prestação de serviço. Com a cópia desses documentos, é aberto o processo que recebe duas referências, a própria do Importador e a referência para controle interno da Itacex. Analisando a documentação, é possível, pelo conhecimento de embarque, identificar o modal de transporte contratado pelo Importador, e, posteriormente, acompanhar a previsão de chegada da carga no Brasil. A previsão de chegada é repassada ao Importador por ao passo que este, sabendo que o processo de Admissão Temporária é uma operação bastante burocrática e morosa, solicita a autorização de remoção da carga para uma zona secundária, onde o Importador tem acordado prazos e tarifas de armazenagem.

48 Solicitação de remoção da carga para a Zona Secundária Autorizada a remoção da carga para a zona secundária, o assistente de importação solicita ao terminal inclusão na lista de segregação do porto de destino. Isto significa que, no momento da chegada da carga no porto, automaticamente a carga será removida para a zona secundária escolhida. Neste momento também é solicitado o serviço de desova da carga e devolução do container, já que o processo de Admissão Temporária irá necessitar de conferência física fiscal Pré-digitação do processo Com a cópia dos documentos, é possível ainda que o assistente edite o processo no sistema SAP, software utilizado pelo Importador para controle e digitação de processos. Neste sistema, alguns dados (como quantidade, preço, descrição da mercadoria) já estão preechidos e necessitam apenas que o assistente de importação realize a conferência com os documentos recebidos Emissão do requerimento para fiscalização de embalagens e suportes de madeira Tendo como base as informações constantes no BL, o assistente de importação emite o requerimento para fiscalização de embalagens e suportes de madeira, através de modelo específico, denominado FORMULÁRIO XIX. No requerimento, são informados os dados do Importador, o tipo de embalagem e a mercadoria importada, o país de origem e destino final da mercadoria, o meio de transporte utilizado, assim como o nome do navio, o local em que a carga será armazenada, neste caso o recinto aduaneiro de Zona Secundária, o número do

49 48 container, o tipo da embalagem e o documento que será anexado ao requerimento, no caso o BL. O requerimento é assinado pelo Despachante e entregue em três vias, uma via serve de protocolo para acompanhamento do Despachante, e as outras duas para analise e verificação do Ministério. Este documento é exigido pelo Ministério da Agricultura e ficará no processo até que se confirme a chegada e remoção para zona secundária, após esta etapa é agendada a vistoria das embalagens. Adiantados todos os procedimentos referidos, a Itacex então fica no aguardo do recebimento dos documentos originais e continua monitorando a chegada da carga no Brasil Recebimento dos documentos originais Os documentos originais também são enviados pelo Importador à Itacex por meio de malote. Assim que recebidos, o analista de importação confere os documentos e é juntada a documentação para iniciar o processo de requerimento do Regime Especial de Admissão Temporária junto à Receita Federal do Brasil Procedimentos na chegada e remoção da carga Confirmada a atracação do navio, verifica-se no site do Porto de destino se o container realmente descarregou conforme previsto. Confirmada também esta segunda informação, aguarda-se o aviso de remoção da carga para a zona secundária escolhida pelo Importador e um dos Operacionais solicita, junto ao Ministério da Agricultura, o agendamento da vistoria das embalagens. Mediante a confirmação da descarga, da remoção da carga e do agendamento da vistoria do Ministério da Agricultura, portanto, as informações são repassadas ao Importador.

50 Vistoria de embalagem junto ao Ministério da Agricultura Confirmado o agendamento da vistoria de embalagens de madeira, um dos operacionais solicita ao recinto de zona secundária o posicionamento do container. A vistoria das embalagens é realizada por um fiscal do Ministério da Agricultura e acompanhada por um dos operacionais da Itacex. Assim que realizada e confirmada a procedência da carga e a qualidade das embalagens, é liberado o requerimento assinado pelo Fiscal do Ministério da Agricultura, autorizando assim a desunitização da carga Desunitização da carga Já solicitada a desunitização no momento do pedido de remoção da carga pelo asssistente de Importação, a carga é desunitizada automaticamente após o envio do requerimento do Ministério da Agricultura ao recinto, e o container devolvido ao terminal do armador pela transportadora do recinto aduaneiro Abertura do Processo Administrativo junto à Receita Federal Conforme previsto na Instrução Normativa RFB nº 1.361, de 21 de maio de 2013 (arts. 14 e 16), a análise fiscal e a concessão do regime especial de Admissão Temporária serão processadas no curso do despacho aduaneiro e antes do registro da Declaração de Importação, mediante a apresentação dos seguintes documentos à RFB: a) Requerimento de Admissão Temporária RAT; b) Cópia do contrato que ampara a operação; c) Documentos exigidos nas normas aduaneiras (conhecimento de embarque, fatura comercial e packing list). No caso estudado, foram juntadas cópia autenticada do contrato de prestação de serviço, cópia do conhecimento de embarque, cópia da fatura comercial, cópia do

51 50 packing list, RAT com firma reconhecida do representante legal, no caso o Despachante procurador, e cópia da procuração. Estes documentos foram apresentados e protocolados na RFB Ciência do Processo Administrativo do Regime de Admissão Temporária Normalmente a RFB contata o representante legal por telefone para que este compareça à RFB para ciência do processo. Feita esta etapa, o representante legal recebe uma intimação onde estão descritos os procedimentos que deverão ser adotados para o registro da DI. No caso estudado, após cinco dias da entrega dos documentos para abertura do Processo Administrativo, a RFB entregou a intimação ao Despachante, nela solicitou-se que no prazo de 10 dias fossem providenciados os seguintes procedimentos: a) registro da Declaração de Importação no Siscomex com a vinculação do número do processo administrativo descrito na intimação; b) Termo de Responsabilidade, constituído no campo informações complementares da DI, referente aos tributos suspensos, assinado pelo representante legal com firma reconhecida em cartório, neste caso o Despachante; c) apresentação dos documentos originais (contrato de prestação de serviço, conhecimento de embarque, invoice e packing list); d) Procuração específica para assinar termos de responsabilidade em garantia dos tributos suspensos Registro da Declaração de Importação Conforme Art. 15, 3º da Instrução Normativa RFB nº 1.361, de 21 de maio de 2013, a DI para admissão ao regime de Admissão Temporária poderá ser registrada antes da chegada dos bens ao País, porém, como este regíme é atípico para a Itacex, e sabendo-se que a carga passaria por conferência física fiscal, aguardou-se a confirmação de chegada e remoção da carga para o registro da DI.

52 51 A DI é confeccionada pelo analista de importação, previamente digitada no SAP por seu assistente e transmitida ao Siscomex. Nela são informados todos os dados da mercadoria, vinculado o número do processo administrativo e, ainda, conforme Art. 15, 2º, o Importador deve registrar os dados relacionados com o Termo de Responsabilidade (TR) e outras informações que julgar relevantes no campo Informações Complementares da DI. No TR são relacionados os tributos que ficam suspensos até o retorno da mercadoria ao exterior. Conforme previsto no Art. 3º, 1º da Instrução Normativa RFB 1.361, de 21 de maio de 2013, a suspensão dos tributos abrange: a) O Imposto de Importação (II); b) O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); c) A Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços (PIS/Pasep-Importação); d) A Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior (Cofins-Importação). No caso estudado, assim que conferidos pelo analista os dados lançados na DI, ela foi enviada para análise do Siscomex. Visto ter sido a LI emitida após o embarque, conforme já previsto, o Siscomex relatou o seguinte alerta data do deferimento da LI posterior ao embarque, como o Importador já estava ciente desta informação deu-se o prosseguimento do registro da Declaração de Importação. Assim como a LI, a DI também recebe numeração específica do Siscomex para que esta parametrize automaticamente Acompanhamento do Despacho Através do Siscomex, é possível o analista efetuar a consulta da DI para verificação do canal de parametrização por meio da opção Acompanhamento do Despacho. Por tratar-se de uma DI para Admissão Temporária e ainda com LI deferida posterior ao embarque, esta parametrizou em canal amarelo.

53 Assim que confirmada a parametrização, o analista repassa esta informação ao Importador Retificação da DI para recolhimento da multa por LI com deferimento posterior ao embarque Como informado anteriomente, devido ao fato de a carga ter embarcado antes do deferimento da LI e conforme previsto no Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, Art. 706, I, b, aplica-se multa de 30% sobre o valor aduaneiro, com redução de 50%, conforme Art. 732, I. O pagamento da multa se dá através da retificação da DI, em razão de não ser possível o recolhimento por outro método. No caso estudado, já com a autorização do Importador, assim que a DI parametrizou em canal amarelo, o Analista prosseguiu com a retificação da DI e com o recolhimento da multa por LI em atraso Resposta à Intimação da RFB Após a parametrização da DI são juntados pelo Analista os documentos solicitados na Intimação para apresentação à Fiscal solicitante. A apresentação da resposta no caso em estudo, se deu por meio de uma carta à RFB, na qual foram informados: os dados do Importador (nome, CNPJ, endereço); o número do DI, o número do Processo Administrativo e a relação das cópias dos documentos apresentados (conhecimento de embarque, fatura comercial, packing list e contrato de prestação de serviço). Após realizada a entrega dos documentos na RFB por um dos operacionais, deve-se aguardar um parecer.

54 Apresentação dos documentos para conferência documental Novamente, após a parametrização da DI, são juntados pelo analista os documentos originais (conhecimento de embarque, fatura comercial e packing list), uma via da DI e uma da retificação assinadas por seu representante legal, no caso o Despachante, em envelope pardo indicando na capa, a cor do canal, o número da DI, o número do processo administrativo, nome do Importador, número do conhecimento de embarque, quantidade de volumes e peso e recinto onde a carga estará disponível para conferência aduaneira. O envelope é entregue à RFB por um dos operacionais disponíveis na empresa Itacex. Após a entrega do envelope, é confirmado ao Importador a apresentação dos documentos à RFB Suspensão do pagamento do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante AFRMM Conforme previsto no Art. 3º, 1, VI, da Instrução Normativa RFB de 21 de maio de 2013, o AFRMM também será suspenso. Para a concessão do benefício, será apresentado processo ao Departamento da Marinha Mercante. Os documentos apresentados serão: Fomulário padrão de solicitação do benefício, Termo de Responsabilidade padrão, conhecimento de embarque, fatura comercial original e extrato da DI. Após a entrega dos documentos, é recebida numeração específica para acompanhamento da solicitação de suspensão. Através do Sistema de Acompanhamento de Processos SICAP, no site do Ministério dos Transportes, é possível que o analista de Importação confirme o deferimento da solicitação. Assim que confirmada a suspensão deste tributo, o analista informa o Importador e com sua autorização efetua, no sistema da Marinha Mercante, o pagamento da taxa de utilização do mercante, no valor de R$ 21,20.

55 Liberação do conhecimento de embarque junto ao Agente de Carga Conforme acordado entre a Itacex e o Importador, o frete e as taxas locais decorrentes da prestação de serviços ao agente de carga ou armador são pagas diretamente pelo Importador. Cabe apenas ao operacional da Itacex apresentar o conhecimento de embarque original e o Termo de Devolução de container ao agente de carga para liberação no Siscarga Conferência Física da Carga realizada pelo Auditor da RFB A solicitação de conferência física da carga é solicitada pelo Auditor Fiscal da Receita Federal responsável por analisar o processo. No caso estudado, foi realizada pelo AFRFB, acompanhada também pelo Operacional da Itacex. Na conferência física foram confrontados alguns dados, como a classificação fiscal da mercadoria, sua origem, seu estado de novo ou usado, quantidade e número de série. Não foram constatadas discrepâncias entre as informações prestadas na DI e a mercadoria Desembaraço da DI Visto que as etapas da Receita Federal foram concluídas, faz-se novamente o acompanhamento da DI no Siscomex. No caso estudado, o desembaraço ocorreu no dia seguinte da conferência física da mercadoria. A informação do desembaraço, no caso da concessão do regime, foi repassada pelo analista ao Importador por .

56 Devolução dos documentos originais pela RFB Após o desembaraço da DI, os originais apresentados para a análise da RFB são devolvidos ao Despachante Ciência da Concessão do Regime de Admissão Temporária Após o desembaraço da DI e a devolução dos documentos originais, a RFB entra em contato novamente com o Despachante para que este compareça à RFB para ciência do processo. O Despachante então recebe o documento oficial da RFB de concessão do regime. Este documento, além de informar a que se refere a importação, também relata a documentação apresentada, fundamenta o regime e informa o prazo concedido Envio da cópia dos documentos ao Importador Após a concessão do regime, o analista de Importação envia, por , a cópia dos seguintes documentos ao Importador: extrato da Declaração de Importação; extrato da Retificação de Importação; Comprovante de Importação e Concessão do Regime de Admissão Temporária Declaração de Exoneração do ICMS Tendo em vista que a Admissão Temporária proporciona ao Importador a suspensão total dos tributos federais dentro do prazo concedido pela RFB, no

57 âmbito estadual também não é diferente. Conforme Decreto nº 2870, de 27 de agosto de 2001, Anexo 2: 56 Art. 28. Fica suspensa a exigibilidade do imposto relativo à importação de bens sob regime aduaneiro de admissão temporária, na forma da legislação federal: I - totalmente, na hipótese de admissão sem pagamento dos impostos federais incidentes na importação;. Para que a Secretaria do Estado da Fazenda de Santa Catarina (SEFAZ) tenha ciência do processo, o analista de Importação declara o ICMS no Siscomex como exonerado. Após, o contabilista do Importador solicita, por meio do SAT (Sistema de Administração Tributária), o seguinte tratamento tributário diferenciado (TTD): TTD 98: Suspensão do ICMS. Importação de bens sob regime aduaneiro de admissão temporária. O contabilista do Importador ainda protocola o pedido com a documentação exigida na Gerência Regional da Secretaria da Fazenda: Fatura comercial, comprovante de pagamento da taxa de serviços gerais; conhecimento de embarque; DI, CI e Documento de Concessão do Regime de Admissão Temporária. Após o deferimento do TTD pela Gerência Regional, o Analista de Importação encaminha para informando o número da Declaração de Importação (DI), o CNPJ do Importador, o número de concessão do TTD 98 e a cópia do regime de admissão temporária concedido pela Secretaria da Receita Federal (SEFAZ, 2014). O processo é analisado por um dos plantonistas da SEFAZ e, caso aprovado, é informado por como DI liberada, tal informação é repassada ao Importador para que ele possa se programar para o recebimento da mercadoria.

58 Recebimento do DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) de Entrada 57 Assim que o Analista confirma a disponibilidade da coleta da carga, o Importador envia, por , o DANFE para que um dos operacionais da Itacex encaminhe os documentos ao Recinto onde a carga se encontra Entrega da documentação para coleta da carga Para coletar a carga no Recinto Alfandegado é exigido, conforme Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 de outubro de 2006, art. 54, a apresentação dos seguintes documentos: Conhecimento de Embarque original, CI, DANFE e documento de Idenficação da pessoa responsável pela retirada da mercadoria. Ainda, conforme exigência do Recinto Alfandegado utilizado no caso estudado, é necessário apresentar a carta do MAPA original. Tudo é apresentado ao Recinto Alfandegado por um dos operacionais da Itacex Autorização de entrega da carga pelo Recinto Alfandegado Após realizar o recebimento da documentação e sua conferência, o Recinto Alfandegado informa em seu site a confirmação da disponibilidade de retirada da mercadoria, e esta informação é repassada pelo analista ao Importador por .

59 Agendamento da coleta da carga Após concluir todas as etapas do processo de despacho aduaneiro, o analista o repassa ao setor logístico da empresa a fim de que a coleta da carga seja alinhada junto ao Importador e à Transportadora. Depois de confirmados o horário e a data de coleta da carga é criada, no site do Recinto Alfandegado, a senha para carregamento. Feita a confirmação da senha de carregamento, esta é repassada pelo operacional da Itacex à Transportadora para que esta providencie a coleta e a entrega da carga ao Importador Confirmação de Entrega da Carga no Importador Assim que a transportadora confirma a entrega da carga no seu destino final, ou seja, no Importador, são encerrados os procedimentos do Despacho Aduaneiro Faturamento e Arquivamento do Processo Concluídas as etapas do Despacho Aduaneiro e feita a entrega da Carga ao Importador, o processo é repassado ao setor de faturamento da Itacex para que este proceda com o envio dos documentos originais ao Importador e efetue as cobranças da prestação de serviço e comissão devida ao Despachante. Após o faturamento do processo, encerram-se as etapas da operação, ficando sob responsabilidade do Despachante e do Importador monitorar o prazo fixado pela RFB para a extinção do regime de Admissão Temporária, ou seja, deverá ocorrer a reexportação da mercadoria, conforme acordado no contrato de prestação de serviços de assistência técnica, ou, caso necessário, deve ser solicitada a prorrogação do regime.

60 A seguir, apresenta-se um roteiro para melhor compreensão das etapas do processo de Admissão Temporária. 59 Figura 4 Roteiro do Processo de Admissão Temporária Fonte: Elaborado pela Acadêmica com base em informações da empresa (2013; 2014). 4.2 Documentos Instrutivos do Processo Temporária. Neste item são relatados os documentos utilizados no processo de Admissão

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