USO DA RADIAÇÃO GAMA COM FONTE DE COBALTO 60 NA DESINFESTAÇÃO DE ACERVOS DOCUMENTAIS

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1 USO DA RADIAÇÃO GAMA COM FONTE DE COBALTO 60 NA DESINFESTAÇÃO DE ACERVOS DOCUMENTAIS Conceição Linda de França; Kleumanery de Melo Barboza Pesquisadoras Independentes Resumo Este artigo tem por objetivo realizar um estudo comparativo entre os métodos atualmente mais utilizados (anóxia e congelamento) e aplicação da radiação gama com fonte de cobalto 60 analisando os prós e os contras de cada um destes métodos. Ele é parte de pesquisa desenvolvida pelas autoras com o objetivo de estudar o efeito das radiações sobre os materiais. Palavras-chaves: Desinfestação, Radiação e Acervos. Introdução Um dos principais problemas enfrentados pelos conservadores-restauradores para a preservação de acervos documentais são os danos provocados pela ação de insetos xilófagos e microorganismos. Durante muitos anos, a fim de desinfestar estes acervos os mesmos foram tratados com a técnica da fumigação que consistia em utilizar substâncias químicas tóxicas presentes em fungicidas e bactericidas, como, por exemplo, o óxido de etileno, brometo de metila e fosfina (fosfeto de alumínio) altamente nocivos à saúde de conservadores e usuários dos acervos, uma vez que estes tratamentos deixavam resíduos nos objetos. Com a proibição do uso destas substâncias, teve início uma busca por métodos e procedimentos que pudessem salvaguardar os acervos, porém, que não fossem nocivos à saúde e ao meio ambiente. Desta forma, surgem novos tratamentos como a utilização do tratamento por anóxia e atmosfera modificada, que consiste em isolar totalmente o material infestado com bolsas plásticas de alta barreira impermeáveis e na substituição do oxigênio do seu interior por um gás inerte como argônio, o dióxido de carbono ou o nitrogênio. A técnica da anoxia também permite a remoção do ar do interior das bolsas plásticas impermeáveis através da utilização de absorvedores de oxigênio. Em ambos os processos os microorganismos e insetos morrem por asfixia após um período de, aproximadamente, 30 dias. Outra técnica de desinfestação desenvolvida foi o congelamento profundo. Esta técnica não oferece riscos ao operador, nem ao ambiente de trabalho. Entretanto, o congelamento profundo pode oferecer riscos à integridade física dos artefatos quando realizada de maneira inadequada e também pelo processo de contração e dilatação dos diferentes materiais componentes do objeto congelado (tipos e espessuras do papel de uma publicação por exemplo). Estes procedimentos tem se mostrado eficazes, entretanto, pelo fato de não terem efeito residual permitem uma rápida infestação do acervo caso o mesmo entre em contato com outros materiais ou locais infestados. Além disto, estes processos não são eficientes na eliminação de fungos anaeróbicos que podem estar infestando as obras. Recentemente, no Brasil, um novo tratamento tem sido utilizado: Desinfestação com a irradiação gama. Atmosfera Anóxia O método de desinfestação por atmosfera anoxia tem sido amplamente utilizado por conservadoresrestauradores do Brasil devido a sua relativa facilidade de execução e sua eficácia. Consiste basicamente na substituição do oxigênio por um gás inerte ou, mais recentemente, na remoção do mesmo através da utilização de absorvedores. A técnica da anóxia com a utilização de gases inertes teve sua metodologia desenvolvida foi amplamente difundida através de publicação técnica do Getty Conservation Institute na década de O principio básico consiste na criação de uma atmosfera anóxia criada dentro de uma embalagem especial de alta barreira a gases dentro da qual será colocado o objeto infestado por fungos ou outras pragas biológicas (insetos coleópteros ou isópteros). O ar atmosférico desta embalagem, que contém cerca de 20,9% de oxigênio, será substituído por um gás inerte puro que poderá ser o dióxido de carbono (CO2), argônio (Ar) ou nitrogênio (N2), retirando o oxigênio da mesma. Fig livros do Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e um dos três exemplares existentes de um raro livro jurídico sendo submetidos a tratamento com atmosfera anóxia. Fonte: Este método requer muitos cuidados uma vez que é muito complexo, e o monitoramento constante dos níveis de umidade relativa interna e do oxigênio (este deve ficar em taxas abaixo de 0,3 a 0,01%). Como os gases utilizados são isentos de umidade, é necessário

2 o monitoramento da umidade relativa e da temperatura dentro da embalagem através de termohigrômetro de precisão com datalogger e controlar estes índices não permitindo que eles fiquem abaixo dos limites adequados ao material embalado. Também é necessário o monitoramento contínuo da concentração de O2. Este monitoramento durante o processo é indispensável, pois o período de tratamento é longo (de 25 a 30 dias) e pode haver a qualquer momento furos, rasgos ou falhas na selagem da embalagem, permitindo a entrada de oxigênio. Outros problemas que o método apresenta estão relacionados ao uso de alguns gases. O mais utilizado, devido ao seu baixo custo (carga de Dióxido de Carbono 25kg R$ 280,00. Fonte: era o dióxido de carbono (CO2). Porém, foram realizadas pesquisas que demonstravam que a utilização do gás na presença de úmida relativa elevada formava o ácido carbônico (CO2+H2O = H2CO3) o que poderia causar a acidificação do objeto e a aceleração de sua degradação, além de produzir outros efeitos como a corrosão de metais, pigmentos entre outros. Atualmente, o gás mais utilizado é o Nitrogênio, pois seu custo é inferior ao argônio (carga de Nitrogênio 10m3 R$ 305,00, carga de argônio puro % 1m³ R$ 700,00). Na aplicação do método ainda podem acontecer diversos problemas como: Concentração inadequada do gás utilizado, Falhas na vedação hermética do invólucro, Tempo de exposição insuficiente, Falta de monitoramento permanente e medição das concentrações durante todo o processo de tratamento de anóxia, Materiais inadequados para o tratamento Anoxia com absorvedores de oxigênio A técnica da anoxia com absorvedores de oxigênio tem principio semelhante a anterior, porém a remoção do oxigênio é conseguida através da utilização de sachets absorvedores em embalagens de alta barreira lacradas. Estes sachets são permeáveis e em seu interior existe um composto químico em pó, a base de óxido de ferro e Zeolite. Os sachets são amplamente utilizados em embalagens de alimentos e não oferecem riscos as obras. O uso de absorvedores de oxigênio tornou-se uma nova opção em tratamentos de desinfestação e pode substitui com vantagens os procedimentos com gases. Fig.2 Livros acondiconado em plástico de alta barreira com absorvedor de oxigênio. À direita, indicador do nível de oxigênio. Fonte: BECK, 2008 Segundo MAEKAWA (2003), os indicadores de oxigenio são ferramentas essenciais para monitorar o oxigênio residual dentro das bolsas, uma vez que a eficácia do tratamento exige a condição anóxia abaixo de 0,3% de oxigênio. Quando as condições internas das bolsas apresentam níveis de oxigênio abaixo de 0,3% de oxigênio os absorvedores apresentam coloração rosa. Se os níveis estiverem acima de 0,5% os absorvedores tornam-se azuis. Fig.3 Indicador do nível de oxigênio. Fonte: BECK, 2008 A quantidade de absorvedores que deverão ser colocados no interior das bolsas é definida pelo seguinte cálculo: Medir o volume da bolsa em cm³ (largura x profundidade x altura). 1 cm³ = 1 ml. Em seguida obtêm-se o volume de oxigênio contido na bolsa dividindo este volume (cm³)de ar por 5 (há 20% de oxigênio no ar). Segundo o exemplo dado por BECK (2009) se uma bolsa mede 12 x 40 x 30 cm = cm³/5 = cm³ ou ml = 2,8 litros de oxigênio, seriam usados 3 absorvedores de 1 litro de O2. Fig.4 Indicador do nível de oxigênio contido na bolsa. Fonte: BECK, 2008 Os absorvedores reagem em contato com a atmosfera enquanto houver oxigênio para consumir (consomem cerca de 20% da atmosfera). A quantidade de absorvedores deve corresponder ao volume de oxigênio presente no interior da bolsa. O custo é relativamente baixo (embalagem a vácuo com 50 sachets para 500cc R$21,00) e o processo de monitoramento simples utilizando-se indicadores de umidade e oxigênio. As principais vantagens deste método sobre procedimentos com gases são: As embalagens são fechadas e não dependem mais da alimentação de gás.

3 Os volumes são tratados em pequenas embalagens, podendo ser alocados nas próprias prateleiras, evitando ainda riscos de extravio de peças. Obtém a redução do oxigênio abaixo de 0,3%, e esta condição anóxia é monitorada por indicadores, colocados dentro de cada embalagem. O volume de acervo em tratamento é ilimitado. Possibilita, em continuidade, o controle pontual, como ação preventiva. Uma grande desvantagem consiste no fato de que os saches já agirem imediatamente ao serem retirados de suas embalagens á vácuo, devendo ser utilizado todo o conteúdo da mesma imediatamente. Além disto, os volumes tratados não podem apresentar grandes dimensões. Ambos os processos apresentam a grande desvantagem de serem ineficientes para a desinfestação de fungos anaeróbicos. A atmosfera anoxia é muito utilizada na conservação de plásticos, principalmente, para objetos em látex, borrachas e PVC uma vez que evitam a oxidam das borrachas e tornam mais lento o processo de perda do plastificante nos objetos em PVC. Atualmente, como os estudos dos acervos em plástico tem se tornado mais freqüentes, também tem sido estudado a sua eficiência na desinfestação de fungos. Congelamento A técnica de congelamento é uma prática muito utilizada pelos conservadores, uma vez que permite erradicar as pragas dos objetos e coleções de maneira atóxica. A erradicação das pragas ocorre quando a água contida nas suas células e tecidos congela e expande provocando o rompimento dos tecidos. Este processo, apesar de exigir muitos cuidados, é amplamente utilizado em muitos museus brasileiros, principalmente, nos acervos documentais. Para o congelamento, os objetos devem ser embalados em películas ou embalagens hermeticamente seladas e o ar interno deve ser retirado com o auxílio de um aspirador de pó. As embalagens devidamente lacradas são colocadas no freezer, e este é ligado na função de congelamento rápido (fast-freeze), que permanecerá fechado por um período de 15 (quinze) dias, sob temperature constante. Sobre a que níveis de temperature a qual o acervo deverá ser submetido, variam entre os entre -20 C (vinte graus negativos) -25 C (vinte e cinco graus negativos) ou -30 C (trinta graus negativos). Apos este período, o freezer é desligado, porém, é mantido fechado, e só será aberto após 24h do desligamento. Passadas essas primeiras 24h, a tampa do freezer é aberta porém deverão ser aguardadas mais 24h para a abertura das embalagens, que só sera realizada após a termalização dos mesmos para a temperatura ambiente. Após este processo, o acervo passa por uma higienização em uma sala de quarentena e, posteriormente é levado o laboratório de restauração. Fig.5 Livros e documentos acondicionados para serem congelados. Fonte: Fig.6 Técnica de congelamento para a desinfestação de acervo bibliográfico. Foto: Nathália Vieira Serrano. No interior das embalagens deve ser utilizado um material com efeito compensador para a umidade como papel de seda com ph neutro. A principal vantagem do método é que ele é rápido, atóxico, econômico e ecológico. As desvantagens é que pode causar danos graves devido aos diferentes coeficientes de contração e dilatação dos objetos, principalmente nos compostos por materiais diferentes (metais, couro e plásticos). Além disto, o método torna-se inviável, devido a problemas de logística em grandes acervos ou em obras de grandes dimensões e ainda porque o método pode não eliminar de forma eficaz a causa da deterioração, pois pode levar os insetos e fungos a um estado de dormência, necessitando novas aplicações. A Radiação Gama Com o desenvolvimento dos primeiros reatores nucleares em meados do século XX, tem início a produção artificial de isótopos radioativos através de reações nucleares de ativação. O fenômeno de ativação ocorre quando elementos naturais são colocados junto ao núcleo de um reator e, irradiados por nêutrons térmicos, que atingem e penetram no o núcleo do átomo, criando uma quebra de equilíbrio energético no núcleo, aterando sua massa atômica, e consequentemente dando origem ao isótopo. O estabelecimento do equilíbrio energético do núcleo do átomo é feito através da liberação de energia na forma de Raios Gama. A radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas que devido a alta energia que possui, é capaz de penetrar na matéria de forma mais penetrante que as radiações alfa e beta. É obtida através da emissão de um isótopo radioativo como o Cobalto 60 o Iridio 192 e Césio 137. A seguir apresentaremos de forma suscinta as características destes isótopos. O Irídio 192 é obtido a partir do bombardeamento com nêutrons do isótopo estável Ir-191. Suas principais características são Meia - Vida de 74,4 dias, Energia da Radiação de 0,137 a 0,65 MeV. O Césio-137 é um dos produtos da fissão do Urânio Este é extraído através de processos químicos que o separam do Urânio combustível e dos outros produtos de fissão. Suas principais características sãomeia - Vida de 33 anos e Energia de Radiação de 0,66 MeV. O Césio foi muito utilizado na gamagrafia. Entretanto, em virtude das dificuldades para obtenção

4 do Césio 137 e da má qualidade de impressão no filme radiográfico este, atualmente deixou de ser utilizado neste procedimento. Atualmente na análise e tratamento de acervos tem sido utilizado o Cobalto 60. Este é obtido através do bombardeamento por nêutrons do isótopo estável Co 59 e apresenta como principais características Meia - Vida de 5,24 anos, Energia da Radiação de1,17 e 1,33 MeV. A faixa de utilização do Cobalto 60 dependem das especificações técnicas do objeto a ser examinado e/ou tratado. Desinfestação com Radiação Gama com fonte de Cobalto 60 A aplicação da radiação ionizante em livros e/ou documentos históricos antecede 1960, no contexto da conservação de bens culturais, quando a sensibilidade de alguns microrganismos à irradiação foi verificada. Em 1970 foi criado o Programa Nucleart pela Comissão de Energia Atômica da França, com o propósito de utilizar as propriedades da radiação gama para destruição de organismos vivos presentes em obras de arte. A esterilização de materiais e/ou desinfecção tem sido obtida a partir de irradiadores gama ( 60 Co), comerciais ou de pesquisa. A transferência da energia da irradiação para o material a ser tratado ocorre através da interação da radiação com o material irradiado, originando moléculas mais reativas, átomos excitados ou eletricamente carregados (íons). Os produtos dessa interação dão continuidade ao processo. Como resultado da transferência de energia e suas interações, ocorre a inativação de microrganismos ou de outros organismos. A ação da irradiação com os sistemas biológicos dar-se-á tanto pela indução de danos nas estruturas da célula como pela ação indireta da radiação, reação dos radicais produzidos no líquido celular. Os estudos relacionados a utilização em acervos de obras em papel já estão bastante difundidos e já existem várias experiências de aplicações. Estas aplicações tem sido eficientes como método de erradicação de fungos e insetos. A manipulação dos objetos é mínima e não há período de quarentena, ou seja, após a irradiação pode-se manusear livros e outras peças, pois não há efeitos tóxicos derivados de produtos químicos remanescentes ou radioativos. Em relação as doses utilizadas para a desinfestação destes acervos, estas variam muito de autor para autor. Durante as pesquisas, foram encontradas várias referências, muitas baseadas nas experiências de aplicações em frutas e alimentos contaminados por fungos. Para a desinfecção e/ou esterilização produtos por irradiação, doses de radiação podem compreender de 5,0kGy até 25,0kGy. Para o controle de infestação por insetos em livros são necessárias doses de radiação relativamente baixas, da ordem de 0,2 kgy - 0,5 kgy. Para a eliminação de fungos as doses variam entre 3kGy a 12kGy. (L.D. B. Machado1, F. M. Auada2, M. Crescenti, S.I. Borrely1, M.L.O D Almeida, 3, E.S. Pino1, M. Zuffo1) A restauradora Margot Crescenti, (...) é uma entusiasta da tecnologia de irradiação. Estudou muito o assunto e afirma que, dependendo do problema, o método pode ser a melhor escolha. (...) Ela destaca que comprovadamente uma obra sobre papel irradiada até 3 quilogray é eficaz para matar a maioria dos fungos e não danifica o papel. Em 2005, um acervo interditado pela Justiça Federal de São Paulo enfrentou problemas que ameaçaram muitas das obras. O acervo que pertenceu ao Banco Santos encontrava-se em um galpão lacrado pelo Departamento de Polícia Federal. O local sofreu inundação e o acervo foi altamente contaminado por fungos e bactérias. (...) Após contato com pesquisadores do Ipen, o trabalho foi iniciado, a fim de interromper o já acelerado processo de destruição das obras. Para as xilogravuras foi utilizada a dose de 10 quilogray. (...)Para os impressos e manuscritos, a dose foi de 5 quilogray. (...)Os insetos são menos resistentes e 250 Gray representa dose suficiente. Para fungos, a dose fica em torno de 10 quilogray, explica a pesquisadora Yasko Kodama, do CTR, que trabalha no irradiador multipropósito. O controle de infestação por insetos em livros impressos em papel derivado de celulose pode ser realizado, aplicando-se doses baixas de radiação, da ordem de 0,2 kgy a 0,5 kgy, enquanto a infestação por fungos requer doses da ordem de 3 kgy a 8 kgy. Em casos de reinfestação recomenda-se aplicar as mesmas doses. (MAGAUDDA, 2004). Mas vale salientar que a maior parte dos estudos realizados no país a respeito do efeito da radiação gama nas obras com suporte em papel está voltado a avaliar resistência mecânica do mesmo, e poucos abordam as questões relacionadas a alterações da coloração de pigmentos e outros elementos utilizados na decoração dos documentos. Em entrevista com Fausto Carvalho Pinto, técnico do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear da Universidade Federal de Minas Gerais, em sua experiência com a desinfestação de algumas pinturas a óleo sobre tela pertencentes a uma coleção particular, as doses utilizadas foram 10kgy para a eliminação dos insetos xilófagos e 25kgy para os fungos. Segundo o mesmo, não foram realizados testes anteriores em amostras e nem foram documentadas as condições anteriores das obras a fim de identificar se houve ou não danos significativos durante o processo. As doses, assim como relatado pela pesquisadora Yasko Kodama, do CTR, foram determinadas tomando como referencia as aplicadas (...) normalmente utilizada como dose de segurança para desinfecção de fungos e bactérias presentes em ingredientes de alimentos.

5 Fig.7 Modelo virtual da sala de Irradiação do LIG CDTN UFMG. Em relação a irradiação de objetos, sejam em madeira, tecido, marfim ou outros materiais, as doses são aplicadas seguindo o mesmo padrão dos documentos, apenas são maiores chegando a 30kgy. No caso de obras com suporte em madeira (esculturas ou mesmo chassi de pinturas), alguns pesquisadores consideram seguro a aplicação de doses de até 50kgy, tomando como base o estudo realizado por SEVERIANO (2010), onde avaliou os efeitos da radiação gama sobre algumas características das espécies de madeira Cedro Rosa e Imbuia, muito utilizadas em esculturas brasileiras. Na definição da dose de radiação para as matrizes de xilogravura levou-se em consideração a contaminação com fungos e foi estabelecida a dose de 10kGy, que normalmente é utilizada como dose de segurança para desinfecção de fungos e bactérias presentes em ingredientes de alimentos (especiarias e ervas desidratadas). Essa dose foi também utilizada em estudos realizados na recuperação de pinturas contaminadas por microorganismos, tendo se mostrado eficaz. Não houve preocupação com a degradação da madeira, uma vez que experimentos realizados anteriormente no CTR revelaram que a degradação, ou melhor, a fragilização ocorre a partir de 50kGy. (RELA, GOMES, THOMÉ, KODAMA, 2008.) A pesquisa de SEVERIANO (2010) deve ser vista com um pouco de precaução uma vez que foi realizada utilizando corpos de prova com madeiras cortadas recentemente e sem tratamento de policromia em sua superfície. Supõe-se que objetos com suporte em madeira elaborados a mais de 50 ou 100 anos com policromia em sua superfície se comportaram de maneira diferenciada, e desta forma, faz-se necessário estudos mais aprofundados antes de se tomar como referência padrão as doses aplicadas no estudo (as doses foram de 25 a 100kgy). A policromia de uma escultura do século XVIII apresenta tratamento de policromia bastante complexo com diversas camadas de base de preparação com utilização de aglutinantes de cartilagem de coelho, peixe ou boi, sobreposição de camadas de tinta com tempera a ovo, a óleo ou encáustica com pigmentos metálicos, corantes, veladuras vernizes, folhas metálicas entre outros. Atualmente, desconhece-se os efeitos da radiação gama sobre todos estes elementos. Como pontos negativos, durante o processo de irradiação, ocorre a elevação da temperatura da obra em torno de um a dois graus centígrados, que apesar de ser considerado um processo de tratamento a frio (PINTO, 2007) esta elevação pode vir a causar algum dano ao objeto. Segundo TABACNIKS, 2007, os raios gama ( ) (> 400 kv) utilizados para conservação e desinfestação aceleram o envelhecimento dos materiais constituintes. Além disto, segundo SEVERIANO, 2010, as doses absorvidas pela obra irradiada é cumulativa, ou seja, como o tratamento não tem efeito residual, a obra pode ser re-infestada caso seja novamente exposta a condições favoráveis. Desta forma, seria necessário que a obra fosse novamente submetida e a nova dose será acrescentada a anterior, podendo fragilizar o suporte e seus materiais constituintes. Como foi visto anteriormente, apesar de já existirem diversos estudos e aplicações bem sucedidas da técnica de Irradiação gama com fonte de cobalto 60 em obras de arte com suporte tradicional, ainda existem várias questões a ser estudadas a fim de verificar os efeitos da mesma sobre estes bens. Conclusões Os tratamentos que não usam produtos químicos devem ser privilegiados em detrimento dos outros; porém, cada caso é um caso e antes de tomar qualquer decisão várias questões devem ser avaliadas. No Brasil, métodos atóxicos de atmosfera anóxia e congelamento tem se mostrado bastante eficientes em substituição das antigas técnicas de fumigação com gases tóxicos, porém em algumas situações, mostraram falhas como na desinfestação de fungos anaeróbicos.. No que se refere aos métodos de irradiação gama com fonte de Cobalto 60 a fim de eliminar as infestações mais persistentes, vale destacar que os resultados obtidos ainda precisam ser melhor avaliados uma vez que de acordo com as pesquisas para a realização deste artigo, as aplicações realizadas até o momento apresentam resultados com informações conflitantes no que se refere a dose aplicada bem como dos resultados obtidos. Vale salientar a importância de um acompanhamento sistemático dos acervos tratados com irradiação gama com fonte de cobalto 60 a fim de identificar a curto, médio e longo prazo possíveis problemas em decorrência da aplicação. Ressaltamos ainda a necessidade de uma documentação que apresente o estado da obra antes, durante e após a aplicação da irradiação, possibilitando desta forma um melhor acompanhamento do acervo tratado, bem como a realização de análises químicas nos mesmos a fim de identificar possíveis alterações. Referências (1) BECK, Ingrid. Desinfestação do acervo da Biblioteca Rodrigues, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. XIII Congresso da ABRACOR, Porto Alegre, 2009.

6 (2) DUBRANA, Didier. Histoire secrète des chefsd'oeuvre. SPE-Barthélémy. France, 2001 (3) GONZÁLEZ, M. E., CALVO, A. M., HORAK, C., Alfaro, L., MIRANDA, V. Propiedades de papel de oficina restaurado luego de radio tratamiento para descontaminación de hongos y levaduras. 1er. Congreso Iberoamericano y VIII Jornada Técnicas de Restauración y Conservación del Patrimonio 10 y 11 de Septiembre de 2009 La Plata, Buenos Aires, Argentina. (4) MAEKAWA, S.; ELERT, K.. The use of oxygenfree enviroments in the controlo f museum insect pests. In: Tools for Conservation. Getty Conservation Institute, (5) MAGAUDDA, Giuseppe. The recovery of biodeteriorated books and archive documents through gamma radiation: some considerations on the results achieved. Journal of Cultural Heritage 5 (2004) Received 9 October 2002; accepted 7 July (6) RELA, Paulo Roberto; GOMES, Fátima Faria; THOMÉ, Lúcia Elena; KODAMA, Yasko. Recuperação de um acervo: uso da Radiação Gama (Cobalto 60) na descontaminação de objetos do acervo do Instituto de Estudos Brasileiros USP. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n.46 São Paulo 2008, ISSN (7) SANTOS FILHO, Plínio, et all. Congelamento, Limpeza e Higienização da Obra. In.: Revista Brasileira de Arqueometria, Restauração e Conservação - ARC - Vol. 2 - Edição Especial Curso de Introdução à Conservação e Restauro de Acervos Documentais CICRAD. Editora AERPA. Recife, (8) TABACNIKS, M.H. Análise elementar de objetos de arte e arqueológicos: Uma revisão. In. 1o Simpósio Latinoamericano de Métodos Físicos e Químicos em Arqueologia, Arte e Conservação de Patrimônio Cultural LASMAC. São Paulo, s dos Autores

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