Boletimj. Manual de Procedimentos. ICMS - IPI e Outros. Minas Gerais. Federal. Estadual. IOB Setorial. IOB Comenta. IOB Perguntas e Respostas

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1 Boletimj Manual de Procedimentos Fascículo N o 19/2014 Minas Gerais // Federal IPI Consignação industrial // Estadual ICMS NF-e e Danfe // IOB Setorial Federal Automotivo - IPI - Incentivos fiscais - Inovar-Auto - Medida Provisória nº 638/ // IOB Comenta Estadual Concessão de crédito presumido ao setor de pá carregadeira, escavadeira hidráulica, retroescavadeira e motoniveladora // IOB Perguntas e Respostas IPI Alíquota - Aplicação do princípio da anterioridade nonagesimal Importação por conta e ordem - Procedimento IOF Operações de crédito - Prazo indeterminado - Alíquota ICMS/MG Comércio eletrônico - Devolução de valores Serviço de transporte - MDF-e - Obrigatoriedade - Prazos Veja nos Próximos Fascículos a IPI Embalagem de apresentação e de transporte a ICMS - Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e Dacte. a ICMS - Escrituração Fiscal Digital (EFD)

2 2014 by IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Capa: Marketing IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Editoração Eletrônica e Revisão: Editorial IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Telefone: (11) (São Paulo) (Outras Localidades) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ICMS, IPI e outros : IPI : consignação industrial ed. -- São Paulo : IOB Folhamatic, (Coleção manual de procedimentos) ISBN Imposto sobre Circulação de Mercadorias - Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados - Brasil 3. Tributos - Brasil I. Série CDU-34: (81) Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil : Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços : ICMS : Direito tributário 34: (81) 2. Brasil : Imposto sobre Produtos Industrializados : IPI : Direito tributário 34: (81) Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prévia autorização do autor (Lei n o 9.610, de , DOU de ). Impresso no Brasil Printed in Brazil Boletim IOB

3 Boletimj Manual de Procedimentos a Federal IPI Consignação industrial SUMÁRIO 1. Introdução 2. Consignação industrial 3. Venda do produto 4. Devolução 5. Exemplos 6. Consideração quanto ao ICMS 1. Introdução A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário. A legislação do IPI não prevê de forma expressa os procedimentos a serem adotados nas operações de consignação industrial nem concede nenhum tratamento fiscal diferenciado para essas operações. Com base nas regras comuns previstas no Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212/2010, e por analogia às disposições das operações de consignação mercantil, previstas nos arts. 501 a 504, do referido Regulamento, examinaremos, neste texto, o tratamento fiscal aplicável às operações de consignação industrial. industrial, o consignante deverá emitir nota fiscal com destaque do IPI, se devido, indicando como natureza da operação Remessa em consignação e Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) ou (ver exemplo no subitem 5.1). (RIPI/2010, arts. 35, II, e 501, I) 2.2 Destinatário A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal emitida pelo fornecedor no livro Registro de Entradas com utilização do CFOP ou A escrituração será feita com direito ao crédito do IPI destacado no documento fiscal, caso a mercadoria recebida em consignação industrial seja insumo (matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem) a ser utilizado na industrialização de produto que sairá do estabelecimento tributado pelo imposto ou ainda beneficiado com isenção, tributado à alíquota de 0% ou amparado por imunidade (exportação). (RIPI/2010, arts. 456 e 501, II; Lei nº 9.779/1999, art. 11; Instrução Normativa SRF nº 33/1999; Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 5/2006) (RIPI/2010, arts. 501 a 504) 2. Consignação industrial 2.1 Remetente Na saída de produtos de estabelecimento industrial, ou a ele equiparado, a título de consignação 2.3 Reajuste de preço Na hipótese de reajuste do preço contratado por ocasião da saída da mercadoria a título de consignação industrial, deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-01

4 2.3.1 Remetente O estabelecimento consignante emitirá nota fiscal complementar, com destaque do IPI, se devido, com utilização do CFOP ou e com as seguintes indicações (ver exemplo no subitem 5.2): a) a natureza da operação: Reajuste de preço de produto em consignação - Nota Fiscal nº, de / / ; e b) o valor do reajuste. (RIPI/2010, arts. 407, XIII, e 502, I) Destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal complementar no livro Registro de Entradas, observando o disposto no subitem 2.2. (RIPI/2010, arts. 456 e 502, II) 3. Venda do produto Por ocasião da venda (faturamento) do produto remetido em consignação industrial (no período contratado pelos estabelecimentos consignante e consignatário), o consignante deverá emitir nota fiscal sem o destaque do IPI (uma vez que esse já foi destacado na nota fiscal de remessa - conforme visto no subitem 2.1), com as seguintes indicações (veja exemplo no subitem 5.3): a) a natureza da operação: Venda ; b) o valor da operação, que será aquele correspondente ao preço do produto efetivamente vendido, incluído o valor do reajuste de preço (subitem 2.3.1), se houver; e c) a expressão Simples faturamento de mercadoria em consignação - Nota fiscal nº, de. / e (se for o caso) Reajuste de preço - Nota fiscal nº, de / /. Essa nota fiscal será escriturada no livro Registro de Saídas do emitente com utilização apenas das colunas Documento Fiscal e Observações, indicando nessa a expressão Venda em consignação - Nota fiscal nº, de / /. (RIPI/2010, arts. 459 e 503, I, parágrafo único) 4. Devolução Na devolução do produto recebido a título de consignação industrial e não utilizado no referido processo pelo consignatário (estabelecimento industrial), deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. 4.1 Remetente O estabelecimento industrial (consignatário) emitirá nota fiscal com utilização do CFOP ou 6.918, indicando (ver exemplo no subitem 5.4): a) a natureza da operação: Devolução de produto recebido em consignação ; b) o valor do produto efetivamente devolvido, sobre o qual foi pago o IPI; c) o valor do imposto, destacado na nota fiscal por ocasião da remessa em consignação; e d) a expressão Devolução (parcial ou total, conforme o caso) de produto recebido em consignação - Nota fiscal nº, de / /. Notas (1) O valor do IPI será apenas indicado no campo Informações Complementares do quadro Dados Adicionais da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, e não destacado no campo próprio do documento. (2) Na hipótese de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), como o sistema não permite a inclusão do valor do IPI, no campo próprio, e até que seja disponibilizada a versão 3.10 do leiaute desse documento fiscal, o recurso a ser utilizado é, a nosso ver, a indicação do respectivo valor no campo Outras Despesas Acessórias, para que os valores das parcelas correspondam ao total do documento fiscal. (RIPI/2010, arts. 231, caput, I, 416, XIV e 504, caput, I; Manual de Orientação do Contribuinte - NF-e, versão 5.0, Anexo I, item 246; Nota Técnica 2013/005, versão 1.03, itens 3.5 e 3.16, B ) Solução de Consulta - Receita Federal A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), por meio da Solução de Consulta, a seguir transcrita, entende que a operação de devolução acobertada por NF-e deva ser emitida em conformidade com os arts. 231, I, e 416, XIV do RIPI/2010, ou seja, com indicação do valor do IPI no campo Informações Complementares do documento fiscal: MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 5 de 21 de Janeiro de MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

5 ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI EMENTA: DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS. EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um documento de existência apenas digital e que contém os mesmos dados da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, emitida em papel e a qual substitui. Assim sendo, na operação de devolução de produtos que for acobertada por NF-e e seu documento auxiliar DANFE -o qual acompanha os produtos devolvidos -, o estabelecimento que fizer a devolução deverá emitir tais documentos em conformidade com o disposto no art. 231, inciso I, c/c art. 416, inciso XIV, do Ripi/2010. Embora a Receita Federal tenha se pronunciado na forma ora descrita, em face da validação de regras de negócios da NF-e, constante do item do Manual de Orientação do Contribuinte, versão 5.0, se o total do documento apresentar valor diverso da soma dos valores que o compõe, o sistema informa o status de rejeição por meio da mensagem 610, conforme segue: # Campo Regra de Validação Aplic. Msg. Efeito Descrição Erro GW16 Se NF-e de Saída (tpnf=1): -Total do vnf (id:w16) difere do somatório de: (+) vprod (id:w07) (-) vdesc (id:w10) (+) vst (id:w06) (+) vfrete (id:w08) (+) vseg (id:w09) (+) voutro (id:w15) (+) vii (id:w11) (+) vipi (id:w12) (+) vserv (id:w18) (*3) Facult. 610 Rej. Rejeição: Total da NF difere do somatório dos valores compõe o valor Total da NF (NT 2011/005) Desse modo, para evitar o impasse existente entre as disposições do RIPI/2010 e as do Manual de Orientação da NF-e, versão 5.0, entendemos que o valor do IPI nas operações de devolução poderá ser lançado no campo Outras Despesas Acessórias desse documento fiscal, conforme mencionado na nota 2, do subitem 4.1. (RIPI/2010, arts. 231, I, e 416, XIV; Solução de Consulta RFB nº 5/2011) Devolução simbólica O consignatário deverá emitir nota fiscal indicando, além dos demais requisitos, como natureza da operação, a expressão Devolução simbólica de mercadoria recebida em consignação - CFOP ou e no campo Informações Complementares, a expressão Nota fiscal emitida em função de venda de mercadoria recebida em consignação industrial, pela nota fiscal nº, de / /. No que se refere à emissão de NF-e, convém examinar os subitens 4.1 e anteriores. (RIPI/2010, art. 503, II, b ) 4.2 Destinatário O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.918, creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Devolução simbólica O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução simbólica, no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.919, e creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-03

6 5. Exemplos 5.1 Remessa em consignação industrial MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

7 5.2 Reajuste de preço Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-05

8 5.3 Venda MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

9 5.4 Devolução Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-07

10 5.5 Devolução simbólica 6. Considerações quanto ao ICMS Os contribuintes deverão observar a legislação do ICMS vigente no Estado onde se realizar a operação, em especial quanto à emissão de nota fiscal de devolução simbólica, no último dia de cada mês, das mercadorias efetivamente utilizadas ou consumidas no processo industrial, além da possibilidade de aplicação dos procedimentos previstos no Protocolo ICMS nº 52/2000 nas operações interestaduais, pelas Unidades da Federação signatárias. (Protocolo ICMS nº 52/2000) N MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

11 a Estadual ICMS NF-e e Danfe SUMÁRIO 1. Introdução 2. Histórico 3. Implantação 4. Novos prazos da obrigatoriedade de utilização da NF-e 5. Definição 6. Não obrigatoriedade 7. Validade jurídica 8. Credenciamento prévio 9. Forma de emissão 10. Danfe 11. Cancelamento da NF-e 12. CC-e 13. DPEC (NF-e) 14. Disposições contidas na legislação mineira 1. Introdução Com o objetivo de implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico que venha a substituir a sistemática atual de emissão do documento fiscal em papel, com validade jurídica garantida pela assinatura digital do remetente, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco, foi instituída a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), por meio do Ajuste Sinief nº 7/2005. Nesta matéria, trataremos da NF-e, que será utilizada em substituição à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, pelos contribuintes do ICMS e do IPI. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula primeira; Decreto nº /2007) 2. Histórico A Emenda Constitucional nº 42/2003 introduziu o inciso XXII ao art. 37 da Constituição Federal de 1988, que determina às administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a atuar de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. Para o cumprimento desse dispositivo constitucional, os titulares das administrações tributárias federais, estaduais, do Distrito Federal e dos municípios das capitais reuniram-se, no mês de julho/2004, com o objetivo de padronizar as informações, uniformizar procedimentos, racionar custos e carga de trabalho operacional no atendimento, para que a fiscalização se torne cada vez mais eficaz, com maior possibilidade de promover o intercâmbio de informações fiscais entre as 3 esferas governamentais, possibilitando, assim, a realização de ações fiscais de forma coordenada e integrada. No referido encontro, foram aprovados protocolos de cooperação técnica nas áreas de cadastramento e NF-e. Em abril/2005, foi realizada uma reunião técnica Encontro Nacional de Administradores Tributários em São Paulo (Enat)/Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) com a finalidade de unificar os diversos projetos em andamento no âmbito das administrações tributárias. No final de agosto/2005, no evento do II Enat, os Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, o Secretário da Receita Federal e os representantes dos municípios das capitais assinaram o Protocolo ICMS nº 3/2005, com o objetivo de implantar a NF-e, sendo o desenvolvimento do projeto de responsabilidade do Encat, com a participação da Secretaria da Receita Federal (SRF). A partir de novembro/2005, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) passou a integrar o projeto. A utilização desse documento eletrônico facilitará aos contribuintes o cumprimento das obrigações tributárias, uma vez que reduz o custo de impressão, aquisição de papel, envio de documentos etc., além de proporcionar uma maior eficácia nas atividades de fiscalização sobre as operações realizadas pelos contribuintes do ICMS/IPI. (www.fazenda.gov.br) 3. Implantação A NF-e foi implantada nas Secretarias da Fazenda, no entanto, no 1º momento, participam do plano piloto SP, BA, RS, SC, GO e MA. O projeto foi desenvolvido por 19 empresas que se encontram habilitadas, através de regime especial, e gradativamente estendido a outros contribuintes. A partir de agosto/2006, foi iniciada a 2ª fase, que ampliou a quantidade de empresas e Estados participantes. O Ajuste Sinief nº 11/2005 alterou a cláusula décima nona do Ajuste Sinief nº 7/2005 para incluir os Estados do Amapá e Roraima e prorrogou o prazo previsto originalmente de 1º.01 para 1º Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-09

12 Posteriormente, o Ajuste Sinief nº 2/2006 acresceu o parágrafo único à cláusula décima nona do Ajuste Sinief nº 7/2005 para alterar o referido prazo para 1º , para os Estados do Amapá, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco e Distrito Federal. Em , foi publicado o Ajuste Sinief nº 4/2006, que introduziu diversas alterações ao Ajuste Sinief nº 7/2005, o qual instituiu a NF-e e o Documento Auxiliar da Nota fiscal Eletrônica (Danfe). (www.fazenda.gov.br) 4. Novos prazos da obrigatoriedade de utilização da NF-e A obrigatoriedade se aplica a todas as operações efetuadas em todos os estabelecimentos dos contribuintes. A relação dos contribuintes obrigados à utilização inicialmente estava prevista no Protocolo ICMS nº 10/2007. No entanto, foi publicado o Protocolo ICMS nº 42/2009 com os novos prazos do cronograma de implantação da obrigatoriedade, estabelecendo como critério de enquadramento o Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE) principal do contribuinte, bem como os secundários, conforme conste ou, por exercer a atividade, deva constar em seus atos constitutivos ou em seus cadastros, junto ao Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) da Receita Federal do Brasil (RFB) e no Cadastro de Contribuinte do ICMS. Tendo em vista o disposto na cláusula quinta do Protocolo ICMS nº 42/2009 e no comunicado do Portal da NF-e, os prazos estabelecidos para 2010 não se aplicam para as empresas já alcançadas pela obrigatoriedade de uso estabelecida no Protocolo ICMS nº 10/2007, mesmo que cumulativamente estejam enquadradas nas 2 disposições. Portanto, o prazo estabelecido no Protocolo ICMS nº 10/2007 prevalecerá sobre o prazo do Protocolo ICMS nº 42/2009. Neste item, elencaremos as alterações ocorridas em algumas atividades, bem como os novos prazos instituídos com as suas respectivas atividades. (Protocolo ICMS nº 42/2009, cláusula primeira, 1º e 3º) 4.1 Contribuintes obrigados ao uso Neste sentido, foi editado o Protocolo ICMS nº 10/2007, com as subsequentes alterações, que determinou a obrigatoriedade de uso da NF-e, para os contribuintes com base em suas atividades. O Governo do Estado de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), editou a Portaria Saif nº 1/2008, que dispõe sobre o credenciamento de ofício para utilização da NF-e. (Protocolo ICMS nº 24/2008, cláusula primeira, caput e 3º) 5. Definição Considera-se NF-e o documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com objetivo de documentar operações e prestações, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso da SEF. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula primeira, parágrafo único; Decreto nº /2007, art. 1º, 1º, I; RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-A) 6. Não obrigatoriedade A obrigatoriedade de utilização da NF-e não se aplica aos seguintes casos: a) ao estabelecimento do contribuinte que não pratique nem tenha praticado as atividades na cláusula primeira do Protocolo ICMS nº 10/2007 há pelo menos 12 meses, ainda que a atividade seja realizada em outros estabelecimentos do mesmo titular; b) nas operações realizadas fora do estabelecimento, relativas às saídas de mercadorias remetidas sem destinatário certo, desde que os documentos fiscais relativos à remessa e ao retorno sejam NF-e; c) na hipótese de obrigatoriedade para os fabricantes de bebidas alcoólicas, inclusive cervejas e chopes, ao fabricante de aguardente (cachaça) e vinho, enquadrado nos códigos da CNAE /01, /02 ou /00, que tenha auferido receita bruta, no exercício anterior, inferior a R$ ,00; d) na entrada de sucata de metal, com peso inferior a 200 kg, adquirida de particulares, inclusive catadores, desde que, ao fim do dia, seja emitida NF-e englobando o total das entradas ocorridas; e) nas operações realizadas fora do estabelecimento, relativas às saídas de mercadorias remetidas sem destinatário certo, desde que os documentos fiscais relativos à remessa e ao retorno sejam NF-e; f) ao microempreendedor individual (MEI), do regime do Simples Nacional; g) nas operações internas, para acobertar o trânsito de mercadoria, em caso de operação de coleta em que o remetente esteja dispensado da emissão de documento fiscal, desde que o documento fiscal relativo à efetiva entrada seja NF-e e referencie as respectivas Notas Fiscais, modelos 1 ou 1-A. Lembramos que a legislação mineira estabelece que somente é obrigado à emissão da NF-e o estabelecimento de contribuinte cuja atividade exercida MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

13 ou constante nos atos constitutivos ou no CNPJ ou no Cadastro de Contribuintes do Estado esteja relacionada dentre os CNAE constantes no Protocolo ICMS nº 42/2009, Anexo Único. (Protocolo ICMS nº 10/2007, cláusula primeira, 2º; Protocolo ICMS nº 42/2009, cláusula primeira, 2º, cláusula quarta; RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 1º, parágrafo único; Decreto nº /2010) 6.1 Dispensa O Estado de Minas Gerais está autorizado a dispensar a utilização da NF-e nas seguintes hipóteses: a) para o contribuinte inscrito somente no Cadastro de Contribuintes do ICMS, ou seja, que não possui estabelecimentos em outras Unidades da Federação; b) desde 1º , para as atividades elencadas como obrigatórias. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula primeira, 2º; Ajuste Sinief nº 9/2009, cláusula primeira) 7. Validade jurídica A validade jurídica da NF-e é garantida pela assinatura digital do emitente e pela autorização de uso pela administração tributária do Estado onde se localiza o contribuinte antes da ocorrência do fato gerador. A NF-e atenderá ao seguinte: a) terá seu leiaute estabelecido em ato da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe), por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária; b) o respectivo arquivo digital será elaborado no padrão Extended Markup Language (XML); c) deverá conter um código numérico, gerado pelo emitente, que comporá a chave de acesso de identificação da nota, juntamente com o CNPJ do emitente, número e série do documento; d) será assinada pelo emitente, com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), contendo o CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula primeira; Decreto nº /2007, art. 1º, 1º, I; RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-A, 1º) 8. Credenciamento prévio O contribuinte obrigado à emissão de NF-e deverá efetuar previamente seu cadastramento na SEF. Para a emissão da NF-e, o contribuinte deverá credenciar-se mediante a utilização do Módulo de NF-e do Sistema de Administração da Receita da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (Siare). Nota Os contribuintes mineiros que utilizem o Siare devem possuir certificação digital desde 1º (Decreto nº /2011). As instruções de preenchimento encontram-se disponíveis no site do Portal da NF-e (htpp://protalnfe. fazenda.mg.gov.br/credenciamento.aspl). Para a concessão da autorização, o contribuinte deverá ser usuário de Processamento Eletrônico de Dados (PED), devidamente autorizado pelo Fisco estadual, para emitir e escriturar livros fiscais. Após o credenciamento, além das demais normas fiscais, o contribuinte ficará sujeito às normas constantes no Ajuste Sinief nº 7/2005 e no Manual de Integração disponível no Portal da NF-e (http:/www. nfe.fazenda.gov.br/portal/). Nota Cabe destacar que o crédito fiscal somente será permitido, no caso de NF-e, se o documento foi devidamente autorizado e se encontrar em situação regular na base de dados da SEF. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula segunda; Decreto nº /2007, art. 2º; Portaria Saif nº 2/2007, art. 2º, I, parágrafo único; Portaria Saif nº 4/2007; RICMS-MG/2002, Parte Geral, art. 63, 6º e Anexo V, Parte 1, art. 11-A, 2º; Portaria Saif nº 3/2010) 8.1 Análise prévia O Ajuste Sinief nº 7/2005 determina que as Secretarias de Estado da Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, antes da concessão da autorização para utilização de NF-e por contribuinte estadual, devem realizar uma análise prévia, a qual consiste em verificar: a) a regularidade fiscal do emitente; b) o credenciamento do emitente; c) a autoria da assinatura do arquivo digital da NF-e; d) a integridade do arquivo digital da NF-e; e) a observância do leiaute do arquivo estabelecido no Ato Cotepe nº 22/2008 (Manual de Orientação - Contribuinte NF-e); f) a numeração do documento. Após essa análise, o Fisco poderá rejeitar o arquivo da NF-e, denegar a Autorização de Uso da NF-e ou conceder a autorização para uso da NF-e. A rejeição do arquivo será em virtude de: a) falha na recepção ou no processamento do arquivo; b) falha no reconhecimento da autoria ou da integridade do arquivo digital; c) remetente não credenciado para emissão da NF-e; d) duplicidade de número da NF-e; Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-11

14 e) falha na leitura do número da NF-e; f) outras falhas no preenchimento ou no leiaute do arquivo da NF-e. A denegação da Autorização de Uso da NF-e ocorrerá em virtude da irregularidade fiscal do emitente e do destinatário, neste caso, fica a critério da Unidade da Federação exigir. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusulas sexta e sétima; Ato Cotepe/ICMS nº 22/2008) 8.2 Vedação ao credenciamento É vedado o credenciamento para emissão da NF-e de contribuinte que não utilize sistema eletrônico de processamento de dados. Nota Essa obrigatoriedade de uso do PED não se aplica aos contribuintes que exercem atividade de distribuição de combustíveis líquidos (CNAE /01) e às indústrias de cigarros (CNAE /01), conforme Portaria Saif nº 2/2007, art. 2º, parágrafo único. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula segunda, 1º; Portaria Saif nº 2/2007, art. 3º) 8.3 Envio das informações Após a autorização para uso da NF-e, a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais deverá transmitir a NF-e para a RFB e para as demais Unidades da Federação: a) de destino das mercadorias, no caso de operação interestadual; b) onde deva se processar o embarque de mercadoria na saída para o exterior; c) de desembaraço aduaneiro, tratando-se de operação de importação de mercadoria ou bem do exterior. Além dessas situações, as informações poderão ser enviadas também para: a) Suframa quando a NF-e se referir a operações nas áreas beneficiadas; b) administrações tributárias municipais, nos casos em que a NF-e envolva serviços, mediante prévio convênio ou protocolo de cooperação; c) outros órgãos da administração direta, indireta, fundações e autarquias, que necessitem de informações da NF-e para desempenho de suas atividades, mediante prévio convênio ou protocolo de cooperação, respeitado o sigilo fiscal. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula oitava) 8.4 Cadastramento de ofício A legislação mineira incorporou o Ajuste Sinief nº 7/2005 e os Protocolos nºs 10/2007 e 24/2008, que dispõem sobre o cadastramento de ofício para a utilização da NF-e, modelo 55. Assim, os contribuintes estão credenciados de ofício e identificados na listagem publicada no Portal NF-e da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), credenciamento.aspl, independentemente de terem providenciado o credenciamento. Essa listagem será atualizada periodicamente pela SEF, em seu site. Cabe enfatizar que os contribuintes obrigados ao uso da NF-e não podem emitir Notas Fiscais, modelo 1 ou 1-A, exceto nos casos previstos no Protocolo ICMS nº 42/2009. Esses contribuintes deverão: a) requerer, via o credenciamento à emissão da NF-e, se exercer atividade alcançada pela obrigatoriedade, ainda que secundária, e não constar na listagem disponível no site da SEF; b) providenciar a regularização de seus dados cadastrais, em especial quanto à CNAE, se não exercer atividade alcançada pela obrigatoriedade de uso da NF-e e constar na listagem disponível no site da SEF. Os sites para homologação de produção da NF-e, modelo 55, são: Ambientes de Homologação e de Produção da NF-e AMBIENTE DE HOMOLOGAÇÃO AMBIENTE DE PRODUÇÃO https://hnfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nferecepcao2 https://nfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nferecepcao2 https://hnfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nferetrecepcao2 https://nfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nferetrecepcao2 https://hnfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfeconsulta2 https://nfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfeconsulta2 https://hnfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfestatusservico 2 https://nfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfestatusservico2 https://hnfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfecancelamento2 https://nfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfecancelamento2 https://hnfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfeinutilizacao2 https://nfe.fazenda.mg.gov.br/nfe2/services/nfeinutilizacao2 (Portaria Saif nº 4/2007; Portaria Saif nº 1/2008; Portaria Saif nº 2/2009; Portaria Saif nº 3/2009; Portaria Saif nº 4/2010; Portaria Saif nº 5/2010; Portaria Saif nº 7/2010) MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

15 9. Forma de emissão A NF-e deverá ser emitida com base em leiaute estabelecido em ato Cotepe, por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária. O Ato Cotepe/ICMS nº 22/2008 dispõe sobre as especificações técnicas da NF-e, do Danfe e dos pedidos de concessão de uso, cancelamento e inutilização de NF-e, nos termos do Ajuste Sinief nº 7/2005. A empresa emissora gerará um arquivo eletrônico com as informações fiscais de operação comercial, o qual deverá ser assinado digitalmente, de forma a garantir a integridade dos dados e autoria do emissor. Esse arquivo será transmitido pela Internet para a Secretaria da Fazenda de jurisdição do contribuinte, a qual fará uma pré-validação e devolverá um protocolo de recebimento (autorização de uso) que deverá acobertar o trânsito da mercadoria. O arquivo digital da NF-e só poderá ser utilizado como documento fiscal após: a) ser transmitido eletronicamente à SEF, via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, com utilização de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela SEF; b) ter seu uso autorizado por meio de Autorização de Uso da NF-e, pela SEF. A NF-e, o Danfe e a Carta de Correção Eletrônica (CC-e) são considerados documentos fiscais e devem respeitar todas as condições e os critérios para sua emissão. A NF-e será emitida respeitando-se a numeração sequencial de 1 a , por estabelecimento e por série, reiniciando-se quando atingido o limite superior. Notas (1) O Comunicado SRE nº 13/2010 informa que, desde , o contribuinte mineiro poderá informar a data de saída da mercadoria e a placa do veículo transportador na NF-e por meio do Siare, módulo de Registro de Saída - NF-e, desde que, no documento autorizado, não conste indicação para os campos Data de Sápida e Placa do Veículo e que a informação ocorra antes da saída da mercadoria. (2) Os contribuintes mineiros que utilizem o Siare devem possuir certificação digital desde 1º (Decreto nº /2011). (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusulas terceira e quinta; Ato Cotepe/ICMS nº 22/2008; RICMS-MG/2002, Parte Geral, art. 130, XXXI, art. 131, XXXI e XXXII, e art. 143-A e Anexo V, Parte 1, art. 11-A, 3º; Comunicado SRE nº 13/2010) 9.1 Impossibilidade técnica Nas situações em que não for possível gerar o arquivo da NF-e, transmiti-la ou obter a resposta da Autorização do Uso da NF-e, o interessado deverá emitir o Danfe em 2 vias, uma das quais será utilizada no transporte das mercadorias até que sejam sanados os problemas técnicos dessa transmissão. No Danfe, deverá ser consignada, no campo de observações, a expressão Danfe emitido em decorrência de problemas técnicos. Nesse caso, as vias do Danfe terão a seguinte destinação: a) uma das vias permitirá o trânsito das mercadorias até que sejam sanados os problemas técnicos e deverá ser mantida em arquivo pelo destinatário pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda de documentos fiscais; b) outra via deverá ser mantida em arquivo pelo emitente pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda dos documentos fiscais. O emitente deverá efetuar a transmissão da NF-e imediatamente após a cessação dos problemas técnicos que impediram a sua transmissão, informando, inclusive, o número dos Formulários de Segurança (FS) utilizados. E o destinatário deverá comunicar o fato à unidade fazendária do seu domicílio se, no prazo de 30 dias do recebimento da mercadoria, não puder confirmar a existência da Autorização de Uso da NF-e. No caso de ter havido a transmissão do arquivo da NF-e, e, por problemas técnicos, o contribuinte ter optado pela emissão de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, este deverá providenciar, assim que superado o problema técnico, o cancelamento da NF-e, caso esta tenha sido autorizada. Tanto o emitente quanto o destinatário deverão manter em seu estabelecimento suas vias pelo prazo prescricional para guarda dos documentos fiscais, previsto no RICMS-MG/2002, Parte Geral, art. 96, 1º. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula décima primeira) 9.2 Emissão da NF-e em contingência Nota O Ato Cotepe/ICMS nº 14/2009 aprovou o Manual da NF-e em Contingência, versão 1.01, que determina as especificações técnicas a serem adotadas nos processos de emissão da NF-e nestas situações. Nas situações em que, em decorrência de problemas técnicos, não for possível transmitir a NF-e para a SEF, ou obter resposta à solicitação de Autorização de Uso da NF-e, o contribuinte deverá gerar novo arquivo, informando que a respectiva NF-e foi emitida em contingência e adotar uma das seguintes alternativas: a) transmitir a NF-e para o Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (Scan) - RFB; b) imprimir o Danfe em FS, observado o seguinte: b.1) o Danfe deverá ser impresso em 2 vias, constando no corpo a expressão Danfe em contingência. Impresso em decorrência de problemas técnicos ; Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-13

16 b.2) uma via permitirá o trânsito das mercadorias ou dos bens e será mantida em arquivo pelo destinatário pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda de documentos fiscais; b.3) uma via será mantida em arquivo pelo emitente pelo prazo estabelecido na legislação tributária para a guarda dos documentos fiscais; b.4) dispensa-se a exigência de FS para a impressão das vias adicionais do Danfe; c) transmitir Declaração Prévia de Emissão em Contingência - DPEC (NF-e), para a RFB, observando-se os seguintes critérios: c.1) o Danfe poderá ser impresso em, no mínimo, 2 vias, constando no corpo a expressão Danfe impresso em contingência - DPEC regularmente recebido pela Receita Federal do Brasil ; c.2) uma via permitirá o trânsito das mercadorias e deverá ser mantida em arquivo pelo destinatário pelo prazo de 5 anos; c.3) outra via deverá ser mantida em arquivo pelo emitente, pelo prazo de 5 anos. Nas situações descritas nas letras b e c deste item: a) imediatamente após a cessação dos problemas técnicos que impediram a transmissão ou recepção do retorno da autorização da NF-e e até o prazo-limite definido em ato Cotepe, contato a partir da emissão da NF-e, o emitente deverá transmitir à SEF as NF-e geradas em contingência; b) caso a NF-e transmitida vier a ser rejeitada pela SEF, o contribuinte deverá: b.1) gerar novamente o arquivo com a mesma numeração e série, sanando a irregularidade; b.2) solicitar nova Autorização de Uso da NF-e; b.3) imprimir em FS o Danfe correspondente à NF-e autorizada; b.4) entregar a NF-e autorizada bem como o novo Danfe impresso nos termos da letra a, caso a geração saneadora da irregularidade da NF-e tenha promovido alguma alteração no Danfe; c) depois de decorridos 30 dias do recebimento da mercadoria ou bem, caso não possa confirmar a existência da Autorização de Uso da NF-e, o destinatário deverá comunicar o fato à administração fazendária a que estiver circunscrito; d) o destinatário manterá a via do Danfe descrita na letra b.4, juntamente com a via relativa ao trânsito da mercadoria ou da DPEC; e) considera-se emitida a NF-e em contingência no momento da impressão do respectivo Danfe em FS, ou no momento da regular recepção da DPEC pela RFB, conforme alternativa adotada. O contribuinte deverá informar no arquivo da NF-e o motivo da entrada em contingência, bem como a data, hora com minutos e segundos do seu início, devendo tais informações ser impressas no Danfe. O emitente deverá, no caso das NF-e que foram transmitidas antes da contingência e que ficaram pendentes de retorno, após a cessação das falhas: a) solicitar o cancelamento das NF-e que retornaram com autorização de uso e cujas operações não se efetivaram ou foram acobertadas por NF-e emitidas em contingência; b) solicitar a inutilização da numeração das NF-e que não foram autorizadas nem denegadas. Ressaltamos que a legislação veda a reutilização, em contingência, de número de NF-e transmitida com o tipo de emissão Normal. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, arts. 11-D a 11-E) 9.3 Problemas técnicos - Contingência - FS Quando, em decorrência de problemas técnicos, não for possível transmitir a NF-e ou obter resposta à solicitação de Autorização de Uso da NF-e, o contribuinte deverá gerar novo arquivo, conforme definido no Ato Cotepe nº 33/2008, e informar que a respectiva NF-e foi emitida em contingência, tendo como uma das alternativas imprimir o Danfe em FS. No entanto, o contribuinte deve observar que a cláusula décima sétima A, 3º, do Ajuste Sinief nº 7/2005, na redação dada pela cláusula primeira do Ajuste Sinief nº 10/2009, estabeleceu que, desde 1º , é vedado à administração tributária dos Estados autorizar o Pedido de Aquisição de Formulário de Segurança (PAFS) quando os formulários se destinarem à impressão do Danfe. Os contribuintes poderão utilizar os FS autorizados até o final de seu estoque. O Fisco mineiro incorporou os Convênios ICMS nºs 96 e 97/2009 no RICMS/MG, que dispõem sobre o Formulário de Segurança - Documento Auxiliar (FS-DA) a ser utilizado pelos contribuintes usuários da NF-e nas situações em que há problemas técnicos para emissão da NF-e, com vigência desde 1º Assim, dentre outras alterações, foram incluídos no RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, os arts. 145-A a 145-F MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

17 Foi estabelecido também que, desde 1º , o impressor autônomo fica obrigado ao uso da EFD, caso ainda não tenha sido alcançado por esta obrigatoriedade. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula décima sétima A, 3º; Ajuste Sinief nº 10/2009, cláusula primeira; Decreto nº /2010) FS As disposições sobre o FS estão dispostas no RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, arts. 145-A a 145-F. Os FS serão utilizados para as seguintes finalidades: a) impressão e emissão simultânea de documentos fiscais (prevista no RICMS-MG/2002, Anexo VII, Parte 1, arts. 21 a 26) sendo denominados Formulário de Segurança - Impressor Autônomo (FS-IA); b) impressão dos documentos auxiliares de documentos fiscais eletrônicos, sendo denominados Formulário de Segurança - Documento Auxiliar (FS-DA). Nesse caso, a seriação do FS utilizado para uma dessas finalidades deverá ser distinta da seriação daquele utilizado para a outra finalidade. Lembramos que é vedada a utilização de FS em destinação diversa daquela para a qual foi autorizado. Os FS serão fabricados em papel dotado de estampa fiscal com recursos de segurança impressos ou em papel de segurança com filigrana, observadas as especificações técnicas previstas em ato Cotepe, e terão: a) numeração tipográfica sequencial de a , vedada a sua reinicialização; b) seriação de AA a ZZ, em caractere tipo Leibinger, corpo 12, exclusiva por estabelecimento fabricante do FS, definida no ato de seu credenciamento. O fabricante de FS será credenciado pela Cotepe, conforme disposto no Convênio ICMS nº 96/2009. O PAFS será impresso em FS, em 3 vias, com as seguintes destinações: a) 1ª via: Fisco; b) 2ª via: adquirente do formulário; c) 3ª via: fornecedor do formulário. Os FS poderão ser utilizados por mais de um estabelecimento da mesma empresa, desde que situados neste Estado, e o controle de sua utilização será exercido nos estabelecimentos do encomendante e do usuário do formulário, conforme disposto em ato Cotepe. Nesse caso, deverá ser solicitada autorização única, indicando-se: a) a quantidade dos formulários a serem impressos e utilizados em comum; b) os dados cadastrais dos estabelecimentos usuários; c) os números de ordem dos formulários destinados aos estabelecimentos descritos na letra b, devendo ser comunicadas eventuais alterações à administração fazendária de circunscrição do estabelecimento encomendante. O uso dos FS poderá ser estendido a estabelecimento não relacionado na correspondente autorização, desde que haja aprovação prévia da delegacia fiscal de sua circunscrição. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, arts. 145-A a 145-F; Decreto nº /2010) 9.4 Orientação sobre o preenchimento da NF-e O Fisco mineiro divulgou orientações sobre a emissão da NF-e a serem aplicáveis nas operações, internas e interestaduais, realizadas desde 1º Assim, o Fisco estabeleceu que: a) se o estabelecimento destinatário for inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de Minas Gerais e não for informado o respectivo número de inscrição estadual no preenchimento do documento eletrônico, ocorrerá rejeição da NF-e; b) se o estabelecimento destinatário encontrar-se em situação irregular perante o Fisco mineiro, ocorrerá a denegação da NF-e; c) se o estabelecimento destinatário encontrar-se com inscrição estadual baixada, deverá ser informado, no sistema emissor de NF-e, apenas o CNPJ do referido estabelecimento. Dessa forma, o Fisco orienta a utilização do serviço de consulta cadastro disponibilizado no sistema de emissão da NF-e para verificação prévia da situação do destinatário da NF-e. (e-comunicado Conjunto Saif/Sufis/Sutri nº 1/2013) 10. Danfe O Danfe foi instituído para uso no trânsito de mercadorias ou para facilitar a consulta à NF-e e, em alguns casos, conforme a legislação da Unidade da Federação, poderá ser utilizado quando ocorrerem problemas técnicos no sistema que gera o arquivo da NF-e. O Danfe não é uma nota fiscal, mas sim um documento auxiliar que tem por finalidade o uso no trânsito de mercadorias em caso de impossibilidade técnica de transmissão da NF-e, bem como para facilitar a sua consulta, pois contém uma chave de acesso que permite ao detentor desse documento confirmar a Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-15

18 sua efetiva existência por meio do ambiente nacional (SRF) ou site da Sefaz na Internet. Trata-se, portanto, de uma representação gráfica simplificada da NF-e, em papel comum, em única via na Internet, e um código de barras bidimensional que facilitará a captura e a confirmação de informações da NF-e pelas unidades fiscais, no caso de utilização no trânsito de mercadorias ou para facilitar a consulta da NF-e. Entretanto, nas situações em que o Danfe for emitido em decorrência da impossibilidade de gerar/ transmitir o arquivo da NF-e ou obter a resposta de Autorização de Uso da NF-e, este será emitido em FS diferentemente do disposto no parágrafo anterior. Caso ocorra essa emissão, em no mínimo 2 vias, conforme detalhamos no subitem 9.1 deste procedimento, a expressão Danfe emitido em decorrência de problemas técnicos deverá ser consignada no documento. Nas situações em que a legislação tributária exigir a utilização de vias adicionais ou prever utilização específica para as vias das notas fiscais, o contribuinte que utilizar NF-e deverá emitir o Danfe com o número de cópias necessárias para cumprir a respectiva norma. Lembramos que o Danfe será utilizado para acompanhar o trânsito de mercadorias acobertado por NF-e e que será impresso em única via. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusulas nona e décima primeira; Decreto nº /2007, art. 1º, 1º, II; RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-C) 10.1 FS Nas situações em que ocorrerem problemas técnicos para gerar o arquivo da NF-e, transmitir ou obter a resposta da Autorização do Uso da NF-e, será emitido Danfe, caso a Unidade da Federação de origem não permita a emissão de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, em substituição à NF-e. Nota Verificar os procedimentos relativos ao FS descritos no subitem deste procedimento. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula décima primeira; Convênio ICMS nº 96/2009; Decreto nº /2010) 10.2 Alteração do leiaute do Danfe O Danfe poderá conter outros elementos gráficos, desde que estes não prejudiquem a leitura do seu conteúdo ou do código de barras por leitor óptico. Os contribuintes, mediante autorização de cada Unidade da Federação, poderão solicitar alteração do leiaute do Danfe, previsto em ato Cotepe, para adequá-lo às suas operações, desde que mantidos os campos obrigatórios. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusula nona, 6º e 7º) 10.3 Emissão do Danfe Para a emissão do Danfe, será observado o seguinte: a) terá seu leiaute estabelecido em ato Cotepe, podendo, mediante autorização da Superintendência de Arrecadação e Informações Fiscais (Saif), ser alterado para adequá-lo às operações do contribuinte, desde que mantidos os campos obrigatórios relativos à NF-e; b) conterá código de barras, conforme padrão estabelecido em ato Cotepe; c) os títulos e as informações dos campos constantes do documento serão grafados de forma legível; d) poderá conter outros elementos gráficos, desde que não prejudiquem a leitura de seu conteúdo, inclusive do código de barras por leitor óptico; e) o verso do documento destina-se à aposição de carimbos de controle do Fisco, permitida a indicação de informações complementares de interesse do emitente, desde que reservado espaço com dimensão mínima de 10x15 cm, em qualquer sentido; e f) será impresso em papel, exceto papel jornal, no tamanho A4, podendo ser utilizadas folhas soltas, FS, formulário contínuo ou formulário pré-impresso. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-C, 1º) 11. Cancelamento da NF-e Nota O prazo para cancelamento da NF-e, desde 1º , é de, no máximo, 24 horas (Ato Cotepe nº 13/2011, na redação dada pelo Ato Cotepe/ ICMS nº 35/2010). Após a concessão de Autorização de Uso da NF-e, o emitente poderá solicitar o cancelamento da NF-e, desde que não tenha havido a circulação da respectiva mercadoria ou prestação de serviço em prazo não superior a 24h a contar da data da concessão de Autorização de Uso de NF-e. A NF-e somente poderá ser cancelada mediante a transmissão do Pedido de Cancelamento de NF-e, enviado à Secretaria de Estado da Fazenda, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, via Internet, observado o disposto no Manual de Orientação do Contribuinte. O Pedido de Cancelamento de NF-e deverá ser assinado pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

19 A transmissão poderá ser realizada por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária. A cientificação do resultado do Pedido de Cancelamento de NF-e será feita mediante protocolo, disponibilizado ao emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela SEF e o número do protocolo, podendo ser autenticado mediante assinatura digital gerada com certificação digital da SEF ou outro mecanismo de confirmação de recebimento. O contribuinte deverá solicitar, até o 10º dia do mês subsequente, a inutilização de números de NF-e não utilizados, na eventualidade de quebra de se quência da numeração da NF-e. O cancelamento da NF-e após o prazo de 24h e antes de 168 horas, contadas do momento da concessão de Autorização de Uso da NF-e, será considerado válido, desde que observado o procedimento estabelecido por portaria da Saif da SEF. (Ajuste Sinief nº 7/2005, cláusulas décima segunda e décima terceira; RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-F) 11.1 Inutilização dos números de NF-e A inutilização de números de NF-e será efetuada mediante Pedido de Inutilização de Número da NF-e, observado o leiaute estabelecido no Manual de Integração da NF-e, transmitido via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, pelo emitente à SEF. O Pedido de Inutilização de Número da NF-e deverá ser assinado pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. A cientificação do resultado do Pedido de Inutilização de Número da NF-e será feita mediante protocolo, disponibilizado ao emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, os números das NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela SEF e o número do protocolo, podendo ser autenticado mediante assinatura digital gerada com certificação digital da SEF ou outro mecanismo de confirmação de recebimento. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-G) 12. CC-e Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, durante o prazo estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte, o emitente poderá sanar erros em campos específicos da NF-e, observado o disposto no RICMS-MG/2002, Parte Geral, art. 96, XI, por meio de CC-e, transmitida à SEF, via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia. A CC-e deverá atender ao leiaute estabelecido em ato Cotepe que aprova o Manual de Integração da NF-e e ser assinada pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. A cientificação da recepção da CC-e será feita mediante protocolo disponibilizado ao emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela SEF e o número do protocolo, podendo ser autenticado mediante assinatura digital gerada com certificação digital da SEF ou outro mecanismo de confirmação de recebimento. Havendo mais de uma CC-e para a mesma NF-e, o emitente deverá consolidar na última todas as informações anteriormente retificadas. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-H) 13. DPEC (NF-e) A DPEC (NF-e) deverá ser gerada com base em leiaute estabelecido no Manual de Integração da NF-e, observadas as seguintes formalidades: a) o arquivo digital da DPEC deverá ser elaborado no padrão XML; b) a transmissão do arquivo digital da DPEC deverá ser efetuada via Internet; c) a DPEC deverá ser assinada pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. O arquivo da DPEC conterá informações sobre a NF-e e, no mínimo: a) a identificação do emitente; b) informações das NF-e emitidas, contendo, no mínimo, para cada NF-e: b.1) chave de acesso; b.2) CNPJ ou CPF do destinatário; b.3) Unidade da Federação de localização do destinatário; b.4) valor da NF-e; b.5) valor do ICMS; b.6) valor do ICMS retido por substituição tributária. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 MG19-17

20 Presumem-se emitidas as NF-e referidas na DPEC, quando de sua regular recepção pela RFB. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-J) 14. disposições contidas na legislação mineira A legislação mineira incorporou as disposições previstas nos atos celebrados no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) relativos à NF-e no RICMS-MG/2002, através do Decreto nº /2008. Assim, passamos a discorrer sobre essas disposições. O arquivo digital da NF-e só poderá ser utilizado como documento fiscal, após: a) ser transmitido eletronicamente à SEF, via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, com utilização de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela SEF; b) ter seu uso autorizado por meio de Autorização de Uso da NF-e, pela SEF. Recebido o arquivo digital relativo à NF-e, a SEF cientificará o emitente: a) da rejeição do arquivo, em virtude de: a.1) falha na recepção ou no processamento do arquivo; a.2) falha no reconhecimento da autoria ou da integridade do arquivo; a.3) remetente não credenciado para emissão da NF-e; a.4) duplicidade de número da NF-e; a.5) falha na leitura do número da NF-e; a.6) outras falhas no preenchimento ou no leiaute do arquivo da NF-e; b) da denegação da Autorização de Uso da NFe, em virtude de: b.1) irregularidade fiscal do emitente; b.2) irregularidade fiscal do destinatário; Nota A irregularidade fiscal do destinatário será verificada através da informação da sua inscrição estadual na respectiva NF-e (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-B, 8º). c) da concessão da Autorização de Uso da NF-e. Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, a NF-e não poderá ser alterada. Em caso de rejeição do arquivo digital, o mesmo não será arquivado na SEF para consulta eletrônica, sendo permitida ao interessado nova transmissão do arquivo da NF-e nas hipóteses descritas nas letras a.1, a.2 e a.5. Em caso de denegação da Autorização de Uso da NF-e, o arquivo digital transmitido ficará arquivado na administração tributária para consulta, nos termos do art. 11-I da Parte 1 do Anexo V do RICMS-MG/2002, identificado como Denegada a Autorização de Uso, não sendo possível sanar a irregularidade e solicitar nova Autorização de Uso da NF-e que contenha a mesma numeração. Essa cientificação será efetuada mediante protocolo disponibilizado ao emitente ou a terceiro autorizado pelo emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela SEF e o número do protocolo, podendo ser autenticado mediante assinatura digital gerada com certificação digital da SEF ou outro mecanismo de confirmação de recebimento. O emitente da NF-e deverá, obrigatoriamente, encaminhar ou disponibilizar download do arquivo eletrônico da NF-e e seu respectivo protocolo de autorização de uso ao destinatário e ao transportador contratado, imediantamente após o recebimento da autorização de uso da NF-e. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-B) 14.1 declaração de recebimento ou recusa dos produtos Após a Autorização de Uso da NF-e, o destinatário deverá se manifestar sobre sua participação na operação acobertada pela NF-e, na forma e no prazo previstos no Ajuste Sinief nº 7/2005 e observado leiaute estabelecido no Manual de Orientação do Contribuinte, através do envio de informações de: a) confirmação da operação: manifestação do destinatário confirmando a ocorrência da operação descrita na NF-e e o recebimento da mercadoria; b) operação não realizada: manifestação do destinatário declarando que a operação descrita na NF-e foi por ele solicitada, mas que não se efetivou; c) desconhecimento da operação: manifestação do destinatário declarando que a operação descrita na NF-e não foi por ele solicitada; d) ciência da emissão: manifestação do destinatário declarando ter ciência da operação descrita na NF-e, quando ainda não possuir elementos suficientes para apresentar uma manifestação conclusiva, como as descritas nas letras anteriores. (RICMS-MG/2002, Anexo V, Parte 1, art. 11-K) N MG Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

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