DIAGNÓSTICO E ESTRATÉGIA DE CONSERVAÇÃO DO CENTRO DE ENDEMISMO PERNAMBUCO

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1 DIAGNÓSTICO E ESTRATÉGIA DE CONSERVAÇÃO DO CENTRO DE ENDEMISMO PERNAMBUCO Carlos Alberto Mergulhão Uchoa Neto e Marcelo Tabarelli Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste - CEPAN Termo de Referência N CS FY02 / 00X Conservation International do Brasil Recife / Julho / 2002

2 2 SUMÁRIO Página 1. INTRODUÇÃO 3 2. OBJETIVOS 4 3. DIAGNÓSTICO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO CENTRO PERNAMBUCO Análise de cobertura vegetal por tipo florestal Identificação dos grandes blocos de floresta por tipo florestal Identificação dos grandes proprietários de floresta Atlântica na região 8 4. STATUS DE CONSERVAÇÃO DA FAUNA E FLORA AMEAÇADA/ENDÊMICA DA REGIÃO 8 5. ANÁLISE DO ESFORÇO DE CONSERVAÇÃO NO CENTRO PERNAMBUCO Análise das áreas prioritárias para conservação Representatividade e abrangência do sistema de unidades de conservação Capacidade instalada de conservação e pesquisa ESTRATÉGIA DE CONSERVAÇÃO Histórico de perturbação do Centro Pernambuco e identificação das principais ameaças a biota Definição de estratégia regional para conservação do Centro Pernambuco Definição de indicadores biológicos para monitoramento da qualidade da biota Importância do Projeto Serra Grande dentro da estratégia regional para conservação da floresta Atlântica do Centro Pernambuco REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 37 ANEXOS 41

3 3 1. INTRODUÇÃO No Brasil, há duas grandes regiões florestais: a Amazônia e a Floresta Atlântica. A Amazônia ocupa predominantemente a faixa equatorial, sendo sua variação, portanto, mais longitudinal que latitudinal. Em contraste, a floresta Atlântica ocupa uma ampla faixa latitudinal ( km 2 ), variando pouco longitudinalmente. Associada a variação latitudinal, a floresta Atlântica apresenta uma considerável variação altitudinal (> 1200 m de altitude), decorrente da intensa atividade neotectônica na região durante o Cenozóico (Petri & Fúlfaro 1983). As duas grandes regiões florestais brasileiras compartilham parte de suas histórias (Prance 1982). Vários táxons são encontrados nas duas regiões, indicando uma história intensa de trocas bióticas entre elas. Naturalmente, devido as suas extensões consideráveis, nenhuma das duas regiões de florestas é homogênea. Elas podem ser divididas em sub-regiões, cada uma apresentando a sua própria biota característica (Prance 1982, Cracraft 1985). A floresta Atlântica ao norte do rio São Francisco - daqui em diante denominada apenas Centro Pernambuco, conforme as sugestões de Prance (1982) e Brown (1982) - inclui todas as florestas entre os estados do Rio Grande do Norte e Alagoas, o que representa uma área de distribuição original de ,8 km 2. Distribuído na forma de uma estreita faixa de floresta, o Centro Pernambuco abriga cinco tipos florestais e um conjunto de aves, plantas lenhosas, bromélias, sapos e borboletas endêmicas desta região. Entre as árvores estão Manilkara dardanoi (Sapotaceae), Couepia impressa e C. pernambucencis (Chrysobalanaceae) (Prance 1987, Pennington 1990); entre as bromélias Cryptanthus zonatus (Siqueira-Filho 1998) e, entre as aves, Mitu mitu (Cracidae) e Conocophaga cearae (Formicariidae), entre outras (Goerck 1995). Além das espécies endêmicas, o centro Pernambuco possui mais de 50% (417 espécies) de todas aves que ocorrem na floresta Atlântica brasileira e pelo menos 8% de todas as espécies de plantas lenhosas desta floresta. Comparado com outros setores da floresta Atlântica, o Centro Pernambuco é o mais desmatado, o mais desconhecido e o menos protegido (Hayer 1988, Coimbra-Filho & Câmara 1996, Lima & Capobianco 1997, Silva & Tabarelli 2001). Nesta região, é onde se encontra um dos locais (Murici, Alagoas) com a maior quantidade de espécies de aves ameaçadas de extinção nas Américas (Wege & Long 1995). Biogeograficamente, esta região é a chave para a compreensão da evolução das biotas Amazônica e Atlântica, pois foi através do Centro Pernambuco que as trocas bióticas entre as duas grandes regiões de florestas sul-americanas ocorreram durante o Cenozóico (Prance 1982). Apesar de praticamente toda costa brasileira ter sido ocupada a partir da mesma época, foi no nordeste que o processo histórico de ocupação e exploração dos recursos naturais gerou as

4 4 conseqüências mais graves para a conservação da floresta Atlântica. No Centro Pernambuco, restam somente km 2 de florestas em razoável estado de conservação (dados de 1990). Estes remanescentes, entretanto, estão distribuídos em pequenos fragmentos (Silva & Tabarelli 2000), quase não havendo mais grandes extensões florestais, como ainda se pode observar no Sul e Sudeste do Brasil (Brown Jr. & Brown 1992, Lima & Capobianco 1997). A destruição da floresta no Centro Pernambuco é muito antiga, sendo uma conseqüência de ciclos econômicos como o do pau-brasil, o ciclo do gado e o da cana-de-açúcar (Coimbra-Filho & Câmara 1996). A cana-de-açúcar, com ha de área plantada nos quatro estados que compõem o centro Pernambuco, apresenta-se como principal cultura agrícola. Paralelo ao desmatamento, outras ações antrópicas, tais como o extrativismo animal e vegetal, têm ajudado a reduzir a biodiversidade da região (Siqueira Filho 1998). O nível de influência antrópica é tão alto, que muito da floresta existente hoje não é composta por remanescentes da floresta original, mas sim de trechos de vegetação secundária, cobrindo áreas outrora ocupadas com culturas agrícolas (Andrade-Lima 1970). De acordo com Tabarelli et al. (2002), o centro Pernambuco é o cenário ideal para que ocorram extinções locais, regionais e globais de espécies. 2. OBJETIVOS Este relatório tem por objetivos (1) caracterizar o estágio de degradação da floresta Atlântica no Centro Pernambuco, (2) avaliar a eficiência do esforço de conservação aplicado a esta floresta e (3) combinar as informações dos itens precedentes a fim de propor ações que venham a garantir taxa zero de extinção de espécies neste setor da floresta Atlântica brasileira. Garantir taxa zero de extinção de espécies é a Missão do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste - CEPAN - para o ecossistema Mata Atlântica. 3. DIAGNÓSTICO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO CENTRO PERNAMBUCO 3.1 Análise de cobertura vegetal por tipo florestal. A área de vegetação remanescente do Centro Pernambuco, apenas 3,76% da vegetação original, abriga 2.124,12 km 2 de floresta (Tabela 1). Desta, os tipos vegetacionais Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Ombrófila Aberta apresentam maior área remanescente.

5 Tabela 1. Tipos de vegetação, área de vegetação original, vegetação e floresta remanescente no Centro Pernambuco (Ano base 1990). Tipos de vegetação Área de vegetação Vegetação Floresta % do original (km 2 ) remanescente (km 2 ) remanescente (km 2 ) Formações Pioneiras 2.922,88 (5.1%) 614,74 (21,03%) 39,53 1,35 Área de Tensão Ecológica ,18 (34,9%) 665,89 (3,37) 472,51 2,39 Fl. Estacional Semidecidual ,06 (28,4%) 803,72 (5,00) 668,62 4,16 Fl. Ombrófila Densa 6.141,02 (10,8%) 280,35 (4,56) 233,37 3,8 Fl. Ombrófila Aberta ,74 (20,52%) 832,92 (7,19) 710,07 6,13 Total , ,62 (5,66) 2.124,12 3,76 Fonte: Conservation International do Brasil/Sociedade Nordestina de Ecologia (1990). 5 total 3.2 Identificação dos grandes blocos de floresta por tipo florestal. Atualmente existem 31 blocos de hectares de área onde existem mais de hectares de floresta remanescente, conforme Tabela 2 e Figuras 1 e 2. Estes blocos estão distribuídos dentro de 12 das 21 áreas prioritárias para conservação biológica no Centro Pernambuco identificadas no Workshop de definição de áreas prioritárias para a conservação da diversidade biológica da floresta Atlântica brasileira (Figura 2) (MMA 2000). Tabela 2. Identificação dos blocos com > ha de floresta no Centro Pernambuco (Ano base 1990). Numeração Identificação Área prioritária* Área (km 2 ) 1 Mamanguape/Baía Formosa ,3 2 Mamanguape/Baía Formosa ,27 3 Mamanguape/Baía Formosa ,36 4 Mamanguape/Baía Formosa ,63 5 Mata de Santa Rita/Sapé ,03 6 Mata de Santa Rita/Sapé ,94 7 Mata de Santa Rita/Sapé ,98 8 Mata de Santa Rita/Sapé ,64 9 Mata de Santa Rita/Sapé ,35 10 Timbaúba/Mata do Estado ,65 11 Timbaúba/Mata do Estado ,64 12 Abiaí/Goiana ,11 13 Abiaí/Goiana ,34 (continua)

6 14 Abiaí/Goiana ,33 (continuação) 15 Gurjaú/Camaçari ,95 16 Gurjaú/Camaçari ,5 17 Saltinho/Barreiro Saltinho/Barreiro ,16 19 Complexo Catende ,18 20 Quipapá/Água Preta ,13 21 Quipapá/Água Preta ,69 22 Complexo Catende ,13 23 Quebrângulo/Bom Conselho ,05 24 Quebrângulo/Bom Conselho ,94 25 Quebrângulo/Bom Conselho ,94 26 Murici ,06 27 Murici ,83 28 Murici ,79 29 Catolé ,9 30 Catolé ,83 31 Jequiá/Fazenda Matão ,01 *OBS: Numeração definida no Workshop Avaliação e Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos (MMA 2000). 6 Figura 1. Mapa de identificação dos grandes blocos de floresta do Centro Pernambuco.

7 7 Figura 2. Grandes blocos de floresta do Centro Pernambuco inseridas nas áreas prioritárias para conservação. Entre os Estados presentes no Centro Pernambuco, o estado de Pernambuco apresenta a maior quantidade de área remanescente de floresta Atlântica (1.363,23 km 2 ), sendo seguido pelo estado de Alagoas (807,95 km 2 ), Rio Grande do Norte (567,67 km 2 ) e Paraíba (566,09 km 2 ) (Figura 3). Figura 3. Remanescentes florestais do Centro Pernambuco.

8 8 3.3 Identificação dos grandes proprietários de floresta Atlântica na região. Embora nós ainda não tenhamos mapeado o perímetro das usinas no centro Pernambuco, é possível afirmar que praticamente toda a floresta remanescente deste centro está dentro de propriedades particulares, mais especificamente em poder das grandes usinas produtoras de açúcar e álcool. No estado de Pernambuco são 25 usinas, entre as quais a Usina Trapiche (6.000 hectares de floresta), Usina Colônia (ca hectares), Usina São José e Usina Petribú, as quais possuem os maiores remanescentes e maior área absoluta de floresta Atlântica ao norte do São Francisco. No caso de Alagoas, a Usina Serra Grande possui mais de hectares de floresta, o que representa 20% da floresta remanescente neste estado. 4. STATUS DE CONSERVAÇÃO DA FAUNA E FLORA AMEAÇADA/ENDÊMICA DA REGIÃO Atualmente há registros para 417 espécies de aves no Centro de Endemismo Pernambuco (Sônia Aline Roda). Destas, 25 são consideradas ameaçadas de extinção pela IUCN e/ou IBAMA, conforme Tabela 3. Tabela 3. Espécies de aves ameaçadas de extinção global que ocorrem no Centro Pernambuco, segundo as categorias da IUCN e IBAMA. Espécie Família IUCN IBAMA Endêmica do Centro Crypturellus noctivagus Tinamidae? X Tinamus solitarius Tinamidae SA X Leucopternis lacernulata Accipitridae V/R X Mitu mitu Cracidae E1 X X Penelope jacucaca Cracidae SA X Glaucidium sp Strigidae? não X Purrhura anca (leucotis) Psittacidae? X Touit surda Psittacidae V/R X Amazona rhodocorytha Psittacidae V/R X Phaethornis superciliosus Trochilidae? X Picumnus fulvescens Picidae SA X Myrmotherula snowi Thamnophilidae E2 não X Terenura sicki Thamnophilidae E2 X X Myrmeciza ruficauda Thamnophilidae V/R X (continua)

9 (continuação) Synallaxis infuscata Furnariidae V/R X X Philydor novaesi Furnariidae E2 X X Phylloscartes ceciliae Tyrannidae E2 X X Hemitriccus mirandae Tyrannidae V/R não Carpornis melanocephalus Cotingidae V/R X Xipholena atropurpurea Cotingidae R X Iodopleura pipra Cotingidae V/R X Procnias nudicollis Cotingidae SA não Tangara fastuosa Emberizidae V/R X X Cureus forbesi Emberizidae E2 X Carduellis yarrellii Fringillidae V/R X IUCN E1 = Em perigo - situação crítica; E2 = Em perigo - situação séria; V/R = vulnerável rara; R = rara; SA = semi-ameaçada;? = não considerada na listagem da IUCN. IBAMA espécies presentes na lista oficial do IBAMA. 9 De acordo com as listas da IUCN (Walter & Gillett 1998, Hilton-Taylor 2000) e com a base de dados do CEPAN há 108 espécies de plantas lenhosas (30 famílias) consideradas ameaçadas de extinção global que ocorrem no Centro Pernambuco (Tabela 4). Destas, 40 espécies apresentam seu status de conservação indeterminado, enquanto que 22 espécies apresentam-se vulneráveis, ou seja, possivelmente passarão a estar em perigo se os fatores adversos continuarem a ocorrer. Tabela 4. Plantas lenhosas ameaçadas de extinção global que ocorrem no Centro Pernambuco. Espécie Família Status Abarema cochliacarpos Leguminosae Vulnerável Amburana cearensis Leguminosae Em perigo Astronium urundeuva Anacardiaceae Indeterminada Attalea oleifera Palmae Indeterminada Aureliana fasciculata Araliaceae Baixo risco Balfourodendron riedelianum Rutaceae Em perigo Banara brasiliensis Flacourtiaceae Vulnerável Bauhinia acuruana Leguminosae Indeterminada Bauhinia heterandra Leguminosae Indeterminada Bumelia obtusifolia Sapotaceae Vulnerável Caesalpinia echinata Leguminosae Em perigo Campomanesia aromática Myrtaceae Vulnerável Campomanesia viatoris Myrtaceae Em perigo Cariniana legalis Lecythidaceae Vulnerável Caryocar coriaceum Caryocaraceae Em perigo Casearia bahiensis Flacourtiaceae Indeterminada Casearia lasiophylla Flacourtiaceae Insuficientemente conhecida (continua)

10 10 Casearia luetzelburgii Flacourtiaceae Indeterminada Cassia splendida Leguminosae Indeterminada Cathedra rubricaulis Olacaceae Indeterminada Cedrela fissilis Meliaceae - Cedrela odorata Meliaceae - Ceiba glaziovii Bombacaceae Vulnerável Chamaecrista swainsonii Leguminosae Rara Chrysophyllum arenarium Sapotaceae Baixo risco Chrysophyllum flexuosum Sapotaceae Baixo risco Chrysophyllum lucentifolium Sapotaceae Baixo risco Chrysophyllum splendens Sapotaceae Vulnerável Combretum hilarianum Combretaceae Rara Combretum monetaria Combretaceae Rara Combretum pisonioides Combretaceae Rara Combretum rupicola Combretaceae Rara Connarus blanchetti Connaraceae Indeterminada Couepia impressa Chrysobalanaceae Indeterminada Couepia pernambucensis Chrysobalanaceae Indeterminada Cróton floribundus Euphorbiaceae Indeterminada Dalbergia cearensis Leguminosae Vulnerável Dalbergia decipularis Leguminosae Vulnerável Dalbergia frutescens Leguminosae Vulnerável Dicypellium caryophyllatum Lauraceae Em perigo Dimorphandra jorgei Leguminosae Indeterminada Dulacia gardneriana Olacaceae Indeterminada Encholirium spectabile Bromeliaceae Rara Eriotheca gracilipes Bombacaceae Indeterminada Erythroxylum barbatum Erythroxylaceae Rara Erythroxylum columbinum Erythroxylaceae Vulnerável Erythroxylum maracasense Erythroxylaceae Indeterminada Erythroxylum pauferrense Erythroxylaceae Indeterminada Erythroxylum simonis Erythroxylaceae Indeterminada Erythroxylum tenue Erythroxylaceae Rara Esenbeckia grandiflora Rutaceae Indeterminada Esenbeckia leiocarpa Rutaceae Vulnerável Esenbeckia pilocarpoides Rutaceae Indeterminada Exostyles venusta Leguminosae Rara Ficus calyptroceras Moraceae Vulnerável Guettarda viburnoides Rubiaceae Indeterminada Hirtella racemosa Chrysobalanaceae Indeterminada Hymenaea stigonocarpa Leguminosae Indeterminada Inga blanchetiana Leguminosae Em perigo Jacaranda microcalyx Bignoniaceae Indeterminada Jacaranda rugosa Bignoniaceae Indeterminada Lacistema robustum Lacistemaceae Indeterminada Lecythis lanceolata Lecythidaceae Baixo risco Lecythis lurida Lecythidaceae Baixo risco Lecythis ollaria Lecythidaceae Indeterminada Licania heteromorpha Chrysobalanaceae Indeterminada (continuação) (continua)

11 11 Licania littoralis Chrysobalanaceae Indeterminada Licania turbinata Chrysobalanaceae Indeterminada Lindackeria ovata Flacourtiaceae Em perigo Machaerium hirtum Leguminosae Indeterminada Manihot caerulescens Euphorbiaceae Indeterminada Manihot pseudoglaziovii Euphorbiaceae Rara Manihot quinquefolia Euphorbiaceae Em perigo Manilkara dardanoi Sapotaceae Em perigo Manilkara rufula Sapotaceae Baixo risco Melocactus violaceus Cactaceae Vulnerable Micropholis compta Sapotaceae Vulnerável Mimosa caesalpiniaefolia Leguminosae Vulnerável Mimosa verrucosa Leguminosae - Minquartia guianensis Olacaceae - Mouriri regeliana Melastomataceae Indeterminada Myrceugenia myrcioides Myrtaceae Baixo risco Nectandra spicata Lauraceae Em perigo Ocotea pretiosa Lauraceae Em perigo Pilocarpus jaborandi Rutaceae Em perigo Pilocarpus spicatus Rutaceae Rara Plathymenia foliolosa Leguminosae Vulnerável Pouteria grandiflora Sapotaceae Baixo risco Pouteria peduncularis Sapotaceae Em perigo Pradosia verrucosa Sapotaceae Em perigo Protium gigantum Burseraceae Rara Pseudobombax marginatum Bombacaceae Indeterminada Pterogyne nitens Tul. Leguminosae - Randia armata Rubiaceae Indeterminada Rhipsalis baccifera Cactaceae Indeterminada Rollinia pickelli Annonaceae Vulnerável Sclerolobium densiflorum Leguminosae Baixo risco Simaba trichilioides Simaroubaceae Rara Swartzia macrostachya Leguminosae Indeterminada Swartzia pickelii Leguminosae Indeterminada Tabebuia cassinoides Bignoniaceae Indeterminada Tabebuia cristata Bignoniaceae Indeterminada Terminalia januariensis Combretaceae Vulnerável Trichilia emarginata Meliaceae Vulnerável Trichilia ramalhoi Meliaceae Vulnerável Virola surinamensis Myristicaceae Em perigo Zeyheria tuberculosa Bignoniaceae Vulnerável (continuação) De acordo com José Alves da Siqueira Filho, há pelo menos 31 espécies de bromélias que podem ser consideradas endêmicas e/ou ameaçadas de extinção no Centro Pernambuco, sendo 20 espécies pertencentes à sub-família Bromelioideae e 11 espécies pertencentes à sub-família Tillandsioideae. A Tabela 5 apresenta os registros destas espécies nas Usinas Serra Grande, Trapiche e Colônia.

12 12 Tabela 5. Lista de bromélias ameaçadas e/ou endêmicas do Centro Pernambuco. Espécie Sub-família Ocorrência Aechmea fulgens Bromelioideae Colônia Aechmea gustavoi Bromelioideae Colônia Aechmea marginalis Bromelioideae Serra Grande Aechmea muricata Bromelioideae - Aechmea stelligera Bromelioideae Colônia e Serra Grande Aechmea tomentosa Bromelioideae - Aechmea werdermannii Bromelioideae - Araecoccus parviflorus Bromelioideae Colônia Cryptanthus burle-marxii Bromelioideae - Cryptanthus fosterianus Bromelioideae - Cryptanthus pickelii Bromelioideae - Cryptanthus zonatus Bromelioideae - Cryptanthus dianae Bromelioideae Colônia Hohenbergia eriantha Bromelioideae - Lymania smithii Bromelioideae Colônia e Serra Grande Neoregelia pernambucana Bromelioideae Colônia Portea pickelii Bromelioideae Colônia Pseudananas sagenarius Bromelioideae Colônia Guzmania lingulata Tillandsioideae Colônia Guzmania monostachia Tillandsioideae - Tillandsia juncea Tillandsioideae - Tillandsia paraënsis Tillandsioideae Colônia Vriesea flammea Tillandsioideae Colonia Vriesea gigantea Tillandsioideae Colônia Vriesea limae Tillandsioideae Colônia Vriesea oleosa Tillandsioideae Colônia Vriesea cf. chapadensis Tillandsioideae Colônia Vriesea psittacina Tillandsioideae Colônia Vriesea rectifolia Tillandsioideae - De acordo com Fonseca et al. (1994) o centro Pernambuco abriga populações de apenas três espécies de mamíferos ameaçados de extinção global (Tabela 6). Tabela 6. Espécies de mamíferos ameaçados de extinção global com ocorrência no Centro Pernambuco. Espécie Status de Fonte Registro em UCs. conservação Allouata belzebul (guariba-preto) Ameaçada Reserva Biológica de Guaribas (PB) Fonseca et al. (1994)* Tolypeutes tricinctus Em perigo ESTEC do Seridó (RN) Fonseca et al. (tatu-bola) REBIO de Serra Negra (PE) (1994)* Trichechus manatus (peixe-boi marinho) Vulnerável Área de Proteção Ambiental de Mamanguape (PB) / Parque Nacional Fonseca et al. (1994)* Marinho de Paripueira (AL) * Fonte: Fonseca, et al. (1994).

13 13 5. ANÁLISE DO ESFORÇO DE CONSERVAÇÃO NO CENTRO PERNAMBUCO 5.1 Análise das áreas prioritárias para conservação Analisando a distribuição dos tipos vegetacionais do centro Pernambuco, estima-se que estes originalmente cobriam uma área de ,88 km 2 (Tabela 7). Os dois principais tipos de vegetação eram a Área de Tensão Ecológica (34,9%) e a Floresta Estacional Semidecidual (28,4%). Após a identificação das 14 áreas prioritárias de extrema importância para conservação no Centro Pernambuco, definidas no Workshop da floresta Atlântica (MMA 2000), verificou-se que estas áreas estão distribuídas de maneira desordenada, variando entre 10,16% de área coberta para o tipo vegetacional Formações Pioneiras até 30,56% da área da Floresta Ombrófila Densa (Tabela 7). As 14 áreas prioritárias englobam 22,6% da área total do Centro Pernambuco. Tabela 7. Área dos tipos de vegetação englobadas pelas áreas prioritárias para a conservação (áreas de extrema importância biológica) no Centro Pernambuco. Tipos vegetacionais Área de distribuição original Área englobada pelas Áreas Prioritárias % do total (km 2 ) (km 2 ) Formações Pioneiras 2.922,88 (5,1%) 297,2 10,16 Área de Tensão Ecológica ,18 (34,9%) 4.258,36 21,59 Fl. Estacional Semidecidual ,06 (28,4%) 3.266,44 20,35 Fl. Ombrófila Densa 6.141,02 (10,8%) 1.874,3 30,52 Fl. Ombrófila Aberta ,0 (20,52%) 3.089,44 26,68 Total , ,74 22,66 A área dos 14 polígonos definidos como áreas prioritárias para o Centro Pernambuco variou de 223,84 km 2 (Taquaritinga) a 2.496,02 km 2 (Tabela 8). O tamanho médio dos fragmentos variou entre 119,2 (Goiana) e 1.292,7 hectares (Taquaritinga), com média de 409,53 ± 2118,77. O número de fragmentos entre 1 (Bezerros) e 189 (Goiana). O número de fragmentos maiores de ha em cada área variou de 0 (Goiana) a 7 (Buraquinho). Desta forma, áreas prioritárias abrigam pouca floresta e poucos fragmentos médios e grandes.

14 14 Tabela 8. Tamanho médio de fragmentos e número de fragmentos > hectares nas áreas prioritárias para a conservação do Centro Pernambuco. Áreas Prioritárias Área dos polígonos (km 2 ) Floresta remanescente (km 2 ) Tamanho dos fragmentos (ha) (média ± SD) N de fragmentos > ha (n total de fragmentos) Guaribas 1.318,35 149,79 (11,3%) 405,00 ± 667,55 4 (53) Buraquinho 1.343,67 170,23 (12,6) 740,13 ± 731,17 7 (29) Areia 887,71 63,10 (7,1) 135,89 ± 152,58 0 (56) Mata do Estado 1.351,56 61,77 (4,5) 218,10 ± 347,88 2 (35) Madre de Deus 984,34 113,75 (11,5) 187,04 ± 392,08 3 (72) Taquaritinga 223,84 38,76 (17,2) 1292,74 ± 2118,77 1 (3) Bezerros 347,49 3,7 (1,06) 529,10 ± 955,97 1 (1) Brejo dos Cavalos 231,51 52,13 (22,5) 651,74 ± 1616,85 1 (8) Catende 1.136,74 160,3 (14,1) 229,01 ± 562,43 3 (71) Murici 568,54 145,89 (25,5) 729,44 ± 2091,40 2 (21) Quebrangulo 1.483,24 194,2 (13,09) 334,84 ± 1237,77 3 (59) Goiana 2.496,02 221,09 (8,85) 119,27 ± 409,53 3 (189) Saltinho 999,54 76,97 (7,7) 165,47 ± (46) Camaragibe 418,27 39,98 (9,5) 148,07 ± 128,09 0 (27) 5.2 Representatividade e abrangência do sistema de unidades de conservação. Os estados formadores da região do Centro Pernambuco conta atualmente com 113 unidades de conservação, levando em consideração as categorias de proteção integral e manejo sustentável (Tabela 9). Estas UCs estão distribuídas em áreas de caatinga, cerrado e floresta Atlântica. Em comparação com os estados de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, Pernambuco se destaca no número de UCs de proteção integral (51), entretanto, se levarmos em conta a área protegida e o tamanho médio das UCs, Pernambuco perde a primeira colocação para o estado do Rio Grande do Norte com ha de área integralmente protegida e 6.235,83 ha de tamanho médio das UCs, além de alcançar 0,70% de seu território protegido sob a forma de UCs (Tabela 9). O tamanho médio das UCs existentes no Centro Pernambuco indica a preferência de criação de muitas áreas pequenas, ao invés de poucas áreas grandes.

15 15 Tabela 9. Categoria, número, tamanho médio e área total das unidades de conservação do Centro Pernambuco. Categorias N. de Tamanho Área % do total do território unidades médio (ha) protegida (ha) estadual Proteção integral: Pernambuco Paraíba Alagoas Rio Grande do Norte , ,81 845, , , , , ,00 0,27 0,23 0,39 0,70 Manejo sustentável: Pernambuco Paraíba Alagoas Rio Grande do Norte , , , , , ,00-5,99 0,35 1,01 - Total ,18 - Fonte: Uchôa Neto (1999, 2002) e Lima & Capobianco (1997). Conforme Silva & Dinnouti (1999), as unidades de conservação de proteção integral federal protegem apenas 0,27% da área de distribuição original do Centro Pernambuco. Atualmente existem 70 unidades de conservação em área de floresta Atlântica do Centro Pernambuco, sendo 69 de proteção integral e apenas uma de manejo sustentável, localizada no estado do Rio Grande do Norte, cuja área não está disponibilizada. A área protegida total soma ,64 ha (Tabela 10). Tabela 10. Categoria, número, tamanho médio e área total das unidades de conservação de floresta Atlântica do Centro Pernambuco. Categorias N. de Tamanho médio Área % do total do território unidades (ha) protegida (ha) estadual Proteção integral: Pernambuco Paraíba Alagoas Rio Grande do Norte , ,81 515,90 388, , , , ,00 0,14 0,23 0,20 0,021 Manejo sustentável: Pernambuco Paraíba (continua)

16 16 Alagoas (continuação) Rio Grande do Norte Total ,64 - Fonte: Uchôa Neto (1999, 2002) e Lima & Capobianco (1997). Em relação ao estado de Pernambuco, que se destaca no número de total de UCs criadas, atualmente este possui 71 áreas protegidas em âmbito federal, estadual, municipal e particular com uma área total de ,08 ha. Destas, 51 UCs são de proteção integral e 20 de manejo sustentável (Tabela 11). Para a área de floresta Atlântica no estado de Pernambuco foram identificadas 43 unidades de conservação de proteção integral, totalizando cerca de ,64 ha (Tabela 12). Estas unidades são apenas 2,3% da área protegida no Estado, mas numericamente representam mais da metade das UCs (60% aproximadamente). O tamanho médio apresentado dessas UCs é de 329,43 ha, com a classe de tamanho entre 1 e 500 ha apresentando o maior número de unidades, 37 áreas (86%) (Figura 4). As UCs identificadas estão categorizadas como Reserva Biológica (REBIO), Estação Ecológica (ESEC), Parque Estadual e Reserva Ecológica, sendo a administração de competência do Governo Federal e Estadual. Em conjunto estas unidades de conservação abrigam cerca de 10,39% da floresta remanescente no estado de Pernambuco. Tabela 11. Categoria, número e área total das unidades de conservação do estado de Pernambuco. Categoria N. de unidades Área (ha) Proteção integral: Federal Parque Nacional Reserva Biológica Estação Ecológica Estadual Parque Estadual Estação Ecológica Reserva Ecológica Municipal Parque Ecológico ,37 589,42 388, ,84 362,24 Manejo sustentável: Federal Área de Proteção Ambiental Estadual Área de Proteção Ambiental Municipal Área de Proteção Ambiental , (continua)

17 17 Categoria complementar: Reserva Particular do Patrimônio Natural ,44 (continuação) TOTAL Fonte: Uchôa Neto (1999) ,08 Tabela 12. Categoria, número, localização e áreas das UCs de proteção integral da floresta Atlântica no estado de Pernambuco. Categoria das Unidades de Conservação Município(s) Área (ha) Reserva Biológica (02) Saltinho Pedra Talhada Estação Ecológica (01) Tapacurá Parque Estadual (01) Dois Irmãos Estação Ecológica (01) Caetés Reserva Ecológica (38) Mata do Amparo Mata de Bom Jardim Mata de Camaçari Mata do Camucim Mata de Caraúna Mata de Contra Açude Mata da Serra do Cotovelo Mata do Curado Mata de Dois Unidos Mata de Duas Lagoas Mata do Engenho Macaxeira Mata do Engenho Moreninho Mata do Engenho Salgadinho Mata do Engenho São João Mata do Engenho Tapacurá Mata do Engenho Uchôa Mata de Jaguarana Mata do Jaguaribe Mata do Janga Mata de Jangadinha Mata do Jardim Botânico Mata Lanço das Cações Mata de Manassu Rio Formoso Lagoa do Ouro/Quebrângulo (PE) / AL São Lourenço da Mata Recife Paulista Itamaracá Cabo de Santo Agostinho Cabo de Santo Agostinho São Lourenço da Mata Moreno Cabo de Santo Agostinho Moreno/Cabo Recife Recife Cabo de Santo Agostinho Itamaracá Moreno Jaboatão Itamaracá São Lourenço da Mata Recife Paulista Itamaracá Paulista Jaboatão Recife Itamaracá Jaboatão 564, ,6 597,5 349,8 119,3 172,6 242,9 184,4 49,9 155,6 180, ,6 93,8 39,9 177,7 56, ,1 25,7 389,7 23,5 294,6 109,9 101,9 81, ,9 (continua)

18 Mata de Miritiba Mata de Mussaíba Mata do Outeiro do Pedro Mata do Passarinho Mata do Quizanga Mata de Santa Cruz Mata de São Bento Mata de São João da Várzea Mata Serra do Cumaru Mata do Sistema Gurjaú Mata de Tapacurá Mata do Toró Mata do Urucu Mata da Usina São José Mata do Zumbí TOTAL Araçoiaba Jaboatão São Lourenço da Mata Olinda São Lourenço da Mata Itamaracá Abreu e Lima Recife Moreno/Cabo Cabo/Moreno São Lourenço da Mata São Lourenço da Mata Cabo/ Vitória/ Escada Igarassú Cabo de Santo Agostinho 18 (continuação) 260,8 299,7 62,5 19,8 229,8 66,3 281, , ,2 111,6 64,5 599,9 339,2 287, , % do número de UCs >2000 Área das UCs Figura 4 Distribuição de tamanho das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43). Ainda em relação a Pernambuco, a simples criação de uma UC não implica necessariamente que os objetivos de conservação da biodiversidade foram atingidos. Há, portanto, a necessidade de se implementar cada uma das UCs, provendo-as com o mínimo necessário para que elas possam cumprir eficientemente as funções para as quais elas foram criadas. Em um estudo global sobre implementação de UCs, o WWF e Banco Mundial (1999) encontraram que a grande maioria das UCs estabelecidas não possui as condições adequadas de funcionamento. Foi proposto então o termo parques de papel para aquelas UCs que apesar de

19 19 estarem legalmente estabelecidas, não foram implementadas de forma adequada para deter a degradação ambiental. No estado de Pernambuco foi reconhecido que a maioria das UCs ocorrentes na floresta Atlântica não está implementada. Para essa análise, foram utilizadas sete variáveis (situação fundiária, existência de plano de manejo, tipo de uso destinado a UC, demarcação física, número de funcionários, equipamentos e infra-estrutura) pontuadas (0-pior condição a 4-melhor condição) e analisadas graficamente (Figuras 5, 6, 7, 8, 9 e 10 e 11). % do número de UCs Situação fundiária Figura 5 Situação fundiária das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43) % do número de UCs ,68 1,51 2,34 3,17 4 Plano de manejo Figura 6 Existência de plano de manejo para as UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43).

20 % do número de UCs ,68 1,51 2,34 3,17 4 Tipo de uso Figura 7 Tipo de uso das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43). 100 % do número de UCs Demarcação física Figura 8 Demarcação física das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43).

21 21 % do número de UCs Número de funcionários Figura 9 Número de funcionários das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43) % do número de UCs Equipamentos e materiais Figura 10 Equipamentos e materiais das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43).

22 % do número de UCs Infra-estrutura Figura 11 Infra-estrutura das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43). Após a análise gráfica em separado, as sete variáveis foram agrupadas em um único índice (Grau de implementação) obtido através da média aritmética dos valores atribuídos a cada uma delas (Figura 12). Chegou-se a conclusão que 36 unidades (84%) apresentou situação precária de implementação (grau 0 a 1). Muitas UCs (aproximadamente 86%) foram somente criadas legalmente, mas nenhuma ação sequer de manejo foi tomada. De fato, verificou-se que, em Pernambuco, não há qualquer UC de proteção integral plenamente implementada e manejada. De modo geral, pode-se afirmar que, com raríssimas exceções, as UCs de Pernambuco são parques de papel, criadas legalmente, mas sem as mínimas condições de funcionamento. 100 % do número de UCs Grau de Implementação Figura 12 Grau de implementação das UCs de proteção integral da Floresta Atlântica de Pernambuco (n=43).

23 23 Analisando a situação interna das UCs com a matriz circundante, verificou-se que, mesmo as UCs estando inseridas em áreas com pouca ocorrência de cobertura vegetal contígua, ou seja, com baixa qualidade de entorno, a área tem conseguido manter a sua integridade (Figura 13). A dúvida é saber por quanto tempo as UCs conseguirão sobreviver desta maneira % do número de UCs Grau de Integridade UC Entorno Figura 13 Grau de integridade das UCs de proteção integral da floresta Atlântica de Pernambuco (n=43). Uma UC pode ter sido criada e implementada, mas ela pode se mostrar inviável do ponto de vista ecológico. A viabilidade de uma UC será dependente do seu tamanho, forma e, principalmente, da interação com a matriz circundante (Forman 1997). Gascon et al. (2000) concluíram que fragmentos menores de ha estão em perigo imediato de sofrer os efeitos de borda, e para deter essas ameaças será preciso proteger restos grandes de florestas, com reconstrução da conectividade entre as áreas protegidas, minimizar o aumento do perímetro evitando a irregularidade da forma da reserva e minimizar a dureza da matriz circundante diversificando e promovendo tipos menos intensivo de uso da terra. De modo geral, as UCs de Pernambuco são pequenas, com formatos irregulares, estão inseridas em uma matriz dominada por usos de terra agressivos ao ambiente florestal e que, como conseqüência, estão possivelmente sofrendo mudanças significativas em estrutura e composição devido ao efeito de borda. Por isso,

24 elas não são viáveis ecologicamente a longo prazo. Infelizmente, este quadro parece ser regra para o conjunto de UCs de todo o Centro Pernambuco Capacidade instalada de conservação e pesquisa Foi identificada para a região de ocorrência do Centro Pernambuco 14 organizações nãogovernamentais (ONG s) de atuação na floresta Atlântica (Tabela 13). O estado de Pernambuco apresentou o maior número de organizações (7), sendo seguido pelo estado de Alagoas (4). Comparando com outros estados, por exemplo São Paulo com 62 entidades, a região do Centro Pernambuco possui pouca representatividade da sociedade civil organizada. Com relação aos objetivos propostos por estas organizações, praticamente todas atuam na troca de informações relativas à floresta Atlântica, visando sua conservação, através da mobilização, da ação política coordenada e do apoio mútuo entre as ONGs. Tabela 13. Organizações ambientalistas de atuação na região do Centro Pernambuco. Estado / Entidades Pernambuco Associação Pernambucana de Defesa da Natureza ASPAN Caixa Postal 7862, Recife CEP Homepage : Fax : (81) Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá Rua do Sossego, nº355, Santo Amaro, Recife CEP Fone : (81) Fax : (81) ECOS Rua do Sossêgo, 57, Recife CEP Fone : (81) Fax : (81) Grupo de Estudos de Sirênios, Cetáceos e Quelônios GESCQ Rua Amaro Soares de Andrade, 1143/302, Piedade, Jaboatão dos Guararapes CEP Fone : (81) / / Serviço de Tecnologia Alternativa SERTA Rua Itapemirin, 22 - Ap. 02, Bongi, Recife CEP Fone : (81) Fax : (81) (continua)

25 25 Sociedade Nordestina de Ecologia SNE Rua Visconde de Suassuna - nº Sala 204, Boa Vista, Recife CEP Homepage : Fone : (81) Fax : (81) (continuação) Sociedade para Desenvolvimento Tecno-ecológico ECOTEC Av. Conselheiro Aguiar, nº 3426, ap.06, Boa Viagem, Recife CEP Fone : (81) Fax : (81) Alagoas Colônia de Pescadores Z 8 Rua Luís Ramos,s/n, Pilar CEP Fone : s/f Instituto GTAE para Gestão em Tecnologias Apropriadas e Ecologia GTAE Rua Antônio Félix da Silva, nº186, Cacimbas, Arapiraca CEP Fone : (82) Fax : (82) Instituto Murici de Desenvolvimento Integrado R. Desportista Humberto Guimarães, 425, Maceió CEP: Fone : (82) / Fax : (82) Instituto para a Preservação da Mata Atlântica - IPEMA Av. Comendador Leão, nº27, Jaraguá, Maceió CEP Fone : s/f Paraíba Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN Rua Walfrido Macêdo Brandão, Nº881, Ap.301, Bancários, João Pessoa CEP Fone : (83) Rio Grande do Norte Associação Potiguar Amigos da Natureza ASPOAN Rua Jundiaí, 448, s/205, Cx. Postal 1300, Natal CEP Fone : (84) Núcleo Ecológico da Pipa Av. Baía dos Golfinhos, s/n, praia da Pipa, Tibau do Sul CEP Fone : (84) Fax : (84) /2063

26 26 Como centros de pesquisa regional destacam-se a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em conjunto, estas três instituições abrigam não mais que uma dúzia de pesquisadores que desenvolvem projetos relacionados com algum aspecto da ecologia e da conservação da floresta nordestina. Entre as coleções regionais destacam-se a coleção ornitológica da UFPE, a coleção mastozoológica da UFPB e os herbários Andrade-Lima do Instituto de Pesquisa Agropecuária de Pernambuco (IPA) e o herbário Vasconcelos Sobrinho da UFRPE. Este último abriga a melhor coleção de plantas lenhosas dos brejos nordestinos (sensu Vasconcelos Sobrinho 1971), a qual esta descrita em parte em Sales et al. (1998). Informações sobre as demais coleções botânicas no nordeste do Brasil estão disponíveis em Sampaio et al. (1996). 6. ESTRATÉGIA DE CONSERVAÇÃO 6.1 Histórico de perturbação do Centro Pernambuco e identificação das principais ameaças a biota O centro Pernambuco é um dos setores da floresta Atlântica brasileiro que mais cedo sofreu um processo intenso e, em larga escala, de conversão da floresta em áreas agrícolas e urbanas. Desde o século XVI a floresta é convertida em lavoura de cana-de-açúcar e todos os estados desta região mantêm uma matriz energética extremamente dependente de lenha. O processo de degradação foi tão rápido e intenso que alguns cientistas acreditam que parte atual da caatinga era coberta por uma exuberante floresta Atlântica seca (veja Coimbra Filho & Câmara 1996). O processo de expansão da lavoura canavieira teve seu apogeu na década de 70, com os incentivos para a produção de álcool. Nesta época, quase todos os grandes remanescentes de floresta desapareceram. Atualmente, a lavoura de cana-de-açúcar cobre mais de 20% da área de distribuição original do Centro e continua sendo a principal ameaça a floresta remanescente. Até a metade da década de 80, as usinas produtoras de álcool e açúcar utilizam a lenha obtida da floresta para o refino e destilação destes produtos. Estima-se que cada usina consumia cerca de 100 hectares de floresta por ano para obtenção de lenha. Nesta época houve a adaptação das caldeiras para a queima do bagaço de cana, o que reduziu drasticamente os desmatamentos. Desta forma, a ameaça das usinas não advém mais de grandes desmatamentos e sim do fogo, da extração seletiva de madeira e lenha e da caça (Almeida et al. 1995, Silva & Tabarelli 2001). Estas ameaças estão associadas à queima anual da lavoura e à população pobre que vive e trabalha no perímetro das usinas. Somente Pernambuco consome de m 3 de lenha por

27 27 ano (PNUD/FAO/IBAMA 1992), quantia obtida principalmente de desmatamentos ilegais na caatinga. Pernambuco e Alagoas, estado que abrigam os maiores remanescentes desta floresta, são os maiores produtores de açúcar (Tabela 14). Tabela 14. Área plantada, produção de açúcar e rendimento médio da lavoura de cana de açúcar no centro Pernambuco. Estado Área plantada Produção Rendimento médio (Hectare) (Tonelada) Pernambuco Paraíba Alagoas Rio Grande do Norte Total Fonte: IBGE - Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. (Quilograma por hectare) 6.2 Definição de estratégia regional para conservação do Centro Pernambuco. A floresta Atlântica brasileira é uma das 25 prioridades mundiais para a conservação (Myers et al. 2000). Calcula-se que esta floresta abrigue espécies de plantas vasculares, sendo endêmicas. Como parte da floresta Atlântica brasileira está a floresta Atlântica nordestina ou Centro de endemismos Pernambuco. Infelizmente, grande parte desta floresta tem sido convertida em terras agricultáveis (Viana et al. 1997); as reservas naturais são pequenas e mal manejadas (Dias et al. 1990, Lima & Capobianco 1997) e caça de subsistência é praticada de forma generalizada (Almeida et al. 1995). De acordo com Ranta et al. (1998), grande parte do que restou desta floresta (entre 2-7%, Viana et al. 1997) é composto por arquipélagos de fragmentos florestais; a maioria deles menores que 10 ha e totalmente circundados por cana-deaçúcar. Mesmo em áreas protegidas a ausência de grandes vertebrados frugívoros é a regra (Tabarelli 1998). Estudos em outras florestas tropicais, com padrões de fragmentação similar ao encontrado na floresta Atlântica nordestina, têm relatado a extinção de espécies lenhosas associada à interrupção de processos chaves, como a polinização e a dispersão (Turner 1996, Corlett & Turner 1997). De acordo com Silva & Tabarelli (2000), aproximadamente 49% da flora de plantas lenhosas desta floresta pode se extinguir no nível regional, conseqüência da interrupção do processo de dispersão de seus diásporos. Tal interrupção está associada ao desaparecimento de vertebrados frugívoros, conseqüência direta da fragmentação (perda de hábitat) e da caça. Os

28 28 autores previram que a floresta pode ser, no futuro, dominada por plantas dispersas por mecanismos abióticos e por aquelas dispersas por pequenos vertebrados frugívoros, menos sensíveis a fragmentação. A flora futura, dominada por espécies de Melastomataceae, Rubiaceae e Myrsinaceae, entre outras, já tem sido observada em pequenos fragmentos florestais e em áreas de regeneração (Tabarelli & Mantovani 1999, Tabarelli et al. 1999, Tabarelli & Peres 2002). Soma-se a extinção dos dispersores de sementes, o efeito de borda, a contínua extração de madeira e os incêndios florestais associados a queima anual da cana-de-açúcar (obs. pess.). Conforme Soulé & Terborgh (1999) a natureza está agora em pedaços e os remanescentes da maioria dos ecossistemas são muito pequenos e isolados para diversos grupos animais. Desta forma, um novo paradigma emergiu: os esforços conservacionistas deveriam não mais estar focados em transformar os últimos remanescentes em unidades de conservação (Silva & Tabarelli 2000). A proteção de paisagens compostas por arquipélagos de fragmentos conectados entre si e representando milhares de hectares deveria ser implementada (Silva & Tabarelli 2000, Silva & Tabarelli 2001). Conectividade é uma condição indispensável para conservação (Gascon et al. 2001). Vários pesquisadores têm apresentado propostas similares para florestas neotropicais na Colômbia (Kattan & Alvarez-Lopes 1995), Costa Rica (Guindon 1995), Brasil (Nepstad et al. 1996) e México (Anzures & Coates-Estrada 1999), usando aves, árvores e primatas como grupos chaves. Soulé & Terborgh (1999) defendem não só fragmentos conectados, mas também paisagens conectadas dentro de diferentes regiões (veja também Gascon et al. 2001). A análise de arquipélagos de fragmentos florestais em Pernambuco, incluindo a modelagem da relação área core vs. área de borda sugere que a fragmentação desta floresta já compromete inclusive os hábitats de borda, os quais se incrementam no processo inicial de fragmentação (M. Tabarelli & J.M.C. Silva, dados não publicados). Neste cenário a obtenção de paisagens sustentáveis (definida hipoteticamente como hectares de floresta ligados por corredores), demandaria o estabelecimento de entre 9 e 32 km de corredores devido ao elevado nível de fragmentação desta floresta (M. Tabarelli & J.M.C. Silva, dados não publicados). Não é por acaso que a floresta Atlântica brasileira abriga cerca de 50% das espécies de árvores e arbustos ameaçados de extinção no Brasil (Tabarelli et al. 2002). Desta forma, garantir extinção zero como meta de conservação para o Centro Pernambuco pressupõe a criação e/ou proteção de grandes blocos de floresta, ligados entre si através de corredores florestais. Estes blocos deveriam representar paisagens sustentáveis (sensu Soulé & Terborgh 1999), onde as espécies endêmicas, ameaçadas de extinção, espécies chaves e guardachuvas tivessem maior probabilidade de manutenção futura de suas populações. Parte destas

29 29 paisagens deveriam ser convertidas em unidades de conservação, visto que o atual sistema de UCs é totalmente ineficiente. Como forma de alcançar estes objetivos nós propomos as seguintes etapas: 1. Consolidação de uma base de dados sobre distribuição de remanescentes, espécies ameaçadas de extinção, espécies endêmicas e espécies-chaves e guarda-chuvas; 2. Identificação de áreas críticas, ou seja, aquelas áreas que reúnem características biológicas importantes e que deveriam abrigar paisagens sustentáveis; 3. Elaboração e implantação de planos de gestão para as áreas críticas tendo como meta a a criação de paisagens sustentáveis; 4. Implantação de programa de incentivo a criação de RPPNs para converter áreas críticas em unidade de conservação de proteção integral. Invariavelmente, a criação de paisagens sustentáveis se dará em áreas particulares, pois as usinas abrigam os maiores e mais importantes remanescentes de floresta no centro Pernambuco, como as usinas Serra Grande, Trapiche, Colônia, Usina São José e Petribú, além das usinas que controlam a área de Murici, em Alagoas. Como visto nos itens precedentes, as unidades de conservação no centro Pernambuco são em sua grande maioria pequenas, não estão implantadas e a maioria delas não abriga um conjunto significativo de espécies endêmicas, ameaçadas e/ou espécies chaves. Do ponto de vista prático, o CEPAN precisa consolidar uma paisagem sustentável em uma usina de açúcar e apresenta-la como modelo ao setor canavieiro e aos demais setores preocupados com a conservação da floresta Atlântica brasileira para que a idéia se multiplique. 6.3 Definição de indicadores biológicos para monitoramento da qualidade da biota Tendo como meta de conservação garantir extinção zero no Centro Pernambuco, todas as espécies endêmicas e ameaçadas de extinção regional ou global poderiam constituir-se em indicadores para monitoramento da floresta, conforme citadas nas Tabelas 4, 5, 6 e 7. São pelo menos 154 espécies de plantas lenhosas, aves e mamíferos. Além disso, espécies indicadoras de qualidade de hábitat, como as aves frugívoras de médio e grande porte (e.g. Ramphastus, Pteroglosus, Penelope) poderiam ser utilizadas na avaliação do processo de recuperação ou degradação da floresta no nível regional, conjuntamente com a análise da evolução da cobertura florestal.

30 Importância do Projeto Serra Grande dentro da estratégia regional para conservação da floresta Atlântica do Centro Pernambuco.

31 31 A floresta Atlântica brasileira está entre as maiores prioridades mundiais para a conservação da diversidade biológica do planeta. Restam apenas 2% da floresta Atlântica ao norte do Rio São Francisco, apesar deste trecho da floresta Atlântica ser extremamente rico em espécies endêmicas (Centro de Endemismo Pernambuco), ou seja, espécies que não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta. A Usina Serra Grande protege mais de hectares de floresta Atlântica, onde estão dois dos mais importantes remanescentes desta floresta: a mata de Coimbra (3.500 ha) e mata dos Pintos (3.000 ha). Estas duas matas abrigam pelo menos 11 espécies de aves oficialmente ameaçadas de extinção e dezenas de árvores que praticamente já se extinguiram na região (cedros, sapucais, jequitibás, jatabás, louros), além de centenas de outras espécies entre sapos, mamíferos, abelhas e répteis. O Projeto Serra Grande é uma parceria entre a Usina Serra Grande e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que tem como objetivo elaborar e implantar práticas de manejo dos recursos naturais que garantam a preservação da diversidade biológica e a integridade física da floresta Atlântica na área de atuação desta empresa. O Projeto está sendo desenvolvido deste 2001 e conta com o apoio financeiro da Conservation International do Brasil, do CNPq e da Fundação Boticário de Conservação da Natureza. A execução do Projeto é de responsabilidade do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste- CEPAN e da UFPE. Bras

32 A importância das florestas em Serra Grande Em apenas um ano de trabalho nas florestas de Serra Grande já foram identificadas 224 espécies de aves, aproximadamente 400 espécies de plantas vasculares e 30 espécies de anfíbios. Isto equivale dizer que Serra Grande abriga 53% de todas as espécies de aves e 20% das plantas vasculares que ocorrem na floresta Atlântica ao norte do São Francisco. Estes números também representam 30% das espécies de aves e 3% de todas as espécies de plantas vasculares da floresta Atlântica brasileira. Soma-se a esta extrema riqueza, dezenas de plantas, de mamíferos e de aves oficialmente ameaçadas de extinção, como o pintor-verdadeiro (Tangara faustuosa) e o gavião-pomba (Leucopternis lacernulata). Não há duvidas de que espécies ainda desconhecidas pela ciência serão encontradas em Serra Grande e que suas florestas abrigam mais de 700 espécies de plantas e vertebrados. Tangara Bothriopis Mata do Coimbra Gavião-pomba

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