1.1. Fonte: Elaborado por STCP Engenharia de Projetos Ltda., 2011.

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1 1 - APRESENTAÇÃO A Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Dona Francisca, localizada no município de Joinville/SC, com área mapeada de ,71 ha, foi criada através do Decreto n de 15 de março de 1997, abrangendo 35% da área total do município em sua porção oeste (Figura 1.01). Engloba a região das encostas da Serra do Mar e Planalto Ocidental, além dos mananciais dos rios Cubatão e Piraí, os quais constituem as principais fontes de abastecimento público do município. Os objetivos de sua criação são proteger os recursos hídricos; garantir a conservação de remanescentes da Mata Atlântica; proteger a fauna silvestre; melhorar a qualidade de vida das populações residentes através da orientação e disciplina das atividades econômicas locais; fomentar o turismo ecológico e a educação ambiental e preservar as culturas e tradições locais. Figura Localização da Área de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca Fonte: Elaborado por STCP Engenharia de Projetos Ltda.,

2 A Lei n de 18 de julho de 2000, regulamenta o art. 225, 1, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal e institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (UC) da Natureza e estabelecendo critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação. As Unidades de Conservação são áreas que apresentam características naturais relevantes, legalmente instituídas pelo Poder Público para a proteção da natureza, com objetivos e limites definidos. São classificadas segundo o art. 7 do SNUC, em 2 grupos: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. As Unidades de Conservação de Uso Sustentável tem como objetivo compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. Sendo Área de Proteção Ambiental (APA) uma das categorias pertencentes a esse grupo. Definida conforme o SNUC como: Art. 15 A Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. 1 A Área de Proteção Ambiental é constituída por terras públicas ou privadas. 2 Respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma Área de Proteção Ambiental. 3 As condições para a realização de pesquisa científica e visitação pública nas áreas sob domínio público serão estabelecidas pelo órgão gestor da unidade. 4 Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observadas as exigências e restrições legais. 5 A Área de Proteção Ambiental disporá de um Conselho presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes dos órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e da população residente, conforme se dispuser no regulamento desta Lei. Área de Proteção Ambiental é uma categoria que foi instituída no ano de 1981, pela Lei n 6.902, cuja especificidade está no fato de buscar conciliar o desenvolvimento da área aliado à sua proteção ambiental. As terras permanecem sob o domínio particular, sujeitas, porém, a restrições de uso do solo e dos recursos naturais segundo os objetivos de proteção da área, através de ações de planejamento e gestão ambiental, definidas no Plano de Manejo da Unidade. A definição de Plano de Manejo segundo o SNUC: "Documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma Unidade de Conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive e implantação das estruturas físicas e necessárias à gestão da unidade". A elaboração do seu Plano de Manejo resultou do contrato n 115/2009 firmado entre a STCP Engenharia de Projetos Ltda. e a Prefeitura Municipal de Joinville, através do Projeto de Revitalização Ambiental e Qualificação Urbana em Áreas das Bacias Elementares dos Rios Cachoeira, Cubatão e Piraí/Projeto Viva Cidade, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. O trabalho foi baseado no Termo de Referência, constante no Apêndice A do referido contrato de prestação de serviço. Os trabalhos foram supervisionados por uma Comissão de Acompanhamento e Fiscalização, composta por membros da Fundação Municipal de Meio Ambiente (FUNDEMA), da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão - SEPLAN/UCP e da Fundação Municipal 25 de Julho. 1.2

3 A construção do Plano de Manejo foi dividida em 4 Fases: Preparatória e de Planejamento; Diagnóstico, Desenvolvimento e Finalização. Na Fase Preparatória e de Planejamento foi estruturado um Plano de Trabalho, detalhando as etapas a serem desenvolvidas, para orientar as diversas atividades vinculadas ao trabalho, mobilização da equipe técnica e reuniões com a Comissão. Após a organização e planejamento, a Fase de Diagnóstico envolveu a coleta e análise de informações disponíveis, o reconhecimento de campo da APA e região de entorno, com objetivo de orientar a etapa seguinte de trabalho de campo e diagnóstico. No diagnóstico socioambiental, foram levantadas informações relativas aos meios físico (geologia, geomorfologia, solos, hidrografia e clima), biológico (vegetação, herpetofauna, mastofauna, ictiofauna e avifauna) e antrópico (arqueologia, socioeconomia, turismo e educação ambiental). O diagnóstico socioambiental foi elemento fundamental para subsidiar o zoneamento ambiental e de formulação dos programas de ação para compor o sistema de gestão da UC, elementos da fase seguinte. A Fase de Desenvolvimento, conforme preconiza o Roteiro Metodológico do IBAMA (2003), foi fundamentada em oficinas participativas, que são espaços de construção coletiva, com o objetivo de analisar a situação atual da UC (pontos fracos que impedem ou dificultam o alcance de seus objetivos, os pontos fortes que contribuem para o alcance de seus objetivos de criação), analisar o contexto regional, estadual, nacional e internacional (ameaças e oportunidades ao alcance dos objetivos de criação da UC), identificar áreas estratégicas internas e externas, elaborar propostas de ações e identificar instituições envolvidas e o potencial de cooperação institucional para o fortalecimento do processo de gestão participativa da Unidade. Esta fase iniciou com a realização de 2 Oficinas Participativas, realizadas na região da Dona Francisca e do Piraí, com o envolvimento da comunidade e instituições atuantes na região. Essa etapa antecedeu o diagnóstico e permitiu uma análise da situação da UC, embasando os levantamentos de campo. Outra etapa dessa fase foi a Oficina de Pesquisadores, realizada com objetivo geral de estabelecer as diretrizes para a estruturação do Planejamento da APA, definindo os objetivos específicos da APA, as áreas estratégicas, o zoneamento preliminar e os eixos temáticos para elaboração dos programas de manejo. Contou com a participação da equipe técnica da STCP, a FUNDEMA e instituições envolvidas diretamente na APA. Com a estruturação do zoneamento e dos programas, foi realizada a Oficina Participativa de Zoneamento, que também contou com o envolvimento da comunidade e de instituições, com objetivo de apresentar a proposta de zoneamento e normatização, elaboradas com base nos diagnósticos e nos preceitos estabelecidos na legislação ambiental nos três níveis. Nessa oficina os participantes analisaram a proposta de zoneamento e contribuíram com as normas gerais estabelecidas para a APA e as normas definidas para cada zona, os subsídios quando pertinentes foram considerados na estruturação do planejamento. Com base nas etapas anteriores foi finalizado o zoneamento, as normas e os programas de manejo, ordenando o uso e ocupação do solo na região, buscando que a Unidade cumpra com os objetivos de sua criação. A última etapa realizada dentro do processo participativo foi à realização de uma Consulta Pública, com envolvimento da comunidade e de instituições diversas, com o objetivo de apresentar todo o trabalho desenvolvido, os resultados alcançados e o planejamento da APA, abordando o zoneamento e as normas, além dos programas de manejo. A Finalização, foi a fase de elaboração do Plano de Manejo propriamente dito, em suas versões completa e resumida, conforme indica o Roteiro Metodológico (IBAMA, 2002). Onde todas as informações levantadas e elaboradas foram compiladas em um único documento, apresentando também o plano de investimentos e o cronograma físico-financeiro para execução do Plano de Manejo considerando as projeções em um horizonte temporal de 10 anos. 1.3

4 Portanto, o presente documento constitui o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca, que tem por objetivo orientar a Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA), na condução, gestão, operacionalização do manejo da Unidade, visando conservação e proteção da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável na região abrangida pela UC. A seguir é apresentada a Ficha Técnica da Área de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca. 1.4

5 Ficha Técnica da Unidade de Conservação Unidade de Conservação: ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL SERRA DONA FRANCISCA Órgão Gestor: Fundação Municipal do Meio Ambiente de Joinville (FUNDEMA) FUNDEMA - Sede Rua Otto Boehm, 100 América, Joinville - SC CEP FUNDEMA - Parque Zoobotânico Contatos: Rua Pastor Guilherme Rau, 462 Saguaçú, Joinville - SC CEP Fone: (47) Sede Fone (47) Parque Zoobotânico Superficie da UC Área mapeada: ,71 ha / 401,77 km 2 O Decreto de criação não indica a área da APA portanto, foi considerada a área referente ao polígono utilizado no mapeamento. Perímetro da UC Município em que se insere e percentual em relação ao território do município Estado em que se insere ,50 m Joinville, área total km 2 Percentual do município abrangido pela UC: 35,47% Santa Catarina Coordenadas geográficas Norte X ,258 Y ,936 Sul X ,743 Y ,817 Leste X ,219 Y ,912 Oeste X ,618 Y ,389 Decreto de Criação Decreto Municipal n de 15 de março de 1997 Marcos geográficos referenciais dos limites Bioma e ecossistemas Norte: Divisor de águas das Bacias do Rio Cubatão e Pirabeiraba e os municípios de Garuva e Campo Alegre/SC Sul: Municípios de Schroeder e Jaraguá do Sul/SC e com a Estrada Salto II em Joinville Leste: BR-101, SC-413 e com as Estradas Blumenau, Serrinha, Comprida, Morros, Vogelsanger e Piraí em Joinville Oeste: Municípios de Jaraguá do Sul e Campo Alegre/SC Floresta Atlântica: Floresta Ombrófila Densa Aluvial; Floresta Ombrófila Densa Submontana; Floresta Ombrófila Densa Montana; Floresta Ombrófila Densa Altomontana; Transição Floresta Ombrófila Densa - Mista e Campos de Altitude 1.5

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