RENAN SERENINI BERNARDES. A Relação entre Variáveis Macroeconômicas e o Mercado Brasileiro de Seguros

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RENAN SERENINI BERNARDES. A Relação entre Variáveis Macroeconômicas e o Mercado Brasileiro de Seguros"

Transcrição

1 RENAN SERENINI BERNARDES A Relação entre Variáveis Macroeconômicas e o Mercado Brasileiro de Seguros Varginha/MG 2014

2 RENAN SERENINI BERNARDES A Relação entre Variáveis Macroeconômicas e o Mercado Brasileiro de Seguros Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Ciências Econômicas com ênfase em Controladoria pela Universidade Federal de Alfenas. Orientador: Marçal Serafim Cândido UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS Varginha/MG 2014

3 RENAN SERENINI BERNARDES A RELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS MACROECONÔMICAS E O MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS A banca examinadora abaixo-assinada aprova o trabalho de conclusão de curso apresentado como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Ciências Econômicas com Ênfase em Controladoria pelo Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Alfenas - Campus Varginha Aprovada em: Prof Universidade Federal de Alfenas - campus Varginha Assinatura: Prof Universidade Federal de Alfenas - campus Varginha Assinatura: Prof Universidade Federal de Alfenas - campus Varginha Assinatura:

4 Agradecimentos À Universidade Federal de Alfenas, pela oportunidade concedida. Ao meu orientador, prof. Marçal Serafim Cândido, por toda a sabedoria e conhecimentos transmitidos e toda dedicação demonstrada. Aos professores do ICSA e todos os funcionários do campus por todo apoio concedido durante toda a graduação. Ao grupo PET-BICE por todas as oportunidades que pude desfrutar e todo o período de grande crescimento acadêmico. À todos os colegas que passaram pelo curso e de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho

5 Resumo A relação entre instituições financeiras, variáveis macroeconômicas e crescimento econômico é objeto de estudo há um longo tempo. Contudo, apesar da vasta literatura no assunto, proporcionalmente, pouca atenção foi dada ao mercado de seguros. Em geral alguns estudos optaram por estudar esse mercado em determinados países buscando entender suas relações com a economia. Nesse contexto, este trabalho propôs fazer uma retrospectiva histórica do mercado brasileiro de seguros, bem como uma análise econométrica do mercado relacionando-o às principais variáveis macroeconômicas. Para a análise em questão foram usados dados sobre o mercado de seguros da base de dados da SUSEP e dados macroeconômicos da base de dados do IPEA- DATA. Os dados foram analisados buscando encontrar um modelo de regressão linear capaz de demonstrar a relação entre eles. Para verificar a qualidade de ajuste do modelo foram feitos testes de heterocedasticidade e autocorrelação e correções que se mostraram necessárias. Buscando ainda entender a relação entre as variáveis foi feito um teste de causalidade de Granger entre as variáveis que se mostraram mais correlacionadas: PIB e Prêmios diretos. Em geral o trabalho demonstrou algumas propostas de modelos que relacionam, com elevado grau de explicação, as variáveis principais que afetam o valor total dos prêmios de seguros captados mensalmente. Palavras-chave: Seguros; Econometria; Prêmios; Regressão Linear.

6 Abstract The relationship among financial institutions, macroeconomic variables and economic growth is studied for a long time. However, despite the vast literature on the subject, proportionally, little attention was paid to the insurance market. In general, some studies have attempted to analyze this market in certain countries seeking to understand their relationship with the economy. In this context, this work aimed to make a historical retrospective of the Brazilian insurance market and an econometric analysis of the market relating it to the main macroeconomic variables. To analyze this matter were used information on the insurance market base sa SUSEP data and macroeconomic data from the database IPEADATA. The data were analyzed in an attempt to find a linear regression model that can demonstrate the relationship between them. To check the fit of the model tests of heteroscedasticity and autocorrelation and corrections that were necessary were made. Seeking further to understand the relationship between variables was made a test of Granger causality between the variables that were most closely related: GDP and Direct Premiums. In general the study showed some proposed models that relate, with a high degree of explanation, the main variables that affect the amount of insurance premiums raised monthly. Keywords: Insurance; Econometrics; Premiums; Linear Regression.

7 Sumário Lista de Figuras Lista de Tabelas 1 Introdução 9 2 Referencial Teórico A História do Seguro no Brasil O Crescimento Recente do Mercado de Seguros no Brasil A economia e o mercado de seguros Objetivos 23 4 Dados e Metodologia 24 5 Estimação e Resultados O modelo inicial Testes e correções Testes de Heterocedasticidade Testes de autocorrelação Teste de normalidade dos resíduos Teste de causalidade de Granger Considerações finais 39 Referências 40

8 Lista de Figuras 1 Crescimento do PIB de 2003 à Crescimento dos Prêmios de 2003 à Prêmios diretos e provisões de 2001 à Receitas anuais de 2001 à Evolução das Receitas anuais de 2001 à

9 Lista de Tabelas 1 Estatísticas Descritivas Matriz de Correlação com valores Nominais Matriz de Correlação com valores Reais Modelo Modelo Modelo Modelo Modelo Modelo Teste de causalidade Granger

10 9 1 Introdução A relação entre instituições financeiras e a economia/desenvolvimento econômico é objeto de estudo há um longo tempo. Em sua obra Teoria do Desenvolvimento Econômico de 1911, Joseph Alois Schumpeter já destacava a importância do crédito para o desenvolvimento econômico. Para ele, o desenvolvimento econômico ocorreria a partir de inovações, mudanças, ou ainda, como dito por ele, quebras no fluxo circular, e o crédito seria um fator extremamente necessário para essas inovações. Em suas palavras, na realização de combinações novas, o financiamento, como um ato especial, é fundamentalmente necessário, na prática como na teoria (SCHUMPETER, 1911, p.80). Enfim, Schumpeter considerava o financiamento como algo necessário àquele que desejasse ser um empresário inovador, ou seja, as instituições financeiras gerariam o crédito necessário às inovações, as quais ocasionariam a quebra do fluxo circular econômico, gerando desenvolvimento econômico. Desde então, essa relação vem sendo cada vez mais estudada, com modelos teóricos e empíricos. Alguns trabalhos podem ser destacados: Levine (1997) tenta mostrar que países com um sistema financeiro mais desenvolvido (bancos maiores, mercado de ações mais ativo e mercado de seguros mais desenvolvido) desfrutam de um crescimento mais rápido que os outros; Matos (2002) faz uma análise histórica no Brasil ( ) no intuito de verificar a causalidade entre desenvolvimento financeiro (mensurado por cinco diferentes indicadores) e desenvolvimento econômico (mensurado pelo PIB per capita), usando para isso o teste de causalidade de Granger. Os resultados empíricos revelaram, em geral, evidências de relação causal positiva; Beck e Levine (2004) destacam o impacto dos bancos e dos mercados de ações no crescimento econômico. Contudo, apesar da vasta literatura sobre a relação entre instituições financeiras e economia/crescimento econômico, Arena (2006) e Sumegi e Haiss (2008) destacam que a maior parte desta literatura está focada nos bancos e mercado de ações e pouca atenção foi dada ao mercado de seguros. Ao analisar-se a importância do mercado de seguros e seu papel na economia nos dias de hoje, percebe-se a relevância de seu estudo. Em 2012, a soma dos prêmios contratados

11 10 em todo o mundo foi de 2,62 trilhões de dólares 1, o que representa aproximadamente 3,6% do PIB mundial 2, e a expectativa é de crescimento dessa taxa para os próximos anos, já que, considerando apenas os mercados desenvolvidos, a taxa é de 8,6% 3. No cenário mundial do mercado de seguros, o Brasil encontra-se no grupo dos mercados emergentes, o qual, de 2011 para 2012 teve uma taxa de crescimento superior ao crescimento econômico 4. No ano de 2012 o total de prêmios em relação ao PIB no Brasil foi de 3,6%, enquanto em 2011 era de 3,2% 5. Ao considerar um período de tempo maior, o mercado de seguros no país vem crescendo consideravelmente, como será mostrado mais adiante. Neste contexto é importante entender a relação direta entre o mercado de seguros e a economia. Determinar se as decisões governamentais irão influenciar este mercado de maneira positiva ou negativa e se o desempenho desse mercado irá afetar o crescimento econômico são fatos importantes a serem estudados. Assim, este texto busca, a partir de dados do mercado brasileiro de seguros e dados macroeconômicos do país, verificar possíveis relações de causalidade entre estes. Os dados foram retirados da base de dados do Ipeadata e do SES (Sistema de Estatísticas da Susep), serão feitas estatísticas descritivas e comentários sobre os dados. A seção seguir conta com um referencial teórico apresentando a evolução do mercado de seguros no Brasil e diversos trabalhos que estudaram o mercado de seguros pelo mundo. A seção três cita os objetivos do trabalho. A quarta seção mostra os dados e metodologia utilizados na pesquisa. A seção cinco demonstra os resultados obtidos a partir dos dados e a última seção mostra as considerações finais. 1 Swiss Re, sigma N o 3/ World Development Indicators Database, World Bank. 3 Swiss Re, sigma N o 3/ Swiss Re, sigma N o 3/ Swiss Re, sigma N o 3/2012.

12 11 2 Referencial Teórico 2.1 A História do Seguro no Brasil A história do mercado de seguros no Brasil, que se tem registro, começa em 1808, quando duas companhias de seguros iniciam suas atividades: Companhia de Seguros Boa Fé e Companhia de Seguros Conceito Público. Contudo, até 1850, o mercado praticamente não se desenvolveu, e são vários os motivos apontados para isto: instabilidade do sistema financeiro; falta de legislação própria; falta de maturidade do mercado (ABREU e FERNANDES,2010). Segundo Abreu e Fernandes (2010) a partir de 1850, o Brasil aumentou consideravelmente suas exportações de café, que era o principal produto de exportação do país, criando assim, grandes expectativas de desenvolvimento e estabilidade econômica. Aliado a este cenário, surge a primeira legislação específica para seguros no Brasil, relacionando os seguros marítimos. Logo, de 1850 a 1889, 55 companhias de seguros iniciaram suas atividades no país, oferecendo seguros de vida, incêndio ou marítimos. Destas, a maioria (22) eram empresas de seguro marítimo. Em 1889, com a proclamação da república e mudança do regime governamental, o país sofre uma crise de especulação financeira. Várias empresas fantasmas foram criadas e as autoridades financeiras encontravam dificuldades para conter a crise. Como resposta à crise, em relação ao mercado de seguros, uma nova legislação foi estabelecida em 1895, indicando que todas as empresas de seguros estrangeiras com operações no Brasil deveriam investir suas reservas em ativos no Brasil (ações das companhias ferroviárias, depósitos em bancos nacionais, etc) e manter uma sede no Rio de Janeiro, para facilitar a supervisão e fiscalização por parte do governo. Uma análise das companhias estrangeiras que atuavam no país justificava essa legislação, já que várias dessas empresas enviavam 100% de seus lucros e reservas para seu país de origem. Com a virada do século, algumas mudanças surgiram. O Ministro da Fazenda Joaquim Murtinho (mandato de 1898 a 1902) foi o responsável por criar a primeira regulamentação das atividades de seguro no Brasil. O principal objetivo da nova lei era criação da Superintendência Geral de Seguros, órgão que estava sob o controle do Ministério da Fazenda e era dividido em: Superintendência de Seguros Marítimos e Terrestres e Superintendência de Seguros de Vida. A

13 12 separação era necessária, pois, pela nova legislação, nenhuma empresa poderia operar simultaneamente nas áreas de seguros de vida (seguros de pessoas) e seguros de não vida (seguros gerais). Outro ponto de destaque da nova lei era que as empresas não poderiam assegurar mais de 20% do valor de seu capital. A nova lei não agradou as empresas de seguros estrangeiras, que a consideraram xenofóbica e abusiva. Três companhias estrangeiras processaram o governo. O ministro posterior a Joaquim Murtinho, Leopoldo de Bulhões, tentou um diálogo maior com as empresas de seguros. Afirmou que no Brasil, o mercado seria aberto, mas, que para isso ocorresse, era necessário uma regulação governamental. Aparentemente, o resultado foi satisfatório, de 1902 a 1908 o mercado de seguros se desenvolveu satisfatoriamente. Em 1908 havia 45 companhias operando no mercado de seguros não vida, sendo 11 estrangeiras e 8 companhias de seguros de vida, sendo uma estrangeira. Após a primeira Guerra Mundial, em 1918, o Brasil contava com 88 companhias de seguros, sendo 31 no mercado de seguros de vida e 57 não vida. Em 1919 um importante fato ocorreu: definiu-se a responsabilidade por parte do empregador de acidentes ocorridos com os empregados. Seguramente, novas oportunidades para o mercado de seguros abriam-se. Em 1920, o governo finalmente igualou as empresas de seguros estrangeiras e brasileiras perante a lei, retirando alguns privilégios que as empresas nacionais tinham. Em 1925, o Brasil contava com 93 companhias de seguros. Com a crise de 29 e a grande depressão nos Estados Unidos, crescia no Brasil uma onda de nacionalismo e políticas favoráveis à autarquia. Havia propostas para a nacionalização dos bancos e das empresas de seguros estrangeiras que estavam atuando no país. Contudo, o resultado foi apenas a criação do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), uma empresa estatal que iria deter o monopólio do resseguro no país (ABREU e FERNANDES, 2010). Já em 1966, durante a ditadura militar, foi criado o Sistema Nacional de Seguros Privados, com o objetivo de formular políticas sobre os seguros, fiscalizar e regular o mercado. O sistema era composto pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). O CNSP iria definir as políticas sobre seguros privados, bem como regular as operações do mercado. A SUSEP iria implementar as políticas, supervisionando as empresas, e o IRB seria responsável por todo tipo de resseguro, obrigatório ou voluntário. Nas décadas de 1960 e 1970, o número de empresas de seguros no Brasil se manteve constante próximo a 200 empresas, contudo esse número caiu muito no começo dos anos 1980, para menos de 100 empresas. Nessa época, o mercado de seguros era focado basicamente na região Sudeste do país, que concentrava 81% dos prêmios totais contratados. Após a crise do petróleo de 1979, e o crescimento das taxas de juros a inflação começou a acelerar, após várias fracassadas tentativas de estabilização econômica. Este cenário perdurou até o início dos anos 90. Enfim, entre 1980 e 1993 o país cresceu a baixas

14 13 taxas, o PIB (Produto Interno Bruto) se elevou em média 1,6% ao ano, e este fato influenciou o mercado de seguros. No geral, praticamente não se alterou o número de empresas de seguros no Brasil nesse período. No começo dos anos 90 havia 105 companhias de seguros, sendo 18 estrangeiras (17%), as quais respondiam por 18% do total de prêmios (ABREU e FERNANDES, 2010). Em 1994, após anos de inflação elevada, foi criado o plano Real, que daria fim a este cenário. O plano Real seria um novo fator de alavanque do mercado de seguros, já que altas taxas de inflação são prejudiciais às seguradoras por dificultar o cálculo nos preços dos prêmios. Levy e Pereira (2007) em seu estudo indicam que os dez anos que se seguiram foram de grande evolução para o mercado. A participação do mercado que antes era de 1% no PIB subiu para 2% em 1994 e 3,4% em Estes autores também fazem um comparativo com os outros dois maiores mercados da América do Sul, Argentina e Chile, e mostram que, proporcionalmente, o mercado brasileiro ainda é muito pouco desenvolvido se comparado a eles. No fim dos anos 90, aumentou também a participação percentual das empresas estrangeiras no total de prêmios contratados. O valor que era de 17,9% em 1997 passou para 35% em 2002, mostrando grande abertura do mercado (ABREU e FERNANDES, 2010). Levy e Pereira (2007) mostram que apesar da abertura aparente, o mercado ainda se encontrava extremamente concentrado no início dos anos Em 2003, apenas 4 empresas respondiam por 47% de todo o mercado de seguros no país. Outro ponto de destaque, que mostra a falta de amadurecimento do mercado, é que até 2004 apenas uma seguradora possuía ações na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), e mesmo seguradoras ligadas aos bancos não tinham opções de investimento direto relacionado a seguros. Comparando-se esses dados com os atuais, não se pode destacar tanta evolução. De acordo com o Relatório de Acompanhamento dos Mercados Supervisionados da SUSEP, de 2013, no ano de 2012, 10 empresas respondiam por 67,2% do mercado, enquanto em 2001, as 10 maiores respondiam por 60%. Em relação às empresas listadas na BOVESPA, de acordo com o site da entidade, em 2013, 5 empresas classificadas como seguradoras estão operando na bolsa. Comparando-se com outra instituição financeira, a BOVESPA lista 27 bancos com ações abertas ao público. Enfim, após algum tempo de estagnação (década de 1980), o mercado de seguros no Brasil se desenvolveu consideravelmente, principalmente após o meio da década de Abreu e Fernandes (2010) afirmam que esse crescimento foi resultado de uma combinação de fatores microeconômicos e macroeconômicos favoráveis, sugerindo uma possível relação entre esses fatores e o mercado de seguros.

15 2.2 O Crescimento Recente do Mercado de Seguros no Brasil 14 Na última década o crescimento do mercado de seguros no Brasil foi realmente expressivo, com taxas superiores ao crescimento da economia. De acordo com dados do IPEADATA, o PIB mensal do Brasil, que em dezembro de 2003 era de aproximadamente 152 bilhões de reais, no mesmo mês no ano de 2012 era de aproximadamente 390 bilhões de reais, em valores nominais. No mercado de seguros, o montante de prêmios contratados em dezembro de 2003 era em torno de 3,5 bilhões de reais, e em dezembro de 2012 aproximadamente 12,8 bilhões(em valores nominais), um crescimento de mais de 200%. Considerando que, pelo índice IGP-M a inflação acumulada no período de 12/2003 a 12/2012 foi de 74,35%, percebe-se o crescimento real do mercado de seguros. Os gráficos a seguir mostram o crescimento descrito: Figura 1: Crescimento acumulado do PIB de 2003 à 2013.Fonte: SUSEP Figura 2: Crescimento acumulado dos Prêmios de 2003 à 2013.Fonte: SUSEP,2013

16 15 Um índice que geralmente é usado para avaliar o mercado se seguros em uma região é o índice de penetração do seguro, ou coeficiente de penetração de seguros. Basicamente é calculado pela divisão do montante de prêmios contratados pelo PIB. Contador (2007) afirma que é um dos principais índices para se mensurar a evolução do mercado de seguros em um país, bem como para comparar os mercados de dois países. O autor afirma também que a popularidade do índice se dá por sua facilidade de cálculo e disposição de dados. Pela análise da participação do mercado brasileiro de seguros no PIB, percebe-se como foi a evolução do mesmo na última década. O gráfico de Prêmios mostra a evolução do mercado de seguros desconsiderando seguro-saúde (regulado pela ANS, e não pela SUSEP), previdência e capitalização. Figura 3: Prêmios diretos e provisões (em R$mil )de 2001 à 2012.Fonte: SUSEP,2013

17 16 Considerando que o PIB se manteve crescente na maior parte deste período, como destacado anteriormente, o salto de 1,86% para 2,94% de participação, sem dúvida mostra um expressivo crescimento. Considerando agora, os valores de previdência e capitalização, a participação no PIB, também mostra-se crescente. Figura 4: Receitas anuais (em R$mil )de 2001 à 2012.Fonte: SUSEP Figura 5: Evolução das Receitas anuais (em R$mil )de 2001 à Fonte: SUSEP

18 17 A participação no PIB do conjunto seguros+capitalização+previdência sobe de 2,81% para 3,56% em 10 anos. Comparando-se, percebe-se que o setor de capitalização cresceu, proporcionalmente, bem mais que o de previdência. Por fim, ao englobar praticamente todo o setor (exceção apenas para os prêmios de resseguros), incluindo agora os valores do seguro-saúde pode-se avaliar a participação total do mercado brasileiro de seguros no PIB. Em 2003, somando os prêmios e contribuições de todo o mercado segurador ( SUSEP e ANS), o total representava 4,3% do PIB do país. Já em 2012 o índice subiu para 5,7% do PIB. Enfim, apesar do exposto anteriormente de que o mercado de seguros continua, de certa forma, concentrado em poucas empresas, o mesmo sem dúvida deu um grande salto na última década. Os números mostram que o mercado cresceu bem em praticamente todos seus ramos, considerando que nesse intervalo de tempo o PIB brasileiro também se manteve crescente na maior parte do período, é natural se supor uma relação entre eles. 2.3 A economia e o mercado de seguros O pressuposto para que exista uma relação entre a economia em geral e o mercado de seguros, parte de algumas premissas teóricas, citadas por vários autores, dentre os quais se pode citar Han (2010) e Arena (2006). Para eles, teoricamente, o mercado de seguros contribui para o crescimento econômico, pois: promove estabilidade financeira, facilita as trocas comerciais, encoraja a formação de poupanças, permite o gerenciamento de riscos com maior eficiência, reduz as consequências das perdas. Considerando a teoria em questão, vários estudos tentam comprovar empiricamente a relação entre o mercado de seguros e a economia, ou crescimento econômico. Um dos principais trabalhos publicados na área é o de Outreville(1990). O autor faz uma análise com dados organizados de 55 países, comparando o desenvolvimento do mercado de seguros (prêmios em relação ao PIB) com o desenvolvimento financeiro (medido pela razão entre M2(agregado monetário amplo) e o PIB). O autor escolhe o desenvolvimento financeiro como variável a ser comparada, pois, de acordo com ele, um dos principais pontos em que o mercado de seguros se mostra influente na economia é o seu papel de financiador da atividade econômica. A partir dos dados, o modelo obtido indicou que a demanda por seguros depende significativamente do desenvolvimento financeiro do país, ou seja, com o crescimento da taxa M2/PIB a demanda por seguros aumenta. Lazar e Denuit (2012) buscaram encontrar relação entre os prêmios e perdas das seguradoras do ramo não vida com os índices da taxa de juros e do PIB real nos Estados Unidos. A partir

19 18 de testes estatísticos para medir a cointegração entre essas séries temporais, foi identificada uma relação direta entre essas variáveis. No modelo proposto, a partir dos dados observados, as variáveis tiveram o sinal esperado e foram estatisticamente significantes em nível de menos de 10%. Guo et. Al (2009) analisaram o impacto de choques macroeconômicos na demanda por seguros. O argumento dos autores é que, partindo da ideia de que os prêmios são calculados com base na expectativa de perdas e investimentos, que estão sujeitos à flutuações financeiras, é razoável se pensar que as variáveis macroeconômicas afetam os prêmios. Assim, o modelo proposto por eles para analisar a relação de causalidade tem como variáveis econômicas: preço do barril de petróleo; demanda e oferta agregada; choques monetários. A partir de outros estudos os autores consideraram o petróleo como a principal variável externa da economia dos Estados Unidos (local onde é realizada a pesquisa). Diferentemente de outros estudos, este, mesmo trabalhando com uma série de vários anos (1990 a 2007), utilizou dados mensais. Além da relação entre as variáveis, o modelo proposto contém um vetor que busca capturar mudanças bruscas (choques) na série de preços. A partir dos dados observados os autores concluíram que o preço do petróleo não se mostrou estatisticamente significante para influenciar os prêmios. Supôs-se que o preço do petróleo influencia de maneira direta a inflação, mas não os prêmios, afinal o petróleo é embutido no preço de diversos outros produtos. Por outro lado, o modelo teórico de que os prêmios respondem aos choques e variações das outras variáveis escolhidas mostrou-se consistente. Outro ponto observado foi de que recentemente esse efeito é mais intenso. A conclusão final dos autores é de que os responsáveis pelas políticas macroeconômicas devem atentar-se aos efeitos que elas podem causar nos prêmios de seguros, bem como as possíveis consequências que possam surgir na economia de variações e flutuações nos prêmios. Considerando-se separadamente alguma variável macroeconômica, pode-se destacar talvez, que a que tenha maior relação direta com o mercado de seguros seja a taxa de juros. A taxa de juros é sempre levada em conta para a precificação dos prêmios de seguros, afinal o prêmio depende do cálculo do valor presente da indenização que seria paga ao segurado em caso de sinistro, além disso, uma parte do dinheiro investido pelas seguradoras é no mercado de renda fixa. Sendo assim, a relação entre taxa de juros e mercado de seguros se tornou alvo de alguns estudos. Holsboer (2000) faz uma síntese sobre os principais problemas que o mercado de seguros enfrenta ao se deparar com quedas nas taxas de juros, e destaca ainda algumas possíveis soluções para este problema, como por exemplo, eliminar ou reduzir as participações nos lucros enquanto as taxas de juros se mantiverem baixas. De fato, a taxa de juros em nível baixo, principalmente no longo prazo se caracteriza como um problema para as seguradoras. A queda nas taxas de juros gera um aumento no valor presente dos prêmios, ou seja, seria como

20 19 se o valor dos prêmios já pagos tivesse sido subavaliado. Faria (2012) destaca que, no Brasil, o problema da taxa de juros em nível reduzido é maior ainda, já que mais de 90% dos ativos das seguradoras brasileiras estão aplicados em investimentos, fundos e títulos de renda fixa. Assim, este autor fez uma análise sobre a reação do mercado segurador brasileiro à forte queda da taxa básica de juros (Selic) que ocorreu no país no período de 2003 a A conclusão do autor foi de que o impacto da queda da taxa de juros foi negativo, tanto para as seguradoras especializadas em seguros gerais (não vida) quanto para as empresas especializadas em seguros de pessoas (vida), contudo, como esperado, o impacto foi mais profundo nas seguradoras do ramo de seguro de vida, visto que, o prazo do compromisso com os segurados é maior que em outros casos. Ainda no mesmo artigo, o autor trabalha com simulações, mostrando como deveria ser o ajuste no índice combinado 1 para cada possível cenário de variação na taxa de juros, para que se mantivesse a mesma lucratividade. Entretanto, outros autores buscam afirmar a relação de causalidade entre mercado de seguros e economia mostrando se o mercado de seguros gera de fato crescimento econômico. Arena (2006) questiona se o mercado de seguros promove crescimento econômico, e para tentar responder a essa pergunta faz um estudo comparativo entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento, além disso, para tentar aprofundar os resultados, são comparados separadamente os efeitos dos seguros de vida e de não vida nesses países. Assim, para tentar provar a contribuição do mercado de seguros para o crescimento econômico foi feita uma análise econométrica, usando algumas variáveis econômicas como crescimento do PIB per capita, abertura do mercado, inflação e comparando-se aos índices do mercado de seguros. Em geral, o resultado indicou que o mercado de seguros influenciou o crescimento econômico, podendo-se destacar alguns pontos: No caso dos seguros de vida, os efeitos só foram significantes nos países desenvolvidos, enquanto no caso dos seguros de não vida, o efeito foi significante nos dois grupos de países. O efeito dos seguros de não vida se mostrou maior nos países desenvolvidos do que nos países em desenvolvimento. Contador (2007), em um artigo, analisa comparativamente vários países para medir o crescimento do mercado de seguros em relação ao crescimento econômico. As variáveis usadas para se mensurar o crescimento do mercado de seguros e econômico são respectivamente os prêmios e o PIB. A conclusão que o autor chega é de que não haveria necessariamente uma relação de causalidade entre esses fatores, que o Brasil seria o principal exemplo disso já que, segundo ele, o crescimento econômico do país nas últimas décadas foi muito baixo, se comparado à média mundial, enquanto o crescimento do mercado de seguros foi expressivo. Ou seja, para o autor não está explícita a interferência significante do mercado de seguros no crescimento econômico. 1 O índice combinado é a soma do índice de sinistralidade com o índice de despesas.

21 20 Han et. al(2010) também investigam a relação entre desenvolvimento do mercado de seguros e crescimento econômico aplicando um modelo à 77 países no período de 1994 a Assim como no estudo de Arena (2006), este autor busca a relação entre seguros e desenvolvimento econômico dividindo os países observados em desenvolvidos e em desenvolvimento (a divisão foi feita de acordo com o PNB per capita de 2002 calculado usando o método Atlas do Banco Mundial). O parâmetro usado para se medir o mercado de seguros foi o índice densidade do seguro (divisão entre o total de prêmios e a população) e para mensurar o crescimento econômico foi utilizado o PIB per capita. A hipótese apresentada é de que a densidade do seguro, com algumas outras variáveis, tem um impacto positivo no crescimento econômico do país. Os resultados encontrados mostraram uma relação estatisticamente significante entre o crescimento do mercado de seguros e o crescimento econômico. De acordo com o modelo, para cada 1 ponto percentual de crescimento na densidade do seguro haveria 4,78 pontos percentuais de crescimento econômico. Separando-se entre os ramos de seguro de vida e não vida, o seguro de não vida aparenta ter uma influência maior no crescimento econômico (4,18% de crescimento econômico para cada 1% de crescimento do seguro, enquanto no seguro de vida a taxa foi de 1,7% de crescimento econômico para cada 1% do crescimento do seguro). Comparando-se os grupos de países, os resultado do modelo indicam que, nos países em desenvolvimento para cada 1% de crescimento da densidade do seguro há um crescimento de 9,1%(estatisticamente significante a 1%), enquanto nos países desenvolvidos para cada 1% de crescimento da densidade do seguro há um crescimento econômico de 1,8%(estatisticamente significante a 5%), assim, o modelo indica que o mercado de seguros gera maior influência no crescimento econômico em países em desenvolvimento do que em países desenvolvidos. Assim como nos resultados de Arena (2006) o seguro de vida mostrou influência significativa no crescimento econômico apenas nos países desenvolvidos. Com o propósito de estudar o efeito do mercado de seguros com crescimento econômico, pode-se destacar também o trabalho de Haiss e Sümegi (2008). Os autores partem do pressuposto de que países com um sistema financeiro mais desenvolvido aproveitam um crescimento econômico mais estável e duradouro. Então, seu estudo traz de forma inovadora (segundo os autores) a visão do mercado de seguros como investidor institucional, ou seja, o fato de as seguradoras e resseguradoras investirem seus fundos em títulos públicos e privados faria com que este setor influenciasse de maneira direta o crescimento econômico de um país. O estudo é feito para um período de 13 anos (1992 a 2005) em 29 países da Europa, e os autores destacam pontos que devem ser observados ao se pensar em um estudo comparando o mercado de seguros de países diferentes. O primeiro ponto é que, em se tratando de diferentes países, lida-se com diferentes culturas em relação ao seguro, ou seja, a perspectiva pode ser muito diferente em

Panorama e Perspectivas 2011/2012. Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização

Panorama e Perspectivas 2011/2012. Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização Panorama e Perspectivas / Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização 1. Sumário Executivo... 2 2. Seguradoras do grupo de seguros gerais... 2 2.1 Ramos do grupo de seguros gerais...

Leia mais

Análise dos determinantes do Índice Combinado das maiores seguradoras brasileiras: um estudo econométrico entre os anos de 2005 a 2014

Análise dos determinantes do Índice Combinado das maiores seguradoras brasileiras: um estudo econométrico entre os anos de 2005 a 2014 Análise dos determinantes do Índice Combinado das maiores seguradoras brasileiras: um estudo econométrico entre os anos de 2005 a 2014 Luis Gustavo Gutierrez Gebin luis_gustavo_08@hotmail.com Gustavo Oliveira

Leia mais

A PROBLEMÁTICA DO COPOM

A PROBLEMÁTICA DO COPOM A PROBLEMÁTICA DO COPOM Na ata de reunião terminada em 17 de outubro, em que houve a decisão unânime de manter a taxa SELIC em 11,25%, o COPOM dá uma indicação de sua motivação principal: 19. O Copom considera

Leia mais

A representação institucional do mercado segurador

A representação institucional do mercado segurador A representação institucional do mercado segurador A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização CNseg é a entidade de representação

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA. Junho

CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA. Junho CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA Junho 2011 ÍNDICE 1. Objetivo do Relatório... 3 2. Modelo

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC INFORMATIVO CEMEC MENSAL - POUPANÇA FINANCEIRA. Outubro

CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC INFORMATIVO CEMEC MENSAL - POUPANÇA FINANCEIRA. Outubro CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS INFORMATIVO CEMEC MENSAL - POUPANÇA FINANCEIRA Outubro 2011 ÍNDICE 1. Objetivo do Relatório... 3 1. Análise da Poupança

Leia mais

Uma análise econômica do seguro-saúde Francisco Galiza Outubro/2005 www.ratingdeseguros.com.br

Uma análise econômica do seguro-saúde Francisco Galiza Outubro/2005 www.ratingdeseguros.com.br Uma análise econômica do seguro-saúde Francisco Galiza Outubro/2005 www.ratingdeseguros.com.br Um dos ramos mais importantes do mercado segurador brasileiro é o de saúde. Surgido sobretudo com uma opção

Leia mais

MINI SIMULADO 14 DE ABRIL DE 2013 BACEN ÁREA 2 PROVA: CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS

MINI SIMULADO 14 DE ABRIL DE 2013 BACEN ÁREA 2 PROVA: CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS IGEPP Instituto de Gestão, Economia e Políticas Públicas Telefone:(61) 3443 0369 E-mail: contatoigepp@gmail.com MINI SIMULADO 14 DE ABRIL DE 2013 BACEN ÁREA 2 PROVA: CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS

Leia mais

Evolução numérica do seguro de transportes Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Maio/2007

Evolução numérica do seguro de transportes Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Maio/2007 Evolução numérica do seguro de transportes Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Maio/2007 1) Tendência e Participação O ramo de seguro de transportes é um dos mais tradicionais no mercado brasileiro.

Leia mais

Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada

Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada Novembro/2001 SUMÁRIO: I) Introdução II) Análise Comparada III) Projeções e Conclusões Francisco Galiza Consultor e Mestre

Leia mais

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) DIRETORIA DE AUTORIZAÇÕES (DIRAT) COORDENAÇÃO-GERAL DE PRODUTOS (CGPRO)

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) DIRETORIA DE AUTORIZAÇÕES (DIRAT) COORDENAÇÃO-GERAL DE PRODUTOS (CGPRO) SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) DIRETORIA DE AUTORIZAÇÕES (DIRAT) COORDENAÇÃOGERAL DE PRODUTOS (CGPRO) COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PROJETOS E ESTATÍSTICA (COEST) 2º RELATÓRIO DE ANÁLISE E ACOMPANHAMENTO

Leia mais

Conjuntura - Saúde Suplementar

Conjuntura - Saúde Suplementar Apresentação Nesta 17ª Carta de Conjuntura da Saúde Suplementar, constam os principais indicadores econômicos de 2011 e uma a n á l i s e d o i m p a c t o d o crescimento da renda e do emprego sobre o

Leia mais

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 2 SUMÁRIO Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita de

Leia mais

EXPOSIÇÃO DIDÁTICA SOBRE A ABERTURA DO MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL

EXPOSIÇÃO DIDÁTICA SOBRE A ABERTURA DO MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL RELATÓRIOS DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO v.13, Série B. n.1, p. 1-7 EXPOSIÇÃO DIDÁTICA SOBRE A ABERTURA DO MERCADO DE RESSEGUROS NO BRASIL Deborah Tinoco Ribeiro deborahtinoco@yahoo.com.br Marcus

Leia mais

5 Análise dos Resultados Seguro de Vida

5 Análise dos Resultados Seguro de Vida Capítulo 5 Análise dos Resultados - Seguro de Vida 5 Análise dos Resultados Seguro de Vida Este capítulo tem como objetivo a análise dos resultados obtidos através da modelagem dos dados de uma seguradora.

Leia mais

Ciclos Econômicos. Expectativas adaptativas do monetarismo Ciclo real de negócios novoclássico Rigidez de preços novokeynesiana

Ciclos Econômicos. Expectativas adaptativas do monetarismo Ciclo real de negócios novoclássico Rigidez de preços novokeynesiana Ciclos Econômicos Abordagem keynesiana X neoclássica Expectativas adaptativas do monetarismo Ciclo real de negócios novoclássico Rigidez de preços novokeynesiana Aula de Fernando Nogueira da Costa Professor

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA TAXA DE JUROS NOS INVESTIMENTOS EM CAPITAL FIXO DO SETOR PRIVADO NO BRASIL: 1996-2002

A INFLUÊNCIA DA TAXA DE JUROS NOS INVESTIMENTOS EM CAPITAL FIXO DO SETOR PRIVADO NO BRASIL: 1996-2002 A INFLUÊNCIA DA TAXA DE JUROS NOS INVESTIMENTOS EM CAPITAL FIXO DO SETOR PRIVADO NO BRASIL: 1996-2002 1. Introdução Paulo Alexandre França 1 Dirceu Grasel 2 Benedito Dias Pereira 3 As taxas de juros vêm

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006.

Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006. Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006. São Paulo, 28 de fevereiro de 2007 - A Porto Seguro S.A. (Bovespa: PSSA3) anuncia seu resultado

Leia mais

BAN CO DO BRASIL. Atualizada 19/01/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

BAN CO DO BRASIL. Atualizada 19/01/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1 41. (CAIXA/2010) Compete à Comissão de Valores Mobiliários CVM disciplinar as seguintes matérias: I. registro de companhias abertas. II. execução da política monetária. III. registro e fiscalização de

Leia mais

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 Março 2015 1 NOTA CEMEC 03/2015 SUMÁRIO Os dados de Contas Nacionais atualizados até o terceiro trimestre de 2014 revelam a continuidade da

Leia mais

7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6

7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6 7(&12/2*,$'$,1)250$d 2'(),1,d 2 5(35(6(17$7,9,'$'((7(1'Ç1&,$6 O setor de tecnologia da informação está incluído, de forma mais agregada, nas atividades de serviços prestados às empresas, segundo a &ODVVLILFDomR1DFLRQDOGH$WLYLGDGHV

Leia mais

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL Aluno: Carolina Machado Orientador: Márcio G. P. Garcia Introdução A liquidez abundante no mercado financeiro internacional e

Leia mais

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação O que é Inflação? Inflação É a elevação generalizada dos preços de uma economia O que é deflação? E a baixa predominante de preços de bens

Leia mais

RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL

RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL Outubro 2013 SUMÁRIO 1. Introdução... 3 2. Visão macroeconômica: investimento e poupança na economia brasileira... 4 3. Padrão de financiamento

Leia mais

Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação

Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação Ana Flávia Brito Rodrigues (Anafla94@hotmail.com / UEPA) Larissa Pinto Marques Queiroz (Larissa_qz@yahoo.com.br / UEPA) Luna Paranhos Ferreira

Leia mais

Seguros, Previdência e Capitalização

Seguros, Previdência e Capitalização Seguros, Previdência e Capitalização Análise das contas Patrimoniais e do Resultado Ajustado do Grupo Bradesco de Seguros, Previdência e Capitalização: Balanço Patrimonial Mar10 Dez09 Mar09 Ativo Circulante

Leia mais

Análise econômica das novas regras de solvência das seguradoras brasileiras Francisco Galiza 1 Outubro/2007

Análise econômica das novas regras de solvência das seguradoras brasileiras Francisco Galiza 1 Outubro/2007 Análise econômica das novas regras de solvência das seguradoras brasileiras Francisco Galiza 1 Outubro/2007 1) Introdução Nos últimos dias úteis de 2006, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)

Leia mais

Sérgio Rangel Fernandes Figueira (1) Adhemar Sanches (2) Ana Claudia Giannini Borges (1) David Ferreira Lopes Santos (1)

Sérgio Rangel Fernandes Figueira (1) Adhemar Sanches (2) Ana Claudia Giannini Borges (1) David Ferreira Lopes Santos (1) Técnicas de cointegração na análise dos impactos dos preços do etanol, da gasolina e da massa salarial sobre a demanda por gasolina no Brasil no período de 2005 até 2011. Sérgio Rangel Fernandes Figueira

Leia mais

COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder

COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder Comentário Geral: Prova muito difícil, muito fora dos padrões das provas do TCE administração e Economia, praticamente só caiu teoria. Existem três questões (4, 45 e 47) que devem ser anuladas, por tratarem

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

Leilão do IRB: Considerações Econômicas

Leilão do IRB: Considerações Econômicas Leilão do IRB: Considerações Econômicas Francisco Galiza - Mestre em Economia (FGV) Março/2000 SUMÁRIO: I) Introdução II) Parâmetros Usados III) Estimativas IV) Conclusões 1 I) Introdução O objetivo deste

Leia mais

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) DIRETORIA DE AUTORIZAÇÕES (DIRAT) COORDENAÇÃO-GERAL DE PRODUTOS (CGPRO)

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) DIRETORIA DE AUTORIZAÇÕES (DIRAT) COORDENAÇÃO-GERAL DE PRODUTOS (CGPRO) SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) DIRETORIA DE AUTORIZAÇÕES (DIRAT) COORDENAÇÃO-GERAL DE PRODUTOS (CGPRO) COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PROJETOS E ESTATÍSTICA (COEST) 1º RELATÓRIO DE ANÁLISE E ACOMPANHAMENTO

Leia mais

GASTAR MAIS COM A LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR, TAMBÉM, AUMENTO DE LUCRO

GASTAR MAIS COM A LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR, TAMBÉM, AUMENTO DE LUCRO GASTAR MAIS COM A LOGÍSTICA PODE SIGNIFICAR, TAMBÉM, AUMENTO DE LUCRO PAULO ROBERTO GUEDES (Maio de 2015) É comum o entendimento de que os gastos logísticos vêm aumentando em todo o mundo. Estatísticas

Leia mais

Eficácia da Política Monetária no Brasil: Análise Empírica Pós-Regime de Metas de Inflação

Eficácia da Política Monetária no Brasil: Análise Empírica Pós-Regime de Metas de Inflação Eficácia da Política Monetária no Brasil: Análise Empírica Pós-Regime de Metas de Inflação Autoria: Marcos Wagner da Fonseca, Rozana Kirienco Resumo O objetivo deste trabalho é analisar empiricamente a

Leia mais

PRO FOR WINDOWS (FPW)

PRO FOR WINDOWS (FPW) INTRODUÇÃO OAO FORECAST PRO FOR WINDOWS (FPW) Considerações Básicas Introdução ao Forecast Pro Software para análise e previsão de séries temporais. Características importantes Roda sob as diversas versões

Leia mais

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC 5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados para os diversos modelos estimados. No total foram estimados dezessete 1 modelos onde a variável

Leia mais

ANÁLISE 2 APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM 7 ANOS: QUEM GANHOU E QUEM PERDEU?

ANÁLISE 2 APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM 7 ANOS: QUEM GANHOU E QUEM PERDEU? ANÁLISE 2 APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM 7 ANOS: QUEM GANHOU E QUEM PERDEU? Toda decisão de aplicação financeira está ligada ao nível de risco que se deseja assumir, frente a uma expectativa de retorno futuro.

Leia mais

V Congresso UFV de Administração e Contabilidade e II Mostra Científica ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE SEGURADORAS BRASILEIRA E ESTRANGEIRA

V Congresso UFV de Administração e Contabilidade e II Mostra Científica ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE SEGURADORAS BRASILEIRA E ESTRANGEIRA ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE SEGURADORAS BRASILEIRA E ESTRANGEIRA Área: Contabilidade Sub-área: Contabilidade Financeira Antônio Artur de Souza Fernando Gonçalves Raphael Leticia Wolff Ruppin Ligiana

Leia mais

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES PÚBLICOS E POUPANÇA DE LONGO PRAZO

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES PÚBLICOS E POUPANÇA DE LONGO PRAZO PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES PÚBLICOS E POUPANÇA DE LONGO PRAZO Leonardo Alves Rangel* 1 Introdução Pode-se afirmar que a previdência complementar dos servidores públicos, prevista na Emenda

Leia mais

5 MOEDA E CRÉDITO. ipea SUMÁRIO

5 MOEDA E CRÉDITO. ipea SUMÁRIO 5 MOEDA E CRÉDITO SUMÁRIO Na reunião de fevereiro último, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a meta para a taxa Selic em 25 pontos-base (pb), fazendo-a chegar a 10,75% ao ano (a.a.). Essa redução

Leia mais

Uma Visão do Setor de Seguros no Brasil. Alexandre H. Leal Neto Superintendente de Regulação

Uma Visão do Setor de Seguros no Brasil. Alexandre H. Leal Neto Superintendente de Regulação Uma Visão do Setor de Seguros no Brasil Alexandre H. Leal Neto Superintendente de Regulação Pauta da apresentação 1º Estrutura do Setor 2º Representação Institucional do Setor 3º Arrecadação Visão por

Leia mais

O MERCADO DE MICROSSEGUROS NO BRASIL: REGULAÇÃO E MODELAGEM

O MERCADO DE MICROSSEGUROS NO BRASIL: REGULAÇÃO E MODELAGEM 1.00.00.00-3 CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 1.02.00.00-2 PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA O MERCADO DE MICROSSEGUROS NO BRASIL: REGULAÇÃO E MODELAGEM AUTOR: GABRIEL LOPES DOS SANTOS FILIAÇÃO: CURSO DE CIÊNCIAS

Leia mais

ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTOS PARA PESSOA FÍSICA: MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO

ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTOS PARA PESSOA FÍSICA: MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTOS PARA PESSOA FÍSICA: MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO Resumo Anna Paula Andratta 1 Denise Pigosso 2 Maurício Badia 3 Professor Eliandro Schvirck 4 Este trabalho teve por objetivo,

Leia mais

Antes de demonstrar os números do seguro saúde cabe ressaltar alguns pontos importantes:

Antes de demonstrar os números do seguro saúde cabe ressaltar alguns pontos importantes: 1- Introdução: Antes de demonstrar os números do seguro saúde cabe ressaltar alguns pontos importantes: i) em 2001 o governo determinou que as empresas de seguros passassem a ter sua operação isolada,

Leia mais

Nesta subseção, estimaremos via mínimos quadrados ordinários (MQO), a seguinte regressão:

Nesta subseção, estimaremos via mínimos quadrados ordinários (MQO), a seguinte regressão: 46 4 Resultados MQO Nesta subseção, estimaremos via mínimos quadrados ordinários (MQO), a seguinte regressão: PoupancaPC = α 0 + α 1 Crime100 + Xβ + ε onde PoupancaPC é o logaritmo da medida principal

Leia mais

RELATÓRIO ACTIVIDADE SEGURADORA ANO-2008 ÍNDICE GERAL BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

RELATÓRIO ACTIVIDADE SEGURADORA ANO-2008 ÍNDICE GERAL BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE RELATÓRIO ACTIVIDADE SEGURADORA ANO-2008 BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ÍNDICE GERAL BANCO CENTRAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ASSUNTO PÁGINA EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA EM STP 1. ENQUADRAMENTO

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

Atualidades do Mercado Financeiro

Atualidades do Mercado Financeiro Atualidades do Mercado Financeiro Sistema Financeiro Nacional Dinâmica do Mercado Mercado Bancário Conteúdo 1 Sistema Financeiro Nacional A estrutura funcional do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composta

Leia mais

1. INTRODUÇÃO AO EVIEWS. 1.1. Construção da Base de Dados

1. INTRODUÇÃO AO EVIEWS. 1.1. Construção da Base de Dados Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Ciências Econômicas Curso de Doutorado em Economia (Estágio Docência) Disciplina: Econometria Aplicada Professor: Sabino Porto Junior Estagiário:

Leia mais

Relatório de evolução da atividade seguradora

Relatório de evolução da atividade seguradora Relatório de evolução da atividade seguradora 1.º Semestre 214 I. Produção e custos com sinistros 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

6 OS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO NO BRASIL

6 OS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO NO BRASIL 6 OS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO NO BRASIL Este capítulo procurará explicar os movimentos do investimento, tanto das contas nacionais quanto das empresas abertas com ações negociadas em bolsa através

Leia mais

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) COMISSÃO DE ESTUDOS E DESENVOLVIMENTO (CED)

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) COMISSÃO DE ESTUDOS E DESENVOLVIMENTO (CED) SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) COMISSÃO DE ESTUDOS E DESENVOLVIMENTO (CED) 3º RELATÓRIO DE ANÁLISE E ACOMPANHAMENTO DOS MERCADOS SUPERVISIONADOS RIO DE JANEIRO, 30 DE NOVEMBRO DE 2015 1.

Leia mais

INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM. Pedro de Albuquerque Seidenthal

INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM. Pedro de Albuquerque Seidenthal INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM Pedro de Albuquerque Seidenthal TAXA DE JUROS FUTURA: SIMULAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECULATIVAS São Paulo 2012 Pedro de Albuquerque

Leia mais

Estudo de Macro-Alocação de Ativos FUNDAÇÃO CIBRIUS

Estudo de Macro-Alocação de Ativos FUNDAÇÃO CIBRIUS Estudo de Macro-Alocação de Ativos FUNDAÇÃO CIBRIUS Outubro de 2014 Esse documento apresenta as hipóteses, premissas e resultados do estudo de macro-alocação de ativos, conduzido pela ADITUS Consultoria

Leia mais

Impacto econômico da tributação pelo Simples Nacional no Produto Interno Bruto

Impacto econômico da tributação pelo Simples Nacional no Produto Interno Bruto Impacto econômico da tributação pelo Simples Nacional no Produto Interno Bruto Monique Cristiane de Oliveira UFSC monique_bona@hotmail.com Leonardo Flach UFSC leoflach@hotmail.com Resumo O Simples Nacional

Leia mais

Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática

Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática Ederson Luis Posselt (edersonlp@yahoo.com.br) Eduardo Urnau (dudaurnau@gmail.com) Eloy Metz (eloy@softersul.com.br)

Leia mais

Título : B2 Matemática Financeira. Conteúdo :

Título : B2 Matemática Financeira. Conteúdo : Título : B2 Matemática Financeira Conteúdo : A maioria das questões financeiras é construída por algumas fórmulas padrão e estratégias de negócio. Por exemplo, os investimentos tendem a crescer quando

Leia mais

INFLUÊNCIA DOS ÍNDICES DOW

INFLUÊNCIA DOS ÍNDICES DOW Faculdades ECONOMETRIA INFLUÊNCIA DOS ÍNDICES DOW JONES INDUSTRIAL AVERAGE E NIKKEI-225 SOBRE O IBOVESPA GUSTAVO ELIAS PENA IBMEC-MG BRENO GUELMAN IBMEC-MG HENRIQUE RABELLO IBMEC-MG Econometria 1 SUMÁRIO:

Leia mais

TAXA PROPORCIONAL. O conceito de Taxas Proporcionais é um conceito próprio do regime simples.

TAXA PROPORCIONAL. O conceito de Taxas Proporcionais é um conceito próprio do regime simples. TAXA PROPORCIONAL Taxas proporcionais são definidas como sendo aquelas cujos quocientes entre elas e seus respectivos períodos de capitalização, colocados na mesma unidade de tempo, são iguais. O conceito

Leia mais

Turma BNDES Básica Exercícios

Turma BNDES Básica Exercícios Turma BNDES Básica Exercícios Banca: CESGRANRIO Edital de referência: 01/2012 (data da publicação: 17/12/2012) Carga horária (aulas presenciais): 92,0 horas EMENTA DA PROVA 1 OBJETIVA Carga Horária e Pré-Requisitos.

Leia mais

INSTITUTO ASSAF: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS BANCOS MÉDIOS E DOS BANCOS GRANDES

INSTITUTO ASSAF: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS BANCOS MÉDIOS E DOS BANCOS GRANDES INSTITUTO ASSAF: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS BANCOS MÉDIOS E DOS BANCOS GRANDES O Instituto Assaf comparou diversos indicadores de desempenho dos bancos grandes e dos bancos médios de 2009 a 2011. Primeiramente

Leia mais

Análise Econométrica Sobre os Índices de Rentabilidade das Empresas de Capitalização

Análise Econométrica Sobre os Índices de Rentabilidade das Empresas de Capitalização Análise Econométrica Sobre os Índices de Rentabilidade das Empresas de Capitalização Richard Hernani Pereira richard.hernani@gmail.com UNIFAL-MG Gabriel Rodrigo Gomes Pessanha gabrielrgp@yahoo.com.br UNIFAL-MG

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA QUEDA DA TAXA DE JUROS MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS

A INFLUÊNCIA DA QUEDA DA TAXA DE JUROS MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS A INFLUÊNCIA DA QUEDA DA TAXA DE JUROS MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS 1 FATOS: O Brasil durante muito anos sofreu bastante com vários Planos Econômicos que buscavam estabilizar a Economia Nacional. Foram

Leia mais

Estudo de Macro-Alocação de Ativos FUNDAÇÃO CIBRIUS

Estudo de Macro-Alocação de Ativos FUNDAÇÃO CIBRIUS Estudo de Macro-Alocação de Ativos FUNDAÇÃO CIBRIUS Esse documento apresenta as hipóteses, premissas e resultados do estudo de macro-alocação de ativos, conduzido pela ADITUS Consultoria Financeira, com

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais

4 Análise de Dados. 4.1 Perfil dos Respondentes

4 Análise de Dados. 4.1 Perfil dos Respondentes 4 Análise de Dados 4.1 Perfil dos Respondentes A taxa de resposta foi de aproximadamente 8% de respostas na amostra de clientes que compram fora da loja (telefone e/ou Internet) e 3% na amostra de clientes

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

2. Análise Estatística de Dados Financeiros

2. Análise Estatística de Dados Financeiros 2. Análise Estatística de Dados Financeiros 2.1 O Mercado de Capitais no Brasil A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) é atualmente a única bolsa de valores no Brasil. Nela se pode comprar e vender

Leia mais

Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173

Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173 Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173 Destaques do mês - Copom sinaliza alta de juros, mas não se compromete com ação já na próxima reunião, em meados de abril; - Atividade econômica mostra sinais de recuperação

Leia mais

INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO PLANO REAL UMA ABORDAGEM EMPÍRICA 1. PALAVRAS-CHAVE: Curva de Phillips, inflação, desemprego, teoria aceleracionista.

INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO PLANO REAL UMA ABORDAGEM EMPÍRICA 1. PALAVRAS-CHAVE: Curva de Phillips, inflação, desemprego, teoria aceleracionista. 1 INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO PLANO REAL UMA ABORDAGEM EMPÍRICA 1 Ricardo Dalla Costa* RESUMO O presente artigo vem colocar uma nota em relação ao plano que estabilizou a inflação no Brasil e que agora inicia

Leia mais

CANAL DE CRÉDITO PARA A TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA E SEU IMPACTO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA:

CANAL DE CRÉDITO PARA A TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA E SEU IMPACTO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA: CANAL DE CRÉDITO PARA A TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA E SEU IMPACTO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA: análise da relevância e sustentabilidade do canal do balanço patrimonial RESUMO Tatiele Lacerda

Leia mais

Modelagem da Venda de Revistas. Mônica Barros. Julho de 1999. info@mbarros.com 1

Modelagem da Venda de Revistas. Mônica Barros. Julho de 1999. info@mbarros.com 1 Modelagem da Venda de Revistas Mônica Barros Julho de 1999 info@mbarros.com 1 Modelagem Matemática e Previsão de Negócios Em todas as empresas, grandes e pequenas, é necessário fazer projeções. Em muitos

Leia mais

Release de Resultado Janeiro/08

Release de Resultado Janeiro/08 PORTO SEGURO anuncia lucro líquido de R$10,0 milhões ou R$0,13 por ação em janeiro de 2008 São Paulo, 17 de Março de 2008 Porto Seguro S.A. (BOVESPA: PSSA3), anuncia os resultados de janeiro de 2008. As

Leia mais

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de 30 3. Metodologia Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de dados utilizada, identificando a origem das fontes de informação, apresentando de forma detalhada as informações

Leia mais

Prof. Tatiele Lacerda. Curso de administração

Prof. Tatiele Lacerda. Curso de administração Prof. Tatiele Lacerda Curso de administração Vamos estudar a política fiscal: nessa visão ela é mais influente para o atingimento do pleno emprego, sem inflação Modelo keynesiano básico: preocupa-se mais

Leia mais

Release de Resultados do 1T10

Release de Resultados do 1T10 Release de Resultados do 1T10 Fale com R.I Relações com Investidores Tel: (11) 3366-5323 / 3366-5378 www.portoseguro.com.br, gri@portoseguro.com.br Porto Seguro S.A. Alameda Ribeiro da Silva, 275 1º andar

Leia mais

A... Aceitação Ato de aprovação pela entidade de uma proposta efetuada.

A... Aceitação Ato de aprovação pela entidade de uma proposta efetuada. A... Aceitação Ato de aprovação pela entidade de uma proposta efetuada. Adesão Característica do contrato de previdência privada, relativa ao ato do proponente aderir ao plano de previdência. Administradores

Leia mais

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA**

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA** 15 C ONJUNTURA Inflação de 2001 Supera a Meta A inflação em 2001, medida pelo IPCA, atingiu o patamar de 7,67%, superando a meta de 6% estabelecida pelo Banco Central. Choques internos e externos à economia

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

SEGUROS DIRETOS R$ 15.575.883 43,36% R$ 18.153.604 43,69% 16,55% DPVAT R$ 1.267.600 3,53% R$ 1.436.782 3,46% 13,35%

SEGUROS DIRETOS R$ 15.575.883 43,36% R$ 18.153.604 43,69% 16,55% DPVAT R$ 1.267.600 3,53% R$ 1.436.782 3,46% 13,35% MERCADO BRASILEIRO DE SEGUROS JAN A ABRIL 2011 Tomando por base os números divulgados hoje pela SUSEP através do sistema de informações SES (que tem como fonte os FIPS enviados pelas empresas) o mercado

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Estimação do Pass-Through Cambial no Brasil referente aos Índices de Preços ao Consumidor

Estimação do Pass-Through Cambial no Brasil referente aos Índices de Preços ao Consumidor Estimação do Pass-Through Cambial no Brasil referente aos Índices de Preços ao Consumidor Luiz Armando dos Santos Aleixo - estudante do curso de Estatística - 3 o ano - Escola Nacional de Ciências Estatísticas

Leia mais

FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo

FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL Luciano Rodrigues Lara* Resumo No Brasil, a partir da implantação do Plano Real, houve uma acentuada queda no spread bancário,

Leia mais

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard Depressões e crises Olivier Blanchard Pearson Education CAPÍTULO 22 Depressões e crises Uma depressão é uma recessão profunda e de longa duração. Uma crise é um longo período de crescimento baixo ou nulo,

Leia mais

DETERMINANTES DO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO NO BRASIL

DETERMINANTES DO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO NO BRASIL ISSN 2358-2138 DETERMINANTES DO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO NO BRASIL Paula Alves Gonella 1 ESPM-SP 1 RESUMO Raphael Almeida Videira 2 ESPM-SP Visto que o Investimento Externo Direto se tornou importante

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES Caros concurseiros, Como havia prometido, seguem comentários sobre a prova de estatística do ICMS RS. Em cada questão vou fazer breves comentários, bem como indicar eventual possibilidade de recurso. Não

Leia mais

Sumário O VEREDICTO DA HISTÓRIA RETORNO DAS AÇÕES E TÍTULOS DESDE 1802 3 PARTE I. CAPÍTULO l

Sumário O VEREDICTO DA HISTÓRIA RETORNO DAS AÇÕES E TÍTULOS DESDE 1802 3 PARTE I. CAPÍTULO l Sumário PARTE I O VEREDICTO DA HISTÓRIA CAPÍTULO l RETORNO DAS AÇÕES E TÍTULOS DESDE 1802 3 "Todo mundo está destinado a ser rico" 3 Retornos dos mercados financeiros desde 1802 5 A performance dos títulos

Leia mais

[2.000] (IP:281473857278462

[2.000] (IP:281473857278462 1. [2.000] (IP:281473857278462 19:36:32 19:32:41 56:09 4.486) Considere e discuta a seguinte afirmativa: "Nem sempre o modelo com o melhor R² não-ajustado é o mais adequado". A afirmativa é verdadeira,

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais