Supervisão Miguel Antônio Cedraz Nery Diretor de Desenvolvimento Produtivo. Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) Equipe Técnica

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1 Proposta de Política Orientadora para Mobilização e Desenvolvimento de APLs para o Setor de Petróleo, Gás e Naval Resultado do Projeto PROMINP IND P&G 75 1

2 2015 Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ABDI Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida, desde que citada a fonte. Supervisão Miguel Antônio Cedraz Nery Diretor de Desenvolvimento Produtivo Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) Equipe Técnica Jorge Luís Ferreira Boeira Coordenador de Adensamento Produtivo Vandete Cardoso Mendonça Especialista em Projetos Maria Mirorlávia Uchôa Pinho Analista de Projeto Fernanda Furtado Borges Consultora de Projetos Nathanne Henriques Mota Consultora de Projetos Ana Luísa Cavalcante Nogueira Estagiária Coordenador Geral Paulo Cesar Marques da Silva Gerente de Desenvolvimento Produtivo Coordenação de Comunicação Bruna de Castro Coordenadora de Comunicação Revisão de Texto G3 Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação Sheilla Reis ABDI Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Setor Bancário Norte, Quadra 1 Bloco B Ed. CNC Brasília, DF Tel.: (61)

3 República Federativa do Brasil Dilma Rousseff Presidenta Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Armando Monteiro Ministro Carlos Augusto Grabois Gadelha Secretário do Desenvolvimento da Produção Margarete Maria Gandini Diretora do Departamento das Indústrias de Equipamentos de Transporte Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI Alessandro Teixeira Presidente Maria Luisa Campos Machado Leal Diretora de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação Miguel Antônio Cedraz Nery Diretor de Desenvolvimento Produtivo Charles Capella de Abreu Chefe de Gabinete Paulo Cesar Marques da Silva Gerente de Desenvolvimento Produtivo Jorge Luís Ferreira Boeira Coordenador de Adensamento Produtivo

4 Equipe do Projeto Prominp IND P&G 75 ABDI Jorge Luís Ferreira Boeira Coordenador de Adensamento Produtivo Vandete Cardoso Mendonça Especialista em Projetos BNDES Cristina Lemos Assessora da Presidência, na Secretaria de Arranjos Produtivos e Inovativos e Desenvolvimento Local e Regional Jose Lamartine Távora Junior, Engenheiro do Departamento Regional Nordeste Carlos Eduardo Champlony da Rocha Leite Filho Administrador do Departamento Regional Nordeste Luiz Antonio Pazos Moraes Chefe do Departamento Regional Norte Natalia Cintia Cupello Economista do Departamento de Gás, Petróleo e Cadeia Produtiva, da Área de Insumos Básicos Ricardo Cunha da Costa Engenheiro - Gerente do Departamento de Gás, Petróleo e Cadeia Produtiva, da Área de Insumos Básicos Sandra Neves de Andrade Arquiteta do Departamento de Assuntos Transversais da Área de Planejamento William George Lopes Saab Contador da do Departamento de Assuntos Transversais da Área de Planejamento MDIC João Luis Rossi Coordenador Geral da Indústria Automotiva, Naval e de Equipamentos de Transporte Coordenador do Projeto Prominp IND P&G 75 Ana Carolina Carvalho Costa Analista de Comércio Exterior Gustavo Henrique Araruna Campos Analista de Comércio Exterior PETROBRAS Paulo Sergio Rodrigues Alonso Assessor do Presidente Coordenador Executivo do Prominp Pedro Penido Duarte Guimarães Coordenador de Suporte ao Prominp Gottfried Engelbert Wolgien Junior Coordenador de Desenvolvimento de Fornecedores Renata Santos da Rocha Consultora de Projetos ONIP Bruno Musso Superintendente SEBRAE Eliane Lobato Peixoto Borges Coordenadora Nacional de Petróleo, Gás e Energia Gustavo Reis Melo Coordenador Nacional de Petróleo, Gás e Energia CNI João Emílio Padovani Gonçalves Gerente Executivo de Política e Indústria Frederico Antônio Turra Coordenador do Projeto - Especialista em Política e Indústria Gustavo Romeiro Ferreira Colaborador - Analista em Política e Indústria Amilton Machado Costa Colaborador - Especialista em Política e Indústria

5 Mensagem do Presidente A perspectiva de o Brasil se tornar um ator relevante para o crescimento da oferta mundial de petróleo nos próximos 20 anos é, ao mesmo tempo, desafio e oportunidade para a inserção competitiva da indústria nacional na cadeia de valor global. Nesse sentido, além de grande produtor de petróleo, o país deve se consolidar como um dos principais mercados de bens e serviços para as atividades de exploração e produção offshore. É esse segmento que concentra a maior parte dos atuais esforços de desenvolvimento tecnológico e que possui mais capacidade de gerar externalidades positivas para a economia brasileira. Sabe-se que o sucesso da recente atividade de exploração e produção de petróleo no Brasil que ocorre principalmente em águas profundas e ultra-profundas requereu a superação de desafios tecnológicos para a produção no pré-sal e, ao mesmo tempo, para a aquisição de um volume expressivo de bens e serviços numa conjuntura de elevada demanda sobre toda a cadeia de fornecedores no mundo. Ambos os desafios criaram oportunidades para a construção, em território nacional, de diversos ativos offshore. Símbolo visível da retomada do setor de petróleo no país, a retomada dos investimentos na construção naval e offshore brasileira atingiu R$ 149,5 bilhões entre 2000 e 2012, conforme pesquisa do Ipea (2013). Nesse período, a construção e a integração de plataformas, navios-sondas, barcos de apoio, entre outros, resultaram em desenvolvimento tecnológico e inovação, na geração de empregos em larga escala, no aumento de renda e, ainda, no desenvolvimento econômico do país. Foi com visão compartilhada sobre aqueles desafios e oportunidades que um conjunto de instituições públicas e privadas, em diferentes esferas de governo, executou um programa de trabalho exaustivo. As atividades envolveram um intenso processo de articulação, discussão e obtenção de consensos ao longo dos últimos três anos, em cinco diferentes regiões do país, todas impactadas positivamente em termos econômicos pelas demandas do setor de petróleo. Iniciativa inédita de coordenação entre duas importantes políticas do governo Dilma Rousseff o Plano Brasil Maior (PBM) e o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp) o presente documento traz uma política de atuação para a mobilização de empresas e instituições públicas e privadas em territórios de importância estratégica para o adensamento e fortalecimento de fornecedores para o setor de petróleo, gás e naval. A estrutura conceitual utilizada no trabalho permite uma visão completa de todas as dimensões do desenvolvimento econômico, social e ambiental que precisam ser consideradas por todos os agentes políticos e gestores públicos de uma determinada região. 5

6 É importante destacar, finalmente, que nada disso teria sido possível sem a estreita cooperação, dedicação e comprometimento das equipes de todas as organizações envolvidas, que trabalharam com afinco em diversas regiões do país, presencialmente ou por meio de reuniões realizadas ao longo dos últimos três anos. Meus cumprimentos e agradecimentos aos representantes da ABDI, BNDES, CNI, MDIC, Petrobras, Onip e Sebrae. Saudações também para os demais representantes de governos estaduais e municipais, de universidades, de empresas e de associações empresariais que contribuíram do processo e na elaboração deste documento. A todos os apoiadores e parceiros, nosso especial agradecimento! Alessandro Teixeira Presidente da ABDI

7 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 1.1. Apresentação 1.2. Objetivo e público-alvo da política 2. RESUMO 3. CONTEXTUALIZAÇÃO 3.1. Panorama atual 3.2. Organização da cadeia e práticas de negócios do setor Práticas do setor 4. ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS 4.1. A abordagem dos Arranjos Produtivos Locais APLs da indústria do petróleo e gás 4.2. O APL e o território Os grandes empreendimentos 4.3. Os agentes estratégicos Poder público municipal e estadual As empresas e associações empresariais Instituições de ensino e pesquisa e centros tecnológicos Agências locais de desenvolvimento e financiamento Entidades profissionais e organizações da sociedade civil 4.4. Visão sistêmica eixos estratégicos Planejamento e ordenamento territorial

8 Infraestrutura e desenvolvimento do território Fortalecimento e modernização da gestão pública Educação e qualificação de recursos humanos Desenvolvimento econômico e tecnológico 5. ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE APLs 5.1. Etapas iniciais Mobilização dos atores locais, acordos iniciais e coleta de informações 5.2. O plano de desenvolvimento do APL Modelos de gestão e governança Agenda para o desenvolvimento do território ANEXO: INSTRUMENTOS E PROGRAMAS A: Instrumentos financeiros A.1: Fundo Rotativo Solidário A.2: Cooperativa de Crédito A.3: Fundo de Investimento em Participações A.4: Sociedade de Garantia de Crédito B: Consórcios de municípios C: Implantação de programas estruturantes C.1: Parques tecnológicos D: Formalização das condicionalidades de apoio aos projetos de investimento E: Programa de desenvolvimento de fornecedores REFERÊNCIAS

9 1. INTRODUÇÃO 1.1. Apresentação Este relatório apresenta a proposta de política orientadora para o desenvolvimento de APLs para o setor de Petróleo, Gás e Naval. Um acordo tripartite assinado em agosto de 2012 entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Petrobras e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) teve a finalidade de aumentar a competitividade e o número de fornecedores da cadeia produtiva de Petróleo, Gás e Naval. Entre as ações previstas, estava o apoio ao desenvolvimento de polos empresariais e Arranjos Produtivos Locais (APLs), o que motivou, ao longo do segundo semestre de 2012, intensa articulação desses atores com outros importantes agentes do setor para uma proposta de projeto que foi apresentada no 9º Encontro do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), em dezembro de Nessa ocasião, o projeto foi aprovado pelo Comitê Executivo do programa e foi definida a coordenação pelo MDIC. A partir de então, formalizou-se o Projeto Prominp IND P&G 75: Propostas de Política para Mobilização e Desenvolvimento de APLs para o Setor de Petróleo, Gás e Naval, materializando uma parceria entre o Plano Brasil Maior (PBM) e o Prominp, consolidando um grupo gestor composto por sete instituições: MDIC, Petrobras, BNDES, ABDI, Sebrae, CNI e ONIP. A conformação desse grupo teve como objetivo aproveitar as competências e atribuições de cada uma dessas instituições para atuar de maneira sistêmica na estruturação de APLs. Dessa forma, a união de ações da Petrobras, âncora capaz de mobilizar todo o setor no Brasil; MDIC e ABDI, via projetos de desenvolvimento de fornecedores; BNDES, principal financiador de investimentos produtivos, territoriais e de infraestrutura no país; Sebrae, que possui atuação reconhecida junto às empresas de micro e pequeno porte; e, por fim, CNI e ONIP, representantes do setor industrial com grande capacidade de articulação, trouxe a consistência institucional necessária a todo o projeto. O Projeto Prominp Ind P&G 75 visa atingir dois objetivos principais, interdependentes. O primeiro diz respeito à formulação de uma proposta de política de atuação para a mobilização de empresas e instituições públicas e privadas em territórios de importância estratégica para o adensamento e fortalecimento de fornecedores de Petróleo, Gás e Naval organizados em APLs. O segundo objetivo do Projeto Prominp Ind P&G 75 refere-se ao desenvolvimento de ações de apoio para indução e fortalecimento de APLs estratégicos à competitividade da cadeia de Petróleo, Gás e Naval em territórios selecionados e com potencial de mobilização da indústria local. Para isso, foram definidas cinco experiências-piloto em territórios com grandes empreendimentos do setor ou com competências relacionadas. Como consequência, foram definidos os seguintes territórios: Rio Grande e entorno/rs; Ipatinga e entorno/ MG; Ipojuca e entorno/pe; Itaboraí e entorno/rj; Maragogipe e entorno/ba. Essas experiências ajudaram a construir a proposta de política de APLs do setor de P, G&N. 9

10 Para iniciar a mobilização dos atores locais dos cinco territórios, o projeto foi lançado em Brasília, dia 26 de fevereiro de 2013, com ampla participação de representantes de diferentes esferas de governo federal, estadual e municipal e entidades do setor privado atuantes nas regiões selecionadas. O principal resultado alcançado foi a mobilização de atores que atuam localmente em cada um dos territórios escolhidos. Desde então, foram realizados diversos workshops e reuniões nesses territórios, nos quais foram discutidos aspectos como a abrangência geográfica para atuação dos projetos, os planos de desenvolvimento territorial e a definição do foco e da atuação das governanças dos APLs, além da apresentação de projetos estruturantes. Concomitante às ações desenvolvidas nos cinco territórios selecionados, foi desenhada a proposta de política orientadora para a mobilização e desenvolvimento de APLs de P, G&N, a seguir detalhada Objetivo e Público-alvo da Política Objetivo Aumentar a competitividade de cadeia de Petróleo, Gás e Naval através do desenvolvimento de APLs em territórios de interesse deste setor, por meio de ações que: Induzam e mobilizem empresas e instituições públicas e privadas para o adensamento da cadeia de fornecedores e de arranjos produtivos locais e enraizamento das atividades produtivas no território; Estimulem a promoção do desenvolvimento territorial sustentável, que previnam e mitiguem impactos negativos e antecipem oportunidades que digam respeito às dimensões socioambiental, educacional, de infraestrutura, de capacitação produtiva e de inovação e de fortalecimento político-institucional. Público-alvo Agentes e atores públicos e privados atuantes nos territórios dos APLs, tais como órgãos do governo federal, estadual e municipal, instituições de ensino, instituições de ciência e tecnologia, empresas, associações empresariais, técnicas e de classe, entidades e lideranças locais. 10

11 2. RESUMO As oportunidades de estímulo à indústria de P&G no Brasil podem ser melhor aproveitadas com o fortalecimento de arranjos produtivos locais. A demanda de grandes operadoras e prestadoras de serviços permite articular o desenvolvimento de fornecedores de menor porte e de cadeias produtivas direta ou indiretamente ligadas ao setor em territórios específicos do país. A proximidade geográfica tem a vantagem de facilitar o contato direto, a troca de informações, o trabalho em grupo, a criação de vínculos de confiança base de relações colaborativas e a interação contínua. Consequentemente, traz a possibilidade de ganhos de escala, desenvolvimentos e adaptações, customização, encomendas e ajustamento contínuo e permanente dos bens ou serviços demandados. Entende-se por Arranjos Produtivos Locais (APLs) conjuntos de empresas, localizadas em um mesmo território, que mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governos, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa, apoio e promoção. A noção de território é importante para a atuação em APLs, já que arranjos produtivos se dão em um determinado espaço geográfico, delimitado por relações econômicas, sociais, políticas, jurídicas, culturais e simbólicas instituídas por conformações explícitas ou implícitas de poder. Para o desenvolvimento do APL, sugere-se o estabelecimento de um plano pactuado de forma conjunta por seus integrantes. Isso requer primeiramente a identificação do território de atuação do arranjo, bem como de seus agentes e lideranças locais em função de critérios específicos, relações e vínculos de pertencimento. A representatividade no território é dada em âmbito municipal e estadual. Uma institucionalidade ampliada que represente o território pressupõe a participação dos seguintes agentes: Poder público municipal e estadual; Empresas e associações empresariais; Instituições de ensino e pesquisa e centros tecnológicos; Agências locais de desenvolvimento e financiamento; Entidades profissionais e organizações da sociedade civil. 11

12 O desempenho de um APL é influenciado por um conjunto de fatores, entre os quais sua localização, a disponibilidade de recursos e capacitações, a interação e cooperação entre os agentes e suas sinergias. As empresas de um determinado APL poderão ser mais competitivas e sustentáveis se o território for estruturado e com bom nível de desenvolvimento, considerando a diversidade de recursos e a dinâmica territorial. Sugere-se que, ao mesmo tempo e de forma complementar ao Plano de Desenvolvimento do APL, seja elaborada uma agenda para o desenvolvimento do território, definindo as prioridades e os endereçamentos necessários para o desenvolvimento de todo o território e que podem representar um diferencial para o seu desempenho. As questões referentes ao desenvolvimento do APL e do território podem ser tratadas a partir de alguns eixos temáticos, que devem ser trabalhados de forma integrada, observando as relações existentes entre eles e seus efeitos cruzados. Os eixos sugeridos são: Planejamento e ordenamento territorial; Infraestrutura e desenvolvimento do território; Fortalecimento e modernização de gestão pública; Educação e formação dos recursos humanos; Desenvolvimento econômico e tecnológico. Para o sucesso do plano de desenvolvimento do APL considera-se primordial a existência de: Mecanismos de governança local, ou seja, coordenação articulada das ações e políticas públicas e privadas; Lideranças locais comprometidas com o projeto; Qualidade de interação e de colaboração construção de confiança no ambiente; Instituições voltadas para formação e capacitação de recursos humanos e desenvolvimento de tecnologias. O plano de desenvolvimento, com visão estratégica estabelecida, será o instrumento orientador das ações voltadas para o fortalecimento do APL. Não existe um roteiro a ser seguido, mas são sugeridos procedimentos comuns do planejamento, tais como: Caracterização do APL, definição dos objetivos gerais e específicos e estratégias de atuação; Análise do contexto, com identificação de desafios e oportunidades; 12

13 Modelo de governança e seus mecanismos de gestão; Identificação de fontes de recursos; Definição de conjunto de projetos, ações e metas com seus respectivos responsáveis. Exemplos: desenvolvimento de fornecedores e projetos estruturantes como parques tecnológicos, centros de engenharia, mapeamentos e diagnósticos, etc. 13

14 3. CONTEXTUALIZAÇÃO 3.1. Panorama atual O setor de Petróleo, Gás e Naval compreende um conjunto de atividades que demandam grandes investimentos, com alto risco e elevado retorno. Devido a essas características de mercado, há uma tendência à formação de grandes empresas privadas e estatais. Outra característica importante no caso brasileiro é o fato de que a produção de petróleo e gás offshore, ou seja, fora da costa do país, representa parcela superior a 80% da produção nacional, o que estabelece uma forte ligação entre os setores naval e de P&G no Brasil. O mercado brasileiro é cada vez mais expressivo em relação ao mercado mundial, devido à crescente produção, à demanda interna e, principalmente, às significativas reservas e projeções do pré-sal. Em 2013, as reservas provadas brasileiras eram da ordem de 15 bilhões de barris, com potencial para ampliar significativamente no futuro. A localização da nova fronteira exploratória, a grandes distâncias da costa e em elevadas profundidades, em conjunto com a magnitude das reservas e as características do óleo encontrado criam um novo paradigma para o segmento de exploração e produção offshore no país, posicionando-o como um dos principais mercados no mundo para as empresas fornecedoras de bens e serviços deste segmento. Figura 1 Mapa dos blocos exploratórios Fonte: Anp 14

15 Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), em 2012 a produção de petróleo mundial foi de 89,2 Mbd (milhões de barris diários de petróleo), sendo que a produção brasileira foi de 2,2 Mbd, ou seja, cerca de 2,5% da produção mundial. Projeções indicam que a participação brasileira poderá chegar a 4,3% da produção mundial, com mais de 4 Mbd até Diversas regiões do país já vêm recebendo expressivos investimentos, tornando necessária uma ação coordenada e integrada entre os atores públicos e privados de forma a se identificar e solucionar gargalos que afetam a competitividade de territórios impactados pela indústria de Petróleo, Gás e Naval. Grande parte desses investimentos será realizada no país, em razão das rodadas de licitação dos blocos exploratórios pela ANP e da regulamentação do setor. O desenvolvimento de uma cadeia nacional de fornecedores de bens e serviços, pelo seu perfil multissetorial, tem o potencial de gerar importantes externalidades para os demais setores da economia. Nesse contexto, a formulação de estratégias para a promoção do desenvolvimento de fornecedores ganha significativa relevância. Discutir as alternativas e caminhos a serem adotados nas políticas públicas do setor deve, obrigatoriamente, considerar o entendimento desse novo cenário, suas oportunidades e riscos associados. Do ponto de vista tecnológico, é importante destacar que, nos próximos anos, o Brasil deverá concentrar metade do mercado mundial de equipamentos submarinos (subsea), o que demandará o desenvolvimento de produtos e processos inovadores para superar os desafios de se produzir petróleo e gás na camada do pré-sal. Várias empresas multinacionais já vêm intensificando seus esforços de P&D no Brasil, inclusive instalando centros de pesquisa no país, contando com incentivos do governo brasileiro. Portanto, no longo prazo, as perspectivas são bastante favoráveis para a indústria de petróleo e sua cadeia nacional de fornecedores de bens e serviços Organização da cadeia e práticas de negócios do setor A indústria do petróleo é o conjunto de atividades econômicas relacionadas com a exploração, desenvolvimento, produção, refino, processamento, transporte, importação e exportação de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos e seus derivados. Por sua vez, cadeia produtiva pode ser definida como o conjunto de atividades que se articulam progressivamente desde os insumos básicos até o produto final, incluindo distribuição e comercialização, constituindo-se em elos de uma corrente. É comum segmentar-se a cadeia produtiva de Petróleo, Gás e Naval em duas subcadeias, cada uma agrupando um conjunto de elos, conhecidas como upstream e downstream. O primeiro abrange as atividades de exploração, perfuração, desenvolvimento, produção e transporte para beneficiamento e designa a parte da cadeia produtiva que 15

16 antecede o refino. Downstream, por outro lado, engloba o conjunto de operações por meio das quais as matériasprimas (diversos tipos de petróleo processado) são transformadas em produtos para comercialização (gasolina, diesel, GLP, GNV, querosene, entre outros) e as tarefas logísticas de transporte, distribuição e comercialização necessárias para disponibilizar os produtos desde a refinaria ou unidade de processamento de gás natural até os pontos de consumo. Cada elo da cadeia produtiva tem uma cadeia auxiliar de fornecedores de bens e serviços, integrada por empresas brasileiras e estrangeiras. Parte relevante dessa cadeia auxiliar de fornecedores é formada pelo setor naval, que mobiliza uma série de outros setores como subfornecedores. Pode-se considerar que as cadeias auxiliares de fornecedores das três indústrias petróleo, petroquímica e biocombustível formam a cadeia de fornecedores de bens e serviços relacionados à indústria do petróleo, que se desdobra em níveis, conforme exemplificado na figura a seguir. Figura 2 Níveis de fornecimento Fonte: Sebrae Conforme a ilustração, operadoras são as companhias que atuam na exploração, produção e refino de petróleo e gás natural. Em geral, no 1º nível de fornecimento encontram-se as empresas que fornecem bens e prestam serviços diretamente às empresas do setor de petróleo, como os estaleiros, EPCistas 1 e Sistemistas 2, construtores, fabricantes de equipamentos, integradores, serviços de engenharia, prestadores de serviços, dentre outros. 1 EPCistas são companhias que fornecem às operadoras, de forma integrada, os serviços de Engenharia (Engineering), Suprimentos (Procurement) e Construção (Construction), centralizando as demandas dos projetos em uma só empresa. 2 Sistemistas são empresas especializadas em áreas como projetos, estrutura, instalações hidráulicas, elétricas, ar-condicionado, mecânicas, etc. e entregam sistemas completos para as operadoras ou EPCistas e que serão utilizados na produção. Também conhecidos como Moduleiros ou Pacoteiros. 16

17 No 2º nível, encontram-se os fornecedores de bens e serviços para as empresas do 1º elo, como fabricantes de turbinas, guinchos, guindastes, geradores, serviços de engenharia, etc. O 3º e 4º níveis são compostos por fornecedores de insumos, fabricantes de peças, componentes, ferramentas ou equipamentos especiais ou específicos para a construção de bens de capital, como fabricantes de aços especiais, forjados, fundidos, flanges, conexões, entre outros, e prestadores de serviços necessários para o setor de P&G. Para algumas das subcadeias de fornecimento, esse desdobramento pode atingir níveis inferiores. Cabe destacar que um fornecedor, dependendo da atividade a ser desenvolvida e do seu cliente, pode estar, ao mesmo tempo, em diferentes níveis da cadeia. É bastante comum haver, por exemplo, fabricantes de equipamentos que forneçam diretamente às operadoras de P&G (1º nível) e, simultaneamente, para intermediários, como os EPCistas, estaleiros ou fornecedores de equipamentos de grande porte (2º nível). O mesmo pode ocorrer com o segmento de prestação de serviços, a exemplo dos serviços de engenharia. Na visão apresentada na Agenda da Competitividade da ONIP (2010), ênfase é dada às atividades do upstream de apoio logístico e às atividades para os estaleiros e EPCistas, todos presentes no 1º nível da cadeia de fornecedores e, em geral, importantes players da indústria naval. A demanda do setor de P&G tem papel fundamental na estruturação desta indústria, que conta, ainda, com a demanda de outros segmentos de mercado, como o de navegação de cabotagem. Figura 3 Elos da cadeia de petróleo e gás Fonte: ONIP - Agenda da Competitividade (2010) 17

18 No caso do segmento de E&P (exploração e produção) offshore, as demandas técnicas, tecnológicas e de segurança existentes exigem o desenvolvimento de bens e serviços de elevada complexidade. Portanto, as suas atividades apresentam, em geral, maior potencial de agregação de valor e densidade tecnológica que nos demais segmentos da cadeia de valor do setor. Por exemplo, no segmento de desenvolvimento da produção, há significativa demanda por serviços específicos de engenharia para o desenho das estruturas e, em especial, para os projetos básicos de engenharia dos sistemas existentes nas plataformas, sondas e embarcações. Além disso, para a construção, montagem e instalação da infraestrutura offshore, atividades típicas desse segmento, há estreito relacionamento, por exemplo, com os fornecedores de tecnologia metalúrgica (tubos, flanges e conexões, caldeiraria e siderurgia), tecnologia mecânica (da fabricação de bombas, turbinas a vapor, compressores e motores a combustão e de grande porte), processamento em campo, tecnologia eletroeletrônica (geradores, motores elétricos e automação), tecnologias de informação e comunicação. Outro exemplo é a cadeia relacionada à indústria do setor naval que envolve diversos segmentos industriais e uma complexa rede de inter-relações com os demais setores da economia, que incluem as atividades de construção de embarcações, plataformas de petróleo, sondas de perfuração. A cadeia fornecedora de navipeças, ou a indústria naval, fornece bens que compõem uma embarcação e serviços necessários para a sua construção, montagem ou manutenção. Cabe destacar que muitos desses bens ou serviços estão presentes em plataformas de petróleo e sondas de perfuração, porém esses também possuem equipamentos específicos para as suas atividades e são distintos dos equipamentos navais. Apesar de grande parte dos investimentos previstos para os próximos anos se concentrar no segmento de E&P, deve-se considerar também os investimentos nos demais segmentos, a exemplo dos destinados à ampliação e modernização do parque de refino do país que visam o aumento da capacidade de oferta de derivados de petróleo e gás natural, bem como a melhoria da qualidade desses produtos em adequação às novas exigências ambientais vigentes e dos investimentos dedicados ao aproveitamento e monetização do gás natural, assim como a indústria petroquímica Práticas do setor Uma característica da indústria do petróleo são os elevados níveis de certificação e qualidade requeridos nas suas atividades. As empresas fornecedoras pertencentes à cadeia produtiva de Petróleo, Gás e Naval, tendo que atender a esses requisitos técnicos, possuem grande foco na qualidade e segurança das soluções. Além disso, a produção de petróleo e gás, em águas profundas e ultraprofundas, demanda das empresas da cadeia de fornecedores contínuos investimentos em inovação, a fim de aperfeiçoar ou introduzir no mercado novos equipamentos e processos para a exploração e produção de óleo e gás em ambientes cada vez mais complexos e desafiadores, à medida que a fronteira de produção se desloca para áreas mais distantes da costa. Isso também é observado no downstream, porém com menor intensidade. 18

19 Em consequência dessas exigências e da dinâmica do setor, as empresas do setor de Petróleo, Gás e Naval apresentam algumas características bem distintas das demais fornecedoras de outros setores. No Brasil, grande parte das empresas fornecedoras apresenta porte maior do que as empresas não fornecedoras do setor. No entanto, mesmo assim, há presença majoritária das micro, pequenas e médias empresas na cadeia de fornecedores de bens e serviços. Uma característica importante do setor é a alta concentração de mercado em diversos segmentos da cadeia por parte de algumas poucas empresas, como é o caso dos segmentos de equipamentos submarinos e turbogeradores. O mesmo ocorre no segmento de serviços offshore. Por outro lado, a concentração de mercado é baixa em alguns poucos segmentos, como no caso do segmento de válvulas. Em geral, quanto mais complexa a tecnologia do equipamento, maior será sua concentração de mercado. Outra característica presente refere-se ao fato de que os equipamentos de alta tecnologia e de maior valor agregado são produzidos, predominantemente, por multinacionais. É uma prática do setor a existência de cadastros empresariais de fornecedores, com a função de agilizar o processo de contratação para o fornecimento de bens e serviços através de uma avaliação prévia de determinados requisitos, tais como atributos técnicos, econômicos, legais, de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS), gerenciais, de responsabilidade social, entre outros. Abaixo, alguns exemplos de cadastros existentes. Cadastros Petrobras Cadastro Corporativo: é uma base de dados com registro de empresas interessadas para fornecimento de bens e/ou serviços de maior complexidade, porte ou valor. É visível e disponibilizado a todos os órgãos e unidades da Petrobras. O Cadastro Corporativo está disponível para as empresas prestadoras de serviços nacionais e fornecedoras de bens nacionais e estrangeiras. Após os processos de avaliação, a empresa aprovada receberá o Certificado de Registro e Classificação Cadastral (CRCC), válido por até um ano. Registro Simplificado: é utilizado para fornecimento de bens e/ou serviços simplificados, de interesse local, de menor porte, complexidade ou valor. Está disponível para as empresas nacionais. Após os processos de avaliação, a empresa aprovada estará apta para as contratações nas unidades locais. Cadastros Onip Cadastro ONIP: cadastro de fornecedores da Onip de bens e serviços qualificados, abrangendo toda a cadeia produtiva da indústria de óleo e gás do país. É de uso público, via internet, gratuito e bilíngue. 19

20 Navipeças: criado por meio da parceria entre ONIP e ABDI, o Catálogo Navipeças tem o objetivo de congregar os fabricantes e prestadores de serviços diretamente ligados à construção e reparação naval, atendendo à crescente demanda da indústria. Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES: trata-se de cadastro no qual encontramse registrados todas as máquinas, equipamentos, componentes e sistemas credenciados pelo BNDES e que, dessa forma, são passíveis de financiamento à comercialização com apoio do BNDES. Somente são credenciadas no CFI como fabricantes as pessoas jurídicas que comprovem, a exclusivo critério do BNDES, a produção de máquinas, equipamentos, componentes e sistemas que possuam índices de nacionalização mínimos de 60%, em valor e em peso, ou cumpram o Processo Produtivo Básico (PPB), quando aplicável. 20

21 4. ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS 4.1. A abordagem dos Arranjos Produtivos Locais O conceito de arranjos e sistemas produtivos e inovativos locais foi desenvolvido no Brasil no final da década de 1990, tendo tido ampla disseminação como Arranjos Produtivos Locais (APLs), seu termo simplificado 3. Rapidamente difundido no país, o termo APLs passou a fazer parte da agenda do governo federal, sendo objeto de política industrial, de ciência, tecnologia e inovação e, ainda, de desenvolvimento social e regional. Com objetivo de articular e organizar as diversas iniciativas existentes, evitar duplicidade de ações, tornar os esforços mais coordenados e efetivos e consolidar uma política sistemática de apoio a APLs, foi criado, em 2004, o Grupo de Trabalho Permanente em APLs (GTP-APLs). Coordenado pelo MDIC, o GTP-APLs é formado por mais de 40 organismos, entre públicos e privados. Segundo a definição utilizada pelo GTP-APLs, APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governos, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa, apoio e promoção. O foco do conceito de APLs é o conjunto de agentes atuantes no território e suas relações de aprendizagem e cooperação, que determinam sua capacidade de inovar e competir, tendo por base três elementos associados: a inovação, a interação e a proximidade local. Inovação A inovação é considerada um elemento fundamental para a competitividade das empresas e para o crescimento econômico regional e nacional. Nas últimas décadas, vários países programaram políticas estratégicas de estímulo à inovação, inclusive o Brasil, com objetivo de tornar as empresas mais inovadoras, agregando valor aos seus bens e serviços, para que possam competir e sobreviver no seu mercado de atuação e em novos segmentos. Interação A interação entre diferentes agentes gera processos de aprendizado e novos conhecimentos úteis para implementar melhorias em produtos e processos de produção, gestão e comercialização. Uma empresa não inova sozinha. Seu processo de inovação é resultado: i) das relações estabelecidas por ela com diferentes agentes no ambiente onde está localizada, com outras empresas do mesmo ou de setores diferentes 4, seus fornecedores, clientes, parceiros ou concorrentes, assim como de outros tipos de organizações de apoio, promoção, informação, ensino, pesquisa, desenvolvimento, engenharia, regulação, fomento, financiamento, etc.; e ii) do tipo de articulação estabelecida, nível de compartilhamento de informações, conhecimentos tácitos, códigos e linguagem comum. 3 Desenvolvido pela Rede de Pesquisas em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist), coordenada no Instituto de Economia da UFRJ e da qual fazem parte pesquisadores de todas as macrorregiões do país. Para informações, ver 4 O referencial de APLs é complementar ao foco tradicional em setores econômicos e cadeias produtivas, pois engloba o conjunto de agentes localizados em um mesmo território, podendo estar associado a diferentes setores, cadeias ou complexos produtivos. 21

22 A interação pode se dar de várias formas, através de parcerias, participação em redes, alianças estratégicas, associações, ou mesmo da participação em eventos, comissões técnicas, feiras de negócios, fóruns empresarias, etc. E pode envolver vários tipos de ações conjuntas, por exemplo, compra de insumos, produção compartilhada, comercialização de produtos, cursos de capacitação, marketing e cooperação em projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos, entre outros. Local A dimensão espacial é enfatizada no conceito de APLs, em função de as atividades produtivas e inovativas serem diferenciadas temporal e espacialmente. A proximidade geográfica e o local/território onde o APL se localiza tem significativa influência sobre as formas como os atores inovam, produzem e se capacitam, seu desempenho e dinamismo, sendo importante fator de diferenciação competitiva. Muitos países têm utilizado em suas políticas industriais intervenções baseadas em terminologias similares a APLs, como distritos industriais, clusters, polos, parques, sistemas produtivos locais e de inovação, entre outros. Cada um desses termos foi criado à luz de casos específicos de sucesso de aglomerações produtivas com proximidade geográfica e tiveram por objetivo captar a diversidade dessas experiências e extrair lições. São, muitas vezes, usados como sinônimos, apesar de guardarem entre si diferenças conceituais relevantes. De forma geral, todas essas terminologias são convergentes com a abordagem de APLs no que tange à importância da proximidade geográfica para o incremento da competitividade. Os APLs se diferenciam particularmente no que se refere a seu foco na interação dos atores. Nas políticas voltadas para a promoção de APLs, tanto agentes do setor privado quanto do setor público, em diferentes níveis (municipal, estadual e federal) e com distintas funções, devem ser envolvidos ativamente durante todo o processo, desde a formulação da estratégia até a implementação de políticas. Isso contribui para a articulação das empresas com as demais instituições, promovendo o diálogo para a estruturação de ações conjuntas para o desenvolvimento do APL e elaboração de agenda integrada, que envolva diferentes aspectos, produtivo, tecnológico, social, ambiental, entre outros 5. Políticas de desenvolvimento com foco no território tornaram-se frequentes, tendo em vista que o território é, na prática, um elemento integrador das iniciativas, no qual as políticas são implementadas de forma adequada às necessidades locais. É a partir dos atores do território que devem ser construídas propostas, modelos ou agendas de desenvolvimento, as quais devem se articular com outras políticas. Entre os principais benefícios apontados pela abordagem de APLs na formulação e implementação de políticas de desenvolvimento produtivo e do território, destacam-se os seguintes: Proximidade geográfica facilita a interação e troca de informações, experiências e conhecimentos, fortalecendo aprendizado coletivo local e induzindo inovação; 5 O conceito de APLs em políticas de desenvolvimento é particularmente útil para o Brasil e demais países com dimensões continentais, pois articula escalas geográficas (local, micro, meso, regional e nacional), assim como a diversidade e heterogeneidade regional, social, produtiva, econômica e político-administrativa. 22

23 Facilitação de ação conjunta e dos vínculos existentes entre os agentes, elevando os níveis de eficiência coletiva e promovendo o aumento da competitividade; Interação pode ser facilitada pela existência de promoção e suporte governamental, provendo infraestrutura institucional relativa a treinamento, pesquisa, serviços de apoio, capital, etc.; Presença de efeitos spill-overs (transbordamentos) de natureza espacial; e Particularmente importante para empresas de pequeno porte, contribuindo para que superem dificuldades individuais, com cooperação, ganhos de escala e soluções conjuntas APLs da indústria do petróleo e gás Na indústria de Petróleo, Gás e Naval, algumas experiências de sucesso indicam a importância de políticas voltadas para conjuntos de empresas localizadas em um determinado território. Aberdeen, no Reino Unido, e Stavanger, na Noruega, são exemplos de casos internacionais nos quais políticas diferenciadas para aglomerações locais de empresas de P&G e engenharia offshore foram fundamentais para o desenvolvimento e consolidação de seus sistemas de inovação no cenário internacional. Essas experiências apontam a importância de investimentos pesados em processos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O sucesso desses casos é baseado no desenvolvimento de um denso tecido de fornecedores locais e na sua interação entre si com as operadoras e com outros atores, em especial, universidades e demais instituições de ensino e pesquisa. As oportunidades de estímulo a essa indústria no Brasil, espalhada em territórios de várias regiões, podem ser melhor aproveitadas com o fortalecimento de APLs. A demanda das grandes operadoras e prestadoras de serviços permite articular o desenvolvimento de fornecedores de menor porte e de cadeias produtivas direta ou indiretamente ligadas ao setor. A proximidade geográfica tem a vantagem de facilitar o contato direto, a troca de informações, o trabalho em grupo, a criação de vínculos de confiança base de relações colaborativas e a interação contínua. Consequentemente, traz a possibilidade de ganhos de escala, desenvolvimentos e adaptações, customização, encomendas e ajustamento contínuo e permanente dos bens ou serviços demandados. Tendo em vista a gama de produtos e serviços envolvidos na indústria de Petróleo, Gás e Naval, assim como os impactos da instalação de projetos deste setor em um determinado território, influenciando toda a dinâmica local existente e potencial, essa política abrange as atividades diretamente interconectadas, complementares e outras. As atividades diretamente interconectadas à indústria de Petróleo, Gás e Naval, normalmente situadas no primeiro ou segundo nível da cadeia, são desenvolvidas por fornecedores de bens ou prestadores de serviço para as empresas-âncora (operadoras, EPCistas, estaleiros), as quais são intensivas em tecnologia e 23

24 capital. Esses fornecedores podem ser estratificados em setores de diferentes especializações e atividades, tais como metalmecânico, eletroeletrônica, automação, equipamentos, naval, subsea, serviços de sísmica e sondagem e outros serviços altamente especializados. As atividades complementares são as de setores de menor grau de intensidade tecnológica, tais como manutenção industrial, suporte logístico, construção civil, serviços especializados e serviços gerais, que podem ser importantes para aumentar a competitividade de territórios, principalmente aqueles com baixo grau de industrialização ou industrialização recente, tendo em vista as oportunidades e necessidades locais e regionais. As outras atividades podem ser desempenhadas por diversos setores com menor grau de especialização, tais como vestuário, calçados, mobiliário, alimentos, produtos de limpeza e higiene, comércio, serviços pessoais e serviços públicos essenciais (habitação, saneamento, saúde, educação, transportes), os quais surgem para atender a demanda gerada a partir da dinamização do território e da criação de novos postos de trabalho e de seu efeito-renda. Também devem ser objeto de atenção as atividades já existentes no território que podem enfrentar dificuldades diante da nova dinâmica gerada pelo APL. Nesse caso, para minimizar os efeitos negativos sobre o território, medidas devem ser propostas para que tais atividades sejam articuladas com as oportunidades potenciais O APL e o território A noção de território é importante para a atuação em APLs, já que arranjos produtivos se dão em um determinado espaço geográfico, delimitado por relações econômicas, sociais, políticas, jurídicas, culturais e simbólicas instituídas por conformações explícitas ou implícitas de poder. Assim, o território está sempre ligado à ideia de domínio coletivo. Nesse sentido, o APL pode ser entendido como um dos contextos de um território, no qual a dimensão constitutiva é econômica por definição, apesar de não se restringir a ela. Os atores envolvidos (empresas, governo, bancos, associações, entidades de apoio, universidades, etc.) se inserem, produzem e se reconhecem nesse contexto. Os níveis de articulação, de confiança e de aprendizado estabelecidos em um APL refletem, em grande medida, o território onde está localizado e suas relações sociais. Quanto mais intensas as práticas coletivas historicamente construídas nesse território, maiores as possibilidades de: Formação de identidade coletiva (sinais sociais, culturais, econômicos, políticos, ambientais, históricos, etc.); 24

25 Capacidade de promover uma convergência em termos de expectativas de desenvolvimento; Estabelecimento de parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos de cada um dos atores no próprio território; e Promoção de integração econômica e social no âmbito local, entre outras. A formação de APLs está, dessa forma, associada a trajetórias históricas de construção de identidades e de formação de vínculos territoriais (regionais e locais), a partir de uma base social, cultural, política e econômica comum. As relações sociais de um determinado território expressam um sentimento de pertencimento e um modo de agir próprio desse território. Da mesma forma, a noção de pertencimento também ocorre no âmbito de um APL, sendo esse um mecanismo importante de fortalecimento da dinâmica local ou regional e de seu reconhecimento fora dele. Territórios podem se tornar mais competitivos e sustentáveis quando produzem bens e serviços em condições econômicas e socioambientais adequadas em uma perspectiva de longo prazo. O desenvolvimento econômico atual, embora submetido ao crescente processo de globalização, também tem espaço para especializações locais ou regionais que podem representar importantes nichos. A competitividade passa a depender de um conjunto de fatores em que a localização, a disponibilidade de recursos e as sinergias territoriais que a potencializam exercem papéis fundamentais. Esses fatores podem ser agrupados em: Fatores econômicos: capacidade das empresas, dos agentes e das instituições locais de cooperar, produzir bens e serviços, agregar valor e incorporar riquezas em setores industriais e no território; Fatores sociais: capacidade das empresas, dos agentes e das instituições locais de agir eficazmente e de forma compartilhada; Fatores ambientais: capacidade das empresas, dos agentes e das instituições locais de ressaltar e valorizar o ambiente do território em questão. Assim, o território competitivo e sustentável deve ser entendido como um território dotado de relações institucionais estáveis e solidárias, suportando e criando as condições necessárias ao seu desenvolvimento Os grandes empreendimentos O estabelecimento de uma agenda de desenvolvimento requer a identificação do território de atuação do APL. A agenda deve ser pactuada entre os agentes do APL e lideranças locais, em função de critérios próprios, relações e vínculos de pertencimento. 25

26 No caso da existência de empreendimentos-âncora e de projetos estruturantes, principalmente em sua fase de implantação, o território do APL pode ter por base, no primeiro momento, a delimitação do EIA-RIMA deste empreendimento e seu entorno. São exemplos de empreendimentos-âncora os estaleiros, refinarias e grandes instalações industriais, e de projetos estruturantes, os grandes projetos logísticos e de aproveitamento de recursos naturais. Em empreendimentos de grandes proporções, rápidas transformações ocorrem, não só no meio ambiente, mas também nas cidades, devido ao enorme contingente populacional atraído, direta ou indiretamente, causando um aumento de demanda por serviços urbanos como habitação, saneamento, saúde, educação, segurança e transporte. Verifica-se que os impactos positivos e negativos dos grandes empreendimentos extrapolam os limites dos municípios em que se localizam, podendo alcançar outros municípios do entorno, os quais devem também ser considerados nesse recorte territorial. O setor de Petróleo, Gás e Naval é capaz de produzir alterações significativas na espacialização da riqueza nacional e deflagra impactos nos territórios onde se localizam. As externalidades advindas são positivas, por um lado, pois envolvem, por exemplo, atividades de dinamização socioeconômica e consequente aumento de renda e de arrecadação de impostos e oportunidades econômicas. Por outro lado, são negativas quando trazem impactos sociais e ambientais deletérios. Essas externalidades devem ser examinadas preferencialmente ainda na fase de estruturação e planejamento desses mesmos projetos Os agentes estratégicos É importante a identificação de interlocutores estratégicos no território como agentes econômicos, políticos e sociais atuantes na região, assim como a identificação de agentes mobilizadores, ou lideranças, capazes de atrair e estimular a interação entre eles. A representatividade no território é dada em âmbito municipal e estadual, sendo que o estado assume um papel relevante no caso da existência de vários municípios. Uma institucionalidade ampliada para a interlocução com o território pressupõe a participação dos seguintes agentes: Poder público municipal e estadual; Empresas e associações empresariais; Instituições de ensino e pesquisa e centros tecnológicos; Agências locais de desenvolvimento e financiamento; 26

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