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1 gestão CONSULTA Nº 01/2011 SERVIÇO DE SAÚDE CÂNDIDO FERREIRA Outubro/2011 Atualizado em fevereiro/2013 1

2 SUMÁRIO 1. Introdução. 2. História da Instituição e evolução do Modelo de Organização. 3. Convênios e Contratos de Gestão. 4. O STF e o julgamento da ADIN 1923 Posições definidas quanto aos serviços de saúde e a aplicação dos princípios constitucionais da administração nas contratações Natureza do Contrato de Gestão: espécie de convenio? 5. Modelo de Pactuação adotado pelo CÂNDIDO FERREIRA Ente de cooperação Serviço Social Autônomo Contrato de Cogestão 6. Conclusões. Legislação utilizada: Constituição Federal, art. 37, 8º LEI Nº , DE 6 DE ABRIL DE LEI No 8.246, DE 22 DE OUTUBRO DE LEI Nº 9.637, DE 15 DE MAIO DE LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993 DECRETO Nº 137, DE 27 DE MAIO DE DECRETO Nº DE 25 DE JULHO DE 2007 DOU DE 26/7/2007 Lei Municipal nº 6.215/90 2

3 PARECER 1. INTRODUÇÃO Consulta-nos o SERVIÇO DE SAÚDE DR. CANDIDO FERREIRA sobre a natureza jurídica dos TERMOS DE CONVÊNIO, firmados com o Município de Campinas, que têm no geral como objeto manter, em regime de co-gestão e de cooperação mútua entre os partícipes, o Programa de Parceria na Assistência à Saúde no campo da Assistência Hospitalar Psiquiátrica e Rede Substitutiva ao Hospital Psiquiátrico (Centro de Atenção Psicossocial CAPS, Residências Terapêuticas, Oficinas Terapêuticas e de Formação Profissional, Projeto de Fitoterapia, Projeto de Geração de Renda, Centros de Convivência e Centros Culturais), na área da Saúde Mental no âmbito do Sistema Único de Saúde de Campinas, e, manter em regime de cooperação mútua entre os partícipes, Parceria em Assistência Geral à Saúde nas áreas de apoio, diagnóstico, terapêutica e assistência à saúde, bem como das ações de atenção de extensão, desenvolvimento de projetos e apoio aos processos de qualificação organizacional e profissional, inclusive quanto às ações do Programa de Saúde da Família. Indaga o consulente se os termos de convênio firmados se tratam de contratos de gestão em razão de suas características, e, se há possibilidade da utilização desse tipo de instrumento para execução dos objetos atualmente conveniados para as próximas pactuações especialmente porque há um caráter paraestatal na atuação da entidade consulente, que se afeiçoa aos Serviços Sociais Autônomos. 3

4 2. HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO E EVOLUÇÃO DO MODELO DE ORGANIZAÇÃO Para construirmos um sólido alicerce à análise proposta, vamos primeiramente discorrer sobre a história da entidade SERVIÇO DE SAÚDE DR. CÂNDIDO FERREIRA. Para tanto, destacamos um texto publicado na internet, e que conta um pouco da longa e exitosa história do CÂNDIDO FERREIRA. Até 1924, os doentes mentais de todo o Estado de São Paulo eram recolhidos e tratados pelo Hospital do Juqueri (Franco Rocha). Porém, a capacidade era bem limitada e nem todos conseguiam uma vaga na Instituição. Estes, portanto, eram mantidos em casa ou relegados às ruas. No caso de doentes violentos e que não possuíam parentes próximos, eram recolhidos pelas cadeias públicas sem, contudo, assistência adequada: Para darmos uma pequena idéia do quão grande é a necessidade de se construir o Hospício, basta dizer que existe atualmente na Cadeia Pública 11 dementes e que, nestes três últimos anos, lá faleceram 11 infelizes atacados das faculdades mentais ( Hospício de Dementes, Jornal Comércio de Campinas, 17/04/1921, grafia atualizada). Diante deste quadro, os jornalistas correspondentes do Estado de S. Paulo, Leopoldo Amaral e José Villagelin Júnior, indignados, resolveram apelar à população. Segundo Zuleika Godoi Gomes primeira bibliotecária da Biblioteca Distrital de Sousas e autora de Monografia Histórica sobre o Distrito em 1918, Villagelin ouviu gritos alucinantes que partiam das celas enquanto estava na Delegacia de Polícia. Indagando o porquê do acontecido, foi informado de que os gritos proviam de dementes presos que aguardavam vagas do Hospital Juqueri. Divulgou seu manifesto através de um artigo no jornal, alertando sobre a necessidade da construção de um hospital do gênero no Município. Pouco tempo depois, receberam uma doação anônima de dois contos de réis para a construção do Hospital. A doadora, D. Sylvia Ferreira de Barros, atraiu a atenção de outros cidadãos preocupados com a exclusão dos doentes mentais da cidade. Foram realizados bailes e quermesses beneficentes a fim de arrecadar verba suficiente para a construção do Hospital. Em 6 de julho de 1919, realizou-se a primeira Assembléia para a fundação da sociedade, discutindo-se sobre a compra de um terreno que estava sendo leiloado no Arraial dos Souzas tratava-se de 25 alqueires de terra da Chácara Palmeiras que custaram 12 contos de réis. A primeira diretoria era constituída pelo Dr. José Ferreira de Camargo (presidente), Antonio B. de Castro Mendes (vicepresidente), Dr. Durval Fragoso Ferrão (secretário) e Alberto Vieira dos Santos (tesoureiro). Lançada a pedra fundamental em 27 de abril de 1921, apenas em 14 de abril de 1924 o Hospício de Dementes dos pobres de Campinas foi inaugurado, com presença e discurso do então Presidente do Estado de São Paulo, Washington Luiz. Segundo Godoi Gomes, a primeira internação foi de uma jovem chamada Rosa, em O Hospício de Dementes teve seu título trocado devido à proibição do uso da palavra hospício para esse gênero de Instituição, e adotou o nome de Sanatório Dr. Cândido Ferreira, em homenagem ao primeiro médico do hospital e pai de D. Sylvia, o Dr. José Cândido Ferreira. A Instituição Filantrópica sobreviveu no começo de suas atividades através das doações, arrecadações de mensalidades dos sócios efetivos e pagamentos de diárias dos pacientes pensionistas. Em 1990, foi assinado o Convênio de Co-gestão com a Prefeitura de Campinas. Desde 1993, o Hospital é considerado referência para a Organização Mundial de Saúde em atendimento psiquiátrico no Brasil. 1 Podemos ver que desde seu nascimento o SERVIÇO DE SAÚDE DR. CÂNDIDO FERREIRA, prestase a atender aos serviços públicos de saúde, especialmente àqueles que o Estado per si não logrou êxito em realizar, no âmbito do atendimento à saúde mental. 1 4

5 O CÂNDIDO FERREIRA, criado como uma sociedade benemérita prosseguiu como associação beneficente na condição de SANATÓRIO DR. CÂNDIDO FERREIRA, isto ocorrendo até 09 de maio de 1990, quando editada a Lei Municipal nº 6.215/90, cujo teor e conteúdo de imperatividade influenciaram na modificação da própria estrutura da associação que passou a denominar-se SERVIÇO DE SAÚDE CÂNDIDO FERREIRA, e a ser integrado em sua direção por representantes da administração municipal e estadual do SUS, a exercer a administração conjunta com o Município, integrar ao Sistema Municipal de Saúde e atender clientela universalizada, com todas as características de uma entidade paraestatal. Tecidas essas considerações históricas que são de relevância no desenvolvimento do presente parecer abordaremos as questões relacionadas ao modelo de pactuação adotado e a ser adotado pelo CÂNDIDO FERREIRA, analisando a seguir de forma sucinta as figuras do convênio e do contrato de gestão. 5

6 3. CONVÊNIOS E CONTRATOS DE GESTÃO 3.1. Convênios O conceito legal do convênio pode ser extraído do Decreto nº 6.170/07, como sendo um acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal, direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos, visando a execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação. Na doutrina Hely Lopes Meirelles 2 define: um acordo, mas não é contrato. No contrato as partes têm interesses diversos e opostos; no convênio os partícipes têm interesses comuns e coincidentes. Para Justen Filho 3, é um instrumento de realização de um determinado e específico objetivo em que os interesses não se contrapõem ainda que haja prestações específicas e individualizadas, a cargo de cada partícipe. E completa 4 no núcleo da figura dos convênios está a conjugação de esforços para o atingimento de um objetivo comum aos interessados: há plena harmonia entre as posições subjetivas, que buscam um negócio verdadeiramente associativo, e não comutativo, voltado para um fim compartilhado. José dos Santos Carvalho Filho 5, diz Consideram-se convênios administrativos os ajustes firmados por pessoas administrativas entre si, ou entre estas e entidades particulares, com vistas a ser alcançado determinado objetivo de interesse público. Não há efetivamente qualquer dúvida em relação aos convênios e sua essência, se tratando de um ajuste um pacto de convergências, de colaboração e comunhão de responsabilidades específicas para finalidade especialmente determinada. Sua execução é compartimentada, hermética, em programação cronológica que não deixa margem à dinamização da execução do objeto, pois, seu instrumento deverá necessariamente conter etapas ou fases de execução (inciso III, art. 116, L.8.666); cronograma de desembolso (inciso V); previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas (inciso VI), não permitindo a flexibilidade necessária à gestão das ações. Não nos parecer necessário alongar a discussão em relação aos convênios que são instrumentos comuns da administração que deles tem estreita intimidade e vasto conhecimento e utilização Contratos de Gestão O novel contrato de gestão para o ordenamento brasileiro foi idealizado no direito francês como meio de controle administrativo ou tutela sobre as suas empresas estatais. Mas, antes disso, o contrato de gestão já era utilizado como meio de vincular a programas governamentais determinadas empresas privadas que recebiam algum tipo de auxílio por parte do Estado. Mais recentemente, os contratos de gestão passaram a ser celebrados com os próprios órgãos da Administração Direta, portanto, com entes sem personalidade jurídica própria; são os chamados centros de responsabilidade que se comprometem, por meio do contrato de gestão, a atingir determinados objetivos institucionais, fixados em consonância com programa de qualidade proposto pelo órgão interessado e aprovado pela autoridade competente, em troca, também, de maior autonomia de gestão 6. 2 Direito Administrativo Brasileiro, 25ª edição. 3 Comentários à lei de licitações e contratos administrativos 10ª edição. 4 Curso de direito administrativo, Belo Horizonte: Ed. Fórum, Manual de Direito Administrativo, 24ª, Edição, Ed. Lumen Juris, RJ, MARIA SYLVIA ZANELLA DI PRIETO, 6

7 No Brasil, a primeira previsão infraconstitucional, para o contrato de gestão foi fixada no Decreto 137/91, em seu art. 8º, que se dirigiu à esfera estatal, mais precisamente às empresas estatais, tendo sido firmados contratos de gestão com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a Petrobrás. Esses contratos não prosperaram por conterem cláusulas consideradas ilegais, por afastarem o cumprimento de exigências constitucionais à administração pública, como as licitações e concursos públicos. Todavia a novidade não se ateve a esse contexto, sendo que, passou a permear a legislação em diversos dispositivos, dos quais podemos destacar a Lei nº 8.246, de 22 de outubro de 1991, que institui o Serviço Social Autônomo Associação das Pioneiras Sociais, estabelecendo a REDE SARAH DE HOSPITAIS DO APARELHO LOCOMOTOR. Também a Lei nº , de 06 de abril de 2005 que estabeleceu as regras para os contratos de consórcio públicos, prevê o instituto, que se disseminou nas relações entre os entes da administração indireta e paraestatal, sendo que, a maior controvérsia de sua aplicação se estabeleceu com a Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, que na esteira da Reforma do Estado pela Emenda Constitucional nº 19, que incluiu o 8º, ao art. 37 da Constituição Federal instituindo o contrato de gestão entre os órgãos e entidades da administração, veio estabelecer regras de qualificação para as ORGANIZAÇÕES SOCIAIS OS, cuja constitucionalidade foi questionada através de Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI que tomou o nº 1923 e se encontra em apreciação pelo STF, sem julgamento, desde dezembro de A partir desse evento, passou-se a travar maior discussão sobre a natureza jurídica do denominado contrato de gestão, que para os idealizadores da reforma do Estado, se trata de um compromisso institucional, firmado entre o Estado, por intermédio de seus ministérios, e uma entidade pública estatal, a ser qualificada como Agência Executiva, ou uma entidade não-estatal, qualificada como Organização Social em relação aos entes paraestatais, e no âmbito interno das organizações (estatais ou não-estatais) contratadas, o contrato de gestão se coloca como um instrumento de gestão estratégica, na medida em que direciona a ação organizacional, assim como a melhoria da gestão, aos cidadãos/clientes beneficiários de determinadas políticas públicas 7. Paulo S. Bugarin 8, explica que para Tarso Violin os contratos de gestão firmados entes Administração Pública e as organizações sociais têm a mesma natureza jurídica dos contratos administrativos, e não dos convênios, pois neles há interesses contraditórios, onde a Administração pretende que determinado serviço seja realizado e pagará para que as organizações sociais realizem. Afirma ainda que Marçal Justen Filho diz se tratarem de contratos organizacionais ou associativos, pelos quais diversos sujeitos estruturam deveres e direitos em face de interesses comuns. Sobre o escólio de Alvacir Correa dos Santos, sustenta que trata-se do chamado acordo-programa, que pode ser definido como forma de ajuste entre, de um lado a Administração Pública Direta e, de outro, entidades da Administração Indireta (ou entidades privadas que atuam paralelamente ao Estado), seriam uma forma ampliada do controle chamado supervisão ministerial (g.n.), previsto no Drecreto-Lei nº 200/67, art. 19 e E a respeito da posição de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, ressalta que a mesma considera que A natureza efetivamente contratual do ajuste pode ser contestada, tendo em vista que a existência de interesses opostos e contraditórios constitui uma das características presente nos contratos em geral e ausente no contrato de gestão, pois é inconcebível que os interesses visados pela Administração direta e indireta sejam diversos. É inconstestável que sua natureza se aproxima muito mais dos convênios do que dos contratos propriamente ditos. Por fim, afirma o jurista, que sustentou perante o Plenário do Tribunal de Contas da União posição no sentido de que os Termos de parcerias, firmados pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) Lei 9.790/99, que tem similaridade com os contratos de gestão deveriam ser qualificados como convênio, o que não foi acolhido pelo Tribunal de Contas. Como se verifica há controvérsia sobre a natureza jurídica do contrato de gestão não se firmando entre a doutrina uma posição majoritária que pudesse estabelecer uma segurança sobre sua natureza, sendo certo afirmar que, quer seja tratado como contrato quer como convênio, será sempre espécie de tipicidade singular em um ou outro instituto por albergar colidências e coincidências com as figuras típicas. 7 Caderno MARE da Reforma do Estado 2 Organizações Sociais 8 Revista Eletrônica Sobre A Reforma do Estado Número 10 junho-julho-agosto/2007 7

8 O que se pode afirmar com segurança em razão da previsão genérica estabelecida pelo art. 37, 8º, é que não se atém os contratos de gestão apenas às Organizações Sociais qualificadas na forma da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, mas, há amplo espectro de aplicação como se destacou nos casos da Rede Sarah e dos consórcios públicos. Por fim podemos dizer que os convênios têm regras definidas e inflexivelmente estabelecidas na Lei nº 8.666/93, em seu art , mas, nos contratos de gestão as regras não se esgotam totalmente na previsão contida no 8º, do art. 37, da Constituição Federal 10 ao estabelecer apenas que haverá prazo de duração do contrato; controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidades dos dirigentes; e, remuneração do pessoal, fixados por lei, ou seja, regra constitucional de eficácia limitada. Desta forma, a legislação infraconstitucional estabeleceu hipóteses e modelos de contratos de gestão como: na leis dos consórcios, na criação da Rede Sarah e no caso das Organizações Sociais, regras dentro dos limites impostos pela Constituição Federal, para o estabelecimento do contrato de gestão, o que significa que há parâmetros já definidos que podem ser seguidos pela Administração em geral. 9 Art Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, aos convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. 1o A celebração de convênio, acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da Administração Pública depende de prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada, o qual deverá conter, no mínimo, as seguintes informações: I - identificação do objeto a ser executado; II - metas a serem atingidas; III - etapas ou fases de execução; IV - plano de aplicação dos recursos financeiros; V - cronograma de desembolso; VI - previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas; VII - se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia, comprovação de que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados, salvo se o custo total do empreendimento recair sobre a entidade ou órgão descentralizador. 2 o Assinado o convênio, a entidade ou órgão repassador dará ciência do mesmo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva. 3 o As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado, exceto nos casos a seguir, em que as mesmas ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: I - quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente recebida, na forma da legislação aplicável, inclusive mediante procedimentos de fiscalização local, realizados periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de controle interno da Administração Pública; II - quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos, atrasos não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas, práticas atentatórias aos princípios fundamentais de Administração Pública nas contratações e demais atos praticados na execução do convênio, ou o inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais básicas; III - quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos recursos ou por integrantes do respectivo sistema de controle interno. 4 o Os saldos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês, ou em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos da dívida pública, quando a utilização dos mesmos verificar-se em prazos menores que um mês. 5 o As receitas financeiras auferidas na forma do parágrafo anterior serão obrigatoriamente computadas a crédito do convênio e aplicadas, exclusivamente, no objeto de sua finalidade, devendo constar de demonstrativo específico que integrará as prestações de contas do ajuste. 6 o Quando da conclusão, denúncia, rescisão ou extinção do convênio, acordo ou ajuste, os saldos financeiros remanescentes, inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas, serão devolvidos à entidade ou órgão repassador dos recursos, no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do evento, sob pena da imediata instauração de tomada de contas especial do responsável, providenciada pela autoridade competente do órgão ou entidade titular dos recursos. 10 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I - o prazo de duração do contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; III - a remuneração do pessoal. 8

9 4. O STF E O JULGAMENTO DA ADIN 1923 POSIÇÕES DEFINIDAS QUANTO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE E A APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMNIISTRAÇÃO NAS CONTRATAÇÕES NATUREZA DO CONTRATO DE GESTÃO: espécie de convenio?! A AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE que questiona integralmente a Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, ADI 1923, foi precedida de medida cautelar indeferida em razão da descaracterização do periculum in mora. Todavia é oportuno destacar que na ação indicada e na medida cautelar que a antecedeu, se discute, e, discutiu a questão da exclusividade do Estado para a execução ações e serviços de saúde, e, que por tal razão caberia à iniciativa privada, inclusive às entidades paraestatais como o CÂNDIDO FERREIRA atuar apenas no âmbito complementar, ou seja, apenas poderiam agir se e quando a estrutura estatal não fosse suficiente para atender às demandas das ações e serviços de saúde. Muito já se debateu sobre o tema e inclusive a legislação infraconstitucional, estabeleceu regras no sentido da reserva estatal. Todavia, não é esse o entendimento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal que já se manifestaram sobre essa matéria na ADI e respectiva MC-ADI O tema (exclusividade estatal dos serviços de saúde) foi abordado inicialmente e como primeiro ponto do julgamento da MC-ADI 1923, pelo então Ministro Relator ILMAR GALVÃO, opinando pela não exclusividade, manifestou-se em contrário o Exmo. Ministro SEPULVIDA PERTENCE, pela exclusividade, posteriormente voltou atrás, seguindo o relator e os votos antecedentes, neste ponto, tornando unanime, pelas manifestações dos demais Ministros que atuaram no julgamento da Medida Cautelar a tese da não exclusividade, como se infere dos trechos dos votos proferidos: MINISTRO ILMAR GALVÃO: Não impõe ao Estado o dever de prestar assistência à saúde por meio de órgãos ou entidades públicas, nem impedem que o faça desse modo; tampouco eliminam a possibilidade de cumprir ele esse dever, por meio de iniciativas como a consagrada na lei sob exame, seja por via de organizações sociais criadas e mantidas pelo Poder Público para tal fim, ou, ainda, mediante a colaboração da iniciativa privada, prestado sob sua regulamentação, fiscalização e controle, como previsto no art. 199, caput, e 1º. Por isso não se pode vislumbrar incosntitucionalidade, quanto à saúde, no art. 1º da lei sob apreciação. A Constituição Federal, aliás, no art. 23, incumbe à competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, portanto, ao Estado, por suas diversas manifestações, cuidar da saúde, proteger as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência, proteger o meio ambiente, as florestas, a fauna e a flora, não permitindo inferir se no mencionado texto que o Estado não pode desempenhar-se desses encargos senão pode meio de seus agentes de sua Administração Direta, conquanto não seja menos certo que não poderá confiar a execução de tais tarefas, por inteiro, à iniciativa privada. Pelas razões expostas, de ter-se por irrelevante, a alegação de inconstitucionalidade do art. 1º da Lei nº 9.637/98. (...) O SENHOR MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE: Sr. Presidente, acompanho o eminente Relator com relação à prestação dos serviços de saúde. 9

10 O art. 197 da Constituição, apontado como padrão de arguida inconstitucionalidade, ao contrário, dispõe: Art São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. Consequentemente, não apenas não há, no dever estatal para com a saúde, obrigação de prestação estatal direita, mas, ao contrário, a expressa previsão de sua prestação mediante colaboração de particulares, embora sujeitos à legislação, à regulamentação, à fiscalização e ao controle estatais. (...) O SR. MINISTRO NÉRI DA SILVEIRA: Senhor Presidente. Coloco-me nos limites definidos pelo voto do Sr. Ministro Sepúlveda Pertence. Quer dizer, considero essas entidades no âmbito da saúde como entidades de cooperação com o Poder Público. Enquanto qualificadas como organizações sociais, elas poderão celebrar contratos de gestão e serviços relativos à saúde com o Poder Público. (...) O SENHOR MINISTRO MOREIRA ALVES Sr. Presidente, ou não preciso votar quanto ao restante desse art. 1º. Já estou de acordo que é constitucional. (...) MINISTRO NELSON JOBIM Pedi vista para melhor exame. O objeto da presente ação (Lei nº 9.637/98 e inciso XXIV, do art. 24 da Lei nº 8.666/93) diz respeito às organizações sociais OS, entidades de direito privado, sem fins lucrativos, destinadas a atuar nas áreas do ensino, da pesquisa científica, do desenvolvimento tecnológico, da proteção e preservação do meio ambiente, da cultura e da saúde. O seu surgimento atendeu à chamada Reforma Administrativa (EC 19 de 4 de junho de 1998). Nesse contexto, a Lei 9.637/98 criou referidas entidades com o objetivo de servir de modelo de parceria entre o Estado e a sociedade na prestação de serviços de natureza social que não sejam exclusivos do Estado. A ideia era modernizar a administração pública, criando instrumentos capazes de atender aos fins do Estado e aos interesses da sociedade. Daí a razão da EC 19/88 ter incluído o 8º, no art. 37, da CF. 10

11 A Partir daí possibilitou-se a ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta, a ser realizada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público. O voto de ILMAR afastou, de forma competente, todas as alegações de inconstitucionalidade das normas atacadas. Dele não divirjo. Faço apenas duas breves colocações. Quanto à fiscalização dos contratos de gestão, esses devem conter: (a) forma como a autonomia será exercida; (b) metas a serem cumpridas pelo órgão ou entidade no prazo estabelecido no contrato; (c) controle do resultado. Uma vez celebrados tais contratos, haverá necessário aumento no controle do Estado sobre a organização contratada. E isso inclui o inafastável controle externo imposto pela própria Constituição. A fiscalização caberá ao próprio órgão ou entidade pública responsável pelo contrato. Caso verificado qualquer tipo de irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por organização social, o responsável dará ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária (Art. 9º, da Lei). Afastadas, portanto, quaisquer alegações de inconstitucionalidade. Em razão do exposto, acompanho o relator. Indefiro a liminar. MINISTRO EROS GRAUS MESMO CONDEDENDO A LIMINAR 7. Educação e saúde consubstanciam serviço público, não obstante possam ser prestados pelo setor privado independentemente de concessão ou permissão. As outras atividades atinentes à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente e à cultura não constituem privilégio estatal, ainda que o Estado possa empreende-las. Deva, em verdade deva empreendê-las, eis que mercê do dever-poder que o vincula o Estado pode tudo quanto deve fazer; nada mais, nada além disso. Isso pretendo enfatizar: O Estado não pode mais do quanto deva fazer; por isso tenho afirmado que pode tudo quanto deva fazer. (...) 9. Quanto ao ensino e à saúde, repito: consubstanciam serviços públicos. Tanto os serviços de educação, quanto os serviços atinentes à saúde, seja os prestados pelo Estado, seja os prestados por particulares, configuram serviços públicos não privativo, isto é, serviço público que pode ser prestado pelo setor privado independentemente de concessão, permissão ou autorização. São porém, sem sombra de dúvida, serviço público. O art. 199 e o art. 209 da Constituição do Brasil afirmam que a assistência ã saúde e ao ensino são livres à iniciativa privada, isso significando que o setor privado pode prestar esses 11

12 serviços públicos independentemente da outorga de concessão ou permissão pelo Estado. Reporto-me, nesse passo, aos votos que proferi nas ADI s e Daí porque, como observei, agentes econômicos do setor privado estavam já autorizados a, em nome próprio, explorar atividades relacionadas ao ensino e à saúde. Quanto às demais atividades relacionadas à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico,, à proteção e preservação do meio ambiente e à cultura são dever do Estado, nos termos do disposto nos artigos 215, 218 e 225 da Constituição do Brasil. Mas o setor privado pode empreende-las, de modo que a lei de que se cuida não inova neste sentido, o ordenamento. (...) O Sr. Ministro RICARDO LEEWANDOWSKI - Senhora Presidente, gostaria de dizer a Vossa Excelência e aos eminentes Pares que compartilho, em grande medida, das preocupações exaradas pelo eminente Ministro Eros Grau. Em tese, entendo, também, que esta Lei incorpora alguns mecanismos que se prestam a escamotear, a fugir do regime de Direito Público que rege a prestação de serviços públicos por parte do Estado. Entretanto, estamos em sede cautelar, e trata-se de uma lei editada em 1998, que está em pleno vigor desde maio daquele ano. Várias entidades e organizações sociais já foram criadas e já estão prestando serviços. Imagino que o periculum in mora para a concessão da cautelar, em um certo sentido, inverte-se e milita em favor desses entes já constituídas. Contudo Senhora Presidente, penso que, talvez, pudéssemos conceder a cautelar e eu votaria nesse sentido para considerar inconstitucional o artigo 24, inciso XXIV, da Lei 8.666, Lei de Licitações alterada nesse ponto pela Lei Pelo meu voto, Senhora Presidente, a partir de agora, eu consideraria inconstitucional esse dispositivo, e essas entidades em que pese o fato de continuar provisoriamente prestando serviços até o julgamento do mérito desta Ação Direta de Inconstitucionalidade, estariam obrigadas a licitar, daqui para frente quando fossem prestar serviços para a Administração Pública. Defiro em parte essa cautelar apenas para suspender o art. 24, inciso XXIV, da Lei 8.666, alterado pela Lei É como voto por ora. O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - Em relação ao art. 1º meu antecessor já votou, mas acompanho o voto do Ministro Eros Grau em relação ao restante, com as achegas do Ministro Ricardo Lewandowisk em relação ao art. 24, da Lei Acompanho a divergência inaugurada pelo Ministro Eros Grau. MINISTRO GILMAR MENDES (...) Dentre esses programas e metas assume especial importância o programa de publicização, que constitui a descentralização para o setor público não-estatal da 12

13 execução de serviços que não envolvam o exercício do poder de Estado, mas que devem ser subsidiados pelo Estado, como é o caso da educação, saúde, cultura e pesquisa científica. Assim consta no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado: A reforma do Estado envolve múltiplos aspectos, o ajuste fiscal devolve ao Estado a capacidade de definir e implementar políticas públicas. Através da liberalização comercial, o Estado abandona a estratégia protecionista da substituição de importações. O programa de privatizações reflete a conscientização da gravidade da crise fiscal e da correlata limitação da capacidade do Estado de promover poupança forçada através das empresas estatais. Através desse programa transfere-se para o setor privado a tarefa da produção que, em princípio, este realiza de forma mais eficiente. Finalmente, através de um programa de publicização, transfere-se para o setor público não-estatal a produção dos serviços competitivos ou nãoexclusivos de Estado, estabelecendo-se um sistema de parceria entre Estado e sociedade para seu financiamento e controle. Desta modo o Estado reduz seu papel de executor ou prestador direto de serviços, mantendo-se entretanto no papel de regulador e provedor ou promotor destes, principalmente dos serviços sociais como educação e saúde, que são essenciais para o desenvolvimento, na medida em que envolvem investimento em capital humano; para a democracia, na medida em que promovem cidadãos; e para uma distribuição de renda mais justa, que o mercado é incapaz de garantir, dada a oferta muito superior à demanda de mão de obra não-especializada. Como promotor desses serviços o Estado continuará a subsidiá-los, buscando, ao mesmo tempo, o controle social direto e a participação da sociedade. O programa de publicização, portanto, permite ao Estado compartilhar com a comunidade, as empesas e o Terceiro Setor a responsabilidade pela prestação de serviços públicos como os de saúde e educação. Trata-se, em outros termos, de uma parceria ente o Estado e a sociedade na consecução de objetivos de interesse público, com maior agilidade, eficiência. (...) O SENHOR MINISTRO CEZAR PELUSO Senhora Presidente, data venia, não vendo nenhuma inconstitucionalidade manifesta, indefiro a liminar. MINISTRO MARCO AURÉLIO Defiro o pleito de suspensão quanto ao artigo 17, o artigo 20 foi mencionado pelo ministro Eros Grau, o voto primitivo da Sua Excelência também resultou na suspensão desse preceito subscrevo-o. O SENHOR MINISTRO SEPÚLVEDA PERTENCE Sra. Presidente, pelas anotações que tenho, limitara-me a indeferir a limiar quanto à saúde. Porque havia fundamento, a meu ver, explícito nos arts. 196 e 197 da Constituição. 13

14 Com a vênia dos votos coincidentes, o do Ministro Gilmar Mendes, pelo menos em termos de medida cautelar, me convence a acompanhar o Relator, o Ministro Galvão, para indeferir totalmente a liminar matéria que o Tribunal poderá enfrentar com maior cuidado no julgamento definitivo. A Sra. Ministra Elle Gracie (Presidente) Também eu, rogando vênia aos colegas que divergiram do eminente Relator, Ministro Ilmar Galvão, voto neste momento pelo indeferimento da medida cautelar. Essa questão no presente caso ganha relevo, pois, a gestão do Programa de Saúde da Família e a prestação dos serviços a ele correlatos pelo CÂNDIDO FERREIRA e mesmo a gestão dos serviços da Saúde Mental, não merece pelo entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, qualquer reparo ou reserva, não sendo assim, possível que os órgãos de fiscalização, TCESP e MPE, adotem medidas de repressão em relação a esses serviços. Por fim devemos destacar que também no julgamento definitivo da ADI, os Ministros que proferiram seus votos, tanto o Exmo. Ministro Relator AYRES BRITO, quanto o Exmo. Ministro LUIZ FUX, adotaram a mesma concepção com relação a esse ponto: MINISTRO AYRES BRITO 1. A atuação da Corte Constitucional não pode traduzir forma de engessamento e de cristalização de um determinado modelo pré-concebido de Estado, impedindo que, nos limites constitucionalmente assegurados, as maiorias políticas prevalecentes no jogo democrático pluralista possam pôr em prática seus projetos de governo, moldando o perfil e o instrumental do poder público conforme a vontade coletiva. 2. Os setores de saúde (CF, art. 199, caput), educação (CF, art. 209, caput), cultura (CF, art. 215), desporto e lazer (CF, art. 217), ciência e tecnologia (CF, art. 218) e meio ambiente (CF, art. 225) configuram serviços públicos sociais, em relação aos quais a Constituição, ao mencionar que são deveres do Estado e da Sociedade e que são livres à iniciativa privada, permite a atuação, por direito próprio, dos particulares, sem que para tanto seja necessária a delegação pelo poder público, de forma que não incide, in casu, o art. 175, caput, da Constituição. 3. A atuação do poder público no domínio econômico e social pode ser viabilizada por intervenção direta ou indireta, disponibilizando utilidades materiais aos beneficiários, no primeiro caso, ou fazendo uso, no segundo caso, de seu instrumental jurídico para induzir que os particulares executem atividades de interesses públicos através da regulação, com coercitividade, ou através do fomento, pelo uso de incentivos e estímulos a comportamentos voluntários. 4. Em qualquer caso, o cumprimento efetivo dos deveres constitucionais de atuação estará, invariavelmente, submetido ao que a doutrina contemporânea denomina de controle da Administração Pública sob o ângulo do resultado (Diogo de Figueiredo Moreira Neto). MINISTRO LUIZ FUX 13. Firmadas essas premissas teóricas, deve-se analisar o modo como o texto constitucional alude ao tema em exame na presente ação. Com efeito, a Constituição, 14

15 quando se refere aos setores de cultura (CF, art. 215), desporto e lazer (CF, art. 217), ciência e tecnologia (CF, art. 218) e meio ambiente (CF, art. 225), afirma que tais atividades são deveres do Estado e da Sociedade. Faz o mesmo, em termos não idênticos, em relação à saúde (CF, art. 199, caput) e à educação (CF, art. 209, caput), afirmando, ao lado do dever de o Estado de atuar, que tais atividades são livres à iniciativa privada. 14. Referidos setores de atuação do Poder Público são denominados, na teoria do direito administrativo econômico, serviços públicos sociais1, em contraposição aos típicos serviços públicos industriais, como se passa com o fornecimento de energia elétrica ou com os serviços de telecomunicações. Por força das disposições constitucionais antes mencionadas, o regime jurídico de tal gênero de atividades, quanto à titularidade, configura o que a doutrina contemporânea tem denominado de serviços públicos compartidos2, serviços públicos não privativos3, ou serviços públicos não exclusivos4: poder público e iniciativa privada podem, simultaneamente, exercê-las por direito próprio, porquanto de titularidade de ambos. Em outras palavras, e ao contrário do que ocorre com os serviços públicos privativos, pode o particular exercer tais atividades independentemente de qualquer ato negocial de delegação pelo Poder Público, de que seriam exemplos os instrumentos da concessão e da permissão, mencionados no art. 175, caput, da CF. (...) 17. Essas considerações tornam, em primeiro lugar, inaplicável ao caso o art. 175 da Constituição, que prevê a delegação de serviços públicos por permissão ou concessão, sempre condicionada à licitação. Ora, essa regra geral, dirigida aos serviços públicos exclusivos ou privativos como energia elétrica ou telecomunicações (CF, art. 21, XI e XII, b ), não pode suprimir o âmbito normativo das diversas regras específicas, previstas também na Constituição, com relação às atividades definidas como serviços públicos não privativos. Os dois regimes jurídicos não podem ser confundidos. E é por força de tais regras específicas arts. 199, 209, 215, 217, 218 e 225, todos da CF, que o particular atua por direito próprio nessas searas, sendo totalmente descabida a exigência de licitação para que, repita-se, o particular possa fazer justamente aquilo que sempre lhe era lícito executar, por serem livres à iniciativa privada e/ou deveres da Sociedade, respeitadas as balizas que a própria Constituição já impõe quanto ao conteúdo material do regime jurídico dessas atividades. 18. Em suma, portanto, do próprio regime jurídico constitucional de tais atividades se extrai que as Organizações Sociais, quando se dirigem ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde (art. 1º, caput, da Lei), não atuam por força do contrato de gestão ou por qualquer espécie de delegação, mas sim por direito próprio. A rigor, a Lei das Organizações Sociais não delega, no sentido próprio do termo, serviços públicos, o que torna a matéria fora do âmbito normativo do art. 175 da CF. O que a Lei em causa pretendeu promover, muito pelo contrário, foi somente a instituição de um sistema de fomento, de incentivo a que tais atividades fossem desempenhadas de forma eficiente por particulares, através da colaboração público-privada instrumentalizada no contrato de gestão. E é nesse ponto da concretização da atividade de fomento que, supostamente, configuram-se todas as demais inconstitucionalidades alegadas na inicial. Parece claro, que a questão da exclusividade Estatal nas ações e serviços de saúde, foi completamente afastada pelo STF que se encaminha para sedimentar o entendimento em definitivo, no sentido que os serviços de saúde são serviços livres ou compartidos e que assim podem ser executados pela iniciativa privada com participação estatal pelo fomento. 15

16 O que o STF sedimentou, por óbvio, é que os serviços de saúde prestados pelo Estado são públicos e regidos pelas regras do Regime Jurídico da Administração. Assentou também, naquilo que consistia a controvérsia, que não se tratam de serviços exclusivos do Estado, e, podem ser prestados por pessoas jurídicas de direito privado, sob as regras da administração privada através de fomento do Estado, desde que, respeitados os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, ficando superada a ideia de que as pessoas jurídicas de direito privado somente poderiam atuar de forma complementar. Diante disso, não há mais qualquer sustentação para celeuma em relação aos serviços prestados pelo CÂNDIDO FERREIRA no Programa de Saúde da Família do Município de Campinas ou na Assistência da Saúde Mental. Sobre o aspecto da observância aos princípios constitucionais da administração e da transparência dos processos de dispensa de licitação previstos para os contratos de gestão da Lei das OSs, se manifestou o Ministro Relator AYRES BRITO, da seguinte forma: E arremata, 14. As dispensas de licitação instituídas nos arts. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93 e no art. 12, 3º, da Lei nº 9.637/98 têm a finalidade que a doutrina contemporânea denomina de função regulatória da licitação, através da qual a licitação passa a ser também vista como mecanismo de indução de determinadas práticas sociais benéficas, fomentando a atuação de organizações sociais que já ostentem, à época da contratação, o título de qualificação, e que por isso sejam reconhecidamente colaboradoras do Poder Público no desempenho dos deveres constitucionais no campo dos serviços sociais. O afastamento do certame licitatório não exime, porém, o administrador público da observância dos princípios constitucionais, de modo que a contratação direta deve observar critérios objetivos e impessoais, com publicidade de forma a permitir o acesso a todos os interessados.... Por receberem recursos públicos, bens públicos e servidores públicos, porém, seu regime jurídico tem de ser minimamente informado pela incidência do núcleo essencial dos princípios da Administração Pública (CF, art. 37, caput), dentre os quais se destaca o princípio da impessoalidade, de modo que suas contratações devem observar o disposto em regulamento próprio (Lei nº 9.637/98, art. 4º, VIII), fixando regras objetivas e impessoais para o dispêndio de recursos públicos....da mesma forma como a contratação de obras e serviços, deve ser posta em prática através de um procedimento objetivo e impessoal. 20. Ação direta de inconstitucionalidade cujo pedido é julgado parcialmente procedente, para conferir interpretação conforme à Constituição à Lei nº 9.637/98 e ao art. 24, XXIV da Lei nº 8666/93, incluído pela Lei nº 9.648/98, para que: (i) o procedimento de qualificação seja conduzido de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e de acordo com parâmetros fixados em abstrato segundo o que prega o art. 20 da Lei nº 9.637/98; (ii) a celebração do contrato de gestão seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF; (iii) as hipóteses de dispensa de licitação para contratações (Lei nº 8.666/93, art. 24, XXIV) e outorga de permissão de uso de bem público (Lei nº 9.637/98, art. 12, 3º) sejam conduzidas de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF; (iv) os contratos a serem celebrados pela Organização Social com terceiros, com recursos públicos, sejam conduzidos de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade; (v) a seleção de pessoal pelas Organizações Sociais seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento 16

17 próprio a ser editado por cada entidade; e (vi) para afastar qualquer interpretação que restrinja o controle, pelo Ministério Público e pelo TCU, da aplicação de verbas públicas. Também o Exmo. Ministro LUIZ FUX sobre esse aspecto lançou em seu voto: E finaliza, 51. Por identidade de razões, mesmo a dispensa de licitação instituída no art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93 deve observar os princípios constitucionais. Em primeiro lugar, tal dispositivo não é, em abstrato, inconstitucional. A dispensa de licitação aí instituída tem uma finalidade que a doutrina contemporânea denomina de função regulatória da licitação, através da qual a licitação passa a ser também vista como mecanismo de indução de determinadas práticas sociais benéficas20. Foi assim, por exemplo, que a Lei Complementar nº 123/06 institui diversos benefícios em prol de microempresas nas licitações públicas, estimulando o seu crescimento no mercado interno. E é com a mesma finalidade que os incisos XIII, XX, XXI e XXVII do art. 24 prevêem outros casos de dispensa 21, em idêntica linha ao que prevê o agora impugnado inciso XXIV. 54. De todo modo, nesses dois casos novamente deve ser frisado que a existência de dispensa de licitação não afasta a incidência dos princípios constitucionais da Administração Pública (art. 37, caput, da CF), de modo que a contratação direta deve observar critérios objetivos e impessoais, com publicidade de forma a permitir o acesso a todos os interessados, ainda que sem a necessidade de observância dos requisitos formais rígidos do procedimento da Lei n 8.666/ Ex positis, voto no sentido de julgar parcialmente procedente o pedido, apenas para conferir interpretação conforme à Constituição à Lei nº 9.637/98 e ao art. 24, XXIV da Lei nº 8666/93, incluído pela Lei nº 9.648/98, para que: (i) o procedimento de qualificação seja conduzido de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e de acordo com parâmetros fixados em abstrato segundo o que prega o art. 20 da Lei nº 9.637/98; (ii) a celebração do contrato de gestão seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF; (iii) as hipóteses de dispensa de licitação para contratações (Lei nº 8.666/93, art. 24, XXIV) e outorga de permissão de uso de bem público (Lei nº 9.637/98, art. 12, 3º) sejam conduzidas de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF; (iv) os contratos a serem celebrados pela Organização Social com terceiros, com recursos públicos, sejam conduzidos de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade; (v) a seleção de pessoal pelas Organizações Sociais seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade; e (vi) para afastar qualquer interpretação que restrinja o controle, pelo Ministério Público e pelo TCU, da aplicação de verbas públicas. 17

18 O aspecto da aplicação dos princípios constitucionais ao contrato de gestão nos parecer estar claramente definido, do mesmo modo que a dispensa de licitação também deverá seguir, mesmo que por procedimento com menor formalidade, a ampla divulgação e publicidade para que se dê em verdade a transparência da contratação, estando claro, que as regras aplicáveis aos contratos administrativos e ou atos análogos, não foi afastada, mas, confirmada para a hipótese. Para finalizar abordaremos o entendimento dos Ministros do Supremo quanto à natureza jurídica do contrato de gestão nos votos já colhidos na ADI. Sobre esse contrato o Exmo. Ministro GILMAR MENDES, assim se manifestou em seu voto na MC- ADIN 1923: III.2 O Contrato de gestão No conceito estabelecido pela Lei nº 9.637/98 (art. 5º), o contrato de gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público (por intermédio de sues Ministérios) e a entidade qualificada como organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades publicizadas. O contrato de gestão, dessa forma, discriminará as atribuições, responsabilidades e obrigações do Poder Público e da organização social (art. 6º). A principal função do contrato de gestão é a fixação de metas, assim como a definição dos mecanismos da avaliação de desempenho e controle de resultados das atividades da organização social. Assim, deverá o contrato de gestão conter: I especificação do programa de trabalho proposto pela organização social, a estipulação das metas a serem atingidas e os respectivos prazos de execução, bem como previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de qualidade e produtividade; II a estipulação dos limites e critérios para despesa com remuneração e vantagens de qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das organizações sociais, no exercício de suas funções (art. 7º). Assim dispõe a lei que a organização social apresentará ao órgão ou entidade do Poder Público supervisora signatária do contrato, ao término de cada exercício ou a qualquer momento, conforme recomende o interesse público, relatório pertinente às metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado da prestação de contas correspondente ao exercício financeiro (art. 8º, 1º). Os resultados atingidos com a execução do contrato de gestão devem ser analisados, periodicamente, por comissão de avaliação, indicada pela autoridade supervisora da área correspondente, composta por especialistas de notória capacidade e adequada qualificação (Art. 8º, 2º). Dispõe a lei, ainda, que às organizações sociais poderão ser destinados recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão. Ademais, deve-se enfatizar que o contrato de gestão constitui um instrumento de fixação e controle de metas de desempenho na prestação dos serviços. E, assim sendo, baseia-se em regras mais flexíveis quanti aos atos e processos, dando ênfase ao controle de resultados. Por isso, compras e alienações submetem-se a outros procedimentos que não os de licitação com base na Lei nº 8.666/93, voltada para as entidades de direito público. Lembre-se, nesse ponto, que a própria Constituição autoriza a lei a criar exceções ã regra da licitação (art. 37, inciso XXI). Nesse sentido, por exemplo, a Petrobrás, por ser empresa pública que realiza atividade econômica de risco, num âmbito de competição com outras 18

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