O Aquanegócio Brasileiro: uma visão diferente. SEBRAE/MT Cuiabá, 16 Outubro 2014

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1 O Aquanegócio Brasileiro: uma visão diferente SEBRAE/MT Cuiabá, 16 Outubro 2014

2 28 Estados-Membros; 507 milhões de habitantes; Maior importadora mundial de alimentos; Alta demanda por qualidade, segurança e ética; Produção de alimentos ligada aos valores culturais; Crises sanitárias que abalaram a confiança do consumidor; Dinamismo do mercado interno; Mercado seguro em termos de projeções e expectativas de consumo a médio e longo prazo.

3 Instituições europeias Comissão propõe, Conselho de Ministros e Parlamento Europeu adotam Comissão implementa, verifica, monitora e aplica sanções no âmbito da UE

4 Estados-Membros Implementam, monitoram e aplicam sanções no âmbito da UE Diferenças ligadas à organização político-administrativa

5 Tendência da População Mundial Crescimento exponencial que pode gerar conflitos! Quem irá produzir alimentos?

6 Otimizar recursos disponíveis para produção eficiente de Proteína Animal: é o desafio do momento - Cerca de 21 bilhões de animais destinados à alimentação foram produzidos com o objetivo de alimentarem mais de 6 bilhões de indivíduos (Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Enfermidades de Atlanta-EUA) - O referido Centro estima ainda, que, por volta de 2020, a demanda de proteína animal aumentará em 50%, especialmente em países em desenvolvimento.

7 Segundo estudos recentes, as emissões da pecuária apresentam os valores mais expressivos ao atingir cerca de 57,1% das emissões totais. A mudança de uso do solo (cobertura vegetal e reflorestamento) é a segunda maior fonte de emissões com 38,4%. Portanto, a meu ver, a piscicultura realizada de forma sustentável tem inclusive considerável potencial de imagem na substituição de terras ocupadas por outros setores da economia brasileira e consequentemente melhor aceitação por parte do consumidor europeu e de países desenvolvidos que estão dispostos a pagar prêmios por proteína animal que seja environment correct.

8 O pescado como fonte de alimento Pesca Extrativa O atendimento da atual demanda provém de duas fontes: Aquicultura

9 O pescado como fonte de alimento O aumento da demanda por este tipo de proteína é irreversível Tanto pelo crescimento da população quanto por indicação médica e mudança nos hábitos alimentares, além de ser uma fonte proteíca mais saudável que as demais proteínas animais.

10 O pescado como fonte de alimento A Pesca Extrativa estagnou-se no final da década de 80. Apenas um exemplo: enquanto a pressão de captura aumentou 300% nos últimos anos, a quantidade capturada praticamente não se alterou. (FAO 2013)

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12 Portanto, AQUICULTURA é a solução!!! Esta é a demanda para os próximos anos!

13 O desafio brasileiro!

14 O Brasil tem a maior reserva de água doce do planeta (12,5%), a maior diversidade de peixes, além de ser o maior produtor de proteína animal e segundo maior produtor de grãos (o que gera insumos para a fabricação de rações).

15 Produção Aquícultura Total por País (valores apresentados em toneladas métricas, FAO 2013) Fonte: Albert Tacon, 2013

16 Comparativo com o Vietnam Produção brasileira (aquicultura) em 2011 Produção vietnamita (aquicultura) em mil ton. Área do Estado do MT mil ton. Área do Vietnam km² km²

17 E o que o Estado do Mato Grosso tem a ver com tudo isto?

18 Indiscutivelmente, a meu ver e também de especialistas do setor, o Estado do MT reúne as melhores condições para se produzir pescado no Brasil. - Disponibilidade de água - Clima favorável - Topografia favorável - Produtor de grãos - Produtor de subprodutos de origem animal - Espécies nativas

19 Estratégias para melhorar a produção: Disponibilidade de água, espécies, topografia e clima como as do MT não Procurar mundo afora por novos pacotes tecnológicos? existem no mundo. Portanto, seria equivocado buscar pacotes tecnológicos incompátiveis para serem copiados. Desta forma, antes de procurarmos outros exemplos, ainda que interessantes, para aperfeiçoarmos nossos sistemas produtivos, temos muitos deveres de casa para fazer. Especialmente em relação a definição de espécies a serem cultivadas, manejo alimentar e densidade de estocagem.

20 Alguns deveres de casa no setor que vãoalémdafaltadede infraestruturas.

21 1) Definição de espécie a ser cultivada Trabalhar com uma ou duas espécies. Talvez uma espécie de redondo e uma de bagre. Importante sempre recordar que não existe a espécie ideal, existe a espécie bem trabalhada!!!

22 2) Manejo alimentar É inadmissível o desperdício e o manejo incorreto com alimentação de peixes. Peixes são animais pecilotérmicos e que possuem uma fisiologia digestória completamente diferente dos animais terrestres. Poucos piscicultores admitem, mas o desperdício de ração é uma realidade nas pisciculturas brasileiras.

23 3) Densidade de Estocagem Menores densidades de estocagem implicam em melhor crescimento com menor conversão alimentar. Além da significativa redução de problemas de ordem patológica. Por mais banal que isto pareça ser, a maioria das fazendas brasileiras ainda insistem em aumentar densidades de estocagem.

24 Portanto, ainda que seja sempre interessante observar o que existe no setor de aquicultura no mundo é necessário ter presente que temos que continuar a fazer os deveres de casa inclusive pressionando o nosso governo estadual e, principalmente, o federal na defesa do nosso setor.

25 Oportunidades no mercado nacional Pescado da Aquicultura Brasileira, ainda por um bom tempo, será produto gourmet nas gôndolas do mercado nacional. É ainda um fato o consumidor brasileiro buscar melhor preço por alimentos, mas em relação ao pescado, observa-se principalmente uma maior procura por qualidade!

26 Neste caso, a estratégia é: criar uma logística para fornecer pouco, no máximo de estabelecimentos possíveis, com constância e, lógico, não deixar de fazer o pós venda, ou seja, acompanhar a qualidadedoseuprodutoatéenagôndola.

27 Oportunidades no mercado da UE

28 Não tenho dúvidas de que o mercado da UE é ávido por pescado brasileiro, mas exige qualidade, constância e sustentabilidade. Não se deve negligenciar eventuais barreiras sanitárias para ter acesso ao mercado da UE e, igualmente, para se manter nele.

29 As oportunidades... Regra geral, são muitas. Mas primeiro devemos aumentar a nossa experiência com o mercado nacional. A logística e as exigências para exportar são extremamente complexas. Exige especialização e consequente investimento em todos os setores da empresa inclusive para manter os custos de manutenção das exigências mais rigorosas do SIF.

30 Lista de estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar produtos dapescaparaaue:

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34 Por fim... Ainda que as políticas públicas voltadas a aquicultura também sejam desanimadoras... Nossas potencialidades e a demanda dos produtos em questão são extremamente motivadoras. E se fosse fácil, o Brasil já seria, igualmente, o maior exportador de pescado no mundo...

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