EDUCAÇÃO INFANTIL: LETRAMENTO OU ALFABETIZAÇÃO? EIS A QUESTÃO!

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1 EDUCAÇÃO INFANTIL: LETRAMENTO OU ALFABETIZAÇÃO? EIS A QUESTÃO! Resumo LUCIANO, Hélio José 1 - UEL Grupo de Trabalho Educação da Infância Agência Financiadora: não contou com financiamento O presente artigo intitulado Educação Infantil: Letramento ou Alfabetização? Eis a questão! foi realizado a partir de um estudo proposto na disciplina de Organização do Trabalho Pedagógico na Educação Infantil do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina, e teve como objetivo identificar e analisar qual o pensamento do professor da Educação Infantil em relação ao letramento e a alfabetização. Destacamos, que de maneira geral, o nosso texto trata do conceito e da importância das práticas do letramento e da alfabetização na Educação Infantil. Para responder as indagações acerca do tema gerador de nossa pesquisa, explicitamos que foi realizada além de uma pesquisa bibliográfica, também uma pesquisa de campo, em que foi aplicado um questionário com 08 professoras de Educação Infantil. A partir do material analisado, que teve como metodologia a Análise do Discurso, percebemos que houve uma divisão de opiniões quanto ao conceito e à importância de alfabetização e letramento por parte da legislação vigente, dos autores que versam sobre o tema e também por parte das professoras que responderam ao questionário. Em relação ao discurso docente, mesmo que sem chegar a uma concordância, as manifestações indicaram que as professoras dão importância para a alfabetização e/ou letramento na Educação Infantil, desconstruindo alguns discursos que pregam que a criança não deve ser alfabetizada e letrada precocemente, uma vez que ao fazer isso desconsideramos o brincar do processo ensinoaprendizagem nesta etapa de ensino. Diante disso, entendemos esse estudo como uma maneira de proporcionar ao professor da Educação Infantil uma reflexão crítica sobre alfabetização e letramento em sua formação inicial e continuada, para que esses processos não gerem equívocos em sua prática profissional, e o faça agir racionalmente, de maneira apropriada, evitando assim a reprodução e a atuação mecânica. Palavras-chave: Educação Infantil. Alfabetização. Letramento. Introdução O presente texto intitulado Educação Infantil: Letramento ou Alfabetização? Eis a questão! faz parte de um estudo proposto na disciplina de Organização do Trabalho 1 Graduando do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.

2 24247 Pedagógico na Educação Infantil do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina, e tem como objetivo identificar e analisar qual o pensamento do professor da Educação Infantil em relação ao letramento e a alfabetização. Ao refletirmos em torno da Educação Infantil, torna-se pertinente a discussão sobre a importância das práticas de alfabetização e letramento nesta etapa de ensino. Sendo assim, é necessário ponderarmos se essas práticas são realmente necessárias, que propicie às crianças um desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico, de modo que adquiram condições para enfrentar as exigências do mundo contemporâneo (OLIVEIRA, 2002, p.12), ou se são apenas modismos, levando-as a se desenvolverem precocemente, tirando das mesmas outras necessidades, impedindo-as de [...] sorrir, conversar, brincar, em que têm de estar todo o tempo atentas às questões de alfabetização (BARROS, 2009, p.51). Neste sentido, é imprescindível uma melhor compreensão acerca do conceito de alfabetização e letramento, já que temos discursos e posicionamentos variados, que partem de autores que versam sobre o tema, da legislação vigente e dos professores que atuam na Educação Infantil. Assim, esses discursos diversos, podem fazer com que o assunto seja estudado com diferentes olhares, mas também pode acontecer de representarmos tanto alfabetização quanto letramento de modo fragmentado, suprimindo e confundindo as especificidades de cada um. Diante deste fato, ao atentarmos para a conceituação de alfabetização e letramento, vemos que o termo alfabetização em sua etimologia, [...] significa a aquisição do alfabeto, ou seja, adquirir as habilidades de escrever e ler consiste na aprendizagem do sistema de escrita ou da tecnologia da escrita (TEDESCHI, 2007, p.22). Portanto, percebemos que na maioria das vezes a alfabetização é entendida apenas como uma técnica de codificação e decodificação do alfabeto, cuja finalidade é apenas a aquisição de um código, em que se aprende a ler e escrever, porém de modo superficial. De acordo com este conceito, não se pensa essa leitura e escrita na prática social do sujeito, quando há uma reflexão daquilo que se está aprendendo, assim torna-se apenas um processo de aquisição do sistema convencional de uma escrita alfabética e ortográfica (SOARES, 2004, p. 11). Neste sentido, a alfabetização é um procedimento simples, mecânico, de modo linear, reduzindo o ler e escrever pura e simplesmente no grafar e decodificar. Por outro lado, devido às transformações sociais, culturais e tecnológicas da contemporaneidade, há uma exigência de que a prática de alfabetização não fique somente

3 24248 como algo que remete a codificação/decodificação, já que neste contexto somos perpassados pelas mais variadas linguagens, principalmente a linguagem escrita, que amplia seu alcance e se torna acessível até mesmo para o sujeito que não é alfabetizado, visto que o mesmo é perpassado pelo mundo letrado, e mesmo que não saiba ler, está familiarizado com as letras, pois é capaz de reconhecer marcas, placas, rótulos, embalagens, revistas etc. Neste panorama surge o letramento, que conforme Soares, [...] é entendido como o desenvolvimento de comportamentos e habilidades de uso competente da leitura e da escrita em práticas sociais; distinguem-se (alfabetização e letramento) tanto em relação aos objetos de conhecimento quanto em relação aos processos cognitivos e linguísticos de aprendizagem e, portanto, também de ensino desses diferentes objetos. (2004, p. 20) Em conformidade com Magda Soares, Goulart mostra que o letramento estaria relacionado ao conjunto de práticas sociais orais e escritas de uma sociedade (2006, p. 452). Fatos que fazem com que o termo letramento seja relacionado à assimilação de conhecimentos que estão estabelecidos dentro da cultura letrada, onde não basta apenas saber ler e escrever, é preciso também saber fazer uso do ler e do escrever, de leitura e de escrita que a sociedade faz continuamente (SOARES, 2010, p. 20). Em oposição às ideias citadas acima, alguns autores dizem que ao relacionar a alfabetização apenas ao ler e escrever, dando ênfase somente ao processo codificação e decodificação, desconsidera-se de que a alfabetização tem que ser vista de modo contínuo e evolutivo, isto é, a aprendizagem e o uso social do ler e escrever vão se desenvolvendo com o tempo, por isso torna-se desnecessário o uso do termo letramento. De acordo com Emília Ferreiro (1989) não temos necessidade de usar outro termo para se referir a algo que já deveria estar inserido no processo de alfabetização. Pensamento semelhante tem Moacir Gadotti, sendo até mais radical ao defender o termo alfabetização em oposição ao letramento, para ele tentam esvaziar o caráter político da educação e da alfabetização (2005, p.48). Dentro de seu raciocínio [...] a palavra alfabetização tem um peso, uma tradição no contexto do paradigma da educação popular, e que esta é a maior contribuição da América Latina à história universal das ideias pedagógicas (2005, p.49). O autor explana ainda que ao abdicar do termo alfabetização em favor do letramento, daqui a pouco, deveremos nos referir às alfabetizadoras como letramentadoras? Além do equívoco conceitual, sonoramente seria uma lástima!. (GADOTTI, 2005, P.49).

4 24249 Quando conduzimos essa discussão pensando na Educação Infantil, primeiramente vemos que a legislação vigente por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010) não tem um posicionamento explícito, visto que em nenhum momento toca-se no assunto alfabetização ou letramento em seu texto. Os Objetivos da proposta pedagógica das diretrizes, diz que: A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como [...] à convivência e à interação com outras crianças. (BRASIL, 2010, p. 18). Ao falar sobre diferentes linguagens, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010) deixam a entender que o ensino-aprendizagem não deve focar-se apenas no ler e escrever, uma vez que por linguagens temos um leque de possibilidades, desde a linguagem oral e escrita às linguagens não verbal, musical, visual etc. Portanto, apesar de todas essas linguagens poderem ser conectadas ao processo de alfabetização e/ou letramento, o texto das diretrizes não se posiciona claramente sobre o assunto. Porém, ao tratar sobre os Eixos do currículo, parece haver uma tendência clara com as práticas de letramento na Educação Infantil. Segundo o texto das diretrizes, nesta etapa de ensino temos que direcionar ações que possibilitem às crianças experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos (BRASIL, 2010, p.25). Neste trecho das diretrizes percebe-se claramente uma tendência a favor de princípios de letramento, visto que cita a importância da criança entrar em contato com narrativas e gêneros textuais, aproximando a criança da linguagem escrita e oral. Por outro lado entendemos que não leva em consideração a alfabetização, já que faz uma alusão a que a criança apenas aprecie e interaja com essa linguagem, o que não significa aprender e fazer uma apropriação do ler e escrever, mas apenas reconhecer letras visualmente, dependendo do objeto ou texto que é mostrado a essa criança. Quanto a esse assunto, Magda Soares vê a alfabetização e o letramento na Educação Infantil como sendo importantes e inerentes, pois as crianças devem ser alfabetizadas em consonância com as interações que as mesmas têm com o mundo letrado. Dessa forma, Soares diz que a melhor prática a ser empregada no processo ensino-aprendizagem e no uso consciente da escrita e da leitura, é quando direcionamos nossa ação para o alfabetizar letrando, para ela o ideal é

5 24250 [...] alfabetizar e letrar ao mesmo tempo, pois os dois processos são, no estado atual do conhecimento sobre a aprendizagem inicial da leitura e escrita, indissociáveis, simultâneos e interdependentes: a criança alfabetiza-se, constrói seu conhecimento do sistema alfabético e ortográfico da língua escrita, em situações de letramento, isto é, no contexto de e por meio de interação com material escrito real, e não artificialmente construído (2004, p. 22). Assim, ao levarmos em consideração o processo de alfabetização e letramento na Educação Infantil nos moldes do pensamento de Magda Soares, ao mesmo tempo proporcionaremos para que essa criança não seja apenas uma mera espectadora daquilo que a sociedade moderna lhe empurra por meio da mídia, das propagandas, das novas tecnologias etc. Será uma forma de proporcionar não só a apropriação do ler e escrever, mais também um pensar sobre este mundo letrado que está em contato permanente com as crianças. Tendo como base estas ponderações, e considerando o espaço da criança inserida na Educação Infantil também como um espaço de aprendizagens por meio da linguagem escrita, indagamos o que é mais pertinente na Educação Infantil, a alfabetização ou o letramento? É possível alfabetizar letrando? Diante dos fatos apresentados, este estudo nos leva a entender que o professor da Educação Infantil precisa ter uma reflexão crítica sobre esse assunto em sua formação, tanto inicial quanto continuada, para que esse não gere equívocos em sua prática profissional. Ao fazer esta reflexão em sua formação docente, muito mais que refletir sobre sua ação, o professor estará buscando soluções que atendam aos problemas reais encontrados em sala de aula [...] para poder agir de maneira mais racional e adequada, evitando assim reproduzir vícios e atuar mecanicamente (SILVA, 2009, p.30). Metodologia Para responder as indagações acerca do tema gerador de nossa pesquisa, foi necessária a realização de algumas etapas para que o trabalho se concretizasse. A começar pela pesquisa bibliográfica, que permitiu aprofundamento e ampliação dos pressupostos teóricos de autores que discutem a temática, objeto de estudo (SANTOS, 2009, p.24). Esse levantamento, de acordo com Cervo e Bervian (1983), é resultado do interesse e da curiosidade do homem pelo saber, levando-o a investigar a realidade sob os mais diversificados aspectos e dimensões (p.53). Outra etapa em nosso estudo foi a realização de uma pesquisa de campo, na qual foi elaborado um questionário com a pergunta: O que é mais importante na Educação Infantil,

6 24251 a alfabetização, o letramento ou nenhum dos dois procedimentos? Por quê? Ressaltamos que a coleta de informações foi realizada em uma escola de Educação Infantil na cidade de Londrina-PR, com 08 (oito) professoras que lecionam nesta fase de ensino. Sobre a pesquisa de campo é necessário relatar que: [...] é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar ou, ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles (LAKATOS; MARCONI, 2001, p. 186). Por fim, explicitamos que a metodologia de pesquisa utilizada para termos um melhor entendimento do que foi dito pelas professoras, teve como parâmetro a Análise do Discurso. Pensando conforme Orlandi (1999), A Análise do Discurso [...] trata do discurso. E a palavra discurso tem em si a ideia de curso, de percurso, [...] de movimento. O discurso é assim palavra em movimento, prática de linguagem: com o estudo do discurso observa-se o homem falando. Por esse tipo de estudo se pode conhecer melhor o homem [...]. O discurso torna possível tanto a permanência e a continuidade quanto o deslocamento e a transformação do homem e da realidade em que ele vive. (p.15). Ao focarmos nosso estudo por meio da Análise do Discurso, vemos o homem a partir de sua capacidade de inserção e percepção do mundo que o cerca, ou seja, o discurso faz com que o sujeito não se torne um ser neutro, já que possui uma disposição de significar e significar-se por meio do discurso. Analisar o discurso seria então, muito mais que olhar um enunciado apenas em sua superfície, visto que, o discurso é constituído e cercado por relações de poder, e entre essas relações, por exemplo, estão aspectos históricos, sociais, culturais, ideológicos, ou seja, são práticas discursivas e sociais concretas, tornando o discurso intenso e em constante movimento. Resultados Ao analisar o discurso das professoras sobre a importância da alfabetização e do letramento na Educação Infantil, constatamos que houve uma divisão em suas respostas. As professoras pesquisadas, conforme se observa na Figura 1, ficaram assim divididas quando deram suas opiniões:

7 24252 pré-requisitos da alfabetização - 01 professora alfabetização - 01 professora letramento - 03 professoras alfabetizar letrando - 03 professoras Figura 1 Resultado da pesquisa de campo realizada com as professoras da Educação Infantil Fonte: Organizado pelo autor, a partir do questionário respondido. Ficou claro que as professoras ao pensarem sobre a importância da alfabetização e do letramento na Educação Infantil não chegaram a um consenso sobre o assunto, pois as mesmas ficaram divididas sobre o tema. Entretanto, mesmos que divididas, observamos que as professoras pesquisadas valorizam os processos de alfabetização e/ou letramento na Educação Infantil, desconstruindo alguns discursos que pregam apenas o brincar como importante nesta fase de ensino, que conforme Barros: [...] as atividades escolares estão mais dirigidas à escolarização precoce, o brincar, atividade principal do período da infância, está perdendo o seu espaço para atividades dirigidas ao processo de alfabetização, sendo este, hoje, o objetivo mais relevante das escolas (2009, p.34). Sem tirar a importância do brincar na Educação Infantil, entendemos que a construção do conhecimento por meio das letras é inerente ao brincar, sendo assim, mesmo que concordando que cada processo tem a sua especificidade, estas são práticas que não se dissociam no processo ensino-aprendizagem, pois fazem parte da curiosidade da criança e de seu entendimento de mundo. Alfabetização ou pré-requisitos da alfabetização De início, ao analisar o discurso das duas professoras que disseram que na Educação Infantil o melhor procedimento é a alfabetização ou os pré-requisitos desta, vemos que houve uma discordância entre ambas quanto a um melhor entendimento tanto de alfabetização quanto de letramento nesta etapa de ensino. A professora 01, quando perguntada sobre o que é mais importante na Educação Infantil, diz que:

8 24253 A alfabetização, pois o letramento está presente nos dias de hoje, até mesmo na educação infantil. As crianças vivem num mundo cheio de estímulos visuais [...] nada mais natural interessarem-se em descobrir as letras dos livros, das músicas, entre outros. (professora 01) Neste discurso, vemos que a professora tem uma noção superficial de letramento, pois ao dizer que o letramento está presente nos dias de hoje, até mesmo na educação infantil, e mesmo assim fala que o melhor procedimento é a alfabetização, não vê que essas crianças apenas são perpassadas pelo mundo letrado, assim de nada adianta apenas descobrir as letras dos livros, das músicas, entre outros pela alfabetização, se não acontecer o uso competente da leitura e da escrita em práticas sociais (SOARES, 2004, p. 20). Portanto, essas crianças que vivem num mundo cheio de estímulos, nos leva a entender que de certa forma o letramento antecede a alfabetização, como disse a professora pesquisada, mas ao mesmo tempo, quando pensamos na Educação Infantil ambos podem caminhar juntos, pois esse conhecimento das letras de modo visual é apenas o primeiro processo de letramento, assim, é algo que já vem imposto, e para não se tornar consensual, ou seja, adquirido sem uma reflexão da parte de quem vê e recebe esses estímulos visuais, é necessária uma mediação consciente do professor para promover verdadeiramente a prática do letramento, fazendo com que este tenha significado para a criança, para que a alfabetização não fique apenas na superficialidade, quando a intenção é apenas descobrir as letras mecanicamente. Para a outra professora pesquisada, Durante a educação infantil a criança necessita apenas de pré-requisitos da alfabetização. [...] Quando a criança entra no momento de ser alfabetizada precisa estar preparada que após a leitura e a escrita possa ocorrer o letramento (professora 02). No depoimento, vemos que a professora até dá uma importância para o processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil por meio do alfabeto, porém, ao mesmo tempo, ao dar relevância apenas para pré-requisitos da alfabetização, valoriza somente o reconhecimento isolado das letras, pois admite que até mesmo a alfabetização não é muito importante nesta fase de ensino. Pela sua declaração, é preciso que a criança apenas entre em contato com o alfabeto, sem necessariamente aprender a ler e escrever, ou mesmo participar ativamente do mundo letrado que a cerca. Na afirmação da professora, mesmo que subtendido, parece haver um respeito a algumas declarações que dizem que devemos considerar a especificidade do ser criança, quando as fases da infância são respeitadas de acordo com o desenvolvimento da mesma, isto é, não devemos forçar a criança ao ensino da

9 24254 escrita ou da leitura antes do tempo, priorizando [...] o processo de alfabetização, e desconsiderando as especificidades que são próprias da criança (BARROS, 2009, p.34). No entanto, ao dizer que, quando a criança entra no momento de ser alfabetizada precisa estar preparada que após a leitura e a escrita possa ocorrer o letramento, a professora cai em contradição, pois ao deixar entender que a alfabetização e o letramento devem acontecer apenas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, não se atenta para o fato de que essa preparação já pode acontecer na Educação Infantil, sendo que essas práticas se iniciam, Desde o momento em que a escrita se torna objeto de atenção da criança numa dada sociedade letrada, quando ela começa a interagir com a língua, ou muito antes disso, quando ela tenta compreender o mundo e vai se valendo do jogo simbólico, para interpretar, operando com significantes e significados. (Ávila, 1995, p. 40) Neste sentido, sem precisar desconsiderar as especificidades da infância, as crianças precisam estar preparadas quando saírem da Educação Infantil e entrarem no Ensino Fundamental, pois como afirma Soares (2004, p. 14) a alfabetização se desenvolve no contexto e por meio das práticas sociais de leitura e escrita, e o letramento, por sua vez, se desenvolve em dependência da alfabetização, o que nos leva a entender de que as crianças da Educação Infantil podem e devem se iniciadas com as práticas de alfabetização, e que em consequência disso possa ocorrer o letramento, uma vez que, antes mesmo de serem educadas de modo sistematizado, essas crianças já estão em contato com o mundo letrado, já que engajam-se, desde o primeiro momento, em um processo de comunicação no qual são estimuladas a desenvolver procedimentos que lhes permitem questionar o mundo e apropriarse dele (OLIVEIRA, 2002, p.149). Ao analisar o discurso de Oliveira, vemos que existe uma relação entre as práticas de alfabetização e letramento com o reconhecimento e questionamento do mundo, assim, se essas práticas forem desconsideradas do processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil, corre-se um grande risco de essas crianças chegarem ao Ensino Fundamental sem reconhecer, entre outros fatores, os vários gêneros textuais que fazem parte do mundo letrado e que são primordiais para uma aprendizagem consciente da alfabetização, já que os gêneros textuais quando utilizados de modo coerente pelo professor, fazem com que as crianças adquiriram competências e habilidades imprescindíveis para a ampliação da visão do mundo que as cercam. Nessa perspectiva, é importante que a escola, desde a educação infantil, promova atividades que envolvam essa diversidade textual e levem as crianças a construir

10 24255 conhecimentos sobre os gêneros textuais e seus usos na sociedade (BRASIL, 2006, p.72, grifo nosso). Letramento Ao dizerem que o letramento é mais importante na Educação Infantil, ficou constatado que de modo geral as professoras pesquisadas têm consciência do conceito e da finalidade do mesmo. Inicialmente, percebemos que na fala da professora 03 está caracterizado que o mais importante é O letramento, porque a alfabetização não é obrigatória na educação infantil. A alfabetização é o fruto colhido futuramente, após você plantar, regar, dar amor, [...] amadurecendo aos poucos. Nada deve ser antecipado antes do tempo. (professora 03) No depoimento acima, vemos que a professora pesquisada ao dar valor ao letramento na Educação Infantil remete sua fala a Comenius, quando este diz que a criança é uma arvorezinha que pode ser plantada, transplantada, podada, [...] uma árvore crescida nunca (2002, p. 78). No mesmo sentido, a professora expõe que a criança precisa ser preparada aos poucos para ser alfabetizada. Em sua declaração está explícito que o letramento pode ser comparado a esta arvorezinha de Comenius, pois quando este é plantado e regado com muito amor, por meio do reconhecimento de gêneros textuais, contação de histórias, placas, rótulos, enfim, o acesso à universalização da cultura letrada, a alfabetização que é fruto do letramento vai amadurecendo aos poucos, pois de acordo com o discurso da professora pesquisada, ao fazer isso não antecipamos antes do tempo a alfabetização, consequentemente, em seu dizer, respeitamos as especificidades da infância, para que a criança não se torne uma árvore crescida prematuramente. Porém, essa ação, quando conservadora demais, não proporciona ao professor uma apreensão da infância na complexidade de sua cultura com sua pluralidade de características, pois ao suprimir a alfabetização e consequentemente o domínio da linguagem escrita do desenvolvimento cognitivo da criança, não fazemos o olho infantil saltar o muro, quebrar barreiras, e [...] procurar reconhecer aquilo que as [...] crianças sabem, veem e esperam (OLIVEIRA, 2002, p.171). As professoras 04 e 05 quando falam que o letramento é o mais importante na Educação Infantil, tornam seus discursos uma ênfase ao conhecimento das letras, à contação de histórias e a leitura de mundo:

11 24256 [...] o letramento é essencial, por isso estou sempre estimulando o conhecimento da letra e o reconhecimento do objeto que inicia com a letra explorada. A leitura frequente de história para as crianças é sem dúvida, a principal atividade de letramento na Educação Infantil. (professora 04) O Letramento é mais importante, pois por meio dele é possível que a criança não aprenda só ler e escrever, mas também interpretar e realizar a leitura de mundo. (professora 05) Nos discursos das professoras vemos que as mesmas entendem o letramento como uma vivência, um encaminhamento saudável da criança aos mais variados textos do mundo letrado, e que estes só têm sentido se realmente forem usados na prática, com as crianças participando ativamente. A partir disso, abre-se um caminho para as crianças exporem seus pensamentos de acordo com o cotidiano e a leitura de mundo de cada uma. Assim, [...] a relação palavra/mundo revela que a palavra não é apenas um instrumento de comunicação, mas um momento de revelação de conhecimentos/consciência, intuição/imaginação, fantasia/desejo (PEREZ, 1993, p. 103). Dessa forma, entendemos que neste panorama de aprendizagem, quando valorizamos apenas o processo de letramento na Educação Infantil, revela-se que o contexto do letramento não é apenas [...] símbolos linguísticos, mas sim, interpretar e compreender o sentido do texto (SOARES, 1991, p.155). Neste procedimento, o professor terá que ter a noção de que esta prática é tão somente o princípio do letramento, e para não se tornar um ato falho, o professor deverá explorar o mundo das letras na Educação Infantil de modo reflexivo e investigativo, isto é, explorando principalmente a pergunta em sala de aula, incitando as crianças a se comunicarem, para que dessa forma os vários textos do mundo letrado faça sentido. Sobre o ato de trabalhar com a pergunta na sala de aula, Paulo Freire relata que: É preciso deixar claro, [...] a nossa preocupação pela pergunta, em torno da pergunta, não pode ficar apenas a nível da pergunta pela pergunta. O importante, sobretudo, é ligar, sempre que possível, a pergunta e a resposta a ações que foram praticadas ou a ações que podem vir a ser praticadas ou refeitas, [...] o necessário é que o educando, ao perguntar sobre um fato, tenha na resposta uma explicação do fato e não a descrição pura das palavras ligadas ao fato. É preciso que o educando vá descobrindo a relação dinâmica, forte, viva, entre palavra e ação, entre palavra-açãoreflexão. Aproveitando-se, então, exemplos concretos da própria experiência dos alunos durante uma manhã de trabalho dentro da escola, no caso de uma escola de crianças, estimulá-los a fazer perguntas em torno da sua própria prática e as respostas, então, envolveriam a ação que provocou a pergunta. Agir, falar, conhecer estariam juntos. (1985, p.26) Neste contexto, em que associamos a prática de letramento com a pergunta e a comunicação entre os atores sociais presentes no espaço da Educação Infantil, o educador fará

12 24257 com que essas crianças, mesmo sem apreenderem o ato da escrita, tenham uma experiência social ativa, uma vez que a diversidade de vozes amplia a visão que as mesmas têm do mundo. Alfabetizar letrando E por fim, quando as professoras responderam que o mais importante na Educação Infantil é o alfabetizar letrando, suas falas mostram que a alfabetização e o letramento são processos distintos, já que cada um tem suas especificidades, porém, ao mesmo tempo, os discursos das professoras evidenciam que estes são complementares e inseparáveis. Sendo assim, na Educação Infantil o alfabetizar e o letrar não podem ficar isolados, de tal modo, nesta etapa de ensino não se propõe a escolha de um ou outro, mas sim de alfabetizar letrando, como ficou claro nas falas abaixo: Alfabetização e Letramento precisam caminhar juntos, já que um depende do outro [...]. Sendo assim, alfabetizar e letrar, devem acontecer simultaneamente, proporcionando a criança decodificar os códigos linguísticos e ao mesmo tempo ter consciência crítica sobre a real função e importância dos textos escritos. (professora 06) [...] alfabetização e letramento devem permanecer em junção [...]. Não acredito que um tenha mais importância que o outro. Tem que ser desenvolvido de acordo com o processo de cada grupo. (professora 07) Convém explanar que o alfabetizar letrando não deve ser visto como um novo método de alfabetização, que vai revolucionar na forma de encaminhar às crianças na aquisição da leitura e da escrita, mas sim na ressignificação do sentido da alfabetização, fazendo com que esta não seja vista apenas como um processo de codificação e decodificação mecânica, e sim como um meio de levar a criança a conviver e descobrir, interagir e aprender, apropriar e usar as práticas reais de leitura e escrita, tornando-as significativas em seus processos de aprendizagem. Alfabetizar letrando é, portanto, oportunizar situações de aprendizagem da língua escrita nas quais o aprendiz tenha acesso aos textos e a situações sociais de uso deles, e que seja levado a construir a compreensão acerca do funcionamento do sistema de escrita alfabético (SANTOS; ALBUQUERQUE, 2007, p.99). O último relato da nossa pesquisa de campo sintetiza perfeitamente o papel do professor ao iniciar às práticas de alfabetização e letramento na Educação Infantil, de acordo com esse discurso,

13 24258 O professor deve ter em mente a distinção e as relações entre a alfabetização e o letramento, e a partir daí traçar objetivos que levam em consideração tanto o processo de desenvolvimento do aprender a ler e a escrever quanto a utilização de escrita e leitura nas práticas sociais. (professora 08) Dessa forma, é preciso que o professor tenha antes de tudo, propriedade do conceito de alfabetização e de letramento, que saiba distingui-los e que consiga garantir as especificidades de cada um dentro do processo de ensino-aprendizagem. Que sua ação não seja apenas a aderência ou a fuga de uma moda, mas sim uma ação consciente e reflexiva daquilo que está adotando como prática profissional, caso contrário, como disse Nóvoa, [...] os professores serão, paradoxalmente, um corpo profissional que resiste à moda e que ao mesmo tempo é muito sensível à moda" (NÓVOA, 2000, p. 17, grifo nosso). Considerações Finais Em nosso texto ficou claro que ao posicionarmos sobre a importância de alfabetização e letramento na Educação Infantil, precisamos ter clareza do conceito desses termos, pois em nosso estudo revelou-se que há diferentes entendimentos e posições teóricas sobre o assunto. Constatamos que a alfabetização e o letramento apesar de serem distintos quanto as suas especificidades, não podem caminhar separados, uma vez que são igualmente importantes na aquisição da leitura e da escrita, corroborando para um uso competente dessas na prática social da criança. Percebemos também por meio da análise do discurso docente, que as professoras pesquisadas adotam as práticas de alfabetização e letramento em suas ações pedagógicas, porém, cremos que o professor não pode aceitar tais práticas apenas por modismo, o educador precisa estar ciente daquilo que ele quer, e ter um domínio daquilo que vai aplicar, e o mais importante, em se tratando da Educação Infantil, o professor deve ir mais além, e precisa considerar a criança como criança e não como adulta, e ao mesmo tempo como um ser social, isto é, levando em consideração que essa criança se constitui em suas interações com a sociedade, portanto não deve ser apenas infantilizada, pois Já está suficientemente claro, hoje, que [...] a criança nasce em um mundo onde estão presentes sistemas simbólicos diversos socialmente elaborados. [...] ela vive em um mundo letrado, diferente dos povos primitivos que constituíam sociedades ágrafas, ou seja, sem escrita. Desde que inserida em um ambiente propício, ela vaise apropriando dos principais "canais de notação" característicos de nossa cultura [...] (OLIVEIRA, 2002, p. 228).

14 24259 Neste sentido, o conceito e a importância de alfabetização e letramento na Educação Infantil passam necessariamente por um entendimento do conceito de infância, de criança e de suas reais necessidades, pois só assim se poderá conduzir uma ação consciente que valoriza a criança verdadeiramente, constituindo a mesma em uma cidadã do mundo e para o mundo. REFERÊNCIAS ÁVILA, Ivany Souza. A alfabetização e o papel do lúdico. In: RODRIGUES, Maria Bernadete Castro; AMODEO, Maria Celina Bastos. O espaço pedagógico. Porto Alegre: Mediação, p BARROS, Flávia Cristina O. M. de. Cadê o brincar?: Da educação infantil para o ensino fundamental. São Paulo: Cultura Acadêmica, BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, Ministério de Educação e Cultura: Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de 6 anos de idade Mais um ano é fundamental. Brasília: MEC/SEF, CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 3 ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, COMENIUS. Didática Magna. 2ª ed., São Paulo, Martins Fontes, p. FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, FREIRE, Paulo. Por uma Pedagogia da Pergunta. Rio e Janeiro: Paz e Terra, GADOTTI, Moacir. Alfabetização e letramento têm o mesmo significado? In: Pátio revista pedagógica. Ed. Artimed. Ano IX, n. 34. Maio/Julho GOULART, Cecília. Letramento e modo de ser letrado: discutindo a base teóricometodológica de um estudo. Revista Brasileira de educação, vol. 11, n. 33, p , set./ dez., LAKATOS, E.M; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, NÓVOA, Antonio. Histórias da Educação. Lisboa, Porto Editora, OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, ORLANDI, E.P. Análise do Discurso. Campinas: Pontes, 1999.

15 24260 PEREZ, Carmen Lúcia Vidal. Com lápis de cor e varinha de condão... um processo de aprendizagem da leitura e da escrita. In: GARCIA, Regina Leite (Org.). Revisitando a préescola. São Paulo: Cortez, p SANTOS, A. R.J. Gênero e Docência: infantilização e feminização nas representações dos discentes do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina. Tese (Doutorado em Educação e Currículo). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SANTOS, Carmi F.; ALBUQUERQUE, Eliana B. C. de. Alfabetizar letrando. In: SANTOS, Carmi F. Alfabetização e letramento: conceitos e relações / organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. 1ed. Belo Horizonte: Autêntica, SILVA, Marilda da. Complexidade da formação de profissionais: saberes teóricos e saberes práticos. São Paulo: Cultura Acadêmica, SOARES, M. Alfabetização no Brasil: o estado do conhecimento. Brasília: INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 25, p.5-27, Letramento: um tema em três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica, TEDESCHI, Jane Mary de Paula Pinheiro. A professora de educação infantil e a alfabetização: relação entre a teoria e a prática. Campo Grande, p. Dissertação (Mestrado) Universidade Católica Dom Bosco.

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