SEGUROS. As maiores mudanças de um sector em crescimento. Quem é Quem nos

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1 ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO DIÁRIO ECONÓMICO Nº 5928 DE 22 DE MAIO DE 2014 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE Quem é Quem nos SEGUROS As maiores mudanças de um sector em crescimento Ano foi marcado pela privatização da Caixa Seguros. Açoreana também deverá ser vendida. As 5 maiores quotas de mercado em 2013 Paulo Figueiredo IRINA MARCELINO 1. Fidelidade 26,55% 2. Bes Vida 15,24% O sector segurador em Portugal está a passar por grandes mudanças. A primeira e mais importante foi anunciada logo no início do ano, ainda que há muito se esperasse pela novidade e que o negócio apenas tenha sido formalizado muito recentemente: a privatização da Caixa Seguros. 80% do grupo, que lidera o sector segurador em Portugal através das marcas Fidelidade, Multicare e Cares, passou para as mãos da chinesa Fosun por mais de mil milhões de euros. Só a Fidelidade tinha, em 2013 e de acordo com o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), uma quota de mercado de 26,55% no sector segurador nacional, mais 11 pontos percentuais que a seguradora que está em segundo lugar no ranking do regulador dos seguros, o ISP relativo ao ano de As três seguradoras com maiores valores de prémios tinham mais de 53% de quota de mercado. E, até à data da privatização da Caixa Seguros, tinham em comum o facto de pertencerem a grupos com forte vertente bancários. A Fidelidade fazia até agora parte do mesmo grupo que a Caixa Geral de Depósitos, o Bes Vida do grupo a que pertence o Banco EspíritoSantoeaOcidentalVidaaogrupodo Millennium bcp. Olhando para as restantes companhias que ocupam os dez primeiros lugares, apenas a Allianz (6º lugar) e a Axa (10º) não têm esta relação directa. A venda da Caixa Seguros poderá, no entanto, ser o mote para uma mudança no sector. Ainda esta semana foi notícia o interesse do Banif em vender a Açoreana Seguros, na qual detém 47% do capital até 2015, algo a que já se tinha comprometido fazer até A Espírito Santo Financial Group (ESFG), por seu turno, já reconheceu a hipótese de poder vir a vender parte da Tranquilidade. O sector segurador é um sector atraente, principalmente se se tiver en conta os resultados de 2013, em que teve lucros globais na ordem dos 678 milhões de euros, num ano depressivo para a economia. Os resultados, que subiram 27,3%, devem-se a uma prudente gestão dos investimentos das seguradoras, à regulação que existe para os investimentos financeiros e a um ano de 2013 de valorização dos activos no mercado de capitais, dizia, na apresentação dos resultados, José Almaça, presidente do ISP. 3. Ocidental Vida 11,34% 4. BPI Vida e Pensões 6,31% 5. Santander Totta Vida 4,17% 6. Allianz 7. Açoreana 8. CA Vida 4,15% 3,10% 2,93% 9. Tranquilidade 2,43% 10. Axa Seguros 2,22% PUB

2 II Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS EDITORIAL Reforçar a confiança O grau de confiança que conseguirem obter é determinante para as empresas de seguros. Rafael Marchante / Reuters Produção de seguros cresceu 22,6% até Abril PÁGINAS 6 E 7 Opinião: José Almaça, presidente do Instituto de Seguros de Portugal PÁGINA 4 Saúde e planos para reforma preocupam portugueses PÁGINAS 8 E 9 Entrevista: Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores PÁGINAS 10 E 11 Entrevista: Luis Cervantes, presidente da Associação de Mediação Profissional de Seguros PÁGINA 18 Quem é Quem nos Seguros PÁGINAS 28 A 32 Director: António Costa Director-executivo: Bruno Proença Subdirectores: Francisco Ferreira da Silva e Helena Cristina Coelho Editora: Irina Marcelino Redacção: Irina Marcelino e Raquel Carvalho Produção: Ana Marques (chefia), Artur Camarão, Carlos Martins e João Santos Departamento Gráfico: Dário Rodrigues (editor) e Ana Maria Almeida Tratamento de Imagem: Samuel Rainho (coordenação), Paulo Garcia e Tiago Maia A actividade seguradora assume um papel de crescente importância na vida dos portugueses. Apesar da crise, as seguradoras nacionais têm mostrado, ao longo dos anos, uma robustez e resiliência notáveis. Não houve notícia de dificuldades de maior entre as empresas do sector e, com o início da retoma da economia nacional, começam a dar sinais de uma nova vitalidade. Os seguros respondem a obrigações e necessidades dos cidadãos e das empresas, protegendo-os dos riscos e dando-lhes latitude para desenvolverem livremente as respectivas actividades. Os fundos de pensões, além de garantirem o futuro de quem os subscreve, também potenciam a iniciativa empreendedora e fomentam a criação de valor através dos investimentos que realizam. Para termos uma ideia da importância dos seguros, basta olharmos para o volume de activos do sector, que foi da ordem dos 63 mil milhões de euros em 2013, ou seja 38% do PIB. Além disso, a produção de seguros, vida e não vida, atingiu, no ano passado, os 12,9 mil milhões de euros (7,8% do PIB), mais 20% que em Já o lucro das empresas cifrou-se em quase 700 milhões de euros. O ano de 2014 está a dar indicações de ser bom para a actividade seguradora, quer devido à recuperação da actividade económica, quer devido à continuação da recuperação do mercado de capitais. Mas, depois de anos e anos de banqueassurance, a actividade está a sofrer uma profunda transformação com um progressivo afastamento do sector bancário, como diz, em entrevista, o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores. Além disso, também a titularidade da maior parte do sector segurador nacional está, desde a privatização da Caixa Seguros, marcadamente em mãos estrangeiras, o que não sendo mau é, necessariamente, diferente. Por tudo isto e porque o Solvência II vai ser mais exigente para o sector, a necessidade de maior transparência, mas também de maior visibilidade dos operadores obriga a operações de maior aproximação aos cidadãos e às empresas. Em qualquer actividade e nos seguros em particular, a confiança é um activo fundamental e o conhecimento das empresas, dos produtos e dos protagonistas assume uma importância redobrada. O grau de confiança que conseguirem obter junto dos segurados é, assim, determinante para o futuro dos profissionais de seguros e das empresas a que pertencem. FRANCISCO FERREIRA DA SILVA Subdirector Em qualquer actividade e nos seguros em particular, a confiança é um activo fundamental e o conhecimento das empresas, dos produtos e dos protagonistas assume uma importância redobrada. Presidente: Nuno Vasconcellos Vice-presidente: Rafael Mora Administradores: Paulo Gomes, António Costa e Gonçalo Faria de Carvalho Director Geral Comercial: Bruno Vasconcelos Redacção: Rua Vieira da Silva, nº Lisboa Tel.: / Fax:

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4 IV Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS OPINIÃO A importância económica e social da atividade seguradora Para os resultados eficientes do setor tem sido determinante o papel dos mediadores. O mercado português de seguros e de fundos de pensões, embora alheio às dinâmicas perversas que terão estado na origem da crise, tem vindo a sofrer as consequências que daí resultam nas suas diversas dimensões, tanto ao nível da rentabilidade e do valor dos ativos que gere e que são a garantia do cumprimento das suas responsabilidades, como na capacidade de poupança e de investimento das famílias e das empresas. Contudo, e apesar da dureza do contexto, em comparação com outras áreas, o setor segurador nacional manteve-se eficiente, resistente e com capacidade de resposta para assegurar o cumprimento da sua função económica e social, tão útil e necessária à mitigação dos efeitos negativos desta envolvente adversa. Para este resultado tem sido determinante o papel dos mediadores de seguros que, com o seu profissionalismo e proximidade com os clientes, têm conseguido minimizar o impacto da quebra do negócio, em especial nos ramos Não Vida, que são aqueles que acompanham de forma mais próxima a evolução da economia real. É, pois, importante que a população reconheça o papel que a atividade seguradora e de fundos de pensões desempenha na sociedade, assim como os seus protagonistas, sejam eles colaboradores diretos das empresas autorizadas, mediadores ou prestadores de serviços ligados ao setor. A atividade seguradora e de fundos de pensões potencia a iniciativa empreendedora e a criação de valor, protegendo as famílias e as empresas face aos riscos, salvaguardando e estabilizando a sua situação financeira. Além de garante das economias privadas, este setor é também um importante prestador de serviços de âmbito social. Neste momento, as dificuldades em manter o equilíbrio orçamental têm obrigado à tomada de medidas de redução da despesa pública em muitas áreas. O redimensionamento do Estado exige profundas reformas do setor público, da sua estrutura e das suas relações com o resto da sociedade. A procura de alternativas exige a participação tanto do setor empresarial como da sociedade civil, de forma criativa e colaborativa, colocando os seguros no centro do debate sobre a fronteira entre os domínios público e privado. Neste contexto, o setor segurador e de fundos JOSÉ FIGUEIREDO ALMAÇA Presidente do Instituto de Seguros de Portugal Apesar da dureza do contexto, em comparação com outras áreas, o setor segurador nacional manteve-se eficiente, resistente e com capacidade de resposta para assegurar o cumprimento da sua função económica e social, tão útil e necessária à mitigação dos efeitos negativos desta envolvente adversa. DSP DSP DSS DSP DSF DSP DAR DSP DRS DSP DES A nova organização do Instituto de Seguros >> Com o objectivo de adequar o quadro operacional de supervisão aos desafios do sector financeiro e às exigências do novo regime de Solvência, o Instituto de Seguros de Portugal aprovou uma reorganização da sua estrutura orgânica. Saiba como é o novo desenho do instituto e quem são os responsaveis por cada uma das áreas. SG Direção de Supervisão Prudencial António Egídio Reis Departamento de Supervisão Prudencial de Empresas de Seguros Ana Cristina Santos Departamento de Supervisão Prudencial de Fundos de Pensões Jorge Carriço Departamento de Autorizações e Registo Vicente Godinho Departamento de Análise de Riscos e Solvência Hugo Borginho Departamento de Estatística e Controlo de Informação José Pavão Nunes Comissão de Fiscalização Secretaria-Geral Rui Fidalgo DCI de pensões poderá decerto constituir uma clara mais-valia, aportando sentido de responsabilidade e ajudando a complementar o nosso estado social, apetrechando-o com uma maior e mais fiável capacidade de resposta. Através da cooperação entre os vários atores, públicos e privados, poder-se-á aumentar o âmbito de cobertura de riscos. As empresas seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões, estão em condições privilegiadas de fornecer serviços tradicionalmente assegurados em exclusividade pelo Estado. Tradicionalmente, a atividade seguradora acompanha o desenvolvimento dos países. A sociedade beneficia dos seguros, pois os seguradores recebem os prémios que devem ser suficientes para fazer face aos sinistros e estes prémios são investidos, ajudando a financiar a economia do país. No limite, os Conselho Diretivo DCI DPR DCI DSC DCI DRC DCI DSJ Direção de Supervisão Comportamental e Relações Institucionais Mário Ribeiro Departamento de Política Regulatória e Relações Institucionais Eduarda Ribeiro Departamento de Supervisão Comportamental Eduardo Pereira Departamento de Relações com os Consumidores Francisco Luís Alves Departamento de Ação Sancionatória e Serviços Jurídicos João Santa Rita Conselho Consultivo DAD DFD DFI DSI FAT FGA Departamento Administrativo Paulo Líbano Monteiro Departamento de Formação e Documentação Armando Pinheiro Santos Departamento Financeiro Jacinta Dias Departamento de Sistemas de Informação Gil Salema Fundo de Acidentes de Trabalho Célia Matos Fundo de Garantia Automóvel Carlos Marques seguros são uma das expressões mais ponderadas da evolução macroeconómica, sendo que a receita de prémios se utiliza como um indicador económico de valor geral. Por todas estas razões, são de louvar todas as iniciativas que contribuam para a transparência do setor, divulgando os seus operadores e os respetivos protagonistas, já que um dos valores maiores da atividade financeira é a confiança. No setor segurador e dos fundos de pensões milhares de colaboradores e de mediadores procuram diariamente merecer essa confiança, ajudando o desenvolvimento das empresas e das famílias. Reconhecer o esforço destes profissionais e o valor do seu contributo para o desenvolvimento do país é também uma questão de justiça. O autor escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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6 VI Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS Sector evoluiu positivamente nos primeiros meses de 2014 Produção de seguros cresce 22,6% até Abril, com o ramo Vida a ser o grande impulsionador. RAQUEL CARVALHO A actividade seguradora tem tido uma evolução positiva este ano, sendo a produção de seguros impulsionada pelo ramo Vida. Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) destaca que a produção de seguros evoluiu muito consideravelmente neste primeiro quadrimestre (+22,6%) f. No ramo Vida, que cresceu 36%, fala de uma expansão dos produtos de poupança, nomeadamente os PPR que quase duplicaram, em volume de contribuições, face ao período homólogo do ano anterior, frisa. Já o segmento Não Vida caiu 1,2%, nos primeiros quatro meses do ano. De acordo com o presidente da APS, há ainda uma tendência de contração do volume de prémios, comum à maior parte dos ramos, embora mais moderada do que nos dois anos anteriores. Os números dos primeiros quatro meses de 2014 seguem, aliás, o que já tinha sido uma realidade em O ano passado, a produção do ramo Vida cresceu 34%, ascendendo a 9,2 mil milhões de euros. Neste ramo, só entre PPR e outros produtos de capitalização, o sector captou perto de 8,3 mil milhões de euros de novas contribuições, mais de 42% acima do montante de Os PPR em, particular, cresceram 37% com contribuições agregadas superiores a 1,5 mil milhões de euros. Já para o ramo Não Vida, os dados da APS referentes a 2013 dão conta de que foi um ano de contenção, uma vez que caiu 3,4%, tendo registado quebras do volume de prémios em todos os ramos, com as quedas mais acentuadas a registarem-se nos acidentes de trabalho (- -8%) e automóvel (-5,5). A excepção foi mesmo o ramo doença que aumentou 3% e os seguros de habitação que cresceram 1,7%. António Bico, CEO da Zurich Portugal dá conta que entre 2010 e Janeiro de 2013, o sector segurador devolveu à sociedade cerca de 238 milhões de euros relativos a sinistros graves provocados por causas naturais. Já relativamente a Janeiro de 2014, lembra que pelas mesmas causas, foram pagos 11,5 milhões de euros referentes a mais de de cinco mil sinistros participados. Os números dos primeiros quatro meses do ano seguem a tendência de 2013, ano em que volume de receiras do ramo Vida e Não Vida cresceu e, conjunto, 20% relativamente a HugoCorreia / Reuters Dados sobre o Temporal de 4 a 7 de Janeiro de 2014 em Portugal Continental Ramo/Modalidade Número de sinistros Indemnizações pagas Indeminização Quota da participados e provisões constituídas e provisão média amostra Incêndios e outros danos: ,5% - habitação Comércio e Indústria Engenharia Automóvel: ,2% - Danos Próprios (fenómenos da natureza) Ocupantes Embarcações ,9% Total Fonte: APS De frisar que em conjunto, o ramo Vida e o ramo Não Vida alcançaram em 2013, um volume de receitas na ordem nos 12,9 mil milhões de euros, mais 20% do que em E de acordo com Pedro Seixas Vale no geral, existe um contexto de recuperação da produção de seguros, que acompanha a tendência da própria economia, com a qual tem uma comprovada correlação, diz, acreditando que, na medida em que a recuperação da economia se confirme, será de esperar que a da produção de seguros a siga. Eduardo Alves da Silva, administrador do Santander Totta Seguros lembra mesmo a dinâmica que caracteriza o sector, referindo que o mesmo já atingiu um estado muito elevado de maturidade, caracterizando-se por uma elevada dinâmica nos mais variados níveis: seguradoras, intermediação, agentes e corretores, o que, diz, poderá originar alterações na cadeia de valor da distribuição. Já Luis Ferraz, mandatário geral da Prevoir Vida salienta a clara contribuição para o PIB nacional do sector, bem como a sua elevada credibilidade. Garante ser um sector sólido e garante dos seus compromissos. O que é certo é que o sector segurador nunca mais vais ser o mesmo, uma vez que este ano será marcado pela privatização da Fidelidade, e naturalmente, pela estratégia que os novos accionistas virão a adoptar, como frisa João Pedro Borges. Este negócio é também apontado por José de Sousa, CEO da Liberty Seguros como o grande acontecimento do sector segurador, que lembra, leva a que sejam accio-

7 Quinta-feira 22 Maio 2014 Diário Económico VII Produção nos acidentes de trabalho preocupa sector Seguradoras contactadas pelo Diário Económico mostram- -se preocupadas com a queda da produção neste segmento. A produção dos prémios de acidentes de trabalho registou uma queda de cerca de 1% nos primeiros meses do ano. Em 2013, caiu 8%, em relação a Esta tem mesmo vindo a ser a tendência nos últimos anos e tanto o Instituto de Seguros de Portugal tem apelado às seguradoras para reequilibrarem os preços, que não chegarão para fazer face aos custos com sinistros que terão de suportar no futuro. A queda na produção dos prémios de acidentes de trabalho é mesmo um dos grandes problemas apontados pelas seguradoras. Luis Ferreira, director de comunicação da Allianz Portugal, mostra-se preocupado com esta situação e defende uma reflexão profunda sobre o facto deste ramo estar a ser o mais penalizado pela crise, de forma a procurar as melhores soluções para o enfrentar. A mesma preocupação é relatada por João Pedro Borges, presidente da CE Seguros. Na sua opinião, as reduções dos prémios em acidentes de trabalho foram longe de mais e criou- -se um problema grave de insuficiência tarifária no mercado, que será necessário corrigir em 2014 e anos seguintes. A grande degradação deste segmento é também apontado por Maurício Oliveira, administrador da Açoreana, como um dos grandes problemas do sector, e que, na sua opinião, prejudica a rentabilidade. Canti Ciati, CEO da Generali, não tem dúvidas de que as acções que estão a ser tomadas no mercado segurador, com vista a garantir a sustentabilidade do ramo de acidentes de trabalho, podem ser vistas como um acontecimento marcante e actual do sector, na medida em que poderão reforçar o controlo da gestão técnica do ramo. Sobre esta questão, Peter Brito e Cunha, Administrador Executivo da Tranquilidade, diz que a intervenção tem sido profunda e a evolução é notória. R.C. PUB nistas estrangeiros a ficar com uma ampla maioria do mercado. De frisar que a implementação da Solvência II é unanimemente apontado também como um dos grandes acontecimento do sector. E porque os níveis de solvência adequados devem ser sempre garantidos, Peter Brito e Cunha, administrador executivo da Tranquilidade revela como grande desafio do sector conseguir reencontrar o equilibrio técnico, lembrando que são já muitos anos a operar com rácio combinado superior a 100% o que não é sustentável, diz. Peter Brito e Cunha acredita que só o crescimento rentável é sustentado, sendo por isso importante contrariar a pressão para competir por via de preços insuficientes face ao custo dos riscos aceites. com I.M. António Bico, CEO da Zurich, dá conta que entre 2010 e Janeiro de 2013, o sector devolveu à sociedade 238 milhões de euros relativos a sinistros graves provocados por causas naturais.

8 VIII Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS Saúde e planos para reforma preocupam portugueses Nos primeiros três meses do ano, PPR crescem 92,3% e seguros de saúde aumentaram em 2,3%. RAQUEL CARVALHO As contribuições para Planos Poupança e Reforma (PPR), e os seguros de saúde (ramo Doença), são os segmentos com melhor evolução no sector segurador português. De acordo com dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), referentes ao primeiro trimestre do ano, 2,4 mil milhões de euros foi o montante global de novas aplicações em produtos de poupança, sendo que destes, 693,9 milhões de euros foram contribuições para PPR, um montante que quase duplica o registado no período homólogo de 2013 (360,8 milhões de euros), representandopor isso, um crescimento de 92,3%. No que respeita a resgates, a APS dá conta de que, no total do ano de 2013, representaram cerca 44% dos montantes pagos e os vencimentos 43%. António Ribeiro, economista e analista de Mercados Financeiros da PROTESTE INVES- TE, explica estes números com a crise. Um dos efeitos da crise é uma maior preocupação das pessoas com a poupança, diz. Contudo, admite que esta subida chega a surpreender, já que têm aumentado as dificuldades financeiras das famílias. No que se refere a seguros de saúde, de sublinhar que actualmente já são cerca de dois milhões os portugueses que têm planos privados de saúde em Portugal, sendo que ligeiramente mais de metade dos quais são seguros de grupo (por exemplo, contratados pelas empresas como complemento de remuneração dos seus colaboradores), explica Mónica Dias, economista da DECO PROTES- TE. De acordo com números da APS, a produção de seguros de saúde (ramo doença) cresceram 2,3% em relação ao primeiro trimestre de 2013, acumulando um volume de prémios próximo dos 200 milhões de euros. Esta é mesmo a área seguradora que mais resistiu à conjuntura recessiva que afectou o país, tendo crescido em 2013, 3,2% face ao ano transacto. Bomexemplodissoéocrescentenúmerode Cartões de saúde Além das seguradores que disponibilizam seguros de saúde, há empresas como a Saúde Prime, aadvancecare ou a Medicare que têm serviços de saúde através de cartões que permitem aos utentes usufruir de cuidados médicos em estomatologia e outras áreas específicas. Mas também as seguradoras têm cartões de saúde a pensar nestas coberturas. A Tranquilidade, por exemplo, comercializa desde 2008 o Sanos Sorriso, por sete euros mês, e lançou recemente o Sanos Visão. JáaZurichtemocartão Zurich sorridente para particulares e Zurich Protecção dentária empresas. A Generali possui três tipologias de cartões: O SimpliCare Denti, Dottore e Tutto,comcustosinferiores a um tradicional seguro de saúde. A CA Seguros oferece o CA Saúde, em parceria com a Médis desde 2007 e o CA Clinicard, desde João Paulo Dias (Arquivo Económico) Metade dos doentes que foram aos hospitais e às clínicas da CUF tinham seguros de saúde. O número tem crescido ao ritmo de 7,8% ao ano. utentes dos hospitais privados através de seguros. Fonte da José de Mello Saúde disse ao Diário Económico que nos últimos cinco anos o crescimento de clientes com seguros de saúde cresceu a uma taxa média anual de 7,8%, valor que explica pela abertura de novas unidades e pela aceitação deste tipo de produto pelos portugueses. A mesma fonte explicitou que em 2013, os hospitais e clinicas CUF tiveram cerca de 300 mil clientes com seguros de saúde, nas suas unidades, valor que representou aproximadamente metade do total do número de clientes. Seguradoras apostam neste segmento A aposta das seguradoras neste segmento tem sido firme. A Zurich, por exemplo, cresceu até Março, neste ramo, 18,8%, disponibilizando três planos de saúde, dirigidos a individuais e famílias, que cobrem o risco de hospitalização, tendo também produtos especialmente dedicados a empresas. A Crédito Agrícola Seguros tem crescido neste ramo a dois dígitos. A Açoreana fez recentemente um acordo com o SAMS eatranquilidade criou um seguro saúde light e o seguro de saúde extra-care destinado a clientes que pretendem garantir situações de internamento muito graves; ou, já tendo um seguro de saúde pela empresa, desejem um complemento adicional, explica opeter Brito e Cunha, presidente executivo, que fala de um crescimento de 30% só este ano. E mesmo seguradoras que entraram no mercado exclusivamente com produtos auto, têm vindo a apostar nesta área. É o caso das chamadas seguradoras low cost, ou de seguro directo. A Logo lançou há 18 meses o produto saúde. José Pedro Inácio, director- -geral, diz que a adesão tem sido um sucesso, sendo de destacar a aposta triple- -play que inclui seguro auto, saúde e casa. Diz que mais de 20% dos novos clientes aderiram a este serviço no ano passado e terminamos o ano com uma penetração de quase 10% de clientes dessa oferta e assume haver pessoas que aderiram a ao produto porque precisavam de um produto de saúde. Também a N Seguros tem no seu portfólio um novo produto no ramo saúde, com Nuno Serrano, director executivo, a garantir que, apesar do peso do segmento ser ainda residual, conta ter um crescimento muito significativo nesta área, já evidenciado nos indicadores do primeiro trimestre, diz.

9 Quinta-feira 22 Maio 2014 Diário Económico IX 271 queixas sobre PPR na Deco Deco: Seguros de saúde não são alternativa ao serviço nacional de saúde Só este ano, a associação de defesa do consumidor já recebeu 860 reclamações. Os seguros de saúde têm cada vez mais adeptos mas não são uma alternativa ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Mónica Dias, economista da DECO PROTESTE explica porquê. Não são uma alternativa ao SNS devido à sua duração anual (a seguradora pode recusar a renovação do seguro a qualquer altura), aos limites de idade para permanência no seguro (muitos planos terminam automaticamente aos 65 anos do segurado), à extensa lista de despesas excluídas, aos limites de indemnização das coberturas e aos períodos de carência (dois anos para alguns tratamentos). Estes são mesmo os maiores problemas dos seguros de saúde comercializados em Portugal. Mas o facto da seguradora poder recusar a renovação do seguro coloca o segurado numa situação de fragilidade, afirma, dando o exemplo de um cliente que contraia uma doença que implique tratamentos prolongados e dispendiosos. Nada impede a seguradora de terminar o contrato, sendo que a pessoa também não poderia subscrever outro seguro, pois as doenças existentes à data da contratação estão excluídas das apólices. Estes são os principais motivos para as reclamações que todos os anos entram na associação de defesa do consumidor sobre seguros de saúde, a par da falta de informação sobre cobertura e exclusões, bem como a actualização dos prémios levar a um aumento elevado. No ano passado deram entrada reclamações, número que este ano já atingiu os 860. A responsável informa ainda que quando se contrata um seguro de saúde, procura-se sobretudo a possibilidade de aceder a consultas de especialidade no sector privado, tratamentos dentários, gravidez e parto. Quanto à oferta, a responsável esclarece que a esmagadora maioria dos seguros actualmente comercializados são mistos. Explica que estes produtos podem ter associada uma rede convencionada de cuidados médicos a que o segurado pode recorrer mediante o pagamento de uma pequena quantia eéasegu- radora que posteriormente paga os serviços diretamente ao prestador e que, alternativamente, o segurado pode optar por um profissional ou unidade médica não pertencente à rede, paga a despesa e posteriormente a seguradora reembolsa uma percentagem (70 a 90%), mediante a entrega de comprovativo. Existem em menor número seguros que funcionam exclusivamente com uma rede médica convencionada, tendo esta modalidade a vantagem do segurado pagar apenas uma pequena parte da despesa. R.C. António Ribeiro, técnico da Deco ressalva que a grande vantagem dos PPR face a outras alternativas é a redução da tributação à saída (apenas de 8% de imposto sobre o rendimento, enquanto a maioria dos produtos é aplicado 28%). Sobre os PPR sob a forma de fundo, afirma que em geral não garantem o capital e os seguros garantem o capital e um rendimento mínimo. No que respeita aos seguros, o técnico defende que são mais indicados a quem não pretenda correr riscos ou esteja mais próximo da idade de reforma e os fundos mais indicados a quem ainda está longe da reforma. Sobre reclamações, o especialista informa que em 2013, entraram 271 sobre PPR na associação, sendo que a principal queixa foi referente às dificuldades em se fazer movimentação com o objectivo de pagar prestações de crédito à habitação, o que é possível sem qualquer penalização, esclarece. Este ano já deram entrada 58 queixas, com os principais motivos a serem a fiscalidade, a retenção de imposto sobre os ganhos, não se saber que se pode perder dinheiro nos PPR sem garantia de capital, não serpossívelfazer renovações a condições anteriores, enumera.

10 X Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS ENTREVISTA PEDRO SEIXAS VALE, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES Seguradoras vão afastar-se progressivamente do sector bancário Haverá um afastamento progressivo do sector bancário e uma presença mais significativa de players internacionais no sector segurador português. Nos próximos dez anos, diz Pedro Seixas Vale, o sector segurador mudará consideravelmente. IRINA MARCELINO Pedro Seixas Vale defende que a privatização da Caixa Seguros acabou com os limites que a anterior situação trazia à maior seguradora nacional. O que trouxe a privatização da Caixa Seguros de novo ao sector? A privatização foi uma operação muito importante para o mercado. A Fidelidade é a companhia líder, com quotas muito significativas em Vida e Não Vida. No que já é perceptível, a nova situação pode ser muito positiva para a empresa e para o mercado, possibilitando o seu posicionamento dentro das regras normais da economia de mercado, sem as limitações que a situação anterior lhe trazia. Olhando para o sector, quais são as grandes tendências que identifica na estratégia das seguradoras? Em muitas perspectivas, o sector segurador português mudará consideravelmente ao longo desta década. Mudará, antes de mais, o seu controlo accionista como, aliás, já mudou com o afastamento progressivo do sector bancário e uma presença mais significativa de players internacionais. Mudarão os seus modelos de governance e de gestão, nomeadamente por força do novo regime de solvência baseado no risco. Mudará a sua supervisão, com a influência crescente de uma entidade central europeia e um maior enfoque nos riscos e no capital prudencial. Mudará o seu enquadramento regulatório, cada vez mais preocupado com a proteção do consumidor e a conduta de mercado dos operadores. Mudarão as caraterísticas de muitos dos seus produtos, num contexto macroeconómico de baixo crescimento e baixas taxas de juro de longo prazo. Mudará provavelmente a distribuição, com a nova legislação europeia que se avizinha A privatização foi uma operação muito importante paraomercado. A Fidelidade é a companhia líder, com quotas muito significativas em Vida e Não Vida. No que já é perceptível, a nova situação pode ser muito positiva para aempresaepara o mercado. Paula Nunes e o desenvolvimento de novos modelos de comunicação. Mudará como aliás tem mudado o suporte tecnológico às operações, na subscrição, distribuição, regularização e reparação de sinistros, etc.. Alinhar as estratégias com todo este quadro de mudança, não esquecendo que, entretanto, têm que continuar a produzir, vender e gerir contratos de seguro, é um grande desafio para as seguradoras. O ISP tem tido especial atenção aos seguros relacionados com acidentes de trabalho, tendo solicitado no ano passado para que as seguradores reequilibrem a saúde financeira dos seguros de acidentes de trabalho. O que dizem as empresas desta questão? Já há mais equilíbrio? Os preços subiram? A gestão do ramo Acidentes de Trabalho será das mais complexas da atividade seguradora. Envolve um universo muito amplo e heterogéneo de clientes. Tem um quadro regulatório muito detalhado. Intervém numa área de grande sensibilidade social. Envolve intervenções clínicas, valorização de danos físicos, definição de pensões. Gera responsabilidades vitalícias que têm que ser adequadamente provisionadas Tem que ser, por isso, uma gestão especialmente rigorosa e prudente, apelando à enorme experiência de mais de um século que o sector segurador tem neste domínio. Esta preocupação está perfeitamente interiorizada e o sector, com a sua maturidade, saberá, com certeza, gerir da melhor forma as dificuldades conjunturais que o afectaram e adoptar os ajustamentos que se impõem, incluindo ao nível tarifário. Mas circunstâncias como estas justificariam também reflexões do legislador sobre o próprio regime, que vem alargando sucessivamente o perímetro do seguro obrigatório, sem um adequado balanço entre a legítima protecção dos trabalhadores e o esforço financeiro exigido aos empregadores. Em algumas matérias, e talvez por insuficiente ponderação do seu impacto financeiro, esse equilíbrio foi claramente ultrapassado nesta última revisão do regime, que entrou em vigor em 2010.

11 Quinta-feira 22 Maio 2014 Diário Económico XI PUB Solvência II: um bom esforço de adaptação será imprescindível Seguradoras terão maior capacidade de absorção de risco. As seguradoras portuguesas estão preparadas para aplicar o Solvência II? O Solvência II é um regime tecnicamente complexo e com implicações muito amplas nas organizações. Não é um mero realinhamento do capital prudencial exigido, ou um mero regulamento de fórmulas a seguir. Pelo contrário, determina a adopção de uma verdadeira cultura de domínio e gestão do risco nas políticas das seguradoras, que passa por um conhecimento profundo e partilhado de todas as suas áreas de intervenção e por uma orientação consciente das suas actividades, tendo em conta a capacidade de absorção de risco. Para tal, altera radicalmente os mecanismos quantitativos para determinação do capital de solvência exigido, adoptando uma fórmula sensível aos mais diversos riscos incorridos pela seguradora. E altera substancialmente os mecanismos qualitativos de gestão do risco, reforçando as exigências dos sistemas de governação e criando ferramentas mais adequadas de monitorização e de intervenção em caso de necessidade. Dada esta complexidade e amplitude, tem sido uma preparação necessariamente progressiva. Uma boa parte está percorrida, porque algumas componentes do regime não são totalmente novas e várias capacidades foram já desenvolvidas. Mas resta muito para estes últimos dois anos e um bom esforço de adaptação será ainda imprescindível. O Solvência II é um regime tecnicamente complexo e com implicações muito amplas nas organizações. Não é um mero realinhamento do capital prudencial exigido, ou um mero regulamento de fórmulas a seguir. O que terá de melhorar? Como comprova a sua ampla participação nos exercícios de impacto quantitativo realizados a nível europeu, as seguradoras a actuar no mercado nacional sempre encararam com grande empenho e rigor as exigências práticas do Solvência II. Agora que parece definitivamente assumido o seu calendário e começam a ser consolidados os seus contornos técnicos, faltará apenas intensificar os projectos de preparação. Mas algumas reflexões estratégicas vão ter também que acontecer para optimizar o posicionamento das seguradoras neste novo contexto. Seja na gestão do negócio, com o redesenho de produtos, políticas de investimento e estratégias de mitigação de riscos. Seja na gestão económica e financeira, dando maior atenção ao balanço económico, em complemento das vendas e dos resultados. Seja ainda na gestão administrativa, reforçando os sistemas de informação e reporte e as competências dos colaboradores. I.M.

12 XII Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS Seguradoras dão à relação com os Estudo da Capgemini revela que proximidade IRINA MARCELINO Os clientes norte-americanos são os mais avançados digitalmente, refere o estudo da Capgemini, que defende ainda que nos próximos cinco anos, 1/3 do negócio dos seguros será gerado através dos canais digitais. Só o canal mobile terá entre cinco a dez vezes mais importância do que tem hoje. Shannon Stapleton / Reuters As seguradoras portuguesas estão a dar cada vez mais atenção à relação com os seus clientes. Um estudo feito pela Capgemini revela que a experiência dos consumidores portugueses teve uma das melhores evoluções no que respeita à relação entre os clientes com as suas seguradoras (31%, mais de 12,3% desde o último relatório). Isto ainda que 68% tenha uma experiência negativa ou neutra. O customer experience index tem evoluído positivamente, de 61% em 2012 para 70%, o que reflecte a atenção que as empresas portuguesas têm tido para com a retenção de clientes e a importância na relação com o cliente, afirma Pedro Farinha, Manager Tecnology da Capgemini. Os resultados constam do World Insurance Report relativo a 2014, que faz entrevistas a mais de 100 executivos de 30 nacionalidades do sector segurador e que inquiriu mais de mil clientes de seguradoras. Em Portugal, o inquérito foi feito a 500 clientes. Para a consultora, um cliente satisfeito tende a aconselhar a sua seguradora a amigos e pessoas próximas, assim como a comprar mais produtos. Esta vantagem, diz, deve ser explorada em mercados com enorme potencial de crescimento, como a América Latina e nos mercados emergentes da Ásia-Pacífico. A relação que as seguradoras têm com os seus clientes tem influência objectiva nos seus resultados. Com 70% dos clientes a não terem experiências positivas, as seguradoras têm grande margem e oportunidade de melhorar a experiência do consumidor e de aumentar a sua margem de lucro, revela, dando como exemplo a alavancagem de canais digitais como fundamental para este processo de aproximação. Aposta no digital melhora resultados A aposta no meio digital é outro dos temas em análise no relatório, que defende mesmo que as novas tecnologias e os novos canais contribuíram para a melhoria dos resultados das seguradoras a nível global. A transformação digital, um dos temas de maior enfoque neste estudo. As companhias inquiridas a nível mundial esperam mesmo que em cinco anos um terço do seu negócio ocorra neste tipo de meio. A aposta no meio digital, ou da desmaterialização, vai ser feita por exemplo através da melhoria da informação dos canais online, suporte aos Os clientes mais satisfeitos 1 Estados Unidos O inquérito aos consumidores feito pela CapGemini a nível global conclui que é nos Estados Unidos que os clientes estão mais satiosfeitos com as suas seguradoras (51%). 2 Portugal Portugal está em 16º lugar, depois do Reino UnidoeantesdoBrasil e de Espanha, que tem a mesma percentagem (31%) de clientes com experiências positivas. 3 Holanda A evolução das experiências positivas dos cunsumidores em Portugal foi das melhores a nível global, sendo apenas ultrapassada pela Holanda que, além de ser um dos países com maiores índices de satisfação (44%), estes melhoraram 18,2%. 4 Reino Unido O índice de satisfação britânico caiu 11,2%, a maior queda registada no inquérito deste ano. 5 Hong Kong O local do mundo obnde os clientes têm piores experiências com as suas seguradoras é Hong Kong (13%), que no estudo surge autónomo da China.

13 Quinta-feira 22 Maio 2014 Diário Económico XIII mais importância seus clientes aumentou. No entanto, 68% dos inquiridos ainda têm uma experiência negativa ou neutra. canais presenciais e telefónicos (melhoria da informação disponível a quem presta informação/ estabelece contacto com o cliente ou potencial cliente), defende Pedro Farinha. O caminho já está aliás a ser feito, mas a Capgemini refere que a Europa é uma das áreas geográficas que no mundo está mais atrasada, pelo menos em alguns aspectos, apesar dos canais internet PC serem utilizados com sucesso, refere o responsável, lembrando que nos canais directos, há falta de consistência e ausência de algumas funcionalidades, sendo que o suporte aos agentes, genericamente, é desadequado às necessidades e ao que é possível ser feito hoje. No caso do canal internet mobile, sim, apresenta al- No caso da Holanda, onde houve um conjunto de novas iniciativas relacionadas com mobile, o índice de satisfação aumentou em cerca de 18%. gum atraso na Europa e tem espaço para crescer bastante. No caso da Holanda, onde existiram novas iniciativas relacionadas com mobile, o índice de satisfação aumentou em cerca de 18%, o que é significativo da importância da digitalização para melhoria do top-line e racionalização dos custos operacionais, conta Pedro Farinha. O estudo exemplifica com alguns projectos de sucesso internacionais, e Pedro Farinha afirma que em Portugal a renovação dos canais online, para melhoria da informação directamente ao cliente ou indirectamente por agentes ou help desk/contact centers, tem sido um dos focos das seguradoras. Existem algumas empresas que lançaram aplicações móveis que disponibilizam algumas funcionalidades interessantes, recorda, afirmando no entanto que falta uma visão mais estruturada para a mobilidade que permita enquadrar estas soluções pontuais para lá dos gadget. E defende: a estratégia digital é claramente uma necessidade que as empresas em Portugal terão que endereçar de forma consistente, e em particular a estratégia e gestão da mobilidade que tal como no resto da Europa, tem um espaço enorme de evolução quando comparado com outras geografias (EUA e Ásia Pacífico), sendo que os países europeus que já iniciaram esse processo têm resultados muito parecidos, quer em termos de satisfação dos clientes, quer na satisfação dos agentes, com as geografias com experiências mais consolidadas. PUB

14 XIV Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS Nacho Doce / Reuters A Mútua de Pescadores é a única cooperativa de seguros em Portugal. Especialista em seguros de actividade marítima tem como estratégia manter a liderança neste segmento, focando-se a proximidade com os clientes, como admitiu Jerónimo Teixeira, director geral. A seguradora tem apostado na diversificação de vectores estratégicos como a pesca, náutico de revreio, actividades marítimo turísticas, etc). Estratégias assentam na retenção de clientes e no reforço do digital Reter os clientes e apostar em novas tecnologias são a base das estratégias para 2014 de várias seguradoras contactadas pelo Diário Económico. Novidades em 2014 A Axa lançou o conceito BorntoProtect, centrado na protecção e prevenção. A Açoreana renovou a oferta no segmento transportes. RAQUEL CARVALHO Seguradoras confirmam conclusões do estudo da Capgemini, ao afirmarem ao Diário Económico que querem estar mais próximas dos clientes e potenciar o canal digital. Os produtos de poupança e protecçao também ganham peso nas ofertas disponibilizadas. AXA Portugal: A estratégia está centrada na rentabilidade e na eficiência. O objectivo passa por reter bons clientes e apostar em segmentos menos impactados pela crise, simplificar e tornar mais acessível a oferta, numa perspectiva multicanal e multiacesso, onde o negócio digital tem importância crescente. Allianz Portugal: Apostar nas novas tecnologias e em soluções de multi-acesso e de multiplataformas é um dos grandes objectivos da Allianz Portugal, que quer ainda aproximar- -se dos parceiros de negócio. Tranquilidade: A Tranquilidade tem colocado o seu fico no desenvolvimento de parcerias de longo prazo com a rede de corretores e agentes assentes em serviço e proximidade. Monitoriza continuamente a satisfação de clientes e parceiros. Quer crescer de forma orgãnica e apostar em novas soluções tanto para particulares como para empresas. Prevoir-vie: A Prevóir quer consolidar a carteira de clientes e conquistar novos, lançandonovos produtos e serviço de assistência, assim como aumento das parcerias. CA Seguros: A estratégia seguida pela CA Seguros é de proximidade com os clientes. A seguradora quer crescer no canal bancário, nos ramos automóvel e de acidentes de trabalho e acidentes pessoais. Generali: A estratégia empresarial da Generali passa por reforçar o foco no cliente e na sua retenção, mantendo elevados níveis de satisfação. Paralelamente, tem como prioridade a melhoria dos sistemas de informação, de forma a incrementar a eficiência operacional. Açoreana Seguros: A Açorena quer privilegiar o canal de agentes e corretores e, em paralelo, dar especial enfoque aos clientes, não só de particulares mas também a PME. O principal objectivo é manter a quota de mercado não vida e melhorar os níveis de rentabilidade. BPI Vida: O BPI Vida e Pensões assume a aposta em instrumentos de poupança. Para este ano, a seguradora está empenhada em continuar a capitalizar o interesse dos investidores portugueses neste tipo de produtos. Santander Totta Seguros: Nos seguros de vida a Santander Totta Seguros aposta em estratégias de segmentação. Nos seguros financeiros, a aposta é crescer os capitais dos produtos Plano Protecção Família e Plano Protecção Ordenado. Zurich Portugal: Em 2014, o foco da Zurich está em áreas de crescimento como o turismo, agricultura, serviços de saúde, indústria do calçado e alimentação. Liberty Seguros: A estratégia para 2014 passa por reforçar a ligação emocional com os clientes, procurando criar produtos que correspondam a uma real e efectiva necessidadedos mesmos. O Santander alargou a base de clientes PME, com o LifeCorporate, um produto de protecção Vida. A Zurich está focada na criação e reformulação de soluções para empresas e particulares, e lançou a solução Adegas & Lagares. A Liberty lançou o Liberty RUNNING, um produto que protege quem pratica desporto na rua. A Generali está com uma nova campanha de comunicação. A Tranquailidade aposta em novos produtos de protecção de pessoas e bens e lançou a colecção de seguros ligth, com auto, casa e saúde.

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16 XVI Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS Agentes são mais procurados por clientes com mais de 35 anos Estudo revela que tendência é global, mas agentes são os preferidos em Portugal. IRINA MARCELINO irina.marcelinoeconomico.pt Em Portugal, a maior parte dos seguros ainda é feito através de agentes profissionais. Mas as novas gerações ainda não se renderam ao agente físico que representa as seguradoras. Um estudo da Capgemini lembra que, apesar de em Portugal o agente ou mediador ser o principal canal entre seguradoras e clientes, o meio digital - no qual se inclui a internet e os meios mobile - está a ter cada vez maior popularidade principalmente entre os mais jovens. Segundo o inquérito Voice of the Customer Survey relativo a 2013, feito pela consultora Capgemini e integrado no World Insurance Report de 2014, o canal agente é o mais utilizado pelas pessoas com mais de 35 anos (65%) em Portugal. O canal é ainda usado por 57% dos clientes de seguros inquiridos com 18 a34anos. De acordo com o inquérito, que foi feito a mais de 500 clientes de seguradoras em Portugal, o meio mais utilizado pelos clientes com idades até aos 35 anos é o telefone (51%), mas o peso cai com a idade. Depois dos 35, apenas 39% das pessoas optam por este meio. A diferença entre utilizadores pré e pós 35 anos em relaçãoao meio telefoneéamaior de entre os outros meios. Quando se inquiriu os clientes portugueses sobre a utilização do meio internet via PC e via mobile, as diferenças nas respostas cairam para 2%. A nível europeu, será de destacar o resultado idêntico no meio de comunicação telefone - 45% para ambas as gerações - e o maior número de clientes com mais de 35 anos que usam a internet através do computador (52% face a 48%) - uma diferença que em Portugal é contrária, ou seja, há mais clientes com menos de 34 anos a usar o computador. Apesar dos resultados deste inquérito, os números nacionais apontam para diferenças significativas na utilização de cada meio. De acordo com os dados mais recentes, que são relativos a 2012, os mediadores e corretores de seguros dominam na maioria das áreas: acidentes de trabalho, doença, incêndios e O que dizem mediadores e corretores Os consumidores têm cada vez mais percepção que o pricing, na equação dos seguros, não é a variável mais importante. A adequação do produto às efectivas necessidades dos clientes exige um aconselhamento profissional qualificado e independente em relação às seguradoras. FRANCISCO LEITÃO Administrador Amplitude Seguros Ao sector da mediação e corretagem nacional, falta escala e, em alguns casos, um maior grau de eficiência e tecnicidade. Muito disso, só será possível de obter através de uma forte consolidação do mercado nacional ao nível da distribuição. MÁRIO LOPES Atlas Seguros As empresas em Portugal consideram o corretor de seguros uma mais-valia na gestão dos seus riscos empresariais e na gestão dos sinistros. Todavia, faltaocorretorser considerado como um parceiro crucial quando as empresas elaboram a estratégia de negócio. PEDRO CASTRO Director Geral da Marsh Portugal outros danos, seguros automóvel, marítimos e transportes, aéreo, mercadorias transportadas e responsabilidade civil geral. O único campo em que são ultrapassados pelos bancos é nos seguros vida e nos PPR. A quota de mercado das companhias que distribuem através da internet e canal telefónico é inexpressiva e não tem tido um crescimento relevante, afirma Luís Cervantes, recentemente eleito presidente da Associação Portuguesa da Mediação Profissional de Seguros (APROSE), em entrevista ao Diário Económico. Nos últimos cinco anos, e com a tendência de internacionalização das empresas portuguesas, tem-se verificado um aumento do volume de negócios relacionados com a internacionalização da economia, nomeadamente seguros de transporte e seguros de crédito,. Sobre as vantagens de um mediador profissional face a outros canais de distribuição, Luís Cervantes lembra que é através da mediação profissional que o cliente pode ter a melhor proposta comparada do mercado, com uma análise das várias coberturas e com a certeza que, no caso de necessitar de accionar o seguro, tem um profissional especialista para o apoiar. E avisa: quando o cliente, particular ou empresa, decide realizar esta tarefa por sua conta e risco, adquirindo directamente o seguro, não tem tantas opções de escolha, e não terá um especialista independente da companhia de seguros para o apoiar em caso de um sinistro. Na entrevista que deu ao Diário Económico, transcrita na página seguinte, o responsável diz acredita que o canal mediador profissional vai ganhar cada vez mais importância, ainda que o que poderá contribuir para a redução no número de mediadores é a exigência cada vez maior dos clientes na qualidade de serviço, que trará maiores dificuldades aos pequenos mediadores que não consigam modernizar-se, verificando-se uma transferência dos clientes para os mediadores mais bem preparados. Paula Nunes

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18 XVIII Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS ENTREVISTA LUIS CERVANTES, PRESIDENTE DA APROSE Há um reforço da mediação como canal mais importante Luís Cervantes foi eleito em Março. O novo presidente era vice-presidente na anterior direcção. Administrador do grupo Sabseg, Luís Cervantes passou, na sua vida profissional, pelo Bes, Tranquilidade e pela Axa. O presidente da associação destaca o encerramento dos pontos de venda directa. IRINA MARCELINO Eleito em Março, o novo presidente da Associação Portuguesa de Mediação Profissional de Seguros (APROSE) anuncia que este ano será lançado um processo de certificação do mediador associado, que pretende trazer maior notoriedade à profissão de mediador. As seguradoras em Portugal continuam a optar por reduzir a capacidade instalada, optando por venda directa? Se analisarmos detalhadamente a evolução da capacidade instalada das companhias de seguro nos últimos três anos, bem como o mix de vendas por canal de distribuição, verificamos que a tendência é exactamente a contrária. Tem havido uma tendência generalizada de encerramento de pontos de venda directa das seguradoras e reforço da mediação como canal de distribuição mais importante, principalmente no ramo Não Vida. Por outro lado, a quota de mercado das companhias que distribuem através da internet e canal telefónico é inexpressiva e não tem tido um crescimento relevante. A quota de mercado das companhias de directo (distribuição por internet e telefone) foi, em 2012, de acordo com os últimos dados estatísticos publicados pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) em termos de canais de distribuição de seguros, de 0,9% no total do mercado; 2,4% no ramo Não Vida e 5,3% no automóvel. Pelo contrário, a quota de mercado da mediação é de 71,1% nos ramos Não Vida! Pelo que é o canal privilegiado neste tipo de seguros! Enquanto que no ramo Vida o canal bancário domina com 74,1% de quota de mercado, seguido da mediação com 18,4% de quota de mercado. O que têm feito as mediadoras para demonstrar as suas vantagens em relação à venda directa? O canal da mediação tem um caminho importante a percorrer no sentido de ver aumentada a sua notoriedade na sociedade. Nos estudos que realizamos na APROSE concluímos Dos operadores habilitados para o exercício da comercialização de seguros, somente quatro acincomil operadores ofazem com carácter permanente e regular. Internacionalização e fusão Internacionalização e fusão são duas das palvaras chave entre os mediadores profissionais. Temos empresas associadas que expandiram a sua actividade para outros países, tais como Espanha, Angola, Brasil e Moçambique, conta onovopresidenteda APROSE. É o caso da Amplitude, que está a escolher parceiros em algumas geografias para dar resposta global aos seus clientes, contando iniciar actividade no Brasil em Julho. No campo das fusões, a Atlas, que também se internacionalizou, fez em 2013 a fusão de quatro corretores e mediadores de seguros. que, dos operadores habilitados para o exercício da comercialização de seguros, somente quatro a cinco mil operadores o fazem com caráter permanente e regular. São estes mediadores profissionais, que são capazes de apresentar ao cliente, seja individual seja empresa, a melhor solução para a cobertura dos seus riscos, recorrendo à análise e ao estudo das soluções apresentadas pelas diferentes companhias de seguro do mercado, o alvo do nosso trabalho enquanto associação representante do sector em Portugal. O que pretendem fazer para destacar a importância do mediador profissional? Estamos a preparar para lançamento, durante o ano 2014, um processo de certificação do mediador APROSE, que garanta ao cliente, individual ou empresa, uma maior visibilidade do mediador profissional através do qual poderá aceder e ter um serviço de qualidade. Para garantir um serviço de qualidade, a mediação profissional intermedeia a relação entre o cliente, individual ou empresa, e a companhia de seguros. Além dos passos no sentido de aumentar a notoriedade e os padrões de qualidade de serviço aos clientes, a APROSE também está a desenvolver um conjunto de iniciativas para tornar mais eficaz e eficiente a relação com as companhias de seguros. A revisão e aprofundamento do código de conduta entre a mediação profissional e as seguradoras e o desenvolvimento de um projecto de integração de sistemas informáticos são as prioridades imediatas da APROSE. Como tem sido a receptividade a estas medidas? Temos encontrado por parte da gestão de topo das companhias de seguros, bem como na APS e no ISP, um apoio muito grande a esta nossa linha de acção, uma vez que é reconhecido por todo o sector a necessidade de, por um lado, dotar de melhores ferramentas a mediação profissional para prestar um serviço de maior qualidade e, por outro lado, é necessário tangibilidade para o consumidor final desse mesmo serviço. Na APROSE a aposta é que o processo de certificação seja o instrumento que permita uma maior notoriedade da mediação profissional junto da sociedade. Paulo Figueiredo

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20 XX Diário Económico Quinta-feira 22 Maio 2014 QUEM É QUEM NOS SEGUROS Gestão e protecção e riscos crescem com a crise Resseguros aumentaram em situações de desemprego, dizem empresas. Resseguradoras notam crescimento pelos soluções de protecção ao crédito. RAQUEL CARVALHO De acordo com dados do Instituto de Seguros de Portugal, a produção de resseguros cedidos foi de mais de 260 milhões de euros no último trimestre de 2013, valor que no ramo vida atingiu os 81,8 milhões de euros - registando um grande aumento face aos trimestres anteriores, aumento esse justificado pelos resseguros de seguros vida - e no ramo não vida perto de 179 milhões de euros. No que toca aos resseguros aceites, as produção em Dezembro de 2013 (últimos dados disponíveis) foi responsável por um total de mais de 103,8 milhões de euros, dos quais se destaca o facto de ser o ramo não vida o que maior produção teve: 104 milhões de euros, ao qual se desconta os mais de 110 mil euros negativos do ramo vida. O resseguro cedido consiste no conjunto de operações que passa por transferir por uma seguradora a responsabilidade de determinados riscos e capitais para empresas de resseguro. Já o aceite são as operações pelas quais se assume a responsabilidade por parte de empresas de resseguro de determinados riscos e capitais proveniente de outras empresas de seguros. Um dos papéis das resseguradoras é gerir os riscos inerentes a situações inesperadas. A Genworth, por exemplo, é uma seguradora e resseguradora que actua sobretudo no âmbito dos seguros de protecção, com particular incidência nas soluções de protecção financeira. Os nossos produtos core são seguros de protecção ao crédito pessoal ou hipotecário, sendo as coberturas mais frequentes o desemprego involuntário e a incapacidade para o trabalho por acidente ou doença, explica Nuno Pestana Rosa, Director Geral da Genworth Lifestyle Protection em Portugal. Em caso de sinistro, diz, encarregamo-nos do reembolso das prestações mensais à instituição financeira que concedeu o crédito, até ao limite máximo contratualmente fixado e enquanto se mantiver a situação de desemprego ou baixa médica. O responsável não tem dúvidas que se assiste nos últimos anos a um processo acelerado de amadurecimento deste tipo de soluções. Isto XV encontro de resseguros hoje e amanhã Vai realizar-se hoje e amanhã, o XV Encontro de Resseguros no Hotel Palácio Estoril,comassessões públicas a decorrerem entre as 9h15 e as 12h30. Este encontro, que terá a participação de mais de 250 especialistas de seguros e resseguros, quer do mercado português quer de vários mercados a nível mundial, conta com a presença de Pedro Seixas Vale, Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, e de José Almaça, Presidente do Instituto Seguros de Portugal, bem como de vários intervenientes nacionais e internacionais. No XV Encontro de Resseguros, serão debatidos temas como Acidentes de Trabalho, Segurança Social, Perspectivas de Supervisão para o sector segurador, perspectivas para o sector segurador europeu, cuidados de longo prazo, tendências no ramo Vida. Paula Nunes porque o aumento muito pronunciado do desemprego fez disparar o pagamento de sinistros e este tipo de seguros cumpriu o seu papel de almofada financeira, oferecendo uma rede de protecção que permitiu a muitas famílias evitar situações extremas de impossibilidade de cumprimento dos seus compromissos financeiros. Nuno Pestana Rosa admite ter havido uma rápida expansão do conceito de seguro de protecção ao crédito. Um comportamento confirmado por Óscar Herencia, director geral da Metlife Iberia, também resseguradora. Diz constatar que o receio de estar perante uma situação de incerteza, levou a população portuguesa a recorrer mais a este tipo de seguros e aos seguros de vida associados à protecção ao crédito, o que lhes pode permitir fazer face a possíveis situações de incumprimento. Óscar Herencia fala ainda de uma maior consciencialização de que um seguro não é um bem supérfluo, mas sim um investimento e uma segurança para o futuro. Já Pedro Penalva, administrador delegado da AON, diz que, tendo em conta um conjunto de eventos e ocorrências súbitas e imprevisíveis que ocorrem, é hoje decisivo para o futuro das organizações, ter um modelo sólido e consistente de identificação, análise, quantificação e transferência de um conjunto de riscos que podem afectar o seu futuroeasuacapacidade de sobevivência. O responsável garante que a dimensão e diversidade de fontes de capital, a optimização do acesso a essas fontes, incrementando perímetros de coberturas, garantindo soluções de transferência de riscos emergentes e reduzindo fortemente o custo inerenre ao processo de transferência de riscos, constituem hoje oportunidades fantásticas que podem desempenhar um papel preponderante na execução das estratégias das empresas portuguesesas. Quanto aos desafios do sector, Pedro Penalva acredita ser a capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos. Apoiar o processo de internacionalização das empresas é outro dos importantes desafios, afirma o administrador-delegado da AON. Já Óscar Herencia afirma que os desafios estão intimamente ligados com o principal risco que o sector corre, a debilidade da economia, que não permite o crescimento, pelo que é importante às empresas adaptar-se e diferenciar-se inovando, de forma a poder ajudar os clientes a enfrentar os problemas que advêm da crise. Nuno Rosa Pestana acredita que um dos grandes desafios é acompanhar os extraordinários desenvolvimentos tecnológicos que têm vindo a alterar os comportamentos. A indústria seguradora tem que ser capaz de oferecer produtos simples e soluções fáceis e ágeis para a aquisição e gestão das apólices, apostando na componente digital e soluções integradas de comercialização e gestão. Boa parte dos sinistros que gerimos já são submetidos e acompanhados pelos clientes através da internet. A comercialização de produtos numa perspectiva multi-canal poderá fazer parte da sua estratégia futura.

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