ATIVIDADE ESCUTISTA INTERNACIONAL MULTICULTURALIDADE APRENDIZAGEM GEOGRAFIA INTENCIONALIDADE DESAFIO EXPERIÊNCIA INTERAÇÃO

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1 ATIVIDADE ESCUTISTA INTERNACIONAL MULTICULTURALIDADE APRENDIZAGEM GEOGRAFIA INTENCIONALIDADE DESAFIO EXPERIÊNCIA INTERAÇÃO O idoc é uma publicação sobre assuntos que visam contribuir para uma melhor vivência da dimensão internacional do escutismo.

2 NESTE IDOC poderás encontrar: O que é uma Atividade Escutista Internacional ( AEI )? Pode parecer uma pergunta elementar mas os entendimentos podem ser os mais variados. Vale por isso a pena apontar uma definição que possa constituir um entendimento comum. Não necessariamente uma definição estática, rígida e prescritiva, mas que permita um enquadramento mínimo do que deve ser considerado como Atividade Internacional no contexto escutista do CNE. Um recordatório do que é uma Atividade no contexto escutista; As (7) componentes principais que podem ser encontradas numa AEI; Uma tipologia de AEI no CNE; Uma matriz de relação possível entre cada tipo de AEI e as componentes da mesma; Os procedimentos para realizar uma AEI. Uma atividade Escutista é uma fonte de vivências, de desafios, de aprendizagens pessoais. Numa atividade Escutista Internacional essas experiências são vividas na exploração de um cenário diferente; não apenas (ou necessariamente) um território diferente, mas sobretudo um ambiente humano e social distinto daquele do país de origem. Poder-se-á então dizer que uma Atividade Escutista Internacional combinará (em doses diferentes consoante a atividade) os seguintes elementos: multiculturalidade, aprendizagem, geografia, intencionalidade, desafio, interação e experiência. Geografia A sede de conhecer novos lugares é normal, em especial nos jovens. Explorar novos territórios, viajar, abrir horizontes, constitui um desafio e é uma forma de valorização. Intencionalidade Quando se parte sabe-se ao que se vai, sabese o que se quer atingir ou, pelo menos, o que se quer viver; porque se acredita que trará benefícios educativos para os participantes. Desafio O desafio de mobilizar recursos e vontades, de abrir a mente e o coração, de compreender e respeitar outras formas de ver e de viver. Experiência Uma atividade internacional é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Ela tem que proporcionar momentos fortes, constituir uma experiência inesquecível para cada um dos envolvidos. Interação Não chega visitar novos territórios; é preciso conhecer outras pessoas, os seus hábitos e desafios. E partilhar os seus. Esta partilha ajudará à descoberta de si próprio e do mundo. Multiculturalidade O conhecimento e contacto com outras culturas é uma enorme mais-valia das atividades internacionais e, sem dúvida, um importante fator na preparação dos cidadãos do século XXI. Uma atividade é um conjunto de experiências que proporciona a cada jovem a oportunidade de adquirir conhecimentos, competências e atitudes que o/a levam a atingir um ou mais objetivos educativos estabelecidos RAP, WOSM Atividades Iniciativa e ações, planeadas e desenvolvidas pelos jovens com acompanhamento adulto, que consubstanciam o jogo escutista e Aprendizagem As atividades internacionais oferecem um mundo de experiências diferentes a serem vividas. E que só podem ser vividas aí. No final das atividades importa saber o que cada um conseguiu delas tirar. respondem às suas aspirações de descoberta e realização, contemplando uma sequência de oportunidades educativas diversificadas nas fases de escolha, planeamento, concretização e avaliação. Glossário Pedagógico do CNE

3 Tipologia de AEI A dimensão internacional pode ser vivida de várias maneiras e com diferentes profundidades. Por questão de simplificação podem classificar-se as AEI em quatro grandes tipos, com grau de envolvimento e complexidade potencialmente crescente: 1. Local A dimensão internacional pode ser vivida nas atividades regulares da Unidade ou mesmo a título individual. Através de jogos, representações, concursos de cozinha, do estabelecimento de amizades à distância, pode sempre fazer-se abrir o mundo e aumentar a sua compreensão, contribuindo para uma cidadania global. 2. Acolhimento O nosso país também é destino de escuteiros de outras partes do mundo (principalmente da Europa); muitos deles procuram parceiros com que possam viver atividades em comum e estabelecer uma interação que seja mutuamente enriquecedora. Porque não usar o nosso habitual gosto em acolher para lançar um desafio a amigos de mais longe e poder desenvolver intercâmbios com significado? 3. Saída Sair para realizar uma atividade escutista em outro país é sempre um desafio: território novo, pessoas diferentes, outras palavras (ou mesmo formas de comunicar). A adicionar aos desafios logísticos de maior dimensão. Mas é esse conjunto de desafios e a vontade de os superar que leva muitas vezes as Unidades (ou mesmo os Agrupamentos) a escolher outro país como palco das suas grandes atividades de Páscoa ou Verão. Gilwell, Kandersteg, Santiago de Compostela, Brownsea têm sido apenas alguns dos destinos mais populares dessas expedições. 4. Parceria Um projeto internacional é um esforço de longa duração (sendo fonte de um conjunto de atividades e iniciativas de preparação), que envolve parceiros, escuteiros ou não, e que, de uma forma profunda, explora a dimensão internacional nas suas diversas componentes, em particular a da multiculturalidade. Os diferentes componentes de uma AEI estarão aqui bem representados.

4 Há alguns requisitos mínimos para um agrupamento que queira realizar uma atividade escutista internacional: - Pelo menos um dos dirigentes ou caminheiros envolvidos na organização da atividade deverão ter frequentado o Encontro de Preparação Internacional. Todos os anos a Secretaria Internacional disponibiliza as datas dos EPIs em Esta formação permanece válida pelo período de cinco anos. - Devem preencher 5 meses antes a ficha de intenção (para a secretaria internacional estar preparada para dar apoio a esse projeto) e que contém informação muito geral sobre o projeto. - Ficha de projeto até 3 meses antes da saída (para que se possa fazer algum enriquecimento e eventual estabelecimento de parcerias) Procedimentos para realizar uma Atividade Escutista Internacional A Secretaria Internacional responde. O CNE tem regulamentadas as diretrizes internacionais que contemplam os procedimentos a ter em conta para realizar uma atividade escutista internacional (Ato normativo do CNE, parte integrante do Anexo 1 do Regulamento Geral). Estes procedimentos são importantes por duas razões fundamentais: - Segurança de todos os associados (porque uma atividade escutista internacional acarreta sempre mais riscos e variáveis do que uma atividade em território nacional) - Intencionalidade e enriquecimento pedagógico (para que se conheçam e sejam acompanhados todos os projetos que saem do país, e para que os agrupamentos possam aprender uns com os outros). Pretende-se que os agrupamentos criem atividades de cariz internacional que possam ser aproveitadas ao máximo, muitas vezes através da experiência de alguém que já esteve no mesmo local, outras vezes com o apoio à interação com escuteiros locais ou até estabelecimento de uma parceria efetiva. - Ficha de confirmação até 1 mês antes da saída. Esta ficha contém os NIN s e nomes de todos os elementos que a secretaria internacional enviará para a mediadora de seguros a informar que se trata de uma atividade escutista. - Ficha de relatório até 3 meses depois da atividade. Todos estes formulários têm de ser enviados com conhecimento para a o Interlocutor Internacional da região (na ausência deste, deverá ser enviado para a Junta Regional e Junta de Núcleo). Agora o difícil vai ser não fazer uma Atividade Escutista Internacional.

5 Publicação da Secretaria Internacional do CNE Produzido em Dezembro 2012 e revisto em Agosto de Fotografias: Repositório WOSM

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