Consciências de Desempenho Empresarial

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2 Quando o Design Thinking surgiu como uma alternativa para Solucionar Problemas, apresentando um novo perfil de raciocínio, considerando as partes interessadas como eixo de referência, ousando em pensar como as coisas deveriam ser e desafiando nossa ZONA DE CONFORTO, sabia que estaríamos diante de uma grande onda de rupturas e descontinuidades. Alguns Modelos Mentais que utilizava já demandavam por substitutos mais efetivos e era só uma questão de tempo até promover uma mudança radical em nossos conceitos agora pensando como um DESIGNER. O primeiro Modelo Mental da fila era a Gestão do Desempenho Empresarial. Vinha reunindo algumas anotações sobre alguns fatores críticos a fim de que pudessem ser utilizadas em um possível processo de reengenharia de Design. Fiz uma verdadeira imersão no dia a dia de vários executivos (Conselheiros, Presidentes, Diretores e Gerentes) a fim de observar e entender seus interesses no exercício da Gestão Empresarial. Foi então que tudo começou. 2 Luiz Alberto Mendes Marques

3 Era fato que todos os executivos se preocupavam com os resultados operacionais representados pelos Lucros ou Valor gerado para as Partes Interessadas. Também era fato que eles não tinham todas as informações que precisavam para tomar decisões em relação ao desempenho do negócio. Havia certa falta de consciência sobre o contexto da decisão, em outras palavras, havia desconhecimento sobre o real desempenho do negócio. O uso intensivo da intuição era um motivo para justificar a falta de uma estrutura formal de informação. de Gestão de Desempenho Empresarial baseada nos elementos do Plano de Negócios. Comecei por Investigar os interesses da lista mais profundamente e tentei agrupa-los segundo alguns critérios pré-definidos. Simulei vários agrupamentos visando encontrar combinações mais adequadas aos requisitos dos executivos. Após vários LOOPs de refinamento identifiquei algumas palavras chave que deram origem ao nome de cada grupo de interesses. São elas: Atratividade, Competitividade, Capacidade, Produtividade, Vulnerabilidade e Alinhamento. Foi uma importante descoberta. Minha hipótese era de que se o nível de falta de consciência do desempenho permeasse por toda a Empresa, haveria um grande impacto negativo na Lucratividade da mesma. Tinha que pensar em uma solução para esse problema. Minha matéria prima era uma lista não organizada de interesses dos executivos, oriunda do processo de imersão citado anteriormente. A maioria absoluta da lista faz parte da estrutura de um Plano de Negócios. O desafio era elaborar o Design de uma nova filosofia 3 Luiz Alberto Mendes Marques

4 Cada grupo pode ser visto como uma Consciência de Desempenho com uma perspectiva distinta e bem definida, representada por elementos do Plano de Negócios. Ao conjunto de grupos resolvi dar o nome de Sistema de Consciências de Desempenho Empresarial. A hipótese é de que esse conjunto de grupos forje um Sistema Integrado de Consciências de Desempenho baseado no Plano de Negócios, que vise garantir a LUCRATIVIDADE SUSTENTÁVEL estabelecida para o negócio. O cenário poderia ser de uma reunião da com os executivos de Atratividade, Competitividade, Capacidade, Produtividade, Vulnerabilidade e Alinhamento. Imaginaram? Será que estamos mudando alguma coisa na nossa Zona de Conforto? Seria outra filosofia de Gestão de Desempenho? A seguir apresento o Design de cada Consciência de Desempenho Empresarial enfocando os elementos do Plano de Negócios demandados pela amostra de executivos observada. A adesão a esse sistema permitirá que os executivos possam ter visões completas, integradas e transversais à Cadeia de Valor, pois os elementos de interesse de cada Consciência estão distribuídos por várias atividades funcionais sob o comando de um gerente específico. Sendo assim, seria muito interessante a nomeação de um gestor para cada Consciência de Desempenho e para o Sistema de Consciências como um todo. 4 Luiz Alberto Mendes Marques

5 A missão de qualquer empresa ou instituição pública ou privada é oferecer produtos ou serviços que promovam o bem estar das pessoas. Para as empresas privadas com fins lucrativos existe também a missão de gerar valor para os acionistas. Esse valor pode ter várias formas e uma delas é o Lucro do Negócio. O Lucro do Negócio é forjado em função de uma série de escolhas que a Empresa precisa fazer. Uma delas é o Setor de atuação. Tal escolha é realizada com base em um conhecimento profundo do ambiente de negócios setorial a fim de que não haja incertezas quanto à existência de Oportunidades de Negócios latentes. Na certeza do potencial de lucratividade do Setor, a Empresa continua com suas escolhas agora com o objetivo de captar e gerar o valor intrínseco das Oportunidades de Negócios identificadas, o que é feito por meio das escolhas do Modelo de Negócio e do Modelo de Lucro do Negócio. 5 Luiz Alberto Mendes Marques

6 Tais escolhas devem permanecer sempre alinhadas e isso envolve o Design do Sistema de Consciência de Desempenho Empresarial. Todas as Consciências deverão convergir para a Lucratividade do Negócio. A seguir apresento os elementos do Plano de Negócios para rastreamento. Interesses dos executivos na Consciência de Lucratividade. Elemento do Plano de Negócio Responsabilidade Funcional Ambiente de Negócios Cenários e Tendências Planejamento Modelo de Negócios Dinâmica de Captação de Valor Planejamento Modelo de Lucros Dinâmica de Geração de Lucros Planejamento Consciências de Desempenho Empresarial Planejamento Informações contábeis gerenciais Contabilidade Processo de Tomada de Decisões 6 Luiz Alberto Mendes Marques

7 A Consciência de Atratividade diz respeito às possibilidades de geração contínua de lucros. Se por algum motivo for identificada uma tendência de queda irreversível na curva de geração de lucros, o deve promover uma revisão imediata em todos os fatores que influenciam a Atratividade do Negócio a fim de ter a Consciência do que está acontecendo realmente. Reparem que de início cada fator pode estar prejudicando a atratividade de negócio de uma maneira quase imperceptível, a ponto de não sugerir ações responsivas. Mas quando você somar o prejuízo de todos os fatores poderá ter uma grande surpresa. Portanto, o não deve se distrair, sempre que a atratividade do seu negócio for ameaçada por algum fator, não importando a dimensão dos efeitos colaterais, acione suas defesas se desejar permanecer no mercado. A seguir apresento os elementos do Plano de Negócios para rastreamento. 7 Luiz Alberto Mendes Marques

8 Interesses dos executivos na Consciência de Atratividade. Elemento do Plano de Negócios Responsabilidade Funcional Oportunidades de Negócios Poder de barganha do Cliente Poder de barganha do Fornecedor Novos entrantes Produtos Substitutos Rivalidade da concorrência Franquia do Cliente (Captação) Atratividade do Setor / Segmentos Cadeia de Valor Setorial Metas de Lucratividade Metas de Crescimento Capital Investimentos Orçamento Lucros Solidez PIB Corporativo Vendas Compras 8 Luiz Alberto Mendes Marques

9 A Consciência de Competitividade tem um grande impacto na Lucratividade do Negócio. É muito importante ter os Consumidores e Clientes como eixo de referência estratégico. É preciso ter a Consciência da Competitividade o tempo todo. Na verdade, estamos em uma guerra e quem parar vira um alvo fácil de ser acertado. É preciso realmente acompanhar o comportamento dos Consumidores, precisamos ser mais perspicazes na identificação de requisitos latentes. Devemos desenvolver Propostas de Valor singulares e de difícil imitação. Não basta ser o melhor, precisamos ser únicos se quisermos realmente captar o valor que o mercado oferece. Nossa Cadeia de Valor tem que ter um altíssimo desempenho e produzir Experiências de Consumo inesquecíveis. Temos que competir com Consciência de nossa capacidade e da capacidade da Concorrência, temos que seguir o Plano de Guerra (Plano de Negócios). É preciso ter a Consciência em relação ao o que, por que, quem, onde, quando e como vamos atacar, defender ou aguardar. O deve promover a reutilização de ativos intangíveis a fim de reduzir custos operacionais e reduzir prazos de produção. 9 Luiz Alberto Mendes Marques

10 A seguir apresento os elementos do Plano de Negócios para rastreamento. Interesses dos executivos na Consciência de Competitividade. Elemento do Plano de Negócio Mapa de Empatia Proposta de Valor da Empresa (produtos, serviços e facilidades) Propostas de Valor dos Concorrentes Proposta de Valor para os Colaboradores Cadeia de Valor da Empresa Cadeias de Valor da Concorrência Competências Corporativas essenciais Experiências de Clientes da Empresa Experiências de Clientes da Concorrência Experiência de Colaboradores da Empresa Experiência de Colaboradores da Concorrência Capacidade Corporativa Participação no Mercado Reutilização de Ativos Intangíveis Inteligência Competitiva Responsabilidade Funcional Todas 10 Luiz Alberto Mendes Marques

11 O pensamento em Design ou Design Thinking tem preconizado a importância das rupturas e descontinuidades. Todos nós concordamos, mas a verdade é que continuamos fazendo tudo da mesma maneira. E aí surge essa nova proposta de Consciência de Desempenho Empresarial que propõe uma percepção de desempenho e responsabilidades completamente diferentes, justificando a necessidade de implantarmos uma Consciência Sistêmica na empresa. Realmente é uma proposta que mexe com a nossa Zona de Conforto e nos provoca com a pergunta: por que não? A Consciência de Capacidade diz respeito a vários contextos que alinhados garantem a convergência dos esforços para a Lucratividade. A dimensão do impacto vai depender do desempenho da Cadeia ou Fluxo de Capacidades e de seus respectivos elementos. 11 Luiz Alberto Mendes Marques

12 A Capacidade Corporativa é igual à capacidade do seu maior gargalo. Portanto, se tivermos problemas com qualquer natureza de Capacidade, a redução da Capacidade da Empresa será imediata. A integração do desempenho de todas as capacidades é fundamental para o pleno exercício da Consciência de Capacidade. A seguir apresento os elementos do Plano de Negócios para rastreamento. Interesses dos executivos na Consciência de Capacidade. Capacidade Capacidade de Domínio do Negócio Capacidade de Inovação Elemento do Plano de Negócios Consciência, Inconsciência e Inteligência Corporativas. Geração de novos conceitos, Proposta de Valor e Cadeia de Valor Capacidade de Competição Liderança e Participação no Mercado Responsabilidade funcional Desenvolvimento de Produtos Capacidade de Oferta Segmentação e Proposta de Valor Capacidade de Produção Infraestrutura de Produção Produção Capacidade Tecnológica Capacidade de Relacionamento Capacidade de Conectividade Capacidade Financeira Capacidade de Gestão Tecnologias embarcadas em processos produtivos e automação Partes Interessadas e Experiências de Consumo Mídias, Redes e Sistemas de Informação Capital, Investimentos e Orçamentos Sistema de Consciências de Desempenho Empresarial Tecnologia da Informação Tecnologia da Informação 12 Luiz Alberto Mendes Marques

13 Todas as Consciências de Desempenho Empresarial possuem, dependendo do porte da Empresa, um Design bastante complexo em termos de Gestão em função do volume de elementos do Plano de Negócios e Modelos Mentais que precisam ser monitorados. O impacto da Consciência de Produtividade na Lucratividade do negócio diz respeito à perda de Clientes em função de uma possível insatisfação com as Experiências desenvolvidas junto aos Consumidores. Para garantir que isso não aconteça é preciso ter a plena Consciência Operacional de todos os fatores de produção envolvidos direta ou indiretamente no desenvolvimento das Experiências de Consumo. A seguir, apresentamos os elementos do Plano de Negócios para rastreamento. Tais elementos possuem uma relação de causa e efeito entre si e convergem para o mesmo objetivo (Experiência diferenciada) segundo os níveis de serviço negociados entre Provedores, Clientes e Fornecedores, externos e internos. 13 Luiz Alberto Mendes Marques

14 Interesses dos executivos na Consciência de Produtividade. Sabemos que poucas Empresas possuem o domínio Elemento do Plano de Negócios Infraestrutura de produção Macroprocessos e processos de produção (Cadeia de Valor) Níveis de Serviço Acordos de níveis de serviço Custos Operacionais Despesas Operacionais Tecnologias embarcadas nos processos de produção Know-how em processos e práticas de trabalho Competência dos Colaboradores Sistemas de Informação e Bancos de Dados Ativos intangíveis reutilizáveis Orçamento Operacional Consumo de Recursos Operacionais Apropriação de custos e despesas operacionais Indicadores de Desempenho Operacional Responsabilidade Funcional Produção Produção Produção Todas Tecnologia da Informação Produção Contabilidade Todas na gestão de tais fatores de produção e por isso correm o risco de prejudicar a Lucratividade. Tal fato também abala a Consciência Corporativa como um todo gerando um clima organizacional de incertezas e conflitos. Na verdade, isso fica bem claro por que estamos a- presentando um modelo diferente de escopos de gestão empresarial. Estamos falando de Gestão por Consciências de Desempenho, cuja missão é gerir os elementos do Plano de Negócios inerentes ao contexto funcional de cada Consciência visando convergir todos os esforços para a Lucratividade. Atualmente, esses elementos estão distribuídos em feudos funcionais e gerenciais distintos, promovendo a perda da sinergia de uma visão integrada com grande impacto na qualidade da Gestão da Produtividade e consequentemente da Lucratividade. Talvez seja a hora para mudanças. Custos da má qualidade Economias de escala Curva de experiência Todas Compras Todas 14 Luiz Alberto Mendes Marques

15 A Consciência de Vulnerabilidade tem um perfil bastante interessante em relação às outras Consciências do Sistema de Consciências de Desempenho Empresarial. Trata-se do enorme impacto causado na Lucratividade da Empresa pelos elementos do Plano de Negócios que a constituem. A execução dos processos produtivos em uma empresa sofre influências provenientes das Experiências desenvolvidas junto as Partes Interessadas. Por isso é muito importante à identificação dos PERIGOS passíveis de ocorrerem durante a execução dos processos podendo provocar perdas de várias naturezas. A Consciência de Vulnerabilidade a tais perigos faz com que tenhamos que identificar os riscos pertinentes e estabelecer as soluções que possam reduzir ou mesmo erradicar a vulnerabilidade no contexto do processo. A seguir, apresentamos os elementos do Plano de Negócios de maior impacto na Vulnerabilidade do Negócio. Cada elemento pode provocar perdas de grande representatividade na Lucratividade Sustentável. 15 Luiz Alberto Mendes Marques

16 Interesses de executivos na Consciência de Vulnerabilidade Elemento do Plano de Negócios Responsabilidade Funcional Macroprocessos e processos de produção Níveis de Serviço e Acordos de Ní- Mapeamento dos processos Negócio, Visão, Missão, Princípios, Valores, Políticas Objetos de Exposição, Perigos, Riscos, Respostas aos Riscos Normas, Leis, Regulamentos, Padrões, Modelos, Procedimentos de Controle de prevenção de perigos Orientações quanto ao comportamento em relações com as partes interessadas Fatores Críticos Domínio do Negócio Compliance Controles Internos 16 Luiz Alberto Mendes Marques

17 Toda empresa precisa ter a certeza de que seus Colaboradores estão tocando ou ouvindo a mesma música. Por esse motivo ela prepara uma série de referências para que possam guiar o comportamento de todas as partes interessadas no exercício da missão da Empresa. A Consciência de Alinhamento tem por propósito verificar se todos os elementos do Plano de Negócios sugeridos para rastreamento estão em conformidade com seus padrões e metas. A ideia é promover a Consciência de Alinhamento a fim de que todas as ações possam convergir para os seus reais objetivos de uma maneira eficaz e eficiente, sem a necessidade de desperdícios ou retrabalhos. Alinhar Objetivos, Processos, Pessoas, Recursos e Tecnologias às Referências Estratégicas da Empresa não é uma tarefa simples de executar e é de fundamental importância para a Lucratividade da Empresa. A seguir apresento os elementos do Plano de Negócios para rastreamento. 17 Luiz Alberto Mendes Marques

18 Interesses de executivos na Consciência de Alinhamento. Elemendo Plano de Negócios Elementos do Plano de Negócios Utilização do Orçamento Execução das Estratégias, Objetivos e Iniciativas Efetividade das Decisões e Suporte de Inteligência Projeções de metas financeiras Perspectivas de Desempenho Empresarial Negócio, Visão, Missão, Princípios, Valores, Políticas. Ondas de desdobramento dos elementos do Plano de Negócios Projetos Responsabilidade Funcional Powered by É muito fácil a Empresa se desviar do seu Plano de Negócios original em função das mudanças de cenário do Ambiente de Negócios. Quando isso acontece a Empresa pode correr vários riscos e comprometer seus resultados operacionais. O processo de alinhamento precisa ser contínuo e promover as ações pertinentes assim que possíveis desvios tenham sido identificados. 18 Luiz Alberto Mendes Marques

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