Operações Interagências na Faixa de Fronteira e Relações Internacionais

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1 Operações Interagências na Faixa de Fronteira e Relações Internacionais Cláudio Medeiros Leopoldino Coordenador-Geral Adjunto

2 Brasil: km de fronteiras terrestres 10 países vizinhos fronteiras plenamente consolidadas e reconhecidas. Faixa de fronteira: 150 quilômetros a partir da divisa. Compreende 27% do território nacional.

3 Ambiente de segurança regional na América do Sul Antecedentes históricos: América do Sul como "Zona sem Guerra". Redução das ameaças tradicionais de segurança, de cunho militar: transição para uma "Zona de Paz" Integração regional: incremento de fluxos migratórios e aproximação das comunidades transfronteiriças Subproduto indesejável da integração: crime organizado transnacional, tráfico de drogas, de armas e de pessoas, contrabando Diferenças nos papéis das Forças Armadas da região em Segurança e Defesa

4 Arquitetura Institucional de Segurança e Defesa na América do Sul UNASUL: raízes na distensão das relações Brasil-Argentina Reunião de Presidentes da América do Sul (2000). Estatuto da UNASUL adotado em Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS): 2008 Conselho Sul-Americano sobre o Problema Mundial das Drogas: 2009 Conselho-Sul-Americano sobre Segurança Cidadã, Justiça e Coordenação de Ações contra a Delinquência Organizada Transnacional: 2013

5 Cooperação Transfronteiriça Comissões Transfronteiriça Reuniões Regionais de Intercâmbio Militar (RRIM) Cooperação policial Rede de Vice-Consulados brasileiros em zonas fronteiriças

6 Operações Interagências na Faixa de Fronteira Origem: Plano Estratégico de Fronteiras (PEF): Decreto 7.496, de junho de 2011 finalidade: fortalecimento da prevenção, controle, fiscalização e repressão dos delitos transfronteiriços e dos delitos praticados na faixa de fronteira brasileira. diretrizes Coordenado pelos Ministérios da Justiça, Defesa e Fazenda, Supervisionado pela Vice-Presidência (VPR) Operações Ágata (a cargo do MD): foco de impacto e pontualidade Operações Sentinela (a cargo do MJ): foco na inteligência e permanência

7 Operações Ágata Histórico: sete edições desde 2011 Finalidades: fortalecer a presença do Estado nas regiões fronteiriças, diminuir a criminalidade nessas áreas, aumentar a coordenação militar e policial e promover o apoio social às populações locais. Combate ao narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

8 Operação Ágata 7 (8 de maio a 5 de junho de 2013) Órgãos participantes: 12 ministérios, 20 agências governamentais, e órgãos dos 11 Estados da Faixa de Fronteira cerca de 32 mil militares e quase funcionários de outros órgãos resultou em aproximadamente embarcações inspecionadas, pessoas e veículos revistados, 593 kg de cocaína e kg de maconha apreendidos, além da apreensão de armas, munições e materiais explosivos. cooperação com países fronteiriços: participação de representantes da Bolívia, Guiana Francesa, Paraguai, Uruguai, Venezuela, com observadores e com Oficiais de Ligação.

9 dimensões diplomáticas das operações em faixa de fronteira prestação de informações prévias convite para designação de observadores operações simultâneas e combinadas

10 Futuro: Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras Terrestres (SISFRON) ambiciona ser o maior sistema integrado de vigilância de fronteiras do mundo deverá tornar permanente o que hoje é episódico (operações Ágata e Sentinela) Orçado em 12 bilhões, mais de 70% a ser contratado internamente novas oportunidades de cooperação bilateral e regional abrirá possibilidades de exportação de produtos e serviços correlatos

11 Conclusões ambiente de segurança regional da América do Sul: Zona de Paz integração regional: gera mais benefícios que vulnerabilidades. operações em faixa de fronteira: previnem e combatem ilícitos transnacionais geram efeito demonstrativo geram oportunidades de cooperação Necessidade de coordenação com países vizinhos

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