Reforma da Previdência. Abril de 2017

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Reforma da Previdência. Abril de 2017"

Transcrição

1 Reforma da Previdência Abril de 2017

2 Necessidade da Reforma Forte crescimento da despesa previdenciária mesmo na fase do bônus demográfico que se encontra no final; Patamar de despesa elevado em relação ao que seria esperado do ponto de vista demográfico e redução do espaço fiscal para outros gastos e investimento (cerca de metade da despesa primária do governo federal é com previdência); Esperado forte aumento da despesa por conta do rápido e intenso envelhecimento populacional e regras inadequadas; Garantir a sustentabilidade fiscal a médio e longo prazo e evitar custo excessivo para as gerações futuras; Impactos Macroeconômicos da Reforma.

3 % PIB Evolução da Despesa RGPS/INSS em % PIB ,5 Despesa RGPS-INSS (2016 estimativa) em % do PIB 8,0 7,5 7,0 6,5 6,0 5,5 5,0 4,5 4, * Despesa RGPS % GDP 4,6 4,8 5,0 5,4 5,4 5,5 5,7 5,9 6,2 6,4 6,7 6,9 6,8 6,4 6,7 6,6 6,4 6,6 6,7 6,9 7,4 8,2 Fonte: Elaboração a partir de dados do fluxo de caixa RGPS e IBGE.

4 Gasto Previdenciário versus Participação de Pessoas com 60 anos ou mais na População Total OCDE e UE despesa pública com previdência: 9% e 11,3% do PIB Fonte: Elaboração a partir de dados do Banco Mundial; IBGE; ONU; SPP/MF. Ano de países das Américas, Europa, Ásia e Oceania.

5 Cerca de metade da despesa primária da União em 2016 foi com Previdência. Item da despesa Valor em R$ bilhões em 2016 % da despesa primária da União em 2016 % PIB (estimativa 2016) RGPS 507,9 40,9% 8,1% RPPS União 110,8 8,9% 1,8% BPC/LOAS 49,0 3,9% 0,8% total 667,6 53,7% 10,6% Fonte: tesouro nacional

6 Entes Arrecadação Despesa Superávit/Déficit (R$ Bilhões) % do PIB (R$ Bilhões) % do PIB (R$ Bilhões) % do PIB Municípios 53,2 0,8% 42,1 0,7% 11,1 0,2% Estados/DF 68,2 1,1% 157,8 2,5% -89,6-1,4% União - RPPS 33,6 0,5% 110,8 1,8% -77,2-1,2% União - RGPS 358,1 5,7% 507,9 8,1% -149,7-2,4% Fonte: MF e MPDG Total 513,2 8,2% 818,6 13,1% -305,4-4,9%

7 Projeções da População Brasileira (em milhões de pessoas) Ano 0 a 14 anos 15 a 64 anos 65 anos ou mais Idosos/Adultos (%) ,4 140,9 16,1 11,5% ,3 147,8 20,0 13,5% ,3 153,9 30,0 19,5% ,4 152,6 40,1 26,3% ,8 143,2 51,3 35,8% ,3 131,4 58,4 44,4% Variação % a ,3% -6,7% 262,7% 286,1% As projeções populacionais mostram que, em 2060, haverá menos pessoas com idade entre 15 a 64 anos que hoje (-6,7%, com respeito a 2015). Ao mesmo tempo, o número de idosos com 65 anos ou mais irá crescer 262,7%. Fonte: IBGE/ Projeção da População de

8 Relação entre PIA e População Idosa A quantidade de pessoas ativas por idoso se deteriora significativamente no tempo, passando de 11,5 (2000) para 2,3 (2060), outro forte indicativo da necessidade de repactuação das regras para acesso e manutenção de benefícios previdenciários. 14 Número de pessoas em idade ativa (15 a 64 anos) por idoso (65 anos ou mais) 12 11,5 10 9,3 8 7,4 6 5,1 4 3,8 2,8 2, ** 2030** 2040** 2050** 2060** Fonte: Censo Demográfico/ IBGE; Projeção da População de 2013/IBGE.** projeção 8

9 Pirâmides populacionais sobrepostas no Brasil 1980, 2010 e 2060 Faixa Etária Fonte: IBGE. Elaboração: SPP/MF. 9

10 Relação Contribuintes / Beneficiários 2,50 Estimativa da Relação entre Contribuintes / Beneficiários Brasil Relação caiu de 4,5, 3 e 2,5 em 1970,1980 e 1990 para cerca de 2 em 2015 no RGPS. Em 2014, a relação entre ativos/inativos nos RRPS era de 1,8 e 1,2 na União. 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 RGPS + RPPS RGPS STN/IPEA Fonte: Elaboração a partir dos microdados PNAD/IBGE e modelo de projeção STN/IPEA.

11 estimativa de alíquota de contribuição de equilíbrio em % sobre massa trabalho contribuintes Estimativa da Alíquota de Contribuição Previdenciária de Equilíbrio Brasil em % sobre a massa de renda de trabalho dos contribuintes 80,0 75,0 70,0 65,0 60,0 55,0 50,0 45,0 40,0 35,0 30, ANO Fonte: Elaboração a partir dos microdados da PNAD/IBGE e projeção demográfica do IBGE

12 Projeções da Despesa com Previdência em % do PIB Brasil 2020 a 2100 Projeção da OCDE e UE para 2060: 11,3% e 11,1% 30,0 25,0 20,0 20,0 19,3 22,4 23,7 24,4 24,7 15,0 10,0 5,0 0, ANO Projeção Demográfica IBGE RGPS+RPPS Projeção RGPS -MPS Projeção RGPS+BPC/LOAS IPEA/STN Projeção Demográfica ONU RGPS+RPPS Projeção RGPS IPEA/STN Fonte: Anexo PLDO de 2016 e elaboração própria a partir das projeções demográficas * RGPS + RPPS apenas aposentadorias e pensões

13 Título 1 PEC 287/2016

14 Principais Medidas propostas pela PEC 287/2016 Fim da aposentadoria por tempo de contribuição e estabelecimento de idade mínima no âmbito do RGPS; Convergência/harmonização das regras entre regimes (RGPS e RPPS), entre homens e mulheres e urbano e rural; Alteração da aposentadoria especial e fim do tratamento diferenciado para professores; Alteração na regra de cálculo dos benefícios; Alterações nas regras de cálculo e de acumulação para a pensão por morte; Instituição obrigatória da previdência complementar no RPPS e do teto do RGPS para novos servidores públicos; Lei de responsabilidade previdenciária; Respeitado direitos adquiridos e com regras de transição para 20 anos (pedágio de 50% sobre o tempo de contribuição que faltava na data de promulgação da reforma).

15 Título 1 Fim da aposentadoria por tempo de contribuição e idade mínima de 65 anos

16 % do total de ATC concedidas 2015 INSS Idade na Concessão de Aposentadorias por Tempo de Contribuição Brasil INSS/RGPS Uma em cada cinco mulheres que se aposentou por ATC/INSS em 2015 tinha menos de 50 anos, 2 em cada 3 menos de 55 anos e 96,6% não eram idosas. Cerca de metade das pessoas que se aposentaram por ATC em 2015 tinham menos de 55 anos. Idade média de 55 anos para homens e 53 anos para mulheres em ,0 Concessão de ATC Brasil 2015 INSS/RGPS faixa etária na aposentadoria 100,0 96,6 80,0 77,9 84,4 60,0 40,0 41,0 61,7 48,1 20,0 8,8 20,9 13,0 0,0 Homem Mulher Total até 49 anos até 54 anos até 59 anos Fonte: elaborado a partir dos dados do AEPS 2015 do ministério da fazenda.

17 % do total Os homens (50-59 anos) e mulheres (46-54 anos) precocemente aposentados tendem a estar concentrados nos décimos superiores da distribuição do rendimento familiar per capita (cerca de 60% e 82%, respectivamente, entre os 30% e 50% mais ricos) e, situação ainda mais contundente se considerados os aposentados precoces ocupados (80,7% e 92,6%, respectivamente, entre os 30% e 50% mais ricos). Distribuição dos aposentados precoces por décimo de renda familiar per capita - Brasil - PNAD/IBGE ,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0, Aposentados 0,3 2,8 4,3 5,3 5,7 11,6 10,5 15,3 19,4 24,9 Aposentados Ocupados 0,0 0,8 1,3 2,2 3,1 4,7 7,3 14,4 24,5 41,9 Aposentados Ocupados e Contribuintes 0 0,1 0,3 0,6 1,0 1,7 4,9 12,5 29,3 49,6 Fonte: Elaboração própria a partir dos microdados da PNAD/IBGE de 2015.

18 Gráfico Idade média de aposentadoria (idade e ATC) x Pib per capita por UF Brasil Fonte: Elaboração própria dos autores a partir microdados da concessão do INSS em Idade média no INSS em 2014 e PIB per capita em 2013 do IBGE.

19 Renda Média em R$ mensais Na faixa etária considerada como aposentadoria precoce, a renda média de trabalho dos ocupados aposentados é maior que a dos ocupados não aposentados. Neste caso, o pagamento da aposentadoria mais que triplica a desigualdade de renda que era observada no mercado de trabalho (medida pela diferença da renda média de todas as fontes) renda média do trabalho aposentados precoces ocupados renda média de todas as fontes ocupados mas não aposentados Fonte: Elaboração própria a partir dos microdados da PNAD/IBGE de Faixa etária de 46 a 54 anos para mulheres e 50 a 59 anos para homens. Renda média excluído renda zero e ignorada.

20 Estimativa feita pela PNAD/IBGE mostra que despesa com aposentadorias para pessoas com menos de 60 anos e ocupadas no mercado de trabalho tinha o mesmo patamar do programa Bolsa Família. Despesa com previdência por faixa etária dos beneficiários Despesa Pública com Previdência em % do PIB União Europeia em 2013 Despesa Pública com Previdência em % do PIB União Europeia projetada para 2060 Estimativa Despesa com Aposentadorias e Pensões no Brasil em 2015 pela PNAD/IBGE Até 54 anos 0,6% 0,4% 1,0% 55 a 59 anos 0,5% 0,2% 1,1% Total com menos de 60 anos 1,1% 0,6% 2,2% Fonte: Estimativa a partir da PNAD/IBGE de 2015 e Ageing report 2015

21 ATC permite: a) aposentadorias precoces para pessoas com plena capacidade laboral; b) mecanismo de substituição de renda vire complementação para trabalhadores com renda de trabalho elevada para os padrões do Brasil; c) tempo de contribuição não é risco social. Há idade mínima para os de menor rendimento no período de 2013 a 2015, 347 mil homens se aposentaram por idade urbana com 65 anos ou mais de idade; A Lei Orgânica da Previdência Social, de 1960, estabelecia como parâmetros da aposentadoria 35 e 30 anos de serviço e tinha uma idade mínima de 55 anos que foi posteriormente revogada em Também já estabelecia aposentadoria por velhice aos 65/60 anos com 5 anos de contribuição.; Em uma pesquisa com 177 países, apenas 13 têm aposentadoria por tempo de contribuição sem idade mínima em seus planos de benefícios, sendo que desses 13 vários exigem tempo de contribuição acima de 35 anos ou têm a inatividade como condicionalidade.

22 Expectativa de sobrevida aos 65 anos no Nordeste é de 17,5 anos, próxima da média nacional Expectativa de vida ao nascer Expectativa de sobrevida aos 65 anos Taxa de Mortalidade Infantil 83,5 81,9 82,5 84,1 84,1 83,0 75,7 72,2 73,1 77,5 77,8 75, ,3 17,6 16,7 10,4 9,4 14,4 0 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Fonte: IBGE

23 Do estoque de divida ativa de R$ 432,9 bilhões, apenas R$ 129 bilhões são de boa recuperabilidade (não paga 4 meses de benefícios INSS) Regimes de Título Previdência 1 de Servidores Públicos

24 Título 1 Tratamento Diferenciados na Previdência

25 distribuição em % do total de inscritos Necessidade de revisar tratamentos diferenciados na Previdência, com exemplo do MEI. O Micro Empreendedor Individual (MEI) tem elevado subsídio do ponto de vista previdenciário e uma péssima focalização: cerca de 2 em 3 inscritos no MEI estavam entre os 30% mais ricos da população e 8 em cada 10 entre os 50% mais ricos. 30,0 Distribuição % dos inscritos no MEI por décimo da renda familiar mensal per capita - Brasil ,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0, décimo da renda familiar mensal per capita Fonte: Elaboração a partir dos microdados do suplemento da PNAD/IBGE de 2014.

26 Cerca de 2 em cada 3 países não tem diferença de igualdade de aposentadoria entre homens e mulheres e 9 em cada 10 países não têm diferença de carência entre homem e mulher. Em 2040, apenas 2 países na União Europeia terão diferença de idade de aposentadoria (Bulgária e Romênia com diferença de 2 anos). Regiões/Continentes (não necessariamente completos) Quantidade - AI Aposentadoria por Idade: Igualdade Mesma Idade Homem e Mulher (%) Mesma Carência Homem e Mulher (%) África % % Américas % % Europa Ocidental % 20 91% Europa Oriental % 14 70% Ásia e Pacífico % 44 88% Total % % Fonte: AISS e SSA/EUA

27 Diferença na Duração Esperada pela expetativa de (sobre)vida Brasil em anos Diferença de expectativa de vida entre homens e mulheres aos 65 anos cresceu cerca de 40% entre 1940 e 2015 (de 2,2 para 3,1 anos) Sexo Duração Média Esperada ATC RGPS/INSS (55 anos homens e 53 mulheres) Duração Média Esperada Aposentadoria Idade Urbana RGPS/INSS (65 anos homens e 60 mulheres) Duração Média Esperada RPPS (60 anos homens e 55 anos mulheres) Duração Média Esperada 65 anos Homem 23,9 16,7 20,2 16,7 Mulher 29,7 23,8 28,0 19,8 diferença 5,8 anos 7,1 anos 7,8 anos 3,1 anos Fonte: elaboração a partir de dados do IBGE

28 Título 1 Regimes de Previdência de Servidores Públicos

29

30 Arranjo Institucional Totalmente Integrado Institucional e Benefícios há países em transição Países 1. Chile 2. República Tcheca ; 3. Estônia; 4. Grécia; 5. Hungria; 6. Israel; 7. Itália; 8. Japão; 9. Letônia; 10. Nova Zelândia; 11. Polônia; 12. Portugal; 13. República Eslovaca; 14. Eslovênia; 15. Espanha; 16. Suíça; 17. Turquia Fonte: OCDE Regime de previdência servidores públicos civis OCDE e Brasil Separado Institucionalmente mas com benefícios similares Finlândia Luxemburgo Holanda Suécia Integrado mas com benefícios adicionais Austrália Áustria Canadá Dinamarca Islândia Irlanda México Noruega Reino Unido Estados Unidos Inteiramente separado institucionalmente e nas regras de benefícios Bélgica França Alemanha Coréia Brasil

31 Reformas dos Regime de Previdência dos Servidores Públicos Civis OCDE Reforma Aumento da idade de aposentadoria 14 países Países Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Japão, Coréia, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido Restrição para aposentadoria antecipada 12 países Redução da generosidade dos benefícios ou aumento do tempo de contribuição 11 países Aumento das contribuições 13 países Integração / Alinhamento com regime geral 11 países Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, Finlândia, Alemanha, Itália, Coréia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido Áustria, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Islândia, Coréia, Noruega, Portugal, Espanha, Reino Unido Áustria, Canadá, Finlândia, França, Grécia, Israel, Itália, Japão, Coréia, Holanda, Portugal, Suécia, Reino Unido Áustria, Canadá, Grécia, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Turquia Fonte: OCDE

32

33 redução ou variação em % Imposição de teto do INSS para aposentadorias e pensões RPPS reduz despesa, melhora a equidade entre servidores públicos e trabalhadores do setor privado, melhora a distribuição de renda e estimula a poupança de pessoas com capacidade de poupança. 0,0-5,0-10,0 Impacto da adoção do teto INSS para aposentadorias e pensões - Brasil - PNAD/IBGE 2015 redução despesa com previdência em % -8,7 redução razão renda média de aposentadoria décimo aposentadoria mais alta/décimo aposentadoria mais baixa % -15,0-20,0-25,0-23,9-30,0 Fonte: Elaboração a partir dos microdados da PNAD/IBGE de 2015

34 Simulação do Efeito do Teto do RGPS/INSS nas aposentadorias Faixa de valor das aposentadorias Quantidade de Benefícios ou Beneficiários Participação em % no total de quantidade Massa de renda das aposentadorias em R$ Participação na massa de renda das aposentadorias em % do total Renda média de aposentadoria em R$ Até Salário Mínimo , ,6 787* Acima SM e ate teto , , Acima do teto , , Total , , Efeito do Teto sobre as aposentadorias / Simulação Faixa de valor das aposentadorias Quantidade de Benefícios ou Beneficiários Participação em % no total de quantidade Massa de renda das aposentadorias em R$ Participação na massa de renda das aposentadorias em % do total Renda média de aposentadoria em R$ Até Salário Mínimo , ,1 787* Acima SM e até teto , , Acima do teto , , ,75 Total , ,

35 Tabela Distribuição da Renda de Aposentadoria e Pensão Estimada pela PNAD/IBGE de 2015 e com aplicação do teto do RGPS/INSS para todas as aposentadorias e pensões Décimo da renda familiar mensal per capita Distribuição da renda de aposentadori as em % do total Distribuição da renda de aposentadori as com limite do teto do RGPS/INSS em % do total Distribuição da renda de pensão em % do total Distribuição da renda de pensão com limite do teto do RGPS/INSS em % do total 1 0,1 0,2 0,4 0,4 2 1,2 1,4 1,8 1,9 3 3,1 3,4 3,8 4,1 4 3,7 4,1 4,1 4,4 5 3,9 4,3 5,3 5,6 6 13,2 14,5 11,2 11,9 7 7,7 8,5 8,4 9,0 8 10,6 11,7 11,6 12,4 9 16,0 17,5 19,5 20, ,4 34,5 34,0 29,6

36 Título 1 Comparações Internacionais

37 Expectativa de Vida ao Nascer Taxa de Fertilidade (filhos por mulher) Expectativa de Vida ao Nascer e Fertilidade Mundo a 2100 (observado e projeções) A participação das pessoas com 60 anos ou mais na população mundial, deve crescer de 12,3%, em 2015, para cerca de 28,3% em 2100 (em termos absolutos, deverá passar de 901 milhões para 3,2 bilhões). 90,0 6,0 80,0 5,0 70,0 60,0 4,0 50,0 3,0 40,0 30,0 2,0 20,0 1,0 10,0 0, taxa de fertilidade (filhos por mulher) 5,0 4,9 5,0 4,9 4,5 3,9 3,6 3,4 3,0 2,7 2,6 2,6 2,5 2,5 2,4 2,4 2,3 2,3 2,3 2,2 2,2 2,2 2,2 2,1 2,1 2,1 2,1 2,0 2,0 2,0 EV ao Nascer Total 46,8 49,2 51,1 55,4 58,0 60,2 62,0 63,6 64,5 65,6 67,1 68,8 70,5 71,7 72,7 73,7 74,6 75,4 76,3 77,1 77,8 78,5 79,2 79,8 80,4 81,0 81,5 82,1 82,6 83,2 EV ao Nascer Homens 45,4 47,6 49,4 53,5 56,1 58,1 59,7 61,4 62,3 63,3 64,9 66,7 68,3 69,5 70,5 71,5 72,4 73,3 74,2 75,1 75,9 76,7 77,4 78,1 78,8 79,4 80,0 80,6 81,2 81,8 EV ao Nascer Mulheres 48,3 50,9 52,7 57,3 60,0 62,3 64,3 65,8 66,9 67,9 69,2 71,1 72,7 73,9 74,9 75,9 76,8 77,6 78,4 79,1 79,8 80,4 81,0 81,6 82,1 82,6 83,1 83,6 84,1 84,6 0,0 Fonte: elaborado a partir dos dados e projeções da ONU taxa de fertilidade (filhos por mulher) EV ao Nascer Total EV ao Nascer Homens EV ao Nascer Mulheres

38 População total, de 60 anos ou mais e 80 anos ou mais no mundo Ano Total em bilhões 60 anos ou + em bilhões 80 anos ou + em bilhões ,5 0,2 0, ,3 0,9 0, ,7 2,1 0, ,2 3,2 0,9 Taxa 0,8%a.a. 2,4%a.a. 3,6%a.a. Crescimento Médio Anual em %a.a Taxa Crescimento Médio Anual em %a.a ,5%a.a. 1,5%a.a. 2,4%a.a.

39 Descrição Sintética de Tendências Internacionais de Reformas da Previdência Como mostrado, o fato que o envelhecimento populacional é global tem gerado várias reformas previdenciárias pelo mundo; Todos os 34 países da OCDE realizaram alguma mudança na legislação previdenciária entre 2009 e a maioria dos países da OCDE terão uma idade de aposentadoria de pelo menos 67 anos até metade deste século, e alguns países vão além dessa idade, associando o aumento da idade com a evolução da expectativa de vida; Uma reforma muito comum foi o aumento da idade legal de aposentadoria. Estudo identificou 46 países que aumentaram, estão aumentando ou vão aumentar a idade legal de aposentadoria como por exemplo: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, Colômbia, Coréia do Sul, Croácia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Guatemala, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Turquia e Ucrânia; Eliminação ou diminuição da diferença de idade de aposentadoria entre homem e mulher - 17 países que estão gradualmente reduzindo ou eliminando as diferenças de idade entre homens e mulheres para fins de aposentadoria em função da maior expectativa de vida das mulheres. Áustria, Bulgária, Croácia, Grécia, Itália, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Turquia e Ucrânia. 31 dos 34 países da OCDE não têm diferença de idade ou já estão programados para eliminar a diferença de idade e apenas 2 na Europa; Mecanismos de ajustamento automático a demografia/expectativa de vida diminui risco no financiamento; incremento da expectativa de vida gera aumento da idade de aposentadoria (Portugal, Grécia e Dinamarca) ou diminuição do valor do benefício (Espanha, Itália, Suécia, Polônia e Noruega); em dos 34 países da OCDE tinham alguma forma de elo automático entre previdência/aposentadorias com a expectativa de vida na UE o número de países com esses mecanismos cresceu de 4, em 2001, para 19 dm 2015; Mudança de benefício definido para contribuição definida e/ou para contas nocionais - Suécia, Itália e Polônia adotaram contas nocionais; Mudanças nas regras de indexação dos benefícios; Busca de fortalecimento da previdência complementar: mecanismo da inscrição automática.

40 participação de 60 anos ou mais no total em % Participação de pessoas 60 anos ou mais na população total em % Europa demorou 50 anos para passar de 11% para 20% de idosos na população total. Brasil deve ter envelhecimento semelhante em cerca de 20 anos. 40,0 37,4 35,0 30,0 25,0 28,3 20,0 15,0 12,3 10,0 8,0 5,0 0 ANO Mundo Europa America Latina e Caribe Asia Africa America do Norte Oceania Fonte: Elaboração a partir de dados e projeções da ONU

41 Há convergência demográfica do Brasil em relação à Europa. 26,0 Expectativa de Vida aos 60 anos Brasil e Europa a estimativas e projeções ONU 24,0 22,0 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 Europa Brasil Fonte: Elaboração a partir de dados e projeções da ONU

42 Taxa de Reposição Agregada em % A taxa de reposição agregada média na União Europeia, em 2015, foi de 57%. 0,8 Taxa de Reposição Agregada em % ,7 69% 66% 66% 0,6 62% 62% 61% 61% 58% 57% 52% 50% 47% 47% 46% 45% 44% 43% 0,5 0,4 40% 38% 0,3 0,2 0,1 0 País/Região Fonte: Eurostat 1 A Taxa de Reposição Agregada é a mediana da renda bruta dos aposentados com idade dividida pela mediana da renda bruta de trabalho das pessoas com idade anos.

43 Título 1 Implicações Composição Orçamento e Efeitos da Reforma

44 Economia de R$ 689 bilhões entre 2018 e 2027

45

46 Economia de R$ 817 bilhões entre 2018 e 2027

47 Previdência e BPC já ocupam 54% do Orçamento % da despesa primária total 33% 54% 5% 8% RGPS e LOAS e Inativos Saúde (ASPS) Educação (MDE) Demais SEM a PEC nº 287, de 2016 COM a PEC nº 287, de 2016 % da despesa primária total Composição da Despesa Primária SEM a Reforma da Previdência RGPS e LOAS e Inativos 54% 55% 57% 59% 62% 65% 68% 71% 75% 78% 82% Saúde (ASPS) 8% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% Educação (MDE) 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% Demais 33% 31% 29% 27% 24% 21% 18% 15% 11% 8% 4% Composição da Despesa Primária COM a Reforma da Previdência RGPS e LOAS e Inativos 54% 55% 56% 57% 59% 60% 61% 63% 64% 65% 66% Saúde (ASPS) 8% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% 9% Educação (MDE) 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% Demais 33% 31% 30% 29% 27% 26% 25% 23% 22% 21% 20% Fonte: STN, SOF, MPDG

48 Reforma da Previdência = Redução das Despesas Financeiras 105 Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em % do PIB 98, ,3 85 COM Reforma da Previdência 85,0 75 SEM Reforma da Previdência 75,8 77,2 77, , * 2018* 2019* */ Projeções PLOA Fonte: MF, MPDG e BCB 48

49 Rogério Nagamine Costanzi Coordenador de Previdência / Seguridade Social do IPEA /

Reforma da Previdência: Análise da PEC Reforma da Previdência PEC 287/2016. Brasília, 21 de fevereiro de 2017

Reforma da Previdência: Análise da PEC Reforma da Previdência PEC 287/2016. Brasília, 21 de fevereiro de 2017 Reforma da Previdência: Análise da PEC Reforma da Previdência PEC 287/2016 Brasília, 21 de fevereiro de 2017 Necessidade da Reforma Forte crescimento da despesa previdenciária mesmo na fase do bônus demográfico

Leia mais

Reforma da Previdência: Análise da PEC Reforma da Previdência Análise da PEC 287/2016. Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2017

Reforma da Previdência: Análise da PEC Reforma da Previdência Análise da PEC 287/2016. Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2017 Reforma da Previdência: Análise da PEC Reforma da Previdência Análise da PEC 287/2016 Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2017 1 Título 1 Necessidade da Reforma Necessidade da Reforma Forte crescimento

Leia mais

Reforma da Previdência

Reforma da Previdência Reforma da Previdência Henrique Meirelles Ministro da Abril, 2017. Evolução do Gasto Primário do Governo Central 2 Gasto Primário do Governo Central (% PIB) 20% 19,3% 19,7% 18% 16% 14,8% 15,9% 16,8% 17,0%

Leia mais

Reformas nos Regimes de Previdência de Servidores Públicos Civis na OCDE e PEC 287 no Brasil

Reformas nos Regimes de Previdência de Servidores Públicos Civis na OCDE e PEC 287 no Brasil 21 Reformas nos Regimes de Previdência de Servidores Públicos Civis na OCDE e PEC 287 no Brasil Rogério Nagamine Costanzi (*) Há vários países onde existem regimes de previdência específicos para servidores

Leia mais

Uma visão geral do processo de reforma da previdência. Manoel Pires SPE/MF

Uma visão geral do processo de reforma da previdência. Manoel Pires SPE/MF Uma visão geral do processo de reforma da previdência Manoel Pires SPE/MF 1 Estrutura Temas em debate no Fórum da Previdência Impactos Econômicos do realinhamento da política previdenciária 2 Temas do

Leia mais

Uma visão geral do processo de reforma da previdência. Manoel Pires SPE/MF

Uma visão geral do processo de reforma da previdência. Manoel Pires SPE/MF Uma visão geral do processo de reforma da previdência Manoel Pires SPE/MF 1 Estrutura Temas em debate no Fórum da Previdência Impactos Econômicos do realinhamento da política previdenciária 2 Temas do

Leia mais

A Previdência Social ao redor do mundo

A Previdência Social ao redor do mundo A Previdência Social ao redor do mundo Pinheiro IBRE/FGV IE/UFRJ Brasília, 17 de abril de 2017 17 abr 2017 1960 1964 1968 1972 1976 1980 1984 1988 1992 1996 2000 2004 2008 2012 2016 2020 2024 2028 2032

Leia mais

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: POR QUE FAZER? EFEITOS DA DEMOGRAFIA EXIGEM AJUSTE DE REGRAS

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: POR QUE FAZER? EFEITOS DA DEMOGRAFIA EXIGEM AJUSTE DE REGRAS REFORMA DA PREVIDÊNCIA: POR QUE FAZER? EFEITOS DA DEMOGRAFIA EXIGEM AJUSTE DE REGRAS 29 de março 217 198 9+ 8 8 7 7 6 6 4 4 3 3 2 2 2.. 1.. 1.... 1.. 1.. 2.. + 6 anos Fonte: IBGE (Projeção da População,

Leia mais

Reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social. Brasília, 17 de Fevereiro de 2016

Reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social. Brasília, 17 de Fevereiro de 2016 Reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social Brasília, 17 de Fevereiro de 2016 1 A taxa de fecundidade caiu 57,7% entre 1980 e 2015, passando de 4,1

Leia mais

Análise Sintética das Reformas Previdenciárias no Mundo

Análise Sintética das Reformas Previdenciárias no Mundo 27 Análise Sintética das Reformas Previdenciárias no Mundo Rogério Nagamine Costanzi (*) O processo de envelhecimento populacional é um fenômeno global derivado da queda da fecundidade e aumento da expectativa

Leia mais

Estrutura Demográfica e Despesa com Previdência: Comparação do Brasil com o Cenário Internacional

Estrutura Demográfica e Despesa com Previdência: Comparação do Brasil com o Cenário Internacional temas de economia aplicada 11 Estrutura Demográfica e Despesa com Previdência: Comparação do Brasil com o Cenário Internacional Rogério Nagamine Costanzi (*) Trata-se de fato amplamente conhecido que existe

Leia mais

Previdência Social Reformar para Preservar

Previdência Social Reformar para Preservar Previdência Social Reformar para Preservar 15 de Fevereiro de 2017 Ministro Eliseu Padilha Ministro-chefe da da Presidência da República Déficit da Previdência e a necessidade da Reforma para não estrangular

Leia mais

Envelhecimento Populacional e seus impactos sobre Previdência: A necessidade de reforma

Envelhecimento Populacional e seus impactos sobre Previdência: A necessidade de reforma Envelhecimento Populacional e seus impactos sobre Previdência: A necessidade de reforma Paulo Tafner CÂMARA FEDERAL Brasília Novembro de 2016. Previdência Social Os fatos COMECEMOS POR UMA EXCELENTE NOTÍCIA

Leia mais

REFORMA DA PREVIDÊNCIA E SEUS BENEFÍCIOS SOCIOECONÔMICOS

REFORMA DA PREVIDÊNCIA E SEUS BENEFÍCIOS SOCIOECONÔMICOS REFORMA DA PREVIDÊNCIA E SEUS BENEFÍCIOS SOCIOECONÔMICOS Brasília, agosto de 2017 Estrutura da seguridade social no Brasil Constituição Federal 1988: A seguridade social inclui um conjunto integrado de

Leia mais

O Caráter Regressivo das Aposentadorias Precoces e os Impactos do Envelhecimento na Previdência Social no Brasil

O Caráter Regressivo das Aposentadorias Precoces e os Impactos do Envelhecimento na Previdência Social no Brasil 14 temas de economia aplicada O Caráter Regressivo das Aposentadorias Precoces e os Impactos do Envelhecimento na Previdência Social no Brasil Rogerio Nagamine Costanzi (*) 1 Introdução Como mostrado por

Leia mais

A Reforma da Previdência e a Economia Brasileira. Marcos de Barros Lisboa (INSPER) Paulo Tafner (IPEA)

A Reforma da Previdência e a Economia Brasileira. Marcos de Barros Lisboa (INSPER) Paulo Tafner (IPEA) A Reforma da Previdência e a Economia Brasileira Marcos de Barros Lisboa (INSPER) Paulo Tafner (IPEA) Demografia O Brasil está passando por uma rápida transição demográfica em comparação com a imensa maioria

Leia mais

Previdência Social no Brasil. Fundação Getulio Vargas

Previdência Social no Brasil. Fundação Getulio Vargas Previdência Social no Brasil Fundação Getulio Vargas Novembro 2013 1 1. Fatos estilizados 2. Um breve histórico 3. As recentes reformas da Previdência Social 4. Comparações Internacionais 5. Por que a

Leia mais

Tabelas Anexas Capítulo 1

Tabelas Anexas Capítulo 1 Tabelas Anexas Capítulo 1 Tabela anexa 1.1 População, segundo grandes regiões Brasil e Estado de São Paulo 1980-2007 1-3 Tabela anexa 1.2 Analfabetos e total de pessoas na população de 15 anos ou mais,

Leia mais

Medida Provisória nº 676. Brasília, setembro de

Medida Provisória nº 676. Brasília, setembro de Medida Provisória nº 676 Brasília, setembro de 2015 1 Medida Provisória nº 676/2015 A Medida Provisória nº 676/2015 altera a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os Planos de Benefícios

Leia mais

Previdência: premissas da reforma e análise sobre o impacto econômico

Previdência: premissas da reforma e análise sobre o impacto econômico Previdência: premissas da reforma e análise sobre o impacto econômico Arnaldo Lima Assessor Especial Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão Premissas: Reformar Hoje para Garantir o Amanhã

Leia mais

A previdência social no Brasil: Uma visão econômica

A previdência social no Brasil: Uma visão econômica A previdência social no Brasil: 1923 2009 Uma visão econômica Darcy Francisco Carvalho dos Santos darcy@darcyfrancisco.com.br 6 de Outubro de 2009. Auditório MERCOSUL FIERGS. Porto Alegre - RS Lançamento:

Leia mais

IPERGS RPPS - DESAFIOS PARA O FORTALECIMENTO E A SUSTENTABILIDADE - GRAMADO ABRIL 2016

IPERGS RPPS - DESAFIOS PARA O FORTALECIMENTO E A SUSTENTABILIDADE - GRAMADO ABRIL 2016 IPERGS RPPS - DESAFIOS PARA O FORTALECIMENTO E A SUSTENTABILIDADE - GRAMADO ABRIL 2016 SEGURIDADE E PREVIDÊNCIA SEGURIDADE SOCIAL Art. 194 da CF - A seguridade social compreende um conjunto integrado de

Leia mais

PEC 287/ REFORMA DA PREVIDÊNCIA SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - SINDCVM

PEC 287/ REFORMA DA PREVIDÊNCIA SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - SINDCVM PEC 287/2016 - REFORMA DA PREVIDÊNCIA SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - SINDCVM RIO DE JANEIRO - RJ - 27 DE ABRIL DE 2017 Previdência Social - Alguns Dados Elevação

Leia mais

O Envelhecimento Populacional da América Latina e dos Países da Organização Iberoamericana e os Desafios para as Políticas Públicas

O Envelhecimento Populacional da América Latina e dos Países da Organização Iberoamericana e os Desafios para as Políticas Públicas Brasil 20 O Envelhecimento Populacional da América Latina e dos Países da Organização Iberoamericana e os Desafios para as Políticas Públicas Texto Rogério Nagamine Costanzi, Julimar da Silva Bichara e

Leia mais

Desafios da Previdência. FGV Rio de Janeiro, Março 2016

Desafios da Previdência. FGV Rio de Janeiro, Março 2016 Desafios da Previdência FGV Rio de Janeiro, Março 2016 Evolução da Razão de Dependência de Idosos 2000-2060 IBGE 45 40 35 30 25 20 15 10 5 8 Despesa RGPS como % do PIB 1995-2015 7.5 7.4 7 6.5 6.4 6.7 6.9

Leia mais

PARA ENTENDER A Reforma da Previdência PARA ENTENDER A. Reforma da Previdência

PARA ENTENDER A Reforma da Previdência PARA ENTENDER A. Reforma da Previdência PARA ENTENDER A Reforma da Previdência A NOVA PREVIDÊNCIA Antes de mais nada, é preciso saber que: Nada muda para quem já se aposentou ou é pensionista. Nada muda para quem ainda não pediu a aposentadoria,

Leia mais

MB ASSOCIADOS. A agenda econômica internacional do Brasil. CINDES Rio de Janeiro 10 de junho de 2011

MB ASSOCIADOS. A agenda econômica internacional do Brasil. CINDES Rio de Janeiro 10 de junho de 2011 MB ASSOCIADOS A agenda econômica internacional do Brasil CINDES Rio de Janeiro 10 de junho de 2011 1 Cenário base 2011 2014 Crescimento mundial deverá ser da ordem de 4,0% a.a. Os países do G7 devem crescer

Leia mais

Golpe, Projeto Liberal e Reforma da Previdência

Golpe, Projeto Liberal e Reforma da Previdência Eduardo Fagnani 15/07/2016 Golpe, Projeto Liberal e Reforma da Previdência Eduardo Fagnani Instituto de Economia da UNICAMP 1 O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA: Oportunidade para radicalizar o projeto liberal

Leia mais

Relação entre Valor dos Benefícios Previdenciários e Massa Salarial e Idade Média de Aposentadoria dos Trabalhadores Urbanos por UF

Relação entre Valor dos Benefícios Previdenciários e Massa Salarial e Idade Média de Aposentadoria dos Trabalhadores Urbanos por UF 17 Relação entre Valor dos Benefícios Previdenciários e Massa Salarial e Idade Média de Aposentadoria dos Trabalhadores Urbanos por UF Rogério Nagamine Costanzi (*) Graziela Ansiliero (**) Um dos motivos

Leia mais

Previdência social no Brasil: fatos e propostas

Previdência social no Brasil: fatos e propostas Previdência social no Brasil: fatos e propostas Paulo Tafner São Paulo Junho de 2016. Previdência Social Os fatos Previdência Social Brasileira 2014-15 (% do PIB) Previdência Social Brasileira 2014-15

Leia mais

Audiência Pública na Câmara dos Deputados Objetivo: colher subsídios relativos à PEC 287/2016

Audiência Pública na Câmara dos Deputados Objetivo: colher subsídios relativos à PEC 287/2016 Audiência Pública na Câmara dos Deputados Objetivo: colher subsídios relativos à PEC 287/2016 Brasília, fevereiro de 2017 RESULTADO DO RGPS 2003 A 2016 Arrecadação Líquida, Despesa com Benefícios e Resultado

Leia mais

PEC 287/2016 Reformar Hoje para Garantir o Amanhã. Deputado Federal Vice-Líder do Governo na Câmara dos Deputados

PEC 287/2016 Reformar Hoje para Garantir o Amanhã. Deputado Federal Vice-Líder do Governo na Câmara dos Deputados PEC 287/2016 Reformar Hoje para Garantir o Amanhã Deputado Federal Vice-Líder do Governo na Câmara dos Deputados PREMISSAS DA REFORMA Garantir a sustentabilidade da Previdência Social, preparando-a para

Leia mais

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: A HORA É AGORA

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: A HORA É AGORA 1 REFORMA DA PREVIDÊNCIA: A HORA É AGORA Fabio Giambiagi Março 2017 Sumário 2 1. O contexto da reforma 2. Tendências demográficas 3. As questões chave 4. O equívoco das críticas 5. Os pontos sujeitos a

Leia mais

SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA MINISTÉRIO DA FAZENDA. Brasília, agosto de 2017

SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA MINISTÉRIO DA FAZENDA. Brasília, agosto de 2017 Brasília, agosto de 2017 Sumário 1. Dados Demográficos e a Previdência Social 2. Regime Geral de Previdência Social 3. Regimes Próprios de Previdência Social 1. DADOS DEMOGRÁFICOS E A PREVIDÊNCIA SOCIAL

Leia mais

Reformar Hoje para Garantir o Amanhã

Reformar Hoje para Garantir o Amanhã Reformar Hoje para Garantir o Amanhã Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287, de 2016 1 Premissas da Reforma Garantir a sustentabilidade da Previdência Social, preparando-a para a transição demográfica

Leia mais

A necessidade de uma Lei de Responsabilidade Educacional

A necessidade de uma Lei de Responsabilidade Educacional A necessidade de uma Lei de Responsabilidade Educacional 1 Um diagnóstico da educação pública no Brasil 2 Um diagnóstico da educação pública no Brasil Avanços inquestionáveis: 1. Ampliação da oferta de

Leia mais

JUROS E RISCO BRASIL

JUROS E RISCO BRASIL JUROS E RISCO BRASIL META DA TAXA SELIC FONTE: BANCO CENTRAL 13.75% 12.75% 11.25% 10.25% 8.75% 9.50% 10.25% 10.75% 11.25% 12.50% 11.00% 10.50% 9.75% 9.00% 8.50% 8.00% 7.25% 8.50% 9.00% 10.00% 10.50% 11.00%

Leia mais

JUROS E RISCO BRASIL

JUROS E RISCO BRASIL JUROS E RISCO BRASIL META DA TAXA SELIC FONTE: BANCO CENTRAL 11.75% 13.00% 13.75% 12.75% 11.25% 10.25% 8.75% 9.50% 10.25% 10.75% 11.25% 12.50% 11.00% 10.50% 9.75% 9.00% 8.50% 8.00% 7.25% 8.00% 8.50% 9.00%

Leia mais

Previdência Números, Simulação, Fatos e Custos. Fernando de Holanda Barbosa Filho Bruno Ottoni

Previdência Números, Simulação, Fatos e Custos. Fernando de Holanda Barbosa Filho Bruno Ottoni Previdência Números, Simulação, Fatos e Custos Fernando de Holanda Barbosa Filho Bruno Ottoni Introdução Mudanças etárias serão abruptas e tornarão a previdência insustentável. A população entre 15 e 64

Leia mais

META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,5%

META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,5% abr-08 ago-08 dez-08 abr-09 ago-09 dez-09 abr-10 ago-10 dez-10 abr-11 ago-11 dez-11 abr-12 ago-12 dez-12 abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15 ago-15 dez-15 META DA TAXA SELIC Cenário básico

Leia mais

META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00%

META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00% abr-08 ago-08 dez-08 abr-09 ago-09 dez-09 abr-10 ago-10 dez-10 abr-11 ago-11 dez-11 abr-12 ago-12 dez-12 abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15 ago-15 dez-15 abr-16 ago-16 dez-16 META DA TAXA

Leia mais

O CONTRIBUTO DO IVA PARA AS RECEITAS PÚBLICAS

O CONTRIBUTO DO IVA PARA AS RECEITAS PÚBLICAS CONFERÊNCIA COMEMORATIVA DOS 30 ANOS DO IVA EM PORTUGAL II Painel: O funcionamento do IVA: A experiência do funcionamento do imposto em Portugal O CONTRIBUTO DO IVA PARA AS RECEITAS PÚBLICAS Jorge Oliveira*

Leia mais

A Previdência Social e o Envelhecimento da População. Brasília, junho de 2015

A Previdência Social e o Envelhecimento da População. Brasília, junho de 2015 A Previdência Social e o Envelhecimento da População Brasília, junho de 2015 1 AS MUDANÇAS DEMOGRÁFICAS E SEUS IMPACTOS NA PREVIDÊNCIA SOCIAL 2 Três grandes fenômenos presentes atingem diretamente a Previdência

Leia mais

META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00%

META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00% abr-08 ago-08 dez-08 abr-09 ago-09 dez-09 abr-10 ago-10 dez-10 abr-11 ago-11 dez-11 abr-12 ago-12 dez-12 abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15 ago-15 dez-15 abr-16 ago-16 dez-16 META DA TAXA

Leia mais

Reformas dos sistemas de previdência: visão da OIT a partir da experiência internacional

Reformas dos sistemas de previdência: visão da OIT a partir da experiência internacional Reformas dos sistemas de previdência: visão da OIT a partir da experiência internacional Seminário Reforma da Previdência: desafios e ação sindical. São Paulo, Brasil, 7 e 8 de fevereiro de 2017 Fabio

Leia mais

PIB DO BRASIL (VARIAÇÃO ANUAL) FONTE: IBGE ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO

PIB DO BRASIL (VARIAÇÃO ANUAL) FONTE: IBGE ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO 1 PIB DO BRASIL (VARIAÇÃO ANUAL) 1984-2014 2 2 FONTE: IBGE ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO DESAFIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA: DEMOGRAFIA, MERCADO DE TRABALHO E AMBIENTE EXTERNO 3 3 O BAIXO DESEMPREGO NO

Leia mais

I Cenário Mundial. II Contexto Internacional e o Brasil. III Brasil: Situação Externa e Interna. Tendências. IV Paraná em Destaque V Brasil:

I Cenário Mundial. II Contexto Internacional e o Brasil. III Brasil: Situação Externa e Interna. Tendências. IV Paraná em Destaque V Brasil: I Cenário Mundial. II Contexto Internacional e o Brasil. III Brasil: Situação Externa e Interna. Tendências. IV Paraná em Destaque V Brasil: Projeções e Reflexões Fonte: FMI G7: EUA. Alemanha, Japão,

Leia mais

SUMÁRIO. Sistema Tributário Nacional como Instrumento de Desenvolvimento. SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL: PRINCÍPIOS e ESTRUTURA.

SUMÁRIO. Sistema Tributário Nacional como Instrumento de Desenvolvimento. SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL: PRINCÍPIOS e ESTRUTURA. Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Ceará (CRC-CE) SUMÁRIO Introdução Sistema Tributário Nacional como Instrumento de Desenvolvimento Marcelo Lettieri e-mail: marlettieri@gmail.com STN: princípios

Leia mais

Previdência Brasileira: cenários e perspectivas" Lindolfo Neto de Oliveira Sales Brasília, 23/03/2017

Previdência Brasileira: cenários e perspectivas Lindolfo Neto de Oliveira Sales Brasília, 23/03/2017 Previdência Brasileira: cenários e perspectivas" Lindolfo Neto de Oliveira Sales Brasília, 23/03/2017 % de Pobres 100,0% Percentual de Pobres* no Brasil, por Idade, com e sem Transferência Previdenciárias

Leia mais

Reforma da Previdência. Dezembro de 2016

Reforma da Previdência. Dezembro de 2016 Reforma da Previdência Dezembro de 2016 1 Razões para a Reforma Evolução populacional Hoje o Brasil é mais jovem que EUA e Europa; Mas projeções indicam que o país ficará mais envelhecido que os EUA e

Leia mais

META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,25%

META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,25% mar-08 jul-08 nov-08 mar-09 jul-09 nov-09 mar-10 jul-10 nov-10 mar-11 jul-11 nov-11 mar-12 jul-12 nov-12 mar-13 jul-13 nov-13 mar-14 jul-14 nov-14 mar-15 jul-15 nov-15 META DA TAXA SELIC Cenário básico

Leia mais

GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR

GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR GEM 2015 GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR Fevereiro/2016 Objetivo: Estudo da atividade empreendedora no âmbito mundial 60 países em 2015 (83% do PIB mundial) No ano anterior participaram 70 países Criação

Leia mais

Abordagem Estrutural do Mercado de Capitais

Abordagem Estrutural do Mercado de Capitais Abordagem Estrutural do Mercado de Capitais Cenário: tendência de queda da taxa de juros, declínio do ren6smo de renda fixa em relação ao de renda variável, ganho de importância do mercado de capitais.

Leia mais

COMPORTAMENTO DO RISCO BRASILEIRO

COMPORTAMENTO DO RISCO BRASILEIRO COMPORTAMENTO DO RISCO BRASILEIRO 11/09/12 11/10/12 11/11/12 11/12/12 11/01/13 11/02/13 11/03/13 11/04/13 11/05/13 11/06/13 11/07/13 11/08/13 11/09/13 11/10/13 11/11/13 11/12/13 11/01/14 11/02/14 11/03/14

Leia mais

Previdência Brasileira, sua. perspectiva internacional

Previdência Brasileira, sua. perspectiva internacional Previdência Brasileira, sua evolução em anos recentes e a perspectiva internacional Milko Matijascic milko@ipea.gov.br Seminário: A Reforma da Previdência Social 8 de julho de 2016 (COFECON, CORECON-DF

Leia mais

Estatística e Probabilidades

Estatística e Probabilidades Estatística e Probabilidades Nesse resumo vamos mostrar como a análise crítica de séries estatísticas podem contribuir para uma compreensão mais precisa da realidade. Todos os dias ouvimos falar sobre

Leia mais

A DEMOGRAFIA E AS LEIS FUNDAMENTAIS DA ECONOMIA NÃO RESPEITAM A CONSTITUIÇÃO NENHUMA CONSTITUIÇÃO

A DEMOGRAFIA E AS LEIS FUNDAMENTAIS DA ECONOMIA NÃO RESPEITAM A CONSTITUIÇÃO NENHUMA CONSTITUIÇÃO Envelhecimento Populacional e seus impactos sobre a Previdência e considerações sobre incentivos (regras) e seus impactos nos gastos, na poupança e na produtividade Paulo Tafner INTITUTO TEOTONIO VILLELA

Leia mais

BRASILEIRAS DE ARTEFATOS DE

BRASILEIRAS DE ARTEFATOS DE DADOS DAS IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE ARTEFATOS DE COURO MALAS Mercadoria: 42021100 - MALAS,MALETAS E PASTAS,DE COURO NATURAL/RECONST/ENVERN. 2005 2006 2007 País Kg US$ US$/Kg Part. Kg US$ US$/Kg Part.

Leia mais

Previdência Social no Brasil. Luis Henrique Paiva. FACE - UnB Brasília, 06 de abril de 2017

Previdência Social no Brasil. Luis Henrique Paiva. FACE - UnB Brasília, 06 de abril de 2017 Previdência Social no Brasil Luis Henrique Paiva FACE - UnB Brasília, 06 de abril de 2017 Porque reformar a previdência? Despesas 18 Despesas com aposentadorias e pensões (% do PIB) 16 14 12 10 8 6 4 2

Leia mais

PEC 241/2016 e o Novo Regime Fiscal do Brasil

PEC 241/2016 e o Novo Regime Fiscal do Brasil PEC 241/2016 e o Novo Regime Fiscal do Brasil Henrique Meirelles Ministro da agosto de 2016 2 O Novo Regime Fiscal Expansão dos gastos da União nos próximos 20 anos não pode ser superior à inflação Limite

Leia mais

Nova Regra para o Reajuste do Salário Mínimo

Nova Regra para o Reajuste do Salário Mínimo Nova Regra para o Reajuste do Salário Mínimo Nelson Barbosa e Manoel Pires Apresentação no seminário: Política de Salário Mínimo para 2015-18 Avaliações de Impacto Econômico e Social Rio de Janeiro, IBRE/FGV,

Leia mais

CENÁRIO MACROECONÔMICO

CENÁRIO MACROECONÔMICO CENÁRIO MACROECONÔMICO SEGUE PAUTADO PELAS MUDANÇAS NO CENÁRIO GLOBAL, AFETANDO DIRETAMENTE O CÂMBIO, E PELO CRESCIMENTO MAIS MODERADO DA ECONOMIA DOMÉSTICA Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Leia mais

PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS DO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RGPS) Análises Complementares BRASÍLIA, OUTUBRO DE 2014

PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS DO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RGPS) Análises Complementares BRASÍLIA, OUTUBRO DE 2014 PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS DO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RGPS) Análises Complementares BRASÍLIA, OUTUBRO DE 2014 1 PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS DO INSS POR SEXO E IDADE 2 Em dezembro de 2013, eram

Leia mais

Tratados de Roma. Comunidade Económica: União Aduaneira - Politica Comercial Externa 6 Estados Membros

Tratados de Roma. Comunidade Económica: União Aduaneira - Politica Comercial Externa 6 Estados Membros Tratados de Roma Comunidade Económica: União Aduaneira - Politica Comercial Externa 6 Estados Membros Aprofundamento e Alargamentos sucessivos: Quatro liberdades: bens, serviços, capitais e pessoas (reconhecimento

Leia mais

ORGANISMOS MULTILATERAIS TRATADO DE NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR SISTEMA BRETTON WOODS

ORGANISMOS MULTILATERAIS TRATADO DE NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR SISTEMA BRETTON WOODS ORGANISMOS MULTILATERAIS TRATADO DE NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR SISTEMA BRETTON WOODS - Atuação segundo orientações estratégicas - Adotar normas comuns de comportamento político, social, etc. Planejar e concretizar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA TEMA 4: FONTES DE ENERGIA E MEIO AMBIENTE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA TEMA 4: FONTES DE ENERGIA E MEIO AMBIENTE UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA TEMA 4: FONTES DE ENERGIA E MEIO AMBIENTE Alunas: Erika Martins dos Reis 1 Alessandra B. R. de Azevedo Disciplina: Química do Meio Ambiente

Leia mais

Madeira: Soluções Globais para Investimentos de Sucesso

Madeira: Soluções Globais para Investimentos de Sucesso Madeira: Soluções Globais para Investimentos de Sucesso Tratados de Dupla Tributação Documento disponível em: www.ibc-madeira.com Convenções Celebradas por Portugal para Evitar a Dupla Tributação Europa

Leia mais

Coordenação Geral Kennya Beatriz Siqueira Alziro Vasconcelos Carneiro

Coordenação Geral Kennya Beatriz Siqueira Alziro Vasconcelos Carneiro Coordenação Geral Kennya Beatriz Siqueira Alziro Vasconcelos Carneiro Equipe Técnica Kennya Beatriz Siqueira - Pesquisadora Embrapa Gado de Leite Alziro Vasconcelos Carneiro - Analista Embrapa Gado de

Leia mais

O Imposto de Renda das Pessoas Físicas

O Imposto de Renda das Pessoas Físicas 2º Seminário de Política Tributária O Imposto de Renda das Pessoas Físicas Palestrante Jefferson José Rodrigues Secretaria da Brasília Junho 2005 Quem paga? Como paga? Progressividade Número de faixas

Leia mais

Previdência no Brasil: desajustes, poupança, produtividade e reforma. Paulo Tafner

Previdência no Brasil: desajustes, poupança, produtividade e reforma. Paulo Tafner Previdência no Brasil: desajustes, poupança, produtividade e reforma Paulo Tafner CINDES 2017 Vitória, Setembro de 2017 Previdência Social: Fatos Trajetória do envelhecimento e dos gastos previdenciários

Leia mais

As mudanças na PREVIDÊNCIA SOCIAL. Vilson Antonio Romero

As mudanças na PREVIDÊNCIA SOCIAL. Vilson Antonio Romero As mudanças na PREVIDÊNCIA SOCIAL Vilson Antonio Romero PROPOSTAS DE MUDANÇAS PREVIDÊNCIA SOCIAL - PEC 287/2016 - CARTILHA OFICIAL De onde vêm os recursos da Previdência Social? (1) As fontes de recursos

Leia mais

PIB DO BRASIL (VARIAÇÃO ANUAL) FONTE: IBGE ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO

PIB DO BRASIL (VARIAÇÃO ANUAL) FONTE: IBGE ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO 1 PIB DO BRASIL (VARIAÇÃO ANUAL) 1984-2014 2 2 FONTE: IBGE ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO DESAFIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA: DEMOGRAFIA, MERCADO DE TRABALHO E AMBIENTE EXTERNO 3 3 O BAIXO DESEMPREGO NO

Leia mais

2.1 Descrição. Objetivos:

2.1 Descrição. Objetivos: Item a) Relações com a Europa. Comércio e investimentos. Extensão máxima. Quatro laudas. Introdução: A liderança econômica global da Europa é notável: são europeias cinco das 10 maiores economias do mundo;

Leia mais

Tabela prática das convenções para evitar a dupla tributação celebradas por Portugal. Troca dos instrumentos de ratificação / entrada em vigor

Tabela prática das convenções para evitar a dupla tributação celebradas por Portugal. Troca dos instrumentos de ratificação / entrada em vigor Países (ordem alfabética) Diploma legal Troca dos instrumentos de ratificação / entrada em vigor Redução de taxas Dividendos Juros Royalties Art. º Taxa Art. º Taxa Art. º Taxa ÁFRICA DO SUL n.º 53/08

Leia mais

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: O QUE SE PODE NEGOCIAR?

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: O QUE SE PODE NEGOCIAR? 1 REFORMA DA PREVIDÊNCIA: O QUE SE PODE NEGOCIAR? Fabio Giambiagi Fundação Getúlio Vargas/RJ 20 fevereiro 2017 Sumário 2 1. O sentido geral da reforma 2. A vedação da acumulação 3. A regra da pensão 4.

Leia mais

mensário estatístico - exportação Janeiro 2011 CAFÉ EM GRÃOS

mensário estatístico - exportação Janeiro 2011 CAFÉ EM GRÃOS mensário estatístico - CAFÉ EM GRÃOS CONDIÇÕES Este relatório foi preparado pela Linus Galena Consultoria Econômica exclusivamente para uso de seus clientes e não poderá ser circulado, reproduzido, distribuído

Leia mais

Organizar a Escola para 12 anos de escolaridade obrigatória JOAQUIM AZEVEDO

Organizar a Escola para 12 anos de escolaridade obrigatória JOAQUIM AZEVEDO Organizar a Escola para 12 anos de escolaridade obrigatória JOAQUIM AZEVEDO 3º Ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração e Organização escolar UCP - 27 de fevereiro de 2013 Escolaridade de

Leia mais

AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL

AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL Critérios para a Classificação dos Condados Norte-Americanos segundo o Rural-Urban Continuum Code Condados Metropolitanos 0 1 2 3 Condados centrais de áreas metropolitanas

Leia mais

A INDÚSTRIA GLOBAL DOS FUNDOS DE PENSÃO. Marc Saluzzi

A INDÚSTRIA GLOBAL DOS FUNDOS DE PENSÃO. Marc Saluzzi A INDÚSTRIA GLOBAL DOS FUNDOS DE PENSÃO Marc Saluzzi AGENDA Alocação de ativos de fundos de pensão Os investimentos estrangeiros e sua lógica Como investir no exterior A ALOCAÇÃO DE ATIVOS DE FUNDOS DE

Leia mais

A Evolução da Aposentadoria por Invalidez

A Evolução da Aposentadoria por Invalidez 12 temas de economia aplicada A Evolução da Aposentadoria por Invalidez Rogério Nagamine Costanzi (*) O Brasil é um país marcado por ter um elevado nível de despesa previdenciária para o seu perfil demográfico:

Leia mais

Título do Artigo: Efeitos do Envelhecimento Populacional sobre o Sistema de Proteção Social e o Mercado de trabalho

Título do Artigo: Efeitos do Envelhecimento Populacional sobre o Sistema de Proteção Social e o Mercado de trabalho Título do Artigo: Efeitos do Envelhecimento Populacional sobre o Sistema de Proteção Social e o Mercado de trabalho Autor: Rogério Nagamine Costanzi mestre em economia IPE-USP e mestre em Direção e Gestão

Leia mais

Aspectos relacionados ao RPPS

Aspectos relacionados ao RPPS Aspectos relacionados ao RPPS COMISSÃO ESPECIAL PEC 287/17 REFORMA DA PREVIDÊNCIA Brasília 16/02/2017 Fonte: SPS/MPS Anuário Estatístico 2015 Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira RPPS no

Leia mais

Envelhecimento populacional, previdência, desafogo fiscal, poupança, investimento e os desafios da produtividade e do crescimento

Envelhecimento populacional, previdência, desafogo fiscal, poupança, investimento e os desafios da produtividade e do crescimento Envelhecimento populacional, previdência, desafogo fiscal, poupança, investimento e os desafios da produtividade e do crescimento Paulo Tafner I n st itut o T eot ônio Villela I T V Br a sília N ov embro

Leia mais

Carta IEDI nº 809 Indústria Mundial: O Brasil na contramão dos emergentes

Carta IEDI nº 809 Indústria Mundial: O Brasil na contramão dos emergentes Carta IEDI nº 809 Indústria Mundial: O Brasil na contramão dos emergentes ANEXO ESTATÍSTICO Crescimento anual do VTI e VTI per capita, 2005-2015, (em %, em U$ constante 2010). VTI total VTI per capita

Leia mais

Perspectivas para 2012

Perspectivas para 2012 Abiplast Perspectivas para 2012 Antonio Delfim Netto 2 de Dezembro de 2011 São Paulo, SP 1 I.Mundo: Década de 80 e 2010 (% do PIB) 30% 23% 31% 24% 37% 22% 3,7% 3,3% 8% 7% 4,2% 4,0% 1,5% 1,2% Fonte: FMI,

Leia mais

DADOS SOBRE PENSÃO POR MORTE

DADOS SOBRE PENSÃO POR MORTE DADOS SOBRE PENSÃO POR MORTE ESTABELECIMENTO DE CARÊNCIA -Anão exigência de carência permite que seja concedida pensão vitalícia com apenas uma contribuição, inclusive benefício no teto do RGPS com apenas

Leia mais

IGF: ENTRE JUSTIÇA E EFICIÊNCIA. CHARLES WILLIAM McNAUGHTON

IGF: ENTRE JUSTIÇA E EFICIÊNCIA. CHARLES WILLIAM McNAUGHTON IGF: ENTRE JUSTIÇA E EFICIÊNCIA CHARLES WILLIAM McNAUGHTON IGF E PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS PRINCÍPIO DA ISONOMIA X PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA IGUALDADE Justiça Social Art. 3º Constituem objetivos fundamentais

Leia mais

Geopolítica do Desenvolvimento e. suas Transformações

Geopolítica do Desenvolvimento e. suas Transformações Tecnologias da Informação e Comunicação e Acção Política Geopolítica do Desenvolvimento e suas Transformações É imperativo, antes de mais, explicar no que consiste a geopolítica enquanto disciplina. A

Leia mais

Recursos Energéticos e Meio Ambiente (REMA) Engenharia Ambiental 1º semestre/2017

Recursos Energéticos e Meio Ambiente (REMA) Engenharia Ambiental 1º semestre/2017 Recursos Energéticos e Meio Ambiente (REMA) Engenharia Ambiental 1º semestre/2017 ENERGIA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS Capítulo 6 HINRICHS, R.A. e KLEINBACH, M. Energia e Meio Ambiente. 4ª. Ed. São Paulo:

Leia mais

Algumas considerações sobre o sistema previdenciário brasileiro e reforma

Algumas considerações sobre o sistema previdenciário brasileiro e reforma Algumas considerações sobre o sistema previdenciário brasileiro e reforma Paulo Tafner Seminário Reforma da Previdência Centro Cultural da FGV Rio de Janeiro Fevereiro de 2017. A DEMOGRAFIA E AS LEIS FUNDAMENTAIS

Leia mais

working paper número136 fevereiro, 2016 ISSN x

working paper número136 fevereiro, 2016 ISSN x WORKING PAPER working paper número136 fevereiro, 2016 ISSN 1812-108x Tributação e distribuição da renda no Brasil: novas evidências a partir das declarações tributárias das pessoas físicas Sérgio Wulff

Leia mais

Idade média das mulheres ao nascimento dos filhos e envelhecimento da população feminina em idade fértil,

Idade média das mulheres ao nascimento dos filhos e envelhecimento da população feminina em idade fértil, «Idade média das mulheres ao nascimento dos filhos e envelhecimento da população feminina em idade fértil, Departamento de Estatísticas Demográficas e Sociais Serviço de Estatísticas Demográficas 07/10/2016

Leia mais

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES 2016 SUMÁRIO Pág. 1 - ANÁLISE 3 2 - CAPÍTULO 41 COMPLETO 4 3 - DESTINOS 5 4 - COURO BOVINO POR TIPO 6 5 - DISTRIBUIÇÃO POR ESTADO 7 1 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

Leia mais

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES NOVEMBRO 2017 SUMÁRIO PÁG. 1 ANÁLISE 3 2 CAPÍTULO 41 COMPLETO 4 3 DESTINOS.. 5 4 COURO BOVINO POR TIPO 6 5 DISTRIBUIÇÃO POR ESTADO 7 1 - ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES

Leia mais

Em Portugal o PIB per capita expresso em Paridades de Poder de Compra foi 76% da média da União Europeia em 2007.

Em Portugal o PIB per capita expresso em Paridades de Poder de Compra foi 76% da média da União Europeia em 2007. 1111 DDEE DDEEZZEEMMBBRROO DDEE 22000088 Paridades de Poder de Compra 2007 Em Portugal o PIB per capita expresso em Paridades de Poder de Compra foi 76% da média da União Europeia em 2007. Com base em

Leia mais

artigo 28 vol.7 nº3 maio/jun 2008

artigo 28 vol.7 nº3 maio/jun 2008 artigo 8 vol. nº maio/jun 008 Bolsa família O Brasil é o país com o menor índice de educação comparativamente ao de outros 9 países. A experiência deles mostra que, se quisermos acompanhar o ritmo, vamos

Leia mais

Características Gerais

Características Gerais Características Gerais Bloco mais antigo; Está no mais adiantado estágio de integração; Estágios de Integração Objetivos Zona de Livre Comércio União Aduaneira Mercado Comum União Monetária União Política

Leia mais

A FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS

A FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS A FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS PROF. DE GEOGRAFIA: BIANCA 1º TRIM - GEOGRAFIA 2016 INTRODUÇÃO Para a formação dos blocos econômicos, os países firmam acordos comerciais, estabelecendo medidas que visam

Leia mais

Em Portugal o Produto Interno Bruto per capita expresso em Paridades de Poder de Compra manteve-se em 76% da média da União Europeia em 2008.

Em Portugal o Produto Interno Bruto per capita expresso em Paridades de Poder de Compra manteve-se em 76% da média da União Europeia em 2008. Paridades de Poder de Compra 2008 15 de Dezembro de 2009 Em Portugal o Produto Interno Bruto per capita expresso em Paridades de Poder de Compra manteve-se em 76% da média da União Europeia em 2008. Com

Leia mais

Ação Cultural Externa Relatório Anual 2014 Indicadores. 2. Número de iniciativas apoiadas por áreas geográficas

Ação Cultural Externa Relatório Anual 2014 Indicadores. 2. Número de iniciativas apoiadas por áreas geográficas Ação Cultural Externa Relatório Anual 2014 Indicadores 1. Iniciativas apoiadas pelo Camões, IP a) número (total): 1071 2. Número de iniciativas apoiadas por áreas geográficas Áreas Geográficas Nº Iniciativas

Leia mais