Consciência coletiva segundo Émile Durkheim. Sociologia da Comunicação FLUL, Docente: Rita Marquilhas

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Consciência coletiva segundo Émile Durkheim. Sociologia da Comunicação FLUL, Docente: Rita Marquilhas"

Transcrição

1 Consciência coletiva segundo Émile Durkheim Sociologia da Comunicação FLUL, Docente: Rita Marquilhas

2 Bibliografia Durkheim, Émile De la division du travail social (capítulo sobre solidariedade mecânica e solidariedade orgânica). Reedição disponível em Paris: PUF, Tradução inglesa disponível nas páginas 25 a 28 de Giddens, Anthony (ed.) SSociology: Introductory Readings. Londres: Polity.

3 Consciência Coletiva para Durkheim Conjunto de crenças e sentimentos comuns às pessoas vulgares de uma sociedade (sistema com vida própria) Está na sociedade de forma difusa, mas tem caraterísticas que a tornam uma realidade distinta. A situação particular de cada indivíduo passa e a consciência coletiva fica, ligando as sucessivas gerações. São duas consciências diferentes, a coletiva e a individual, mas ambas se realizam no indivíduo.

4 Consciência Coletiva vs Consciência Social para Durhheim A coletiva é uma parte limitada da consciência social, sendo esta última a vida psicológica da sociedade). A vida psicológica da sociedade inclui todos os sistemas de representação e de ação social, como as funções específicas da justiça, do governo, da ciência ou da indústria, mas essas funções estão fora da consciência coletiva.

5 Coesão Social para Durkheim Conformidade da consciência individual com a consciência coletiva. Cada membro é atraído para os outros membros do grupo por se parecer com eles, estando todos ligados às mesmas condições de existência. Os concidadãos, por exemplo, gostam uns dos outros, preferem-se em relação aos estrangeiros, amam todos eles, de certa forma, o seu país. Querem para ele o que quereriam para si (longa vida, prosperidade, etc.). A sociedade também exige que os seus membros exibam uma certa semelhança, condição para a sua coesão.

6 Consciência Individual vs Consciência Coletiva para Durkheim Temos, os indivíduos, duas consciências: Individual: abrange os estados psicológicos pessoais; representa e constitui a nossa personalidade individual. Coletiva: Abrange os estados psicológicos que são comuns ao conjunto da sociedade; representa o tipo coletivo, a sociedade sem a qual não existiria. Quando o nosso comportamento é dominado pela consciência coletiva, agimos com os olhos postos no interesse do grupo, não no nosso.

7 Solidariedade para Durkheim As duas consciências têm a mesma base orgânica a mente do indivíduo e estão solidamente ligadas constituindo uma só entidade. Como há semelhanças entre essas entidades, os indivíduos ligam-se desta forma à sociedade, vendo as suas ações particulares ser organizadas, mediante tal ligação, a motivos coletivos.

8 Dois tipos de solidariedade Um tipo que liga o indivíduo diretamente à sociedade, sem intermediários. Esta é uma sociedade de tipo coletivo. Outro tipo em que o indivíduo depende da sociedade por depender de partes que a constituem. Esta é uma sociedade que corresponde a um sistema com funções especiais, diferentes, unidas por relações específicas. Os dois tipos constituem, no entanto uma só realidade.

9 Solidariedade Mecânica para Durkheim (I) O que constitui a personalidade é distinto do que constitui as dos outros. A solidariedade com a sociedade de tipo coletivo só pode aumentar na medida inversa da nossa personalidade. Atinge o seu máximo quando envolve tanto a nossa consciência coletiva como a nossa consciência individual, fazendo com que ambas coincidam. A nossa individualidade, então, equivale a zero.

10 Solidariedade Mecânica (II) As moléculas sociais que só se podem tornar coesas desta forma não podem mover-se por ímpeto próprio, tal como acontece com os corpos inorgânicos. Daí Durkheim chamar a esta solidariedade uma solidariedade mecânica (por analogia com os elementos da matéria inerte e por oposição aos elementos dos organismos vivos).

11 Solidariedade Mecânica (III) Nesta solidariedade, a ligação do indivíduo à sociedade assemelha-se à ligação das coisas com as pessoas. A consciência individual, nesta perspetiva, é só uma dependência do tipo coletivo; segue a sociedade tal como um objeto possuído segue o indivíduo possuidor para onde ele vá. Numa sociedade com esta solidariedade muito desenvolvida, os direitos sociais não se distinguem dos direitos reais.

12 Solidariedade Orgânica para Durkheim Numa sociedade onde se desenvolva a divisão do trabalho, já se cria um outro tipo de solidariedade (com a sociedade de funções específicas). Isto acontece quando o indivíduo tem uma esfera de ação peculiarmente sua, uma personalidade em si. Aqui a consciência coletiva deixa a descoberto uma parte da consciência individual, criando-se espaço para funções que a consciência coletiva não pode regular.

13 Solidariedae Orgânica (II) Quanto mais extensa for a área deixada livre pela consciência coletiva na mente individual, maior será a coesão resultante deste segundo tipo de solidariedade. À medida em que há divisão do trabalho, cada um de nós vai depender mais intimamente da sociedade MAS... ao mesmo tempo, fica mais espaço livre para as iniciativas individuais. A individualidade do conjunto vai crescer ao mesmo tempo que cresce cada uma das partes.

14 Solidariedade Orgânica (III) A sociedade torna-se mais eficiente com este movimento concertado, mas também cada elemento passa a ter mais movimentos peculiarmente seus. Há semelhança com o que se passa nos organismos vivos: cada órgão tem a sua autonomia e quanto maior for a coesão do organismo, mais marcada é a individualização de cada parte. Daí Durkheim ter chamado a este tipo de união uma solidariedade orgânica.

15 Sociedade Universal para Durkheim Sociedades mais amplas exigem, para a sua formação, um processo de divisão do trabalho, de especialização de funções (para haver equilíbrio entre um número crescente de elementos). Um ideal de irmandade humana só se poderá realizar à custa de um progresso na divisão do trabalho. «Temos de escolher: ou abandonamos o nosso sonho, recusando limitar ainda mais a nossa atividade individual, ou perseguimos o nosso sonho, mas só na condição de uma crescente divisão do trabalho.»

16 Sociedades tradicionais (religiosas) vs Sociedades liberais (leigas) para Durkheim No abandono da sociedae tradicional, as nossas crenças foram perturbadas, o juízo individual libertado do jugo dos juízos coletivos. Mas as funções que foram interrompidas não tiveram tempo de se reajustar. «Temos de pôr termo a esta anomia e encontrar formas harmoniosas de cooperação entre os órgãos que se chocam mutuamente.» A moralidade de que precisamos está ainda em processo de formação porque alguns dos nossos antigos deveres deixaram de ser sustentados pela realidade.

Unidade 2: Teoria Sociológica de Durkheim. Sociologia Geral - Psicologia Igor Assaf Mendes

Unidade 2: Teoria Sociológica de Durkheim. Sociologia Geral - Psicologia Igor Assaf Mendes Unidade 2: Teoria Sociológica de Durkheim Sociologia Geral - Psicologia Igor Assaf Mendes Teorias e Perspectivas Sociológicas Funcionalismo: enfatiza que o comportamento humano é governado por estruturas

Leia mais

Sociedade como fonte do pensamento lógico

Sociedade como fonte do pensamento lógico Sociedade como fonte do pensamento lógico E. Durkheim Antropologia I Prof. Vagner Gonçalves da Silva Grupo: Nara G. R. Castillo - NºUSP 7131083 Milena C. Gomes - NºUSP 9765938 Paula R. Jorge - NºUSP 9825177

Leia mais

FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA

FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA FILOSOFIA E SOCIEDADE: O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA O ser humano ao longo de sua existência foi construindo um sistema de relação com os demais

Leia mais

Positivismo ou sociologia da ordem. Comte e Durkheim

Positivismo ou sociologia da ordem. Comte e Durkheim Positivismo ou sociologia da ordem Comte e Durkheim Por que a palavra positivismo? Positivo: o que é palpável, baseado nos fatos; o que pode ser observado. Para Comte, o termo positivo designa o real em

Leia mais

Professora: Susana Rolim S. Silva

Professora: Susana Rolim S. Silva Professora: Susana Rolim S. Silva Sociólogo, filósofo e antropólogo francês. Conferiu a Sociologia o reconhecimento acadêmico. Considerado por muitos o pai da Sociologia. Sua grande preocupação: estabelecer

Leia mais

Émile Durkheim ( )

Émile Durkheim ( ) Émile Durkheim (1858-1917) Formulação de proposições nomológicas (relação constante entre os fenômenos). Principais influências: Racionalismo de Kant; Darwinismo; Organicismo alemão; Socialismo de cátedra.

Leia mais

ÉMILE DURKHEIM ( )

ÉMILE DURKHEIM ( ) AVISO: O conteúdo e o contexto das aulas referem-se aos pensamentos emitidos pelos próprios autores que foram interpretados por estudiosos dos temas RUBENS expostos. RAMIRO Todo exemplo JR (TODOS citado

Leia mais

Como observar a realidade social? Operários, pintado por Tarsila do Amaral em 1933.

Como observar a realidade social? Operários, pintado por Tarsila do Amaral em 1933. Como observar a realidade social? Operários, pintado por Tarsila do Amaral em 1933. Se, pois, já damos a realidade presente como conhecida, seu estudo não tem mais interesse prático nenhum (DURKHEIM, 1978,

Leia mais

2. Explique o conceito de fato social e dê um exemplo da nossa realidade social que o represente.

2. Explique o conceito de fato social e dê um exemplo da nossa realidade social que o represente. Lista de Exercícios 1 - A Sociologia de Émile Durkheim 1. Cite e explique as características dos fatos sociais. 2. Explique o conceito de fato social e dê um exemplo da nossa realidade social que o represente.

Leia mais

Émile Durkheim 1858-1917

Émile Durkheim 1858-1917 Émile Durkheim 1858-1917 Epistemologia Antes de criar propriamente o seu método sociológico, Durkheim tinha que defrontar-se com duas questões: 1. Como ele concebia a relação entre indivíduo e sociedade

Leia mais

FCSH/UNL 2012/13 Teorias Sociológicas: Os Fundadores

FCSH/UNL 2012/13 Teorias Sociológicas: Os Fundadores FCSH/UNL 2012/13 Teorias Sociológicas: Os Fundadores Consciência Colectiva - Conjunto de crenças e sentimentos comuns à generalidade de uma sociedade particular, que formam um sistema com características

Leia mais

CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA. Profº Ney Jansen Sociologia

CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA. Profº Ney Jansen Sociologia CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA Profº Ney Jansen Sociologia Ao problematizar a relação entre indivíduo e sociedade, no final do século XIX a sociologia deu três matrizes de respostas a essa questão: I-A sociedade

Leia mais

Modernidade: o início do pensamento sociológico

Modernidade: o início do pensamento sociológico Modernidade: o início do pensamento sociológico Os dois tipos de solidariedade Solidariedade Mecânica Solidariedade Orgânica Laço de solidariedade Consciência Coletiva Divisão social do trabalho Organização

Leia mais

O que é Sociologia?

O que é Sociologia? O que é Sociologia? A Sociologia é um ramo da ciência que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam o indivíduo em associações, grupos e instituições. O que faz Sociologia?

Leia mais

Correntes suicidógenas:

Correntes suicidógenas: Correntes suicidógenas: Observando os estados dos diferentes meios sociais (credos religiosos, família, sociedade política, grupos profissionais etc.), em função dos quais o suicídio varia, Durkheim chega

Leia mais

1º Anos IFRO. Aula: Conceitos e Objetos de Estudos

1º Anos IFRO. Aula: Conceitos e Objetos de Estudos 1º Anos IFRO Aula: Conceitos e Objetos de Estudos Contextualização Os clássicos da sociologia: 1. Émile Durkhiem 2. Max Weber 3. Karl Marx Objeto de estudo de cada teórico Principais conceitos de cada

Leia mais

09/05/2012. Os Clássicos da Sociologia. Os Clássicos da Sociologia. Características de um clássico EMILE DURKHEIM Objeto da Sociologia

09/05/2012. Os Clássicos da Sociologia. Os Clássicos da Sociologia. Características de um clássico EMILE DURKHEIM Objeto da Sociologia OS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA : MARX, DURKHEIM E WEBER OS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA: DURKHEIM, WEBER E MARX Características de um clássico Seja considerado interprete autêntico e único de seu tempo, cuja obra

Leia mais

Aula 6: Modelos clássicos da análise e compreensão da sociedade e das instituições sociais e políticas: A Sociologia de Émile Durkheim (I).

Aula 6: Modelos clássicos da análise e compreensão da sociedade e das instituições sociais e políticas: A Sociologia de Émile Durkheim (I). Aula 6: Modelos clássicos da análise e compreensão da sociedade e das instituições sociais e políticas: A Sociologia de Émile Durkheim (I). CCJ0001 - Fundamentos das Ciências Sociais Profa. Ivana Schnitman

Leia mais

1893: Da divisão do trabalho social 1895: As regras do método sociológico

1893: Da divisão do trabalho social 1895: As regras do método sociológico 1 CCD II 9 e 11 de Março de 2010 2 Émile Durkheim (1858-1917) Influências 3 Tradição intelectual francesa Saint-Simon e Comte: a constituição da sociedade moderna Montesquieu e Rousseau Organicismo e Darwin:

Leia mais

Processo Seletivo/UFU - julho 2006-1ª Prova Comum - PROVA TIPO 1 SOCIOLOGIA QUESTÃO 51

Processo Seletivo/UFU - julho 2006-1ª Prova Comum - PROVA TIPO 1 SOCIOLOGIA QUESTÃO 51 SOCIOLOGIA QUESTÃO 51 Quanto ao contexto do surgimento da Sociologia, marque a alternativa correta. A) A Sociologia nasceu como ciência a partir da consolidação da sociedade burguesa urbana-industrial

Leia mais

Os Sociólogos Clássicos Pt.1

Os Sociólogos Clássicos Pt.1 Os Sociólogos Clássicos Pt.1 Augusto Comte Comte e a reforma da sociedade Émilie Durkheim A teoria dos fatos sociais em Durkheim Música: Suicídio em sete cores de Rafel Saddi Teoria Exercícios Augusto

Leia mais

O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA

O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA CENÁRIO HISTÓRICO A Sociologia surge como conseqüência das mudanças trazidas por duas grandes revoluções do século XVIII. As mudanças trazidas pelas duas

Leia mais

Solidariedade e Vida Social entre os brasileiros

Solidariedade e Vida Social entre os brasileiros Professora Cíntia Solidariedade e Vida Social entre os brasileiros Professora Cíntia 1 Conceito Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação

Leia mais

A Sociologia de ÉMILE DÜRKHEIM (1858 1917)

A Sociologia de ÉMILE DÜRKHEIM (1858 1917) A Sociologia de ÉMILE DÜRKHEIM (1858 1917) Instituto de Filosofia, Sociologia e Política Disciplina: Fundamentos de Sociologia Prof. Francisco E. B. Vargas Pelotas, abril de 2015 I CONCEPÇÃO DE CIÊNCIA

Leia mais

ARNALDO LEMOS FILHO GLAUCO BARSALINI LUÍS RENATO VEDOVATO OSCAR MELLIM FILHO Organizadores

ARNALDO LEMOS FILHO GLAUCO BARSALINI LUÍS RENATO VEDOVATO OSCAR MELLIM FILHO Organizadores ARNALDO LEMOS FILHO GLAUCO BARSALINI LUÍS RENATO VEDOVATO OSCAR MELLIM FILHO Organizadores Sociologia Geral e do Direito Editora Alínea 2005 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara

Leia mais

Positivismo de Augusto Comte, Colégio Ser Ensino Médio Introdução à Sociologia Prof. Marilia Coltri

Positivismo de Augusto Comte, Colégio Ser Ensino Médio Introdução à Sociologia Prof. Marilia Coltri Positivismo de Augusto Comte, Émile Durkheim e Karl Marx Colégio Ser Ensino Médio Introdução à Sociologia Prof. Marilia Coltri Problemas sociais no século XIX Problemas sociais injustiças do capitalismo;

Leia mais

Pensamento e Sentimento

Pensamento e Sentimento Pensamento e Sentimento Pensar - Sentir - Fazer Espiritualidade e Evolução Amor-sabedoria Verdade -- Justiça A Conexão com a Consciência Superior Instr. Eliseu Mocitaíba da Costa Pensamento e Sentimento

Leia mais

PLANO DE CURSO. ENSINO: Ensino Religioso ANO: 2016 PROFESSOR (A): Elâine Cristina Bento

PLANO DE CURSO. ENSINO: Ensino Religioso ANO: 2016 PROFESSOR (A): Elâine Cristina Bento Escola Estadual Virgínio Perillo venida José Bernardes Maciel, 471 Marília, Lagoa da Prata-MG Fone: (37) 3261-3222 E-mail: escolavirginioperillo@gmail.com PLNO DE CURSO ENSINO: Ensino Religioso NO: 2016

Leia mais

ÍNDICE SISTEMÁTICO. Abreviaturas e siglas usadas. Apresentação

ÍNDICE SISTEMÁTICO. Abreviaturas e siglas usadas. Apresentação ÍNDICE SISTEMÁTICO Abreviaturas e siglas usadas Apresentação Capítulo 1 Gênese do direito 1. Escola jusnaturalista ou do direito natural 1.1. Origem do jusnaturalismo 2. Escola teológica 2.1. Origem da

Leia mais

Introdução. 1. Sociedade e Sociologia.

Introdução. 1. Sociedade e Sociologia. SOCIOLOGIA I 1 Introdução Você já parou para pensar por que você se veste desta maneira? Por que gosta de tal estilo de música e não gosta de outro por que fala português e não outra língua ou ainda, por

Leia mais

Agora vamos assistir a uma Apresentação Narrada sobre o Positivismo. Ao final desta espera-se que você aprenda sobre as características do

Agora vamos assistir a uma Apresentação Narrada sobre o Positivismo. Ao final desta espera-se que você aprenda sobre as características do Agora vamos assistir a uma Apresentação Narrada sobre o Positivismo. Ao final desta espera-se que você aprenda sobre as características do positivismo como forma de análise sociológica. Análise que pretende

Leia mais

SOCIEDADE CAPITALISTA

SOCIEDADE CAPITALISTA SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO DELAINE DE ASSIS ORLANDO SOCIEDADE CAPITALISTA MARABÁ - PARÁ 2009 DELAINE DE ASSIS ORLANDO SOCIEDADE CAPITALISTA Trabalho de BACHAREL

Leia mais

Durkheim SOCIEDADE HOMEM. Anos 70 ROCOCÓ DETERMINA OPERÁRIOS

Durkheim SOCIEDADE HOMEM. Anos 70 ROCOCÓ DETERMINA OPERÁRIOS Durkheim Durkheim SOCIEDADE Anos 70 OPERÁRIOS ROCOCÓ DETERMINA HOMEM Sociologia Ciências naturais Sociologia Objetividade Relações causais Bases estatísticas Tipologia Social Sociedades de: Solidariedade

Leia mais

Projeto da Equipa Educativa

Projeto da Equipa Educativa "A NOSSA CASA" Projeto da Equipa Educativa SUMÁRIO Apresentação... pág 3 Como nasceu pág 4 Objetivos pág 5 Fases do Projeto. pág 6 Recursos Materiais pág 7 Atividades a Realizar.. pág 7 Considerações Finais

Leia mais

PARTICIPação DoS Cidadão s numa EUROPa Em CRISE. o método SPIRAL e o Plano de coesão social. para um acesso equitativo aos recursos

PARTICIPação DoS Cidadão s numa EUROPa Em CRISE. o método SPIRAL e o Plano de coesão social. para um acesso equitativo aos recursos Conseil de l Europe Council of Europe PARTICIPação DoS Cidadão s numa EUROPa Em CRISE. o método SPIRAL e o Plano de coesão social PARTICIPATION DES CITOYENS DANS UNE EUROPE EN CRISE: l accès aux ressources

Leia mais

Os Sociólogos Clássicos parte1

Os Sociólogos Clássicos parte1 Os Sociólogos Clássicos parte1 Augusto Comte Comte e a reforma da sociedade Émilie Durkheim A teoria dos fatos sociais em Durkheim Solidariedade Social Teoria do Suicídio Música: Suicídio em sete cores

Leia mais

EFA NS C P 5 _ D E O N T O L O G I A E P R I N C Í P I O S É T I C O S

EFA NS C P 5 _ D E O N T O L O G I A E P R I N C Í P I O S É T I C O S Ética e Moral EFA NS C P 5 _ D E O N T O L O G I A E P R I N C Í P I O S É T I C O S 2009/2010 Valores No mundo contemporâneo o Homem já não segue valores modelos mas cria os seus próprios valores em função

Leia mais

Teoria de Karl Marx ( )

Teoria de Karl Marx ( ) Teoria de Karl Marx (1818-1883) Professora: Cristiane Vilela Disciplina: Sociologia Bibliografia: Manual de Sociologia. Delson Ferreira Introdução à Sociologia. Sebastião Vila Sociologia - Introdução à

Leia mais

PLANO DE CURSO DISCIPLINA: SOCIOLOGIA ANO: 2016 PROFESSORA: LILIANE CRISTINA FERREIRA COSTA

PLANO DE CURSO DISCIPLINA: SOCIOLOGIA ANO: 2016 PROFESSORA: LILIANE CRISTINA FERREIRA COSTA Escola Estadual Virgínio Perillo Avenida José Bernardes Maciel, 471 Marília, Lagoa da Prata-MG Fone: (37) 3261-3222 E-mail: escolavirginioperillo@gmail.com PLANO DE CURSO DISCIPLINA: SOCIOLOGIA ANO: 2016

Leia mais

PAULO ROBERTO ANDREOTTI

PAULO ROBERTO ANDREOTTI PAULO ROBERTO ANDREOTTI COMO REAGIR POSITIVAMENTE AOS CONFLITOS EM 6 SEGUNDOS Como desenvolver o seu relacionamento familiar e torná-lo mais comunicativo e harmonioso Se pensássemos sempre antes de falar,

Leia mais

ESTATUTO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS TÉCNICOS EM MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO PARANÁ SINDITTEMA-PR

ESTATUTO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS TÉCNICOS EM MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO PARANÁ SINDITTEMA-PR ESTATUTO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS TÉCNICOS EM MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO PARANÁ SINDITTEMA-PR TÍTULO I DA INSTITUIÇÃO, PRERROGATIVAS, DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS Capítulo I

Leia mais

Introdução - Química Orgânica. K-Padão Revés

Introdução - Química Orgânica. K-Padão Revés Introdução - Química Orgânica K-Padão Revés História da química orgânica Os organismos vivos (plantas e animais) continham uma força vital que caracterizava todos os compostos produzidos por eles. ESTAGNAÇÃO

Leia mais

Permitam-me que em nome do ISCTAC, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande vos cumprimente.

Permitam-me que em nome do ISCTAC, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande vos cumprimente. Congresso de Criminalística Permitam-me que em nome do ISCTAC, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande vos cumprimente. Estimados palestrantes, individualidades governamentais e todos

Leia mais

Émile Durkheim ( )

Émile Durkheim ( ) Émile Durkheim (1858-1917) os fatos sociais são o objeto de estudo da Sociologia A sociedade é o conjunto de fatos sociais estabelecidos Fatos sociais os fatos sociais distinguem-se dos fatos orgânicos

Leia mais

Dinâmica interna de Grupos

Dinâmica interna de Grupos Dinâmica interna de Grupos Cap. 6 - A dinâmica interna dos grupos, do livro: BEAL, G., BOHLEN, J., RAUDABAUGH, J. N. Liderança e dinâmica de grupo. Rio de Janeiro: Zahar, 1990. pag 59 a 90 Manifestações

Leia mais

Durkheim. Durkheim. Tipologia Social. Sociologia. Consciência Coletiva. Divisão Social do Trabalho SOCIEDADE HOMEM

Durkheim. Durkheim. Tipologia Social. Sociologia. Consciência Coletiva. Divisão Social do Trabalho SOCIEDADE HOMEM Durkheim Durkheim SOCIEDADE Anos 70 OPERÁRIOS ROCOCÓ DETERMINA HOMEM Ciências naturais Tipologia Social Sociedades de: Solidariedade Mecânica (SSM): arcaicas Solidariedade Orgânica (SSO): avançadas Objetividade

Leia mais

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III

O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias. O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III O Dinheiro ou a Circulação das Mercadorias O Capital Crítica da Economia Política Capítulo III 1 Funções Básicas O dinheiro surge do mundo das mercadorias como um servo da circulação, mas ele vai reinar

Leia mais

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA Disciplina: INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h Professor: Prof. Dr. Sergio B. F. Tavolaro sergiotavolaro@unb.br

Leia mais

AQUI VIVE A ESPERANÇA!

AQUI VIVE A ESPERANÇA! AQUI VIVE A ESPERANÇA! ANTONIO CARLOS COSTA AQUI VIVE A ESPERANÇA! Re exões Abra-se para a vida, pois esta é a única forma de encontrar a felicidade. Mensagens de incentivo à vida Frases - Pensamentos

Leia mais

Declaração sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher

Declaração sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher Declaração sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher Proclamada pela Assembléia Geral na Resolução 2263(XXII), de 7 de novembro de 1967 A Assembléia Geral, Considerando que os povos das Nações

Leia mais

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL. Sessão de Abertura do Seminário A CPLP e a Nova Geografia da Energia Mundial

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL. Sessão de Abertura do Seminário A CPLP e a Nova Geografia da Energia Mundial INTERVENÇÃO DA SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL BERTA DE MELO CABRAL Sessão de Abertura do Seminário A CPLP e a Nova Geografia da Energia Mundial Lisboa, IDN, 20 de junho de 2013 Só serão

Leia mais

TRÊS VISÕES SOBRE A SOCIEDADE MODERNA: positivismo, racionalismo, materialismo-histórico SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIN ( )

TRÊS VISÕES SOBRE A SOCIEDADE MODERNA: positivismo, racionalismo, materialismo-histórico SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIN ( ) TRÊS VISÕES SOBRE A SOCIEDADE MODERNA: positivismo, racionalismo, materialismo-histórico SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIN (1858-1917) Compreender a sociedade moderna = observar as diferentes contribuições

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DO GRUPO EDF

CÓDIGO DE ÉTICA DO GRUPO EDF CÓDIGO DE ÉTICA DO GRUPO EDF A energia elétrica não é uma mercadoria como outra qualquer. É por isso que sua geração, transmissão, distribuição e comercialização são assuntos do interesse de todos. Desde

Leia mais

Como elaborar um Esquema de Textos

Como elaborar um Esquema de Textos Como elaborar um Esquema de Textos Sandra Mattos Segundo o dicionário Aurélio, esquema significa: s.m. Desenho que conserva apenas os traços fundamentais do original representado, com o fim de indicar,

Leia mais

FAMÍLIA AS SOCIEDADES. Sociedade primeira e fundamental

FAMÍLIA AS SOCIEDADES. Sociedade primeira e fundamental AS SOCIEDADES Sociedade primeira e fundamental FAMÍLIA A família é a sociedade da natureza humana, é a primeira e principal escola, onde o ser humano recebe formação e educação EMPRESA Atividade que várias

Leia mais

Sociologia I Prof.: Romero. - Definição - Contexto - A. Comte - Durkheim

Sociologia I Prof.: Romero. - Definição - Contexto - A. Comte - Durkheim Sociologia I Prof.: Romero - Definição - Contexto - A. Comte - Durkheim Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem Rosa Luxemburgo (1871-1919) [imaginação Sociológica] Ao utilizar este

Leia mais

Desigualdades e identidades sociais. Classes sociais, mobilidade social e movimentos sociais

Desigualdades e identidades sociais. Classes sociais, mobilidade social e movimentos sociais Desigualdades e identidades sociais Classes sociais, mobilidade social e movimentos sociais As classes sociais e as desigualdades sociais Uma desigualdade social consiste na repartição não uniforme, na

Leia mais

Fisiologia Vegetal O 2 ATMOSFERA H 2 O SOLO CO 2

Fisiologia Vegetal O 2 ATMOSFERA H 2 O SOLO CO 2 Fisiologia Vegetal Fatores ambientais Abióticos e bióticos CO 2 O 2 ATMOSFERA Crescimento e desenvolvimento SOLO H 2 O Elementos minerais Mecanismos das células vegetais Absorção e transporte de água e

Leia mais

METAIS COMO CATALIZADORES METAIS AMBIENTE E VIDA

METAIS COMO CATALIZADORES METAIS AMBIENTE E VIDA METAIS COMO CATALIZADORES METAIS AMBIENTE E VIDA Se somarmos as duas equações, a equação global é O bromo não se consome na reacção, sendo regenerado indefinidamente 2 Decomposição do peróxido de hidrogénio

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO

CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO MODELO DE ESTATUTOS CAPÍTULO I Princípios Gerais Artigo 1º (Natureza e Sede) 1 - A Associação X, adiante designada por Associação, é constituída por jovens 18 aos 30 anos

Leia mais

Obtenção de matéria pelos seres autotróficos

Obtenção de matéria pelos seres autotróficos Obtenção de matéria pelos seres autotróficos A aquisição de matéria e energia pelos sistemas vivos é feita de formas muito variadas. Ao nível da autotrofia, a fotossíntese é o principal processo, estando

Leia mais

2. PROCEDIMENTOS E AVALIAÇÃO

2. PROCEDIMENTOS E AVALIAÇÃO 1 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA DISCIPLINA: TEORIA SOCIOLÓGICA I CÓDIGO: 134473 2º SEMESTRE/ 2016 TURMA A PROFESSORA: MARIA FRANCISCA PINHEIRO COELHO coelhofrancisca@gmail.com PROGRAMA

Leia mais

Escola Principais autores Abordagens teóricas Metodologia

Escola Principais autores Abordagens teóricas Metodologia Revisão Antropologia II Escola Principais autores Abordagens teóricas Metodologia Evolucionismo Tylor, Fraser, Morgan Unidade humana, compreensão das diferenças através de uma linha evolutiva da humanidade,

Leia mais

Modernidade e Modernidades. O fim da modernidade ou uma outra modernidade? Modernidade: uma ou várias?

Modernidade e Modernidades. O fim da modernidade ou uma outra modernidade? Modernidade: uma ou várias? Modernidade e Modernidades O fim da modernidade ou uma outra modernidade? Modernidade: uma ou várias? A crítica da Pós-modernidade Capitalismo tardio e a crítica de pós-modernidade A. GIDDENS: alta modernidade

Leia mais

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA. Prof. Dr. Radamés Rogério

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA. Prof. Dr. Radamés Rogério INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Prof. Dr. Radamés Rogério O PENSAMENTO SOCIOLÓGICO Arte da desconfiança e da dúvida. Busca evidenciar o que está oculto. Conhecimento incômodo. A sociologia se distingue por observar

Leia mais

PESQUISA TIC 2010: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DOS DADOS LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO SOMENTE A VARIÁVEL ÁREAS: URBANAS E RURAL COM BASE NOS

PESQUISA TIC 2010: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DOS DADOS LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO SOMENTE A VARIÁVEL ÁREAS: URBANAS E RURAL COM BASE NOS PESQUISA TIC 2010: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DOS DADOS LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO SOMENTE A VARIÁVEL ÁREAS: URBANAS E RURAL COM BASE NOS FUNDAMENTOS DO AUTOR ÉMILE DURKHEIM Gabriella Machado Pereira Karen Amaral

Leia mais

Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior PAES/ DOCV/PROG/UEMA FILOSOFIA

Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior PAES/ DOCV/PROG/UEMA FILOSOFIA FILOSOFIA 1. Sobre o evento Rock In Rio, o cantor da banda U2, Bono Vox, afirmou o seguinte: O Brasil está no centro do mundo. Esta é uma afirmação sobre a atuação do Brasil no cenário político mundial?

Leia mais

IUS RESUMOS. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Parte III. Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes

IUS RESUMOS. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Parte III. Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Parte III Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes SUMÁRIO I. TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS - PARTE III... 4 1. A Constituição de 1988 e os direitos

Leia mais

SOCIOLOGIA PRINCIPAIS CORRENTES.

SOCIOLOGIA PRINCIPAIS CORRENTES. SOCIOLOGIA PRINCIPAIS CORRENTES Augusto Comte 1798-1 857 Lei dos três estados: 1ª) Explicação dos fenômenos através de forças comparáveis aos homens. 2ª) Invocação de entidades abstratas (natureza). 3ª)

Leia mais

Marx e as Relações de Trabalho

Marx e as Relações de Trabalho Marx e as Relações de Trabalho Marx e as Relações de Trabalho 1. Segundo Braverman: O mais antigo princípio inovador do modo capitalista de produção foi a divisão manufatureira do trabalho [...] A divisão

Leia mais

FILOSOFIA E A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE ESTADO E GOVERNO DE ESTUDANTES DE DIREITO Dr. Humberto César Machado Dr. Pedro Humberto Faria Campos Resumo

FILOSOFIA E A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE ESTADO E GOVERNO DE ESTUDANTES DE DIREITO Dr. Humberto César Machado Dr. Pedro Humberto Faria Campos Resumo FILOSOFIA E A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE ESTADO E GOVERNO DE ESTUDANTES DE DIREITO Dr. Humberto César Machado Dr. Pedro Humberto Faria Campos Resumo Essa pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de contribuir

Leia mais

A sociologia de Marx. A sociologia de Marx Monitor: Pedro Ribeiro 24/05/2014. Material de apoio para Monitoria

A sociologia de Marx. A sociologia de Marx Monitor: Pedro Ribeiro 24/05/2014. Material de apoio para Monitoria 1. (Uel) O marxismo contribuiu para a discussão da relação entre indivíduo e sociedade. Diferente de Émile Durkheim e Max Weber, Marx considerava que não se pode pensar a relação indivíduo sociedade separadamente

Leia mais

10 Ensinar e aprender Sociologia no ensino médio

10 Ensinar e aprender Sociologia no ensino médio A introdução da Sociologia no ensino médio é de fundamental importância para a formação da juventude, que vive momento histórico de intensas transformações sociais, crescente incerteza quanto ao futuro

Leia mais

Universidade de São Paulo Instituto de Física Energia em Sistemas Biológicos Edi Carlos Sousa

Universidade de São Paulo Instituto de Física Energia em Sistemas Biológicos Edi Carlos Sousa Universidade de São Paulo Instituto de Física Energia em Sistemas Biológicos Edi Carlos Sousa edisousa@if.usp.br Metabolismo Celular Cada reação que ocorre em um organismo vivo requer o uso de energia

Leia mais

P L A N O DE C U R S O DISCIPLINA SOCIOLOGIA I. CARGA HORÁRIA TU: 50 horas TC: 30 horas Total: 80 horas. Professora Doutora Márcia Maria de Oliveira

P L A N O DE C U R S O DISCIPLINA SOCIOLOGIA I. CARGA HORÁRIA TU: 50 horas TC: 30 horas Total: 80 horas. Professora Doutora Márcia Maria de Oliveira Curso: LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO CÓDIGO DRP30156 P L A N O DE C U R S O DISCIPLINA SOCIOLOGIA I HABILITAÇÃO: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS PERÍODO 3 CRÉDITOS 06 CARGA HORÁRIA TU: 50 horas TC: 30 horas

Leia mais

TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO. HENRI FAYOL França

TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO. HENRI FAYOL França DA ADMINISTRAÇÃO HENRI FAYOL França HENRI FAYOL 1841-1925 Nasceu em Constantinopla, morreu em Paris. Desenvolveu a Teoria Clássica na França. Engenheiro de Minas aos 25 anos. Gerente Geral aos 47 anos.

Leia mais

IGUALDADE NÃO É (SÓ) QUESTÃO DE MULHERES

IGUALDADE NÃO É (SÓ) QUESTÃO DE MULHERES IGUALDADE NÃO É (SÓ) QUESTÃO DE MULHERES TERESA MANECA LIMA SÍLVIA ROQUE DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES APENAS UMA QUESTÃO DE SEXO? SEXO GÉNERO SEXO: conjunto de características biológicas e reprodutivas

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Análise da perspectiva de Justiça na conjuntura do Liberalismo e do Comunitarismo Carolina Cunha dos Reis A possibilidade de fundamentação da ação política sobre os princípios éticos

Leia mais

3º ANO / PRÉVEST PROF. Abdulah

3º ANO / PRÉVEST PROF. Abdulah 3º ANO / PRÉVEST PROF. Abdulah QUEM FOI DURKHEIM? BIOGRAFIA Francês, nascido em Épinal, em 1858. Inaugurou o estudo da Sociologia. CONTEXTO / INFLUÊNCIAS Revolução Industrial / Neocolonialismo. Influenciado

Leia mais

Institucional. Nossa História

Institucional. Nossa História Institucional Nossa história Proposta Pedagógica Horário Nosso Espaço Fotos Localização Manual do aluno Calendário Anual Lista de material Informação de renovação de matrícula para 2014 Circulares Eventos

Leia mais

INDIVÍDUO E SOCIEDADE NO PENSAMENTO DE DURKHEIM 1

INDIVÍDUO E SOCIEDADE NO PENSAMENTO DE DURKHEIM 1 1 INDIVÍDUO E SOCIEDADE NO PENSAMENTO DE DURKHEIM 1 Rogério José de Almeida 2 No presente trabalho, tem-se por objetivo fazer uma breve análise da relação entre indivíduo e sociedade na obra durkheimiana.

Leia mais

B-WITH B-IN. Relacionamento e Sensibilidade. Autonomia. Responsabilidade. Equilíbrio emocional. Auto-estima. Coerência

B-WITH B-IN. Relacionamento e Sensibilidade. Autonomia. Responsabilidade. Equilíbrio emocional. Auto-estima. Coerência B-WITH B-IN Relacionamento e Sensibilidade 04. Valorizo as minhas relações afectivas e demonstro equilíbrio na gestão de conflitos. Comprometo-me com o bem-estar da minha família. Reconheço que existem

Leia mais

Émile Durkheim e o pensamento positivista (1858-1917)

Émile Durkheim e o pensamento positivista (1858-1917) Émile Durkheim e o pensamento positivista (1858-1917) O que é fato social: Durkheim definiu o objeto de estudo, o método e as aplicações da Sociologia como ciência. Objeto de estudo da Sociologia definido

Leia mais

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA CURSOS PROFISSIONAIS - 11º ANO TAGD COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA CURSOS PROFISSIONAIS - 11º ANO TAGD COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA CURSOS PROFISSIONAIS - 11º ANO TAGD COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS Promoção da educação para a cidadania Promover: a iniciativa e a responsabilidade pessoal,

Leia mais

Atração Interpessoal Interpessoal Psicologia Social 1 1

Atração Interpessoal Interpessoal Psicologia Social 1 1 Atração Interpessoal Psicologia Social 1 1 Atração Interpessoal Amizades e relacionamentos próximos são as principais razões declaradas para a felicidade; as pessoas querem ser gostadas mesmo em situações

Leia mais

SOCIEDADE, EDUCAÇÃO E VIDA MORAL. Monise F. Gomes; Pâmela de Almeida; Patrícia de Abreu.

SOCIEDADE, EDUCAÇÃO E VIDA MORAL. Monise F. Gomes; Pâmela de Almeida; Patrícia de Abreu. SOCIEDADE, EDUCAÇÃO E VIDA MORAL Monise F. Gomes; Pâmela de Almeida; Patrícia de Abreu. O homem faz a sociedade ou a sociedade faz o homem? A culpa é da sociedade que o transformou Quem sabe faz a hora,

Leia mais

Laudato Si : Grandes Valores Socioambientais

Laudato Si : Grandes Valores Socioambientais Laudato Si : Grandes Valores Socioambientais A nova Encíclica do Papa Francisco, Laudato Si, está imbuída de valores que historicamente foram sendo esquecidos ao longo da trajetória humana, afetando de

Leia mais

Bateria de Sociologia I trimestre

Bateria de Sociologia I trimestre Colégio: Nome: Nº Professor (a): Série: 1º ano Data: / /2014 Bateria de Sociologia I trimestre Turma: 01. Qual é o papel da reforma protestante na ideia do individuo. 02. Qual é o papel da língua para

Leia mais

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES PROFº DANILO BORGES

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES PROFº DANILO BORGES RESOLUÇÕES DE QUESTÕES PROFº DANILO BORGES SARTRE (UFU) Liberdade, para Jean-Paul Sartre (1905-1980), seria assim definida: A) o estar sob o jugo do todo para agir em conformidade consigo mesmo, instaurando

Leia mais

TEMA TRANSVERSAL: ÉTICA

TEMA TRANSVERSAL: ÉTICA TEMA TRANSVERSAL: ÉTICA LEITURA PARA O ALUNO O QUE É ÉTICA O dicionário nos traz o significado de ética como estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal

Leia mais

Reflexão pessoal Amizade Amigos Coloridos

Reflexão pessoal Amizade Amigos Coloridos Reflexão pessoal Amizade Amigos Coloridos Amizade é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve

Leia mais

O Positivismo de Augusto Comte. Professor Cesar Alberto Ranquetat Júnior

O Positivismo de Augusto Comte. Professor Cesar Alberto Ranquetat Júnior O Positivismo de Augusto Comte Professor Cesar Alberto Ranquetat Júnior Augusto Comte (1798-1857). Um dos pais fundadores da Sociologia. Obras principais: Curso de Filosofia Positiva. 6 volumes. (1830-1842).

Leia mais

Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785

Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785 Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785 rrpela@ita.br www.ief.ita.br/~rrpela Onde estamos? Nosso roteiro ao longo deste capítulo Dinâmica de uma partícula: trabalho

Leia mais

A Sociologia da Ciência. Os imperativos institucionais da Ciência R. K. Merton

A Sociologia da Ciência. Os imperativos institucionais da Ciência R. K. Merton A Sociologia da Ciência Os imperativos institucionais da Ciência R. K. Merton Os clássicos da Sociologia Marx, Weber e Durkheim concordam que: Ciência floresce em sociedades complexas, industriais A taxa

Leia mais

Dilatação dos sólidos e dos líquidos

Dilatação dos sólidos e dos líquidos Dilatação dos sólidos e dos líquidos Dilatação dos sólidos e dos líquidos Dilatação dos sólidos e dos líquidos Dilatação dos sólidos e dos líquidos Dilatação dos sólidos e dos líquidos Dilatação dos sólidos

Leia mais

Desde a sua construção, há cinco anos. O lar funciona há 4 anos. 1. Sou Vice-Provedor. Conforme os projectos, a minha intervenção varia.

Desde a sua construção, há cinco anos. O lar funciona há 4 anos. 1. Sou Vice-Provedor. Conforme os projectos, a minha intervenção varia. Entrevista A19 I Experiência no lar Há quanto tempo trabalha no lar? Desde a sua construção, há cinco anos. O lar funciona há 4 anos. 1 Qual é a sua função no lar? Sou Vice-Provedor. Conforme os projectos,

Leia mais

AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO ÉMILE DURKHEIM

AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO ÉMILE DURKHEIM AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO DE ÉMILE DURKHEIM Prof. Railton Souza OBJETO Na obra As Regras do Método Sociológico, publicada em 1895 Émile Durkheim estabelece um objeto de investigação para a sociologia

Leia mais

Da Advocacia Pública arts , e Seção III Da Advocacia e da Defensoria Pública arts

Da Advocacia Pública arts , e Seção III Da Advocacia e da Defensoria Pública arts ADVOCACIA CF/1988 - Título IV - Da Organização dos Poderes; Capítulo IV - Das Funções Essenciais à Justiça; Seção II Da Advocacia Pública arts. 131-132, e Seção III Da Advocacia e da Defensoria Pública

Leia mais

FILOSOFIA - 2 o ANO MÓDULO 14 O POSITIVISMO DE COMTE

FILOSOFIA - 2 o ANO MÓDULO 14 O POSITIVISMO DE COMTE FILOSOFIA - 2 o ANO MÓDULO 14 O POSITIVISMO DE COMTE Fixação 1) Para Comte, o que define a sociedade? Fixação 2) A filosofia de Comte considera a humanidade como uma unidade essencial; para compreender

Leia mais

Durkheim, Weber, Marx e as modernas sociedades industriais e capitalistas

Durkheim, Weber, Marx e as modernas sociedades industriais e capitalistas Durkheim, Weber, Marx e as modernas sociedades industriais e capitalistas Curso de Ciências Sociais IFISP/UFPel Disciplina: Fundamentos de Sociologia Professor: Francisco E. B. Vargas Pelotas, abril de

Leia mais