Ref: Contrato de Prestação do Serviço BACEN/PND Nº. 01/ Desestatização do Banco do Estado do Amazonas S.A.

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1 BRASIL BANCO DO ESTADO DO AMAZONAS S.A. GOVERNO DO AMAZONAS RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA CONCORRÊNCIA BACEN/PND N o 01/2000 SERVIÇO B (CONFIDENCIAL) Agosto / 2001

2 Ao Banco Central do Brasil SBS Quadra 3 Bloco B, 12 andar Brasília - DF At: Sr. Hélio de Oliveira Rodrigues Assessor de Privatização Ref: Contrato de Prestação do Serviço BACEN/PND Nº. 01/ Desestatização do Banco do Estado do Amazonas S.A. Prezados Senhores, Em atendimento ao item XVII da Cláusula Segunda do Contrato supracitado, estamos enviando, anexo; o Relatório Final de Avaliação Econômico- Financeira em três (03) vias impressas e em meio magnético. O presente Relatório, incluindo-se os demonstrativos e anexos, é parte integral de nossa avaliação econômico-financeira e contém em resumo a descrição das premissas, metodologias e considerações adotadas na determinação do valor econômico-financeiro do BEA, e não se destina à circulação geral ou publicação, assim como não pode ser reproduzido ou utilizado com nenhum outro propósito, além daquele supra citado, sem nossa prévia autorização por escrito. Não assumimos qualquer responsabilidade ou contingências por danos causados ou por eventual perda incorrida pelo BEA, seus acionistas ou parte envolvida, como resultado da circulação, publicação, reprodução ou uso desse relatório com outra finalidade diferente da proposta. Colocamo-nos à disposição de V. Sas. para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Atenciosamente Luiz Alberto Fiore Coordenador Geral CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG

3 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 2. ANÁLISE GERAL DO BEA 2.1. Constituição Breve Histórico O Processo de Saneamento Financeiro 2.2. Aspectos Gerais do BEA Estatuto Social Sede/Estrutura de Agências Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva Estrutura Acionária Recursos Humanos Informática e Tecnologia Parcerias Acordo de Basiléia CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG ÍNDICE Pág. 1/4

4 2.3. Diagnóstico Operacional Base de Clientes Perfil das Operações 2.4. Análise Retrospectivo-Financeira 3. MERCADO DE ATUAÇÃO E COMPETITIVIDADE 3.1. Breve Análise do Mercado de Atuação 3.2. Análise de Competitividade 4. PANORAMA MACROECONÔMICO DO ESTADO DO AMAZONAS 4.1. A Economia do Estado 4.2. Investimentos 4.3. Dados Demográficos 4.4. Evolução e Distribuição do PIB do Estado CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG ÍNDICE Pág. 2/4

5 5. METODOLOGIA DA AVALIAÇÃO ECONÔMICO FINANCEIRA 5.1. Introdução à Avaliação Econômico-Financeira 5.2. Metodologia de Avaliação 5.3. Taxa de Desconto 6. ESCOPO DE VERIFICAÇÃO 7. BALANÇO PATRIMONIAL AJUSTADO 8. PREMISSAS E CONSIDERAÇÕES 8.1. Principais Considerações 8.2. Cenário Macroeconômico 8.3. Projeção do Mercado Total 8.4. Projeção do Market Share do BEA 8.5. Premissas de Projeção CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG ÍNDICE Pág. 3/4

6 9. RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA 10. ANÁLISE DE SENSIBILIDADES 11. MÉTODO DO MERCADO 12. RECOMENDAÇÃO DE PREÇO MÍNIMO ANEXOS! Fluxo de Caixa Projetado! Demonstração de Resultados Projetada! Balanço Patrimonial Projetado! Indicadores Financeiros e Operacionais CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG ÍNDICE Pág. 4/4

7 1. INTRODUÇÃO Os trabalhos de avaliação econômico-financeira, realizados pela Deloitte Touche Tohmatsu, conforme Contrato BACEN/PND n o 01/2000 para o Banco do Estado do Amazonas (BEA), tiveram como objetivo as seguintes atividades: 1. Avaliação Econômico-Financeira do BEA com base no método do fluxo de caixa descontado considerando os seguintes elementos: a. Valor presente líquido do Fluxo de Caixa Operacional para os acionistas, derivado das atividades operacionais para os próximos dez anos, apoiado por estudo detalhado da taxa de desconto utilizada; b. Valor residual obtido pela hipótese de fluxo perpétuo a partir do décimo ano; c. Valor líquido de realização dos ativos não operacionais; d. Identificação de variáveis críticas e análise de sensibilidade; e. Valor líquido da competitividade em relação aos principais concorrentes no País, compreendendo a análise do mercado bancário para os próximos anos, projeções de rentabilidade das operações bancárias, em função das perspectivas de mercado e níveis de taxas de juros praticados pelo sistema financeiro; f. Avaliação das atividades operacionais atuais e potenciais do BEA; g. Estudo comparativo com valores obtidos na avaliação econômico-financeira em operações de venda de empresas similares no âmbito nacional e internacional; h. Análise de alienações recentes dentro e fora do Brasil, de bancos de atuação e porte comparáveis com o BEA; i. Recomendação de preço mínimo de venda, para alienação, com base nos valores obtidos na avaliação econômico-financeira e em outros fatores relevantes. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 1 Pág. 1/2

8 Variáveis Críticas que afetam o valor do BEA ELEMENTOS AFETANDO O VALOR DO BEA Perda de Participação de Mercado / Perda do Funcional. Publico Negócios Estado Aumento Competição Reduções de Taxas Juros Choques Externos Impactando Economi Necessidade Investi. Modelagem de Venda Novos Serviços Reduções Custo Flexibilidade Regulamentação BACE Cresciment do Mercado/ Economi Estabilidade Econômic CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 1 Pág. 2/2

9 2. ANÁLISE GERAL DO BEA 2.1. CARACTERIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES DO BEA Constituição O BEA foi fundado em 18 de dezembro de 1956, sob a forma de Economia Mista integrada pelo Estado, Município e Particularidades, através da Lei n o 98, de 18 de dezembro de 1956, contando com o capital de Cr$ ,00 (vinte milhões de cruzeiros) representado por (quarenta mil) ações de valor nominal de Cr$ 500,00 (quinhentos reais) Breve Histórico O BEA foi fundado com o objetivo de realizar todas as operações bancárias e de crédito permitidas em lei, assim como prestar assistência financeira visando principalmente o desenvolvimento econômico e social do Estado do Amazonas. Como parte da estratégia de transformação do Banco em uma entidade financeira com finalidade de desenvolvimento do Estado, foi garantido que todos os depósitos dos Governos Estadual e Municipal, das Autarquias e das Empresas de economia mista, fossem realizados na instituição. Em 17 de janeiro de 1957, o Governo do Estado nomeou uma Comissão sob a presidência de Gilberto Mestrinho, com o objetivo de proceder à organização do BEA. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado em 23 de janeiro de 1957, quando então entrou em vigor. Em 6 de abril de 1957, realizou-se a Assembléia Geral de Constituição por subscrição pública do seu capital, presidida pelo governador do Estado Plínio Ramos. Na assembléia foram aprovados os estatutos do Banco e procedeu-se à nomeação da Diretoria. Em 9 de setembro de 1957, a Diretoria reuniu-se ordinariamente para deliberar sobre a compra do primeiro prédio do banco situado na Av. Leonardo Malcher, nº 1.189, a fim de ser permutado com o prédio de propriedade do Governo do Estado, onde então funcionava a Imprensa Oficial do Estado na Av. 7 de Setembro, 867, local onde funcionou a sede do Banco. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 1/68

10 Em 9 de dezembro de 1957, os subscritores das ações do banco se reuniram em Assembléia Geral Extraordinária, na sua sede provisória na Rua Guilherme Moreira, 178, para alteração no Estatuto Social decorrentes das alterações da Lei nº 98, que foram feitas através da Lei nº 174, de 18 de novembro de Em 7 de dezembro de 1958, a Superintendência da Moeda e do Crédito expediu a Carta Patente do Banco (nº 5.016). Por fim, em 19 de maio de 1958, o Banco foi inaugurado, com a presença de autoridades e público em geral, tendo como seu primeiro gerente o senhor Expedito Lamy. Em 21 de maio de 1958, a Diretoria reuniu-se pela primeira vez na sua sede social, na Av. 7 de Setembro nº 867. Em 20 de dezembro de 1983, a sede social do Banco mudou-se para o atual endereço do BEA, a Rua Silva Ramos, 368. Da reestruração à federalização Durante todo o período de atuação, o BEA enfrentou muitos desafios para se manter como instituição financeira. Em 1982, os indicadores diagnosticavam um quadro de absoluta irreversibilidade. As receitas correspondiam em apenas 58% das despesas. O resultado negativo apresentava 12,54 vezes o capital social e o patrimônio líquido era negativo em 10,57 vezes o capital social. O saldo negativo das operações de crédito junto ao Banco do Brasil e Banco Central do Brasil (BACEN), representavam 14,57 vezes o capital social. O trabalho de recuperação econômico-financeira do Banco começou em 1983 e se estendeu até Este programa foi marcado pela adesão ao Programa de Recuperação Econômico-Financeira dos Bancos Estaduais (Proref) do BACEN, através da assinatura do contrato de gestão, com o compromisso de superar a situação de insolvência e iniciar o processo de reversão do quadro de falência técnica. Em setembro de 1989, o BEA pagou com recursos públicos, a última parcela da composição da dívida firmada com o BACEN. O resultado operacional positivo de 1989 correspondente a 80,59% do patrimônio líquido e a performance do Banco, permitiram o registro de um lucro líquido de Ncz$ mil, equivalente a 25,6% de rentabilidade sobre o patrimônio líquido, significativamente superior a obtida em 1988, que foi de 2,1%. Esse desempenho permitiu a eliminação do prejuízo acumulado que se registrava desde Durante o período , o BEA enfrenta novo período de instabilidade. Os funcionários tiveram que abrir mão de benefícios adquiridos em acordos coletivos e aplicaram valores decorrentes de Licença-Prêmio na compra de ações do banco. Apesar disso, o Banco apresentou resultado negativo em dezembro de CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 2/68

11 Em 1995, foi iniciado novo processo de reversão e o Banco fechou o segundo semestre de 1996 com resultado positivo. Em 1997, o banco prossegue sua atuação direcionando suas ações estratégicas para a marca da sua essencialidade, consolidando sua atuação como agente de desenvolvimento do Estado do Amazonas, com ênfase nos pequenos negócios, alicerçada nos suportes operacionais da Área Comercial e de Prestação de Serviços, interiorizando suas ações através de aplicação dos recursos do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES) e dando atenção especial ao funcionalismo público. Em 1998, o governador Amazonino Mendes assinou o protocolo aderindo ao Programa Reestruturação dos Bancos Estaduais (Proes). A federalização (transferência de controle acionário à União) ocorreu no dia 3 de agosto de 1999, com a realização das assembléias gerais Extraordinárias de Acionistas para homologação do aumento do capital social do banco, aprovação do Estatuto Social, eleição dos novos integrantes do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal. Com a federalização, o BEA passou por um processo de modernização tecnológica e reorganização administrativa, buscando a agregação de valor para a venda. Em março de 2001, data-base deste trabalho, o Banco possui 706 funcionários, quadro 35% menor quando comparado a janeiro de 1997, e sua rede de atendimento possui 66 pontos, sendo que destes, 10 agências e 23 pontos de atendimento bancário situam-se em Manaus O Processo de Saneamento Financeiro O processo de saneamento financeiro do BEA iniciou-se em 5 de junho de 1998, quando da assinatura do documento TERMO DE COMPARECIMENTO, resultante da inspeção efetuada pelo BACEN à Instituição, que teve como data-base 31 de dezembro de Como resultado desta inspeção, foi identificado a necessidade de se efetuar ajustes de natureza regulamentar, técnica e gerencial. A fiscalização do BACEN, apurou grave comprometimento da situação econômico-financeira, com risco aos credores, resultando na apuração de situação líquida ajustada negativa da ordem de R$ mil, em decorrência dos ajustes demonstrados na tabela a seguir: CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 3/68

12 Ajustes Valor em R$ mil Regulamentares Técnicos Gerenciais 424 Total dos Ajustes Patrimônio Líquido Contábil em 31/12/ Situação Líquida após os ajustes (52.463) Fonte: Memorando Informativo BEA Adicionalmente, a inspeção efetuada apurou excessiva dependência do fluxo de recursos advindos dos depósitos do Governo do Estado do Amazonas, quantificados em R$ 190 milhões em dezembro de 1997, ou seja, correspondentes a 79% dos depósitos totais. No TERMO DE COMPARECIMENTO, o Banco Central notificou a Diretoria do BEA dos fatos constatados, enumerando as ações que deveriam ser praticadas para corrigir as disfunções encontradas, conforme demonstrado abaixo: a) aporte de recursos para recomposição patrimonial e resguardo dos credores da sociedade; b) realização dos ajustes contábeis regulamentares relativamente às situações discriminadas no anexo ao documento; c) apresentação de plano adicional de saneamento e capitalização, indicando as ações para efetiva implementação a curto prazo, visando atender aos limites mínimos de capital e patrimônio líquido estabelecidos pela Resolução 2.099/94, em documento que deveria necessariamente ser firmado pelo acionista controlador e entregue ao Banco Central no prazo máximo de 30 dias; d) dar ciência do documento ao Conselho de Administração, ao Conselho Fiscal e ao Auditor Independente, informando no prazo de 10 dias, por correspondência remetida à Delegacia Regional em Belém. No documento foi alertado que o descumprimento do prazo e das medidas estabelecidas deixavam a Instituição ao alcance do regime previsto no artigo 15 da Lei 6.024/74. Por força das situações descritas, foi informado que seria mantido o BEA na relação de instituições em evidência, situação que o colocava sob restrição no âmbito do BACEN, sujeitando-o, bem como a seus administradores, às sanções previstas na Lei 4.595, de CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 4/68

13 Em 18 de junho de 1998, através da correspondência DIRET-98/1590, endereçada ao Governador do Estado do Amazonas, foi encaminhada cópia do Ofício DIFIS-98/1551.1, de 16 de junho de 1998, remetida ao Senhor Secretário de Estado da Fazenda Dr. Alfredo Paes dos Santos. A correspondência endereçada ao Senhor Secretário da Fazenda enumerava os principais problemas, comuns de uma maneira geral a todas as instituições públicas, e presentes também no BEA, conforme descrito abaixo:! descontinuidade administrativa;! deficiências no gerenciamento técnico, em todos os níveis de decisão;! deficiência ou até inexistência de controles internos;! inadimplência elevada, resultante de políticas de crédito equivocadas, sem a observância da boa técnica bancária;! manutenção em contas de origem, de créditos que apresentam condições improváveis de recebimento;! expressivos avais e fianças honradas, com poucas perspectivas de recebimento;! concentração de empréstimos em carteiras de baixo retorno;! ativação de créditos tributários cuja realização depende da geração de lucros expressivos, improváveis na conjuntura operacional do segmento;! aplicações em direitos, títulos e valores mobiliários com baixa liquidez e rentabilidade, escriturados pelo valor de face;! manutenção de bens não de uso próprio, em valores elevados, cuja realização pelos valores contabilizados seria improvável, pelas condições de mercado;! estrutura de custos fixos incompatível com as receitas auferidas;! existência de elevados passivos decorrentes de benefícios concedidos a seus funcionários, com destaque para complementação de aposentadoria; CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 5/68

14 ! elevados riscos contingências, decorrentes, principalmente, de ações trabalhistas;! manutenção, no ativo diferido, em montante relevante, de despesas que não contribuirão para resultados futuros, dificultando as perspectivas de obtenção de lucro;! manutenção de atividades e agências deficitárias. Em 3 de julho de 1998, foi apresentado o documento BEA: Posicionamento quanto ao cumprimento dos Ajustes Regulamentares e proposta de reconsideração da decisão do BACEN que indicava a necessidade de ajustes técnicos, a curto prazo, em cumprimento a determinação contida no item c do Termo de Comparecimento firmado em 5 de junho de 1998, que previa a apresentação de Plano adicional de saneamento e capitalização firmado pelo acionista controlador. Em 10 de julho de 1998, foi assinado o TERMO DE COMPROMISSO entre o Estado do Amazonas e o BACEN, com a interveniência do Ministério da Fazenda e do BEA, objetivando a aprovação do financiamento que visava o estabelecimento da agência de fomento do Estado do Amazonas e a aquisição pela União do controle acionário do Banco do Estado do Amazonas S.A., além de estabelecer as obrigações das partes envolvidas no processo de saneamento, sendo as principais: Por parte da UNIÃO a) financiar o Estado para adquirir a totalidade da carteira imobiliária de titularidade do Banco, incluindo o FCVS, e criar meios para possibilitar ao Estado o abatimento da dívida assim constituída com o produto da alienação dessa Carteira. O diferencial do desconto relativo à inadimplência, taxa de administração e à dívida a vencer seria financiada pela União nas condições da MP A dívida de FCVS vencida amortizaria o financiamento pelo valor de face. b) receber o FCVS da SUHAB-AM em amortização da dívida constituída em decorrência do acordo, sendo que a dívida vencida amortizaria o financiamento pelo seu valor de face. c) financiar o capital inicial da Agência de Fomento do Estado do Amazonas, até o limite de R$ ,00 (quarenta milhões de reais). CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 6/68

15 Por parte do ESTADO e do BEA Obter até 15 de novembro de 1998, as autorizações legais necessárias para assumir o financiamento que seria concedido pela União, destinado a suportar os ajustes patrimoniais solicitados pelo Banco Central, além de estabelecer ações a serem tomadas pelo Estado e pela Administração do BEA, visando a melhor gestão do Banco. Em 3 de agosto de 1999, cumprido as disposições da Lei Estadual nº. 2504/98, o Estado do Amazonas, transferiu o controle acionário que detinha no Capital Social do BEA à União Federal, com a assinatura do Termo de Transferência das ações. Nesta data, realizou-se a AGE nomeando o novo Conselho de Administração e Fiscal, que indicou a Diretoria. O recebimento dos recursos por parte do Estado, ocorreu em 2 de agosto de 1999, quando a Secretaria do Tesouro Nacional com base nas Portarias 322 e 357, emitiu R$ mil em títulos públicos federais, repassando-os ao Governo do Estado. Os títulos emitidos tiveram a seguinte destinação: a) R$ mil - (para a capitalização do Banco), sendo que a AGE que aprovou este aumento de capital ocorreu em 3 de agosto de 1999, mesma data da transferência do controle acionário do Estado para a União; b) R$ mil pela venda dos Créditos da Carteira Imobiliária ao Estado do Amazonas; c) R$ mil pela venda de outros ativos ao Estado do Amazonas; d) R$ 333 mil diferença registrada em Credores Diversos País à disposição do Governo. Em 6 de setembro de 2000, com base na Portaria 444 da mesma data, em cumprimento ao disposto no Contrato de Abertura de Crédito e de Compra e Venda de Ações Sob Condição foi constituído pelo Estado do Amazonas o Fundo de Contingência, cujos recursos estão depositados na Caixa Econômica Federal, no montante de LFT-B (Letras Financeiras do Tesouro Série B ) com data de vencimento para 6 de setembro de 2015, com valor total de R$ ,86, na referida data. O Fundo de Contingência tem como finalidade cobrir eventuais contingências fiscais, cíveis, trabalhistas, extrajudiciais e outras superveniências passivas de responsabilidade do BEA, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 2 de agosto de CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 7/68

16 2.2. ASPECTOS GERAIS DO BEA Estatuto Social O Estatuto Social aprovado pela 93 o Assembléia Geral Extraordinária de Acionistas realizada em 3 de agosto de 1999, tem como destaque os seguintes pontos:! O BEA é uma instituição financeira múltipla, organizado sob a forma de sociedade anônima aberta, de economia mista;! Conforme o disposto no Art.4 o, o BEA tem por objeto social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às respectivas carteiras autorizadas (comercial, de desenvolvimento, de crédito, financiamento e investimento, e de crédito imobiliário), inclusive câmbio, tudo em consonância com as normas legais e regulamentares pertinentes.! O capital social, de acordo com o disposto no Art. 5 o, é de R$ ,15 (cento e setenta e sete milhões, oitocentos e noventa e nove mil, trezentos e noventa e quatro reais e quinze centavos), e está representado por ações da seguinte forma: Tipo Quantidade de Ações Ordinárias Preferenciais Total Fonte: Estatuto Social BEA Ainda com relação ao Art. 5 o, em seu parágrafo único, é informado a prioridade de distribuição de dividendos e reembolso de capital às ações preferenciais. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 8/68

17 ! O BEA é administrado por um Conselho de Administração e uma Diretoria.! O Conselho de Administração é um órgão de deliberação, orientação e consulta, composto por seis membros, sendo um deles o Presidente do Conselho, todos representantes dos acionistas eleitos pela Assembléia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo. Este conselho é eleito para um mandato de dois anos, sendo permitida a reeleição de seus membros. O Conselho de Administração reúne-se de forma ordinária bimestralmente e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente. Faz parte das atribuições do Conselho de Administração, entre outras: (i) a orientação geral quanto à política de negócios; (ii) eleição dos diretores; (iii) fixação de suas atribuições e fiscalização de seus atos; (iv) autorização para alienação de bens do ativo permanente e constituição de ônus reais; (v) declarar dividendos intermediários ou juros remuneratórios do capital próprio; (vi) convocar a Assembléia Geral e apreciar as matérias a serem submetidas pela Diretoria; e, (vii) manifestar-se sobre o relatório da Administração e as contas da Diretoria.! A Diretoria do BEA é formada por 6 membros, sendo assim composta: (a) Presidente; (b) Diretor Comercial, de Crédito e de Gestão de Risco; (c) Diretor de Finanças e Controle; (d) Diretor Administrativo e de Tecnologia; (e) Diretor de Gestão de Recursos de Terceiros; e, (f) Diretor de Relações Institucionais. Esta diretoria é renovada a cada dois anos, tendo mandatos coincidentes e admitindo-se a possibilidade da reeleição de seus membros. Compete aos diretores, na forma das atribuições e alçadas fixadas pela Diretoria, conduzir os negócios de sua área, e à Diretoria compete estipular e definir as questões estratégicas do Banco, conforme disposto no Art. 15 o do Estatuto Social do BEA, sendo assim definidas: (i) fixação das diretrizes operacionais e administrativas do Banco; (ii) definições sobre a rede de agências; (iii) propor destinação do lucro líquido; (iv) definir a política de juros ativos e passivos; (v) cumprir e fazer cumprir o Estatuto e as deliberações da Assembléia Geral e do Conselho de Administração; (vi) deliberar sobre matérias submetidas pelo Presidente e que sejam de sua responsabilidade; e, (vii) definir sobre a organização estrutural e funcional do Banco. A Diretoria se reunirá de forma ordinária semanalmente e, extraordinariamente, sempre que convocada pelo seu Presidente.! O BEA também possui um Conselho Fiscal, de funcionamento permanente, composto por 5 membros efetivos e suplentes em igual número, eleitos anualmente pela Assembléia Geral Ordinária, sendo permitida sua reeleição. O Conselho Fiscal reúne-se de forma ordinária mensalmente, e extraordinariamente, sempre que julgado conveniente, em atendimento à convocação do seu Presidente, do Presidente do Banco, ou da maioria de seus membros. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 9/68

18 ! O exercício social é de um ano, com término em 31 de dezembro. Serão elaborados balanços semestrais, respectivamente no último dia dos meses de junho e dezembro.! Do lucro líquido do exercício, será deduzido 5% para constituição de Reserva Legal, até o alcançar o montante de 20% do capital social, tornando-se então não obrigatória, sendo do lucro líquido ajustado, assegurado distribuição equivalente a, no mínimo, 25%, apurado em cada exercício social, como definido em Lei, garantido aos acionistas detentores de ações preferenciais o direito de dividendos no mínimo 10% maiores que os atribuídos às ações ordinárias.! A Administração do BEA é especialmente vedado deferir operações de crédito a funcionários, bem como a sociedades de que façam parte, sem prévia e expressa autorização da Assembléia Geral. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 10/68

19 Sede/Estrutura de Agências O BEA tem sua sede instalada à Rua Silva Ramos, 368 Manaus, AM, e sua estrutura organizacional está demonstrada no organograma abaixo: Assembléia Geral Geral Conselho de de Administração Conselho fiscal fiscal Diretoria Presidente COGEC AUPEC AUPEC COJUR COJUR GABIN GABIN Diretor Comercial, de Diretor Comercial, de Crédito e Gestão de Risco Crédito e Gestão de Risco DICOR Diretor de Finanças e Diretor de Finanças e Controle Controle DIFIN DIFIN Diretor de Relações Diretor de Relações Institucionais Institucionais DIRIN DIRIN Diretor de Recursos Diretor de Recursos Humanos de Terceiros Humanos de Terceiros DIRET DIRET Diretor Administrativo e de Diretor Administrativo e de Tecnologia Tecnologia DIATE DIATE COMIC COMIC GENES GENES DEFIP DEFIP DERAD DERAD GESEC GESEC DECON ASTOC ASTOC AGÊNCIAS Fonte: Memorando Informativo BEA CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 11/68

20 Estrutura de Agências O BEA conta hoje com uma rede de 36 agências e 23 postos de atendimento bancário. A distribuição das agências se dá como segue: Distribuição Quantidade Agências Metropolitanas 10 Agências do Interior 26 Total de Agências 36 Fonte: BEA CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 12/68

21 Análise da Rede de Agências Operações de crédito e depósitos Atualmente, o BEA conta com 36 agências, estando 10 localizadas na capital e 26 no interior. Devido às características econômicas do Estado do Amazonas, a concentração das operações nas agências da capital é elevada, conforme demonstrado nos gráficos abaixo: Distribuição das operações de crédito - R$ Mil Concentração dos depósitos - R$ Mil mar/01 Agências Capital Agências Interior mar/01 Agências Capital Agências Interior Fonte: BEA/ Análise Deloitte (não incluem operações da DIGER) Conforme demonstrado nos gráficos, é bastante evidente a participação muito mais efetiva das agências da Capital em relação às agências do Interior em termos operacionais. Cabe ressaltar que as operações de crédito e depósitos que são considerados como da Direção Geral (DIGER), não foram incluídos nesta análise, e caso fossem, a concentração de operações em Manaus seria ainda mais forte. Com relação as operações de crédito, a participação das agências da Capital está se mantendo em torno de 75%, enquanto que com relação aos depósitos, esta participação é ainda maior, e está se mantendo próximo a 90%. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 13/68

22 Ainda com relação a concentração da operação, podemos notar que as 8 principais agências em relação a realização de operações de crédito, correspondem a 72% do total das operações de crédito em aberto, tendo como base o saldo de março de Já com relação aos depósitos efetuados, podemos notar uma concentração ainda maior nas 8 principais agências, atingindo 86% dos depósitos em aberto em março de Em ambos os casos, entre as 8 principais agências, está apenas uma agência do Interior, Manacapuru e Itacoatiara, respectivamente para operações de crédito e depósito, o que reforça a participação modesta do Interior nas operações do BEA. É importante ressaltar, que as operações das duas principais agências do BEA, Boulevard e Aleixo, correspondem respectivamente a 41% e 43% do total das operações de crédito e depósitos do Banco. Operações de crédito - principais agências Depósitos - principais agências Barés 3% Demais exceto Diger 28% Boulevard 36% Educandos 2% Barés 3% Itacoatiara 1% Demais exceto Diger 14% Aleixo 34% Educandos 3% Parque Dez 3% Manacapuru Aleixo 3% 7% Cachoeirinha 8% Central 9% Parque Dez 3% Boulevard 9% Cachoeirinha 10% Central 24% Fonte: BEA/ Análise Deloitte Qualidade dos clientes Com relação a qualidade dos clientes, em termos de operações de crédito por contas correntes ativas, não há muita diferença entre a média verificada pelas agências da Capital em relação às agências do Interior. Com base nas operações de março de 2001, a média das agências da Capital ficou em R$ 1.069/ conta corrente ativa, enquanto que a média das agências do Interior esteve em R$ 1.064/ conta corrente ativa. A agência que apresentou melhor resultado nesta análise foi a da Cachoeirinha, localizada na Capital, que obteve a média de R$ 2.650/ conta corrente ativa. Com relação aos depósitos, a média das agências da Capital é bastante superior a média das agências do Interior, o que é explicado principalmente pelo fato do maior cliente do BEA, o Governo CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 14/68

23 Estadual, concentrar seus depósitos na Capital. Desta forma, a média de depósitos do Interior esteve em R$ 768/ conta corrente ativa, enquanto a média das agências da Capital ficou em R$ 3.450/ conta corrente ativa 1. Base de clientes A base de clientes segue a tendência apresentada pelas operações do Banco, com forte concentração dos clientes em Manaus. Aproximadamente 67% das contas correntes ativas estão distribuídas entre seis agências: Boulevard, Central, Aleixo, Cachoeirinha, Parque Dez e Barés, todas localizadas em Manaus. Tal fato é principalmente derivado da concentração da população na Capital do Estado, conforme demonstrado na tabela abaixo: Distribuição das contas correntes nas cidades atendidas - Capital Cidades/ agências População Contas correntes ativas - mar/01 Contas correntes/ habitantes Manaus ,078 Aleixo Alvorada Barés Boulevard Cachoeirinha Central Cidade Nova Compensa Educandos Parque Dez Fonte: BEA/ FIBGE 1 Quando não considerado a participação do Governo Estadual, os depósitos nas agências da Capital têm sua média reduzida para R$ 1.683/ conta corrente ativa. O cálculo foi preparado considerando a distribuição das operações da Diger, nas agências de origem, conforme informações preparadas pela Administração do BEA. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 15/68

24 Distribuição das contas correntes nas cidades atendidas - Interior Cidades/ agências População Contas correntes ativas - mar/01 Contas correntes/ habitantes Interior do Estado ,043 Barcelos ,040 Barreirinha ,036 Benjamim Constant ,071 Boca do Acre ,049 Borba ,054 Canutama ,070 Carauari ,028 Careiro ,035 Coari ,026 Codaiás ,061 Eirunepé ,047 Fonte Boa ,045 Humaitá ,065 Iranduba ,023 Itacoatiara ,038 Lábrea ,041 Manacapuru ,039 Manicoré ,033 Maués ,036 Nhamundá ,041 Novo Aripuanã ,074 Parintins ,031 CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 16/68

25 Distribuição das contas correntes nas cidades atendidas Interior (continuação) Cidades/ agências População Contas correntes ativas - mar/01 Contas correntes/ habitantes Interior do Estado ,043 Presidente Figueiredo ,148 São G. da Cachoeira ,055 Tefé ,039 Urucará ,047 Total atendido pelo BEA ,064 Fonte: BEA/ FIBGE Conforme demonstrado na tabela, a população atendida pelo BEA está fortemente concentrada em Manaus, que corresponde a 60% da população total atendida. Da mesma forma, a base de cliente segue esta tendência e também se concentra nesta cidade. Analisando o indicador de contas correntes por população, podemos verificar uma pequena diferença entre a Capital e Interior, com melhor índice na Capital. Distribuição de funcionários Apesar de contar com maior número de agências, as agências do Interior possuem menor número de funcionários alocados que as da Capital. Isto é facilmente explicado por dois motivos principais: (a) o tamanho das agências, visto que as agências da Capital são maiores que as do Interior; e, (b) o fato do BEA contar com convênio com a Prefeitura de boa parte dos municípios em que o Banco possui agências no Interior, onde estas cedem funcionários próprios para que possa ser viabilizado a permanência da agência no município. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 17/68

26 Desta forma, o que podemos notar é uma grande diferença na quantidade média de funcionários por agência, quando comparamos Capital com o Interior, o que pode ser observado na tabela a seguir: Alocação de funcionários nas agências Descrição Quantidade de funcionários Quantidade de agências Quantidade média de funcionários por agência Agências capital ,2 Agências Interior ,9 Total ,3 Fonte: Memorando Informativo BEA Adicionalmente, com relação às agências do Interior, o total de 85 funcionários são cedidos pelas Prefeituras das diversas municipalidades atendidas. Resultado das agências O resultado operacional das agências do 2 o semestre de 2000, apresenta mais uma vez grande concentração, principalmente nas quatro principais agências do BEA. É interessante notar, que apenas duas agências do Interior apresentaram resultado operacional negativo no período descrito, sendo as agências Borba e Careiro, esta última com resultado negativo expressivo equivalente a R$ 238 mil, sendo inclusive superior às suas receitas apuradas no período. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 18/68

27 Ranking de resultados por agências 2 o semestre de 2000 Demais 34% Central 40% Barés 7% Boulevard 9% Educandos 10% Fonte: BEA CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 19/68

28 Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva A composição do Conselho de Administração do BEA está apresentada no quadro abaixo: Nome do Conselheiro Prazo do Mandato Marco Aurélio de Melo Vieira AGO/2001 Presidente Sílvio Carlos do Amaral e Silva AGO/2001 Membro Daniel Rodrigues Alves AGO/2001 Membro Maria Virgínia Barbosa Vasconcellos AGO/2001 Membro Silvestre de Castro Filho AGO/2001 Membro Caixa de Previdência dos Funcionários - CABEA AGO/2001 Membro Fonte: BEA A composição dos membros da Diretoria do BEA está apresentada no quadro abaixo: Função Nome do Diretor Prazo do Mandato Fernando Lacerda Noronha AGO/2001 Presidente Função Jorge Sakiyama AGO/2001 Diretor Comercial, de Crédito e Gestão de Risco José de Carlos Miranda AGO/2001 Diretor Administrativo e de Tecnologia Waldemir Barbosa Guimarães AGO/2001 Diretor de Gestão de Recursos de Terceiros Paulo Roberto Brandão Pimentel AGO/2001 Diretor de Relações Institucionais João Freire dos Santos AGO/2001 Diretor de Finanças e Controle Fonte: BEA CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 20/68

29 A composição do Conselho Fiscal do BEA está apresentada no quadro abaixo: Nome do Conselheiro Prazo do Mandato Kátia Aparecida Zanetti de Lima AGO/2000 Presidente Ezio de Luna Freire Júnior AGO/2000 Membro efetivo Alfredo Pessoa Corrêa AGO/2000 Membro efetivo Maria Auxiliadora da Silva AGO/2000 Membro efetivo Aderson Santos Frota AGO/200 Membro efetivo Paulo Roberto Mendonça dos Santos AGO/200 Membro suplente Ernesto Messias Neyrão Filho AGO/200 Membro suplente Celmar Rech AGO/2000 Membro suplente Inêz Maria Santos de Sá Araújo AGO/2000 Membro suplente Francisco Renato de Aguiar Pimentel AGO/2000 Membro suplente Fonte: BEA Função CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 21/68

30 Estrutura Acionária A estrutura acionária do BEA está caracterizada pela forte concentração de suas ações em poder da União. Acionistas Ordinárias Preferenciais Totais Quantidade % Quantidade % Quantidade % União Federal , , ,54 CABEA , , ,04 Outros Acionistas , , ,42 TOTAL , , ,00 Fonte: BEA CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 22/68

31 Recursos Humanos Evolução do Número de Funcionários: O efetivo de funcionários do BEA vem apresentando reduções significativas nos últimos 5 anos, conforme demonstrado no quadro abaixo. MESES JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO MÉDIA Fonte: Departamento de Recursos Humanos BEA, 2001 Na tabela, não estão sendo considerados o Presidente e os Diretores que em março de 2001 totalizavam 06 (seis), e desta forma compondo o efetivo de 712 funcionários na data-base dos trabalhos. A redução expressiva de funcionários em cerca de 37%, é reflexo do processo de saneamento do BEA, sendo que a última redução significativa ocorreu em 2000 através de um PDVI, com a adesão total de 173 funcionários. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 23/68

32 Quantidade de funcionários por tempo de Empresa: TEMPO DE EMPRESA SEXO TOTAL % MASCULINO FEMININO ATÉ 3 ANOS ,42% DE 3,1 A 6 ANOS ,70% DE 6,1 A 9 ANOS ,08% DE 9,1 A 12 ANOS ,54% DE 12,1 A 15 ANOS ,85% DE 15,1 A 18 ANOS ,97% DE 18,1 A 21 ANOS ,85% DE 21,1 A 24 ANOS ,22% DE 24,1 A 27 ANOS ,82 % DE 27,1 A 30 ANOS ,98% MAIS DE 30 ANOS ,57% TOTAL % Fonte: Departamento de Recursos Humanos BEA, 2001 O quadro acima reflete a maior concentração de funcionários entre 9 e 12 anos de empresa, 20,54%, sendo também significativo o número de funcionários acima de 12 anos de serviços prestados, que totalizam 71,26%. Dentro destas faixas concentram-se 91,80% do efetivo total do BEA. A média de tempo de casa dos funcionários é de 13 anos. A população masculina representa 49,30% do efetivo total, enquanto 50,70% é representado pela população feminina. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 24/68

33 Número de Funcionários por Grau de Instrução: GRAU DE INSTRUÇÃO SEXO TOTAL % MASCULINO FEMININO Ensino Fundamental Incompleto 6-6 0,85% Ensino Fundamental Completo 6-6 0,85% Ensino Médio Incompleto ,98% Ensino Médio Completo ,16% Superior Incompleto ,75% Superior Completo ,13% Pós Graduação ,28% Mestrado Doutorado TOTAL % Fonte: Departamento de Recursos Humanos BEA, 2001 O nível de escolaridade dos funcionários do BEA é mediano, visto que 65,16% dos funcionários possuem o ensino médio completo, 18,13% graduação superior completa e 12,75% o nível superior incompleto. Por outro lado, 3,68% deles não concluíram o ensino médio ou possuem o ensino fundamental. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 25/68

34 Síntese da Folha de Pagamento de Março/01: ITEM EM R$ # EM US$ $ A- ) SALÁRIO NOMINAL , ,14 B- ) ADICIONAIS ANUÊNIO , ,92 GRATIFICAÇÃO DE FUÇÃO , ,50 GRAT.COMPLEM. FUNCAO 3.961, ,03 COMPLEMENTAÇÃO PROV. FUNÇÃO II , ,30 GRATIFICAÇÃO PARA SUBSTITUIÇÃO 9.354, ,76 RISCO/QUEBRA CAIXA , ,53 REGULAR GRAT SUBST EVENTUAL 813,87 386,44 RISCO QUEB CAIX PROPORC 1.298,04 616,33 GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL 25% # , ,94 VANTANGENS DE GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO 3.437, ,27 GRATIFICAÇÃO PARA SUBSTUIÇÃO II 1.929,34 916,08 ADICIONAL.NOTURNO 1.704,22 809,19 INSALUBRIDADE 60,40 28,68 ADICIONAL LOTAÇÃO 10% 7.767, ,99 DIÁRIAS 3.539, ,60 OUTROS , ,43 TOTAL DE ADICIONAIS , ,98 C- ) REMUNERAÇÃO BRUTA ( A + B ) , ,55 D- ) REMUNER.MÉDIA BRUTA (C N.º FUNCIONÁRIOS) 2.666, ,24 E- ) TOTAL ENCARGOS SOCIAIS , ,72 # Parcela paga todo mês. $ Taxa de conversão do Dólar = 2,10608 em F- ) TOTAL ( C + E ) , ,27 CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 26/68

35 G- ) BENEFÍCIOS AUXÍLIO DOENÇA , ,73 AUXÍLIO CRECHE , ,26 AUXÍLIO EXCEPCIONAL 390,00 185,18 AUXÍLIO MATERNIDADE 2.770, ,44 ASSISTÊNCIA ALIMENTAÇÃO , ,95 SEGUROS DE VIDA 2.421, ,57 ASSISTÊNCIA HOSPITALAR , ,86 TOTAL BENEFÍCIOS , ,98 H- ) TOTAL GERAL ( F + G ) , ,25 I- ) MÉDIA GERAL ( H N o FUNCIONÁRIOS ) 3.346, ,78 CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 27/68

36 Informática e Tecnologia Introdução Reconhecendo que os serviços relacionados com a Tecnologia da Informação não fazem parte do seu core business, o BEA optou pela terceirização dessa área funcional, adotando o outsorcing total das operações de informática. Este outsourcing, foi patrocinado por antigos profissionais da área de informática da instituição, que após o desligamento coletivo do quadro de funcionários, formaram uma cooperativa para prestar serviços de tecnologia e processamento de dados ao BEA. Dessa forma, o BEA manteve apenas uma área como ponto de contato entre os terceiros e os usuários/gestores internos, a ASTOC Assessoria de Tecnologia, Organização e Métodos e Atendimento ao Cliente, a qual tem a responsabilidade de desenvolver e acompanhar a implantação de projetos, e administra os contratos, atividades e níveis de serviços, por empresa prestadora, de modo a manter todas as áreas da instituição suportadas pelos recursos tecnológicos disponibilizados. O processamento dos sistemas e a execução dos processos do BEA, estão ocorrendo em 3 ambientes distintos, parcialmente integradas. Tais ambientes são as seguintes: a. Canal de Atendimento % Terminais ATM e Salas de Auto - Atendimento % Terminais de Caixa % Servidores Locais % Call Center % Rede Verde - Amarela CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 28/68

37 b. Departamental % Estações de Trabalho % Servidor Corporativo % Ferramentas de automação de serviços de escritório baseado em produtos Microsoft c. Mainframe % Estações de trabalho que emulam terminais Mainframe Estrutura de Hardware a. Mainframe % CPU: IBM Multiprise H50, Memória 2GB, 1 Processador 120 Mips, dividida logicamente em duas partições (Produção e Desenvolvimento), utilizando recursos de LPAR, com 2 placas de rede Fast Ethernet, 8 Canais Paralelos e 12 Canais Escon % Discos: 216 GB SSA RAID-5 e 1024 Mb de Cache % Risc/6000: Modelo 43P 133Mhz % Fita Rolo: Modelo 3420, com unidade de controle 3803 % Controladoras de Comunicação Remota: Modelo 3735, com 96 linhas % Controladoras de Comunicação Local: Modelo 3174, com 32 terminais cada % Conexão ao Mainframe: HUBS 8224 Ethernet Stackbale IBM, IBM 2210 NWAYS MULTIPROTOCOL ROUTER IBM 8271 NWAYS ETHERNET LAN SWITCH % Placas Fast Ethernet CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 29/68

38 b. Servidores Rede Padrão de Agências % Pentium II 400 Mhz % Memória 856 Mb % Placa Procomp IPP-3040 % HD9610 SCSI 9 GB % Drive de 1.2 Mb % Monitor SVGA % Teclado de 101 teclas % Terminais de Caixa Pentium II 400 Mhz % Terminais de Extrato CPU Pentium II 400 Mhz % Estação de Retaguarda DT 9500, CPU Pentium II 400 Mhz % Terminais de Cash Dispenser ATM Full CD 3700 % Nobreak de 1.0 kva c. Servidores e Estações de trabalho para automação de agências % Servidores de arquivos, aplicação e comunicação: 59 % Terminais de Recepção e Retaguarda: 43 % Terminais de Extrato e Saldo: 43 % Terminais de Caixa: 43 % Impressoras Gráficas: 59 CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 30/68

39 d. Estações de trabalho da automação de escritório da Direção Geral % Estações de trabalho: 304 e. Terminais de Auto - Atendimento % Estações de Atendimento: 20 máquinas Procomp, modelo DT9529 % Atm Full: 40 máquinas Procomp, modelo CD 3774 % Terminais de Consulta: 48 máquinas Procomp, modelo TCV3704 Estrutura de Comunicação % Rede de comunicação por satélite, a velocidade de 64 Kbps A comunicação entre as agências e o sistema central (mainframe) é efetuada através dos seguintes meios: % Circuitos Transdat, velocidade entre e 9.600bps % Circuitos DataSat-bi % Protocolos de Comunicação TCP-IP CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 31/68

40 Software No ambiente das agência e postos é utilizada a seguinte configuração: % Sistemas Operacionais: Windows NT 4.0, Windows 95/98 e OS/390 % Linguagens: Visual Basic, C ++, Cobol Cics 2.0 e Natural % Banco de Dados: SQL Server 7.0 e Adabas % Outros: PC Anywhere Software Básico Grande Porte ACF/VTAM ADABAS CICS/ESA 4.1 NATURAL OS RACF SOLVE (EASINET, MAI, MAI/EF, NCL/DEBUG,OCS, SYSPLEX) TCP/IP TSO/E ENU CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 32/68

41 Topologia, Arquitetura e Desenvolvimento a. Agências e Postos % Hub 12 portas 3 Com % Router Cisco Series 800 b. CPD e Diger % Roteador, Hubs e Switches (IBM) % Roteador MP/RT (Cyclades) % Roteador Cisco CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 33/68

42 Parcerias O BEA mantém hoje uma série de parcerias com organismos públicos e privados. Cabe ao banco, por exemplo o pagamento de serviços prestados por fornecedores ao Governo do Estado, não sendo remunerado por esta atividade 2. Dentre os principais serviços prestados pelo BEA, destacam-se: Pagamento ao Funcionalismo Público (o BEA realiza o pagamento dos salários de cerca de funcionários do Estado, cujos recursos giram em torno de R$ 65 milhões/mês); Pagamento aos Aposentados e Pensionistas (o BEA realiza o pagamento a cerca de 5 mil aposentados e pensionistas); Pagamento aos Fornecedores do Estado; Centralização da Arrecadação dos Impostos Estaduais; Convênios com Prefeituras e Câmaras Municipais; Convênios com concessionárias; Receita Federal (IRPF); e Arrecadação e pagamento do INSS. 2 Os serviços prestados para o Governo do Estado e para a Prefeitura de Manaus não são remunerados devido ao volume de recursos depositados pelos mesmos no BEA. No caso dos serviços prestados para a União Federal, dependendo da natureza, os mesmos podem ou não ser remunerados. Já os serviços prestados junto ao Setor Privado são remunerados em sua totalidade. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 34/68

43 Acordo de Basiléia O BEA atende as exigências do Acordo de Basiléia, apresentando um índice de 59,78%, ou seja, seu capital total corresponde a 59,78% do total de seus ativos ponderados de acordo com suas classes de risco. Tal índice supera os 11% mínimos exigidos pelo Acordo da Basiléia, indicando um excesso de Capital frente a atual configuração dos ativos do Banco, reflexo do aporte de Capital efetuado como parte do processo de federalização do BEA, a título de saneamento para o processo de privatização. Descrição Valores em 31/03/2001 R$ Mil A) Total do Ativo B) Total do Ativo Ponderado C) Patrimônio Líquido Ajustado D) Patrimônio Líquido / Ativo Ponderado (C/B) - % 59,78% Fonte: Memorando Informativo BEA CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 35/68

44 2.3. DIAGNÓSTICO OPERACIONAL Base de Clientes Com atuação limitada ao Estado do Amazonas, o BEA possuia na data-base de 31 de março de 2001, contas correntes ativas e contas de poupança, as quais correspondem a clientes. Comparativamente à população do Amazonas, assumindo-se que o número de clientes é igual a 1,064 contas (correntes e de poupança), conforme relação "clientes vs. contas correntes e poupanças", os clientes do BEA nesta data representavam aproximadamente 5,8% do total da população. Relação dos 5 municípios com maior número de Contas Correntes Municípios Contas Correntes Manaus Manacapuru Itacoatiara Parintins Tefé TOTAL DOS 5 MAIORES Fonte: BEA Cabe destacar que a base de clientes do Banco está significativamente concentrada na Capital do Estado, sendo que cerca de 76% dos negócios do BEA são realizados em Manaus. As operações efetuadas no interior do Estado representam 24% dos negócios do Banco. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 36/68

45 Analisando-se a distribuição de contas correntes ativas verifica-se uma concentração do número de contas correntes em 5 municípios, sendo esses, responsáveis por 83,6% do total de clientes do Banco. Distribuição de CC Ativas Municípios A 84% Municípios B 16% Fonte: BEA OBS.: Municípios A: Correspondem aos 5 municípios com o maior número de contas correntes ativas. Municípios B: Correspondem aos demais municípios. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 37/68

46 Podemos inferir também, através da análise anterior, que a maior parte dos clientes do Banco concentra-se nas regiões urbanas do Estado, fato diretamente associado à distribuição sócio-econômica da população dos 26 municípios onde o BEA está presente. Verifica-se que para tais municípios aproximadamente 83% da população economicamente ativa é classificada como população urbana. Cabe destacar a relevância da cidade de Manaus nesta estatística, tendo em vista que se esta cidade fosse excluída da análise, a distribuição da população economicamente ativa seria de 57% para PEA urbana e 43% para PEA Rural. PEA Urbana X PEA Rural PEA Rural 17% PEA Urbana 83% Fonte: Análise DTT OBS: Análise considera apenas os municípios onde o BEA possui agências CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 38/68

47 Perfil das Operações OPERAÇÕES DE CRÉDITO A carteira de crédito do BEA apresenta-se concentrada principalmente em créditos comerciais. Nos últimos anos, o BEA promoveu mudança em sua política operacional e, a partir do 2 semestre de 1999, a ênfase dos negócios que pratica são as operações destinadas ao funcionalismo público. As aplicações são pulverizadas, disseminadas no nicho de mercado integrado por funcionários públicos estaduais, municipais e aposentados do INSS. A principal garantia dos empréstimos é a autoliquidez, uma vez que os beneficiários têm seus proventos creditados no Banco. A característica dessa operação, apresenta reduzido nível de risco e consequente baixo índice de inadimplência. Carteira de Crédito - Junho/99 Carteira de Crédito - Março/2001 1% 9% 2% 9% Adiantamento a Depositantes e Títulos Descontados Empréstimos p/ Funcionalismo Público Outros empréstimos 5% 11% 0% 8% Adiantamento a Depositantes e Títulos Descontados Empréstimos p/ Funcionalismo Público Outros empréstimos Financiamentos Financiamentos 78% Financiamentos imobiliários 77% Financiamentos imobiliários Total da Carteira de Crédito - R$ mil Total da Carteira de Crédito - R$ mil Fonte: BEA Tal mudança operacional foi consolidada através do processo de saneamento, o qual iniciou-se no 2 semestre de 1999 com a assinatura do Termo de Compromisso, onde as operações de crédito imobiliário foram alienadas para o Estado do Amazonas. Com o achatamento da carteira, o BEA possui atualmente uma reduzida quantidade de produtos, conforme demostrado a seguir: CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 39/68

48 A. Crédito Comercial: CREDIBEA Modalidade de crédito a qual destina-se à assistência ao funcionalismo público estadual e municipal, os quais recebem seus proventos através do Banco. Os produtos que compõem esta linha de crédito e suas características, são demonstrados na tabela abaixo: Características Credisalário Crediescola Credi Informática Credi Bea Detran Credi Bea Celular Propósito Atender as necessidades imediatas e eventuais dos funcionários públicos estaduais e municipais, através da antecipação do salário mensal. Tem por objetivo prover os beneficiários com recursos para atender suas necessidades imediatas de aquisição de material escolar, fardamento, matrícula e Linha especial de crédito destinada para a aquisição de computador e material de informática. Linha de crédito para o pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, e demais despesas próprias de regularização do veículo. Linha de crédito para aquisição e habilitação de aparelho(s) celular(es) através do convênio BEA/NBT (Norte Brasil Telecom). Valor Mínimo de Concessão Valor Máximo de Concessão mensalidades. R$ 200 R$ 200 R$ 200 R$ 200 Menor valor do aparelho constante da tabela de preços da NBT, mais os encargos operacionais. Até 8 vezes o salário líquido Até 4 vezes o salário líquido Juros 3,75% am 2,70% am 2,95% am até 12 meses e 3,95% am acima de R$ R$ A soma de até três aparelhos conforme a tabela de preços da NBT e encargos operacionais. 2,95% am 2,95% am CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 40/68

49 12 meses Prazo Máximo 36 parcelas mensais 12 parcelas mensais 24 meses 12 meses 24 parcelas mensais A política de concessão de crédito da linha Credibea segue a seguinte regra:! máximo de três produtos da linha Credibea por funcionário público; e! o total dos empréstimos tomados possuem o limite máximo de até 8 vezes o salário líquido. O Credisalário é o produto mais significativo da carteira de crédito de funcionalismo público, representando cerca de 88% do total desta carteira em março de Ainda nesse período, este produto contemplava servidores. Evolução da Carteira Média Credi BEA - R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 41/68

50 CREDIPESSOAL Linha de crédito destinada para os clientes que necessitam de recursos para atender suas necessidades imediatas e eventuais. Os beneficiários desta modalidade de empréstimo são as pessoas físicas (assalariados e profissionais liberais). Em março de 2001, este produto contemplava clientes. Suas características são:! Valor de Concessão: mínimo de R$ 200 e máximo de 3,5 vezes o salário líquido;! Prazo Máximo: 12 parcelas mensais;! Juros: 4,5% am;! Garantia: aval. Evolução da Carteira Média de Credipessoal - R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 42/68

51 CREDIGIRO Linha de crédito destinada às empresas com o objetivo de assisti-las em suas necessidades de capital de giro. Em março de 2001, este produto contemplava 594 clientes. Suas características são:! Prazo Máximo de até 12 parcelas mensais;! Garantia: nota promissória com avais podendo ser acrescentado alienação fiduciária e/ou caução de duplicatas;! Os juros desta operação são definidos de acordo com as garantias apresentadas pelos clientes podendo variar de 2,44% am até 3,70% am. Evolução da Carteira Média de Credigiro - R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 43/68

52 CREDICHEQUE Destinado às empresas que aceitam cheques pós-datados, com antecipação de até 85% do valor apresentado pelo cliente. Em março de 2001, este produto contemplava 24 clientes. Suas características são:! Prazo: mínimo de 10 dias e máximo de 120 dias;! Garantia: Custódia de cheques. Evolução da Carteira Média de Credicheque - R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 44/68

53 EVOLUÇÃO DAS RECEITAS DE EMPRÉSTIMOS As receitas de Empréstimos (os quais são compostos pelos produtos anteriormente descritos) revelam-se como principal fonte de receita das operações de crédito do BEA, representando em março de 2001 cerca de 87,5% desta receita. A evolução destas receitas nos últimos quinze meses, deve-se principalmente ao fato do aumento dos prazos de pagamento dos produtos destinados ao funcionalismo público. Evolução das Receitas de Empréstimos - R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 45/68

54 CHEQUE ESPECIAL O Cheque Especial é um instrumento de crédito rotativo disponibilizado em conta corrente de pessoa física, para livre movimentação. É atualmente concedido a cerca de clientes, com valor de crédito disponibilizado de R$ mil e utilizado de R$ mil. Em março de 2001, a receita acumulada de cheque especial foi de R$ 86 mil. Evolução das Receitas de Cheque Especial- R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 46/68

55 TÍTULOS DESCONTADOS Modalidade direcionada às pessoas jurídicas, onde é feito o adiantamento de recursos sobre valores referenciados em duplicatas de cobrança, de forma a antecipar o fluxo de caixa dos clientes do Banco. Em março de 2001, este produto contemplava 123 empresas e o saldo desta carteira representava cerca de 7,4% do total das operações de crédito. Evolução das Receitas de Títulos Descontados - R$ Mil Jan-00 Fev-00 Mar-00 Abr-00 Mai-00 Jun-00 Jul-00 Ago-00 Set-00 Out-00 Nov-00 Dez-00 Jan-01 Fev-01 Mar-01 Fonte: BEA Gerência de Negócios e Serviços CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 47/68

56 B. Produtos de Fomento: Embora tenha interrompido a operação de novos repasses após o processo de saneamento, o qual se iniciou no 2 semestre de 1998, o BEA está credenciado a repassar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES. Os saldos de repasses existentes referentes a empréstimos antigos vêm, em sua totalidade, diminuindo gradualmente à medida em que o Banco vai saldando os seus compromissos com repasses de instituições oficiais. Evolução das Obrigações por Repasses - R$ Mil Dez-98 Dez-99 Dez-00 Março de 2001 (*) Tesouro Nacional BNDES CEF FINAME Outras Instituições Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas (*) Demonstrações Financeiras não auditadas CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 48/68

57 OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO Como instrumentos de captação destacam-se as modalidades tradicionais existentes no mercado: depósitos à vista, depósitos de poupança e depósitos a prazo. Nota-se a redução das captações no ano e 1998, devido principalmente ao fato da diminuição dos depósitos de governo. A partir de 1999, verifica-se crescimento dos depósitos, que em conjunto cresceram em média 14% ao ano. Destacam-se os crescimentos médios anuais dos depósitos à prazo que a partir de 1999 apresentaram crescimento de 57%. Abaixo apresentamos o gráfico da evolução do total das captações realizadas pelo banco desde Evolução das Captações de Depósitos - R$ Mil Dez-97 Dez-98 Dez-99 Dez-00 Março de 2001 (*) Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas (*) Demonstrações Financeiras não auditadas Depósitos à vista Depósitos de poupança Depósitos a prazo CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 49/68

58 Deposito à Vista % Público alvo são pessoas físicas e jurídicas. Os depósitos de livre movimentação permanecem à disposição de seus correntistas para saques à vista. Sobre os depósitos à vista, o BACEN não permite o pagamento de quaisquer rendimentos. Depósito de Poupança Os depósitos de poupança são destinados à pessoas físicas e jurídicas. A captação destes recursos deve ser destinada em 70% à aplicação em crédito imobiliário, no entanto, o BEA está efetuando recolhimento do valor correspondente aos referidos 70%, em TVM no BACEN. Este fato deve-se à alienação de sua carteira de crédito imobiliário, conforme mencionado anteriormente neste relatório. O BEA disponibiliza para os seus clientes o produto Multipoupança, cujas características são descritas abaixo:! Poupador pode efetuar diversas aplicações no mês sem a necessidade de abrir novas contas;! Uma única conta com várias datas de aniversário;! Rentabilidade mensal nas diversas datas em que haja depósitos efetuados;! Possibilidade de saques parciais, resguardando a rentabilidade sobre o menor saldo;! Juros mensais de 0,5% + variação da TR da data da aplicação;! Liquidez assegurada a qualquer dia;! Garantia do Governo Federal até limite de R$ 5.000,00;! Isenta de Imposto de Renda e IOF. Depósito a Prazo % RDB - Recibo de Depósito Bancário investimento que garante ao cliente o resgate do valor aplicado, acrescido do rendimento obtido por taxa de juros negociada, ao final do prazo estabelecido, deduzidas as despesas de imposto de renda. Este recibo é intransferível. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 50/68

59 % CDB - Certificado de Depósito Bancário - investimento que garante ao cliente o resgate do valor aplicado, acrescido do rendimento por uma taxa de juros negociada, ao final do prazo fixado, deduzidas as despesas de imposto de renda. O certificado pode ser endossado pelo cliente para outra pessoa ou instituição, após os primeiros 30 dias de prazo. O BEA disponibiliza para seus clientes CDB's nas modalidades pré e pós fixada. Dentro das captações de depósitos do BEA na data-base de 31 de março de 2001, verifica-se a relevância do montante dos Depósitos a Prazo em relação aos demais, representando 59,2% do volume total. Composição dos Depósitos em Março de 2001 Depósitos à vista 31% Depósitos a prazo 59% Depósitos de poupança 10% Fonte: Demonstrações Financeiras não auditadas CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 51/68

60 Fundo de Investimento Financeiro: BEAFIF Curto Prazo % Constituído em setembro de 1995, sob a forma de condomínio aberto, o BEAFIF Curto Prazo é um fundo de investimento financeiro com prazo de duração indeterminado. O objetivo é propiciar a seus participantes rentabilidade e liquidez, mediante aplicação dos recursos em títulos de renda fixa. O fundo é administrado pelo BEA, sendo que a título de remuneração deste serviço é cobrado dos quotistas a taxa de 1% a.m. referente à administração dos recursos do Fundo. No caso da rentabilidade do fundo exceder a rentabilidade média dos Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI's), é adicionalmente cobrado dos quotistas a taxa de performance de até 10% a.m. A política de investimentos do BEAFIF CP é demonstrada a seguir: 1. A carteira do Fundo deverá subordinar-se aos requisitos de composição e diversificação impostos pelas normas em vigor, com preponderância em títulos de renda fixa; 2. Administrador poderá, ainda, aplicar os recursos do Fundo em títulos de sua própria emissão ou de empresas a ele ligadas. Em março de 2001, a aplicação dos recursos do fundo e a composição de seu patrimônio líquido estavam assim distribuídas: Aplicação dos Recursos Composição do Patrimônio Líquido Títulos Privados CDB's do BEA 13% Pessoa Física 6% Pessoa Jurídica 6% Títulos Públicos Federais - LFT's 87% Governo 88% Fonte: BEA - Departamento Financeiro e de Planejamento CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 52/68

61 2.4. ANÁLISE RETROSPECTIVO-FINANCEIRA Com base nas demonstrações financeiras auditadas dos últimos quatro exercícios, findos em 31 de dezembro de 1997, 1998, 1999, 2000 e do período de 3 meses não auditado findo em março de 2001 (data-base), procedemos a uma análise retrospectivo-financeira do BEA. Abaixo descrevemos os principais elementos constatados durante nossa análise. Origem dos Resultados O Sistema Financeiro Nacional, desde sua formação na década de 60, passou por várias fases, sem, contudo, conseguir estabilizar-se ou encontrar um caminho definitivo de atuação. A fase seguinte começava sem que a anterior houvesse terminado, fazendo da economia e do setor bancário um grande laboratório de testes. Nas três últimas décadas, o Sistema foi expandido, contraído, fusionado, direcionado para câmbio, crédito, financiamento das contas governamentais, demitiu, empregou, fechou agências, abriu postos bancários, informatizou-se, virtualizou-se, enfim, sem vida própria, seguiu as macro definições das políticas econômicas de estabilização, tentando encontrar seu próprio perfil, mas preso às inconstâncias do país. Após a implantação do último e mais duradouro Plano de Estabilização, que já dura 7 anos, o sistema precisou mostrar mais originalidade e desenvoltura para se adaptar a uma nova conjuntura de taxas reduzidas de inflação. Alguns bancos conseguiram transpor a fase de ganhos com float para os ganhos com spreads com relativa facilidade, pois já se preparavam internamente para um momento como o que ocorreu. Outros mostraram a verdadeira fragilidade de suas estruturas e sucumbiram no meio do processo. Os bancos estaduais, que tiveram sua performance mais afetada com o fim da inflação, vêm passando pelo Programa de Reestruturação dos Bancos Estaduais, promovido pelo Governo Federal desde agosto de 1996 através da Resolução Essas oscilações se refletem no perfil das receitas e despesas do BEA. Na condição de banco estadual de varejo, a principal fonte de receita do banco é derivada das Operações de Crédito. Até 1998, o aumento do volume da carteira de crédito, e a manutenção dos spreads em níveis elevados, permitiram CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 53/68

62 ganhos importantes nesta receita. Em 1999, como parte do processo de saneamento, houve a venda da carteira imobiliária ao Estado do Amazonas 3, havendo grande retração na receita naquele ano. Em 2000, apesar da mudança de estratégia, a receita de operações de crédito derivada principalmente de operações efetuadas com funcionalismo público, apresentou uma pequena retração em virtude da queda das taxas de operação de crédito, como verificado no setor financeiro em geral. Nos últimos cinco anos, o BEA vem realizando esforços para reduzir as despesas administrativas e de pessoal, principalmente através do ajuste do quadro de funcionários, que apresentou sua mais forte redução em No entanto, as despesas referentes a esse ano incorporam gastos estruturais, mantendo-se em nível elevado. No período analisado, as despesas administrativas e de pessoal vêm se mostrando estáveis. Apesar da grande queda nos spreads, e da redução no ganho inflacionário com consequente queda na receita obtida com os floats, as receitas de Prestação de Serviços não tiveram crescimento expressivo até o ano de 1999, seguindo tendência verificada no setor financeiro nacional em geral. Já no ano de 2000 essa receita apresentou um crescimento expressivo, da ordem de 76%, devido ao fato da transferência dos recursos do governo aplicados em depósitos a prazo para a aplicação no Fundo de Investimento administrado pelo BEA. No tocante ao resultado, o prejuízo registrado em 1998 foi agravado pela necessidade de aumento das provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa, em função do ajuste imposto pelo Banco Central, visando o processo de saneamento do BEA. O resultado negativo apresentado no ano de 2000, foi principalmente motivado pela ocorrência de despesas conjunturais, tais como o PDVI e o complemento de provisão para operações de crédito, devido às novas regras de provisionamento estipuladas pelo Banco Central através da Resolução Em julho de 1998 foi assinado o "Termo de Compromisso" entre o Estado do Amazonas e o Banco Central, com interveniência do Ministério da Fazenda e do BEA, o qual dentre outras aplicações, atribuiu à União, a obrigação de financiar o Estado do Amazonas para adquirir a totalidade da Carteira Imobiliária do Banco do Estado do Amazonas. Esta carteira foi alienada à CEF pelo Estado. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 54/68

63 O BEA prioriza as captações em produtos tradicionais de mercado ao passo que títulos e valores mobiliários respondem por grande parte de suas aplicações. ESTRUTURA PATRIMONIAL - MARÇO/01 ATIVOS PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO Disponibilidades (4,1%) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (5,7%) Títulos e Valores Mobiliários (46,5%) Depósitos (63,9%), divididos em: A vista (31,1%) Poupança (9,8%) A Prazo (59,1%) Relações Interfinanceiras + Interdependências (11%) Operações de Crédito (27,5%) Relações Interfinanceiras + Interdependências (1,5%) Obrigações por Empréstimos e Repasses (3,3%) Outras Obrigações (7,2%) Outros Créditos (1,9%) Outros Valores e Bens (0,2%) Ativo Permanente (3,1%) Fonte: Demonstrações Financeiras não auditadas Análise: Deloitte TOTAL= R$ 527 Milhões Patrimônio Líquido (24,1%) CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 55/68

64 ATIVO Aplicação dos Recursos % Inicialmente o BEA tinha as atividades voltadas à Carteira Comercial com a missão Institucional de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Estado, através das operações bancárias de crédito e da prestação de assistência financeira a empreendimentos comerciais, industriais, agropecuários e extrativos. Na década de 90, o BEA passou a operar como Banco Múltiplo o que deflagrou o processo de remodelagem patrimonial, operacional e tecnológica da Instituição. Nos últimos anos, a principal aplicação do BEA é oriunda de operações de crédito voltadas ao funcionalismo público, uma vez que o Banco é responsável pelo pagamento do salário dos funcionários públicos do Estado do Amazonas. Como parte do processo de saneamento, a antiga carteira imobiliária foi vendida ao Estado do Amazonas e deste à Caixa Econômica Federal. A partir do 2 semestre de 1999, devido ao aumento de capital para recomposição patrimonial e absorção de prejuízos, o BEA passou a aplicar grande parte de seus recursos em títulos e valores mobiliários. Operações com Títulos e Valores Mobiliários % Até 1999, esta aplicação não era representativa em sua estrutura, passando a ser privilegiada a partir do 2 semestre daquele ano, com a entrada de recursos para aumento de capital. Esses recursos, oriundos do acordo entre a o Estado do Amazonas e o BACEN, com interveniência do Ministério da Fazenda e do BEA, foram direcionados para papéis líquidos (títulos públicos federais) que melhoraram sua condição de liquidez. Em 1999, apesar de não ser o foco do banco, tais operações representavam 56% do total de suas aplicações. As operações com Títulos e Valores Mobiliários registraram queda acentuada no ano de 2000, representando 24% do total das aplicações. Esta redução ocorreu devido a estratégia do Banco de destinar parte da carteira de Títulos Públicos (LFT's) para o Fundo de Investimento administrado pelo Banco. Em março de 2001, esses títulos retornaram para a carteira de Títulos e Valores Mobiliários do Banco, fazendo com que a mesma representasse 46% do ativo total do BEA 4. TVM - Vinculados ao Banco Central 4 Devido a transferência de Títulos Públicos da carteira de TVM para o Fundo de Investimento do BEA, ocorrida em 2000, os recursos do Governo contidos no Banco foram redirecionados para esta aplicação, visando uma melhor rentabilidade. Já em 2001, com a retorno destes títulos para a carteira de TVM do BEA, o Governo passa a priorizar suas aplicações em depósitos a prazo. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 56/68

65 % Devido à venda da carteira imobiliária ao Estado do Amazonas, de acordo com o contrato de aquisição de créditos, o BEA atualmente não possui carteira imobiliária para direcionar os recursos captados através de depósitos de poupança. Dessa forma, no sentido de corrigir a situação específica apresentada, sem haver a necessidade de efetuar-se novas operações relacionadas à carteira imobiliária, o BEA possui títulos vinculados ao BACEN em montante suficiente para cumprimento das exigências legais de direcionamento dos depósitos de poupança. Em março de 2001, tal montante representava 9,4% do total da carteira de títulos e valores mobiliários. Operações de Crédito % Até 1998, as operações de crédito representavam aproximadamente 65% do ativo, representadas principalmente por operações efetuadas com funcionalismo público e operações de crédito imobiliário. A partir do 2 semestre de 1999, com a alteração na estratégia operacional, as operações de crédito sofreram uma sensível diminuição devido à transferência da carteira imobiliária para o Estado do Amazonas, oriunda do processo de saneamento do Banco. Outro fator que impulsionou a redução da carteira de crédito foram as medidas tomadas visando a restrição de empréstimos em valores elevados, e também pelo grande complemento efetuado na provisão para créditos de liquidação duvidosa. % No sentido de buscar alternativas de menor risco, a partir de julho de 1998, o banco passou a adotar as seguintes estratégias: (i) inibição de operações com valores elevados; (ii) não assumir passivos que impliquem aumento real das obrigações e despesas; (iii) restrições na concessão e renegociação de créditos; e, (iv) promover ações efetivas para recuperação de créditos em atraso, inscritos em CL ou compensados em prejuízo. % Nos últimos anos o BEA vem aplicando seus recursos em operações de crédito voltadas ao funcionalismo público (crédito consignado) através de uma linha de crédito destinada aos funcionários públicos que recebem seus salários através da instituição (Credi Salário), além das operações relacionadas a conta garantida (cheque especial). O Banco possui também produtos destinados a pessoas físicas, tais como Crédito Pessoal e Cheque Especial, e produtos destinados para pessoa jurídica, tais como Credigiro, Credicheque e Títulos Descontados. % O Credi Salário possui as seguintes características com relação à concessão de crédito: (i) concessão máxima limitada em até 8 salários líquidos; (ii) disponível somente para funcionários públicos estaduais e municipais, ativos, aposentados e pensionistas, da administração direta e indireta, que recebem salários no BEA através de crédito em conta corrente. Operacionalmente, esta linha de crédito possui as seguintes características: (a) prazo teórico de amortização de até 36 meses; e, (c) liberação simplificada de recursos, mediante consulta do sistema efetuada pelos caixas das agências. % As vantagens obtidas pelo BEA com a implantação do Credi Salário foram: (i) ampliação das rendas de crédito; (ii) otimização do nível de fidelidade de seus clientes; (iii) risco mínimo de inadimplência; e, (iv) desburocratização do processo de liberação de crédito com consequente diminuição nas despesas relacionadas. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 57/68

66 % Atualmente, o BEA possui uma administração de crédito eletrônica, sendo que os serviços manuais restringem-se aos referentes à formalização de crédito. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 58/68

67 Inadimplência % O custo intrínseco deste setor de atuação é a inadimplência, que caminha lado a lado com a expansão do crédito. O baixo nível de inadimplência do BEA, deve-se ao fato de sua carteira de crédito estar significativamente concentrada em crédito consignado junto ao funcionalismo público, o que minimiza o risco de inadimplência destas operações. Nos anos de 1998 e 1999, os índices de inadimplência do BEA correspondiam respectivamente a 0% e 0,2% da carteira média de crédito. O nível de inadimplência atingiu seu patamar mais elevado em 2000, correspondendo a 10,3% sobre a carteira média de operações de crédito. Esta evolução explica-se pela adequação da carteira de crédito às normas estipuladas pela Resolução 2682 do Banco Central. Em março de 2001, o nível de inadimplência recuou aos patamares anteriores representando 0,1% da carteira média (as operações de crédito consignado representavam 77% do total da carteira de crédito do BEA neste período). PASSIVO Captação de Recursos % Como típico banco de varejo, atestado pela base de cerca de 172 mil clientes ativos em março de 2001, sendo grande parte deles funcionários públicos, tem os depósitos como sua principal fonte de captação. Dentro do grupo dos depósitos, a captação através de depósitos à vista foi a mais significativa nos anos de 1997 à 2000, representando respectivamente 60%, 50%, 38% e 46% do total dos depósitos nesses anos. Em março de 2001, a captação mais significativa foi através de depósitos à prazo, representando 59% do total. A captação de recursos através do Governo constitui significativa fonte de captação do BEA, representando 47% do total captado através de depósitos em março de Depósitos a Prazo % Em 1998, o nível de captação através de depósitos a prazo apresentou sensível crescimento, porém ainda não apresentava proporção significativa do total das captações. No ano de 2000, o nível de captação através de depósitos a prazo experimentou crescimento significativo e constituiu-se em importante fonte de captação para aquele ano. Em março de 2001, as captações de depósitos tornaram-se a fonte de captação mais significativa do BEA, representando 59% do total captado através de depósitos. Este aumento deveu-se ao fato de aplicação dos recursos do Governo, anteriormente aplicados em fundo de investimento, terem sido redirecionados para aplicação em CDB's do BEA. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 59/68

68 Depósitos à Vista % Os depósitos à vista experimentaram queda significativa em 1998 e 1999, devido principalmente ao fato diminuição dos depósitos de governo. Em 2000, os depósitos à vista experimentaram recuperação em relação às sucessivas quedas dos anos anteriores, sendo que em março de 2001, os níveis destes depósitos demonstraram-se praticamente estabilizados. Neste período, a captação de recursos à vista através de depósitos de Pessoa Jurídica, representava 38% do total captado. Esta constitui-se na principal fonte de captação de depósitos à vista do BEA, seguida da captação de recursos à vista junto ao Governo, a qual representava 33% dos depósitos à vista do Banco. Os depósitos à vista constituem-se fonte significativa de captação do BEA, representando 31% do total captado através de depósitos. Depósitos de Poupança % Esta fonte de recursos experimentou crescimento moderado até Em 2000, a captação de depósitos de poupança sofreu uma queda significativa, da ordem de 51%. Esta redução ocorreu principalmente devido a transferência de depósitos judiciais, os quais estavam contabilizados em depósitos de poupança, para o Banco do Brasil. Este medida foi adotada visando o atendimento de ofício do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. A importância que se dá a esta forma de captação se justifica pelo reduzido custo financeiro e relativa estabilidade da média dos depósitos. Em março de 2001, esta fonte de captação representava 10% do total captado através de depósitos. Captações no Mercado Aberto % As captações no mercado aberto, através de carteira própria ou de terceiros, têm se mantido pouco representativas desde 1997, sendo que em março de 2001, o BEA não se utilizou desta modalidade como fonte de captação. Obrigações por Empréstimos e Repasse % As captações através deste tipo de modalidade têm se mostrado pouco representativas desde Atualmente, o BEA não tem efetuado novas operações utilizando-se de recursos para repasse. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 60/68

69 Prejuízos Fiscais e Base Negativa da Contribuição Social % O BEA possui créditos tributários oriundos de prejuízos fiscais e base negativa da contribuição social, no montante de R$ mil e R$ mil, respectivamente. Créditos Tributários Temporários % O BEA não efetuou contabilização de créditos tributários temporários em março de 2001, os quais são oriundos de saldos de prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e diferenças tributárias. Se o fizesse, o montante registrado seria de R$ mil 5. 5 Considerou-se a alíquota de 8% de contribuição social, para cálculo desta estimativa. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 61/68

70 A seguir apresentamos uma série de gráficos, a partir do quadro abaixo, visando ilustrar os principais indicadores do banco. EVOLUÇÃO DOS PRINCIPAIS INDICADORES R$ Mil Descrição Dez-97 Dez-98 Dez-99 Dez-00 Ativo Total Patrimônio Líquido (PL) Receita Total Lucro Líquido (LL) LL/PL (%) 5,40 n/a 0,13 n/a Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas Evolução da Receita Total - R$ mil Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 62/68

71 Despesas / Receitas Operacionais O índice apresentou comportamento estável durante o período analisado, demonstrando evolução mais significativa em 1998, onde as despesas representaram 101% das receitas operacionais. Esta evolução deveu-se principalmente ao sensível aumento nas despesas de intermediação financeira motivada pelo grande complemento efetuado na provisão para créditos de liquidação duvidosa, oriundo de ajuste do Banco Central. Os fatores que levaram a esta evolução foram resultado do início do processo de saneamento do BEA, e são fatores pontuais motivados pela necessidade da tomada de decisões estruturais. No ano de 1999, verifica-se uma pequena queda neste índice. Tal fato deveu-se principalmente aos seguintes fatores: (i) apesar da significativa queda da receita de intermediação, ocorrida devido à venda da carteira imobiliária para o Estado do Amazonas, as despesas operacionais apresentaram queda ainda mais acentuada que as receitas, explicadas principalmente pelo valor registrado em provisão para créditos de liquidação duvidosa ser muito inferior ao valor contabilizado no ano anterior, o qual foi motivado por ajuste do Banco Central; e, (ii) diminuição das despesas de captação neste período. Em 2000, o índice manteve-se praticamente estável, onde nota-se uma pequena variação negativa na receita de intermediação devido à queda das taxas de operação de crédito, verificado no setor financeiro em geral, e pequena redução das despesas operacionais. 101% 97% 96% 92% Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas Obs.: (1) Desp. Oper. = Desp. da Intermediação Financeira + Desp. Pessoal + Desp. Tributárias + Desp. Administrativas + Outras Desp. Operacionais. (2) Receita Oper. = Receitas da Intermediação Financeira + Receitas de Prest. de Serviços + Outras Receitas Operacionais. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 63/68

72 Despesas de Intermediação / Ativo Total Médio Outro importante indicador de desempenho do banco, as Despesas de Intermediação sobre o Ativo Total Médio, apresentou um sensível aumento em 1998, motivado novamente pelo aumento na provisão para crédito de liquidação duvidosa. A partir de 1999, o índice manteve-se estável, devido principalmente a redução do valor registrado em provisão de créditos de liquidação duvidosa, visto que o aumento deste saldo no ano anterior foi motivado por ajuste do Banco Central e também impulsionado pela diminuição das despesas de captação. 15% 10% 11% 8% 5% 6% 6% 0% Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 64/68

73 Receita de Serviços / Receita Operacional Após a implantação do Plano Real, todo o sistema bancário nacional passou a aumentar a participação de suas Receitas de Serviços sobre o total das receitas, uma vez que a queda da inflação e a estabilidade econômica impôs aos bancos a perda dos ganhos com o float. No caso do BEA, após a evolução em 1997, o mesmo sofreu pequeno aumento em 1998 e 1999, apresentando aumento expressivo em Este aumento deveu-se principalmente ao fato da maior participação das receitas oriundas da administração do Fundo de Investimento do BEA. Em 2000, o Banco adotou a estratégia de destinar parte da carteira de Títulos Públicos (LFT's) para este fundo. Consequentemente, o Governo visando melhor rentabilidade, efetuou a transferência dos seus recursos aplicados em depósitos a prazo para a aplicação no Fundo de Investimento administrado pelo BEA. Este fator foi preponderante para o aumento deste indicador. No período analisado, verifica-se que a participação da receita oriunda de administração do Fundo de Investimento vem se tornando mais significativa em relação ao total da receita de serviços. Em dezembro de 2000, esta receita representava 37% da receita total de prestação de serviços. 20% 17% 10% 9% 6% 7% 0% Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 65/68

74 Receita de Intermediação Financeira / Ativo Total Médio Com pequena oscilação entre os anos de 1997 e 1998, este índice sofreu pequena redução em 1999 mantendo-se estável em O decréscimo no índice em 1999, é motivado pelos seguintes fatores: (i) sensível redução da receita de intermediação devido à venda da carteira imobiliária para o Estado do Amazonas; e, (ii) queda nas taxas de juros. Em 2000, o indicador mantém-se estável, onde verifica-se pequena queda na receita de intermediação, mais uma vez acompanhando a redução queda das taxas de operação de crédito e, também, devido a pequena redução no ativo total médio ocorrido principalmente pela redução do saldo de Títulos e Valores Mobiliários. 30% 24% 23% 20% 19% 19% 10% Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 66/68

75 Total do Ativo Com relação ao gráfico a seguir, verifica-se redução do ativo total em 1998, devido principalmente ao decréscimo das operações de crédito e do saldo de aplicações interfinanceiras de liquidez. A partir de 1999, o ativo total apresenta crescimento, motivado principalmente pelas recomposições patrimoniais oriundas do processo de saneamento do Banco. Em 2000, o ativo total experimenta pequena redução sendo que em março de 2001, verifica-se um expressivo crescimento, o qual foi originado pelo aumento da carteira de Títulos e Valores Mobiliários devido a transferência de títulos públicos ao BEA, anteriormente alocados na carteira do Fundo de Investimento do Banco. em R$ mil (*) Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas (*) Balancete não auditado em março/2001 CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 67/68

76 Patrimônio Líquido No ano de 1998, o Patrimônio Líquido do BEA sofreu uma pequena redução, refletindo o impacto do resultado negativo obtido neste ano. Em junho de 1999, a alta observada de seu patrimônio está ligada ao aumento de capital oriundo da assinatura do Termo de Compromisso, o qual tinha a finalidade de recomposição patrimonial e capitalização do BEA. No período entre os anos de 2000 e 2001 não houveram oscilações significativas no patrimônio líquido do BEA em R$ mil (*) Fonte: Demonstrações Financeiras auditadas (*) Balancete não auditado em março/2001 CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 2 Pág. 68/68

77 3. MERCADO DE ATUAÇÃO E COMPETITIVIDADE 3.1. BREVE ANÁLISE DO MERCADO DE ATUAÇÃO O Setor Financeiro Nacional No passado recente, o sistema financeiro brasileiro foi afetado por dois fatores em especial. O primeiro refere-se ao fenômeno da globalização dos mercados financeiros, que provocou mudanças na sua estrutura regulatória e operacional, e em segundo a implantação do Plano Real, que trouxe a estabilização da economia, o estancamento do processo inflacionário e a redução gradual das taxas de juros. Os principais eventos que exerceram grande influência na reestruturação por que passa o setor são, dentre outros, a abertura do mercado nacional, com a entrada de novos players, gerando um aumento da competição na maioria dos mercados e crescimento dos fluxos de capitais internacionais em busca de altas taxas de retorno, e avanços tecnológicos; Estes eventos conduziram às seguintes modificações no setor financeiro nacional: Perda das receitas com float devido à queda das taxas de inflação; Diminuição das margens de intermediação financeira; Aumento dos riscos relacionados à concessão de crédito; Redução no número de agências por parte dos bancos comerciais; Redução no número de funcionários (downsizing); Diminuição da participação do setor no PIB brasileiro após a implantação do Plano Real; Correção de ineficiências operacionais surgidas durante a época de inflação elevada; Maior automação bancária devido aos avanços tecnológicos; CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 1/23

78 Diminuição do número de instituições participantes do sistema e sua concentração mediante fusões e aquisições; e Aumento da participação dos bancos estrangeiros no mercado nacional. Juros e Spreads Bancários no Brasil Programa de Redução do Banco Central Especificamente com relação a redução nas taxas de juros e spreads obtidos pelos Bancos em operações de crédito, a partir do 2 o semestre de 1999, o Banco Central adotou como uma de suas prioridades, a redução destas taxas, através da implantação de um programa de acompanhamento e medidas, visando sempre a redução das taxas de juros para o consumidor. Neste sentido, com o objetivo de redução efetiva da taxa cobrada na ponta final da linha de crédito, uma série de medidas foram tomadas, tanto de cunho regulatório quanto de cunho mais eminentemente operacional. Com aproximadamente 1 ano de implantação do programa, os primeiros reflexos positivos já podem ser sentidos e observados no setor bancário nacional. Como resultados já apurados, a taxa de aplicação geral teve redução de 12,5 pontos percentuais, caindo de 70,6% a.a., para 58,1% a.a., nos primeiros seis meses, ou seja, compreendendo o período de outubro de 1999 a abril de Para o período compreendido entre abril e outubro de 2000, uma redução das taxas também foi sentida, no entanto, para este 2 o período, a redução foi menos expressiva, apresentando queda de 4,9 pontos percentuais, com a taxa de juros ficando em 53,2% 1. O principal motivo da queda nas taxas de juros foi a redução dos spreads aplicados pelas instituições financeiras do setor bancário doméstico. Quando analisada a queda total das taxas de juros para o período compreendido entre outubro de , de 70,6% a.a. para 53,2% a.a., com redução total de 17,7 pontos percentuais, de acordo com as estatísticas apuradas pelo BACEN 15,7 pontos percentuais foram fundamentados pela redução nos spreads. Com relação a segregação das taxas de juros e spreads praticados para pessoa jurídica e física, com base em outubro de 2000, estas taxas situavam-se em 34,4% e 18,1%, respectivamente para taxa de juros e spread em operações de pessoas jurídicas, e 71,1% e 54,5%, respectivamente para taxa de juros e spread para operações realizadas com pessoas físicas. As taxas gerais ficaram em 53,2% e 36,9%, respectivamente para taxa de juros e spread. Outra constatação importante para este primeiro ano de implementação do programa, foi a expansão do volume de crédito proporcionado pela diminuição do spread bancário, especialmente nas operações realizadas com pessoas físicas. A significativa expansão do volume de crédito permitiu a redução em todas 1 Fonte: relatório Juros e Spreads Bancários no Brasil Avaliação de 1 ano de Projeto novembro de 2000, emitido Departamento de Estudos e Pesquisas DEPEP do BACEN. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 2/23

79 as linhas de composição do spread bancário e manutenção da destinação de aproximadamente 35% do spread para composição da margem líquida dos Bancos. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 3/23

80 Adicionalmente, o setor bancário vem experimentando um aumento expressivo do crédito, porém de forma mais sustentada e gradual do que a expansão observada em 1994, quando em poucos meses a participação de créditos livres no total do ativo circulante e realizável a longo prazo ajustados, passou de 18,3% para 24,0% 2. Atualmente este índice situa-se em 20,9%, tendo como base agosto de As medidas tomadas até o momento pelo BACEN para viabilização da redução nas taxas de juros, incluem: (a) redução na alíquota do IOF para pessoas físicas, de 6% para 1,5%; (b) diminuição das alíquotas de recolhimento compulsório de depósitos à vista de 65% (out-99) para 45% (a partir de jun-00); (c) adoção da alíquota de recolhimento compulsório para depósitos a prazo de 0% (a partir de out-99); (c) edição da Resolução em dezembro de 1999, visando maior transparência e qualidade na análise de crédito. A partir da revisão dos resultados obtidos no 1 o ano de implementação de ações para a diminuição dos juros e spreads bancários no Brasil, o BACEN reavaliou suas ações, emitindo um novo plano de trabalho, o qual tem como destaque: Promoção institucional da Central de Risco; Securitização e negociação de recebíveis, visando minimizar os custos de securitização e negociação; Regulamentação de derivativos de crédito, visando a transferência e redução de riscos de crédito; Maior concorrência no cheque especial; Portabilidade de informações cadastrais, visando maior facilidade de trânsito de clientes entre instituições financeiras; Aperfeiçoamento de instrumentos de garantia em operações de crédito, visando diminuição do risco com insolvência; Modificações na Lei de Falências no que tange os riscos relacionados às instituições financeiras; Fricções na intermediação financeira, visando a desoneração das operações de intermediação financeira. 2 Fonte: relatório Juros e Spreads Bancários no Brasil Avaliação de 1 ano de Projeto novembro de 2000, emitido Departamento de Estudos e Pesquisas DEPEP do BACEN. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 4/23

81 Concentração do Setor Bancário Nacional O processo de concentração verifica-se através da análise da participação de cada instituição no total dos ativos do sistema. A tabela que segue ilustra a evolução dos ativos dos 20 maiores bancos nacionais. Setor Bancário Brasileiro Principais Bancos em Ativos (em R$ Bilhões) Posição em dezembro de 1994 Posição em dezembro de 2000 Banespa 42,73 Bradesco 83,45 Bradesco 33,04 Itaú 65,44 Itaú 14,91 Unibanco 48,49 Bamerindus 12,96 Banespa 29,36 Unibanco 11,05 ABN AMRO 28,94 Nacional 10,11 Santander 25,18 Real 8,86 Safra 25,10 Safra 6,94 HSBC 21,56 BCN 6,70 Bank Boston 21,13 Econômico 6,61 Banco Nossa Caixa S.A. 18,48 Credireal 5,09 Citibank 17,14 Banrisul 3,99 Sudameris 15,41 Lloyds 3,98 BBA Creditanstalt 13,52 Banerj 3,86 Bilbao Vizcaya 10,10 B. Nordeste 3,81 B. Nordeste 8,64 Finasa 3,52 Finasa 8,52 Noroeste 3,37 Banrisul 7,67 Sudameris 3,18 Votorantim 7,64 BFB 3,04 Lloyds 6,18 Bozano 2,91 Chase 5,70 Fonte: Gazeta Mercantil/ BACEN Nota: não estão considerados nesta tabela o Banco do Brasil, a CEF e o BNDES, bancos de controle estatal que possuem atividade altamente direcionada e específica, e com base em dezembro de 2000 ocupavam as 3 primeiras posições no ranking por ativos, totalizando cerca de R$ 366 bilhões de ativos. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 5/23

82 Conforme demonstrado na tabela anterior, o ranking de bancos em relação a total de ativos, modificou-se intensamente entre dezembro de 1994 e Seguindo a tendência de diminuição de instituições participantes do setor, no período em questão, ocorreram muitas negociações, o que também viabilizou a participação com mais força de bancos estrangeiros. Algumas das principais e mais recentes negociações foram a compra do Banespa pelo espanhol Santander, que antes já havia adquirido o Noroeste, e a compra do Banco Real pelo holandês ABN AMRO. As principais transações ocorridas no período encontram-se demonstradas na tabela abaixo: Instituição Vendida Banco Comprador Ano da Transação Nacional Unibanco 1995 Econômico Excel 1996 Bamerindus HSBC 1997 Meridional Bozano 1997 Bandeirantes Caixa Geral de Depósitos 1997 Credireal Bradesco 1997 BCN Bradesco 1997 Banerj Itaú 1997 Bemge Itaú 1998 Excel Bilbao Viscaya 1998 Real ABN 1998 Bandepe ABN 1998 Baneb Bradesco 1999 Meridiona Santander 2000 Boavista Bradesco 2000 Bandeirantes Unibanco 2000 Banestado Itaú 2000 Banespa Santander 2000 Fonte: Banco Central/ Análise Deloitte CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 6/23

83 Com todas as transações ocorridas no setor, a participação dos bancos estrangeiros consolidou-se, e deve continuar crescendo nos próximos anos de forma mais gradual. Enquanto que em dezembro de 1994, apenas um banco estrangeiro (o BFB) participava do ranking dos 20 maiores, em 2000, são oito. O destaque fica principalmente para os Bancos espanhóis, representados pelos bancos Santander e Bilbao Vizcaya. Comparando-se os oito maiores bancos em relação ao tamanho dos Ativos, podemos observar a mudança de seus integrantes, basicamente devido as profundas mudanças impostas após o lançamento do Plano Real, a entrada de novos competidores no mercado nacional, eliminação de instituições ineficientes e processos de fusões e aquisições no setor. Dos oito maiores bancos no ranking de dezembro de 94, observa-se a saída de três (Bamerindus, Nacional e Real), para a entrada de três novas instituições (ABN AMRO, Santander e HSBC). Nota-se também a forte evolução dos ativos destes oito maiores bancos a partir de dezembro de 1994 (quando somavam R$ 140,6 bilhões) em relação a dezembro de 2000 (somando R$ 327,5 bilhões), registrando crescimento de 133%. Em relação ao crescimento do ativo dos 20 maiores bancos, verifica-se aumento de 145% para o mesmo período, atingindo R$ 427,7 bilhões. Tais crescimentos altamente expressivos, que compõem taxa média de crescimento anual de ativo de 15% e 16%, respectivamente para os oito e os vinte maiores bancos, é também resultado da crescimento do nível de bancarização doméstico, que ainda é bastante inferior a países mais desenvolvidos. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 7/23

84 Distribuição de ativos nos 20 maiores bancos (dez/94) Distribuição de ativos nos 20 maiores bancos (dez/94) Outros Outros 26% 26% Safra Safra 4% 4% Real Real 5% 5% Nacional Nacional 5% 5% Unibanco Unibanco 6% 6% Banespa Banespa 22% 22% Bradesco Bradesco 17% 17% Itaú Itaú Bamerindus 8% Bamerindus 8% 7% 7% Distribuição de ativos nos 20 maiores bancos (dez/00) Distribuição de ativos nos 20 maiores bancos (dez/00) Fonte: Gazeta Mercantil e Banco Central / Análise Deloitte Bradesco Outros Bradesco 18% 31% Outros 18% 31% Itaú HSBC 14% Itaú 5% HSBC 14% 5% Safra Unibanco 5% Safra Banespa Unibanco 10% 5% Sant ander ABN AMRO Banespa 6% 10% Sant 5% ander ABN 6% AMRO 6% 5% 6% CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 8/23

85 3.2. ANÁLISE DE COMPETITIVIDADE A seguir são apresentadas uma série de gráficos comparativos do mercado financeiro, onde pode-se obter uma perspectiva da inserção do BEA dentro do sistema financeiro nacional. Indicadores de Funcionários Funcio nário s po r agências HSBC Santander Br asil ABN / Real Unibanco Itaú Bradesco Banco do Br asil BEA Capital BEA Inter ior BEA Ger al Fonte: Bancos, sites dos Bancos e BEA/ Análise Deloitte Nota: as informações referem-se a dez-2000, exceto para o BEA que refere-se a mar-2001 Em termos de funcionários, conforme demonstrado no gráfico acima, podemos verificar que as agências do BEA de Manaus estão relativamente parecidas com relação aos demais bancos demonstrados, no entanto, quando observamos as agências do Interior, notamos que a quantidade de funcionários por CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 9/23

86 agências é bem inferior a média apresentado pelos demais Bancos. Este fato, deve-se ao tamanho do mercado em que as agências do Interior estão inseridas, estando atuando em cidades com populações variando entre 8 mil e 70 mil habitantes, e contando com uma quantidade de contas correntes em um intervalo que varia desde 0,6 mil a 2,6 mil. Dessa forma, o tamanho destas agências é muito inferior também às agências da Capital do próprio BEA, que possuem em média de 9 mil contas correntes e estão atuando em um mercado com uma população de 1,2 milhão de habitantes. Vale ressaltar que a quantidade média de funcionários demonstrada dos demais bancos, está considerando o total de funcionários e não apenas os que estão diretamente alocados nas agências e, desta forma, a quantidade média de funcionários nestes bancos, se estivesse considerando apenas os funcionários alocados diretamente às agências, deveria ser um pouco inferior ao apresentado. De qualquer forma, uma melhor forma de comparação, seria em relação às próprias agências dos Bancos atuantes no Estado do Amazonas, conforme demonstrado no gráfico abaixo: Funcio nário s po r agência - Banco s Amazo nas Media sem BEA e Bradesco HSBC Itaú ABN / Real Bilbao Viscaya Unibanco Banespa Bandeir antes Sudamer is Br as il BEA Capital Fonte: BEA (consulta efetuada ao Sindicato local data-base mar/2001)/ Análise Deloitte Ressaltamos que os Bancos demonstrados possuem agências apenas na Capital, e dessa forma, para que pudéssemos obter um padrão adequado de comparabilidade, só demonstramos a média de funcionários do BEA observada para as agências localizadas na Capital. Ainda por este motivo, não incluímos o Bradesco na amostra, tendo em vista que o mesmo possui 4 agências no Interior, o que distorceria a análise. É importante comentar que a média CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 10/23

87 de funcionários demonstrada, foi o resultado da aplicação da seguinte metodologia: a partir da informação do total de funcionários por Banco atuante na região, excluímos 2 funcionários por posto de atendimento de cada banco e o total remanescente de funcionários após esta exclusão, foi dividido pelo total de agências de cada Banco demonstrado. Com relação a média de funcionários que o BEA possui por agência da Capital, esta é a 2 a maior entre os Bancos atuantes nesta região, sendo superior em relação a média geral dos bancos em cerca de 31% (média dos Bancos 19,9 funcionários por agência; média BEA 26,1 funcionários por agência). O fato do BEA possuir uma média superior de funcionários por agência na Capital, é principalmente derivado do seguinte: (a) menor automação das agências; e, (b) dificuldades para o desligamento de pessoal em uma instituição de administração pública. Operações Com relação às operações do BEA, quando comparadas a outras instituições Bancárias, podemos perceber que seus indicadores são modestos em relação a operações de crédito e similares em relação aos depósitos, conforme demonstrados nos gráficos abaixos: Operações de crédito por agência (R$ mil) Depó s ito s po r agência (R$ mil) HSBC Santander Br asil ABN / Real Unibanco Itaú Bradesco Banco do Br asil BEA Capital BEA Inter ior BEA Ger al HSBC Santander Brasil ABN / Real Unibanco Itaú Bradesco Banco do Br asil BEA Capital BEA Interior BEA Ger al CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 11/23

88 Fonte: Demonstrações Financeiras dos Bancos (data-base dez/2000, exceto BEA mar/2001)/ Análise Deloitte A partir de uma análise sobre os gráficos acima, podemos concluir que o BEA é realmente dividido em duas operações completamente distintas: Capital e Interior. Enquanto as agências da Capital apresentam bom nível de operações de crédito e excelente nível de captação de depósitos, as agências do Interior são extremamente inferiores nestes indicadores. Tal fato pode ser explicado pelas populações atendidas pelas agências do Interior, conforme mencionado anteriormente, e devido à sua atuação ser de cunho mais social. Com relação às agências da Capital, o bom nível de atividade apresentado pelas mesmas, é justificado principalmente por: (a) depósitos do Governo Estadual; e, (b) linhas de crédito consignados destinadas ao funcionalismo que recebe seus proventos através do BEA. Adicionalmente, quando comparamos as operações do BEA como um todo em relação aos outros Bancos, tanto a média dos depósitos como a média das operações de crédito por agência são inferiores à média destas operações apresentadas pelos outros Bancos. Ainda com relação a atividade operacional, quando comparamos as agências do BEA em relação as agências do mercado bancário do Amazonas, segregando as mesmas em Interior e Capital, observamos operações de pequeno volume nas agências do Interior em ambos os casos (BEA e mercado), além de uma maior alavancagem das agências da Capital do BEA em termos de depósitos, enquanto que há maior alavancagem de operações de crédito nas agências de outros Bancos atuantes na Capital, conforme demonstrado nos gráficos abaixo: Operações de crédito por agência Amazonas (R$ mil) Depó s ito s po r agência Amazo nas (R$ mil) Manaus sem BEA Int e rior se m BEA Manaus sem BEA Int erior sem BEA BEA Capital BEA Capital BEA Interior BEA Interior BEA Geral BEA Geral CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 12/23

89 Fonte: BEA/ Sisbacen/ Análise Deloitte (base dez/2000, exceto BEA mar/2001) A menor alavancagem em termos de operações de crédito no BEA, é, entre outros motivos, resultante do processo de federalização do Banco, que restringiu política de crédito e risco, diminuindo a possibilidade de incremento dessas operações, tendo como objetivo principal a redução de risco aos índices mais baixos possíveis. Com relação a quantidade de correntistas por agências, quando comparado a outras instituições, o BEA apresenta uma média geral inferior à média das instituições pesquisadas, contudo, se compararmos com a média apresentada pelas agências da Capital, notamos que a média destas agências é significativamente superior à média dos demais Bancos. Cabe ressaltar, que boa parte das 119 mil contas correntes do BEA referem-se a servidores públicos que recebem seus vencimentos no Banco, tendo em vista os aproximadamente 95 mil funcionários do Estado do Amazonas encontram-se nesta situação. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 13/23

90 Correntistas por agências ABN / Re a l Unibanco It a ú Bradesco Banco do Brasil BEA Capital BEA Interior BEA Ge ra l Fonte: BEA/ Bancos/ Análise Deloitte (base dez/2000, exceto BEA mar/2001) Alavancagem das operações Através de uma rápida análise, podemos verificar no Gráfico da Alavancagem o baixo índice de alavancagem do BEA frente às demais instituições financeiras do mercado nacional, o que é basicamente reflexo das capitalizações efetuadas no Banco como parte do processo de saneamento. O índice apresentado vai de encontro à política de cunho conservador implantada no BEA, a partir, principalmente, de sua entrada no processo de federalização. No segundo gráfico, o BEA apresenta um índice adequado de participação da receita de prestação de serviços sobre as receitas operacionais (receita da intermediação financeira e receita da prestação de serviços), frente às demais instituições. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 14/23

91 PL/ Ativos Totais R e c S e rv iç o s / (R e c S e rv iç o s + R e c Inte rm ) Unibanco It a ú Bradesco HS BC Santander Banco do Brasil BEA 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% Unibanc o It a ú Bradesco HS BC Santander Banco do Brasil BEA 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% Fonte: Demonstrações Financeiras dos Bancos/ Análise Deloitte (base dez/2000) CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 15/23

92 Influência das despesas nos resultados No gráfico Despesas Administrativas e de Pessoal/ Receitas Operacionais, fica evidenciado que o BEA se situa muito acima da média dos demais bancos apresentados. Mesmo quando comparado ao Banco do Brasil ou ao HSBC, que são os Bancos que possuem maior índice de despesa operacional/ receita operacional. Para se ter uma idéia, o Banco do Brasil e o HSBC, apresentam índice de 58,4% e 57,7% respectivamente, enquanto que o BEA apresenta índice de 78,2%, ou seja, aproximadamente 35% superior aos bancos citados, e aproximadamente 66% superior à média de 47% dos Bancos apresentados. Este fato é reflexo principalmente do excesso de pessoal, que ocorre devido a menor automação das operações do BEA, e também devido à dificuldade de se efetuar desligamentos. Despesas administrativas e de pessoal/ receita operacional Unibanco It a ú Bradesco HS BC Santander Banco do Brasil BEA 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 80,0% Fonte: Demonstrações dos Bancos/ Análise Deloitte (base dez/2000) CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 16/23

93 Indicadores de contas patrimoniais No gráfico abaixo de Ativos de Crédito/ Ativo Total, a posição do BEA fica relativamente acima dos demais bancos, excetuando-se Unibanco e Bradesco, influenciado pelo processo de saneamento. No gráfico de Provisão/ Ativos de Crédito, a posição do BEA foi mais uma vez impactada pela política conservadora de risco do Banco, sendo que notamos que dentre os Bancos analisados, o BEA é o que possui o menor índice de provisão sobre seus ativos de crédito, reflexo também do processo de saneamento. Ativo s de c ré dito / ativo to tal Unibanco It a ú Bradesco HS BC Santander Banco do Brasil P ro vis ão / Ativo s de Cré dito BEA 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% Unibanco It a ú Bradesco HS BC Santander Banco do Brasil BEA 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 5,0% 6,0% 7,0% 8,0% 9,0% Fonte: Demonstrações Financeiras Bancos/ Análise Deloitte (base dez/2000) CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 17/23

94 Com relação as aplicações interfinanceiras de liquidez e títulos e valores mobiliários sobre os ativos totais, conforme demonstrado nos gráficos abaixo, podemos notar que o BEA em comparação aos demais Bancos analisados, possui um dos índices mais elevados em relação a estes indicadores, principalmente em relação as aplicações interfinanceiras de liquidez. Este fato reflete o bom índice de capitalização do Banco, o que novamente é reflexo das capitalizações efetuadas como parte do processo de saneamento. Apl Interf Liq/ Ativo Total Unibanco It a ú Bradesco HS BC Santander TVM's / Ativo To tal Banco do Brasil BEA 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0% 12,0% 14,0% 16,0% 18,0% Unibanco It a ú Bradesco HS BC Santander Banco do Brasil BEA 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% Fonte: Demonstrações Financeiras dos Bancos (base dez/2000)/ Análise Deloitte CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 18/23

95 Índices de retorno Em relação ao retorno obtido pelo BEA em relação aos demais Bancos analisados, conforme demonstrado no gráfico abaixo, com base no resultado efetivo de 2000, observamos que o BEA ainda encontra-se em situação deficitária, não proporcionando retornos positivos derivados de suas operações. Em uma breve análise, percebemos que o BEA possui um bom resultado em termos de intermediação financeira, além de boa participação das receitas de prestação de serviços no resultado operacional. No entanto, o ano de 2000 foi marcado por um elevado nível de despesas operacionais, principalmente as de pessoal, o que foi reflexo do quadro aparentemente superior às necessidades operacionais do Banco, conforme mencionado anteriormente. Adicionalmente, durante o ano 2000, foram contabilizadas despesas conjunturais de pessoal, mais diretamente relacionadas ao Programa de Demissão Voluntária Incentivado PDVI, em montante equivalente a R$ 10,5 milhões, o que teve impacto relevante no resultado apurado para o ano. A título informativo, se não houvesse a contabilização das despesas conjunturais de pessoal em 2000, o BEA apresentaria aproximadamente 7% e 2% de retorno, respectivamente sobre o PL e sobre os Ativos. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 19/23

96 RO E & RO A Unibanco It aú Bradesco HSB C Santander Banco do Brasil BEA -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% ROE ROA Aspectos regionais Fonte: Demonstrações Financeiras dos Bancos (base dez/2000)/ Análise Deloitte! Segmentação do Mercado Conforme mencionado anteriormente, o mercado financeiro do Estado do Amazonas, subdivide-se em duas regiões: Capital e Interior. A concentração das operações financeiras no Estado ocorre na Capital responsável por grande parte das operações realizadas, conforme demonstrado no gráfico abaixo: CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 20/23

97 Segregação de operações de crédito e depósitos Depós itos Op crédito 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Capital Inte rio r Fonte: Sisbacen/ Análise Deloitte CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 21/23

98 ! Rede de agências Com relação à rede de agências, observamos nos gráficos abaixo, que a participação do BEA é ampla, tanto na Capital, mas principalmente no Interior do Estado. Outro fato importante a ser notado, refere-se a presença de bancos privados no Interior do Estado, que exceção feita ao Bradesco, não possuem presença neste mercado. Segregação da Rede de Agências - Manaus Outr os Pr ivados Unibanco ABN / Real HSBC Bradesco Segregação da Rede de Agência - Interior Itaú CEF BASA Banco do Br asil BEA 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 1 0,0% 1 2,0% 1 4,0% 1 6,0% 1 8,0% 20,0% Outros Privados Unibanco ABN / Real HS BC Bradesco It a ú CEF BASA Banco do Brasil BEA 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% 45,0% 50,0% Fonte: Memorando Informativo BEA A presença do BEA no Interior do Estado, com quase 50% do total das agências, faz parte da estratégia de capilarização do atendimento do Banco, com o objetivo de atender principalmente as necessidades do Governo Estadual. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 22/23

99 ! Market Share A participação no mercado financeiro do Estado do Amazonas, conforme demonstrado no gráfico abaixo, é significativa, mas não reflete de forma proporcional a capilaridade da rede de atendimento. Com base em dezembro de 2000, a participação do BEA é equivalente a 11% e 14% do mercado, respectivamente para operações de crédito e depósitos, sendo que em junho de 1998, esta mesma participação atingiu seu pico dentre os últimos anos, chegando a 40% e 26%, respectivamente para operações de crédito e depósitos. Participação no mercado financeiro do Amazonas Operações de Crédito De pósit os 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% Fonte: Sisbacen/ BEA/ Análise Deloitte (base dez/2000) CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 3 Pág. 23/23

100 4. PANORAMA MACROECONÔMICO DO ESTADO DO AMAZONAS 4.1. A ECONOMIA DO ESTADO A Zona Franca de Manaus Histórico Quando se trata da economia do Estado do Amazonas, é muito importante lembrar que esta sempre esteve e permanece bastante dependente da Zona Franca de Manaus (ZFM). A ZFM foi idealizada pelo Deputado Federal Francisco Pereira da Silva e criada pela Lei n o de 6 de junho de 1957, como porto livre. Em 1967, o Governo Federal ampliou e regulamentou essa legislação, estabelecendo incentivos fiscais por 30 anos para implantação de um pólo industrial, comercial e agropecuário. O projeto teve como principal objetivo o desenvolvimento de uma área de difícil acesso, visando a sua integração à economia do país. O desenvolvimento da ZFM e sua atratividade está calcada em incentivos fiscais e extra-fiscais, e sua dinâmica pode ser dividida em 3 fases:! De : período de plena liberdade de importações, tendo como principais características: (a) predominância da atividade comercial; (b) crescimento do fluxo turístico doméstico; (c) estabelecimento de limite para saída de bagagem; (d) expansão do setor terciário; (e) início da atividade industrial; e, (f) lançamento da pedra fundamental do Distrito Industrial em 30 de setembro de 1968.! De : contando com as seguintes características: (i) estabelecimento de índices mínimos de nacionalização para produtos Industrializados na ZFM e comercializados nas demais localidades do Território Nacional; (ii) estabelecimento de limites máximos globais anuais de importação; (iii) acesso a modernas tecnologias; (iv) substituição de importações; e, (v) contribuição para o desenvolvimento de uma industria nacional de componentes e outros insumos, localizada no Centro-Sul do País, especialmente em São Paulo. O Distrito industrial da SUFRAMA dispõe de uma área de hectares, situada na zona leste da cidade de Manaus, conforme demonstrado na figura acima. CONSÓRCIO DELOITTE / TREVISAN / SOUZA CAMPOS / ZALCBERG CAPÍTULO 4 Pág. 1/10

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