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2 Índice 1. INTRODUÇÃO METODOLOGIA E PLANO DE TRABALHO DADOS DO INQUÉRITO EX-FORMANDOS Dados globais Análise específica das respostas dos desempregados FORMADORES ANÁLISE DO PERFIL DE RECRUTAMENTO DO MERCADO DE TRABALHO ANÁLISE GLOBAL ANÁLISE POR ÁREAS PROFISSIONAIS Profissões associadas à área da Informática Profissões associadas à área Comercial Profissões associadas à área da Multimédia Profissões associadas à área da Comunicação Profissões associadas às áreas das Finanças / Contabilidade e Fiscalidade Profissões associadas à área da Gestão Profissões associadas à área do Secretariado / Administrativo Profissões associadas à área da Qualidade CONCLUSÕES PROPOSTAS DOS COORDENADORES RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO INQUÉRITO ÀS EMPRESAS CARACTERIZAÇÃO DA ENTIDADE CARACTERIZAÇÃO DAS POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DA ENTIDADE NECESSIDADES DE FORMAÇÃO DA ENTIDADE EVOLUÇÃO DAS PROFISSÕES CONCLUSÕES LINHAS ORIENTADORES DE AÇÃO FONTES BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS Anexo 1 Modelo de Inquérito a ex-formandos Anexo 2 Modelo de Inquérito a formadores Anexo 3 Modelo de proposta de formação enviada a formadores Anexo 4 Dados apresentados na reunião de balanço da atividade formativa Anexo 5 Profissões associadas à profissão de Informática Anexo 6 - Profissões associadas à profissão de Comercial Anexo 7 - Profissões associadas à profissão de Multimédia Anexo 8 - Profissões associadas à profissão de Comunicação Anexo 9 - Profissões associadas à profissão de Finanças / Contabilidade / Fiscalidade Anexo 10 - Profissões associadas à profissão de Gestão Anexo 11 - Profissões associadas à profissão de Secretariado e Trabalho Administrativo / Qualidade Anexo 12 Modelo de inquérito às empresas Anexo 13 Competências chave na evolução das profissões 2

3 1. INTRODUÇÃO O Citeforma realizou um novo Diagnóstico de Necessidades de Formação com o principal objetivo de apoiar o seu plano de formação para o biénio O trabalho reuniu um conjunto de informações de diversas fontes, designadamente exformandos, formadores, empresas e análise de anúncios de recrutamento, sendo que essa informação foi sendo validada ao longo do seu desenvolvimento junto de um conjunto de formadores do Citeforma, bem como do seu outorgante SITESE, conforme metodologia descrita no capítulo 2. Os dados recolhidos e a sua análise são apresentados ao longo dos capítulos 3 a 7, sendo que cada um deles está organizado em função das fontes de recolha de informação utilizadas. O balanço da informação recolhida, bem como as principais conclusões pertinentes para o objetivo preconizado encontra se no capítulo 8 o qual suporta as linhas de ação que o Citeforma deverá atender para efeitos de construção dos seus planos de formação. De um modo geral os dados evidenciam que a oferta formativa do Citeforma está enquadrada com as necessidades do mercado de trabalho exigidas para os profissionais prioritários da área de intervenção do Citeforma: profissionais associados ao exercício de funções das áreas dos serviços e comércio, muito especialmente o designado terciário interno das organizações. O fenómeno de desemprego justifica que o Centro venha a equacionar o desenvolvimento de programas formativos especificamente dirigidos a estes profissionais que, a par das componentes técnicas, deverão ser complementados por um forte reforço de competências pessoais, as quais se revelam determinantes no perfil de recrutamento das empresas e que são estruturantes das competências empreendedoras e de inovação exigidas. A área da comercialização de produtos e/ou serviços, sendo uma área em expansão, deverá ser contemplada nas ações a desenvolver ao longo do período de 2013 a O empreendedorismo e a inovação são vistos como áreas críticas de ingresso e de progressão profissional sendo que a sua tradução para o exercício profissional permitirá concorrer para a modernização das profissões e das organizações, traduzindo se em novos métodos de organização dos processos e das pessoas. A dimensão do sucesso empreendedor e/ou inovador está fortemente condicionado pelas características pessoais e contextuais que possibilitem a real mobilização de competências técnicas específicas, as quais são os verdadeiros veículos da mudança preconizada. 3

4 2. METODOLOGIA E PLANO DE TRABALHO O Diagnóstico de Necessidades de Formação realizado no período de junho de 2012 a fevereiro de 2013 foi desenvolvido com recurso aos elementos da equipa técnica do Citeforma pertencente ao Departamento de Formação e ao Centro Novas Oportunidades, tendo sido adotada uma metodologia de recolha, tratamento e validação de informação organizada em três fases, tendo tido como principais fontes de informação a auscultação de ex formandos, formadores e coordenadores do Citeforma e os anúncios de recrutamento de profissionais das áreas do Centro. O presente trabalho procurou recolher a informação necessária para gerar conhecimento sobre os seguintes aspetos: 1. Principais características sociodemográficas da população abrangida pelo Citeforma 2. Principais tarefas / atividades desenvolvidas nas principais profissões associadas à intervenção do Citeforma 3. Principais constrangimentos com que os profissionais se defrontam para o exercício das suas profissões 4. A perceção do papel da formação profissional e das qualificações para a mobilidade profissional 5. O valor reconhecido às competências associadas ao empreendedorismo e à inovação 6. As competências centrais associadas ao autoemprego 7. Requisitos de recrutamento do mercado de trabalho 8. Aspetos relacionados com a organização da formação Metodologia: 1. Recolha de dados (FASE I) a. Inquérito a ex formandos e ao corpo de formadores do Citeforma (Lisboa e Portalegre) b. Análise do perfil de recrutamento do mercado de emprego c. Propostas dos coordenadores d. Relatório de avaliação da formação e. Inquérito a empresas 2. Aferição de resultados (FASE II) a. Reunião de balanço (23 a 27 de julho de 2012) b. Reunião com a Direção do SITESE (5 de fevereiro de 2013) 3. Elaboração de relatórios (FASE III) a. Relatórios preliminares b. Relatório final 4

5 Equipa de trabalho: Cristina Tavares (Coordenadora) Susana Gonçalves Ana Monteiro Liliana Esteves Sheron Chagan Cronograma: Fase Jun. Jul. Agos. Set. Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. 1.a X 1.b 1.c X 1.d 1.e X 2.a X 2.b X 3.a X X 3.b X 5

6 Plano do trabalho desenvolvido: Fases Instrumentos /Fontes Universo Período de execução Observações Ex formandos Inquérito Ações concluídas no período de janeiro a 30 de junho Portal a maio de 2012 Formadores Inquérito Corpo de formadores Citeforma no período de janeiro 2011 a maio de 2012 Coordenadores Necessidades de Formação identificadas pelos formandos Proposta de Plano de Formação Coordenadores Citeforma a 15 de junho Ações concluídas no período de janeiro 2011 a maio de 2012 Avaliação da Formação Relatórios Relatório de avaliação 2011 e 1.º semestre de a 30 de junho Portal Julho Julho a setembro Análise da questão 11 do QARP MAF 10 dos questionários recolhidos no período de junho 2011 a junho de 2012 Reunião de Balanço Relatório preliminar Análise SWOT Dados de avaliação da formação 1.º semestre Coordenadores Formadores em exercício no ano de 2012, no Citeforma Julho Esta reunião serve, igualmente, para se proceder à aferição dos dados recolhidos nos momentos anteriores Ofertas Emprego Principais sites de emprego Ofertas de emprego no período de junho a agosto 2012 Empresas Inquérito Empresas acolhedoras de jovens em FPCT; empresas a quem o Citeforma fez prestação de serviços em 2011 e 2012; empresas com protocolos de parceria estabelecidos no âmbito do CNO Agosto a outubro 2 a 12 de outubro Análise de conteúdo Relatório preliminar (1.º) Julho Para apreciação na Reunião de Balanço e para suportar o Plano de Atividades 2013 Relatório preliminar (2.º) Dezembro Para suporte à reunião com a direção do SITESE Análise e Discussão de dados Reunião com a direção do SITESE Fevereiro 2013 Relatório final Abril

7 Para a Fase de inquérito a ex formandos e ao corpo de formadores do Citeforma (Lisboa e Portalegre) foram construídos os inquéritos Anexo 1 e 2 que após submissão a diversos prétestes foram estabilizados e colocados no portal de acesso do Citeforma. Com recurso ao programa de gestão da formação em uso no Citeforma: Human Train, os questionários construídos foram disponibilizados, via Web, no portal do Citeforma, constituindose a seguinte amostra: a) Formadores Todos os formadores que integravam o corpo de formadores do Citeforma no período de janeiro de 2011 a maio de 2012; b) Formandos Todas as pessoas que frequentaram ações de formação no Citeforma, nas diferentes modalidades, no período de janeiro de 2011 a maio de 2012 Os questionários estiveram on line no período de a tendo sido feita duas insistências para os não respondentes. Para a Fase de Análise do Perfil de Recrutamento do Mercado de Emprego foram inventariados os anúncios publicados em suporte on line, no período de 1 a 30 de junho, nas áreas de intervenção do Citeforma, num total de cerca de 1800 anúncios distribuídos conforme tabela seguinte: Fonte Número de anúncios htpp://aeiou.expressoemprego.pt 225 htpp://www.itjobs.pt 702 htpp://emprego.sapo.pt 312 htpp://www.ofertas-emprego.net (+/-) Na fase de recolha das propostas dos coordenadores modelo de proposta em anexo 3 foram recolhidos os elementos constantes dessas propostas, tomando se como principais indicadores as suas opiniões / pareceres quanto aos pontos 3, 4 e 5 daqueles modelos: Análise SWOT desenvolvida no ano anterior; Articulação entre a Evolução do mercado de trabalho e as propostas de formação a apresentar e Articulação entre a evolução dos perfis profissionais visados e as propostas de formação a apresentar, respetivamente. A fase do relatório de avaliação da formação reuniu os dados de avaliação da formação reação, aprendizagem e impacto conforme modelo de conceção em vigor no Citeforma. 7

8 Todos os elementos reunidos e com tratamento inicial foram submetidos a aferição da reunião de balanço que decorreu no dia 26 de julho junto do corpo de formadores do Citeforma Anexo 4 Em fase de acompanhamento e avaliação do trabalho, verificando se alguns constrangimentos ao plano inicialmente estabelecido, designadamente quanto: a) ao facto de o número de formadores respondentes com experiência de empresas ser estatisticamente pouco significativo; b) à sobreposição de outras atividades que impossibilitou a afetação temporal dos elementos inicialmente previstos, optou se por: 1. Aproveitar o inquérito às empresas que o Gabinete de Psicologia regularmente executa para acrescentar algumas das dimensões que seriam necessárias para reforçar a visão das entidades quanto à evolução das profissões e do perfil de competências desses profissionais; 2. Reforçar a equipa técnica inicialmente prevista Os dados foram tratados com recurso ao SPSS e à Análise de Conteúdo sempre que se tratou de informação qualitativa. 8

9 3. DADOS DO INQUÉRITO 3.1. EX-FORMANDOS DADOS GLOBAIS Ao universo das pessoas inquiridas (3721) ver capítulo da metodologia foi enviado um questionário Anexo 1 composto por 4 categorias: caracterização socio profissional; relação profissão/formação; operacionalização da formação; e sugestões. Cada uma destas categorias apresenta as respetivas subcategorias, sendo estas em número variável. Os dados que agora se apresentam correspondem à amostra construída com base nos inquéritos validados (339), representando 9.1% do Universo. Relativamente ao género a amostra caracteriza se conforme gráfico seguinte: Através do gráfico é possível constatar que a maioria dos inquiridos é do sexo feminino (61%). Para além disso, em termos de idades os indivíduos enquadram se em diferentes faixas etárias, apresentando idades entre os 21 e os 63 anos. Uma vez que foi verificada uma enorme disparidade de resultados optámos por agrupar as várias idades em diversas faixas etárias, de acordo com intervalos de 10 em 10 anos. Verificámos, então, que 41% dos 339 inquiridos têm entre 31 e 40 anos e 32% entre 41 e 50, demonstrando, assim, que os indivíduos que potencialmente se encontram mais ativos social e profissionalmente são os que continuam a apostar na formação. 9

10 A primeira categoria caracterização socio profissional apresenta 4 subcategorias: 1. Residência; 2. Habilitações académicas; 3. Profissão; 4. Situação profissional. No que se refere ao local de residência dos 339 indivíduos inseridos nesta análise de necessidades de formação, grande parte reside no distrito de Lisboa (267 U.F. 1 ), tendo ainda sido apresentada alguma frequência de residentes no distrito de Setúbal (46 U.F.). Em termos das habilitações académicas podemos verificar que nenhum dos inquiridos possui escolaridade inferior ao 9º ano e, contrariamente, um grande número de indivíduos tem a escolaridade mínima obrigatória concluída (12º ano 137 U.F.), sendo que 109 ex formandos já concluíram o ensino superior. Destes últimos, há que destacar as licenciaturas na área de Economia, Gestão e Contabilidade (60 U.F.); Tecnologias (22 U.F.); e Direito, Ciências Sociais e Serviços (19 U.F.). Estes resultados vão ao encontra da área de intervenção do Citeforma. É interessante ainda verificar que o centro também é frequentado por indivíduos com grau académico de mestre (15 U.F.). Na terceira subcategoria, e segundo a Classificação Nacional das Profissões, verifica se que o maior número ex formandos tem profissões nas seguintes áreas: Pessoal Administrativo e Similares (84 U.F.); Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas (70 U.F.); Pessoal dos Serviços e Vendedores (51 U.F.); Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio (49 U.F.). 1 U.F. refere-se à unidade de frequência das respostas dadas. 10

11 A última subcategoria desta primeira categoria tem como objetivo analisar a situação profissional dos inquiridos. A partir do inquérito é possível identificar uma maior incidência de resultados na opção desempregados (157 U.F.), seguindo se a opção trabalhador por conta de outrem (140 U.F.), sendo também de destacar o reduzido número de trabalhadores por conta própria (20 U.F.). Neste último tipo de vínculo laboral a maior parte dos indivíduos desenvolve atividades científicas, técnicas, de consultoria e similares (9 U.F.) e nos setores das indústrias transformadoras; comércio por grosso e a retalho / reparação de veículos automóveis e motociclos; e educação (cada um dos setores de atividade com 5 U.F.) Em termos dos trabalhadores por conta de outrem a atividade foca se sobre o setor dedicado a outras atividades de serviços, das quais se destacam a prestação de serviços diversificados e o estudo de mercado (34 U.F.). Para além deste são de realçar os seguintes setores de atividade: atividades científicas, técnicas, de consultoria e similares; e comércio por grosso e a retalho / reparação de veículos automóveis e motociclos, ambos com 18 U.F. respetivamente. Ainda a este respeito, foram analisados os diversos departamentos e serviços afetos aos trabalhadores por conta de outrem. Neste seguimento é possível evidenciar os departamentos administrativo e financeiro (51 U.F.); de contabilidade (34 U.F.); de recursos humanos (16 U.F.); e de informática (14 U.F.). Relativamente ao número de trabalhadores das empresas em que se integram estes trabalhadores por conta de outrem verifica se a existência de uma forte disparidade de respostas, uma vez que as instituições em causa indiciam inserir se numa classificação de pequenas, médias e grandes empresas do tecido empresarial nacional. Neste sentido, foram agrupadas por 11

12 intervalos as diversas respostas dadas, sendo que temos 87 ex formandos trabalhadores em empresas constituídas por colaboradores em número igual ou inferior a 100; 23 integrados em empresas de dimensão considerável com um número variável de trabalhadores, sendo este valor superior ou igual a 1001; e 12 indivíduos que trabalham em empresas que abarcam entre 101 e 200 trabalhadores. De destacar ainda a existência de um ex formando a laborar numa empresa com uma dimensão superior a trabalhadores. A segunda categoria relação profissão/formação é constituída por 6 subcategoria, a saber: 1. Funções/atividades; 2. Dificuldades no exercício profissional; 3. Mais valias formativas; 4. Objetivos profissionais; 5. Pressupostos para alcance dos objetivos; 6. Outras vantagens formativas (Grupo B questão 6); 7. Empreendedorismo/Inovação (necessidades formativas); 8. Empreendedorismo/Inovação (competências e saberes). A primeira subcategoria (funções/atividades) questiona os ex formandos acerca das funções/atividades profissionais por si desenvolvidas. Nesta questão também se encontram contempladas as últimas atividades exercidas pelos indivíduos atualmente desempregados. Da análise efetuada é possível averiguar que grande parte dos inquiridos exerce funções de análise e tratamento contabilístico (68 U.F.); apoio administrativo e secretariado (64 U.F.) e administração de equipamentos e programas de informática (43 U.F.). No exercício das suas funções, os inquiridos identificam como principais dificuldades: Existência de lacunas em diferentes áreas (92 U.F.); Necessidade de atualização em diferentes atividades funcionais (52 U.F.); Gestão de tempo (19 U.F.); Gestão de pessoal/relacionamento interpessoal/trabalho em equipa (15 U.F.); Execução correta de metodologias (15 U.F.). É importante referir que 20 ex formando referem não ter dificuldades no âmbito profissional. No que se refere às mais valias formativas, os inquiridos mencionam que a frequência de formações em diferentes áreas permite ultrapassar todas as dificuldades (assinaladas na questão anterior) inerentes ao exercício profissional (40 U.F.). Mais concretamente, 87 ex formandos 12

13 referem que a frequência de formações em diferentes áreas (Contabilidade, Fiscalidade, TIC, Direito, entre outros) possibilita a colmatação das suas necessidades. Na subcategoria seguinte, os ex formandos identificam os seguintes objetivos profissionais, a atingir no prazo de 1 a 2 anos: Obter emprego (85 U.F.); Aumentar os conhecimentos (81 U.F.); Alcançar estabilidade profissional (29 U.F.); Progredir profissionalmente (25 U.F.); Trocar de emprego (24 U.F.). Os inquiridos mencionam que o domínio e a atualização em diferentes áreas (153 U.F.); o domínio da língua estrangeira (39 U.F.) e o aumento das qualificações escolares e profissionais (14 U.F.) são pressupostos essenciais para o alcance dos objetivos profissionais previamente estipulados. Na subcategoria seguinte (questão 6 do Grupo B) foi pedido aos ex formandos que assinalassem a ordem de importância de cada uma das opções apresentadas relativas a outras vantagens formativas, para além das já identificadas na subcategoria das mais valias formativas. Neste sentido, no que confere à opção A formação profissional permite me evoluir na carreira, na minha empresa atual é possível constatar que a maioria dos indivíduos escolheu como resposta a opção não se aplica (29,3%), sendo que um valor considerável de inquiridos (18,3%) classificou como 1 (muito importante) a ordem de importância desta afirmação. De destacar ainda que 13,9% dos indivíduos não respondeu a esta questão. Quanto à afirmação A formação profissional permite me desempenhar as minhas funções com mais competência e segurança, 42,6% das respostas incidiram sobre o valor 1 (o mais importante), havendo uma percentagem de respostas muito semelhante entre a opção 2 e os que não responderam (14,2 e 14,7% respetivamente). 13

14 No que concerne à opção A formação profissional permite me estar mais protegido contra os fenómenos de desemprego, 33,3% dos ex formandos consideraram de máxima importância a referida afirmação, estando, tal como na opção anterior, as percentagens de respostas associadas à ordem de importância 2 e ao não respondeu muito próximas (12,1% e 12,7% respetivamente). Nesta questão 6 é de destacar ainda que uma percentagem considerável (19,2%) assinalou como não se aplica a afirmação A formação profissional permite me pensar mudar de emprego / profissão, sendo este valor percentual muito próximo do associado ao valor de ordem de importância 1 (o mais importante). De destacar também que 14,2% dos indivíduos não responderam a este tópico da pergunta 6 e que 11,2% das pessoas se posicionou num nível intermédio de resposta, atribuindo a ordem de importância 5 a esta afirmação. 14

15 Quanto à afirmação A formação profissional permite me contribuir para o desenvolvimento da empresa onde estou inserido salientamos o valor 27,4% associado à opção não se aplica, valor este percentualmente próximo do da ordem de importância 1 (o mais importante). Salvaguardamos ainda o facto das percentagens de resposta serem diretamente proporcionais à ordem de importância, na medida em que assim que decresce a importância, decresce também a percentagem de respostas dadas. No tópico A formação profissional permite me pensar em construir o meu próprio emprego as respostas foram um pouco mais díspares do que até então nesta questão, uma vez que as percentagens de respostas dadas se distribuem pelas várias ordens de importância (13,3% respeitante à ordem de importância 1 e aos indivíduos que não responderam; 9,7% respeitante à ordem de importância 5 e 9, respetivamente), ainda que o maior índice de respostas esteja associado à opção não se aplica com 23,3% da totalidade de inquéritos. 15

16 Analisando a opção A formação profissional permite me desenvolver competências empreendedoras e inovadoras capazes de contribuir para o desenvolvimento da organização onde trabalho podemos constatar que 24,2% dos inquiridos classificaram como muito importante esta afirmação (ordem de importância 1), estando este valor percentual equiparado ao da escolha não se aplica, com 23,3% dos resultados apresentados. No que à empregabilidade diz respeito, os ex formandos ao analisar a afirmação A formação profissional permite me entrar ou reentrar para o mercado de trabalho consideraram que esta se enquadrava numa ordem de importância 1 (o mais importante), apresentando uma percentagem de 32,4% do total de respostas dadas. Com menos 10% dos valores apresentados por este último encontra se a opção não se aplica, reunindo 22,4% das 339 respostas apresentadas. 16

17 Analisando esta questão na sua globalidade é possível constatar que a mesma apresenta alguns resultados curiosos, na medida em que grande parte das respostas se associam às opções não se aplica e não respondeu. Para além deste aspeto, de igual forma verificamos que existe uma maior preponderância da ordem de importância 1 (o mais importante), considerando, que na generalidade dos tópicos apresentados esta ordem apresenta uma boa percentagem das respostas dadas. Para além dos dados de cariz quantitativo anteriormente apresentados, nesta última subcategoria inserida na categoria dedicada à relação profissão/formação foi possível aos ex formandos identificar outras opções que permitissem terminar a afirmação A formação profissional permiteme. Assim, neste campo a maioria dos inquiridos que completaram a frase referem que a formação profissional permite lhes adquirir e diversificar as suas competências (12 U.F.), assim como desenvolver o seu perfil pessoal e profissional (7 U.F.). No que se refere à subcategoria empreendorismo/inovação (necessidades formativas), os exformandos enumeram as seguintes formações como sendo as fulcrais para o desenvolvimento do espírito empreendedor e da capacidade de inovação: Empreendorismo e Inovação (61 U.F.); Tecnologias de Informação e Comunicação (31 U.F.); Contabilidade / Fiscalidade (30 U.F.); Desenvolvimento pessoal e comportamental (28 U.F.); Gestão e Administração (24 U.F.); Línguas (21 U.F.) 17

18 A criação do próprio negócio exige também o domínio de um conjunto de saberes que são determinantes para o sucesso do mesmo. Neste sentido, quanto à subcategoria empreendorismo/inovação (competências e saberes relevantes) os inquiridos realçam a importância da aquisição de conhecimentos e competências na área de Gestão e Administração de Empresas (54 U.F.); Contabilidade, Administração e Fiscalidade (54 U.F.) e Inovação e Empreendorismo (33 U.R). No que concerne à categoria da operacionalização da formação é de salientar que a mesma engloba duas questões que implicam uma análise quantitativa (devido ao seu caráter fechado) e uma outra de cariz aberto que envolve uma análise de conteúdo (qualitativo). Esta categoria pretende extrair informações que possibilitem e viabilizem a organização da posterior oferta formativa disponibilizada pelo Citeforma. Nesta categoria apenas foi criada uma subcategoria respeitante à questão de cariz qualitativo, designada, então, de áreas de formação (temas/objetivos). Na questão 1 do Grupo C os ex formandos classificaram de acordo com as opções de Muito Interesse, Interesse moderado e Indiferente/Sem interesse as formações que consideram pertinentes da oferta formativa apresentada pelo Citeforma. Na opção de Muito interesse, a maioria dos inquiridos (21,2%) apresentou resposta inválida. Contudo, os que apresentaram resposta válida consideram como sendo formações importantes as integradas nas áreas de: Contabilidade (10,4%); Línguas estrangeiras (10%); Gestão e Administração (7,8%); Informática para técnicos (6,8%); Desenvolvimento pessoal (6,4%); Fiscalidade (6%); Gestão de pessoal (5,7%); Inovação e empreendorismo (5,5%). 18

19 No que diz respeito à classificação das áreas de formação afetas ao Citeforma como de Interesse moderado a distribuição das percentagens de respostas de maior impacto pelas diferentes áreas fez se da seguinte forma: Gestão de pessoal (2,8%); Línguas estrangeiras (2,6%); Informática para utilizadores (2,4%); Desenvolvimento pessoal e Gestão e administração (cada uma respetivamente com 2,1% das respostas dadas); Direito nas relações laborais (2%). De referir ainda que a esmagadora maioria (73,7%) dos inquiridos não respondeu ou respondeu indevidamente a esta questão. Por sua vez, foram classificadas como Indiferente/Sem interesse as formações associadas às áreas infracitadas: Secretariado e trabalho administrativo (2,2%); Marketing (2%); 19

20 Multimédia (1,9%); Informática para técnicos (1,8%); Segurança, higiene e saúde no trabalho (1,7%); E Fiscalidade (1,6%). Mais uma vez é de salvaguardar a baixa incidência de respostas, uma vez que 81,2% dos inquiridos não respondeu ou respondeu indevidamente. Das áreas de formação que foram identificadas no ponto 1 do Grupo C como sendo de Muito interesse, os inquiridos gostariam de obter formação nas seguintes temáticas: Área de Contabilidade Temas U.F. Noções de contabilidade analítica 3 Noções de contabilidade financeira 6 Encerramento anual de contas 12 Métodos e técnicas de análise económica e financeira 1 Contabilidade 21 Princípios de fiscalidade 3 Imposto sobre o rendimento (IRS) 3 Imposto sobre o rendimento (IRC) 8 Sistema de Normalização Contabilística 32 Modelos de demonstrações financeiras 9 Auditoria e controlo interno 2 Contabilidade pública 3 Gestão e análise financeira 2 IVA 6 Legislação laboral 1 Aplicações informáticas de contabilidade 3 Contabilidade bancária 5 20

21 Segundo os ex formandos os objetivos inerentes à frequência destas formações seriam aplicar os novos conhecimentos/melhorar o desempenho profissional (27 U.F.); organizar e preencher a documentação contabilística (15 U.F.) e efetuar o processamento contabilístico (12 U.F.). Desenvolvimento Pessoal (área comportamental) Temas U.F. Relacionamento interpessoal 5 Gestão de stresse e gestão de conflito 15 Comunicação interpessoal e assertiva 27 Gestão de tempo 8 Relacionamento interpessoal 5 Liderança e gestão de equipas 10 Negociação 1 Psicologia positiva 3 Gestão de recursos humanos na empresa 2 Gestão e motivação de equipas 1 Comunicação, moderação, técnicas de apresentação e visualização 1 Autoconfiança, autoestima e autoconhecimento 11 Liderar grupos com inteligência emocional 4 Coaching and empowerment 3 Por sua vez, a frequência destas formações permitiria melhorar a comunicação/apresentação/expressividade (16 U.F.); aplicar novos conhecimentos/melhorar o desempenho profissional (10 U.F.); manter um perfil profissional assertivo (10 U.F.) e gerir conflitos e stresse (10. U.F.) Área de Direito nas Relações Laborais Temas U.F. Legislação laboral contrato de trabalho/direitos individuais 9 Sistema de Segurança Social 1 Direito do trabalho 11 Legislação Laboral 28 Proteção/melhoria do ambiente, segurança, higiene e saúde no 1 trabalho e direitos na atividade profissional Direito comercial 1 Gestão, Direito Fiscal e Legislação Laboral noções básicas 3 Direito social 1 21

22 Neste caso do Direito da Legislação Laboral a frequência das formações identificadas possibilitaria conhecer as atualizações da legislação (22 U.F.); aplicar novos conhecimentos/ melhorar o desempenho profissional (11 U.F.) e conhecer os direitos e os deveres dos trabalhadores/empregador (11 U.F.). Área de Fiscalidade Temas U.F. Fiscalidade (geral) 43 Legislação fiscal 10 Sistema de Normalização Contabilística 2 Princípios de fiscalidade 8 Legislação fiscal impostos 8 Relativamente a esta área, a frequência das supracitadas formações teria como objetivo conhecer e aplicar a legislação fiscal (14 U.F.); dominar a temática e os princípios dos impostos (11 U.F.) e efetuar o cálculo do IRS, IRC e IVA (11 U.F.). Área de Gestão de Pessoal Temas U.F. Motivação e gestão de equipas de trabalho 4 Recursos Humanos processo de recrutamento, seleção e admissão 8 Recursos Humanos processamento de vencimentos 11 Técnicas de disgnóstico e avaliação 4 Gestão de conflitos 3 Balanço de competências/plano individual de formação 3 Gestão de equipas 7 Ambiente, Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho conceitos 2 básicos Técnicas de liderança 4 Comunicação interpessoal e assertiva 1 Liderança e gestão de equipas 1 Técnicas de gestão de recursos humanos 4 Gestão de recursos informáticos 1 Em consequência da frequência destas formações seria, então, possível liderar, gerir e motivar as equipas de trabalho (13 U.F.); aplicar os novos conhecimentos/melhorar o desempenho profissional (8 U.F.) e realizar o controlo e processamento salarial (7 U.F.). 22

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