CIOs aventuram-se em um novo território criado por modelos dinâmicos de entrega e maior agilidade

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1 Custom Publishing Custom Publishing Insights and Perspectives for the CIO volume 4, NÚMERO 3 / 2010 volume 4, number 3 / 2010 SmartEnterpriseMag.com SmartEnterpriseMag.com uma NOVA TI CIOs aventuram-se em um novo território criado por modelos dinâmicos de entrega e maior agilidade Pág. 06 Case study DHL dá lição de união entre TI e negócios Pág. 22 NOVA MEDIDA Indicadores de desempenho medem cloud Pág. 30

2 você pode virar o jogo? Sim, mas faça isso de forma controlada, previsível. Vá além das melhorias secundárias e cuidado com as mudanças que podem resultar em caos e interrupções. Vire o jogo. Mas vire de forma eficiente e inteligente. A CA Technologies pode ajudar, independentemente da plataforma - esteja você migrando do ambiente físico para o virtual, ou do virtual para a nuvem. Com a nossa abordagem, podemos ajudá-lo a chegar mais rápido ao mercado com novas aplicações, disponibilizando uma mudança 'gerenciada' para a sua empresa como um todo. Passo a passo, começando por onde existir a maior demanda, nossas tecnologias de gerenciamento de virtualização e de cloud podem ajudá-lo a virar o jogo, tornando os seus negócios mais ágeis e mais seguros. Para saber mais sobre as robustas soluções de gerenciamento de virtualização e cloud da CA Technologies, acesse ca.com/br. Contents Special Report VOLUME 4, NUMERO 3 NESTA EDIÇÃO 14 TECH CHATTER Nas Nuvens Em tempos de cloud computing, TI vive fase de mudanças. Gestores de negócio assumem tarefas antes desempenhadas pelos CIOs. 18 SMART MANAGEMENT Orçamento Equilibrado Agora que a TI é o negócio, o orçamento também precisa de atualização, Uma abordagem inovadora pode ajudar os CIOs. 22 CASE STUDY DHL: União Ideal A empresa que atua mundo afora está sempre em busca de vantagem competitiva. Para isso, removeu os muros que separam TI e negócios SMART PRACTICES Data Center Renovado A nuvem muda tudo - incluindo o data center. Destacam-se novas ferramentas para gerenciar data center conectados em nuvem e serviços de TI just-in-time. you can Uma Nova TI As empresas de manufatura usam suas cadeias de suprimentos para obter peças de fornecedores internos e externos. Da mesma forma, os CIOs agora podem escolher os melhores serviços de TI, tanto de seus próprios recursos, quanto de cloud. É chegada uma nova era de TI, em que os CIOs passam a encará-la como supply chain. MAIS: Data Center do Futuro 30 SMART BUSINESS Avaliando Cloud Como medir o desempenho dos prestadores de serviços de TI na nuvem? A resposta pode estar em atualizar a métrica tradicional LEADERSHIP PERSPECTIVE O Revival do Mainframe Serpro descreve vantagens da plataforma. Mais... CEO s Perspective Market Stats Copyright 2010 CA. Todos os direitos reservados. 3 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 3

3 CEO s Perspective A TI inteligente Os negócios esperam mais de TI do que nunca. Novos modelos e muita agilidade podem ajudar. A partir de agora, os CIOs brasileiros também terão acesso ao conteúdo inteligente que a Smart Enterprise Magazine leva aos seus colegas norte-americanos. A CA Technologies tem o prazer de apresentar o primeiro número da edição em português da revista que tem como objetivo ajudar os executivos de TI a tomar decisões de negócio mais acertadas, com base no conhecimento de recursos inovadores e de ferramentas flexíveis e modernas. O mundo da Tecnologia da Informação está mudando, como mostra a matéria Uma nova TI. Com a oferta de tecnologia como serviço, a maneira de consumir TI nunca mais será a mesma. Nesse cenário, os executivos e profissionais da área estão sujeitos a uma forte pressão para selecionar, gerenciar e entregar serviços eficientes, inovadores e a um custo acessível. Para corresponder a essa expectativa, os CIOs inteligentes começam a tratar TI como supply chain. Assim como os fabricantes usam supply chain de peças de fornecedores internos e externos, da mesma forma os CIOs podem escolher serviços provenientes da melhor fonte possível, tanto em um ambiente de cloud computing privado quanto público. O resultado esperado é a aurora de uma nova era para a TI. Por outro lado, os fornecedores de serviços também embarcam nessa nova tendência, no momento em que sua oferta de serviços tem que acompanhar a demanda dos CIOs. Podemos conferir isso ao ler a reportagem Data center do futuro. A matéria desta edição apresenta a Ativas, empresa posicionada como MSP (Managed Services Provider) e que possui um data center Tier III certificado pelo Uptime Institute. Empresas como a Ativas, que precisam estar altamente comprometidas com os SLAs exigidos pelos diversos negócios de seus clientes, só conseguirão atender a esta demanda com a devida modernização na gestão dos serviços. Mas como fazer tudo isso acontecer dentro de um budget controlado? Em Orçamento em equilíbrio, como o próprio nome diz, a Smart Enterprise Magazine trata de um tema delicado, com o qual todo CIO se depara, mais cedo ou mais tarde: o desafio de promover a inovação e, ao mesmo tempo, manter as contas da empresa em dia. A reportagem traz dicas de como conseguir sucesso nessa empreitada. Acompanhe também as demais reportagens e acesse a edição em inglês da Smart Enterprise Magazine, no link smartenterprisemag.com. Nesse site, é possível também trocar dicas e experiências com CIOs de várias partes do mundo. Afinal, ainda que as distâncias sejam grandes, a inteligência pode ser o traço comum capaz de aproximar e integrar as pessoas. Seja bem-vindo! publisher Gabrielle Lukianchuk publisher associada Loni Frazita Editor-chefe Peter Krass Editora Executiva Karen J. Bannan redatora-chefe Claire Meirowitz VP / diretor de design Gene Fedele Diretora e arte Giulia Fini-Gulotta Produção Adeline Cannone, Laura Auvino Editores Colaboradores Leon Erlanger, Tom Farre, Tam Harbet, Larry Lange, John W. Verity, John Zipperer Publisher associado, smart enterprise exchange Penni Geller diretor-gerente, contract publishing Scott Vaughan diretora de programação Ellen Lalier Produção da versão em português a cargo da Conteúdo Editorial, com a inclusão das seguintes páginas locais: CEOs Perspective (pág. 4); Market Stats (pág. 5); Special Report - Data Center do Futuro (pág.12); Leadership Perspedtive - O Revival do Mainframe (pág. 34). DIREÇÃO EDITORIAL E EDIÇÃO GERAL Graça Sermoud EDIÇÃO E REPORTAGEM Silvia Angerami DESIGN Rafael Lisboa DIREÇÃO COMERCIAL Sérgio Sermoud Para assinar a *Smart Enterprise *magazine, por favor, visite o site smartenterprisemag.com Para contatar a *Smart Enterprise *ou para informações sobre publicidade, envie um para: Copyright 2010 CA Technologies Todos os direitos reservados. Todas as marcas são propriedade das suas respectivas companhias. A reprodução do material publicado na Smart Enterprise é proibida sem permissão. A Smart Enterprise (ISSN ) é publicada três vezes por ano, pela United Business Media LLC, 600 Community Drive, Manhasset, NY 11030, em conjunto com CA Technologies, One CA Plaza, Islândia, NY IMPRESSA NO BRASIL 4 smartenterprisemag.com Laércio Albuquerque Diretor-geral da CA Technologies

4 Market Stats Os mais recentes fatos, desenvolvimentos e estatísticas para os CIOs de hoje Por que os CIOs perdem o sono Pesquisa da consultoria IDC, em parceria com a revista Decision Report, aponta quais são as maiores preocupações dos CIOs: 34% - Tornar TI uma área mais estratégica 15% - Tornar TI um centro de receita, prestando serviços e cobrando da área de negócios 10% - Transformar TI em prestadora de serviços para fora da empresa A pesquisa foi apresentada pela gerente Célia Sarauza, durante o Security Leaders Fonte: Conteúdo Editorial e IDC, pesquisa apresentada durante o Security Leaders 2010 Quanto a sua organização gastou em 2010 com TI, em comparação aos gastos de 2009? n Mais de 10% n Entre 5% a 10% acima n Mais de 5% n Mesma quantia n Menos de 5% n Entre 5% a 10% abaixo n Menos de 10% US$3.5 Trilhões é quanto a indústria de TI atingirá no mercado mundial em 2011, segundo o Gartner. O crescimento será de 4% ao ano nos próximos cinco anos. Até 2015, 80% das empresas ainda não saberão abordar a realidade colaborativa da web, o que deve impulsionar os gastos nessa área. Até 2016, todas as empresas usarão computação na nuvem. Nos próximos anos, haverá cada vez mais buscas para fornecer pela internet e até 2014 o mercado de cloud computing terá receita de US$ 148,8 bilhões. DADOS: InformationWeek Analytics, De volta ao crescimento: Relatório Global CIO 2010, pesquisa com de 333 executivos norte-americanos de TI. por cento das empresas pretendem aumentar os investimentos em Segurança da Informação em 2011, de acordo com pesquisa global da PriceWaterhoudeCoopers (PwC). A pesquisa foi realizada com mais de 12 mil executivos de TI e Segurança da Informação de empresas em 135 países, entre elas, 500 brasileiras. De acordo com estudo da Juniper Research, o volume financeiro transacionado por meio de dispositivos como forma de pagamento deve quadruplicar entre 2010 e 2014, saltando de US$ 170 bilhões para US$ 630 bilhões. Os bancos tiveram penetração de 40% nesse modelo nos últimos anos Smart Enterprise 5

5 Special Report Uma NOVA TI Os negócios exigem cada vez mais da Tecnologia da Informação. Para corresponder a essa expectativa, os CIOs inteligentes estão adotando uma nova estratégia: tratar a TI como supply chain. Por Larry Lange eagir mais rápido. Garantir o serviço 24x7. Ajudar a empresa a gerar receita e controlar custos. Essas são apenas algumas das grandes expectativas do negócio em relação à Tecnologia da Informação Os CIOs inteligentes já sabem que cloud computing, virtualização e outras inovações tecnológicas podem proporcionar economia de custos, maior eficiência e vantagem competitiva. Contudo, na atual era de exigências prementes por parte do negócio, os CIOs também precisam de algo mais. E muito mais está chegando por intermédio de uma nova maneira de encarar TI ou seja, como supply chain. As empresas de manufatura usam suas cadeias de suprimentos para obter peças de fornecedores internos e externos. Da mesma forma, os CIOs agora podem escolher os melhores serviços de TI, tanto de suas próprias fontes internas, quanto de fornecedores de serviços em cloud. Estamos no limiar de uma nova era, observa Ajei Gopal, vice-presidente executivo de Tecnologia e Desenvolvimento da CA Technologies. Um leque de necessidades do negócio, entre elas maior agilidade e eficácia de custos, está emergindo junto com inovações tecnológicas e modelos de entrega, FOTOGRAFIA: FrEDriK BrODEN 6 smartenterprisemag.com

6 promovendo um novo e verdadeiro divisor de águas em TI. As organizações que adotarem esse paradigma crescerão. Nesse novo modelo, a TI não vai mais criar componentes de serviço. Em vez disso, graças à automação, conceberá a própria linha de montagem. Os profissionais de TI serão vistos como Henry Fords inovadores do futuro, compara Dominic Schiavello, consultor sênior de Marketing de Produto da CA Technologies. Mais de um século atrás, Henry Ford e outros fabricantes pioneiros inventaram não só a linha de montagem, como também o modelo de supply chain. Hoje, os gerentes de produção utilizam suas cadeias de suprimentos para equilibrar recursos internos incluindo orçamento, sistemas e pessoal e externos, principalmente fornecedores. No livro publicado em 1922, Minha Vida e Minha Obra, Ford mostrou que tratava as filiais de suas fábricas como se fossem fornecedores externos: Sempre que uma filial é capaz de fabricar e enviar uma peça a um custo mais acessível do que nós em Detroit, ela produzirá a peça. No ciclo de vida da manufatura, uma ideia proposta pelo negócio percorre rapidamente as fases de design, criação, produção, distribuição e consumo. Da mesma forma, o modelo de supply chain de TI ajuda a resolver um dos principais problemas de Tecnologia da Informação, que é acelerar a entrega de serviços no mercado. Agora que é possível migrar muitos recursos de TI para a nuvem, os CIOs podem começar a encarar suas operações com a mesma perspectiva. Eles têm recursos internos, incluindo orçamentos, equipes e sistemas, mas também têm uma lista nova, e cada vez maior, de recursos externos: os fornecedores de uma vasta e crescente gama de serviços em cloud. Para suprir de maneira proativa as necessidades do negócio, os CIOs terão que equilibrar esses recursos internos e externos, como o fazem, há mais de um século, os gerentes de manufatura. O supply chain começou a se assemelhar muito ao modelo tradicional de fabricação, analisa Mandar Sukhatankar, CIO da Alibre, fornecedora norte-americana de software CAD. O valor real se concretiza quando TI, no papel de parceira de negócio, disponibiliza as soluções que se alinham mais estreitamente com a estratégia, com o orçamento e a visão do negócio, reunindo-as em uma oferta única e transparente para o cliente. A idéia de um supply chain de TI dinâmico é endossada por Leroy Williams, vice-presidente de TI e Serviços da Ball, empresa norte-americana que atua nos segmentos de embalagens metálicas e plásticas e de tecnologias aeroespaciais. Ele aprendeu muito com o sucesso do ramo de manufatura da companhia, que emprega mais de O potencial de cloud reside em possibilitar a uma empresa ter acesso a recursos globais sob demanda, com mais economia e habilidades altamente especializadas. Leroy Williams VP of IT and Services Ball Corp. 14 mil funcionários em todo o mundo e no ano passado faturou mais US $7,3 bilhões. Williams faz uma analogia entre o aspecto utility de TI e a eletricidade. Você não precisa ser o fornecedor de eletricidade, mas ela é imprescindível e você deve gerenciá-la como um elemento essencial da sua infraestrutura, diz ele. Da mesma forma, ao apoiar-se em fornecedores de TI externos, Williams possibilita que a organização de TI seja mais eficiente e se concentre mais em inovação. Tudo isso está diretamente ligado ao supply chain de TI, acrescenta. Para a gestão do lado interno do seu supply chain de TI na América do Norte, Williams recorre a um fornecedor global com um modelo de custo variável. Quando precisa implantar novos PCs e laptops, por exemplo, conta com um fornecedor nacional de TI que entenda os padrões e as expectativas da Ball e trabalhe rapidamente. Eles vêm, eles vão, é assim que funciona, explica Williams. Esse modelo também permite que o departamento de TI suporte a infraestrutura da fábrica, dotando-a com capacidade de atender os clientes via web no formato um-para-muitos, em vez de usar o telefone, fax ou , com suas limitações. Além disso, Williams não precisará investir em recursos de TI dedicados, tais como novos servidores, e terá mais os custos associados à manutenção dessa infraestrutura custos de aquecimento, refrigeração, energia e pessoal. Na visão de Williams, o potencial de cloud reside em possibilitar à empresa ter acesso a recursos globais sob demanda com mais economia e habilidades altamente especializadas. A natureza dinâmica da atual TI é inteiramente nova, ainda que a noção de supply chain de tecnologia não o seja. Apesar da terceirização, TI interna se manteve presa a um modelo estático de supply chain por mais de 40 anos, enfrentando restrições de orçamento, equipe e infraestrutura, analisa Schiavello, da CA Technologies Tudo isso está mudando rapidamente agora. Novas tecnologias são a essência do supply chain de TI dinâmico. A virtualização adiciona flexibilidade e recursos de computação compartilhados. A nuvem coloca os fornecedores de serviços à distância de um clique em um site e torna mais fácil do que nunca acrescentar e remover serviços de TI. Os CIOs são contemplados com meios quase ilimitados de obter os componentes necessários para satisfazer os requisitos do negócio. Com a eliminação das restrições físicas possibilitada pelo cloud, os CIOs também ganham a habilidade de escalar suas infraestruturas de TI na medida da necessidade. E mais, obtêm nova flexibilidade e redução de custo graças ao modelo de pagamento pelo uso, adotado no modelo cloud computing. Fechando o Gap Além disso, considerando-se que TI é cada vez mais vista como fornecedora de serviços para o negócio, um supply chain de TI dinâmico ajuda o CIO a fechar o gap entre oferta e demanda, ao liberar o tempo tradicionalmente gasto com tarefas rotineiras e permitir que TI seja mais inovadora. É um aspecto importante diante do enxugamento de muitos orçamentos. Um grande número de CIOs ainda enfrenta reduções da ordem de 2% a 5%, enquanto alguns felizardos têm um orçamento estável atrelado à expectativa de oferecerem mais serviços pelo mesmo valor, reconhece Mark Lukianchuk, vice-presidente e consultor executivo do Grupo de Transformação de TI da CA Technologies. Mais agilidade é outro benefício do supply chain de TI dinâmico. Antigamente, quando uma empresa queria ingressar em um mercado ou desenvolver um produto, tinha pela frente um ciclo de 18 a 24 meses que a fazia com frequencia perder oportunidade de mercado ou de produto, recorda Mike Pearl, líder de Cloud Computing na consultoria PricewaterhouseCoopers. Com a computação em nuvem, a tecnologia já está implementada. É possível levar a ideia ao mercado com mais rapidez, obter feedback prontamente e capitalizar a oportunidade, sem que esse longo ciclo de investimento e de desenvolvimento se interponha entre a organização e seus clientes. Agora que TI é capaz de se expandir facilmente para a nuvem e se beneficiar de capacidade adicional conforme a necessidade, os CIOs já não precisam comprar novos servidores ou reformular suas redes. Além da economia de custo, TI pode substituir tarefas menos importantes, como reparar sistemas e monitorar eventos, por trabalhos mais inovadores, tais como criar novos serviços, conceber processos eficientes e desenvolver garantia de qualidade em torno desses serviços. Para que esse novo modelo de TI funcione com os níveis máximos de eficiência e eficácia, alertam os especialistas, os CIOs deverão pensar de forma inovadora. Eles terão que avaliar continuamente seus serviços de TI considerar fornecedores internos versus externos e analisar os custos, a qualidade e o risco associados. Especialistas em supply chain recomendam que os líderes de TI adotem um plano estratégico de ciclo de vida que inclua os seguintes componentes: Planejamento: Os CIOs precisam avaliar e priorizar os portfólios completos de recursos e serviços de TI disponíveis. Em seguida, com base na demanda do negócio, podem dar os primeiros passos para a nuvem, ao virtualizar servidores e construir um private cloud interno seguro. Os CIOs que já percorreram essas etapas estão prontos para uma nuvem híbrida, capaz de extrair o máximo da arquitetura e dos sistemas internos e beneficiar-se de fornecedores externos. Avaliação das Restrições: Apesar de todos os CIOs enfrentarem restrições de orçamento, equipe e infraestrutura, com o novo modelo de supply chain de TI eles já não estão limitados por recursos internos. Um equilíbrio entre automação interna e virtualização, aliado ao uso de fornecedores externos de serviços, pode tornar as antigas restrições praticamente irrelevantes. Composição : A mudança de paradigma em TI transforma os CIOs em corretores de serviços de TI para o negócio. Os CIOs garantem que a composição de serviços, a partir de recursos internos ou externos, possa ser talhada diretamente para requisitos específicos do negócio. Segurança: A disponibilidade e o desempenho dos fornecedores de serviços de TI, sejam eles internos ou externos, têm que ser medidos, avaliados e, se necessário, corrigidos. Para isso, os CIOs devem implementar soluções que gerenciem e meçam tais atributos de ponta a ponta. Implementação: Os CIOs podem oferecer às unidades de negócio um catálogo seleto de serviços de TI aprovados, transformando-as em consumidoras self-service de TI. Os CIOs também devem considerar a ideia de recorrer a fornecedores de serviços de gerenciamento de nuvem experientes para ajudar a viabilizar um supply chain de TI dinâmico e totalmente funcional. Garantia de Qualidade: É necessário estabelecer, mensurar e garantir padrões de qualidade para os fornecedores na nuvem, tanto quanto para os recursos internos de TI. Ao trabalhar com terceiros na nuvem, os CIOs também devem aplicar e fazer cumprir seus próprios padrões internos, além das normas setoriais e governamentais apropriadas. Desprovisionamento: Nenhum sistema é para sempre. Portanto, se quiserem suspender um serviço fornecido por um provedor interno ou externo, os CIOs precisam ter um plano para os dados que foram colocados lá. E mais: depois que um projeto é encerrado, os CIOs devem contar com meios para dar o final mais adequado e rápido ao software, pessoal ou hardware interno. Transformação do Supply Chain de TI Do modelo ESTÁTICO -- cada serviço de TI possui sua própria infraestrutura: Fornecedor Para a ABSTRAÇÃO -- TI se reformula para o futuro... sistemas operacionais são desacoplados do hardware físico... e arquiteturas, fornecedores, processos e outros são racionalizados: Fornecedor Para a ENTREGA ÁGIL -- serviços híbridos são criados a partir de subcomponentes de cloud de diferentes fornecedores... sistemas extremamente automatizados montam os serviços para clientes individuais e os distribuem através do cloud. Fornecedor Fornecedor Fornecedor FONTE: CA Technologies, 2010 Fornecedor Fornecedor Embora todos os componentes mencionados sejam importantes, não é necessário acompanhar exatamente a sequência acima. Os líderes podem e devem escolher o ponto de partida mais conveniente. A TI também pode transformar o papel tanto do CIO quanto da própria TI. Na verdade, a flexibilidade e a eficiência do cloud podem mudar radicalmente a função de Tecnologia da Informação. O CIO deixaria de ser o equivalente ao trabalhador do chão da fábrica que monta peças, tornando-se, em essência, um designer da fábrica, do processo de manufatura e do processo de supply chain. Seria um papel muito mais estratégico, capaz de fortalecer drasticamente a parceria de TI com o negócio. O relatório Leading in Times of Transition: The 2010 CIO Agenda, publicado no início do ano pela empresa de análise Gartner, corrobora essa visão: Para os CIOs, o ano de 2010 se traduz em oportunidade de acelerar a transição de TI, que deixa de ser uma função de suporte e se transforma em colaboradora estratégica, focada Fornecedor Fornecedor Consumidor Consumidor Consumidor 8 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 9

7 em inovação e vantagem competitiva. O autor do relatório destaca que os CIOs ansiavam por essa transformação há anos, mas só recentemente, graças a mudanças econômicas, estratégicas e tecnológicas, ela se tornou viável. O papel do CIO também está mudando. Por exemplo, o líder passa a gerenciar esse novo supply chain de TI possibilitado pelo cloud. Novas maneiras de pensar e trabalhar são exigidas, à medida que a função de TI se distancia da concepção, criação e implementação pura e simples e começa a incorporar elementos de brokering, seleção e monitoração. O cloud passa a fazer parte do portfólio do CIO, aponta Pearl, da PricewaterhouseCoopers. Os CIOs precisam de processos eficientes e eficazes para avaliar, selecionar e monitorar os fornecedores de serviços. Além de reunir todos os dados pertinentes sobre o serviço que seus fornecedores disponibilizam, os CIOs necessitam de ferramentas que interpretem, integrem e mostrem o que tudo isso significa para o negócio, enfatiza Gregor Petri, consultor de Cloud Computing na CA Technologies. Qual será o destino de todos os sistemas de TI legados? No curto prazo, pelo menos, os departamentos de TI vão continuar a gerenciar o que agora é chamado de lado interno do supply Jay Fry, vice-presidente da Unidade de Marketing e Soluções de Cloud para o Cliente da CA Technologies, oferece cinco recomendações para ajudar os CIOs a aderir ao supply chain de TI dinâmico. Seguindo essas diretrizes, os CIOs vão migrar para o supply chain habilitado pelo cloud com um alto grau de transparência: Ganhar insight para comparar: Comece com uma visão dos seus atuais serviços de TI tanto internos, quanto externos. O rápido crescimento da computação na nuvem provocou o efeito Wild Wild West ou terra de ninguém, alerta Fry. Por essa razão, a maioria dos CIOs precisará adotar uma maneira padronizada de descrever o que TI está fazendo agora com a nuvem, não apenas em termos de custos, mas também de qualidade e outras características intangíveis. Se for esse o seu caso, compare com o que outras fontes podem oferecer. Conectar-se com conhecimento especializado: Obtenha acesso a dados relevantes sobre serviços de nuvem, feedback desses serviços e melhores práticas junto à sua comunidade de colegas e especialistas. Isso o ajudará a decidir se, quando e como usar a nuvem para uma aplicação ou um recurso específico. Habilitar serviços para a nuvem: Toda decisão sobre cloud deve alinhar os recursos (budget, pessoal, sistemas e infraestrutura) com a tecnologia disponível. Talvez seja chain. A maioria das estimativas indica que, atualmente, 60% a 80% de todos os recursos de TI corporativos são dedicados simplesmente a manter as luzes acesas. Porém, ao implementar virtualização, automação e tecnologia de cloud interno, a TI poderá alcançar novos e elevados níveis de agilidade e eficiência. E poderá fazê-lo de modo mais acessível e rápido do que nunca. Ao atuar em duas frentes simultaneamente tornar os sistemas internos mais eficientes por meio da implementação de um cloud interno e disponibilizar novas soluções como um serviço via fornecedores de nuvem a TI dá um grande passo para atingir uma de suas metas mais antigas, a de proporcionar vantagem competitiva em vez de ser um mero centro de custos. A oferta de soluções como um serviço via cloud acrescenta muitas tarefas novas às responsabilidades do CIO. Segurança e suporte são um exemplo. A garantia de segurança dos dados de um cliente gera um novo nível de complexidade quando esses dados estão em algum lugar do cloud de um fornecedor. O mesmo vale para suporte, de acordo com Petri, da CA Technologies: Se alguém disponibiliza três serviços no cloud e em algum ponto um dos serviços não funciona, quem vai repará-lo? Alguém terá que coordenar PLANO DE AÇÃO DO SUPPLY CHAIN o suporte, para que seu usuário não precise contatar os três fornecedores e ouvi-los dizer que o problema não é deles. A TI também será responsável pela integração, dizem os especialistas. Por exemplo, se várias soluções de TI forem necessárias para fornecer um único serviço ao negócio, fará sentido que TI coordene a integração desses componentes em um serviço confiável. A contabilização dos custos provavelmente será mais uma das responsabilidades de TI, incluindo cobrança, verificação de faturas, comparação dos resultados dos fornecedores de serviços com o que foi comprado ou arrendado deles e, até mesmo, contagem das transações. Na Alibre, o grupo de TI tem que examinar a disponibilidade, a confiabilidade e a segurança de qualquer solução baseada em nuvem antes de incorporá-la ao supply chain de TI. Obviamente, todos esses aspectos são muito importantes para nós, como seriam para qualquer companhia, reconhece o CIO Sukhatankar. Williams, da Ball, também está preparando seus profissionais de TI para as novas funções. O executivo quer que eles passem de generalistas de tecnologia a especialistas em cloud em todo o supply chain de TI. Esses profissionais terão que adquirir competência em CRM, principalmente para servir clientes de negócios internos da Ball preciso virtualizar servidores para construir um cloud privado ou comparar serviços externos na nuvem com o que já é feito internamente. Segundo Fry, também será preciso definir quais modelos de nuvem oferecem o máximo de benefícios para os negócios e como implementá-los. Isso vale tanto para um cloud privado, quanto para um modelo de software como serviço (SaaS), plataforma como serviço (PaaS) ou infraestrutura como serviço (IaaS). Desafiar suas escolhas: Depois de selecionar e implementar tecnologias e modelos de nuvem, otimize continuamente o supply chain de TI tanto do lado interno orçamento, pessoal, sistemas e infraestrutura quanto do externo. Faça isso à medida que agrega fornecedores de serviços de nuvem para satisfazer requisitos do negócio. Então, para se manter alinhado com as demandas evolutivas dos negócios, desafie e reavalie continuamente todas as suas escolhas. Implementar, gerenciar e garantir: Os serviços de nuvem devem ser seguros, gerenciáveis e controláveis. Também devem cumprir todas as normas e regulamentações de conformidade relevantes, ao mesmo tempo proporcionando o necessário valor ao negócio. Essas sugestões serão úteis mesmo depois da migração para o novo supply chain de TI. Assim, será possível garantir melhoria contínua do supply chain de TI ao longo do tempo. A resposta certa de hoje vai mudar amanhã, avisa Fry. L.L. em novos e elevados patamares. Além disso, o cloud ajudará Williams a administrar TI com mais eficiência, graças ao sourcing seletivo com parceiros que atendam aos padrões de qualidade, time-to-market e redução de custos da companhia. William analisa formas inovadoras de ajudar a Ball a ingressar em mercados emergentes, explorando uma plataforma global de tecnologia. Novas soluções são especialmente importantes no setor de varejo online, onde é essencial que os sistemas tenham capacidade variável. Embora a maioria dos varejistas possua bom volume de capacidade em seus sites de e-commerce, normalmente os limites são atingidos nas épocas de pico de compras. A solução tradicional pré-cloud era superdimensionar os servidores para suprir essa demanda potencial e deixá-los ociosos no restante do ano. Com a nuvem, porém, à medida que a demanda aumenta, os CIOs podem provisionar capacidade de processamento no cloud público ou implementar um cloud interno privado usando servidores virtualizados. A habilidade de extrair vantagem competitiva da tecnologia estará subordinada à habilidade de otimizar continuamente o supply chain de TI, ressalta Chris O Malley, gerente geral da CA Technologies. Na Alibre, fornecedora de CAD, as tecnologias de virtualização e de nuvem são os principais componentes do supply chain de TI. A virtualização nos permite replicar ambientes em tempo quase real e escalar nossas operações para cima ou para baixo sem custos enormes e irreversíveis, revela o CIO Sukhatankar. Quando o pessoal de TI precisa gerar um volume excessivo de tráfego na web por um curto período de tempo, por exemplo, pode adicionar servidores virtuais para balancear a carga da demanda transitória. No lado externo do supply chain de TI, o cloud ajudou a companhia a migrar as operações de CRM de uma solução projetada internamente para o salesforce.com. Sou um grande incentivador do cloud há muitos anos, conta Sukhatankar. Muitas Soluções Felizmente, os CIOs não têm que enfrentar sozinhos o supply chain de TI dinâmico. Soluções como o recém-lançado CA Cloud-Connected Management Suite fornecem os serviços de TI que uma empresa demanda. A solução ajuda a garantir e a proteger serviços de nuvem em conformidade com requisitos regulatórios e de segurança, tais como gerenciamento de identidade e de acesso e proteção contra perda de dados. A solução também ajuda a selecionar e provisionar serviços externos de forma automatizada e orquestrada. O CA Cloud Insight, um dos quatro produtos incluídos no CA Cloud-Connected Management Suite, vai explorar o Service Measurement Index A transição para o supply chain de TI dinâmico pode conduzir o CIO por vários caminhos, dependendo do seu portfólio de TI, do seu segmento de atuação e até mesmo do país em que se encontra. (SMI) Framework, que está sendo desenvolvido por um consórcio entre a Carnegie Mellon University, CA Technologies, Stony Brook University e outras empresas e organizações acadêmicas e governamentais. O objetivo é ajudar os CIOs a quantificar e a avaliar os serviços baseados em nuvem e, em seguida, compará- -los aos seus recursos de TI internos. Mais especificamente, o SMI Framework enfocará seis critérios para ajudar os CIOs a comparar os serviços em nuvem com outros serviços disponíveis: qualidade, agilidade, risco, custo, funcionalidade e segurança. Esse framework será uma maneira padrão de abordar serviços de TI no nível do negócio, explica Jay Fry, vice- -presidente de Marketing e Soluções de Cloud para o Cliente na CA Technologies. Uma boa fonte de informação sobre o SMI é o Cloud Commons (cloudcommons.com), uma nova comunidade e website onde os profissionais de TI obtêm dados atualizados e úteis sobre a computação em nuvem. O site pode auxiliar os CIOs e outros interessados em implantar cloud computing e em melhorar o modo como TI suporta os objetivos do negócio. CA Technologies, TM Forum, Red Hat e Insight Investments estão entre os fundadores dessa comunidade. Não é apenas um site da CA, ele serve para todos que necessitam de informações práticas sobre cloud, diz Fry. Vale a pena visitá-lo quando se precisa saber o que está acontecendo com diferentes tipos de serviços na nuvem. Parte do Portfólio A transição para o supply chain de TI dinâmico poderá conduzir o CIO por vários caminhos, dependendo do seu portfólio de TI, do seu segmento de atuação e até mesmo do país em que se encontra. Petri, da CA Technologies, prevê que a tecnologia de nuvem vai decolar mais rapidamente em países emergentes, onde a base instalada de sistemas legados é menor. Nesses países, as empresas podem muito bem saltar tecnologias mais antigas, como aconteceu com os telefones celulares. Nos países que não tinham linhas terrestres sólidas, os consumidores conseguiram ir direto para a comunicação sem fio. Outra opção é revisitar o debate centralização x descentralização de TI. Um número crescente de empresas está migrando o pessoal de TI diretamente para os departamentos de marketing, desenvolvimento e produção, entre outros. Quando se move TI para os departamentos e se disponibiliza mais soluções como um serviço no cloud, TI perde menos tempo com questões triviais. Além disso, fica muito mais próxima dos usuários, ajudando-os a escolher as soluções de serviço certas para conseguir o que desejam, constata Petri. Na Ball, Williams incorporou melhoria contínua ao DNA organizacional. Se você não gerencia de maneira proativa a economia e a demanda crescente por serviços transparentes, vira um alvo fácil e alguém pode detoná-lo. Não importa o caminho escolhido pelos CIOs, essa mudança vai demorar a acontecer. Só agora as grandes empresas estão cogitando implantar a computação em nuvem, e muitas ainda estão experimentando a tecnologia de virtualização. A nuvem está gerando uma mudança profunda, mas em uma grande empresa até mesmo uma revolução pode levar um longo tempo, pondera Fry. A transformação será um processo plurianual. À medida que o cloud se disseminar, os CIOs talvez atentem para o que declarou certa vez o grande ícone da manufatura, Henry Ford: O segredo do sucesso, antes de tudo, é se preparar. LARRY LANGE, especializado em tecnologia, foi editor sênior da TechWeb, PlanetIT.com, EE Times e IEEE Spectrum 10 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 11

8 Special Report Data Center do Futuro ano de 2010 representou um marco na história da Ativas, braço de tecnologia da informação do Grupo Asamar e CEMIGTelecom. A empresa, posicionada como MSP (Managed Service Provider), inaugurou neste ano o maior data center da América do Sul, que contou com um investimento inicial de US$ 50 milhões. O projeto utilizou a solução Oblicore Garantee, da CA Technologies, e equipamentos da série Nexus da Cisco. O data center da Ativas já possui dois certificados internacionais de disponibilidade e segurança física: a certificação Tier III, concedida pelo órgão internacional Uptime Institute e a concedida pelo órgão alemão TÜV Rheinland, reconhecido mundialmente por aferir produtos de alta tecnologia e complexidade. Tal reconhecimento deve-se ao pioneirismo das tecnologias, que atendem às exigências de empresas de médio e grande porte e possui expectativa de faturamento anual, a partir de 2014, acima dos R$ 200 milhões. Trata-se de um enorme diferencial competitivo, pois disponibilizamos ao mercado nacional o primeiro data center Tier III certificado na América do Sul e conseguimos assim traduzir para nossos clientes o compromisso de atender a exigência de segurança e alta disponibilidade dos seus negócios, destaca o CEO da Ativas, Alexandre Siffert. Os clientes da Ativas podem contar com um nível de disponibilidade mínima certificada de 99,98% para as suas aplicações hospedadas no data center. Segundo o CTO da empresa, Antônio Phelipe, embora muitos data centers tenham características de Tier III, não foram planejados desde o seu projeto considerando todos os requisitos exigidos pelo órgão internacional Uptime Institute, o que os impede de serem certificados. Estamos preparados para atender o cliente mais exigente de qualquer parte do mundo, garante Phelipe. De acordo com o diretor de Negócios e 12 smartenterprisemag.com Ativas atinge nível de disponibilidade mínima certificada de 99,98% Por Silvia Angerami Marketing da empresa, Alex Lara, a Ativas tem forte diferenciação pela qualidade e posicionamento de MSP (Managed Service Provider). Com tecnologias eficientes e inteligentes, a Ativas é capaz de melhorar processos e impulsionar empresas. O conceito evoluir é natural que adotamos desde o início do trabalho da Ativas e está inserido na construção e no lançamento do data center e no portfólio de serviços que oferecemos. Nossas soluções de outsourcing são baseadas em tecnologia de ponta e alinhadas às necessidades dos negócios de cada cliente, destaca Lara. Parceria A execução do projeto foi possível com a colaboração da Cisco e da CA. O projeto começou há três anos, quando o time da Ativas estava se formando. Eles procuraram a Cisco e o nosso integrador, a Dimension Data, para conversar sobre a implementação de um data center de última geração, na região de Belo Horizonte, relembra Marco Sena, diretor regional comercial da Cisco. Laércio Albuquerque, diretor-geral da CA Technologies no Brasil, declara que ter participado do nascimento e do processo de seleção desse belíssimo projeto já foi por si só um grande orgulho para nós da CA. A estratégia foi a de entender exatamente de que eles precisavam, para oferecer soluções capazes de atender a todas essas expectativas. Foi um projeto que deu um orgulho muito grande à equipe, que participou de todo o projeto, desde o início até sua finalização. Ao identificar que esse mercado de service provider de data center vinha vivendo um momento de ruptura, a Ativas programou sua ação. Fizemos um trabalho de benchmarking, viajamos o mundo todo e identificamos os nossos principais parceiros, afirma Siffert. A iniciativa deu origem a um projeto de data center com características únicas no mercado da América do Sul. Por meio deste aparato tecnológico de vanguarda, associado a um time de profissionais muito bem preparados, estamos abordando o mercado nos últimos dois anos, diz o CEO da Ativas. Antônio Phelipe, CTO da Ativas, destaca que a companhia tinha o propósito de atuar com o posicionamento MSP, e por isso enfrentou um grande desafio: buscar no mercado uma solução que fosse aderente aos seus propósitos. Tínhamos que dar garantia efetiva na gestão dos SLAs exigidos pelos diversos negócios e segmentos dos nossos clientes, afirma. A Ativas traz também uma oferta em soluções de cloud computing, de hospedagem de aplicações (hosting), armazenamento de informações, soluções de backup, administração de banco de dados e sistemas operacionais, gerenciamento de aplicações e vendas de softwares como serviços (como ERP, CRM, BI e outros). A infraestrutura também está preparada para oferecer plano de continuidade de negócios (disaster recovery), em caso de acidente no centro de processamento de dados do cliente. Somos um data center virtualizado fim a fim. Somos um projeto de data center de terceira geração, ou seja, estamos preparados para suportar essas novas tecnologias, aponta Alexandre Siffert. O CEO explica que o posicionamento da Ativas difere da concorrência porque a empresa já nasceu como MSP, mais do que um provedor de serviço de infraestrutura apenas. Nós fazemos gestão de serviço e entregamos essa gestão de solução de serviços para os nossos clientes, diz ele. Diferenciais Rosano Moraes, vice-presidente de Virtualização, Gestão e Automação da CA Technologies, América Latina, aponta que a característica principal desse projeto foi buscar as melhores tecnologias para construir um conjunto de serviços que foca o cliente de grandes e médias corporações. Este é o primeiro data center Tier III que tem a real gestão de níveis de serviços, não focado só na camada de TI, mas na de negócios, define. Para Phelipe, CTO da Ativas, outro fator importante para a escolha da CA foi a questão do pioneirismo. Somos o primeiro provedor de serviços no Brasil a adquirir uma solução inovadora, a Oblicore Guarantee. Essa solução nos permite fazer um gerenciamento efetivo dos níveis de serviço dos nossos clientes. A Ativas não adquire uma tecnologia por tecnologia, mas ela tem uma razão de existir. E a contratação dessa solução foi para atender uma necessidade na ponta, que é a expectativa e a necessidade dos nossos clientes. Uma vez que os nossos clientes estejam satisfeitos e essa solução seja 100% aderente aos seus negócios, obviamente que os objetivos são atendidos. Depois de entender a expectativa do cliente, Marco Sena, da Cisco, relata que a Ativas queria garantir três pontos principais: performance, escalabilidade e disponibilidade. Primeiro, em termos de performance, utilizamos o melhor equipamento para Core de Data Centers chamado família Nexus. A Ativas foi uma das primeiras empresas do Brasil a usar esse equipamento. Sena explica ainda que, em termos de escalbilidade, à medida que novos clientes forem se integrando a essa rede, não será necessário de nenhum tipo de reestruturação. Da forma como o projeto foi concebido, a rede é expandida facilmente, sem necessidade de reestruturação. Quanto à disponibilidade, Marco Sena, da Cisco, sublinha que é fundamental que a rede esteja sempre disponível e afirma que todos esses elementos foram considerados no projeto. A Ativas nasceu com a preocupação de garantir alta disponibilidade, qualidade e altos níveis de segurança. Para isso, instalou um detalhado processo de seleção de parceiros e fornecedores. Em tecnologia de monitoração e gerenciamento, a Ativas analisou qual seria a melhor empresa que poderia oferecer os mais altos níveis de segurança para esse novo data center de última geração. Analisou qual seria a empresa capaz Raio X da Ativas "Conseguimos traduzir para nossos clientes o compromisso de atender a exigência de segurança e alta disponibilidade dos seus negócios. Alexandre Siffert CEO Ativas. de prover o maior nível de disponibilidade e qualidade nos serviços entregues e gerenciados para os seus clientes finais. E pesquisou sobre qual seria a empresa que tem mais investido tecnologicamente em cloud computing, em gerenciamento de níveis de serviço e chegou à conclusão de que essa empresa é a CA, aponta Laércio Albuquerque. Marco Sena classifica o resultado final como muito positivo e a jornada que conduziu até ele como extremamente produtiva. Hoje, estamos vendo a realização de um sonho, analisa. Já o CEO da Ativas, Alexandre Siffert, fala sobre o futuro: Estamos fechando um ciclo, ao entregar para o mercado esse data center Tier III, mas já estamos abrindo um novo, porque vamos partir para a construção do segundo site. Em cada fase do projeto, que compreende três módulos de 500 m² cada, a Ativas poderá instalar até servidores. Para garantir o funcionamento ininterrupto dos equipamentos, em caso de falta de energia, o empreendimento tem dois tanques reservatórios de diesel, capazes de manter os geradores em operação por até dois dias seguidos. O data center tem quatro geradores, sendo um de reserva. Outro sistema de contingência, para o caso de ser necessário manter o ambiente resfriado na falta de energia, é o reservatório de 78 mil litros de água gelada. Estrutura física O projeto inclui dois sistemas de tubulações de refrigeração, sendo um também redundante. Todos os sistemas que garantem o funcionamento dos equipamentos são duplicados, afirma Phelipe, CTO da Ativas. Enquanto a área de produção do data center é de 1,5 mil m², um espaço de 4,5 mil m² destina-se aos sistemas de suporte à infraestrutura, o que inclui área de subestações, nobreaks e manutenção, entre outros. Um Centro de Gerência Avançada funciona 24 horas por dia, sete dias da semana, monitorando servidor a servidor, cliente a cliente. A Ativas também oferece um ambiente para receber o cliente em suas instalações, caso necessário, com cerca de 50 estações de trabalho. Ainda faz parte da estrutura do data center uma sala-cofre, ambiente à prova de fogo, água, roubo, acesso indevido e outras ameaças físicas. Empresa de alta tecnologia posicionada como MSP (Managed Services Provider), a Ativas possui o primeiro data center Tier III da América do Sul certificado pelo Uptime Institute e pelo órgão alemão TÜV Rheinland. Atua fortemente na gestão de serviços dos seus clientes, compromissada com os SLAs (acordos de níveis de serviço) exigidos pelos diversos negócios, segmentos e fornecedores. Em seu portfólio, a empresa oferece soluções de acordo com as necessidades de seus clientes. Traz novidades no que tange às soluções no modelo SaaS (Software as a Service) e cloud computing, que permitem ao cliente ampliar rapidamente o seu contrato conforme a sua demanda (escalabilidade). Sua infraestrutura foi concebida no conceito de virtualização fim a fim, virtualização nas camadas de firewall, rede, servidores/ aplicações e storage, sendo referência como uma das mais modernas do mundo Smart Enterprise 13

9 Tech Chatter Nas Nuvens Ao adaptar novas ferramentas, o CIO pode aproveitar ainda mais as oportunidades além de cloud. Por Tam Harbert FOTOGRAFIA: COLiN ANDErSON/GETTY Tecnologia da Informação vive tempos de transformações profundas, provocadas pelo cloud computing. Uma das mudanças mais evidentes envolve os gestores de negócio, que assumiram tarefas antes desempenhadas pelos CIOs, tais como recomendar, comprar e implementar software e serviços. Hoje, qualquer pessoa pode contratar aplicativos e serviços baseados na nuvem, apenas com um clique no mouse. À primeira vista, para o gestor de negócios, esta mudança deu mais eficiência ao processo de requisição de TI. Por outro lado, ela obriga o CIO a enfrentar um grande desafio: ajudar o negócio a usufruir a flexibilidade e a agilidade da nuvem e, ao mesmo tempo, manter o controle, garantir a segurança e cumprir os requisitos regulatórios. Sem controle, torna-se difícil garantir o desempenho e a segurança de redes, aplicativos e dados corporativos. Infelizmente, tais problemas não desaparecem da noite para o dia. De acordo com a consultoria IDC (International Data Corporation), as vendas associadas à computação na nuvem deverão crescer a uma taxa média anual de 27% até 2014, quando a receita mundial de serviços baseados na nuvem pública atingirá US$ 55,5 bilhões. Em 2012, prevê o Gartner, 20% de todas as empresas não terão mais nenhum ativo próprio de TI. À medida que o uso da computação na nuvem avançar nas corporações, a tecnologia deverá adotar um modelo de supply chain, sendo responsável por gerir uma teia de recursos internos e externos e combiná-los para fornecer os serviços que suportam os requisitos do negócio. A TI vai mudar radicalmente de guardiã do data center à gestora de supply chain, afirma Gregor Petri, consultor de Cloud Computing da CA Technologies. Ficará entre as unidades de negócios e os fornecedores de soluções. Novas ferramentas de gerenciamento e automação serão exigidas. Os executivos de tecnologia vão precisar das bases técnicas para dar suporte a isso, ressalta Bernard Golden, CEO da Hyper-Stratus, empresa de consultoria em cloud computing. Quem não possui a infraestrutura e as ferramentas de automação, e ainda utiliza processos manuais em um ambiente que precisa garantir serviço imediato aos clientes, não tem a menor chance de entrar nesse novo mundo. A boa notícia é que os CIOs poderão contar com ferramentas e serviços para ajudá-los a SERVIÇOS EM FOCO adaptar suas organizações ao modelo supply chain. A CA Technologies, por exemplo, desenvolve a Cloud-Connected Management Suite para suprir necessidades que venham a surgir em cada etapa da adesão ao cloud. A suíte oferece: n Um meio de se manter informado sobre os serviços de nuvem disponíveis n Um sistema padrão de avaliação que lhe permite comparar produtos e serviços e, assim, tomar decisões de sourcing mais inteligentes n Oportunidades de trocar os componentes do supply chain dinamicamente para atingir o desempenho ideal Como escolher em meio a um número cada vez maior de provedores de serviços de nuvem? Não basta olhar estatísticas de tempo de atividade, segurança e confiabilidade, já que não existe nenhum padrão para avaliar essas métricas. Mas isso em breve pode mudar. Recentemente, a Carnegie Mellon Silicon Valley, uma extensão da Carnegie Mellon University, criou um consórcio para desenvolver o Service Measurement Index (SMI), uma maneira padrão de calcular os benefícios e os riscos dos serviços de computação em nuvem. O cloud tem riscos nebulosos que assustam a direção de empresas, diz Jeff Perdue, cientista sênior da Carnegie Mellon e um dos líderes do consórcio. Também não se conhecem os riscos daquilo que se faz agora. Existem riscos. E custos. Mas não quantificáveis. É necessário comparar os serviços externos com os recursos internos. O SMI será composto por indicadores de desempenho, como qualidade, agilidade, risco, capacidade, custo e segurança. Os CIOs podem pesar os indicadores, conforme a importância de cada um para seu ambiente. Inicialmente, o SMI usará dados de pesquisas próprias e de empresas de mercado para fornecer pontuações sobre serviços de , computação sob demanda e comércio eletrônico. Mas o objetivo final é que os dados sejam disponibilizados por profissionais de TI, organizações de serviço e benchmarks. T.H. 14 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 15

10 n As ferramentas necessárias para gerenciar todo o processo do supply chain Informações atualizadas e precisas formam a base de um supply chain sólido. A falta de informação é um dos maiores problemas a ser enfrentados no ambiente de computação em nuvem. Com um vasto leque de serviços disponibilizado o tempo todo, é difícil descobrir o que ainda não se conhece, observa Vincent Re, vice-presidente sênior e engenheiro emérito da CA Technologies. É preciso ter um meio sistemático de ver o que existe por aí. Graças a uma combinação de crowdsourcing e métricas padrões, o CA Cloud Insight permite ao usuário pesquisar e avaliar soluções externas baseadas em nuvem e serviços internos. A ferramenta explora duas iniciativas recentes. A primeira, Cloud Commons (cloudcommons. com), é uma comunidade online em que especialistas do setor, usuários e provedores de nuvem podem compartilhar informações, melhores práticas e, mais importante, feedback de diversos serviços. A segunda iniciativa, capitaneada pela TI como Supply Chain Carnegie Mellon University, é o concórcio Cloud Service Measurement Index. Os membros do consórcio SMI, que tem a CA Technologies entre seus fundadores, uniram-se com a finalidade de ajudar os executivos de TI a desenvolver um framework padrão para avaliar serviços de tecnologia. Esse framework e as avaliações subsequentes de serviços serão postados no site da Cloud Commons. O CA Cloud Insight extrai informações sobre soluções externas da Cloud Commons e oferece visibilidade de ambientes internos. Assim, permite comparar não apenas vários provedores de nuvem, mas também serviços de terceiros com capacidades internas, empregando o framework do SMI. Ter informações precisas é uma coisa. Tirar proveito delas é outra bem diferente. Os CIOs precisam se tornar mais ágeis e flexíveis para terceirizar tecnologia de maneira oportuna. O processo atual de procurement pode levar meses e paralisa os CIOs. Assim que eles conseguem descobrir um serviço de nuvem útil e confiável, surgem mudanças tecnológicas A transição de um modelo de manufatura para um de supply chain resultará em mudanças nas responsabilidades do setor de Tecnologia da Informação. À medida que esse departamento criar e gerenciar menos recursos internos e explorar mais serviços e produtos baseados em nuvem, o CIO e sua equipe assumirão quatro funções principais, segundo Gregor Petri, consultor em Cloud Computing da CA Technologies: Avaliar os fornecedores: Os usuários de negócios priorizam a funcionalidade e a facilidade de uso e não costumam avaliar e qualificar fornecedores. O pessoal de TI pode colaborar, ao apresentar-lhes uma seleção de opções pré-analisadas, como as da apps.gov. Ser o ponto único de contato para suporte: Aplicativos de cloud de diferentes fontes e provedores serão combinados, o que dará margem a acusações mútuas quando alguma coisa sair errada. TI será a única organização capaz de ter uma boa visão do quadro geral para ajudar a identificar problemas e a responsabilizar o fornecedor certo. Integrar aplicativos quando necessário: Caso uma empresa use um aplicativo de nuvem para CRM e outro para expedição, a TI pode facilitar a integração de dados, a fim de produzir etiquetas automaticamente, sem que seja necessário entrar as informações novamente. Monitorar o custo e outras métricas importantes e fazer mudanças conforme a necessidade: Os preços e recursos de aplicativos e serviços sofrem mudanças, bem como o volume de soluções que a empresa utiliza em um momento específico. A TI vai monitorar todas as variáveis, recomendando ajustes para manter os serviços nos níveis mais altos e apropriados com o menor custo. T.H. Principais Razões para Aderir ao Cloud Reduzir custos Reduzir o tempo de implantação 56% Aumentar a eficiência 50% Aumentar a flexibilidade e as opções 45% 78% 0% FONTE: Security of Cloud Computing Users, pesquisa do Ponemon Institute com 642 profissionais de TI nos EUA e 283 na Europa, maio de 2010 Nota: Múltiplas respostas permitidas. ou novos (e talvez melhores) fornecedores de tecnologia. No novo modelo supply chain, a tecnologia deve estar apta a mudar rapidamente de aplicativo e de serviço. Aqui se torna crucial o CA Cloud Compose, segundo componente planejado da Cloud-Connected Management Suite. Com o CA Cloud Compose, o usuário pode abstrair aplicativos de suas arquiteturas físicas subjacentes, para que sejam implementados em nuvens privadas ou públicas, com agilidade. Diversas Fontes Os recursos de nuvem serão disponibilizados de muitas formas e por várias fontes diferentes. A CA Technologies acredita que o crescimento do mercado de cloud computing vai estimular o surgimento de lojas de aplicativos abastecidas com soluções para uma variedade de mercados. O governo norte-americano até já tem uma, a Apps.gov, onde a Administração de Serviços Gerais dos EUA oferece uma gama de aplicativos e serviços de nuvem, todos qualificados para uso pelo governo Em última análise, aplicativos e serviços serão dissociados da infraestrutura de um provedor determinado. O CIO poderá decidir quais aplicativos em nuvem vai usar, onde quer executá-los (internamente, em um cloud privado ou em um cloud público), quando vai acrescentar ou remover recursos de computação ou quando migrará tais aplicativos. Você ganha flexibilidade para implementar onde faz sentido, diz Gregor Petri, consultor da CA Technologies. E onde faz sentido hoje, talvez não faça amanhã, ressalta. Petri acredita que as lojas serão como corretoras, e oferecerão diferentes opções de aplicativos, plataformas e infraestruturas pré-qualificadas que podem ser combinadas ao gosto do cliente. Hoje, falamos em software como serviço, plataforma como serviço e infraestrutura como serviço, e vemos tudo verticalmente integrado sem necessidade de mudar a plataforma de infraestrutura subjacente, observa o consultor da CA. Um dia, os usuários vão querer escolher a infraestrutura de serviço na qual seu software como serviço será executado. O Cloud Compose permitirá a escolha entre essas opções. A TheGISmarketplace.com, loja de aplicativos criada em meados deste ano, comercializa diversos pacotes de software SIG (sistema de informação geográfica), de diferentes fornecedores, sobre um leque de plataformas de infraestrutura. Dessa forma, fica mais fácil adquirir uma solução SIG sem se prender a um fornecedor de software ou a uma plataforma de infraestrutura em especial. Melhoria Contínua Quando os CIOs tiverem informações precisas, um sistema de avaliação objetivo e agilidade para mudar componentes no supply chain, surgirão novas maneiras de otimizar os recursos. Será possível monitorar e analisar o supply chain continuamente, além de fazer ajustes e melhorias sempre que for conveniente. Para ajudá-los nessa empreitada, a CA Technologies está desenvolvendo o Cloud Optimize, que usará informações do SMI e da comunidade Cloud Commons para avaliar alternativas com base em métricas do negócio e apresentar sugestões para melhorar a entrega de serviços e as opções de sourcing. A solução ajudará os CIOs a decidir onde colocarão seus recursos e quais recursos para obter o melhor resultado, segundo Petri. Se a Amazon baixar seus preços, por exemplo, pode ser que a tecnologia queira transferir mais Embora muitas mudanças provocadas pela computação na nuvem sejam boas para o negócio, os CIOs andam preocupados e por uma boa razão: eles temem que alguns aplicativos de nuvem ponham em risco a segurança. Felizmente, soluções como a CA Cloud-Connected Management Suite permitirão melhores avaliação e gerenciamento da segurança de serviços de nuvem. Um estudo realizado recentemente pelo Ponemon Institute para a CA Technologies aponta uma grande lacuna na capacidade de avaliação da segurança na nuvem, pelo menos por enquanto. Mais da metade dos gestores norte-americanos (55%) não sabe dizer com certeza se conhece todos os recursos de nuvem utilizados por suas empresas. O mesmo acontece com 44% dos europeus. Somente 36% dos entrevistados norte-americanos auditam/ Perdendo o Controle na Nuvem Uma pesquisa recente com gestores de TI revelou que: 55% dos entrevistados norte-americanos e 44% dos europeus não sabem dizer com certeza quem são os usuários de cloud em suas corporações. Apenas 36% dos entrevistados norte-americanos e 57% dos europeus afirmam que suas organizações auditam/avaliam as soluções de nuvem antes de serem implantadas. Apenas 27% dos entrevistados norte-americanos e 38% dos europeus acreditam que os líderes de segurança das suas empresas são os mais responsáveis pela segurança nos ambientes de computação em nuvem. FONTE: Security of Cloud Computing Users, pesquisa do Ponemon Institute com 642 profissionais de TI nos EUA e 283 na Europa, maio de 2010 aplicativos para a infraestrutura da Amazon. Se um fornecedor tiver um desempenho tenebroso no trimestre e fizer grandes demissões, aumentando os riscos para o supply chain, o CA Cloud Optimize poderá detectar esses eventos automaticamente e recomendar alternativas. Tal nível de agilidade e flexibilidade deve ser acompanhado de uma boa gestão. O componente final da Cloud-Connected Management Suite, CA Cloud Orchestrate, fornecerá a tecnologia necessária para gerenciar a implantação das opções sugeridas pelo CA Cloud Optimize. Com base em informações dos três primeiros componentes e em conteúdo da Cloud Commons, o CA Cloud Orchestrate está sendo apresentado como um meio de controlar automaticamente o fluxo de trabalho e aplicar políticas para mudanças em infraestruturas de serviços. Os CIOs adaptam seus ambientes conectados à nuvem rapidamente, sem aumentar o custo das operações de TI ou interromper os negócios. As soluções da Cloud-Connected Management Suite serão entregues gradualmente. Alguns componentes serão fornecidos agora e uma primeira versão da suíte chegará ao mercado antes do fim de Esse cronograma servirá para orientar os CIOs na transição, explica Charles King, presidente e analistachefe da Pund-IT. Com a Cloud-Connected Management Suite, a CA Technologies estabeleceu etapas específicas e fáceis de entender para ajudar seus clientes a efetivamente embarcar na jornada para o cloud e chegar ao destino sãos e salvos, conclui King. E, finalmente, veremos os CIOs andando nas nuvens. n Tam Harbert é escritor e editor nas áreas de tecnologia e negócio. céu mais ensolarado para a segurança avaliam serviços antes da implantação. Os europeus se saem melhor, com 57%. Fiquei surpreso com a falta de sintonia entre o pessoal de segurança e de TI e os usuários finais que estão tomando as decisões para adquirir e usar recursos de computação na nuvem, afirma Larry Ponemon, presidente do instituto. O estudo, que também pesquisou provedores de serviços de nuvem, confirmou os piores temores de Ponemon em relação à fragilidade da segurança. Exceto nas grandes empresas, os provedores de nuvem demonstram uma atuação no mínimo duvidosa. Felizmente, há setores que estão aumentando a segurança na nuvem com tecnologias existentes, como as ferramentas de gerenciamento de identidade e de acesso. Além disso, as informações disponibilizadas pela comunidade Cloud Commons e o SMI Consortium, entre outras iniciativas, farão com que os CIOs adeptos da computação na nuvem sintam-se mais seguros. T.H. 16 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 17

11 Smart Management Orçamento de CIOS recorrem a método dinâmico para equilibrar eficiência e valor. Por Tom Farre Esse alinhamento entre Tecnologia da Informação e valor para o negócio pode aliviar a pressão para reduzir custos, o que incomoda muitos CIOs. Você não consegue ganhar uma discussão sobre custos com a área de negócios porque ela sempre gira em torno da pergunta: não dá para fazer por menos?, diz Peter Hinssen, Managing Partner da Across Technology, empresa de consultoria para CIOs. Os CIOs precisam transformar essa discussão em diálogo sobre valor e começar a abordar a tecnologia como portfólio de investimentos do negócio, o que representa uma mentalidade totalmente nova. Plano B para o Orçamento Na empreitada de alinhar verbas de TI com valor para o negócio, o próprio conceito de orçamento anual preocupa os CIOs: planejar um orçamento único para o ano seguinte é o melhor caminho? Ou o orçamento deve ser mais dinâmico para dar conta de possíveis mudanças nos negócios e avanços tecnológicos imprevistos? Diante dos relatórios econômicos recentes que apontam para incerteza financeira ainda em 2011, o orçamento não deveria ser dinâmico e adaptável a diferentes cenários? Provavelmente. No cenário econômico atual, não posso ter somente o plano A. Preciso ter o plano A, B e C, reconhece Dhuwaraha, que trabalha com um orçamento anual de aproximadamente US$7 milhões. Rhama Dhuwaraha espera que a economia local comece a se recuperar no início de 2011, mas está preparado caso isso não aconteça. Partimos de um orçamento básico ligado à receita prevista da cidade, explica. Se a receita cai, temos o plano B e o plano C prontos para serem executados. Sabemos quais projetos terão prioridade ou serão cortados. Um orçamento flexível também ajuda os CIOs a capitalizar avanços tecnológicos inesperados. A velocidade das mudanças em tecnologia e a agilidade exigida desse setor não permitem mais que o CIO pense em termos de orçamento anual, enfatiza Hinssen. Se surge uma novidade tecnológica e ela representa uma boa oportunidade para o negócio você tem que poder investir. Esconder-se atrás de um orçamento anual não dá certo. Cloud computing, por exemplo, incorpora certa dose de flexibilidade ao orçamento de TI. Se o faturamento cair x por cento, TI terá que compartilhar dessa inconveniência. O ideal é um orçamento com custos variáveis que explore serviços escaláveis de nuvem, pagos conforme o uso, argumenta Bart Perkins, Managing Partner da Leverage Partners, empresa de consultoria para CIOs. Perkins oferece outra perspectiva para a questão um orçamento ou muitos. Ele alega que toda empresa deveria ter dois orçamentos para tecnologia ou, pelo menos, dividir o Equilibrado o momento de planejar o orçamento para a Tecnologia da Informação, os CIOs enfrentam muita pressão. De um lado, está a eterna necessidade de aumentar a eficiência. De outro, o avanço da economia leva as empresas a adotar uma agenda de crescimento e a financiar iniciativas estratégicas que resultem em inovação do negócio e suportem sua expansão. As empresas estão tendo uma perspectiva mais clara em relação ao que vem por aí, diz Randy Roth, sócio da Corporate Contracts, consultoria em terceirização de TI. Tudo indica que elas estão começando a relaxar e a se planejar para gastar um pouco mais no ano que vem, em vez de manter o orçamento no mesmo patamar ou reduzi-lo, como fizeram nos últimos anos. Jose Mora, diretor sênior de Marketing de Produto da CA Technologies, concorda. À medida que investem no crescimento, as organizações se tornam cautelosamente otimistas quanto aos gastos em tecnologia, observa Mora. Elas se esforçam para equilibrar disciplina fiscal com a necessidade de serem mais ágeis e inovadoras no modo de operar e agregar valor para os negócios, acrescenta. Diante dessas pressões, o que os CIOs podem fazer para planejar melhor um orçamento que ao mesmo tempo reduza as despesas das operações mantendo as luzes acesas e proporcione os recursos financeiros adequados para novas iniciativas que melhorem os negócios e a lucratividade? Os CIOs mais bem-sucedidos empenham-se em angariar o patrocínio da área de negócios para os gastos propostos e, depois, informam claramente à direção o valor adicionado. A estratégia também é endossada por Rama Dhuwaraha, CIO do Lexington Fayette Urban County Government, em Kentucky, EUA. Não recomendamos nenhum projeto que não tenha a participação e o patrocínio das áreas de negócios, diz Dhuwaraha. Já deixei claro que não existem projetos de TI, existem apenas projetos de negócios em que tecnologia é um componente. FOTOGRAFIA (ESQUERDA PARA DIREITA): IaN McKiNNELL/GETTY; THiNKSTOcK PROBLEMAS DE BUDGET? A TI PODE AJUDAR O processo de elaboração do orçamento de TI apresenta dois desafios críticos: extrair eficiências do orçamento para manter as luzes acesas e avaliar o retorno sobre o investimento (ROI) dos projetos de TI discricionários. Ambos podem ser enfrentados com o uso criterioso de Tecnologia da Informação. Você não pode gerenciar o que você não mede, aponta Denise Kalm, gerente de Marketing de Produto da CA Technologies e ITIL Capacity Management Practitioner. Se você não tem informações sobre os sistemas e o software que estão executando os processos de negócio essenciais, então não tem conhecimento suficiente para gerir as finanças e o orçamento. A utilização de software de gestão de recursos como o MICS Resource Management, da CA Technologies, pode ajudar. Ele automatiza a análise dos dados brutos provenientes de todos os sistemas e software que estão executando processos de negócios variados, permitindo que os CIOs mensurem e façam relatórios com base em métricas que indicam o uso e a eficiência. O acréscimo de dados financeiros, como o custo por núcleo de CPU ou o custo por megabyte de storage, ajuda os CIOs a entender melhor os custos. E, assim, elaborar um orçamento que será capaz de atender requisitos futuros de capacidade e desempenho. Ao examinar um processo de negócio como pedidos online, deve se responsabilizar pelos recursos que contribuem para a operação avaliar se há saturação e o nível de eficácia, por exemplo, diz Denise Kalm, gerente de produto da CA Technologies. O software de gestão de recursos ajuda a definir os processos-chave e a identificar os que contribuem em desempenho, capacidade, utilização e custo. O software armazena os dados e facilita a geração de relatórios para a tomada de melhores decisões orçamentárias. PAPEL DE LIDERANÇA O uso de software também auxilia na avaliação das finanças dos projetos o que é essencial para repelir ataques contra o orçamento, quando os CIOs justificam o ROI. A tecnologia desempenha importante papel na melhoria do orçamento, em planejamento, geração de relatórios e criação de cenários realistas, explica Rama Dhuwaraha, CIO para o governo do condado urbano de Lexington Fayette em Kentucky É uma funcionalidade essencial de uma solução de gerenciamento de projetos e portfólios (project and portfolio management PPM). O PPM funciona como o sistema formal do CIO, diz José Mora, diretor sênior de Marketing de Produtos para o Clarity PPM, da CA Technologies. Oferece visibilidade dos projetos, apontando onde e como o orçamento é gasto e as correções de rota necessárias. As soluções PPM contribuem para um planejamento realista de cenários para os investimentos propostos, ao atribuir métricas relativas a custo, risco e ROI. Peter Hinssen, Managing Partner da consultoria Across Technology, considera essas ferramentas uma benção para o orçamento. O planejamento de cenários realistas aplicado a um portfólio de investimentos de TI está anos-luz à frente do antigo conceito. T.F. 18 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 19

12 orçamento em dois componentes de gastos: discricionários e não discricionários. Os gastos não discricionários, segundo Perkins, envolvem tanto os gastos de capital quanto as despesas operacionais dedicadas a manter as luzes acesas. Isso inclui a operação e a manutenção da infraestrutura e dos aplicativos existentes, e serviços de produção como e suporte a desktops para os funcionários. Os CIOs têm responsabilidade final sobre esse orçamento e precisam explicá-lo e reduzilo. A redução de custos unitários não discricionários aumentará a eficiência de TI, um imperativo que hoje os CIOs aceitam como algo natural no planejamento do orçamento de tecnologia. Orçamento Criativo Na Thermo Fisher Scientific, fabricante norteamericano de software e equipamento de laboratório com faturamento de 10 bilhões de dólares, a vice-presidente e CIO Ina Kamenz comanda uma equipe mundial com mais de 800 pessoas. Ela também gerencia a infraestrutura de serviços compartilhados da companhia em Waltham, Massachusetts, o que inclui aplicativos e infraestrutura globais, além de serviços como gestão de ativos, web services e suporte a banco de dados. A missão de Kamenz em relação ao seu orçamento não discricionário é manter os custos nivelados, mesmo que a empresa cresça. Podemos acrescentar centenas ou milhares de funcionários por meio de aquisições, mas meu orçamento para serviços compartilhados continua no mesmo patamar, revela Kamenz. Todos os anos, me empenho em melhorar nossa eficiência para compensar o crescimento. Em todos os setores, as iniciativas dos CIOs para obter ganhos de eficiência podem incluir consolidação da infraestrutura por intermédio da virtualização de servidores e desktops, racionalização do arquivamento e do backup de dados, otimização do service desk global e padronização e simplificação de redes, sistemas operacionais e bancos de dados. As empresas também estão terceirizando serviços commodity de TI, motivadas, em parte, pelo corte de pessoal que foram obrigadas a fazer durante a recessão. Para o consultor de sourcing Randy Roth, dificilmente as empresas terão o mesmo número de funcionários de antes. Provavelmente haverá uma intensificação do outsoucing e dos investimentos em serviços de nuvem e hospedagem, prevê. As empresas podem aumentar a eficiência negociando os produtos e serviços necessários de uma maneira mais inteligente, orienta Roth. Empresas que não acreditam na possibilidade de negociar pagam preços cheios por tudo, ao mesmo tempo que outras querem tudo de Segmentação do Orçamento de TI O consultor Bart Perkins sugere dividir o orçamento nos segmentos discricionários e não discricionários. A chave para sua aprovação é mostrar ganhos de eficiência de gastos não discricionários e retorno sobre o investimento (ROI) de projetos discricionários. DOIS ORÇAMENTOS COMPONENTES ORÇAMENTÁRIOS META ORÇAMENTÁRIA 1 2 Orçamento não discricionário ( manter as luzes acesas ) Orçamento discricionário (novos projetos) fonte: Leverage Partners, 2010 Fundos para operar e manter as aplicações e a infraestrutura existentes e para serviços de TI essenciais como a web, , suporte a desktops e help desk Fundos para operar e manter as aplicações e a infraestrutura existentes e para serviços de TI essenciais como a web, , suporte a desktops e help desk Melhorar a eficiência ao reduzir os custos unitários ou suportar mais usuários com o mesmo orçamento Melhorar a eficiência ao reduzir os custos unitários ou suportar mais usuários com o mesmo orçamento O truque é encontrar um meio termo, em que o cliente usufrua os produtos dos fornecedores, mas sem explorá-los a ponto de receber, em troca, um serviço ruim. Randy Roth Sócio Corporate Contracts graça, observa. O truque é encontrar um meio termo, em que o cliente usufrua os produtos dos fornecedores, mas sem explorá-los a ponto de receber, em troca, um serviço ruim. Para rastrear os benefícios dessas e de outras medidas de eficiência, vale a pena fazer uma análise do custo das operações de TI e comparar com padrões do setor. Kamenz, da Thermo Fisher Scientific, faz análises comparativas de tudo que é possível: Custo por chamado ao service desk, número de funcionários de suporte por licença, produtividade do nosso modelo híbrido de desenvolvimento de aplicações onshore e offshore, utilização do sistema de VoIP, produtividade do call center e muito mais, enumera. Estes benchmarks detalhados, que podem ser usados para justificar pedidos de verba, são preferíveis aos benchmarks mais gerais: por exemplo, o orçamento de TI como percentual da receita anual. Não se pode ater a um número, afirma Kamnez. Talvez você possa melhorá-lo, mas seria à custa de todo o resto. Além do mais, esses benchmarks com enfoque único às vezes ficam a desejar na avaliação do valor que TI proporciona. Se você está pedindo um percentual x do faturamento das vendas, por exemplo, talvez possa mostrar que esse número é inferior ou superior ao da concorrência, mas não vai saber qual é o retorno desse investimento para o negócio, de acordo com o consultor Perkins. Depois de definir qual será o capital necessário para manter as luzes acesas e os servidores funcionando, o CIO deve voltar-se para o orçamento discricionário. Esse orçamento é utilizado para custear o desenvolvimento de novas funcionalidades, substituir sistemas existentes e fazer atualizações importantes na infraestrutura. Os projetos discricionários, em geral, também oferecem benefícios financeiros, como o aumento das vendas ou a redução dos custos, ou benefícios intangíveis, como a entrega de um produto ou um serviço com mais qualidade. A justificativa para o orçamento envolve um elemento crucial: projetar o valor por meio de FOTOGRAFIA: THiNKSTOcK retorno sobre o investimento (ROI), segundo Bart Perkins. No atual ambiente econômico, a maioria das empresas apoiará financeiramente apenas os projetos que apresentarem um ROI substancial. Os CIOs precisam elaborar um estudo de caso ou algum outro relatório detalhado para justificar cada solicitação discricionária. Para obter apoio financeiro da área de negócios, dizem os especialistas, é importante falar a mesma língua. Esses projetos, muitas vezes, estendem-se à corporação pelas mãos de executivos que solicitam novos recursos. Use esses solicitantes para ajudar a criar o business case para o investimento. A aprovação vai demandar mais do que um estudo de caso bem estruturado. Em muitas situações, para que essas solicitações sejam aprovadas, o CIO precisará ter relações sólidas com os responsáveis pela tomada de decisão na empresa, o que significar ter um assento à mesa executiva. Sem essa ligação pessoal, os gastos discricionários provavelmente passarão por um exame mais detalhado do que outros aspectos do orçamento corporativo. O mais problemático, no setor privado, é o fato de o CIO e o departamento de TI não serem vistos como parceiros de negócios, diz Steve Cooper, CIO da Organização de Tráfego Aéreo (ATO), divisão do órgão de administração da aviação norte-americana. Se você não está no comitê que toma as decisões orçamentárias, fica complicado, porque você também não participa da discussão. Tem que depender de alguém, que pode ou não defender seus interesses. Preparados Para melhorar a posição da equipe de TI à mesa executiva, Cooper aconselha os CIOs a concentrar-se em iniciativas adequadas de governança e gestão de investimentos. Em vez de definir prioridades e tomar decisões sozinhos, os diretores de TI devem criar um comitê de governança com outros executivos seniores para promover debates sobre as principais prioridades do negócio e onde a TI deve investir para dar suporte a essas prioridades. Os CIOs que viabilizam esse tipo de conversa podem melhorar sua força e credibilidade como parceiros de negócio valiosos, diz Cooper, ao contrário de alguém que apenas mantém as luzes acesas. É o processo adotado na Thermo Fisher Scientific, onde a CIO Kamenz preside um comitê de nível executivo que analisa os projetos de TI discricionários solicitados pelas unidades de negócio da empresa. As solicitações que não estão relacionadas a uma iniciativa estratégica de negócio saem da lista. Se uma solicitação confirma o valor para o negócio com uma projeção de ROI, permanece na lista e é priorizada. Em seguida, a solicitação passa por uma ou mais análises, Participar, Ganhar, Mudar O coach Peter Hinssen aconselha os CIOs a pensar o orçamento de TI como um portfólio de investimento: analisar o custo, o risco e o valor para o negócio de cada componente. COMPONENTES CARACTERÍSTICAS objetivos PARTICIPAR DA CORRIDA GANHAR A CORRIDA MUDAR A CORRIDA fonte: Across Technology, 2010 Os componentes com baixo risco ( manter as luzes acesas ) oferecem o valor mais baixo para o negócio Elementos com médio risco que ajudam uma organização a competir melhor, ou GANHAR a corrida, no mercado Projetos de alto risco com potencial para mudar as regras do jogo no mercado até que sejam definidas as iniciativas essenciais. Essa relação ideal entre TI e negócios é conhecida como alinhamento, mas o coach de CIOs, Peter Hinssen, vai além e chama de fusão : a tecnologia se torna total parceira do negócio. Hinssen aconselha os CIOs a abandonar o conceito antigo de elaboração de orçamento e a tratá-lo como um capitalista de risco faria, gerenciando um portfólio de investimentos com base no custo, risco e valor para o negócio. Um capitalista de risco diria: Faremos um número determinado de investimentos. Alguns vão falhar, mas temos que semear, selecionar e expandir, desenvolver o que funciona para o negócio e eliminar o resto, ensina. Os CIOs podem adotar essa prática para o orçamento, segundo Hinssen, segmentando o portfólio em três categorias de projetos: Participar da Corrida, Ganhar a Corrida e Mudar a Corrida. A categoria Participar, que corresponde a cerca de 70% do orçamento, é semelhante a manter as luzes acesas. O risco é baixo, mas o valor para o negócio também é o mais baixo. A categoria Vencer se refere aos gastos que ajudam a empresa a competir melhor e a ganhar a corrida no mercado. A categoria Mudar, a mais arriscada, é a que oferece maior valor para o negócio ao modificar as regras do jogo. Para mostrar a diferença, Hinssen dá um exemplo: um projeto Participar, em uma empresa de produtos de consumo, seria a criação e a manutenção de um site básico. O desenvolvimento de um portal interativo pertenceria à categoria Ganhar. É um projeto mais arriscado, Enxugar com base em medidas de eficiência para liberar fundos para os projetos Ganhar e Mudar Analisar o custo e o risco em comparação ao valor para o negócio para justificar o investimento Identificar projetos na categoria Mudar e conduzir uma discussão sobre seu valor para o negócio com a direção executiva sem dúvida, mas traz mais valor para os clientes. Um projeto Mudar seria um game interativo, baixado em Java, para ajudar a envolver os clientes. Projetos que mudam as regras podem ter grande valor, mas esse valor não é óbvio, ressalta Hinssen. Por outro lado, você tem muito a perder se não correr o risco. A justificativa para esses projetos demanda um líder de TI com experiência em negócio e presença forte na sala da diretoria e menos de 10% dos CIOs se enquadram nessa categoria, de acordo com Hinssen. Os CIOs mais bemsucedidos podem transformar a Tecnologia da Informação e conduzir a discussão sobre o valor para o negócio, orienta. Se você se limita a dizer é isso que podemos fazer, vamos deixar que o negócio decida sobre a prioridade, pode ser um sinal de que está fugindo à responsabilidade. O diretor de Tecnologia da Informação deve assumir a direção e transformar a discussão em um diálogo sobre valor. É a única maneira de sobreviver, enfatiza Hinssen. n Tom Farre, ex-editor da VARBusiness, é jornalista freelancer e atua na área de informática há mais de 20 anos. ITIL é marca registrada e marca comunitária registrada do Escritório de Comércio do Governo (Office of Government Commerce) do Reino Unido e está registrada no Escritório de Marcas e Patentes (Patent and Trademark Office) dos Estados Unidos. 20 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 21

13 Case Study DHL U I nião deal Impulsionada pelos benefícios da virtualização e sólidos laços com o negócio, a DHL Supply Chain promove uma transformação em TI Por Karen J. Bannan grande lema da Deutsche Post DHL é Excellence, simply delivered. A empresa, que gerencia e transporta correspondências, mercadorias e informações mundo afora, está sempre em busca de vantagem competitiva. E, para conquistála, remove os muros que separam as unidades de TI e de negócios. Vários departamentos da DHL tratam os funcionários de tecnologia como colaboradores diretos e trabalham com eles diariamente para ajudar a definir as políticas e estratégias dos negócios. Graças a esse estreito alinhamento, os executivos das áreas de negócios da DHL não veem o pessoal de TI como membros de uma organização à parte, mas sim como integrante das operações de negócios. Tal comportamento resultou em inovação e mudança de mentalidade: para os negócios, esses profissionais não são um departamento que instala servidores e software, e sim colegas que têm um background de tecnologia. 22 smartenterprisemag.com FOTOgrafia: COurTESY Of DHL

14 Essa abordagem fica mais evidente na Divisão de Supply Chain da DHL, que provê logística sob a forma de serviços e sistemas de apoio que outras empresas utilizam para obter materiais, fabricar produtos e entregar esses produtos aos clientes. A DHL Supply Chain é uma das quatro divisões internas da companhia. As outras são Mail, que faz entrega de correspondência e de pacotes na Alemanha; Express, responsável pela entrega rápida de documentos e pacotes em todo o mundo; e Global Forwarding/Freight, responsável pelo envio de grandes remessas e cargas por via aérea ou marítima. A tecnologia está presente nas reuniões com os clientes e nas sessões de criação de soluções e faz parte da proposição de valor para os clientes, revela Martin Cox, CIO regional que supervisiona TI para a DHL Supply Chain na Grã-Bretanha, Irlanda, França, Europa Oriental, Oriente Médio e África. Eles são parte integrante dessa equipe de negócios. Recentemente, a tecnologia colaborou com colegas da unidade de negócio e com clientes para identificar economias de custos no processo de supply chain e oportunidades de aumentar a rentabilidade. Ao se voltar simultaneamente para a tecnologia e o negócio, o setor também mudou o modo como ela é vista na organização. É o tipo de modelo que qualquer CIO pode implantar em sua própria empresa, acredita Cox. Noventa por cento da nossa TI está focada em apoiar o supply chain dos nossos clientes, diz ele. A proposição de valor da DHL Supply Chain é não só operar o supply chain do cliente, mas, também, implementar e executar os sistemas Um profissional qualificado tem que entender de servidores e software, é claro. Mas, nos dias de hoje, o cargo pede mais. Esse profissional também tem que falar a língua do negócio. Em algumas instituições financeiras, analistas de negócios e de tecnologia já trabalham lado a lado, observa Dennis Drogseth, vice-presidente da empresa de pesquisa Enterprise Management Associates. Quando todo mundo pode se comunicar e se entender, o resultado é um bom trabalho. Para ajudar o pessoal de TI da DHL Supply Chain a falar a língua do negócio, o CIO regional Martin Cox planeja lançar, ainda este ano, o programa educacional TI está presente nas reuniões com os clientes e na criação de soluções. Integra a proposição de valor para a empresa. Martin Cox CIO Regional DHL Supply Chain necessários para que isso aconteça com eficiência e consistência. Um especialista do setor concorda que a abordagem da DHL poderia servir de modelo para todas as instalações de tecnologia. Eles estão pondo em prática a ideia criativa de derrubar as barreiras entre os negócios e o pessoal da tecnologia, e a vanguarda é o lugar perfeito para TI, opina Dennis Drogseth, vice-presidente da empresa de pesquisa em tecnologia Enterprise Management Associates (EMA). É uma abordagem brilhante. Eles fazem parte da evolução desse setor, que passa de prestador de serviços a uma autêntica corretora de serviços. Dimensionando o Sucesso A maioria dos profissionais sob o comando de Cox, CIO da DHL Supply Chain, tem background APRENDENDO NO EMPREGO IT Business School. Com 18 meses de duração, o curso é ministrado online e praticado no ambiente de trabalho. Aborda como a tecnologia pode ajudar o negócio. Por exemplo, como demonstrar o valor que os produtos podem agregar aos clientes por meio de uma oferta mais ampla de serviços no supply chain? O curso abrange inovação, comercialização e proposição de valor, além de gestão de risco, adianta Cox. Ao treinar minha equipe para ajudar o negócio a utilizar TI com mais eficiência, gero mais eficiência para o negócio. Os profissionais da equipe de Cox na DHL Supply Chain serão os primeiros alunos do IT Business School. formal em TI, mas muitos vieram das áreas de negócios ou do operacional e adquiriram essas competências posteriormente. Além disso, uma parcela expressiva dos funcionários dessa área tem formação em gestão de projeto e muitos são certificados pelo Project Management Institute, associação profissional internacional. Ao conversar com o pessoal de negócios, eles criam uma via de comunicação comum. Usam a língua do negócio, e não da tecnologia, diz Cox. Falam de processos e das implicações de utilizar a tecnologia e a informação para otimizar esses processos e, assim, reduzir as métricas do negócio. Isso ajuda a lidar com um dos maiores problemas que os departamentos de tecnologia normalmente enfrentam: apoio financeiro. A área de negócios nem sempre enxerga os benefícios de gastar dinheiro em um projeto que não afete diretamente Muitos deles já ajudam a criar o currículo e os módulos do programa. Na visão de Drogseth, o programa da DHL faz muito sentido. Humaniza a TI e valoriza seu papel, diz ele. A TI ganha um conhecimento maior do negócio e, portanto, as ferramentas para promover uma mudança cultural de fato. Melhor de tudo, o IT Business School não custará um centavo à DHL. Prometi mostrar ao conselho de administração que aumentamos a receita proveniente de clientes externos e recuperamos nosso investimento em 12 meses, diz Cox. É um investimento que o negócio é capaz de entender. K.J.B. FOTOGRAFIA: COurTESY Of DHL a receita da companhia. Esse não é o caso da equipe de TI da Divisão DHL Supply Chain, que consegue transmitir para o negócio os benefícios intangíveis de implantar uma determinada tecnologia. Além disso, o departamento adotou políticas que facilitam as aprovações. Qualquer custo associado a serviços horas trabalhadas e software utilizado na criação de uma nova aplicação, por exemplo é cobrado diretamente das unidades de negócios. Isso vale para serviços e aplicações customer facing, bem como para serviços que suportem processos internos da DHL. As unidades de negócios, por sua vez, comercializam tais aplicações e serviços como parte de uma oferta mais ampla de serviços de Supply Chain. Custos, ROI e maior desempenho de serviços são fatores que precisam ser acompanhados de perto, ensina Coran Thompson, vice-presidente de Gerenciamento de TI da DHL para Grã-Bretanha, Irlanda, França, Europa Oriental, Oriente Médio e África. Fazemos isso de várias maneiras, recorrendo, inclusive a uma ferramenta importante como o balanced scorecard, revela Thompson. A empresa elaborou um conjunto de melhores práticas de TI que serve de diretriz para tudo. A DHL Supply Chain também calcula o custo real dos componentes com base em um modelo de custo total de propriedade, e compara o resultado aos benefícios que eles vão proporcionar, seja por meio de redução de custos ou de geração de receita. Martin Cox e sua equipe, assim como todos os demais funcionários de TI da DHL Supply Chain, só aderem a projetos que têm um business case consistente e aprovado, o que incentiva o setor de tecnologia a criar valor e proporcionar economia e receita para a companhia. E é exatamente o que a área terá que fazer para não se tornar totalmente comoditizada, concorda Drogseth, da EMA. Na DHL, o setor parece ter avançado muito, em comparação à maioria das empresas. Por outro lado, seria o caso de perguntar: por que isso não aconteceu 10 anos atrás? No futuro, TI será, muito mais, uma fornecedora de serviços que dá suporte aos processos de negócios, vislumbra Drogseth. Um bom exemplo é o projeto de implementação de telemática para rastreio na frota de caminhões de entrega da DHL Supply Chain, na Grã-Bretanha, com o objetivo de ajudar a melhorar o desempenho dos motoristas. Ao examinar o projeto, Cox conseguiu ter uma boa noção do custo de hardware, software e mão de obra e do benefício para a divisão Supply Chain. Ele identificou a possibilidade de economizar dinheiro em equipamento e de auxiliar a companhia a cumprir metas ambientais que haviam sido estabelecidas para todo o grupo. O programa em si demanda muito pessoal. No fim dos turnos, os gerentes precisam discutir com os motoristas o desempenho na direção desde a força das freadas e das arrancadas até o tempo de paralisação no trânsito com o motor ligado. Em engarrafamentos pesados, quando o caminhão está parado, os motoristas são orientados a desligar o motor. Podemos mostrar o desempenho de um motorista ao longo de toda a rota percorrida e, em seguida, comparar esses dados com o desempenho ideal para a rota, explica Cox. Para otimizar ainda mais o desempenho, a DHL Supply Chain analisa o benefício de adotar um giroscópio para registrar a velocidade com que os veículos fazem as curvas. Os dados extraídos da telemática e o treinamento subsequente dos motoristas contribuíram para reduzir o desgaste dos veículos, o consumo de combustível e a emissão de dióxido de carbono, além de aumentar a segurança. O desempenho da direção e as rotas de entrega foram otimizados, reduzindo em 4% a emissão de dióxido de carbono dos cerca de 800 veículos da frota. Foi um incentivo ao programa Go Green, criado em 2007 pela DHL com o objetivo de melhorar os níveis de carbono em 10% nos próximos dois anos e 30% até Volta ao Básico Por sua vez, a área de TI da DHL criou uma infraestrutura enxuta, mas que afeta diretamente os resultados financeiros. A virtualização é um componente importante, assim como padronização, onde e quando possível, observa Coran Thompson. Isso porque a maioria dos sistemas da DHL é transacional, ou seja, depende de processamento em tempo real, onde minutos e segundos são relevantes para a produtividade e a geração de receita dos seus clientes. Pouco tempo atrás, a DHL adotou a virtualização em uma solução de gerenciamento de depósito que atende alguns dos principais clientes da DHL Supply Chain na Grã-Bretanha e Europa Oriental. O projeto reduziu o número de servidores físicos de 44 para 12 e deverá promover uma diminuição dos custos anuais da DHL, além de melhorar a qualidade do serviço. Foi concebido e executado com base em ITIL, o que facilitou seu andamento. A companhia usou a ITIL como framework de processos de gerenciamento de serviços para assegurar a implantação de padrões comuns práticos e reproduzíveis, segundo Thompson. É uma solução especialmente importante para a DHL em virtude do tamanho da empresa: com Deutsche Post DHL -- Raio X n SEDE: Bonn, Alemanha n FUNDAÇÃO: 1969 n receita (EXERCÍCIO FISCAL DE 2009): 46 bilhões de euros n FUNCIONÁRIOS: em mais de 220 países e territórios em todo o mundo n funcionários DE TI: >5,000 n EMPRESAS: Express (pacotes); Global Forwarding/ Fright (via aérea, marítima e rodoviária); Global Mail (soluções personalizadas para correspondências e encomendas); e Supply Chain (logística) n países E TERRITÓRIOS ONDE ATUA: >220 FONTE: DHL tantas regiões e níveis de maturidade diferentes, seria quase impossível oferecer novos serviços aos seus usuários e clientes sem alguma padronização. Os processos ITIL nos ajudam a garantir um nível de consistência na provisão de serviços e nos dá uma língua comum que é cada vez mais familiar tanto para o negócio quanto para nossos clientes, reconhece Thompson. O novo ambiente será escalável e nos permitirá gerenciar picos e quedas de negócio, completa. Além disso, suporta o programa Go Green ao reduzir o consumo de energia. Com menos barreiras e a ajuda de TI, a empresa continuará a crescer. É exatamente o que qualquer CIO poderia desejar, diz Cox. Durante a crise econômica de 2009, a DHL Supply Chain, como muitas outras organizações, dedicou especial atenção a otimizar sua eficiência. Deu resultado e agora estamos muito mais enxutos e bem equipados para lidar com as oportunidades de crescimento. n Karen J. Bannan é editora executiva da revista Smart Enterprise. ITIL é marca registrada e marca comunitária registrada do Escritório de Comércio do Governo (Office of Government Commerce) do Reino Unido e está registrada no Escritório de Marcas e Patentes (Patent and Trademark Office) dos Estados Unidos.w 24 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 25

15 Smart Practices Data Center Renovado A computação na nuvem, a virtualização e um interesse renovado por mainframe mudam a forma de gerenciar o data center. E as mudanças não poderiam vir em melhor hora. Por John W. Verity uando o assunto é data center, muitos CIOs admitem que um de seus maiores desejos é dar mais velocidade e agilidade ao provisionamento e ao gerenciamento da infraestrutura de TI. Para atingir essa meta, os CIOs recorreram à padronização e à automação para reduzir os custos, melhorar a previsibilidade e facilitar a entrega de serviços. Agora, depois de colher durante anos os benefícios dos sistemas abertos, do hardware como commodity e da web, as empresas enfrentam o desafio de escolher e administrar um leque ainda maior de infraestruturas. São servidores físicos e virtualizados, serviços de computação hospedados em nuvens públicas e privadas, máquinas virtuais em mainframes e todo o resto, desde a pilha inteira de TI e software de aplicações a complexos processos de negócios, fornecidos sob demanda. Estamos em plena transição, constata Albert Lee, analista líder da prática de Gerenciamento de Sistemas da Enterprise Management Associates, empresa norte-americana de pesquisa de TI. A infraestrutura está muito mais dinâmica e uma complexidade crescente vem somar-se à que já existia no data center físico, levando os CIOs a se questionarem sobre a melhor maneira de fazer isso tudo funcionar. Felizmente, o robusto conjunto de ferramentas de gerenciamento no qual as empresas se apoiavam está sendo adaptado rapidamente para atender às exigências de infraestruturas virtualizadas e baseadas na nuvem. Já existem, por exemplo, ferramentas para garantir níveis de serviço em praticamente qualquer combinação de ambientes físicos, virtuais e cloud. Mas é inegável que, diante de tantas opções, a função corporativa da TI se veja forçada a mudar, com consequências para todos os envolvidos. Antigamente, a atividade principal desse departamento era adquirir, instalar, programar e operar computadores em prol das linhas de negócios da empresa. Hoje, recursos, infraestrutura, aplicações e até processos de negócios estão disponíveis sob FOTOGRAFIA: THiNKSTOcK a forma de serviços, e a tecnologia é estimulada a atuar como corretora desses serviços, sejam eles fornecidos interna ou externamente. A TI deixa de ser aquele setor que precisa garantir o bom funcionamento de equipamentos e sistemas, reparando-os quando necessário, e passa a empenhar-se, principalmente, em buscar os melhores serviços para uma necessidade específica do negócio, explica Jay Fry, vice-presidente de Marketing da unidade de negócios de Cloud da CA Technologies. O gerenciamento deste novo supply chain que a computação na nuvem está possibilitando sobrepõe-se ao gerenciamento rotineiro de tecnologia. Just in Time Processos desenvolvidos originalmente para o supply chain físico são utilizados no data center cada vez mais orientado a serviços. Assim como as fábricas se esforçam para racionar as matérias- -primas empregadas em suas linhas de montagem, os data centers ganham eficiência ao padronizar seus ativos de servidor. Uma instalação de TI que inclui em seu catálogo de serviços apenas algumas configurações de servidor pré-selecionadas, por exemplo, pode reduzir sua lista de materiais, preparar-se para maior automação de provisionamento e de outros processos de gerenciamento ou até mesmo delegá-lo a gestores de negócio. Da mesma forma, o modelo de entrega de serviços just-in-time prova que é capaz de gerar grande economia de custos. Quando uma produtora de cinema precisa editar grandes blocos de vídeo, pode alugar, em questão de minutos, a capacidade necessária em uma nuvem pública, como a Amazon, Microsoft e Rackspace. Assim como nos supply chains de manufatura, o verbo empurrar está sendo substituído por puxar, segundo Roger Pilc, gerente geral da unidade de negócios de Virtualização e Automação da CA Technologies. A padronização e as técnicas de entrega just-in-time estão eliminando grande parte dos custos do sistema de TI. Pilc observa que a tecnologia pode acompanhar a atividade de cloudbursting com ferramentas que fornecem capacidade de nuvem pública de forma transparente, junto com recursos na infraestrutura corporativa o chamado modelo de infraestrutura híbrida. Ainda estamos engatinhando no terreno da nuvem pública, razão pela qual Roger Pilc aconselha os executivos de TI a avaliar com atenção a variedade crescente de soluções cloud que chegam ao mercado. Cada tipo de serviço terá características diferentes, alerta Pilc. Alguns fornecedores estão se especializando em disponibilizar potência bruta de computação a preços reduzidos, por exemplo, enquanto outros enfatizam a segurança e a conformidade ou altos níveis de gerenciamento. A Troubadour é um dos vários provedores de infraestrutura como serviço. Os clientes fornecem seus próprios sistema operacional e aplicações e executa-os em uma nuvem de servidores virtualizados que a Troubadour supervisiona para eles. Alguns clientes usam esse serviço de data center virtual para desenvolver e testar software e web sites. Mas a companhia vislumbra grande potencial em governos locais e estaduais, escolas e organizações de pequeno e médio porte que sofrem forte pressão para cortar custos e limitar a contratação de pessoal. Oferecemos um serviço personalizado, revela Jay Kirby, co-fundador e vice-presidente executivo de Vendas e Marketing da companhia. No caso da Troubadour, isso significa capacitar os clientes a disponibilizar pilhas completas de tecnologia e monitorar o desempenho de suas aplicações como se estivessem rodando internamente isto é, com o mesmo nível de facilidade e detalhe. Para tanto, a Troubador utiliza soluções Nimsoft da CA Technologies, que fornecem em tempo real uma visão gráfica, personalizável e baseada na web, do funcionamento das aplicações e dos elementos essenciais da infraestrutura. Essas soluções também proporcionam a pequenas e médias empresas, grande parte dos benefícios das ferramentas de monitoramento. O que se observa é que as soluções da Nimsoft são úteis até mesmo nos mais complexos ambientes baseados em nuvem. Uma empresa de mídia, cliente da Troubadour, usa uma ferramenta Nimsoft para monitorar seus servidores à medida que o sistema transmite filmes pela internet para milhares de clientes. Sempre que a ferramenta Múltipla Escolha detecta que os servidores estão atingindo seu limite por exemplo, em uma noite de sábado particularmente agitada o software dispara uma solicitação de capacidade de streaming adicional, que será atendida por bancos de servidores em algum outro lugar da nuvem, diz Chris O Connell, diretor de Gerenciamento de Produtos da Nimsoft. Com esse recurso, a solução começa a ser indispensável para os provedores de serviços gerenciados. Muitos VARs locais e regionais também estão empenhados em hospedar aplicações de clientes de pequeno e médio porte. Eles têm os clientes e os relacionamentos, aponta Connell. Graças à utilização de computadores na nuvem, podem rodar as aplicações desses clientes, melhor do que os próprios. Projetos pontuais e de cloudbursting, ao mesmo tempo em que tornam a nuvem pública Onde você vai colocar os recursos da sua empresa? A resposta, para um número crescente de CIOs, seria todas as alternativas acima. Veja algumas das principais opções de infraestrutura e os benefícios de cada uma delas. OPÇÕES SERVIDORES VIRTUALIZADOS NUVEM PRIVADA NUVEM PÚBLICA MAINFRAME INFRAESTRUTURA COMO SERVIÇO SOFTWARE COMO SERVIÇO BENEFÍCIOS fonte: Smart Enterprise, 2010 Receita Mundial de Servidores US$ 46,2 bilhões US$ 49,3 bilhões US$ 50,5 bilhões US$ 51,3 bilhões FONTE: IDC, Worldwide and Regional Server Forecast, abril de 2010 Observação: Os números referentes a 2010, 2011 e 2012 são projeções Maior utilização do servidor; mais agilidade; despesas de capital mais baixas; continuidade do negócio Provisionamento rápido; opções de autoatendimento; agrupamento de recursos; controle rígido Provisionamento rápido e fácil de projetos pontuais; despesas de capital e operacionais mais baixas; pilha pré-testada; capacidade praticamente ilimitada; manutenção zero; acesso global Níveis altos de confiabilidade, disponibilidade e serviço (RAS); tecnologia de virtualização comprovada; eficiência energética; compatível com Linux; compacto Despesas de capital mais baixas; dispensa data center; pilha de tecnologia pré-testada; tecnologia familiar Custo de manutenção zero; despesas de capital reduzidas; pagamento pelo uso; dispensa software cliente; acesso à web universal 26 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 27

16 NÚMEROS DA COMPUTAÇÃO NA NUVEM Gastos com hardware de servidor para computação na nuvem pública: Percentual da receita de serviços de TI na nuvem pública correspondente a software como serviço (SaaS): 2009 US$ 582 milhões US$ 718 milhões Gastos com hardware de servidor para computação na nuvem privada: US$ 2,6 milhões US$ 5,7 milhões 73% Receita do mercado de SaaS: 2009 US$13,1 bilhões Projeção do mercado de SaaS: 2014 US$40,5 bilhões Mercado potencial de hardware de servidor baseado na nuvem: US$ 3,8 bilhões ou unidades US$ 6,4 bilhões ou 1,3 milhão de unidades FONTE: Relatórios do IDC, 2010 Nota: Os números referentes a 2010 e 2014 são projeções mais atraente, podem ser desestimulantes para muitas empresas preocupadas com segurança e conformidade regulatória. Entretanto, à medida que as empresas de TI resolverem esses problemas e o lado econômico da nuvem se mostrar irresistível, mais aplicações de negócios vão povoar a nuvem pública, prevê Joseph Reger, CTO da Fujitsu Technology Solutions em Munique. O setor de tecnologia e seus clientes, gostem ou não, estão à beira de uma mudança de paradigma, sentencia Reger. Todo mundo tem que começar a pensar sobre isso. Mudança de Paradigma Outra preocupação do CIO, depois da segurança, é uma potencial dependência, isto é, o receio de que os provedores de nuvem pública se aproveitem do controle sobre determinadas interfaces para dificultar uma possível migração dos seus clientes para outra solução de cloud. Para se prevenir, um grupo de empresas incluindo Intel, AMD, Citrix, Rackspace e várias companhias menores e startups lançou recentemente uma iniciativa open source, dedicada a desenvolver serviços de computação e armazenamento baseados na nuvem. O projeto OpenStack utiliza um código de provisionamento de cloud chamado Nebula, que foi desenvolvido e doado pela NASA. A intenção dos membros do OpenStack é criar software para provedores de serviços de nuvem pública e empresas. A tecnologia de nuvem privada também está evoluindo rapidamente. A Cisco desenvolveu uma plataforma de data center, Unified Computing System (UCS), que simplifica o provisionamento e a expansão de infraestruturas cloud. Ao integrar servidores blade x86 com switches de interconexão Ethernet de 10 gigabits em um conjunto comum de hardware, o UCS reduz o tempo e o custo de provisionamento. Quando um novo chassi de servidor é adicionado a uma nuvem UCS, por exemplo, todas as atualizações necessárias em zonas de rede Fibre Channel e configurações de segurança acontecem automaticamente. É o autêntico plug-and-play. Essa abordagem unificada aumenta a produtividade e reduz o custo total de propriedade. É possível adicionar e mover chassis sem alterar a topologia de rede e o switching, explica Mark Balch, gerente de produto da equipe do UCS. Com menos elementos individuais para gerenciar, o impacto sobre o ambiente de TI como um todo é menor. Todas as políticas são compatíveis e escaláveis conforme novos servidores são acrescentados. Diante de tantas opções novas, os CIOs seriam perdoados facilmente por negligenciar o incansável burro de carga do data center o mainframe. Mas, pelo menos em alguns departamentos, o mainframe desfruta de um silencioso renascimento. Em 2000, a base mundial de mainframes IBM tinha uma potência de computação agregada de aproximadamente 3,8 milhões de MIPS (milhões de instruções por segundo, uma medida de capacidade de processamento do mainframe). Até 2009, este número mais do que triplicou, totalizando 14 milhões de MIPS. Nada mau para uma plataforma morta, reconhece Scott Fagen, engenheiro emérito e arquiteto-chefe de mainframe da CA Technologies. Fagen atribui grande parte desse crescimento às atividades de comércio eletrônico e internet banking. Empresas que operam na web, como Amazon.com e ebay, dependem de um grande volume de servidores commodity distribuídos para entregar conteúdo na web e processar pedidos de clientes, mas as transações de pagamento resultantes ainda passam por legiões de mainframes operados por empresas de cartão de crédito e bancos. Aprovado e Consagrado Tudo se resume à fórmula de atributos - confiabilidade, disponibilidade e serviço (RAS na sigla em inglês) - concebida pela IBM. Em virtude da forte integração entre o hardware e o software de mainframe, nenhuma outra plataforma de hardware até agora conseguiu igualar esses atributos. Além disso, hoje os atributos RAS se estendem não só a sistemas operacionais de mainframe legados, mas também a centenas ou mesmo milhares de instâncias virtualizadas de Linux por cada grupo de mainframe. No fim das contas, atesta Fagen, a resilência é o segredo mais bem guardado dessa máquina. Outros fatores também entram em jogo. Em geral, o mainframe consome menos energia por unidade de trabalho, sendo, portanto, mais verde do que os servidores. Além disso, reúne mais potência em uma área determinada do data center e ganha disparado em termos de custo total de propriedade, em especial quando são computados três anos ou mais de uso, período em que, normalmente, os servidores commodity precisam ser trocados. Em geral, as taxas de utilização de CPU dos mainframes são duas a três vezes mais altas do que as dos servidores, mesmo quando fortemente virtualizados. Em um mainframe, o uso aproxima-se facilmente dos 100%, ao passo que não costuma passar dos 45% em um servidor padrão com bom desempenho, explica Scott Fagen. Outra economia significativa: taxas de utilização mais altas equivalem a espaço físico menor, o que, por sua vez, exige menos administradores de sistema para uma determinada carga de trabalho. Por fim, a tecnologia de virtualização disponível nos mainframes IBM System z permite que muitas instâncias do servidor de aplicação sejam FOTOGRAFIA: COURTESY OF FuJiTSu agrupadas em um único espaço de hardware. O processamento de bancos de dados, de transações e de aplicações pode ser feito na mesma máquina ou em outro mainframe por meio de uma conexão, o que elimina a necessidade de criptografar e descriptografar, repetidamente, solicitações e movimentações de dados de servidor para servidor. No mainframe não há overhead de rede, nem problemas de largura de banda, ao contrário das configurações distribuídas, diz o executivo de mainframe da CA Technologies, Scott Fagen. Números como esses, acrescidos de 30 anos Esse é o futuro. O computador é onipresente, mas invisível, fornece algo vital, mas não considerado um simples serviço. Joseph Reger CTO Fujitsu Technology Solutions Em janeiro deste ano, o Facebook divulgou planos de construir seu próprio data center monumental no Oregon. Em agosto, o Twitter seguiu o exemplo em Salt Lake City. Daqui a 10 anos, no entanto, anúncios como esses serão lembranças distantes. Quando esse dia chegar, toda a potência de servidor do mundo talvez esteja alojada em apenas 200 datas centers, prevê Joseph Reger, CTO da Fujitsu Technology Solutions em Munique. Perto de 47 milhões de servidores estão em atividade atualmente, cada um deles com taxa média de utilização inferior a 15%, por vezes caindo abaixo de 10%. Essa subutilização aponta para o que Reger chama de superprovisionamento dramático de potência de servidor. A taxa de crescimento exponencial atual não pode continuar, assinala. E não vai continuar graças à virtualização e à crescente industrialização de TI, acredita Joseph Reger. A virtualização de servidores tem o potencial de elevar as taxas de utilização para os níveis típicos do mainframe, em torno de 80%, significativamente o número de máquinas físicas. Alie a essa estatística o fato de que, em breve, cada um dos grandes data centers será capaz de operar o equivalente a um milhão de servidores físicos, cada um hospedando cerca de 100 máquinas virtuais. Fica evidente, então, que 200 data centers, na verdade, forneceriam muito mais capacidade do que os 47 milhões de servidores subutilizados existentes hoje. Esses mega data centers sobreviventes terão enorme complexidade, é claro, e seus próprios desafios técnicos. A grosso modo, a complexidade aumenta de acordo com o número de elementos que, potencialmente, conectam e interagem uns de dianteira do mainframe em virtualização, ajudam a plataforma de hardware a avançar mesmo diante do que Fagen descreve como uma escassez de conhecimentos e competências e um preconceito cultural tremendo contra essas máquinas. Na realidade, muitas das maiores instituições financeiras do mundo e outras corporações estão expandindo significativamente a utilização de mainframes. E elas poderão ter ainda mais incentivos, graças à nova linha de mainframes zenterprise System da IBM. Esses sistemas aumentam o DATA CENTER MAIS ENXUTO número máximo de núcleos de processador, reduzem em até 20% o preço por MIPS e podem integrar blades que usam o Intel x86 e a arquitetura Power da própria IBM diretamente a um chassi fortemente acoplado a um mainframe. De acordo com um comunicado de imprensa da IBM, o objetivo é gerenciar aplicações que rodam em diferentes tipos de servidor. É uma grande cartada, afirma Becky Alexander, gerente de produto de mainframe da unidade de negócios de Serviço, Estratégia e Design da ACS, uma empresa da Xerox que fornece serviços de TI hospedados. O zenterprise deverá contribuir para este bom momento do mainframe. Tudo isso faz parte de uma iniciativa maior nos data centers, que ajuda os CIOs a ganhar visibilidade máxima de seus sistemas, onde quer que residam. No ambiente conectado em nuvem de hoje, é um desejo que deve estar no topo da lista de qualquer CIO. n John W. Verity, especializado em negócios e tecnologia, reside em Santa Rosa, Califórnia. com os outros: por exemplo, 100 vezes mais servidores levará a uma complexidade 10 mil vezes maior. A chave, portanto, será intensificar a automação baseada em software para gerenciar cada aspecto das futuras fábricas de TI gigantescas que vão surgir. Depois que você controla a complexidade via software, o resto é lucro, diz Reger. Tudo isso deixa muito claro para os CIOs, até mesmo nesse estágio inicial da computação na nuvem, que a Tecnologia da Informação estará disponível de inúmeras formas, em uma infinidade de modelos de entrega, descreve o CTO da Fujitsu: desde CPU bruta a processos completos de negócios. Se uma empresa acha que agrega valor ao usar seus próprios servidores, pode fazê-lo. Ou utilizar serviços de uma fábrica que gerencie 500 mil servidores compartilhados. A estratégia da própria Fujitsu para a nuvem é oferecer desde infraestrutura como serviço até o que a empresa chama de conteúdo como serviço -- um paradigma que provê uma combinação de processos de negócios e conteúdo, às vezes (nem sempre) originada na própria Fujitsu. No Japão, por exemplo, a empresa implantou um serviço que oferece orientação inclusive para diminutas fazendas de plantação de arroz, mostrando a hora exata de iniciar a colheita. O serviço coleta dados de satélites meteorológicos e de sensores no solo, armazena centralmente os dados agregados e faz análises. É mais do que um processo de negócio, é conteúdo para resolução de problemas, esclarece Reger. Esse é o futuro, sentencia o CTO. O computador é onipresente, mas invisível, e fornece algo que é vital, mas que não é considerado meramente um serviço de TI. J.W.V. 28 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 29

17 Smart Business Avaliando cloud Os CIOs inteligentes estão atualizando a métrica para avaliar o desempenho dos fornecedores de serviços na nuvem. Por Leon Erlanger mundo da TI evolui mais uma vez. Os CIOs, antes gestores e fornecedores internos de tecnologia, assumem hoje o papel de gerentes de um novo supply chain, que reúne recursos internos e serviços de nuvem externos que podem ser decompostos, analisados e combinados dinamicamente, com custos reduzidos. Entretanto, cada vez mais dependentes de fornecedores de TI externos de cloud computing, os CIOs deparam-se com novos níveis de complexidade. Como os fornecedores dependem de seu próprio supply chain de parceiros de cloud e comunicações, o monitoramento do desempenho e a resolução de problemas podem envolver novos níveis de detalhes. Um bom exemplo é um fornecedor de software como serviço (SaaS) que tem como clientes empresas globais. Quando alguns de seus clientes europeus de TI queixaram-se de fraco desempenho, a companhia descobriu que a falha se originava na infraestrutura, que teve problemas quando um dos fornecedores de rede precisou atualizar um switch na Alemanha. Os clientes de SaaS afetados pelo fraco desempenho tinham sido roteados por esse switch pelos fornecedores de comunicações. De quem era a culpa, então? E como esse imbróglio poderia ser solucionado? Casos como esse ilustram os desafios ocultos do supply chain global e dinâmico de hoje. Sem dúvida, a tecnologia de virtualização e os serviços de nuvem permitem, mais do que nunca, usufruir do acesso a vastos pools de recursos, custos iniciais reduzidos e menos esforços e atrasos. Entretanto, quando um serviço apresenta um problema, a causa pode estar em uma das camadas do complexo labirinto de infraestruturas dos fornecedores e das empresas terceirizadas. Cabe aos CIOs monitorar os fornecedores de cloud para garantir que estejam cumprindo os contratos e as metas do negócio. Mas como? Uma solução para esse novo desafio está no passado da equipe de TI. Quando todos os sistemas ainda eram desenvolvidos e operados nas dependências dos clientes, os CIOs asseguravam o desempenho máximo por meio de soluções de gerenciamento que monitoravam serviços de aplicação, rede e outros. Essas ferramentas, por sua vez, empregavam métricas escolhidas pelo usuário e conhecidas como indicadores de performance (Key Performance Indicators KPIs). Hoje, os KPIs incluem tempo médio de conclusão de uma transação na web, percentual de chamados resolvidos pela primeira linha de suporte e tempo médio de resposta de um serviço de CRM baseado na internet. Os KPIs avaliam aspectos específicos de desempenho que apontam com máxima clareza se um serviço corresponde às necessidades do negócio. No novo supply chain, um KPI acima ou abaixo de certo limiar pode indicar que um serviço não apresenta o desempenho especificado no contrato do fornecedor. Contudo, a escolha dos KPIs apropriados para monitorar um ambiente de nuvem é particularmente difícil, por três razões principais. Em primeiro lugar, muitas vezes um serviço agrupa vários FOTOGRAFIA: istock outros, tanto internos quanto externos. Para diagnosticar e solucionar um problema, é preciso identificar todos os serviços que compõem o supply chain, determinar quais deles podem estar causando o problema e, por fim, colaborar com o fornecedor para identificar a origem do problema e corrigi-lo. Da mesma forma, para cada serviço no supply chain, será preciso determinar quais KPIs avaliam com mais precisão se todos estão cumprindo as exigências contratuais. Em segundo lugar, é preciso extrair dos fornecedores de serviços de nuvem mais do que desempenho. Agilidade, flexibilidade, escalabilidade e segurança também são aspectos muito importantes. Mas como moldar indicadores que espelhem requisitos relativamente intangíveis? Como medir, por exemplo, a flexibilidade do negócio? Em terceiro lugar, a TI tem pronto acesso a ferramentas de monitoramento e KPIs em sua própria infraestrutura interna, mas o mesmo não ocorre nos serviços de nuvem. A maioria dos sistemas de SaaS, por exemplo, oferece acesso limitado à infraestrutura que executa o software. Além disso, para diminuir suas responsabilidades, os fornecedores de cloud computing às vezes rechaçam a ideia de assumir obrigação por algumas métricas. Tempo de atividade do serviço, tudo bem. Tempo de resposta, talvez não, já que depende, em parte, de um fornecedor de comunicações. Felizmente, os CIOs podem contar com tecnologias de garantia de serviço que os ajudam a monitorar os ambientes, sejam internos ou na nuvem. O CA Application Performance Management, por exemplo, verifica usuários e transações individuais. Também proporciona uma visão de De Olho na Nuvem Ferramentas que os usuários de serviços de nuvem empregam para detectar problemas Sistemas de gerenciamento próprios Alertas em tempo real pró-ativos de fornecedores de nuvem 55% Relatórios internos de usuários e chamados para o service desk 42% Fontes externas, incluindo clientes Relatórios agendados de fornecedores de nuvem 22% 35% 57% 0% FONTE: Enterprise Management Associates, pesquisa mundial com 150 grandes empresas (> 500 funcionários), 2010 Nota: Múltiplas respostas permitidas 30 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 31

18 TRÊS PASSOS PARA KPIs NA NUVEM Para começar, conheça em detalhes os fornecedores de cada aspecto de um determinado serviço. Entenda as responsabilidades, as funções e os requisitos de processos. A meta é descobrir fornecedores que atuem como verdadeiros parceiros. Organize reuniões com todos os interessados para que os fornecedores de nuvem compreendam o que é importante para seus parceiros. Se decidir migrar o CRM para a nuvem, por exemplo, certifique-se de que o fornecedor se reunirá com o vice-presidente de vendas. Busque ou crie métricas que espelhem com precisão as necessidades do negócio. Talvez essas métricas sejam centradas não em TI, mas no negócio. Por exemplo, o tempo para fazer backup, as etapas para adicionar arquivos de clientes ou o custo de atender um pedido. L.E. DATA: Smart Enterprise, 2010 todos os aplicativos que o cliente está usando. Os produtos de gerenciamento de infraestrutura da CA Technologies oferecem uma visão detalhada da rede, dos sistemas e do banco de dados e um modelo de operações em tempo real que ajuda a clarear o panorama geral de análise do serviço de negócio em termos de qualidade, robustez e risco do serviço. A CA e outras organizações se empenharam muito para garantir que as empresas tivessem as ferramentas necessárias para se beneficiar plenamente do cloud, aponta Adam Reeves, gerente sênior de Produto da CA Technologies. Além disso, novos frameworks estão sendo desenvolvidos para ajudar os CIOs a comparar os recursos internos de TI com os da nuvem. Ainda que existam soluções, os CIOs terão que fazer o dever de casa para estabelecer KPIs para cloud. Segundo especialistas do setor, primeiro eles devem definir, em detalhes, quem tem responsabilidade sobre esse ou aquele aspecto de um serviço específico. É imprescindível conhecer responsabilidades, funções e requisitos de processos, afirma Dennis Drogseth, vice-presidente da Enterprise Management Associates, empresa de análise e consultoria. Você precisa de fornecedores que estejam dispostos a sentar ao seu lado como verdadeiros parceiros e trabalhar junto com você e seus usuários para entender os limites. Os CIOs devem explicar ao fornecedor de nuvem o que interessa a eles e aos seus colegas na empresa. Se um cliente quer migrar o CRM para a nuvem, um representante do fornecedor de nuvem deve reunir-se com os vice-presidentes de vendas, supply chain e TI desse cliente, orienta Claude Baudoin, consultor-chefe da cébé IT and Knowledge Management, empresa de consultoria em estratégia e governança de TI. O departamento de tecnologia saberá como o serviço será integrado e os dados serão passados ao fornecedor. O supply chain conhece termos de contratos, mas é o setor de vendas que entende os requisitos do negócio e a rapidez com que novos registros de clientes precisam estar disponíveis. Também é importante definir os serviços que ficarão sob a responsabilidade do fornecedor de cloud computing e escolher métricas que reflitam com precisão as necessidades do negócio. Mesmo que seja possível determinar uma métrica para largura de banda de um serviço de backup, por exemplo, talvez o usuário apenas queira saber quanto tempo seu backup de 20 megabytes vai consumir. A tecnologia possui seu próprio conjunto de métricas com as quais se sente confortável, mas às vezes elas pouco têm a ver com os usuários finais do serviço. Os CIOs vão lidar melhor com as métricas de negócio se derem mais atenção ao desempenho das aplicações, especialmente aquelas que viabilizam transações. Os produtos, em sua maioria, são serviços de aplicações. Todo o resto é apenas um meio para esse fim, diz o analista Drogseth, da Enterprise Management Association. Outro KPI importante é o custo por transação. O negócio está recebendo o que espera em troca do dinheiro gasto? Essas transações custariam o mesmo ou menos se fossem executadas em um sistema interno? Ou, como observa Radu Sion, professor adjunto de Ciência da Computação da Stony Brook University, talvez seja interessante saber que uma transação interna no valor de 10 nanocentavos não sai por mais de 1 nanocentavo quando está a cargo de um provedor de nuvem, com igual nível de serviço. A análise de custos deve incluir, além do fornecedor de nuvem, a infraestrutura interna necessária para ter acesso a esse provedor, acrescenta Sion, que também é diretor do Centro de Computação na Nuvem do Estado de Nova York. Existem KPIs específicos para um negócio ou uma função de TI. Uma empresa que considere importante monitorar o help desk de suporte técnico de um fornecedor de nuvem, por exemplo, tem dois caminhos: solicitar que esse fornecedor informe tempos de resposta, número de ligações interrompidas e tempos de resolução no primeiro contato, ou se organizar para monitorar por conta própria. O departamento de segurança da empresa talvez queira monitorar o desempenho da criptografia, promover uma auditoria de segurança ou até mesmo obter os arquivos de log de backup para determinar se um fornecedor disponibiliza recuperação de desastre adequada. Os CIOs podem levar os fatores de negócios um passo além e conjugar os indicadores de desempenho com o impacto real para o negócio. Quando FOTOGRAFIA: THiNKSTOcK indicadores de TI e de negócios são associados, os KPIs identificam elementos como satisfação do cliente ou custos de receita incorridos se um componente retarda uma transação, exemplifica Reeves, gerente de produtos da CA Technologies. Outro aspecto importante dos KPIs é a fixação de limiares. Às vezes, esses limiares devem corresponder a níveis de desempenho muito altos, mas a métrica principal a ser considerada, por mais vaga que pareça, é a satisfação do usuário. As métricas definitivas são frustração e realização, enfatiza o consultor Drogseth. Como ensina o responsável por planejamento de capacidade em uma grande empresa de produtos de consumo, se for possível escolher entre o valor mais alto registrado e um usuário feliz, escolha o usuário feliz. Um desafio do monitoramento de transações é a dificuldade para identificar os componentes que causam maior impacto. A solução é representar graficamente indicadores como o uso de CPU e I/O de disco, junto com métricas mais voltadas ao negócio, como tempos de transações. O acompanhamento gráfico ao longo de um período de semanas ou meses aponta os Gerenciamento que Faz a Diferença indicadores que apresentam correlação mais estreita com as métricas de negócio, permitindo aos CIOs tomar as medidas apropriadas. Quando um desses indicadores fica acima ou abaixo de um limiar, é chegada a hora de redefinir os recursos de nuvem. Talvez alguns componentes do desempenho de transações, tais como latência da rede, utilização de CPU e I/O de disco, não estejam facilmente acessíveis na nuvem. Enquanto os fornecedores tradicionais de infraestrutura oferecem acesso total a servidores, storage e outros sistemas pelos quais os usuários pagaram, os fornecedores de SaaS são menos propensos Se existissem padrões, seria muito mais fácil para os CIOs avaliar e comparar serviços de TI na nuvem com serviços em sua própria infraestrutura. É o que visa o Cloud Service Measurement Index Consortium (CSMIC). Sob os auspícios do consórcio, representantes da Carnegie Mellon University, CA Technologies, Stony Brook University e outras empresas e organizações acadêmicas e governamentais uniram-se para criar o SMI Framework. Quando estiver concluído, esse framework dará aos CIOs um conjunto de indicadores de desempenho (KPIs) importantes para os negócios. Ancorados nesses padrões, os CIOs terão mais facilidade para encarar a decisão nuvem x faça-vocêmesmo e escolher um provedor de cloud computing. O CSMIC é uma empreitada ambiciosa. O consórcio tem como meta desenvolver Usuários que consideram importante ou muito importante gerenciar serviços baseados na nuvem: Monitoramento de desempenho e disponibilidade 88% Gerenciamento de incidentes e problemas 84% Mudança e configuração 83% Planejamento e otimização de capacidade 80% Relatório de SLA Mapeamento de dependência de aplicações 75% 0% FONTE: Enterprise Management Associates, pesquisa mundial com 150 grandes empresas (> 500 funcionários), 2010 nota: Múltiplas respostas permitidas KPIs padrões para tudo, desde qualidade de serviços de TI até agilidade, risco, segurança, capacidade e custo. Além disso, planeja realizar avaliações contínuas de desempenho e, a partir daí, fornecer um sistema de pontuação para serviços com base em suas próprias KPIs. Pretende, ainda, incentivar os CIOs a fazer o mesmo e a divulgar seus próprios resultados em cloudcommons.com, utilizando uma API do CSMIC. O consórcio também realizará pesquisas de satisfação do usuário e postará os resultados. O framework permitirá aos CIOs comparar serviços de TI usando coeficientes que adequam as pontuações às necessidades de suas próprias organizações. Se a segurança é a preocupação maior, por exemplo, o CIO pode pesar os resultados de acordo com esse critério, adianta Brian Hughes, vicepresidente de Estratégia da CA Technologies a deixar que seus clientes monitorem detalhes da infraestrutura, restringindo o acesso ao software. Mas esse cenário deverá mudar em breve. A CA Technologies, por exemplo, aliou-se a fornecedores de nuvem para desenvolver formas de compartilhar essas informações ou possibilitar que elas sejam monitoradas pelos clientes. Por ora, quando não conseguem ter acesso aos KPIs de um componente preferido, os CIOs lançam mão de um KPI proxy eficiente que simula de perto esse componente preferido. Um exemplo é o volume de tráfego de rede bidirecional entre a infraestrutura do CIO e as instalações do fornecedor de serviços. Depois que um serviço de monitoramento é implementado, as informações devem continuar fluindo nos dois sentidos. O monitoramento pró-ativo em ambas as extremidades e o compartilhamento desses dados permitem detectar precocemente variações de desempenho e evitar grandes problemas, explica o consultor Baudoin. Ele defende o uso de APIs e hooks em ferramentas de gerenciamento do fornecedor de serviço, onde for conveniente. Dessa forma, o cliente pode consultar o sistema de relatório de qualidade do fornecedor. Os fornecedores devem disponibilizar estatísticas sobre qualidade e os diretores de TI precisam monitorar dados de desempenho e de qualidade e compartilhar essas informações. Só assim as duas partes poderão avaliar se existem problemas de qualidade de serviço ou se alguns usuários menos treinados estão causando problemas. n Leon Erlanger é escritor e consultor freelancer especializado em segurança, comunicações unificadas e armazenamento. BREVE: FRAMEWORK PARA COMPARAÇÕES COM CLOUD 79% e membro do consórcio. O mesmo vale para desempenho ou custo. O CSMIC fornecerá KPIs testados para as empresas monitorarem seus níveis de serviço. Os CIOs poderão comparar esses níveis com outros usuários, outros serviços ou com suas próprias funcionalidades internas. É uma maneira de medir a qualidade relativa definida como um conjunto de mais de 50 características dos serviços de nuvem, acrescenta Hughes. Também queremos que os fornecedores incorporem KPIs padrões do CSMIC às suas ferramentas de gerenciamento, revela Jeff Perdue, cientista sênior da Carnegie Mellon e co-diretor de Cloud Measurement do CSMIC. A versão draft 0.5 do Service Measurement Index pode ser encontrada em cloudcommons.com. A versão 1.0 está prevista para o início de L.E. 32 smartenterprisemag.com 2010 Smart Enterprise 33

19 Leadership Perspective O Revival do Mainframe Serpro participa do processo de reinvenção do mainframe e descreve as vantagens do uso dessa plataforma Por Silvia Angerami você pode construir uma supply chain flexível de TI? Brasil é um país que se destaca em várias estatísticas, nem todas positivas. Mas de algumas, porém, podemos nos orgulhar. Uma das comodidades que já faz parte da nossa vida, por exemplo, é a entrega da declaração do Imposto de Renda via Internet (ReceitaNet), responsabilidade do Serpro. Assim como acontece na área de negócios, em que a tecnologia tem papel preponderante, no governo também ela adquire importância crescente. E, nesse cenário, a plataforma mainframe vive tempos de renovação e revalorização. Ele continua a desafiar o tempo e tem se renovado a cada ano. Wanner Pinheiro Monteiro, analista de informática da superintendência responsável pelos Centros de Dados do SERPRO, vê vantagens no uso do mainframe e não abre mão desse ambiente. Atualmente, o termo mainframe pode ser usado para descrever um estilo de operação, de aplicações e facilidades do sistema operacional, explica. Monteiro admite que a plataforma mainframe passou por um período conturbado, mas se reinventou em termos de arquitetura, requisitos de infraestrutura, hardware, software e posicionamento perante outras plataformas. Com a evolução da tecnologia mainframe, hoje podemos ter outros ambientes, além do tradicional, sendo processados, simultaneamente ou não, no mesmo hardware. Monteiro descreve as características principais dos ambientes presentes nessa tecnologia: Tradicional. Ambiente caracterizado pelo uso do sistema operacional z/os, que utiliza softwares tais como Assembler, Cobol, CICS, DB2, Adabas, Natural, entre outros. Novos workloads. Esse ambiente se caracteriza pelo uso do z/os com tecnologias Web tais como Java, WebSphere Application Server, DB2, CICS, z/os XML entre outras.conta também com a possibilidade de ter processadores especiais, como zseries Application Assist Processor (zaap) ou zseries Integration Information Processor (ziip). Linux no mainframe. Nesse ambiente, pode-se usar nativamente o Linux diretamente no processador especial Integrated Facility for Linux (IFL) ou sob o sistema operacional z/vm também no IFL. Esta segunda opção apresenta mais flexibilidade operacional e permite a criação de centenas de máquinas virtuais Linux, de diversas distribuições. Tudo isso tem a ver com a modernização do mainframe e continua a ser um foco significativo e importante para muitas empresas. Enquanto algumas delas enxergam a modernização do mainframe com iniciativas para sair do mainframe, outras estão investindo no uso do mainframe por meio de SOA ou outras implementações tecnológicas que melhor se adequem aos seus objetivos de negócio, relata Monteiro. Quanto ao custo, outro mito existente no mercado, Monteiro aconselha que antes de fazer comparações pontuais (sem levar em conta o custo total) com outras plataformas, deve-se calcular para cada uma o custo total do ambiente considerando os investimentos realizados em infraestrutura, hardware, software, pessoal, serviços, entre outros. Dependendo das exigências e volume de transações das aplicações de negócio, os custos podem pender para uma ou outra plataforma. O grau de automação conseguido na gestão do ambiente mainframe é um enorme fator de redução de custos, classifica ele. Portanto, Monteiro acredita que o mainframe é uma plataforma que garante altíssima disponibilidade e segurança, além de gerenciamento eficaz e detalhado dos seus recursos. O compartilhamento sempre foi uma das características fortes do mainframe, evitando desperdícios computacionais, afirma. Mas nem tudo são flores. Um dos principais desafios para o uso do mainframe, aponta Monteiro, é a formação de mão de obra. Mas antes disso, o CIO precisa pensar em como atrair para a plataforma os novos profissionais que estão nas faculdades. O entendimento do que o mainframe representa para o mundo dos negócios ainda é restrito no meio universitário, tanto por professores, quanto por alunos, aponta Monteiro. Ele acredita que entre esse público o mainframe ainda é visto como algo ultrapassado, uma tecnologia do passado. Para ele, é necessária uma divulgação intensa das tecnologias disponíveis no mainframe, suas características e qualidades marcantes, além das oportunidades de carreira proporcionadas pela plataforma. Muita gente ficará curiosa e impressionada ao saber que muitas aplicações conhecidas no mercado são processadas em servidores mainframe, provoca. Um exemplo é o jogo online de ação espacial Taikodom, projeto de uma empresa brasileira de desenvolvimento de jogos eletrônicos, em Florianópolis (SC). Lançado em 2008, o jogo foi o primeiro do mundo com a nova tecnologia de gameframe da IBM, mainframe híbrido, integrado com o processador Cell Broadband Engine (Cell/ BE). Esse sistema é talhado para aplicações de virtual worlds, sejam esses games MMOG (Massive Multiplayer Online Game) como o Taikodom, ou plataformas para social-networking, como o Second Life e outros. n Wanner Pinheiro Monteiro é analista de informática da superintendência responsável pelos Centros de Dados do SERPRO. Leia mais: Serviços quando você precisar deles. Respostas automáticas às demandas de negócios. A escolha do fornecedor mais indicado para a solução mais adequada. Tomar as melhores decisões e com mais mais rapidez. Nós podemos lhe fornecer as soluções de gerenciamento que você precisa para garantir e dar segurança aos seus recursos de TI - do ambiente físico ao virtual e na nuvem. Para saber mais sobre como as robustas soluções de gerenciamento da CA Technologies podem trabalhar em todos os seus ambientes de TI - do físico ao virtual e na nuvem, acesse ca.com/br. you can 34 smartenterprisemag.com Copyright 2010 CA. Todos os direitos reservados.

20 cloud é a resposta. e também, a dúvida. A nuvem tem o potencial para transformar os negócios ao oferecer o acesso mais rápido, mais barato e on-demand a serviços e recursos. Mas traz também algumas das maiores questões dos negócios de hoje: O quanto colocar na na nuvem? Que tipo de nuvem? Como gerenciá-la? Como torná-la segura? Como fazer com que ela funcione com aquilo que já tenho? A CA Technologies pode ajudá-lo a responder essas questões. Veja como: com maneiras de planejar, implementar e monitorar serviços cloud como parte da sua infraestrutura existente. Com maneiras para ajudá-lo a avaliar fontes externas na nuvem. E com soluções de segurança que ajudam na gestão de identidades, acesso e informação. Em outras palavras, com as soluções que você certamente irá precisar para gerenciar a nuvem, interna e externamente. Dúvida resolvida. Para saber mais sobre como as nossas tecnologias cloud podem trabalhar em todos os seus ambientes de TI, acesse ca.com/br. we can Copyright 2010 CA. Todos os direitos reservados.

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