Descartes e o Raciona. Filosofia 11ºAno Professor Paulo Gomes

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1 Descartes e o Raciona Filosofia 11ºAno Professor Paulo Gomes

2 O RACIONALISMO -O Racionalismo é uma corrente que defende que a origem do conhecimento é a razão. -Os racionalistas acreditam que só a razão pode levar a um conhecimento rigoroso. -Os racionalistas desvalorizam os sentidos e a experiência devido à sua falta de rigor. -Os racionalistas possuem uma visão optimista da razão porque acreditam que ela possibilita o conhecimento humano. Descartes: -Sendo um racionalista convicto, procurou combater os cépticos e reabilitar a razão. -Os cépticos duvidavam ou negavam mesmo que a razão pudesse conduzir ao conhecimento. -Descartes vai procurar demonstrar que a razão é a origem do conhecimento humano. ( ) Descartes é um dos filósofos mais importantes da idade moderna. Racionalista radical, procurou fundar o conhecimento científico numa base racional que lhe garantisse estabilidade. Nesse sentido considerou que o primeiro passo para alcançar a verdade seria pôr tudo em dúvida. Assim, usando o instrumento aperfeiçoado pelos cépticos que usavam a dúvida para destruir quaisquer pretensões a uma verdade absoluta Descartes tentou chegar ao conhecimento verdadeiro usando o poder esclarecedor da dúvida. Em 1637 publica aquela que se tornaria a sua obra mais célebre: O Discurso do Método.

3 DESCARTES E O MÉTODO -Para mostrar que a razão pode atingir um conhecimento verdadeiro, Descartes vai criar um método. -Este método tem como objectivo a obtenção de uma verdade indiscutível. -De entre as regras do método, pode destacar-se a regra da evidência. -Esta regra diz-nos para não aceitarmos como verdadeiro tudo que possa deixar dúvidas. -A dúvida é, portanto, um elemento muito importante do método.

4 Regras do método Regra da evidência - Só considerar o verdadeiro/evidente (claro e distinto). Regra da divisão - dividir o mais difícil em parcelas pequenas para se tornar mais fácil de conhecer. Regra da síntese - Começar por conhecer as coisas mais simples e fáceis e ir gradualmente até conhecer as mais difíceis. Regra da enumeração - Fazer uma revisão geral para ter a certeza que nada foi omitido.

5 A DÚVIDA -Recusando tudo que possa suscitar incerteza, a dúvida afirma-se como um modo de evitar o erro. -A dúvida é um instrumento da razão na busca da verdade. -A dúvida procura impedir a razão de considerar verdadeiros conhecimentos que não merecem esse nome.

6 CARACTERÍSTICAS DA DÚVIDA -A dúvida é: a) metódica (faz parte de um método que procura o conhecimento verdadeiro); b) provisória (é temporária, isto é, pretende-se ultrapassála e chegar à verdade); c) hiperbólica (exagerada propositadamente, para que nada lhe escape); d) universal (aplica-se a todo o conhecimento em geral);

7 CARACTERÍSTICAS DA DÚVIDA -A dúvida é: e) radical (incide sobre os fundamentos, as bases de todo o conhecimento); f) uma suspensão do juízo (ao duvidar evitam-se os erros e os enganos); g) catártica (purifica e liberta a mente de falsos conhecimentos); h) um exercício voluntário e autónomo (não é imposta, é uma iniciativa pessoal); i) uma prova rigorosa (nada será aceite como verdadeiro sem ser posto em dúvida); j) um exame rigoroso (que afasta tudo que possa ser minimamente duvidoso).

8 O COGITO (PENSO, LOGO, EXISTO)

9 A dúvida irá conduzir a razão a uma primeira verdade incontestável: -Mesmo que se duvide ao máximo, não se pode duvidar da existência daquele que duvida..

10 A dúvida irá conduzir a razão a uma primeira verdade incontestável: -Mesmo que se duvide ao máximo, não se pode duvidar da existência daquele que duvida. Então: se duvido, não posso duvidar de que duvido..

11 A dúvida irá conduzir a razão a uma primeira verdade incontestável: -Mesmo que se duvide ao máximo, não se pode duvidar da existência daquele que duvida. Então: se duvido, não posso duvidar de que duvido.. Ora, duvidar é pensar

12 Penso, Logo Existo

13 -Toda a mente humana sabe de forma clara e distinta que, para duvidar, tem que existir.

14 Isto aplica-se também ao nosso velho conhecido: o cérebro dentro dum aquário...

15 Também ele não pode duvidar de que existe...

16 Mas como é que podemos provar de forma indubitável a existência da realidade exterior à nossa mente?

17 Ao aprofundar a dúvida, Descartes coloca-nos perante a seguinte provocação: E SE DEUS FOR UM SER ENGANADOR? Ou: E SE EXISTIR UM GÉNIO MALIGNO COM UM ÚNICO PROPÓSITO: enganar-nos?

18 -A verdade «eu penso, logo, existo» é uma evidência. Trata-se de um conhecimento claro e distinto que irá servir de modelo para todas as verdades que a razão possa alcançar. -A verdade «eu penso, logo, existo» é uma evidência. Trata-se de um conhecimento claro e distinto que irá servir de modelo para todas as verdades que a razão possa alcançar.

19 -Este tipo de conhecimento deve-se exclusivamente ao exercício da razão e não dos sentidos.

20 -Descartes mostrou que a razão, só por si, é capaz de produzir conhecimentos verdadeiros, pois ela alcançou uma verdade inquestionável.

21 -Mas apesar da razão ter chegado ao conhecimento verdadeiro, ainda não está excluída a hipótese do Deus enganador. -Descartes considera fundamental demonstrar a existência de Deus, um Deus que traga segurança e seja garantia das verdades..

22 A EXISTÊNCIA DE DEUS -Descartes considera que termos a percepção que existimos não chega para a fundamentação do conhecimento. -Para Descartes, é essencial descobrir a causa de o nosso pensamento funcionar como funciona e explicar a causa da existência do sujeito pensante.

23 -Descartes parte das ideias que estão presentes no sujeito para provar a existência de Deus. -As ideias que qualquer indivíduo possui são de três tipos: adventícias, factícias e inatas. -Uma das ideias inatas que todos nós temos na mente é a ideia de perfeição. É esta ideia que Descartes vai usar como ponto de partida para as provas da existência de Deus.

24 PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS -Descartes apresenta três provas:»1ª prova: sendo Deus perfeito, tem que existir. Não é possível conceber Deus como perfeição e não existente.»2ª prova: a causa da ideia de perfeito não pode ser o ser pensante porque este é imperfeito. A ideia de perfeição só pode ter sido criada por algo perfeito, Deus.»3ª prova: o ser pensante não pode ter sido o criador de si próprio, pois se tivesse sido ter-se-ia criado perfeito. Só a perfeição divina pode ter sido a criadora dor ser imperfeito e finito que é o homem e de toda a realidade.

25 Actividades: 1. Como seria o sistema cartesiano sem a ideia de Deus? Justifique. 2. Descartes é convincente na sua argumentação? Porquê? 3. Faça o levantamento de possíveis objecções às teses cartesianas.

26 Imagens de: Vermeer Rembrandt Maggie Taylor Eric White Eric Traore Jerry Uelsmann

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