O regionalismo do século XXI e seus desafios: da multilateralização aos. novos acordos de comércio

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1 SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS INTERNACIONAIS (SEBREEI) O Atlântico Sul como Eixo da Inserção Internacional do Brasil 21 a 23 de Maio de 2013 Porto Alegre/RS, Brasil O regionalismo do século XXI e seus desafios: da multilateralização aos Vivian Daniele Rocha Gabriel 1 novos acordos de comércio RESUMO No cenário mundial contemporâneo, grandes atores globais foram buscar na celebração de acordos regionais uma forma de ter acesso a novos mercados, evitar a perda de espaço em suas exportações, maximizar seus lucros e, sobretudo, proporcionar maior integração entre os participantes. O objetivo primordial desses não se traduz apenas na liberalização do comércio, preceito fundamental do sistema multilateral do comércio, mas sim na criação de um arcabouço normativo próprio e diferenciado. Destaca-se em um segundo momento que, a proliferação desses regulamentos implica também em novos desafios a serem enfrentados, visto que tais normativas podem conflitar-se entre si e, até mesmo, sobrepor-se às regras da OMC, o que pode vir a colocar à prova a autoridade do sistema multilateral do comércio. Por fim, em que pese o caráter de complementaridade ao regime comercial mundial, os novos acordos regionais do século XXI podem comprometer alguns países emergentes do sul e as relações comerciais dos blocos regionais de que fazem parte. Palavras-Chave: acordos regionais; integração; sistema multilateral do comércio; países emergentes do sul; século XXI ABSTRACT In the contemporary world scene, global players have been seeking regional agreements to achieve access to new markets, prevent the loss of space in its exports, maximize profits, and above all, provide greater integration among the participants. The primary purpose is not simply to liberalize trade, fundamental precept of the multilateral trading system, but rather in creating a normative and differentiated framework itself. It is noteworthy that the proliferation of these regulations also entails new challenges to be faced, since such rules may conflict with each other and even overlap with WTO rules, which might put to the test the authority of the multilateral trading system. Finally, despite the complementary character of the world trade regime, the new regional agreements from XXI century can compromise some emerging countries from the south and the commercial relations of the regional blocs which they belong. Keywords: regional agreements; integration; multilateral trading system; emerging countries from the south; century 1 Advogada, graduada em Direito pelo Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA), membro do Núcleo de Estudos de Tribunais Internacionais (NETI-USP), subgrupo Corte Permanente de Arbitragem (CPA) e Centro para a Resolução de Conflitos sobre Investimentos (ICSID), mestranda em Direito Internacional e Comparado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo (USP).

2 INTRODUÇÃO No mundo contemporâneo, pode-se afirmar que a integração é resultante direta do processo de globalização. Isso ocorre em razão do contexto político, econômico e social mundial, marcado pela redução das fronteiras artificiais, pelo encurtamento das distancias para fins de comunicação e transportes e, principalmente, pelo desmantelamento de barreiras ao fluxo de bens, serviços e capitais, o que resulta na estreita relação entre países e povos distintos. Ademais, a intensa interdependência entre os setores financeiro, produtivo e tecnológico, observada a partir da segunda metade do século XX, trouxe como consequência a rápida aceleração dos fluxos de comércio e investimentos (THORSTENSEN 1999, 25). Essa interação entre os Estados no âmbito comercial pode ser consubstanciada de duas maneiras. A primeira materializa-se no sistema multilateral do comércio, manifestado na figura da Organização Mundial do Comércio (OMC), de Nesta, países de continentes distintos, detentores dos mais variados graus de desenvolvimento reúnem-se em um sistema normativo único com princípios e diretrizes comuns adequados a uma finalidade principal: a liberalização comercial internacional de forma coordenada. Em uma segunda acepção, tem-se que o comércio internacional também se desenvolveu de modo a possibilitar que nações específicas reúnam-se com o propósito de desempenho conjunto e benefícios mútuos. A formação de acordos regionais de comércio que deram origem às organizações regionais de integração e, por consequência ao fenômeno do regionalismo, possibilita a instituição de uma área exclusiva entre os próprios participantes, com exclusividade de direitos e deveres a esses sujeitos de direito (OCAMPO 2009, 25). Assim sendo, uma abordagem mais aprofundada sobre os acordos regionais de comércio traduz-se como de suma importância, visto que desde o seu surgimento até os dias de hoje, já se vislumbram três gerações desses acordos, os quais se desenvolvem paralelamente à matriz regulamentar multilateral, concorrendo muitas vezes com esta, em que pese ambas promoverem em seu bojo a integração econômica e o desenvolvimento. Seguidamente, também se faz necessário demonstrar o desafio propugnado pela doutrina do spaghetti bowl ou sobreposição normativa, enfrentado pelo direito do comércio internacional, em razão da proliferação de normativas apartadas, bem como o caráter complementar que tais diretrizes adquirem com relação ao regime multilateral, que mesmo possuindo arcabouço de regras e instituições independentes, coadunam-se com a diretriz global de certa maneira, devendo ser absorvidas pelo sistema e não vistas como ameaças potenciais à governança comercial mundial.

3 1 Do Regionalismo Do ponto de vista econômico, a aproximação entre os Estados fez com que estes aliassem a atuação comercial calcada em políticas nacionais a uma estratégia global de inserção conjunta, que se materializa através da integração econômica. De modo a harmonizar interesses e promover a maximização de trocas comerciais, bem como da eliminação das restrições existentes que pudessem constranger o comércio internacional, essa interação passa a ser formalizada e a ocorrer tanto de forma multilateral, quanto regional. Os dois processos têm como objetivo principal o aumento do bem-estar geral dos respectivos Estados e o fomento de práticas econômicas e comerciais conforme as diretrizes estabelecidas. Contudo, o regionalismo tem se proliferado de modo bastante significativo nas últimas décadas, afetando de forma considerável o desenvolvimento do comércio internacional e reorientando as regulamentações internacionais às novas questões que, em muitos casos, não são disciplinadas de modo profundo pelas normas globais. Nesse sentido, faz-se necessário ressaltar o destaque conferido ao regionalismo dentro do sistema multilateral comercial, bem como a maneira como decorreu sua evolução mundo a fora. 1.1 O Sistema Multilateral do Comércio e o Regionalismo Após a Segunda Guerra Mundial, urgia-se a necessidade de recolocar o comércio internacional sobre novas bases que possibilitassem a sua liberalização a nível mundial. Cogitou-se por meio da Conferência de Havana, de 1947, a criação da Organização Internacional do Comércio (OIC), que em razão da rejeição do projeto pelo Congresso Americano, acabou por não vingar (THORSTENSEN, 2001). A solução encontrada foi a implementação do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), acordo de natureza executiva (executive agreement) em que as partes contratantes não são obrigadas a aderir regras que se mostrem inconsistentes com seu direito interno à época de adesão ao GATT -, que possuía a finalidade de implementação do livre comércio entre os Estados, bem como regular o comportamento desses na esfera comercial (MACHADO 2006). As diretrizes construídas pelo GATT 1947 visavam auxiliar na instauração de um comércio aberto a todos os membros, fundamentando suas práticas em alguns princípios basilares, dentre eles, o princípio da não discriminação e a cláusula da nação mais favorecida (NMF). Previstos no art. I do referido acordo, prevê-se que o tratamento preferencial

4 conferido a um determinado país participante deve ser estendido aos demais e de forma não discriminatória, pelo que se vedam privilégios a determinados contratantes (THORSTENSEN 2001). No entanto, vale destacar que, tal modelo de liberalização comercial possui exceção no art. XXIV do mesmo documento, o qual permite a criação de uniões aduaneiras e zonas de livre comércio. Segundo o art. XXIV.8.a do GATT, entende-se por união aduaneira, a substituição, de dois ou mais territórios aduaneiros por um só, de modo que os respectivos direitos e outras regulamentações restritivas das trocas comerciais sejam eliminados para a maioria das trocas comerciais entre os territórios constitutivos da união (substantially all the trade), ou ao menos para a maioria das transações relativas aos produtos originários desses territórios. Nesse sentido, direitos e regras comerciais aplicados por cada parte com terceiros também devem ser as mesmas (substantially all the same). Já as zonas de livre comércio podem ser caracterizadas como um grupo de dois ou mais territórios aduaneiros entre os quais os direitos aduaneiros e outras regulamentações restritivas comercialmente são eliminados para a maioria delas relativas ou substantivas (substantially all the trade) aos produtos originários dos territórios constitutivos da zona de livre troca. Desse modo, são condições para essa instauração, que as regras sejam estabelecidas para uma parte substancial do comércio especificado no acordo, que os direitos e deveres previstos não sejam superiores ou inferiores àqueles anteriores ao acordo entre às partes, que se inclua um plano e listas dos benefícios a serem instituídos e que essas sejam estabelecidas em um período razoável de tempo (within a reasonable lenght of time) (THORSTENSEN 2001). Além disso, foi estabelecido que as partes deveriam notificar o GATT prontamente da constituição de uma união aduaneira ou área de livre comércio, fornecendo todas as informações necessárias para que a análise da compatibilidade dessas com o GATT seja realizada (THORSTENSEN 2001). Tendo sido bastante utilizado como fundamento para a instituição de tais associações na década de 1960, aduz-se que esse artigo fundamenta o regionalismo, ao passo que admite a reunião de determinados países, os quais poderão deter reduções preferenciais de comércio entre seus membros. Esses benefícios limitavam-se à liberalização regional de tarifas e fluxos comerciais, os quais serviram como estímulos à criação de organizações regionais de integração como a Comunidade Econômica do Carvão e do Aço (CECA), da Associação Latino Americana de Livre Comércio (ALALC), da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), do Pacto Andino (atual Comunidade Andina de Nações), dentre outras (CORRÊA 2006).

5 Seguindo o período evolutivo no que tange ao sistema multilateral do comércio e ao regionalismo, salienta-se o advento da cláusula de habilitação (enabling clause), criada durante a Rodada Tóquio ( ). Tida como mais uma exceção ao art. I do GATT, essa permite a celebração de acordos regionais entre países em desenvolvimento, a fim de reduzir ou eliminar mutuamente os entraves comerciais existentes. Essa regulamentação prevê um tratamento preferencial e diferenciado com relação a esses Estados que, em favor de seu desenvolvimento, poderão conceder preferências entre si sem a necessidade de estendê-las às demais nações (NASSER 2003). Desse modo, na vigência da Guerra Fria, práticas liberais tomavam conta do ambiente internacional, ao mesmo tempo em que se notava o progressivo desenvolvimento do sistema multilateral do comércio. De modo concomitante, incrementou-se também a integração regional, que em um primeiro momento ficou conhecida como primeiro regionalismo ou velho regionalismo (BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO 2003). Com entidades formadas a partir da década de 1960, esse fenômeno se tornou importante, ao passo que foi precursor, tendo passado posteriormente por uma evolução, a qual se denominou segundo regionalismo (BHAGWATI 1993). 1.2 Do Novo Regionalismo Na esteira do neoliberalismo, modelo econômico característico a partir da década de 1980, em que se propõe a redução do Estado e uma maior liberalização da economia, o regionalismo foi marcado por um novo viés. Intitulado Segundo Regionalismo ou Novo Regionalismo, este é caracterizado principalmente pelos acordos regionais celebrados na década de 1990, tendo como marco a adoção pelos Estados Unidos desse modelo de associação, concretizado na formação de zonas de livre comércio da nação norte-americana com Israel e com Canadá (BHAGWATI 1993). Dentre as principais características desse modelo, destacam-se as associações de pequenos países a um Estado hegemônico vizinho, de modo a garantir estrategicamente a ampliação de fluxos comerciais, a redução de tarifas e maiores ganhos financeiros. Esse processo adquire caráter gradual, passando a ocorrer entre países mais próximos geograficamente. São exemplos, a negociação da Iniciativa para as Américas e o Tratado Norte Americano de Livre Comércio (NAFTA), que ao lado dos países desenvolvidos Canadá e Estados Unidos incluiu também o México, país com menor grau de desenvolvimento

6 (BHAGWATI 1993). O Segundo Regionalismo, inserido em um novo panorama competitivo mundial, também contou com a associação de países em desenvolvimento entre si, para se garantir uma maior participação desses na economia global, a fim estimular o crescimento econômico e a atração de investimentos em seus territórios. Nesse ínterim, foi criado o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), pelo Tratado de Assunção, de 1991, e reafirmado dentro do âmbito da ALADI, por meio do Acordo de Complementação Econômica (ACE) n.18. O objetivo principal deste traduzia-se na integração dos participantes (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) por meio da livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos, bem como do estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC), da adoção de uma política comercial comum, da coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais, e, por fim, da harmonização de legislações. Vale ressaltar que o MERCOSUL possui como premissa o regionalismo aberto, pelo qual os países participantes deverão comercializar em bloco com Estados terceiros, para que se favoreça não somente o fomento comercial intrazona, mas também com as demais nações (MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES 2012). Contudo, o bloco ainda não atingiu o status de mercado comum, tampouco alcançou todos seus objetivos. Constituindo-se como união aduaneira, cuja livre circulação de bens não é aplicável a todos os setores (ressalvas aos setores automotivo e açucareiro, por exemplo), ainda não se concretizou a livre circulação de fatores produtivos, a coordenação de políticas macroeconômicas ou uma concertação política uniforme entre os membros nos foros internacionais. O agrupamento detém uma tarifa externa comum, em vigor desde 1995, a qual possui grande lista de exceções, o que contribui para a mora em se alcançar o livre comércio. Ainda, o fato de não haver consenso quanto às políticas comerciais dos participantes, faz com que se leve litígios comerciais entre os próprios membros, como Brasil e Argentina, à esfera multilateral, que acaba por enfraquecer a premissa de coordenação entre seus membros, requisito primordial para a constituição da integração. Ademais, ressalta-se que, ao final da Rodada do Uruguai ( ), a Ata de Marraqueche, de 1994, demonstrou-se como importante divisor de águas para o sistema multilateral do comércio, dando lugar à recém-criada OMC. Organismo dotado de personalidade jurídica internacional, bem como de caráter definitivo, esta possui adensamento de juridicidade, o que permite desencadear uma estrutura institucional formada por Conferências Ministeriais, Conselho Geral, pelos Conselhos Temáticos, Órgão de Revisão de Políticas Comerciais e Órgão de Solução de Controvérsias (JAKOBSEN 2005).

7 Quanto aos preceitos contidos no GATT, destaca-se que foi negociada uma série de entendimentos, como no que se refere ao art. XXIV (que fora incorporado ao GATT 1994) (THORSTENSEN 2001). Esse documento reconhece o crescimento das uniões aduaneiras e das áreas de livre comércio desde o advento do GATT 1947, bem como sua relevância no panorama mundial (PEREIRA 2003). Reforça as condições previstas no art. XXIV para que tais associações sejam compatíveis com o GATT 1994, institui parâmetros para o cálculo médio de tarifas cobradas antes e depois das uniões aduaneiras, bem como seu aumento e reajuste em outros territórios, e determina que o tempo razoável previsto poderá exceder a dez anos em situações excepcionais (THORSTENSEN 2001). Ainda, no que se refere aos acordos regionais de segunda geração, faz-se necessário salientar que, a Rodada do Uruguai também procurou intensificar a liberalização comercial de determinados setores considerados importantes, como serviços, investimentos e propriedade intelectual. Dessa maneira, as novas diretrizes multilaterais acabaram interligando-se de certa forma com os acordos preferenciais, como é o caso do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS), em seu art. V, que também passou a admiti-los quanto ao comércio de serviços, assim como já vinha sendo realizado quanto ao comércio de bens. Desse modo, tem-se que o Novo Regionalismo continuou a reger-se pela liberalização preferencial de bens, em que pese o começo do vislumbre de temas como serviços e fatores de produção. Assim sendo, a fim de ampliar as exportações dos países participantes das referidas organizações regionais perante o resto do mundo, de modo a adequá-los ao ambiente de profunda concorrência, característica do sistema neoliberal que se consolidava, houve uma proliferação dos acordos regionais. 2 A Consolidação do Regionalismo como Alternativa ao Multilateralismo No século XXI, o comércio internacional encontra-se inserido em um novo ambiente, muito mais complexo que aquele constatado nas décadas de 1960 e Com a transição do velho regionalismo para o novo regionalismo, percebe-se mais uma tendência evolutiva desse sistema de integração, em que a complexidade se dá em razão da necessidade de se disciplinar temas novos e que necessitam de uma regulação mais robusta, como é o caso da relação comércio, investimentos e serviços, denominada trade-investment-service nexus (BALDWIN 2011). Esse termo pode ser traduzido no comércio de bens, na alocação de investimentos internacionais para facilidades na produção, tecnologia, o uso infraestrutura e

8 serviços para coordenar a cadeia produtiva, especialmente no que se refere a comunicações, bem como questões financeiras e logísticas. Ademais, demonstrar-se-á o desafio enfrentado pelo regionalismo no final do século XX e no hodierno século XXI, em um cenário já de consolidação desses acordos regionais e, da possível sobreposição normativa entre estes e o arcabouço de regras multilaterais do comércio. Tendo em vista a convivência da regulação do regime multilateral em paralelo à proliferação dos acordos regionais, nota-se que a proliferação e solidificação desses acordos como estratégia possível e bem sucedida, coadunam-se com a atual fase enfrentada pelo sistema multilateral do comércio. A lentidão progressiva das negociações no plano da OMC, como é o caso da Rodada Doha, que já se alonga por mais de dez anos, estaria gerando claros incentivos aos países para seguirem a via dos acordos regionais, o que vem acontecendo nos últimos anos como resultado de um efeito dominó (BALDWIN 1993). Além disso, elucidase que este pode ser um sinal claro de que os membros do regramento multilateral de comércio estão contornando suas regras multilaterais e aceitando outras, que ampliem e disseminem variadas disciplinas para o comércio internacional, pelo que passa a expor. 2.1 Regionalismo versus multilateralismo: oposição ou complementaridade? Desde o advento do art. XXIV do GATT, o regionalismo vem sendo estudado com profundidade por diversas escolas teóricas. Primeiramente, foi analisado com base nas teorias da Escola de Viner, que teve como foco doutrinário os efeitos dos acordos preferenciais de comércio sobre a criação do comércio em si, sobre o desvio de fluxos comerciais e seus impactos sobre o sistema multilateral do comércio. Posteriormente, estudiosos do direito do comércio internacional, como Bhagwati, centraram sua atenção na formulação de teorias que identificassem os acordos preferenciais de comércio como blocos de construção (building blocks) ou blocos de contenção (stumbling blocks) da liberalização multilateral do comércio (THORSTENSEN 2011). Embora a interpretação dessas expressões não seja unânime na doutrina, elas foram marcos teóricos importantes em que, de acordo com Celso Lafer, o primeiro fenômeno (building blocks) tem expressado uma visão favorável da propagação do regionalismo como fator positivo para o desenvolvimento do comércio internacional (CORRÊA 2005, 195). Isso, pois, os acordos específicos, por serem mais restritos e por preverem a redução de barreiras comerciais, funcionariam como verdadeiros blocos de construção, para um ambiente de completa desgravação e liberalização do comércio internacional. Quanto ao outro conceito

9 (stumbling blocks), ele se deu ao analisar a dificuldade de integração europeia, que levou quatro décadas para chegar a um ambiente de liberdade e integração como nos dias de hoje e, mesmo assim, continua a manter regras protetivas em determinados setores, como agricultura, em razão de sua Política Agrícola Comum (PAC). Assim, o risco de proteção excessiva também é colocado nos acordos regionais, o que representa uma espécie de contenção à liberalização comercial global. O aumento do número de acordos regionais (atualmente, em torno de trezentos em vigor) (CELLI JÚNIOR 2012) e a necessidade de se intensificar a regulação da tríade tradeinvestment-service nexus é objetivo totalmente condizente com o atual mundo globalizado. Esse novo traço peculiar ao regionalismo, que dispõe não apenas sobre bens, mas também temas adequados às necessidades da nova conjuntura econômica tem chamado a atenção da doutrina internacional. É nesse contexto, ainda na década de 1990, que Bhagwati faz alusão ao novo cenário do comércio internacional, com a proliferação dessas regras preferenciais, cunhando o termo spaghetti bawl (BHAGWATI 1995). Ele significa que, ao surgirem inúmeras regras provenientes dos acordos regionais, cada qual com seu conteúdo normativo, onde países estendem suas preferências em diferentes arranjos comerciais, essas poderão se entrecruzar. Desse modo, tem-se que a sobreposição entre acordos regionais poderá ocorrer, tanto com relação ao sistema multilateral, quanto entre eles próprios, fazendo com que surja um sério impasse no plano do comércio internacional (CELLI JÚNIOR 2012). Por conseguinte, em bases contemporâneas, o ponto central a ser estudado pela doutrina paira sobre a multiplicação de tais acordos, que faz com que se origine um quadro normativo distinto do multilateral já institucionalizado. Urge-se uma análise aprofundada, a fim de identificar as nuances comuns e as diretivas distintas ou mais elaboradas do que já fora acordado no âmbito da OMC, de modo a evitar a sobreposição de regras regionais e multilaterais, para que se evitem incompatibilidades, insegurança jurídica internacional, incoerência e imprevisibilidade (LOW E BALDWIN 2009). Importante destacar o estudo desenvolvido por Sapir, Horn e Mavroidis, que ao examinar os acordos de integração econômica do século XXI, toma como orientação o comportamento de Estados Unidos e União Europeia no plano negociador, construindo uma nova anatomia das normas regionais. Além de contar com regras que se coadunam com o arcabouço normativo da OMC, classificadas por eles como OMC intra, em muitos casos, essas tratativas aprofundam o já regulamentado pela organização multilateral, como no que concerne a serviços, propriedade intelectual e medidas de investimento relacionadas ao

10 comércio, o que se designa por OMC plus. Ademais, no que se refere a temas relevantes no atual contexto, e que ainda não são regulamentados pelo sistema multilateral, como é o caso de investimentos, concorrência, meio ambiente, padrões trabalhistas, dentre outros, seu adensamento normativo regional se caracteriza pela nomenclatura OMC extra (SAPIR, HORN E MAVROIDIS 2009). Dessa maneira, os doutrinadores supracitados concluem que os acordos regionais de comércio dos Estados Unidos e União Europeia apresentam diretrizes normativas em áreas não reguladas pelos acordos do regime multilateral de comércio, o que indica que esses sujeitos de direito internacional estão usando os acordos regionais para disseminarem suas próprias abordagens de regulamentação, de modo a evoluir os preceitos já estabelecidos à sua própria maneira, porquanto o sistema multilateral ainda deixa lacunas normativas. Além disso, é certo que esses atores têm usado estratégias diversas com o objetivo de dispor em seus acordos regras OMC extra, estruturando, nesse ínterim, esboços de modelos diversos de acordos regionais. A despeito das questões trazidas, tem-se que os regramentos elaborados de modo regional são de certo modo fragmentários ao sistema multilateral do comércio, com regras próprias. Entretanto, vale ressaltar que, para sua confecção, as organizações regionais são obrigadas a seguir um padrão consoante às normas do sistema multilateral do comércio e, principalmente, aos princípios nele contidos. Dessa forma, não há de se falar em regulamentos apartados e dissonantes, mas sim complementares, os quais devem ser vistos como stepping stones, ou seja, servir de base para que haja um progresso na confecção de normas multilaterais em determinadas áreas ainda não reguladas. Aduz-se que a proliferação dos acordos regionais de comércio não visa enfraquecer o sistema multilateral, ao passo que são formados com base em ditames próprios do mesmo, sem que haja uma oposição a ele. Esse fenômeno deve ser visto, como um reforço para as regras da OMC, permitindo uma multilateralização geral de suas previsões (THORSTENSEN 2011, BALDWIN 2006). Isso pode ser a grande alternativa a ser aplicada pelo regime multilateral do comércio que, colocado em cheque sobre o sistema de governança global comercial, ao invés de proferir críticas à expansão regionalista e o paralelismo normativo, deverá utilizar-se deste para multilateralizá-lo, de modo a harmonizar regulamentos, suprir lacunas e contornar as morosas negociações que travam quaisquer iniciativas legislativas. Por fim, continuam a surgir acordos restritos de liberalização comercial, inclusive por nações desenvolvidas, que mesmo em meio à crise mundial não recuam das tratativas para a instalação de acordos de livre comércio. Entretanto, o regionalismo do século XXI já

11 fomenta desafios e temores por todo o globo, seja pelo peso de alguns de seus participantes, seja pela expectativa de um ambiente comercial amplo e ousado, mas ao mesmo tempo excludente para o resto do mundo. 2.2 O Regionalismo do século XXI: ameaça às relações comerciais no hemisfério sul? Superado o momento de proliferação e integração regional do comércio, bem como da absorção de novos temas para ditar seus regramentos, alianças pontuais que envolvem atores de grande envergadura emergem, mesmo em um cenário de recente crise econômica mundial. Diante disso, tem-se que as novas iniciativas devem ser examinadas com maior atenção pelos analistas internacionais, pois o risco desses acordos entre Estados gerarem consequências globais e, de certa maneira, irreversíveis, faz-se presente. Desde a cogitação da aliança Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica, que engloba países que possuem seus territórios voltados para o Oceano Pacífico, como Austrália, Brunei, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Estados Unidos, Peru e Vietnã, que esta vem preocupando os demais países do globo. Em 2011, eles representaram a nível mundial 18% das importações, 15% das exportações e quase um terço (26%) do PIB (INFOLATAM, 2012), o fato de possuírem como membro os Estados Unidos, potência econômica, política e militar hegemônica mundial, bem como um Tigre Asiático que detém forte competitividade na produção internacional como Singapura, além de o bloco conter nações de três continentes diferentes, como América do Sul, Ásia e Oceania, faz com que a organização desses países tenha enorme expectativa não só por seus integrantes, mas também por seus concorrentes, sejam blocos regionais, sejam Estados individuais, que sentem-se afetados pela proeminência do futuro agrupamento. A Transpacífica prevê a eliminação das tarifas de importação existentes entre todos os membros, a fim de proporcionar o crescimento da competitividade entre os participantes e o aquecimento do comércio entre os mesmos (CEIRI, 2010). Ademais, cogita-se há algum tempo a entrada do Japão, que mesmo ainda possuindo status de observador, já conta com a aprovação plena do governo norte-americano para que seja membro efetivo (CORREIO BRAZILIENSE, 2013). Isso fortalece o grupo, visto que a nação nipônica ainda configura-se como potência asiática relevante, que comercializa produtos de alto valor agregado, bem como promove a transferência de investimentos de alta tecnologia. Assim sendo, o fato desse novo agrupamento de integração regional, surgido em 2005, vingar com a consolidação norte-americana e acréscimo japonês adicionaria bilhões de

12 dólares às economias desses países, além de perpetrar o compromisso político, financeiro e militar dos Estados Unidos no Pacífico, principalmente, no contexto de atual sua disputa comercial com a China. Ainda, mesmo não estando em vigor, o acordo cogita a regulação monetária (para controlar a guerra cambial e as instabilidades monetárias promovidas pela China), de investimentos estrangeiros, de propriedade intelectual e de liberalização agrícola, dentre outros. Dessa maneira, a tratativa considerada por muitos como reação à crescente influência chinesa na região do Pacífico, também pode ser vista como ameaça ao comércio mundial, em específico às nações emergentes do hemisfério sul, bem como às suas organizações regionais de integração. A oferta de liberalização comercial para países dos mais distintos graus de desenvolvimento, advindos das mais diversas regiões geográficas, bem como o fato de nações desenvolvidas vistas como referências comerciais, financeiras e tecnológicas faz com que o acordo se torne bastante interessante, visto que possibilita a chance de transferência de investimentos para os países participantes menos desenvolvidos e permite o escoamento da produção dos mais desenvolvidos via costa pacífica, bem como a canalização de matériasprimas desses territórios. Isso faz com que se concentre uma parcela significativa do comércio internacional naquela amplitude geográfica, seja pelos próprios membros, seja por outras nações ou países que se sentirão atraídos pelas vantagens de liberalização comercial com o bloco. Por conseguinte, isso acabará marginalizando Estados voltados para o oceano Atlântico, como os países do cone sul e os africanos, e aqueles direcionados para o Índico, como demais nações da costa leste da África e do Golfo de Bengala, além de haver a possibilidade de uma sobreposição normativa entre as regras regionais de comércio, como já exposto na doutrina do spaghetti bowl. Ocorre que, a ausência de um volume maior de tratados de livre comércio é ponto crucial que faz prejudicar o MERCOSUL no plano da negociação Transpacífica por outros Estados, pois o agrupamento sul-americano, que apresenta longevidade de mais de 20 anos, possui acordos do gênero apenas com Israel, Egito e Palestina, e alonga-se nas discussões para a adoção de um modelo semelhante com a União Europeia há anos. Isso faz com que o bloco, composto agora por 5 países (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela), seja visto como pouco eficiente na proposta de liberalização comercial internacional com Estados terceiros, o que abala sua confiança perante o mundo e abre espaço para que outras nações optem por uma iniciativa mais rápida, menos burocratizada por parte dos parlamentos nacionais, bem como com intenções de estreita liberalização em vários setores atualmente em voga.

13 Ademais, mesmo em bloco de países que se localizam próximos ao pacífico, esse conjunto de nações também pode vir a enfraquecê-los, como é o caso da Comunidade Andina de Nações (CAN), organização composta por Bolívia, Equador, Colômbia e Peru, tendo o Chile deixado a instituição em 1977 e retornado como associado em É fato que, a organização terá sua importância bastante reduzida no que se refere às negociações externas, diante do bloco concorrente que envolve potências de relevância econômica e militar internacionais. Além disso, países africanos e do sudoeste asiático também sofreriam choques quando da concretização dessa medida transpacífica, pois ainda detêm regulação díspar dos países desenvolvidos em várias áreas, como investimentos e propriedade intelectual, bem como a rota principal de bens e investimentos mudaria do eixo secular do atlântico norte e sul, para o pacífico de modo mais consolidado em razão dos incentivos comerciais, que fazem com que a distância para o alcance e canalização desses recursos se torne mais visada e complexa. Nesse sentido, a parceria no pacífico pode marginalizar os produtores de importantes centros do comércio do sul, aumentando os ônus para o comércio de nações não banhadas pelo pacífico, bem como fazendo com que nações de outras regiões prefiram o peso econômico, político e militar desse regramento de países, em detrimento da pactuação de acordos de livre comércio com outros blocos econômicos e países de menor envergadura política ou econômica mundiais. Nesse diapasão, outro planejamento de acordo comercial estratégico em longo prazo que pode afetar as relações comerciais dos países do sul é o projeto de acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia, que mesmo ainda não sendo unívoco em todos os seus objetivos em razão da extensa pluralidade de países negociadores, possibilita desde já um amplo acordo futuro, envolvendo várias das maiores economias do planeta. Essa perspectiva comercial poderia ser vista como tentativa plausível de também neutralizar o dragão chinês, entretanto, vai mais além, como regramento que canalizará investimentos entre entes desenvolvidos para o norte transatlântico, deslocando o eixo do protagonismo mundial da região sul, a qual vem atraindo grande montante de investimentos nos últimos anos, no que se refere à área circunscrita a alguns dos países BRICS. Assim sendo, em que pese a complementaridade do regionalismo ao sistema multilateral do comércio, hodiernamente, novas iniciativas trazem expectativas de desequilíbrio comercial internacional, como é o caso do Acordo Transpacífico e do acordo de liberalização de comércio entre Estados Unidos e União Europeia. De modo a afetar iniciativas regionais já estabelecidas, principalmente, quanto a nações em desenvolvimento

14 localizadas à margem das áreas comerciais vislumbradas, tais tratativas constituem-se preocupantes, o que faz com que haja a necessidade de reforço do comprometimento com as diretrizes de liberalização comercial já estabelecidas pelos países em desenvolvimento, e maior agilidade para que o processo integrador funcione de forma mais efetiva e atrativa nos blocos já instalados na região sul, como por exemplo, no que tange ao MERCOSUL e seus acordos de livre comércio que caminham em ritmo lento. Caso essa conscientização não aconteça logo, tais países perderão oportunidades e espaço para tratados de livre comércio e estreitamento comercial para o grupo transpacífico e para a nova zona de livre comércio euroamericana. Ademais, assistirão a redução paulatina de sua importância no cenário mundial, sem contar com a provável sobreposição de normas mais recentes e adequadas elaboradas por esses Estados, que são diretamente interessados tanto na liberdade de comércio regional, quanto lideram as negociações também em âmbito multilateral. CONCLUSÃO Transladada a explicação do contexto em que se insere o regionalismo, bem como o fenômeno relativo à sua proliferação desde os anos 1960, o presente artigo trouxe à baila a trajetória desses instrumentos até o auge de sua multiplicação, que se traduz nas dezenas e, até mesmo algumas centenas, de acordos realizados nos mais distintos espaços geográficos já no século XXI. Cumpre ressaltar que o escopo doutrinário apresentado demonstrou a evolução dos embates sobre o tema, com especial destaque para o regionalismo contemporâneo e seus desafios, pelo que se chamou a atenção para o caráter de complementaridade do regionalismo em relação ao sistema multilateral do comércio, e não oposição ou contrariedade, em decorrência da utilização comum preceitos principiológicos e até mesmo normativos que se tornam diretrizes entrais para os regramentos fundamentais comerciais. O que se observa é o aprofundamento de determinadas regulamentações regionais com relação ao já estabelecido pelo regime de comércio mundial, o que possibilita o tratamento de temas atuais como investimentos, serviços e propriedade intelectual, dentre outros, de modo mais liberalizante e sem a morosidade acompanhada pelas negociações multilaterais, que em razão do seu enorme número de membros e de interesses distintos acabam travando as discussões e postergando temas que se tornam cada vez mais frequentes e de necessidade de imediata regulação. O objetivo primordial dessa pesquisa foi, portanto, analisar o regionalismo como alternativa viável ao meio multilateral, mesmo que para isso tenha de criar normativas apartadas, porém complementares a esse âmbito, bem como

15 elucidar o novíssimo regionalismo do século XXI e os desafios fomentados pelos audaciosos novos acordos, que vêm afetar os Estados em desenvolvimento do Sul e seus blocos regionais na condução da maximização de suas relações comerciais. É certo que essas normativas concorrerão desigualmente pela atração do fluxo de investimentos e mercadorias com o resto do mundo, com a presença de atores hegemônicos e desenvolvidos muito influentes, que agirão como verdadeiros carros chefes na condução de políticas comerciais, alfandegárias e na atração de capital estrangeiro para todo o espaço criado. Entretanto, isso faz parte da estratégia desenvolvida pelos Estados proponentes de tais iniciativas que, em decorrência do ritmo lento de liberalização de alguns países ou blocos econômicos, optam no momento por novos compromissos regulamentatórios para suprir lacunas, aumentar seus ganhos comerciais e firmarem-se ou reafirmarem-se como sujeitos relevantes no panorama global. Nesse sentido, faz-se necessário que os países em desenvolvimento localizados na porção sul do hemisfério mundial, conscientizem-se e comprometam-se mais intensamente com suas políticas comerciais, tomem iniciativas de modo a garantir sua influência, aumentando a quantidade de acordos de livre comércio com demais entes. Além disso, é preciso promover a verdadeira integração para que surjam normas específicas que promovam a liberalização comercial, neutralizando protecionismos e entraves ao livre comércio. Referências Bibliográficas AMARAL JÚNIOR, Alberto do. OMC e o comércio internacional. São Paulo: Aduaneiras, BALDWIN, Richard. 21century regionalism: filling the gap between 21century trade and 20century trade rules. Disponível em: «http://www.cepr.org/pubs/policyinsights/cepr_policy_insight_056.asp». Acesso em: 01 dez BALDWIN, Richard. Multilaterilizing regionalism: spaghetti bowls as building blocs on the path to global free trade. Disponível em: «http://cid.bcrp.gob.pe/biblio/papers/nber/2006/octubre/w12545.pdf». Acesso em: 01 dez BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO. Além da fronteiras: o novo regionalismo na américa latina. Disponível em: «http://books.google.com.br/books?id=0bdgputztcyc&pg=pa33&lpg=pa33&dq=primeir o+regionalismo+regionalismo+velho&source=bl&ots=vrgvezdnqq&sig=t3wnvm2b3otijml6szvhttile4&hl=pt-

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