PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

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1 PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL AGOSTO/SETEMBRO/OUTUBRO Cooperativa de Energia Elétrica e Desenvolvimento Rural JULHO/2016

2 La Niña A temperatura da superfície do mar nas regiões dos Niños se encontram praticamente em condição de neutralidade. Isso significa que, no momento, não está havendo influência de fenômenos globais nas condições atmosféricas da Região Sul do Brasil. No entanto, as últimas simulações dos modelos climáticos dos grandes centros meteorológicos, nacional e internacionais, seguem apontando para a configuração de um fenômeno La Niña de fraca intensidade no próximo trimestre. Ou seja, as temperaturas superficiais no Pacífico Equatorial, apesar de no momento estarem em regime de neutralidade, devem voltar a entrar em declínio nos próximos meses, resultando nas devidas alterações na circulação atmosférica na bacia do Oceano Pacífico. Porém, um La Niña de fraca intensidade implica também em menor impacto do fenômeno na circulação atmosférica global e, consequentemente, no sul do Brasil. Previsão Trimestral Pelas características das temperaturas no Pacifico Equatorial os sistemas atmosféricos produtores de chuvas devem atuar de maneira irregular no sul do Brasil durante o trimestre agosto/setembro/outubro, especialmente em agosto. Isso significa que a maioria das frentes frias no trimestre devem passar mais rapidamente, resultando em chuvas predominantemente mais fracas e espacialmente mal distribuídas. Além disso, os sistemas de altitude, como os jatos, ficam mais fracos e deixam de contribuir nas instabilidades trazidas pelas frentes frias. Entretanto, ressalta-se que, devido a influência do La Niña do tipo Modoki, os cavados (sistemas alongados de baixa pressão atmosférica) devem deixar os dias mais nublados. Eventualmente devem ocorrer também frentes frias com deslocamento mais lento e com maior volume de chuvas, associadas a fortes trovoadas na área de atuação da COPREL, principalmente em setembro e outubro. Justamente essas frentes frias mais intensas devem trazer consigo quedas significativas nas temperaturas em agosto e na primeira quinzena de setembro. Outro sistema de tempo instável de importância fundamental para a distribuição de chuvas em setembro e outubro são os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM s). Normalmente,

3 os CCM s têm atuação na madrugada e início das manhãs, com chuvas intensas e grandes aglomerados de trovoadas, resultando em granizo e ventos com rajadas frequentemente superiores a 60km/h na área de atuação da COPREL. No entanto, neste setembro e outubro de 2016, sua atuação deve ser mais modesta, com menor frequência e instabilidade associada aos CCM s. Considerando a dinâmica atmosférica do trimestre, o consenso da previsão é de chuvas dentro da normal a ligeiramente abaixo da média climatológica em agosto e entre normal a ligeiramente acima da normalidade em setembro e outubro. A Tabela 1 mostra os valores climatológicos para o acumulado médio mensal na área da COPREL para o próximo trimestre. Mês Precipitação (mm) Agosto 155 a 165 Setembro 180 a 190 Outubro 160 a 170 Tabela 1: Normais climatológicas para área de atuação da COPREL no trimestre agosto, setembro e outubro. Em agosto e na primeira quinzena de setembro ainda haverá entrada de massas de ar frio com potencial para declinar as temperaturas e provocar geadas por toda a área de atuação da COPREL. Em agosto, com a passagem de frentes frias mais rápidas, devem ocorrer pelo menos de dois a três episódios de geadas, e na primeira quinzena de setembro pelos menos um episódio.

4 Mês Temperatura mínima ( C) Temperatura máxima ( C) Agosto 10 a a 22 Setembro 10 a a 23 Outubro 13 a a 27 Tabela 2: Normais Climatológicas para área de atuação da COPREL, no trimestre agosto, setembro e outubro. Em condições médias, as temperaturas mínimas e máximas devem ficar abaixo da média climatológica em agosto. Em setembro, as temperaturas mínimas deverão ficar ligeiramente abaixo e as máximas dentro da média climatológica. Em outubro, com presença de mais instabilidades, as temperaturas mínimas ficam mais elevadas (acima da média) e as máximas, mais baixas (abaixo da média climatológica). As normais climáticas para o trimestre são mostradas na Tabela 2.

5 Comportamento climático (estações convencionais) COMPORTAMENTO MENSAL DAS CHUVAS EM 2016 CRUZ ALTA Valores em milímetro MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 119,7 141,9 +22,2 FEVEREIRO 136,3 91,0-45,3 MARÇO 126,5 267,6 +141,1 ABRIL 119,5 133,6 +14,1 MAIO 108,1 62,4-45,7 JUNHO 116,3 5,2-111,1 JULHO 139,7 145,2 +5,5 AGOSTO 171, SETEMBRO 169, OUTUBRO 144,

6 COMPORTAMENTO MENSAL DAS CHUVAS EM 2016 PASSO FUNDO Valores em milímetro MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 149,7 99,3-50,4 FEVEREIRO 165,8 225,7 +59,9 MARÇO 139,9 205,0 +70,1 ABRIL 99,7 188,5 +88,8 MAIO 114,3 72,7-41,6 JUNHO 133,6 19,5-114,1 JULHO 161,8 201,1 +39,3 AGOSTO 187, SETEMBRO 197, OUTUBRO 152,

7 COMPORTAMENTO MENSAL DA TEMPERATURA EM 2016 CRUZ ALTA Valores em grau célsius MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 23,3 25,4 +2,1 FEVEREIRO 23,0 25,5 +2,5 MARÇO 21,4 22,1 +0,7 ABRIL 18,5 22,1 +3,6* MAIO 16,0 15,0-1,0 JUNHO 13,5 12,0-1,5 JULHO 13,6 13,6 +1,1 AGOSTO 14, SETEMBRO 16, OUTUBROI 18,

8 COMPORTAMENTO MENSAL DA TEMPERATURA EM 2016 PASSO FUNDO Valores em grau célsius MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 22,1 23,5 +1,4 FEVEREIRO 22,0 23,7 +1,7 MARÇO 20,5 20,8 +0,3 ABRIL 17,6 21,4 +3,8 MAIO 15,2 14,2-1,0 JUNHO 12,9 10,8-2,1 JULHO 13,3 13,4 +0,1 AGOSTO 13, SETEMBRO 15, OUTUBRO 17,

9 AQUAERIS SETOR DE METEOROLOGIA

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