A Noção de Lingüística Aplicada como Ciência Horizontal com Interseções. O que hoje se entende por Lingüística Aplicada (LA) ainda é algo sem limites

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Noção de Lingüística Aplicada como Ciência Horizontal com Interseções. O que hoje se entende por Lingüística Aplicada (LA) ainda é algo sem limites"

Transcrição

1 A Noção de Lingüística Aplicada como Ciência Horizontal com Interseções Danilo L. Brito (UFRJ) O que hoje se entende por Lingüística Aplicada (LA) ainda é algo sem limites bem definidos. Na verdade, é esse o quadro dessa área desde sua origem. Quando da primeira referência ao termo Applied Linguistics (Lingüística Aplicada) 1, pensava-se exclusivamente no ensino de línguas, quadro que, grosso modo, não apresentou mudanças até a década de 1970, quando, apesar da permanência do foco, concebeu-se o sujeito cognitivo como alguém situado política e historicamente. Na verdade, essa mudança não aconteceu por acaso: se antes o entorno do sujeito não era considerado uma vez que o foco na aprendizagem era justificado apenas pela necessidade da geopolítica da época de fazer com que militares aprendessem rapidamente línguas estrangeiras nesse momento, as publicações da obra de Bakhtin fora da antiga União Soviética, bem como uma mudança no quadro político internacional, fazem com que a LA comece a considerar os contextos dos sujeitos em questão. Após o fim da segunda guerra mundial, a chamada guerra fria polariza o mundo, de modo que táticas militares eram pensadas a partir da espionagem. Nesse sentido, era importante que fosse desenvolvido nos EUA uma técnica de rápida aprendizagem de língua estrangeira. O acelerado desenvolvimento da lingüística e conseqüentemente da LA, considerada na época como parte da lingüística se deve ao expressivo investimento do governo norteamericano em pesquisas sobre o aprendizado de línguas. Nos anos 70, uma série de fatores de ordem social, política e cultural (surgimento do movimento hippie, conflitos de grande escala no Oriente Médio, crescimento dos movimentos raciais, movimento feminista etc.) 2 modificam o modo como o aprendiz era visto. 1 Referência constante no título da revista Language Learning: A Journal of Applied Linguistics, publicada em 1948, em Michigan. 2 Hobsbawn, 1997.

2 No entanto, dar conta da abordagem, ou descrição, de diferentes contextos não é algo que diga respeito à lingüística. É então que a LA assume um caráter inegavelmente multidisciplinar, num primeiro momento, isto é, ela acabava por servir de apoio a outras ciências que se preocupavam em analisar, por razões variadas, questões de linguagem. Essa situação não demora, porém, a mudar. A partir dos 1990, a LA inverte o quadro, passado a analisar questões de língua e linguagem laçando mão de conhecimentos de outras áreas. Nesse momento, fala-se já em transdisciplinaridade e em interdisciplinaridade. Esses dois conceitos são de fundamental importância para a compreensão do que hoje se entende por LA. A área em questão é inevitavelmente transdisciplinar, uma vez que a análise contextual só pode ser feita a partir de conhecimentos relativos à antropologia, à etnografia, à sociologia e à história. Os pontos de tangência entre esses campos basicamente configuram a transdisciplinaridade. Por outro lado, a interdisciplinaridade vai além disso, à medida que é estabelecido um diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, ou seja, por exemplo, se a pesquisa em LA envolve a história, de forma que as duas áreas se complementam. Esse é, aliás, o caso da minha pesquisa, em que, a partir da análise discursiva de diferentes relatos de viagem sobre a Cidade do Rio de Janeiro feitos por ingleses que por aqui passaram no século XVIII, pretendo estabelecer as relações de cunho ideológico (etnocêntrico) que se escondem nas vozes desses homens. A história não é aqui apenas uma ferramenta, mas, para além disso, ela é basilar nessa pesquisa: na verdade, não é possível dizer se, aqui, é a LA que interfere na história, ou se é a história que auxilia a LA. Sendo assim, as duas áreas se complementam, o que caracteriza o caráter interdisciplinar de tal pesquisa. Além disso, a investigação do discurso etnocêntrico é um possível exemplo do que é já uma forte marca da LA contemporânea. Moita Lopes (2006, 102), atenta para a importância de reposicionar o sujeito em LA e

3 não para o fim do sujeito, como alguns autores pós-modernos insistem. Para ele, essa visão parece crucial em áreas como LA, que têm por objetivo fundamental a problematização da vida social, na intenção de compreender as práticas sociais nas quais a linguagem tem papel crucial. Sendo esse então o foco da atual LA, fica clara a relação desta área do conhecimento com outras áreas afins: junto à filosofia filosofia da linguagem a LA pode dar conta das questões de linguagem, até certo ponto, mas quando chegamos à questão social, não se pode mais deixar de lado os ensinamentos de outras áreas. Para além disso, vale lembrar que não se pode pensar em linguagem sem pensar em vida social (Bakhtin, 2006 e Fairclough, 2001) Considerando o rápido e abrangente desenvolvimento da LA, é natural indagarse sobre sua relação com a lingüística. Pensou-se, conforme já dito, em LA como uma subárea da lingüística. No entanto, se a lingüística teórica está completamente alheia a questões sociais (Rajagopalan, 2006), pensa-se já em uma desvinculação entre as duas áreas. De fato, a LA não é uma subárea da lingüística, como muitos ainda costumam pensar, mas a relação entre essas duas áreas existe ainda no que concerce a própria linguagem: ambas estão preocupadas em entender, com maior ou menor profundidade, seu funcionamento, mas lançando mão de focos inegavelmente diferentes, ora os códigos desse sistema, ora as implicações 3 dos discursos feitos por meio desses mesmos códigos. De todo modo, não se pode negar que a decadência da lingüística (Rajagopalan, 2006), ligada ao contexto sócio-histórico do fim da guerra fria, e o desenvolvimento da LA, relacionada com a maior difusão dos discursos das minorias das vozes do sul, conforme as denomina Moite Lopes, 2006 são fruto de uma mesma mudança paradigmática no contexto mundial, que, com o triunfo da ideologia 3 Quanto digo aqui implicações, penso não somente nas ressonâncias e conseqüências desses discursos, mas em suas motivações e seus contextos de produção e consumo (Fairclough, 2001).

4 capitalista/ocidental sobre a socialista/oriental, despertou para a necessidade de se repensar as relações sociais nessa nova conjuntura. Se pensarmos, portanto, em pesquisa nas áreas humanas dentro desse contexto, fica evidente que somente a interdisciplinaridade pode dar conta disso. Moita Lopes (2006) vai ainda além disso ao propor um caráter indisciplinar em LA, ou seja, a inexistência de limites ou regras nas relações estabelecidas entre as áreas do conhecimento. De todo modo, para além de uma necessidade, essa condição da LA contemporânea corrobora a metáfora de Buckingham (1980, apud Celani, 1992) sobre a LA como ciência horizontal com interseções, ou seja, sem hierarquias entre as áreas interrelacionadas. É justamente a LA a área das ciências humanas que melhor representa essa inter-relação.

5 Referências bibliografias BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, ª ed. CELANI, M. A. A. Afinal, o que é a Lingüística Aplicada. In: PASCHOAL, M.S.Z. e M.A.A.Celani. (org.) Lingüística Aplicada: da aplicação da lingüística à lingüística aplicada transdisciplinar. São Paulo: EDUC, HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e Mudança Social. Brasília, Editora da UnB, MOITA LOPES, Luiz Paulo. Lingüística Aplicada e a vida contemporânea: problematização dos construtos que têm orientado a pesquisa. In: MOITA LOPES, Luiz Paulo (org.). Por uma Lingüística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, RAJAGOPALAN, Kanavillil. Repensar o Papel da Lingüística Aplicada. In: MOITA LOPES, Luiz Paulo (org.). Por uma Lingüística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006.

CURSO: JORNALISMO EMENTAS º PERÍODO

CURSO: JORNALISMO EMENTAS º PERÍODO CURSO: JORNALISMO EMENTAS - 2016.1 1º PERÍODO DISCIPLINA: TEORIAS DA COMUNICAÇÃO Estudo do objeto da Comunicação Social e suas contribuições interdisciplinares para constituição de uma teoria da comunicação.

Leia mais

CURSO: PEDAGOGIA EMENTAS º PERÍODO

CURSO: PEDAGOGIA EMENTAS º PERÍODO CURSO: PEDAGOGIA EMENTAS - 2016.1 1º PERÍODO DISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Estudo da história geral da Educação e da Pedagogia, enfatizando a educação brasileira. Políticas ao longo da história engendradas

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação COLÉGIO LA SALLE BRASÍLIA Disciplina: Geografia Trimestre: 1º PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 1. Mundo contemporâneo: economia e geopolítica: - Processo de desenvolvimento do capitalismo - Geopolítica

Leia mais

A coleção Português Linguagens e os gêneros discursivos nas propostas de produção textual

A coleção Português Linguagens e os gêneros discursivos nas propostas de produção textual A coleção Português Linguagens e os gêneros discursivos nas propostas de produção textual Marly de Fátima Monitor de Oliveira Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp Araraquara e-mail:

Leia mais

BERÇARISTA. CURSO 180h: CURSO 260h:

BERÇARISTA. CURSO 180h: CURSO 260h: ARTES ENSINO FUNDAMENTAL Histórico do ensino da arte no brasil. Educação por meio da arte. Histórico do ensino da arte no brasil. Educação por meio da arte. Artes e educação, concepções teóricas. Histórico

Leia mais

EMENTA OBJETIVOS DE ENSINO

EMENTA OBJETIVOS DE ENSINO Sociologia I PLANO DE DISCIPLINA COMPONENTE CURRICULAR: Sociologia I CURSO: Técnico em Segurança do Trabalho (Integrado) SÉRIE: 1ª CARGA HORÁRIA: 67 h (80 aulas) DOCENTE: EMENTA A introdução ao pensamento

Leia mais

INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA

INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA Objetivos Definir Psicologia Descrever a trajetória historica da psicologia para a compreensão de sua utilização no contexto atual Definir Psicologia Organizacional A relacão da

Leia mais

Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, Matosinhos Prova de Equivalência à Frequência do Ensino Básico

Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, Matosinhos Prova de Equivalência à Frequência do Ensino Básico Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, Matosinhos Prova de Equivalência à Frequência do Ensino Básico INFORMAÇÃO PROVA DE HISTÓRIA 2016 9º ANO DE ESCOLARIDADE (DECRETO-LEI N.º 139 / 2012, DE 5 DE JULHO)

Leia mais

EXAMES ÉPOCA RECURSO E MELHORIA

EXAMES ÉPOCA RECURSO E MELHORIA Artes Visuais e Tecnologias Artísticas Dia Hora Ano Unidade Curricular Sala 09.30 h 2º HA: do Renascimento ao Barroco 3 1º Desenho e Imagem por Computador 16 14.30 h 3º Educação e Dinâmicas Sociais 3 14.30

Leia mais

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS DISCIPLINAS 1. Introdução à Pesquisa em Letras 2. Metodologia de ensino de línguas estrangeiras I: perspectivas teóricas e abordagens

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL Introdução ao Serviço Social A prática profissional no Serviço Social na atualidade: o espaço sócioocupacional que a particulariza e identifica;

Leia mais

17º CONCURSO NACIONAL MUSEU DA IMPRENSA

17º CONCURSO NACIONAL MUSEU DA IMPRENSA Ficha de inscrição 17º CONCURSO NACIONAL MUSEU DA IMPRENSA 2014/2015 Categoria Artigo Jornalístico Nível superior Tema: A importância dos museus na formação cultural do país Aluna: Janaina Bárbara Bolonezi

Leia mais

EDITAL Nº 02/2012 Convênio UNISINOS - UEMA

EDITAL Nº 02/2012 Convênio UNISINOS - UEMA EDITAL Nº 02/2012 Convênio UNISINOS - UEMA PROCESSO DE SELEÇÃO PARA INGRESSO NO CURSO DE MESTRADODO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃOEM LINGUÍSTICA APLICADA ANO LETIVO DE 2013/1 Reconhecido pelo Parecer nº 0083/2003

Leia mais

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú Catalogação: Cleide de Albuquerque Moreira Bibliotecária/CRB 1100 Revisão: Elias Januário Revisão Final: Karla Bento de Carvalho Consultor: Luís Donisete Benzi Grupioni Projeto Gráfico/Diagramação: Fernando

Leia mais

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES CONTEÚDOS CURRICULARES Informática Aplicada à Educação Carga Horária: 40 horas Histórico da informática na educação. Familiarização com softwares, sistemas Operacionais

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular GEOPOLÍTICA E GEOESTRATÉGIA Ano Lectivo 2014/2015

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular GEOPOLÍTICA E GEOESTRATÉGIA Ano Lectivo 2014/2015 Programa da Unidade Curricular GEOPOLÍTICA E GEOESTRATÉGIA Ano Lectivo 2014/2015 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Relações Internacionais 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade

Leia mais

Linha de Pesquisa 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUAS

Linha de Pesquisa 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUAS Linha de Pesquisa 2: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUAS Esta linha de pesquisa objetiva o exame dos processos de construção do conhecimento docente do professor de línguas, com ênfase no papel da linguagem

Leia mais

M I N I S T É R I O DA EDUCACÃO CONSELHO F E D E R A L DE INTERESSADO/MANTENEDORA INSTITUIÇÃO TOLEDO DE ENSINO

M I N I S T É R I O DA EDUCACÃO CONSELHO F E D E R A L DE INTERESSADO/MANTENEDORA INSTITUIÇÃO TOLEDO DE ENSINO M I N I S T É R I O DA EDUCACÃO CONSELHO F E D E R A L DE EDUCACÃO INTERESSADO/MANTENEDORA INSTITUIÇÃO TOLEDO DE ENSINO UF SP ASSUNTO: Aprovação das Alterações Curriculares dos cursos de Direito, Pedagogia,

Leia mais

O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA

O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA CENÁRIO HISTÓRICO A Sociologia surge como conseqüência das mudanças trazidas por duas grandes revoluções do século XVIII. As mudanças trazidas pelas duas

Leia mais

Grupo de Informática Disciplina de Pl PLANO CURRICULAR 12º ANO /2016

Grupo de Informática Disciplina de Pl PLANO CURRICULAR 12º ANO /2016 Curso Formação Geral Formação específica Matemática A (disciplina Curso Ciências e Tecnologia A - Biologia Química Física Geologia B - Psicologia B Inglês Aplicações Informáticas B (ver síntese pp. 4 e

Leia mais

CURSO DE HISTÓRIA - LICENCIATURA

CURSO DE HISTÓRIA - LICENCIATURA ICHLA INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES CURSO DE HISTÓRIA - LICENCIATURA Currículo Novo - 2010/02 - Noturno. RECONHECIMENTO RENOVADO PELA PORTARIA Nº 1.657, DE 07/10/2010 - D.O.U. DE 08/10/2010

Leia mais

Industrialização Brasileira

Industrialização Brasileira Industrialização Brasileira Aula 26 LEMBRAR QUE A URBANIZAÇÃO SEMPRE FOI INFLUENCIADA PELA ECONOMIA. Algodão Maranhão. Açúcar Nordeste Brasileiro. Borracha Acre. Café- Sudeste. Minério- Minas Gerais. A

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO LINHA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE DISCIPLINA: Análise do Discurso CARGA HORÁRIA: 45 horas PROFESSORA: Dra. Laura Maria Silva Araújo

Leia mais

Linguagem como Interlocução em Portos de Passagem

Linguagem como Interlocução em Portos de Passagem Linguagem como Interlocução em Portos de Passagem (Anotações de leitura por Eliana Gagliardi) Geraldi, em seu livro Portos de Passagem, São Paulo, Martins Fontes, 1991, coloca-nos que o ensino de Português

Leia mais

Considerando que o trecho acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto acerca do seguinte tema.

Considerando que o trecho acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto acerca do seguinte tema. Questão Para mostrar que o sincrônico e o diacrônico são, simultaneamente, autônomos e interdependentes, pode-se pensar na projeção de um corpo sobre um plano. Com efeito, toda projeção depende

Leia mais

PCN - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

PCN - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS PCN - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS 01. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) são referências para o ensino fundamental e médio de todo Brasil, tendo como objetivo: (A) Garantir, preferencialmente,

Leia mais

PROVA TEMÁTICA/2013 GERAÇÃO CONTEMPORÂNEA: desafios e novas possibilidades

PROVA TEMÁTICA/2013 GERAÇÃO CONTEMPORÂNEA: desafios e novas possibilidades PROVA TEMÁTICA/2013 GERAÇÃO CONTEMPORÂNEA: desafios e novas possibilidades 7 ANO / ENSINO FUNDAMENTAL MATRIZ DE REFERÊNCIA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS (LÍNGUA PORTUGUESA, REDAÇÃO, ARTES E

Leia mais

Tema: (i) Introdução ao curso de sintaxe do português de base gerativa

Tema: (i) Introdução ao curso de sintaxe do português de base gerativa SINTAXE DO PORTUGUÊS I AULA 1-2015 Tema: (i) Introdução ao curso de sintaxe do português de base gerativa Profa. Dra. Márcia Santos Duarte de Oliveira FFFLCH-DLCV/ USP marcia.oliveira@usp.br n O linguista

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA Disciplina: Fundamentos e Metodologia nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental II Código da Disciplina: EDU 325 Curso: Pedagogia Semestre de oferta da disciplina: 5º Faculdade responsável:

Leia mais

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO. AUGUSTE COMTE E O PENSAMENTO POSITIVISTA Disciplina: Sociologia Professor: Waldenir do Prado 2013

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO. AUGUSTE COMTE E O PENSAMENTO POSITIVISTA Disciplina: Sociologia Professor: Waldenir do Prado 2013 CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO AUGUSTE COMTE E O PENSAMENTO POSITIVISTA Disciplina: Sociologia Professor: Waldenir do Prado 2013 A Sociologia enquanto ciência Augusto Comte (1798 1857) francês, autor de Catecismo

Leia mais

Índice. 1. O Alfabetizador Ao Desenhar, A Criança Escreve?...5

Índice. 1. O Alfabetizador Ao Desenhar, A Criança Escreve?...5 GRUPO 5.4 MÓDULO 2 Índice 1. O Alfabetizador...3 1.1. Contribuições ao Educador-Alfabetizador... 4 1.2. Ações do professor alfabetizador... 4 2. Ao Desenhar, A Criança Escreve?...5 2 1. O ALFABETIZADOR

Leia mais

PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA PROFESSOR: Alexei Manso Correa Machado 1. EMENTA: A disciplina tem como objetivo apresentar aos alunos os fundamentos da construção do

Leia mais

Conceito de Moral. O conceito de moral está intimamente relacionado com a noção de valor

Conceito de Moral. O conceito de moral está intimamente relacionado com a noção de valor Ética e Moral Conceito de Moral Normas Morais e normas jurídicas Conceito de Ética Macroética e Ética aplicada Vídeo: Direitos e responsabilidades Teoria Exercícios Conceito de Moral A palavra Moral deriva

Leia mais

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33)

COLÉGIO SANTA TERESINHA R. Madre Beatriz 135 centro Tel. (33) PROFESSOR: Emiliano Glaydson de Oliveira TURMA: 9º Ano DISCIPLINA: História 1- S QUE SERÃO TRABALHADOS DURANTE A ETAPA : Unidade 2 Intervencionismo e autoritarismo no mundo em crise Cap. 4 O mundo no contexto

Leia mais

22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes

22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes Tema 7: Ética e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes O Conceito de Ética Ética: do grego ethikos. Significa comportamento. Investiga os sistemas morais. Busca fundamentar a moral. Quer explicitar

Leia mais

Professores indicam filmes para ver antes do vestibular Ter, 25 de Setembro de :02 - Última atualização Ter, 25 de Setembro de :32

Professores indicam filmes para ver antes do vestibular Ter, 25 de Setembro de :02 - Última atualização Ter, 25 de Setembro de :32 O cinema é um espelho da nossa sociedade e, muitas vezes, os filmes servem como documentos para diferentes épocas. Por isso mesmo, assistir a longa-metragens pode ser uma forma eficiente e divertida de

Leia mais

Português. 1. Signo natural

Português. 1. Signo natural Português Ficha de apoio 1 1 os anos João Cunha fev/12 Nome: Nº: Turma: Signos O signo é objeto de estudo de ciências como a Semiologia, a Semiótica e a Linguística, entre outras. Existem várias teorias

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS EMENTAS DO CURSO DE FILOSOFIA Currículo Novo (a partir de 2010/1) NÍVEL I HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA Reflexão acerca da transição do pensamento mítico ao filosófico. Estudo de problemas, conceitos e

Leia mais

Aula Introdutória: Análise de Políticas Públicas. Professores Adalberto Azevedo Gabriela Lotta Marcos Pó

Aula Introdutória: Análise de Políticas Públicas. Professores Adalberto Azevedo Gabriela Lotta Marcos Pó Aula Introdutória: Análise de Políticas Públicas Professores Adalberto Azevedo Gabriela Lotta Marcos Pó Plano de Aula 1. Plano de aulas 2. Sobre o curso 3. Estudo de teorias e modelos: definições e problemas

Leia mais

Em atendimento ao art. 32 da Portaria MEC 40/2007, publicamos as condições de oferta do Curso de Licenciatura em Pedagogia, conforme segue:

Em atendimento ao art. 32 da Portaria MEC 40/2007, publicamos as condições de oferta do Curso de Licenciatura em Pedagogia, conforme segue: Em atendimento ao art. 32 da Portaria MEC 40/2007, publicamos as condições de oferta do Curso de Licenciatura em Pedagogia, conforme segue: I Ato autorizativo, expedido pelo MEC, com a data de publicação

Leia mais

Redução da maioridade penal: justiça ou vingança? Camila Valle[1]

Redução da maioridade penal: justiça ou vingança? Camila Valle[1] Camila Valle[1] O objetivo da redução da maioridade penal é fazer com que o Direito Penal (e a justiça correspondente) seja aplicado aos que hoje são tutelados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente

Leia mais

Em atendimento ao art. 32 da Portaria MEC 40/2007, publicamos as condições de oferta do Curso de Licenciatura em Sociologia, conforme segue:

Em atendimento ao art. 32 da Portaria MEC 40/2007, publicamos as condições de oferta do Curso de Licenciatura em Sociologia, conforme segue: Em atendimento ao art. 32 da Portaria MEC 40/2007, publicamos as condições de oferta do Curso de Licenciatura em Sociologia, conforme segue: I Ato autorizativo, expedido pelo MEC, com a data de publicação

Leia mais

COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS Professor: Noslen

COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS Professor: Noslen Questões 01. COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS Professor: Noslen A 2ª fase da UFPR apresentou os textos não-verbais tão comentados em sala, assim, os alunos do curso Domínio estavam mais que preparados

Leia mais

Escrito por Administrator Seg, 08 de Abril de :28 - Última atualização Seg, 08 de Abril de :33

Escrito por Administrator Seg, 08 de Abril de :28 - Última atualização Seg, 08 de Abril de :33 VÍDEO-AULA UnaSUS I - Curso de planejamento e programação por videoconferência fatiada, no formato de vídeo-aula, em 13 trechos e disponibilizada no UNASUS com os respectivos textos de apoio: Esse material

Leia mais

HORÁRIO DE PROVA NAS

HORÁRIO DE PROVA NAS DE PROVA NAS DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO II DIREITO CIVIL IV DIREITO EMPRESARIAL IV DIREITO PROCESSUAL CIVIL III DIREITO DO TRABALHO I DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO DIREITO TRIBUTÁRIO I DIREITO CIVIL

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CRÉDITO: 04

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CRÉDITO: 04 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: IV CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 NOME DA DISCIPLINA: FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA GEOGRAFIA NOME DO CURSO: PEDAGOGIA 2. EMENTA Geografia:

Leia mais

UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE

UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE Mary Fátima Gomes Rodrigues Fundação Regional Educacional de Avaré e-mail: rodriguesmary@bol.com.br Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade

Leia mais

O Ensino de Ciências: história e tendências

O Ensino de Ciências: história e tendências O Ensino de Ciências: história e tendências Ensino de Química III 2011 Profª Tathiane Milaré Década de 60 Período marcante e crucial na história do Ensino de Ciências Guerra Fria Interesse dos EUA em vencerem

Leia mais

Utilizar a metodologia específica da História, nomeadamente: Interpretar documentos de índole diversa (textos, imagens, gráficos, mapas e diagramas);

Utilizar a metodologia específica da História, nomeadamente: Interpretar documentos de índole diversa (textos, imagens, gráficos, mapas e diagramas); INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA HISTÓRIA Fevereiro de 2016 Prova 19 2016 -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas 1 Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas Os seres humanos sempre buscaram formas de compreender os fenômenos que ocorrem em seu dia a dia, de modo a procurar soluções para

Leia mais

LEITURA CRÍTICA, ESCRITA REFLEXIVA

LEITURA CRÍTICA, ESCRITA REFLEXIVA LEITURA CRÍTICA, ESCRITA REFLEXIVA Tatiana Rosa Nogueira Dias UnB RESUMO: A leitura e a escrita devem ser observadas e estudadas como parte de práticas sociais. Pensando nessa questão, o presente trabalho

Leia mais

O lingüísta aplicado: de um aplicador de saberes a um ativista político

O lingüísta aplicado: de um aplicador de saberes a um ativista político Linguagem & Ensino, Vol. 8, No. 2, 2005 (181-196) O lingüísta aplicado: de um aplicador de saberes a um ativista político (The applied linguist: from knowledge applier to political activist) Maria Cristina

Leia mais

O ESTUDO DA FILOSOFIA NA FORMAÇÃO JURÍDICA. PALAVRAS-CHAVE: Filosofia, ensino, educação, Curso de Graduação em Direito.

O ESTUDO DA FILOSOFIA NA FORMAÇÃO JURÍDICA. PALAVRAS-CHAVE: Filosofia, ensino, educação, Curso de Graduação em Direito. O ESTUDO DA FILOSOFIA NA FORMAÇÃO JURÍDICA. Flávio Bento. UNOPAR. flavio@unopar.br Marcia Hiromi Cavalcanti Bento. marciacavalcantibento@gmail.com RESUMO O presente estudo tem como objeto analisar o estudo

Leia mais

Representação de áreas de riscos socioambientais: geomorfologia e ensino

Representação de áreas de riscos socioambientais: geomorfologia e ensino II Congresso Internacional de Riscos VI Encontro Nacional de Ricos Coimbra, 22 a 25 de Maio de 2010 Representação de áreas de riscos socioambientais: geomorfologia e ensino Universidade Federal de Viçosa

Leia mais

RICALDES, Daltron Maurício UFMT DARSIE, Marta Maria Pontin UFMT

RICALDES, Daltron Maurício UFMT DARSIE, Marta Maria Pontin UFMT ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: ENCONTROS E DESENCONTROS NAS AVALIAÇÕES DE MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA DA PROVA BRASIL Resumo RICALDES, Daltron Maurício UFMT

Leia mais

FACULDADE INTERDISCIPLINAR DE HUMANIDADES CURSO: BACHARELADO EM HUMANIDADES CURSOS: LICENCIATURAS GEOGRAFIA, HISTÓRIA, LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS,

FACULDADE INTERDISCIPLINAR DE HUMANIDADES CURSO: BACHARELADO EM HUMANIDADES CURSOS: LICENCIATURAS GEOGRAFIA, HISTÓRIA, LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS, FACULDADE INTERDISCIPLINAR DE HUMANIDADES CURSO: BACHARELADO EM HUMANIDADES CURSOS: LICENCIATURAS GEOGRAFIA, HISTÓRIA, LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS, LETRAS PORTUGUÊS/ESPANHOL, PEDAGOGIA EIXO DE FORMAÇÃO DE

Leia mais

GÊNERO CHARGE: DO PAPEL AOS BYTES

GÊNERO CHARGE: DO PAPEL AOS BYTES GÊNERO CHARGE: DO PAPEL AOS BYTES Anderson Menezes da Silva Willame Santos de Sales Orientadora: Dra. Maria da Penha Casado Alves Departamento de Letras UFRN RESUMO A charge é um gênero recorrente nos

Leia mais

Gustavo Grandini BASTOS * Fernanda Correa Silveira GALLI **

Gustavo Grandini BASTOS * Fernanda Correa Silveira GALLI ** DOI: 10.5433/2237-4876.2013v16n2p355 ROMÃO, Lucília Maria Sousa. Exposição do Museu da Língua Portuguesa: arquivo e acontecimento e(m) discurso. São Carlos: Pedro & João Editores, 2011. 236 p. Nas exposições

Leia mais

161-1 LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA Regime Regular NÚMERO MÍNIMO DE PERÍODOS 1 DISCIPLINA CARGA HORÁRIA TIPO

161-1 LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA Regime Regular NÚMERO MÍNIMO DE PERÍODOS 1 DISCIPLINA CARGA HORÁRIA TIPO PÁGINA: 1 INGRESSOS DE 20041 161-1 LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA Regime Regular NÚMERO MÍNIMO DE PERÍODOS 1 NÚMERO MÁXIMO DE PERÍODOS 9 CARGA HORÁRIA 3640 1 132 FUNDAMENTOS ÉTICOS DE EDUCAÇÃO 30 OBRIGATORIA

Leia mais

Objetivo do Curso. Introdução à Interação Humano-Computador. Professora: Raquel Oliveira Prates

Objetivo do Curso. Introdução à Interação Humano-Computador. Professora: Raquel Oliveira Prates Introdução à Interação Humano-Computador Professora: Raquel Oliveira Prates http://www.dcc.ufmg.br/~rprates/ihc \ Aula 1: 14/05 1 Objetivo do Curso Apresentação dos conceitos básicos da área de Interação

Leia mais

A origem do conto está na transmissão oral dos fatos, no ato de contar histórias, que antecede a escrita e nos remete a tempos remotos.

A origem do conto está na transmissão oral dos fatos, no ato de contar histórias, que antecede a escrita e nos remete a tempos remotos. CONTOS A ORIGEM DO CONTO A origem do conto está na transmissão oral dos fatos, no ato de contar histórias, que antecede a escrita e nos remete a tempos remotos. O ato de narrar um acontecimento oralmente

Leia mais

EMENTA DO COMPONENTE CURRICULAR 3º trimestre Professor (a): Airton José Müller Ano /Série: 8ª Componente Curricular: Filosofia

EMENTA DO COMPONENTE CURRICULAR 3º trimestre Professor (a): Airton José Müller Ano /Série: 8ª Componente Curricular: Filosofia Professor (a): Airton José Müller Ano /Série: 8ª Componente Curricular: Filosofia Turma:18 C Ideologia e alienação. O que é ideologia. A formação ideológica dos partidos políticos. A relação entre ideologia

Leia mais

Liderança. A liderança é passível de ser adquirida e ser desenvolvida em qualquer ambiente de relacionamentos.

Liderança. A liderança é passível de ser adquirida e ser desenvolvida em qualquer ambiente de relacionamentos. CHEFIA E LIDERANÇA Liderança A liderança é passível de ser adquirida e ser desenvolvida em qualquer ambiente de relacionamentos. Liderança Liderar significa possuir a capacidade e o discernimento para

Leia mais

Professor Thiago Espindula - Geografia. A geoeconomia determinando as relações mundiais.

Professor Thiago Espindula - Geografia. A geoeconomia determinando as relações mundiais. A geoeconomia determinando as relações mundiais. - Geopolítica: explicar, geograficamente, as ações políticas das nações. - Geopolítica Clássica: jogo de forças das nações projetado no espaço >>> segurança

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA Disciplina: Sociologia e Extensão Rural Código da Disciplina: AGR 278 Curso: Agronomia Semestre de oferta da disciplina: 5 Faculdade responsável: Agronomia Programa em vigência a

Leia mais

História da Ciência e Epistemologia Aplicadas ao Ensino de Química Paulo Alves Porto Instituto de Química - USP 17 / 09 / 2004

História da Ciência e Epistemologia Aplicadas ao Ensino de Química Paulo Alves Porto Instituto de Química - USP 17 / 09 / 2004 Mesa-redonda: Implicações da pesquisa nas atividades de formação de professores História da Ciência e Epistemologia Aplicadas ao Ensino de Química Paulo Alves Porto Instituto de Química - USP 17 / 09 /

Leia mais

6LET012 LINGÜÍSTICA II Introdução à teoria sintática funcionalista. Categorias gramaticais e relações

6LET012 LINGÜÍSTICA II Introdução à teoria sintática funcionalista. Categorias gramaticais e relações HABILITAÇÃO: LICENCIATURA EM LÍNGUA ESPANHOLA 1ª Série 6LEM008 LÍNGUA ESPANHOLA I A Noções introdutórias de compreensão e expressão (oral e escrita) da língua espanhola. Discussões sobre o espanhol como

Leia mais

Escritos de Max Weber

Escritos de Max Weber Escritos de Max Weber i) 1903-1906 - A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1ª parte, em 1904; 2ª parte em 1905; introdução redigida em 1920); - A objetividade do conhecimento nas Ciências Sociais

Leia mais

Introdução ao fenómeno de Fátima

Introdução ao fenómeno de Fátima CURSOS DE VERÃO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA 1.ª edição Introdução ao fenómeno 14, 15 e 16 de julho de 2016 Santuário, Centro Pastoral de Paulo VI sinopse Com o objetivo de aproximar os estudiosos de um dos

Leia mais

COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO

COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO UBERABA - 2015 PROJETO DE FILOSOFIA Professor coordenador: Danilo Borges Medeiros Tema: Luz, câmera, reflexão! Público alvo: Alunos do 9º ano do

Leia mais

Unidade 01. Prof.ª Fernanda Mendizabal Instituto de Educação Superior de Brasília

Unidade 01. Prof.ª Fernanda Mendizabal Instituto de Educação Superior de Brasília Unidade 01 Prof.ª Fernanda Mendizabal Instituto de Educação Superior de Brasília Afirmar a importância do estudo da história para a compreensão da Psicologia contemporânea. Destacar a relevância das forças

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO ESCRITA CRIATIVA DO BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM ARTES

PROJETO PEDAGÓGICO DA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO ESCRITA CRIATIVA DO BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM ARTES 1 Universidade Federal da Bahia Instituto de Letras Bacharelado Interdisciplinar em Artes Área de Concentração: Escrita criativa PROJETO PEDAGÓGICO DA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO ESCRITA CRIATIVA DO BACHARELADO

Leia mais

Ordem Internacional e a Escola Inglesa das RI

Ordem Internacional e a Escola Inglesa das RI BRI 009 Teorias Clássicas das RI Ordem Internacional e a Escola Inglesa das RI Janina Onuki IRI/USP janonuki@usp.br 23 e 24 de setembro de 2015 ESCOLA INGLESA Abordagem que busca se diferenciar do debate

Leia mais

O que é Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS)?

O que é Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS)? INE5407 Ciência, Tecnologia e Sociedade Profa. Lúcia Helena Martins Pacheco http://www.unesco.org.br/eventos/cienciamulher/mostra_evento Campo de conhecimento que estuda as inter-relações entre ciência-tecnológiasociedade

Leia mais

PRÉ-REQUISITOS Haver concluído a disciplina Introdução aos Estudos Linguísticos ou disciplina equivalente..

PRÉ-REQUISITOS Haver concluído a disciplina Introdução aos Estudos Linguísticos ou disciplina equivalente.. GÊNEROS TEXTUAIS PROJETO DIDÁTICO Aula 10 META Apresentar a criação de um produto fi nal, a partir de atividades de leitura e escrita, como possibilidade de ressignifi cação da aprendizagem dos gêneros

Leia mais

Informação Prova de equivalência à frequência

Informação Prova de equivalência à frequência Informação Prova de equivalência à frequência 3.º Ciclo do Ensino Básico 1ª e 2ª fases Ano Letivo 2013/2014 Disciplina: História Duração: 90 minutos Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho 1.INTRODUÇÃO

Leia mais

MMC E MDC: COMO ENSINAR? UM DESAFIO PARA O PROFESSOR

MMC E MDC: COMO ENSINAR? UM DESAFIO PARA O PROFESSOR MMC E MDC: COMO ENSINAR? UM DESAFIO PARA O PROFESSOR Erysson Romero Gomes de Brito, Neuziene Garcia Pereira; Patrícia Conrado de Souza; Tâmila Kasimura da silva Fernandes Universidade estadual da Paraíba,

Leia mais

Afinal, quem manda aqui?!

Afinal, quem manda aqui?! Afinal, quem manda aqui?! Poder e liderança na sala de aula. Júlio César Furtado julio@juliofurtado.com.br Poder Produz efeitos Relação Social Controle !" O poder está no tambor de um revólver. Mao Tsé

Leia mais

Educador A PROFISSÃO DE TODOS OS FUTUROS. Uma instituição do grupo

Educador A PROFISSÃO DE TODOS OS FUTUROS. Uma instituição do grupo Educador A PROFISSÃO DE TODOS OS FUTUROS F U T U R O T E N D Ê N C I A S I N O V A Ç Ã O Uma instituição do grupo CURSO 2 CURSO OBJETIVOS Oferecer aos alunos e profissionais interessados no assunto, subsídios

Leia mais

3ºs anos do Ensino Médio Terceiro trimestre

3ºs anos do Ensino Médio Terceiro trimestre Estimado estudante! (Este bilhete deve ser assinado pelos pais e/ou responsáveis e permanecer colado na agenda) 3ºs anos do Ensino Médio Terceiro trimestre Você está recebendo o calendário com as datas

Leia mais

Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro

Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro Perfil de aprendizagem de História 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações Das sociedades recolectoras às primeiras sociedades produtoras 1. Conhecer o processo

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR. Os Eixos Temáticos que organizam os Componentes Curriculares são:

MATRIZ CURRICULAR. Os Eixos Temáticos que organizam os Componentes Curriculares são: MATRIZ CURRICULAR Os Eixos Temáticos que organizam os Componentes Curriculares são: EIXO TEMÁTICO I: Compreendendo os Diferentes Usos de Linguagens EIXO TEMÁTICO II: Compreendendo e Refletindo a Teoria:

Leia mais

INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA

INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA PROVA 344 INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA 12º Ano de Escolaridade CURSOS CIENTÍFICO-HUMANÍSTICOS SOCIOLOGIA ANO LECTIVO 2011/2012 Tipo de prova: Escrita Duração (em minutos): 90 TEMAS CONTEÚDOS

Leia mais

Quando o ENEM foi criado? O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998.

Quando o ENEM foi criado? O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998. Quando o ENEM foi criado? O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998. Qual era o objetivo inicial do ENEM? Avaliar o desempenho do estudante ao fim da educação básica. Qual é o objetivo do ENEM

Leia mais

O TRABALHO NA DIALÉTICA MARXISTA: UMA PERSPECTIVA ONTOLÓGICA.

O TRABALHO NA DIALÉTICA MARXISTA: UMA PERSPECTIVA ONTOLÓGICA. O TRABALHO NA DIALÉTICA MARXISTA: UMA PERSPECTIVA ONTOLÓGICA. SANTOS, Sayarah Carol Mesquita UFAL sayarahcarol@hotmail.com INTRODUÇÃO Colocamo-nos a fim de compreender o trabalho na dialética marxista,

Leia mais

HORÁRIO DE PROVA NPC I DIREITO HORÁRIO DE INÍCIO

HORÁRIO DE PROVA NPC I DIREITO HORÁRIO DE INÍCIO DE PROVA NPC I DIREITO DIREITO ADMINISTRATIVO II DIREITO CIVIL IV DIREITO EMPRESARIAL IV 9:00 305 DIREITO CIVIL VI DIREITO DO TRABALHO II DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO DIREITO PREVIDENCIARIO DIREITO PROCESSUAL

Leia mais

Os Sociólogos Clássicos Pt.2

Os Sociólogos Clássicos Pt.2 Os Sociólogos Clássicos Pt.2 Max Weber O conceito de ação social em Weber Karl Marx O materialismo histórico de Marx Teoria Exercícios Max Weber Maximilian Carl Emil Weber (1864 1920) foi um intelectual

Leia mais

METODOLOGIADO TRABALHOACADÊMICO

METODOLOGIADO TRABALHOACADÊMICO METODOLOGIADO TRABALHOACADÊMICO 1 1.Dicas sobre a Técnica de Fichamento Quanto mais se estuda, mais se percebe que o ato de estudar é extremamente lento, exige interesse, esforço, disciplina. Não adiante

Leia mais

Pontos para Concurso Público para Docente do Magistério Superior Edital 01/2009. Matéria/Área de Conhecimento: Ciências Sociais e educação

Pontos para Concurso Público para Docente do Magistério Superior Edital 01/2009. Matéria/Área de Conhecimento: Ciências Sociais e educação Matéria/Área de Conhecimento: Ciências Sociais e educação 1. Karl Marx e a educação. 2. Max Weber e a educação. 3. Emille Durkheim e a educação. 4. Gramsci e a educação 5. Bourdieu e a educação. 6. Trabalho

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Relatório Perfil Curricular PERÍODO: 1º CINF0012- FUNDAMENTOS DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO OBRIG 60 0 60 4.0 CONCEITOS FUNDAMENTAIS EM GESTÃO DA INFORMAÇÃO. CINF0013- INTRODUÇÃO À ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO OBRIG 60 0 60 4.0 FUNDAMENTOS

Leia mais

DO RECURSO DIDÁTICO NÚMEROS SEMÂNTICOS E SUA APLICABILIDADE. Por Claudio Alves BENASSI

DO RECURSO DIDÁTICO NÚMEROS SEMÂNTICOS E SUA APLICABILIDADE. Por Claudio Alves BENASSI 1 DO RECURSO DIDÁTICO NÚMEROS SEMÂNTICOS E SUA APLICABILIDADE Por Claudio Alves BENASSI D uarte, pesquisador da linguística da Língua Brasileira de Sinais, dá uma importante contribuição para o avanço

Leia mais

8.º Ano Expansão e mudança nos séculos XV e XVI O expansionismo europeu Renascimento, Reforma e Contrarreforma

8.º Ano Expansão e mudança nos séculos XV e XVI O expansionismo europeu Renascimento, Reforma e Contrarreforma Escola Secundária Dr. José Afonso Informação-Prova de Equivalência à Frequência História Prova 19 2016 3.º Ciclo do Ensino Básico O presente documento divulga informação relativa à prova de equivalência

Leia mais

A contribuição do movimento humano para a ampliação das linguagens

A contribuição do movimento humano para a ampliação das linguagens A contribuição do movimento humano para a ampliação das linguagens Movimento humano e linguagens A linguagem está envolvida em tudo o que fazemos, ela é peça fundamental para a expressão humana. Na Educação

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. REFERENTE AO EDITAL Nº09 - CRFI/IFB DE 30 DE MAIO DE 2016 RESULTADO PRELIMINAR DO PROCESSO DE SELEÇÃO PARA O PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO TÉCNICO- CIENTÍFICO CAMPUS RIACHO FUNDO O DIRETOR GERAL

Leia mais

Definição: ( PÉRES, 2006)

Definição: ( PÉRES, 2006) Antropologia Visual Definição: Antropologia Visual é uma área da Antropologia Sócio-cultural, que utiliza suportes imagéticos para descrever uma cultura ou um aspecto particular de uma cultura. ( PÉRES,

Leia mais

DIVISÃO DE ASSUNTOS ACADÊMICOS Secretaria Geral de Cursos PROGRAMA DE DISCIPLINA

DIVISÃO DE ASSUNTOS ACADÊMICOS Secretaria Geral de Cursos PROGRAMA DE DISCIPLINA DIVISÃO DE ASSUNTOS ACADÊMICOS Secretaria Geral de Cursos PROGRAMA DE DISCIPLINA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA CÓDIGO: CHF217 DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA I CARGA HORÁRIA: 60H EMENTA:

Leia mais

EXERCÍCIOS DE MONITORIA HISTÓRIA - DISCURSIVA

EXERCÍCIOS DE MONITORIA HISTÓRIA - DISCURSIVA 1ª série Ens. Médio EXERCÍCIOS DE MONITORIA HISTÓRIA - DISCURSIVA Prof.: Adelarmo Luís Carvalho 1. (Unicamp 2010) Na Europa, até o século XVIII, o passado era o modelo para o presente e para o futuro.

Leia mais

Consumo e Educação Financeira como tema integrador na BNCC Profa. Erondina Barbosa da Silva

Consumo e Educação Financeira como tema integrador na BNCC Profa. Erondina Barbosa da Silva Consumo e Educação Financeira como tema integrador na BNCC Profa. Erondina Barbosa da Silva 1988 Constituição Federal Conteúdos Mínimos 1996 LDB (Lei 9394/1996) - BNCC 1997 a 2000 PCN 2008 a 2010 Currículo

Leia mais

FUNDAMENTOS DA SUPERVISÃO ESCOLAR

FUNDAMENTOS DA SUPERVISÃO ESCOLAR FUNDAMENTOS DA SUPERVISÃO ESCOLAR Profª. Carla Verônica AULA 03 SUPERVISÃO E PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO Identificar os princípios da gestão participativa; Analisar a dialética do ambiente escolar; Perceber

Leia mais

Metodologia Científica ILUSTRAÇÕES DAS NORMAS DA ABNT. Organização: Paulo Roberto de C. Mendonça Revisão: Vania Hirle

Metodologia Científica ILUSTRAÇÕES DAS NORMAS DA ABNT. Organização: Paulo Roberto de C. Mendonça Revisão: Vania Hirle ILUSTRAÇÕES DAS NORMAS DA ABNT NORMA NBR 6028 - INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO - RESUMO - APRESENTAÇÃO Organização: Paulo Roberto de C. Mendonça Revisão: Vania Hirle Resumo: NBR 6028 Definições. 2.1 palavra-chave:

Leia mais