Política Europeia de Imigração: Evolução e Perspectivas. Constança Urbano de Sousa

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1 Política Europeia de Imigração: Evolução e Perspectivas Constança Urbano de Sousa

2 Notas preliminares Imigração e Asilo Conceito comunitário de estrangeiro Cidadão comunitário Estrangeiro: nacional de Estado Terceiro Privilegiado: beneficiário do regime de livre circulação que vigora para os cidadãos comunitários Membros da família do cidadão da UE que exerce o direito de livre circulação e residência; Nacionais do EEE e da Suiça. Não privilegiados: submetidos às regras nacionais/comunitárias sobre imigração

3 Génese e evolução da política europeia de imigração Fase da cooperação intergovernamental ou à margem das instituições comunitárias (até 1993) Fase da cooperação institucionalizada no âmbito da União Europeia ( ) Fase da abordagem comunitária (a partir de 1 de Maio de 1999)

4 A cooperação institucionalizada no âmbito da União Europeia O Tratado de Maastricht (1993) Livre circulação e residência como direito estruturante da cidadania da União Comunitarização da política de vistos de curta duração Criação de um quadro institucional e jurídico para cooperação intergovernamental nos domínios da imigração, asilo e transposição de fronteiras externas (3.º Pilar da UE)

5 A comunitarização da política de imigração Tratado de Amesterdão (1999): atribui à UE um novo objectivo político: a sua manutenção e desenvolvimento enquanto espaço de liberdade, segurança e justiça Transferência para a CE de competência legislativa em matéria de transposição de fronteiras, vistos, asilo e imigração (Título IV do TCE) Modulações intergovernamentais da comunitarização da política de imigração e asilo Opting out do Reino Unido, da Irlanda e da Dinamarca Método de decisão intergovernamental durante um período transitório de 5 anos (iniciativa dos EM, unanimidade do Conselho e mera consulta ao PE)

6 Âmbito da Política Comunitária de Imigração Artigo 63.º do TCE Definição das condições de entrada e residência de estrangeiros (imigração legal); Luta contra a imigração clandestina e residência ilegal, incluindo o repatriamento de residentes em situação ilegal; Direitos e condições em que os nacionais de países terceiros que residam legalmente num EM podem residir noutros EM.

7 Estratégia política: Conselho Europeu de Tampere (1999); Programa de Haia (2004); Abordagem Global das Migrações (2005) gestão dos fluxos migratórios, baseada numa parceria com os Países de origem e de trânsito Cooperação em matéria de luta contra a imigração ilegal; readmissão de imigrantes ilegais princípios claros quanto à imigração legal luta contra a imigração ilegal, incluindo repatriamento de imigrantes ilegais e reforço do controlo da fronteiras externa. política de integração mais determinada dos residentes legais/ tratamento equitativo e direitos e obrigações comparáveis aos dos cidadãos da União.

8 Medidas adoptadas Combate à imigração ilegal e controlo da fronteira externa Reconhecimento mútuo das decisões de expulsão (Directiva 2001/40/CE); Sanções aplicáveis às transportadoras (Directiva 2001/51/CE); Harmonização do crime de auxílio à imigração ilegal e reforço da respectiva moldura penal (Directiva 2002/90/CE; Decisão-quadro 2002/946/JAI); Medidas de apoio ao trânsito para efeitos de afastamento por via aérea (Directiva 2003/110/CE) Criação de uma rede de rede de agentes de ligação da imigração para facilitar e acelerar a recolha e a troca de informações que permitam controlar e prevenir fluxos de imigrantes em situação ilegal (Regulamento 377/2004). Comunicação de dados das pessoas transportadas (Directiva 2004/82/CE); Criação da Agência de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas FRONTEX (Regulamento 2007/2004) Etc.

9 Medidas adoptadas Integração Directiva 2003/109/CE: estatuto jurídico do imigrante residente de longa duração Imigração Legal: Directiva 2003/86/CE: reagrupamento familiar Directiva n.º 2004/114/CE: admissão de estrangeiros para efeitos de estudos, de formação não remunerada ou de voluntariado; Directiva 2005/71/CE: admissão de estrangeiros para efeitos de investigação científica.

10 Medidas adoptadas Parceria com países de origem e de trânsito Acordos de readmissão. Capacitação dos países de origem e de trânsito para gestão de fluxos migratórios. Acções prioritárias em África e Mediterrâneo.

11 Apreciação crítica da política da CE em matéria de imigração Política mais focalizada na luta contra a imigração ilegal e no reforço do controlo de fronteiras; Necessidade de um quadro regulador coerente e de uma política global, que abarque igualmente os aspectos da admissão e da integração dos imigrantes e da ajuda ao desenvolvimento. Dificuldade do processo legislativo em matéria de imigração legal: Limitam a capacidade da UE de adoptar uma política comum, que não se resuma ao mínimo denominador comum das políticas nacionais. Manutenção da regra da unanimidade Co-decisão com o PE e maioria qualificada: apenas para os domínios da luta contra a imigração ilegal e repatriamento.

12 Perspectivas para a Política Europeia Global das Migrações (Conselho Europeu, 14 e 15/12/2006; Comunicação da Comissão, 30/11/2006) Parcerias com países de origem e de trânsito. Aprofundamento da Abordagem Global das Migrações centrada em África e no Mediterrâneo e seu alargamento a outras regiões (Leste, Ásia e América Latina) Integração das questões ligadas às migrações no diálogo com países de origem e de trânsito; Utilização da política de desenvolvimento para diminuir causas da imigração; Favorecimento do papel dos imigrantes como agentes de desenvolvimento; Reforço das capacidades de gestão dos fluxos migratórios.

13 Perspectivas para a Política Europeia Global das Migrações Reforço da luta contra a imigração ilegal e gestão das fronteiras externas; Reforço da confiança mútua e intercâmbio de informações entre EM; Sanções aos empregadores de imigrantes ilegais; Readmissão e afastamento. Implementação das equipas de reacção rápida, do sistema de vigilância da fronteira marítima do sul e da rede de patrulhas costeiras na fronteira sul. Reforço da capacidade operacional da FRONTEX. Mobilização de todos os instrumentos financeiros (Fundo para as fronteiras externas, Fundo para a integração; Fundo para o regresso; FER; Instrumento Europeu de Vizinhança; Instrumento de Cooperação para o Desenvolvimento; FED).

14 Perspectivas para a Política Europeia Global das Migrações Desenvolvimento de uma política de imigração legal; Contexto económico e demográfico da UE: até 2050: diminuição de população activa na ordem dos 52 milhões de pessoas (Eurostat). Plano de Acção para a Imigração legal (2005): até 2009, adopção de 4 Directivas sectoriais sobre admissão e residência de imigrantes (altamente qualificados; trabalhadores sazonais; trabalhadores transferidos no âmbito de uma empresa; estagiários remunerados). Facilitar admissão de certas categorias de imigrantes; Criação de instrumentos que permitam melhor gestão da migração: centros de recrutamento e formação nos países de origem; campanhas de informação; pacotes de mobilidade a celebrar com países de origem.

15 Algumas prioridades da Presidência Portuguesa Reforço da cooperação com Países de origem e trânsito Acordos de readmissão e de facilitação de vistos Cooperação operacional em matéria de regresso de imigrantes ilegais. Continuação da implementação da Abordagem Global das Migrações Conferência ministerial Euromed-Migrações Cimeira UE-África Luta contra a imigração ilegal e implementação do sistema integrado de gestão das fronteiras externas Criação de um sistema de vigilância da fronteira marítima do sul; Rede de patrulhas costeiras na fronteira marítima do sul; Implementação das equipas de reacção rápida; Reforço da capacidade operacional da FRONTEX; Desenvolvimento de uma estratégia europeia para a imigração legal, com base nas propostas da Comissão. Desenvolvimento da política de integração e do diálogo intercultural.

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