PERÍCIA ELETRÔNICA, COMPUTAÇÃO FORENSE, FORENSE DIGITAL OU PERÍCIA DIGITAL: UMA PROPOSTA PARA PADRONIZAÇÃO DA TERMINOLOGIA. José Antonio Milagre (1)

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1 PERÍCIA ELETRÔNICA, COMPUTAÇÃO FORENSE, FORENSE DIGITAL OU PERÍCIA DIGITAL: UMA PROPOSTA PARA PADRONIZAÇÃO DA TERMINOLOGIA José Antonio Milagre (1) (1) Perito Digital SÄnior, Legaltech Brasil, SÅo Paulo, Brasil, v1 No Direito norte-americano o termo Forensics, alçm de adjetivo referente a Cortes, Ç majoritariamente empregado para designar um conjunto de tçcnicas ou testes cientéficos utilizados na investigañåo de crimes ou ainda, a utilizañåo de um conjunto de ciäncias com escopo de responder questöes tçcnicas em um processo legal, a mando do Juiz ou de um destinatürio do processo, diga-se, Forensics Ç perécia propriamente dita, esta que envolve o chamado exame. Exame, por sua vez Ç: exame (e-xa-me) s. m. ObservaÇÉo cuidadosa, investigação, pesquisa atenta e minuciosa. Prova perante pessoas legalmente habilitadas, em que se apura a aptidéo de alguñm para alguma coisa. Exame de consciöncia, julgamento Üntimo que alguñm faz de suas práprias atitudes ou procedimento. Ainda, segundo o dicionürio LÇxico: exame subst. m. 1. análise, estudo: o exame das condiçàes de venda 2. teste mñdico: um exame mñdico 3. controle de conhecimentos: exame de conduçéo 1

2 No Brasil, Forensics, em tese, nåo deveria ser traduzida literalmente, ou seja, como Forense (no sentido de adjetivo relativo a JudiciÜrio), mas em verdade espelha o que chamamos de CriminalÉstica ou InvestigaÑÅo por meio da CientÉfica, como verificamos anteriormente, a exemplo de outros paéses como Estados Unidos e CanadÜ, sendo que Forense nada mais representa do que a utilizañåo de conhecimentos cientéficos de diversas Üreas para a resoluñåo de incidentes legais. Segundo o DicionÜrio Michaelis (2010), o termo Forense designa: fo.ren.se adj (lat forense) 1 Que se refere ao foro judicial. 2 Relativo aos tribunais. Curiosamente, no InglÄs, a expressåo Forense ou Forensics Ç utilizada nåo sâ para designar o que se refere a foro judicial, mas a ciência utilizada para resolver problemas legais e casos criminais. Assim temos no Dictionary of Law da Peter Collin Publishing (1992): Forensic adjective referring to courts or the law or pleading case or punishing crime; forensic medicine = medical science concerned with solving crimes against people (such as autopsies of murdered people, taking blood samples from clothes); forensic science = science used in solving legal problems and criminal cases. Como se vä, no Brasil, pouco utiliza-se a expressåo Forense como deveria ser, ciäncia! Muito se utiliza para designar algo relativo ä JustiÑa, o que por nâs Ç considerando um erro, quando o tema envolve exame, anülise e investigañåo digital. Exemplificando, tornou-se comum designar cada ciäncia utilizada no contexto da criminaléstica, ou seja, cada ciäncia, quando empregada como artefato e instrumento da efetiva prestañåo jurisdicional ou auxiliando as autoridades de aplicañåo de lei (coletando e formando provas), com a expressåo Forense subseqãente ao nome da disciplina. 2

3 Como exemplo, temos a antropologia forense (forensic anthropology), um ramo da medicina legal que tem por objeto a identificañåo e identidade do ser humano em cenas de crimes, entomologia forense (forensic entomology), a aplicañåo do estudo da biologia de insetos em processos criminais, etc. Em tempo, temos antropâlogos forenses ou entomâlogos forenses, profissionais aptos a realizarem tais exames. TambÇm, podemos citar a medicina forense ou legal, diga-se, o uso da medicina em procedimentos legais, como em um exame de DNA, sexologia forense, dentre outras. Ora, se antropologia Ç uma ciäncia social, e se forense tambçm Ç ciäncia de investigañåo de crime, ou teréamos a CiÄncia na CiÄncia ou teréamos a CiÄncia relativa a JustiÑa. Ao que parece, resta comprovado que no Brasil Forense nåo Ç considerado ciäncia. Segundo a Biblioteca Digital, Wikipedia Computer forensics (sometimes computer forensic science [1] ) is a branch of digital forensic science pertaining to legal evidence found in computers and digital storage media. The goal of computer forensics is to examine digital media in a forensically sound manner with the aim of preserving, recovering, analyzing and presenting facts and opinions about the information. Inicialmente, consigne-se incorreto a comum utilizañåo do termo PerÉcia Eletrånica para designar perécia em equipamentos informüticos e telemüticos na busca e evidäncias que definam a materialidade e autoria de um crime/incidente cometido contra ou atravçs dos equipamentos ora periciados. Tenha em mente que a Eletrånica pode ser Digital, mas tambçm Analâgica, onde falamos de diodo, placas e semicondutores. DaÉ porque, mais incorreto que Direito Digital, Ç o Direito Eletrånico, quando empregado para questöes envolvendo tecnologia da informañåo, como um cybercrime, uma queståo envolvendo comçrcio eletrånico ou responsabilizañåo civil na Internet. O que se busca hoje com a perécia na era da InformÜtica Ç a Prova Digital e nåo a Prova Eletrånica. NÅo se quer aqui afirmar que a PerÉcia Eletrånica nåo exista, mas tåo somente que esta nåo tem aplicañåo em casos de nétida tecnologia da InformaÑÅo. NÅo se espera que um Perito Digital colete um semicondutor, um circuito ou realize uma 3

4 anülise de um capacitor em uma perécia de tecnologia da informañåo, envolvendo um processo Judicial. A prova eletrånica pode existir, porçm em casos especéficos. Logo, a PerÉcia Eletrånica tem campo de atuañåo limitado e Ç incabével via de regra, em casos onde se investiga por exemplo a violañåo da seguranña da InformaÑÅo ou um crime cibernçtico. Pode-se atç coletar equipamentos eletrånicos como um HD (Hard Disk), uma placa com Firmware ou um relâgio de ponto, nem por isso a PerÉcia serü Eletrånica, mas Digital, operada via console, frameworks ou live-cds, no intuito da coleta de dados binürios que interpretados por um experto, formam a informañåo. Ou seja, a coleta Ç eletrånica mas a perécia Ç eminentemente digital. Para lembrar: A prova eletrånica Ç no ménimo, mais frñgil que a prova digital. O que vale mais, dados de navegaöüo ou um modem? Logo, temos a ponderar que o termo PerÉcia Eletrånica nåo deve ser empregado, eis que com campo de atuañåo limitadéssimo ä eletrånica, excluédo-se a cibernçtica e o mundos dos bits. Alguns exemplos de PerÉcia Eletrånica, citados pelo eminente perito paulista Erasmo GuimarÅes seriam, um quesito de um juiz para verificar se houve adulterañåo de hardware em um equipamento informütico. Outro exemplo da perécia eletrånica, a anülise de alterañåo de soldas de celulares para aceitarem dois chips ou mesmo a anülise de um dongle feito via hardware em uma placa para alterar o endereño onde se encontra um chip com uma proteñåo contra contrafañåo. Para lembrar: AtÇ mesmo uma perécia na urna eletrånica Ç digital. AtÇ mesmo uma perécia para se apurar se a quilometragem de um carro foi alterada para menos Ç digital, embora coletemos uma mñquina mecànica e eletrånica, o 4

5 que buscamos süo informaöâes armazenadas, manipuladas ou representadas por meio dos bits Resta a nâs perquirir sobre a expressåo ComputaÑÅo Forense a qual designaria com mais propriedade tal novéssimo ramo da criminaléstica. Ao se pesquisar no Google sobre o termo Computer Forensics identificamos mais de träs milhöes e seiscentos mil sites sobre o assunto. ç sem dévida o termo empregado e predominante nos Estados Unidos e paéses Europeus. No Brasil, a expressåo ComputaÑÅo Forense designaria, em tese, o uso da computañåo para o esclarecimentos de casos jurédicos. Para alguns contrürios ao termo ComputaÑÅo Forense, caso a expressåo utilizada no Brasil estivesse inteiramente e integralmente correta, corresponderia, no ingläs ao termo Forensics Computation ou Forensics Computing, expressöes nåo comumente utilizadas para a ciäncia no exterior. Para estes, ao utilizarmos ComputaÑÅo Forense, nåo estaréamos limitando a ciäncia ä investigañåo de casos com tecnologia envolvida, de relevència ä uma corte de Lei. ComputaÑÅo Forense poderia envolver, por exemplo, informütica jurédica ou como a informütica auxilia o judiciürio (computañåo no èmbito de uma Corte), diga-se, em questöes meramente administrativas e de geståo. ComputaÑÅo Forense seria inerente, por exemplo, ä sistema de videoconferäncia para interrogatârio de presos ou mesmos softwares de geståo processual, passando por sistemas de peticionamento eletrånico. Para os créticos, tal termo, no Brasil, entoaria como o uso da computañåo no ambiente forense e nåo como deveria, diga-se, a computañåo como ou na ciäncia de aplicañåo inerente ä criminaléstica, ou ä investigañåo cientéfica. De observar, se assim fosse, deveréamos questionar atç mesmo o termo utilizado no mundo Computer Forensics. HÜ uma inversåo no sentido das expressöes: Em nossa abordagem, nåo Ç a forense que Ç informütica (ou informatizada), mas a informütica e a tecnologia que servem ä forense, enquanto ciäncia, enquanto criminaléstica. A criminaléstica ou investigañåo cientéfica em casos de tecnologia, necessita da ciäncia da 5

6 informütica ou computañåo, pouco importando aqui se ela prâpria (criminaléstica) Ç informatizada ou nåo. Assim como Forensic Anthropology ou Forensic Biologic, teréamos como correto o termo Forensic Computer (investigañåo cientéfica computacional Computador como o objeto investigado e meio de investigañåo investigañåo cientifica atravçs da computañåo), como o mais apropriado, e nåo o inverso, Computer Forensic (computacional investigañåo cientéfica Computador tåo somente como meio). Esta nåo Ç, porçm, a realidade adotada no mundo, onde o termo Computer Forensic jü e considerado comum e consolidado na sociedade cientéfica mundial. Por outro lado, temos que ponderar que a expressåo ComputaÑÅo Forense, conquanto nåo nos filiemos a corrente que infere ser um termo afeto tambçm ä informütica jurédica (atç porque estü claro, a computañåo auxiliando a ciäncia da investigañåo criminal), nåo revela-se a melhor expressåo para a disciplina embrionüria. Explica-se. A expressåo americana Computer nåo designa tåo somente, in casu, Computador, mas um gänero, diga-se a informütica, a tecnologia da informañåo, a computañåo, o digital. DaÉ a expressåo do ingläs Computer Forensics o que no Brasil, seria algo como InformÜtica Forense ou Digital Forense, sendo que muitos utilizam ComputaÑÅo Forense, pois inconcebével seria Computador Forense. A despeito, Ç fato que ao nomearmos a ciäncia como ComputaÑÅo Forense, estamos nos referindo ao uso da computañåo forense como tçcnica cientifica de investigañåo criminal, onde tratamos a informütica somente como o instrumento de anülise e nåo como o objeto investigado. Assim, objeto da ComputaÑÅo Forense que poderia recair sob objetos digitais, tambçm recairia sobre outros objetos, como os exames quémicos, toxicolâgicos, mçdicos e biolâgicos. De maneira que, nåo obstante correto tal termo, Ç por demais gençrico, abrañando forñosamente outras Üreas do conhecimento. 6

7 Fig.01. Computação Forense: Uso da computação no ambiente forense para uma perícia datiloscópica 1 Neste cenürio, no Brasil, ao internalizarmos os conceitos relativos ä perécia digital (termo amplo e adequado) aplicada aos Tribunais no mundo, excluiréamos igualmente de imediato a expressåo comumente utilizada, Forense Computacional, eis que embora correta, incompleta, a medida em que nåo espelha a realidade e abrangäncia da ciäncia; ç cediño que a computañåo utiliza sistemas digitais para se realizar, logo, por trüs de um sistema computacional, necessariamente, hü de haver um sistema digital, encenado por uma sequäncia de zeros e uns. Deste modo, pode-se dizer que a terminologia Digital Ç mais ampla que a Computacional. Digital Ç gänero, computacional espçcie. Explica-se, um sistema computacional imprescinde de um digital, mas a recéproca nåo Ç verdadeira. Logo, podemos ter artefatos ou objetos digitais (em estado digital) que nåo eståo sendo computados ou computacionais, porçm de relevència em uma perécia. A exemplo, temos um CD (Compact Disk) com arquivos gravados para anülise. Um CD, por si sâ, nåo produz resultados sem um meio de leitura, e embora a computañåo tenha 1 DisponÉvel em: ption=searchkeyword&query=forensic&button=ok&tfotocm=cm&tfotorf=rf 7

8 sido usada um dia para gerar o artefato e armazenar (queimar) os dados, fato Ç que no momento em que chegam äs måos de um experto, såo nitidamente, dados em formato digital, armazenados em meio âtico, nåo havendo, via de regra, o elemento computañåo. Logo, a Pericia Computacional nåo incidiria na anülise de artefatos digitais, eis que limitada pela terminologia a atuar sobre elementos ou artefatos relativos a computadores ou dispositivos com poder de processamento, onde inémeros elementos informüticos ou digitais ficariam excluédos do campo de atuañåo da disciplina. Ousamos discordar de Vargas (2010), quando afirma que Primeiramente vamos deixar claro que forense digital e forense computacional séo a mesma coisa. ç de claridade solar que Forense Digital Ç termo mais amplo que Forense Computacional, logo, sendo a expressåo que mais bem cobre todos os escopos e objetos da perécia informütica e telemütica. Computacional Ç apenas uma espçcie do gänero Digital. Tanto Ç verdade que ao lado de Computer Forensics, hoje temos outras aplicañöes especializadas da Forense Digital Digital Forenics, como a perécia em dispositivos mâveis Mobile Forenics, a perécia em bancos de dados Database Forensics e a peréca em redes Network Forensics. Segundo MANDIA e PROSISE, 2001), Network Forensics pode assim ser entendida: Therefore, we define network forensics as study of network traffic to search for truth in civil, criminal, and administrative matter to protect users and resources from exploitation, invasion of privacy, and any other crime fostered by the continual expansion of network conectivity Segundo a EnciclopÇdia eletrånica Wikipedia Network forensics is a subbranch of digital forensics relating to the monitoring and analysis of computer network traffic for the purposes of information gathering, legal evidence or intrusion detection. Unlike other areas of digital forensics, network investigations deal with volatile and dynamic information. Network traffic is transmitted and then lost, so network forensics is often a pro-active investigation. 8

9 Temos igualmente a Forense Mâvel ou Mobile Forensics, ramo da Forense Digital aplicada a dispositivos e telefones mâveis (incluindo GPS), por meio de mçtodos reconhecidos na comunidade cientéfica. Fig.02. AnÄncio de soluåçes em Forense MÑvel (Mobile Forensics) disponüvel na Internet 2 Importante mencionar tambçm outra especialidade da Forense Digital que vem crescendo no Brasil, denominada Forense em Banco de Dados ou DataBase Forensics, que Ç o exame e estudo forense de bancos de dados e seus metadados relacionados. Algumas sub-üreas da Database Forensics såo Oracle Forensics 3 e Sql Server Forensics 4 Deste modo, resta pois a melhor expressåo a ser utilizada, qual seja, Forense Digital, a qual releva notar algumas considerañöes: 2 DisponÉvel em: 3 A este respeito, convidamos o leitor a conhecer o livro Oracle Forensics: Oracle Security Best Pratices (Oracle In-Focus series), disponével para venda em Practices-Focus/dp/ Igualmente, o livro SQL Server Forensic Analysis pode ser encontrado em Forensic-Analysis-Kevvie-Fowler/dp/

10 Convencionou-se atribuir ao Digital o inerente ao mundo da informütica (bits), onde temos a expressåo Forense Digital que desponta como uma das mais aplicadas no Brasil e a mais adequada como pudemos comprovar. Se utilizüssemos rigorismo cientéfico poderéamos afirmar que Digital nåo Ç ciäncia. Logo em nada teréamos para contribuir na seara da Forense (enquanto criminaléstica, tçcnica de investigañåo e nåo, meramente, ambiente de Cortes). Ao contrario do Direito que Ç Digital, ou seja, ao mesmo tempo em que Ç informatizado, se preocupa com as questöes do mundo dos bits (ambiente), aqui, a Forense nåo deveria ser, eis que nåo deve ser interpretada tåo somente como ambiente forense informatizado, mas como criminaléstica, ciäncia para resoluñåo de casos. Do contrürio fosse, teréamos algo como criminaléstica digital ou criminaléstica no mundo da informütica. Tal argumentañåo nåo resiste a anülise. O Direito Ç quem estuda o Digital, por outro lado Ç o Digital quem auxilia ou faz parte da Forense. Ao nos referirmos ä Forense Digital temos claramente o uso da computañåo como tçcnica de investigañåo cientéfica, nåo se limitando ä computadores ou artefatos com poder de processamento (Como na Forense Computacional ), mas a qualquer objeto digital, ainda que em suporte eletrånico. PorÇm mais uma vez teréamos uma celeuma, eis que embora a tçcnica seja a computañåo (meio), mais uma vez o objeto poderia ser variado como uma anülise de esperma, sangue, entomolâgica, dentre outras. Para resolver este alarido de linguagem, o ideal seria algo como ComputaÑÅo Forense Digital, onde definiréamos: a) o elemento meio ComputaÑÅo, b) a tçcnica de investigañåo ou criminaléstica Forense e c) o objeto onde a ciäncia se debruña Digital. PorÇm como tal expressåo nåo Ç possével de ser formulada sem orbitar sob a redundència, tem-se como fato que a palavra Digital, no neologismo Forense Digital, Ç empregada, no Brasil e no mundo, para designar tanto o meio de anülise, como o objeto analisado, onde obtemos mais uma vez a comprovañåo de que Ç a expressåo que mais se aproxima do correto. 10

11 Importa ressaltar a noñåo de criminaléstica fornecida pelo dicionürio AurÇlio: CriminalÉstica s.f. Aplicação de técnicas científicas na obtenção e análise de provas em questões criminais. Deste modo, Forense Digital Ç o termo adequado, e nada mais significa que a aplicañåo de tçcnicas cientéficas digitais na obtenñåo e anülise de provas em questöes judiciais, estas, que envolvam artefatos digitais. Duas simples palavras, com muito conteédo. De observar que termo Digital Ç mais pertinente que o InformÜtica (Onde em paéses de léngua espanhola encontramos comum o termo InformÜtica Forense ou Forense InformÜtica ), considerando ser tratado como gänero da disciplina, alçm de popularmente consolidado no mundo. Repise-se que nåo poderéamos conceber no Brasil algo como ComputaÑÅo (meio) Forense (relativo a Justiça) Digital (informática como objeto), que seria a CiÄncia da ComputaÑÅo, utilizada nas tçcnicas de investigañåo de ambientes digitais, por plena e evidente redundència do termo. Muito embora, para alguns, a melhor traduñåo para Digital Forensics no Brasil seria Digital Forense e nåo Forense Digital, o fato Ç que a ordem das expressöes, no plano empérico, neste caso, em nada altera a abrangäncia significativa. Ademais, repisase que a melhor traduñåo, Ç efetivamente, Forense Digital, do ingläs, jü consolidado, Digital Forensics. Igualmente, afasta-se eventual vindoura argumentañåo de que por si sâ, em digital nåo sendo uma ciäncia (nåo temos digitolâgos forenses ), o termo mais especéfico do Brasil, seria ComputaÑÅo Forense, diga-se, a utilizañåo da ciäncia ComputaÑÅo (com status de ciäncia desde 1950) em processos legais ou para responder questöes tçcnicas informüticas ou telemüticas em uma corte ou JudiciÜrio. Com amplamente visto, a expressåo Digital nitidamente encampa a ciäncia dos bits, alçm de ser mais abrangente ao termo ComputaÑÅo, envolvendo nåo sâ a informütica como meio de investigañåo, mas como objeto investigado. 11

12 Ademais, por outra âtica, se Forense jü Ç ciäncia utilizada para resolver problemas legais, e sendo ComputaÑÅo uma ciäncia teréamos A ciäncia da computañåo na ciäncia para resolver problemas legais. Por outro lado, com Digital, temos simplesmente A tecnologia da informañåo na ciäncia para resolver problemas legais, logo, nitidamente mais abrangente. Forense Digital Ç o termo mais apropriado em nossa proposta, e seu profissional Ç o Perito Forense Digital, Perito Digital Forense ou somente Perito Digital. Em se considerando o argumentado, tem-se que o termo Digital no Brasil, deve ser interpretado como ciäncia, enquanto meio, e como objeto, enquanto ambiente em que a anülise se desenvolverü. PerÉcia Digital ëmbito Forense InformÜtica como meio InformÜtica como objeto Outros objetos ComputaÑÅo Forense Forense Digital PerÉcia Eletrånica Forense Computacional Forense Mâvel Forense em Banco de Dados... Fig.03. Diagrama estrutura da Perícia Digital. Uma proposta de padronização. Superada esta etapa, e considerando nosso parecer de que Forense deve ser ciäncia e nåo somente ambiente, cumpre enfrentar se o termo InvestigaÇÉo Forense Digital ou Anâlise Forense Digital seriam adequados. Alguns autores entendem que, se investigañåo Ç a verificañåo de um fato obtido por diversas fontes, a coleta e anülise de provas, Ç forense, diga-se, a investigañåo cientéfica por meio de tçcnicas prâprias. 12

13 Para eles, InvestigaÑÅo Forense Digital seria o mesmo que InvestigaÑÅo InvestigaÑÅo Digital, um aleijåo. Segundo esta âtica, a menos que pensüssemos em uma investigañåo onde o termo Forense corresponde ao ambiente e nåo ä investigañåo cientéfica, a utilizañåo InvestigaÑÅo Forense Digital ou AnÜlise Forense Digital revelarse-ia inadequada. Se criminaléstica Ç a aplicañåo de tçcnicas cientéficas na obtenñåo e anülise de provas, Ç investigañåo e em sendo investigañåo, Ç forense, no exato sentido do termo. Como pudemos comprovar no inécio deste trabalho, Forensics Ç perécia, e perécia em informütica Ç exame, este que tem em seu conceito anülise e investigañåo, de modo que o termo Forense abarca todos estes conceitos. Observe a imagem abaixo: Fig.04. Forensics, termo usado para designar PerÜcia e InvestigaÅáo e náo Ambiente Forense O que vocä interpreta no termo Forensics? Pericia, exame, anülise e investigañåo ou meramente ambiente judicial ou forense? Logicamente que o termo Forensics Ç utilizado no mundo todo para designar A ciäncia para resoluñåo de casos judiciais. A despeito, nåo se pode condenar a expressåo investigaçéo forense digital ou anâlise forense digital, nåo sendo eivada de redundència em nossa âtica. Isto porque ao usar estas expressöes, alguçm indica um procedimento, diga-se, uma investigañåo ou anülise, no èmbito da ciäncia da resoluñåo de problemas legais (forense), se valendo da informütica como meio de investigañåo e objeto investigado (digital). Logo, conquanto nåo integralmente corretas, plenamente vülidas as expressöes investigañåo forense digital ou anülise forense digital. 13

14 Nada impede, igualmente, os termos perücia digital, auditoria digital, investigaçéo digital, sem a expressåo forense, o que designaria uma investigañåo de qualquer natureza, incluindo o èmbito corporativo ou nåo relacionado a justiña. Podemos entåo, ter na sequäncia de raciocino, uma investigañåo e forense digital, diga-se, uma investigañåo de qualquer natureza, sucedida de perécia com objetivos forenses. Deve-se ressaltar, no entanto, em nosso sentir mais prâximo do correto, ao se tratar de uma perécia, seria utilizar a expressåo Vamos realizar uma forense digital e nåo Vamos realizar uma investigañåo forense digital, jü que como fartamente visto, Forense pode abarcar investigañåo, anülise e perécia. Para comprovar ainda mais nossa tese, jü em conclusåo, selecionamos alguns livros internacionais sobre Forense Digital, onde podemos visualizar com clareza que expressöes como investigaçéo forense digital, pericia forense digital ou anâlise forense digital podem nåo ser as mais adequadas que simplesmente forense digital, analisemos: No livro Malware Forensic: Investigating and Analyzing Malicious Code, de Cameron H. Malin, Eoghan Casey, James M. Aquilina, 2008, podemos verificar claramente da leitura do tétulo e subtétulo que a investigañåo e a anülise fazem parte da Forense. Por sua vez, no livro Windows forensics: the field guide for conducting corporate computer investigations, de Chad Steel, 2006, mais uma vez nos resta claro que a investigañåo estü inserida, via de regra, no èmbito da Forense. Ainda, no livro Computer forensics: computer crime scene investigation, Volume 1, escrito por John R. Vacca em 2005, novamente podemos ver que Ç papel da forensics, em maior ou menor grau, a investigañåo. Superada esta etapa, apenas anotamos, em conclusåo, que PerÜcia Forense dedicada a informâtica tambçm se revela menos adequada que Forense Digital, pois alçm da possével redundència, vai alçm, e elimina a informütica (digital) como meio de investigañåo, a consagrando apenas como o objeto, a qual recai uma investigañåo 14

15 investigañåo. Em um raciocénio hipotçtico seria como periciar um objeto informütico sem se valer da informütica. Por fim, de observar que a expressåo PerÉcia Digital Ç considerada ainda mais abrangente que Forense Digital, primeiro, por orbitar sem ranhuras sob toda a discussåo deste trabalho, eis que nåo envolve o termo Forense, mas tåo somente exame digital e objeto digital, segundo, por poder ser utilizada tanto em processos jurédicos como em sindicèncias, processos administrativos, ou mesmo anülises de rotina ou afetas a chamada forense preventiva. Forense Digital, por envolver criminaléstica ou law enforcement, nåo Ç pertinente em todas as PerÉcias Digitais, eis que muitas meramente administrativas, corporativas, internas ou sem qualquer envolvimento com autoridades ou mesmo relevència jurédica. Logo, toda a Forense Digital Ç uma PerÉcia Digital mas a recéproca nåo Ç verdadeira. Longe de ser taxativo sobre o tema, o presente trabalho nåo tem pretensåo alguma de ser um decreto acerca da temütica, servindo tåo somente como uma modesta proposta para profissionais, estudantes e instituiñöes de ensino, passo inicial para o inécio dos debates, para que a comunidade possa aprimorar os conceitos e diante de um coletivo pensante, seja possével concebermos uma padronizañåo na nomenclatura da presente disciplina, evitando falhas graves e classificañöes incompletas e imprecisas. 15

16 BIBLIOGRAFIA CASEY, Eoghan; AQUILINA, James. M. Investigating and Analyzing Malicious Code. New York: Syngress, Computer Forensics. In: WikipÇdia: a enciclopçdia livre. DisponÉvel em: <http://en.wikipedia.org/wiki/computer_forensics > Acesso em: 23 jan ComputaÑÅo. In: WikipÇdia: a enciclopçdia livre. DisponÉvel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/computa%c3%a7%c3%a3o > Acesso em: 23 jan DICIONíRIO AURçLIO. Criminalística. DisponÉvel em: Acesso em: 23 jan 2011 DICIONíRIO DICTIONARY OF LAW. 2a. EdiÑÅo. Peter Collin Publishing.1992 DICIONíRIO LEXICO. DisponÉvel em: Acesso em: 29 jan 2011 DICIONíRIO MICHAELIS. Forense. DisponÉvel em: Acesso em: 23 jan 2011 DICIONíRIO WEB. DisponÉvel em: Acesso em: 29 jan 2011 Database Forensics. In: WikipÇdia: a enciclopçdia livre. DisponÉvel em: <http://en.wikipedia.org/wiki/database_forensics> Acesso em: 23 jan PROSISE, Chris; MANDIA, Kevin. Incident Response: Investigating Computer Crime. New York: Osborne Mcgraw-Hill, STEEL, Chad. Windows forensics: the field guide for conducting corporate computer investigations. IndianÜpolis: Wiley Pub:, VACCA, John R. Computer forensics: computer crime scene investigation, Volume 1. New York: McGraw-Hill, VARGAS, Rafael. InvestigaÑÅo Digital ou PerÉcia Forense Digital. DisponÉvel em: l/ Acesso em: 23 jan

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