CADERNOS UniFOA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA FUNDAÇÃO OSWALDO ARANHA

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1 CADERNOS UniFOA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA FUNDAÇÃO OSWALDO ARANHA ISSN

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3 CADERNOS UniFOA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA FUNDAÇÃO OSWALDO ARANHA ANO IV - Nº 10 - agosto/2009 FOA

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5 EXPEDIENTE FOA Presidente Dauro Peixoto Aragão Vice-Presidente Jairo Conde Jogaib Diretor Administrativo - Finaceiro José Vinciprova Diretor de Relações Institucionais Iram Natividade Pinto Superintendente Executivo Eduardo Guimarães Prado Superintendência Geral José Ivo de Souza UniFOA Reitor Alexandre Fernandes Habibe Pró-reitora Acadêmica Cláudia Yamada Utagawa Pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Maria Auxiliadora Motta Barreto Editora Executiva Flávia Lages de Castro Editora Científica Maria Auxiliadora Motta Barreto Comitê Editorial Agamêmnom Rocha Souza Mauro César Tavares de Souza Ranieri Carli de Oliveira Rosana Aparecida Ravaglia Soares Conselho Editorial Antônio Henriques de Araújo Junior Carlos Roberto Xavier Clifford Neves Pinto Edson Teixeira da Silva Junior Flávio Edmundo N. Hegenberg Ilda Cecília Moreira da Silva Renato Porrozi de Almeida Denise Celeste Godoy de Andrade Rodrigues Revisão de textos Maricinéia Pereira Meireles da Silva Marcel Alvaro de Amorim Conselho Editorial ad hoc Claudinei dos Santos Ribeiro Doutor em Engenharia de Materiais - Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo - EEL/USP Diamar Costa Pinto Doutor em Biologia Parasitária - Fundação Oswaldo Cruz Fabio Aguiar Alves Doutor em Biologia Celular e Molecular - Universidade Federal Fluminense Igor José de Renó Machado Doutor em Ciências Sociais - Universidade Estadual de Campinas - Professor do Departamento de Antropologia - UFSCAR Maria José Panichi Vieira Doutora em Engenharia Metalúrgica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Ruthberg dos Santos Doutor em Administração pela Universidade de São Paulo Douglas Mansur da Silva Doutor em Antropologia Social Univercidade Federal de Viçosa Capa Daniel Ventura Editoração Laert dos Santos

6 Centro Universtitário de Volta Redonda - UniFOA Campus Três Poços Av. Paulo Erlei Alves Abrantes, nº 1325 Três Poços, Volta Redonda /RJ CEP Tel.: (24) FAX: Versão On-line da Revista FICHA CATALOGRÁFICA Bibliotecária Alice Tacão Wagner - CRB UniFOA.. Ano IV nº 10, agosto. Volta Redonda: FOA, Periodicidade Quadrimestral ISSN Publicação Periódica. 2. Ciências Exatas - Periódicos. 3. Ciências Sociais aplicadas - Periódicos. 4,. Ciências da Saúde - Periódicos. I. Fundação Oswaldo Aranha. II. UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda. III. Título CDD 050

7 SUMÁRIO EDITORIAL CIÊNCIAS EXATAS Laboratório Virtual de um Sistema Elétrico de Alta Potência Jason Paulo Tavares Faria Junior...11 Projeto e Construção do Aparato Jominy: Uma Contribuição para a Pesquisa no UniFOA Professor Doutor Carlos Roberto Xavier, Tarcisio dos Santos Gonçalves, João Antonio de Araújo Sousa, Luiz Carlos de Andrade Vieira e Célio de Jesus Marcelo...15 Tuning em Banco de Dados Ana Paula dos Santos Souza, Bruno Fidelis Campos, Carla Glênia Guedes Dias, Michel Batista Alves, Carlos Eduardo Costa Vieira, Flávio Campos Carelli e Luiz Fabiano Costa de Sá...19 CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E HUMANAS A dificuldade no aprendizado da Língua Inglesa Bethania Márcia Montrezor e Alexandre Batista da Silva...27 Aplicações do Enfoque Sistêmico nas Estruturas de Ensino e Pesquisa em Administração Agamêmnom Rocha Souza, Cláudia Cristine Zamboti Francisco e Cinthia Cristine Zamboti Francisco...33 CSN e Responsabilidade Sócio-Ambiental: Conscientização, Estratégia ou Necessidade? Rita de Cássia Santos Carvalho, José Luiz Trinta e Fátima Cristina Trindade Bacellar...41 CIÊNCIAS DA SAÚDE Aneurisma Dissecante de Aorta: A importância do diagnóstico precoce. Revisão de Literatura e Relato de Caso Fernanda Lopes Marinho, Lucas Mendes, Renata F. Carvalho e Mauro Tavares...55 Perfil Nutricional de Idosas frequentadoras da Faculdade da Terceira Idade Érica Cristina Moreira Guimarães, Lorena Silva dos Santos, Bruna Moraes de Jesus, Natalia Almeida Pastana e Margareth Lopes Galvão Saron...67 Propriedades de cerâmicas dentárias consolidadas pela técnica gelcasting Arthur Kimura, Claudinei dos Santos, Fernando dos Santos Ortega, Rockfeller Maciel Peçanha, Alexandre Fernandes Habibe e Sizue Ota Rogero...73

8 LIST OF CONTRIBUTIONS EDITORIAL ACCURATE SCIENCES Virtual laboratory of an Electrical system of High Power Jason Paulo Tavares Faria Junior...11 Design and Construction of the Jominy Apparatus: A Contribution for the Research at the UniFOA Professor Doutor Carlos Roberto Xavier, Tarcisio dos Santos Gonçalves, João Antonio de Araújo Sousa, Luiz Carlos de Andrade Vieira e Célio de Jesus Marcelo...15 Data base Tuning Ana Paula dos Santos Souza, Bruno Fidelis Campos, Carla Glênia Guedes Dias, Michel Batista Alves, Carlos Eduardo Costa Vieira, Flávio Campos Carelli e Luiz Fabiano Costa de Sá...19 SOCIAL SCIENCES APPLIED AND HUMAN BEINGS The difficulty in English Language Learning Bethania Márcia Montrezor e Alexandre Batista da Silva...27 Systemic Aspect Applications of the Education and Research Structures in Administration Agamêmnom Rocha Souza, Cláudia Cristine Zamboti Francisco e Cinthia Cristine Zamboti Francisco...33 CSN and Corporate Social Responsibility: Awareness, Strategy or Necessity? Rita de Cássia Santos Carvalho, José Luiz Trinta e Fátima Cristina Trindade Bacellar...41 SCIENCES OF THE HEALTH Dissecting aortic aneurysm: the importance of the early diagnostic. Literature review and reported case Fernanda Lopes Marinho, Lucas Mendes, Renata F. Carvalho e Mauro Tavares...55 Nutritional profile of elderly who frequent The Third Age Faculty Érica Cristina Moreira Guimarães, Lorena Silva dos Santos, Bruna Moraes de Jesus, Natalia Almeida Pastana e Margareth Lopes Galvão Saron...67 Properties of dental ceramics obtained by gelcasting method Arthur Kimura, Claudinei dos Santos, Fernando dos Santos Ortega, Rockfeller Maciel Peçanha, Alexandre Fernandes Habibe e Sizue Ota Rogero...73

9 9 9 Editorial Aqueles que já nos conhecem, sabem que a revista é a concretização de um desejo institucional de publicar idéias e pesquisas desenvolvidas por nossos professores e alunos. Ao longo dos dez números publicados, nossa preocupação foi sempre estabelecer a revista como um referencial para projetos científicos que denotem a importância e a necessidade da investigação e de sua expressão escrita, permitindo a troca de informações interna e externamente. Dessa forma, através do Cadernos Unifoa, marcamos nossa presença na comunidade científica e acadêmica num enfoque inter e transdisciplinar. Neste editorial, como Pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, venho afirmar minha satisfação em fazer parte da consolidação do, representada nesta 10ª edição, como veículo de divulgação, reformulação, estabilização e sedimentação de práticas que nos ajudam na construção uma identidade científica. Reconhecendo que iniciar um projeto editorial é um trabalho difícil, ainda mais difícil é manter o projeto em constante aprimoramento. Assim, a revista número dez apresenta resultados ainda mais próximos dos que almejamos, em direção à maturidade acadêmico-científica. Atualmente temos uma oferta cada vez maior de artigos, internos e externos, o que demonstra a incorporação gradual da cultura de produzir pesquisa acompanhada de sua divulgação. Dando continuidade a reformas gráficas, editoriais e de linguagem, podemos perceber a preocupação constante em transformar o em uma publicação científica de referência. Parabenizo o trabalho da equipe editorial e a todos os docentes e discentes que fazem parte deste número, que, seguindo os mesmos princípios de multidisciplinaridade que nortearam a publicação desde seu início, apresenta artigos nas áreas de exatas, humanas e biológicas. Termino com a frase de meu último editorial, publicado na revista número cinco, prenunciando os próximos números, e que retrata a disposição de todos envolvidos neste projeto: se não há mudança, não há crescimento e o momento é de crescer. Uma ótima leitura! Profa. Dra. Maria Auxiliadora Motta Barreto Pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do UniFOA

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11 11 Laboratório Virtual de um Sistema Elétrico de Alta Potência Virtual laboratory of an Electrical system of High Power Jason Paulo Tavares Faria Junior 1 Artigo Original Original Paper Palavras-chaves: Realidade Virtual Sistemas Elétricos Visualização Resumo Neste Trabalho foi utilizado a Realidade Virtual (Oh, Ji-Young e Stverzlinger, Wolfgang) e suas aplicações no processo de ensino/aprendizado (Pinheiro, C.D.B., Ribeiro Filho, M.), onde se pretende utilizar as potencialidades provenientes da Realidade Virtual (RV) para auxiliar o ensino e o treinamento de profissionais da área de sistemas elétricos de alta potência. O usuário poderá observar o comportamento do sistema em tempo real, alterando a potência elétrica e a posição da visualização dos fenômenos com total segurança. Abstract Key words: In this Work the Virtual Reality was used (Oh, Ji-Young and Stverzlinger, Wolfgang ) and its applications in the education process/ learning (Pine, C.D.B., Ribeiro Son, M), where if it intends to use the potentialities proceeding from Realidade Virtual (RV) to assist the education and the training of professionals of the area of electrical systems of high power. The user will be able to observe the behavior of the system in real time, and to interact with the virtual environment in diverse ways, being modified the electric power and position of the visualization them phenomena with total security. Virtual reality Electrical systems Visualization 1. Introdução As características básicas da Realidade Virtual como interação, imersão e navegação têm potencial para propiciar um ensino que oferece ao aprendiz a oportunidade de uma melhor compreensão do assunto que está sendo estudado, na medida em que este explora, descobre, observa e interage com o mundo virtual, que representa o objeto de estudo. Kirner discute essa questão com profundidade e mostra, com base em diversos autores recentes com publicações relevantes, que existe o consenso definitivo de que a Realidade Virtual pode ajudar efetivamente no processo de iteração ensino-aprendizagem. 2. Objetivos Neste trabalho foi desenvolvido um procedimento automatizado que permite a visualização tridimensional de um laboratório virtual de um sistema elétrico de alta potência, envolvendo várias disciplinas como computação gráfica, engenharia elétrica, matemática, linguagem de programação e física. Este projeto foi orientado aos alunos de iniciação científica. A Realidade 1 Doutor em Engenharia Elétrica- UniFOA

12 12 Virtual pode ajudar efetivamente no processo de iteração ensino-aprendizagem, permitindo obter uma visão mais realista de um laboratório virtual. Utilizando técnicas de computação gráfica tridimensionais, haverá um melhor entendimento das experiências. Esse processo é mais acessível financeiramente e muitas escolas não possuem condições de manter estes laboratórios na realidade. Adquirir essa tecnologia e a elaboração de um software nesta área permite o desenvolvimento de experiências e simulações precisas por parte dos usuários. Figura 1- Visualização do cenário real 3. Metodologia Inicialmente foi realizada a etapa de análise em que se verificou a melhor maneira de executar a tarefa e os recursos necessários (números de programadores, linguagem de programação, hardware, etc.). Na próxima fase, chamada de Projeto, determinou-se os Layouts das telas e características do software. Posteriormente, insere-se o código do software na linguagem de programação determinada na fase de análise. Em seguida realiza-se os testes no produto para verificar se os requisitos concordados na especificação (Fase de projeto) estão sendo atendidos. Ao final do desenvolvimento do procedimento automatizado, iniciou-se a fase de manutenção. 4. Implementação do Programa de Computador O programa desenvolvido nesse trabalho implementa técnicas de computação gráficas como a Renderização em cenários tridimensionais, onde defini-se um tipo de textura para os objetos existentes, sua cor, transparência e efeito de reflexão em relação a luz. O laboratório virtual é visualizado como um cenário real (Figura 1), onde se realiza ensaios dielétricos, pesquisa e desenvolvimento relacionados aos efeitos de campos elétricos em equipamentos de tensão até 350 kvef. Para o laboratório virtual, são aplicados os algoritmos de Ray Tracing para simular os efeitos das descargas elétricas e iluminação, sendo que o posicionamento da câmera de visualização é escolhido pelo usuário com o auxílio do mouse. Figura 2- Exemplo da interface gráfica do Software A interface gráfica para o usuário (Figura 2) foi projetada para operar com tela de apresentação, caixas de diálogo e formulários de ajuda ao usuário. O ambiente é formado por uma matriz tridimensional. As rotações nos cenários são realizadas através da multiplicação dessa matriz, que representa todos os pontos do cenário, pela matriz apresentada na Equação 1, obtida pela Álgebra Linear. Onde : T Matriz de rotação q - Ângulo de rotação, conforme figura 5 Figura 5 Representação da rotação de um ponto no eixo xyz.

13 O dimensionamento, a rotação e a translação de um objeto tridimensional são necessárias para melhor visualização dos ambientes tridimensionais no computador. 5. Considerações Finais Neste trabalho foi desenvolvido um Software que permite a visualização tridimensional de um laboratório virtual de um sistema elétrico de alta potência para auxiliar o ensino e o treinamento de profissionais desta área. O usuário poderá observar o comportamento do sistema em tempo real e interagir com o ambiente virtual, alterando a potência elétrica e posição da visualização dos fenômenos com total segurança e envolvendo várias disciplinas como computação gráfica, engenharia elétrica, matemática, linguagem de programação e física. Este projeto foi orientado aos alunos de iniciação científica. Pinheiro, C. D. B., Ribeiro Filho, M.. (2005) L V R- Laboratório Virtual de Redes - Protótipo para Auxilio ao Aprendizado em Disciplinas de Redes de Computadores. Anais do XVI SBIE, pag SEBESTA, Robert W. Conceitos de Linguagens de Programação. 5ª. Ed. Porto Alegre: Bookman, Squires, D., McDougall, A. Computer based microworlds A definition to aid design. Computers and Education.Vol.10, No.3, pp , SOUZA, Alexandre; CÓRDOVA, Antônio; LAGE; Guilherme; RIBEIRO, Roberto. Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos Teoria e Prática. São Paulo: Editora Novatec, Referências AZEVEDO, Eduardo. Desenvolvimento de Jogos 3D e Aplicações em Realidade Virtual. Rio de Janeiro: Editora Campus, FERREIRA JÚNIOR, W.T.; OLIVEIRA, A. B.; DIAS JUNIOR, J. B.; DAMASCENO, E. F. Implementação de um protótipo de jogo 3d de computador com a biblioteca glscene para plataforma linux. Workshop de Realidade Virtual Aumentada. Itumbiara GO, HAWKINS, K.; ASTLE, D. OpenGL game programming. Roseville: Prima Tech, Kirner, C., Tori, R., Realidade Virtual: Conceitos e Tendências, Pré-Simpósio do SVR, Kundur, P. Power System Stability and Control, Electric Power Research Institue, McGraw-Hill, Oh, Ji-Young e Stverzlinger, Wolfgang. (2004) A system for desktop conceptual 3D design. Virtual Reality. Springer-Verlag London Limited, pag Endereço para Correspondência: Jason Paulo Tavares Faria Junior Curso de Sistema de Informação - UniFOA Centro Universitário de Volta Redonda Campus Três Poços Av. Paulo Erlei Alves Abrantes, nº 1325, Três Poços - Volta Redonda / RJ CEP: Informações bibliográficas: Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma: Faria Junior, Jason Paulo Tavares. Laboratório Virtual de um Sistema Elétrico de Alta Potência.. Volta Redonda, ano IV, n. 10, agosto Disponível em: <http://www.unifoa.edu.br/portal_pesq/caderno/edicao/10/11.pdf>

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15 15 Projeto e Construção do Aparato Jominy: Uma Contribuição para a Pesquisa no UniFOA Design and Construction of the Jominy Apparatus: A Contribution for the Research at the UniFOA Carlos Roberto Xavier 1 Tarcisio dos Santos Gonçalves 2 João Antonio de Araújo Sousa 3 Luiz Carlos de Andrade Vieira 4 Célio de Jesus Marcelo 4 Artigo Original Original Paper Palavras-chaves: Aços Temperabilidade Ensaio Jominy Resumo Este trabalho diz respeito ao projeto e construção do aparato experimental Jominy para a realização do ensaio de temperabilidade em aços no UniFOA. Essa iniciativa partiu do curso de Engenharia Mecânica, tendo como objetivo a construção de um instrumento prático e confiável para o estudo das transformações que ocorrem nos metais, em especial nos aços, quando submetidos a um determinado ciclo térmico. Dessa forma, com o empenho dos alunos e dos técnicos de laboratório da instituição, foi possível, baseado na norma NBR 6339/89, projetar e construir o aparato Jominy para a determinação da temperabilidade dos aços. Isso possibilitou aos alunos uma melhor compreensão do comportamento e das transformações sofridas pelos metais quando tratados termicamente e as influências destes tratamentos sobre as suas propriedades. Abstract Key words: This report refers to the design and construction of the Jominy experimental apparatus for the accomplishment of the steels hardenability test at the UniFOA. This initiative had origin at the Mechanical Engineering course, with the purpose of obtaining an effective and reliable instrument for the study of the transformations that occur in metals, specially the steel transformations when steel is submitted to a determinate thermal cycle. Thus, with the dedication of the graduation students and laboratory technicians, it was possible, based in the standard specification NBR 6339/89, to project and to build the Jominy apparatus, aiming the steels hardenability determination. This made possible to the students a better understanding about the behavior and transformations in metals when it is submitted to the heat treating and the effects of these treatments on its properties. 1. Introdução 1.1. O Ensaio Jominy O ensaio Jominy é um dos métodos utilizados para se avaliar a temperabilidade dos aços. Este ensaio, padronizado pela norma NBR-6339 da ABNT, utiliza corpos-de-prova 1 Doutor e Docente do Curso de Engenharia Mecânica UniFOA 2 Graduado em Engenharia Mecânica UniFOA 3 Graduando em Engenharia Mecânica UniFOA 4 Técnico de Laboratório UniFOA Steels Hardenability Jominy Test classificados como corpo-de-prova convencional, corpo-de-prova reduzido e corpo-deprova fundido, em função das suas dimensões ou de seu material de origem. Neste ensaio, o corpo-de-prova é aquecido até a temperatura de austenitização do aço do qual o mesmo é fabricado e resfriado rapidamente em condições padronizadas, através de um jato d água. Após

16 16 o resfriamento do corpo-de-prova, é feito um mapeamento da dureza no sentido longitudinal do mesmo, a partir da extremidade resfriada, sendo esses resultados exibidos graficamente como uma variação da dureza em função da distância. Pode ser visto, na Figura 1, um esquema da realização do ensaio e da obtenção da curva de temperabilidade Jominy. Figura 1. Ensaio Jominy esquemático: (a) ensaio; (b) curva de dureza x distância 1.2. Aplicação Prática do Ensaio Jominy Compete ao engenheiro a aplicação de conhecimentos adquiridos com a teoria associados à experiência, a fim de obter-se o melhor desempenho possível dos materiais selecionados para a fabricação de componentes mecânicos e estruturais, tudo isso aliado, preferencialmente, a um menor custo. O conhecimento das transformações metalúrgicas sofridas pelas ligas metálicas, como é o caso dos aços, pode possibilitar a adequação da sua estrutura metalúrgica e, consequentemente, das suas propriedades mecânicas para uma aplicação específica, sem a necessidade de maiores investimentos como a aquisição de ligas mais nobres ou especialmente processadas para aquele fim. O ensaio Jominy é uma ferramenta que nos permite entender melhor essas transformações, já que possibilita estudar e comparar a evolução microestrutural de diversos tipos de aços, quando submetidos, controladamente, a um rápido resfriamento a partir da região austenítica. Além disso, para exemplificar a praticidade da utilização do ensaio Jominy, pode-se citar o seu uso para determinar, com boa aproximação, a dureza de barras de aço temperadas, como cilindros de laminação ou eixos mecânicos. Neste caso, veremos que é possível prever o perfil de durezas destes componentes depois de temperados em um meio de resfriamento qualquer, sem que tenha que se recorrer ao corte dos mesmos. Isso pode ser feito ao associar os resultados do ensaio Jominy aos resultados obtidos ao se estudar o resfriamento contínuo, a partir de uma elevada temperatura, de barras com diversos diâmetros. Admite-se, nesse caso, que a dureza e as propriedades físicas adquiridas por um aço depois da têmpera, efetuada em condições normais, são sempre funções exclusivas do processo de resfriamento. A velocidade de resfriamento de uma peça depende do tamanho desta, do meio de resfriamento e da temperatura de têmpera. Isso quer dizer que, se é conhecida a dureza que adquire um aço depois da têmpera, quando o resfriamento foi feito de uma forma determinada, conheceremos também a dureza de qualquer ponto do mesmo aço que tenha se resfriado de forma análoga, independentemente de sua posição na peça, da forma e tamanho desta, bem como do meio de resfriamento empregado. Conhecendo as durezas obtidas ao se efetuar o ensaio Jominy de um aço e as condições de resfriamento dos diferentes pontos do corpo-de-prova, pode-se conhecer a dureza que se obtém no interior de peças resfriadas nas mesmas condições. Desse modo, as curvas Jominy podem ser utilizadas para se predizer a distribuição de dureza em barras de aço de diferentes dimensões, resfriadas em vários meios de resfriamento. As velocidades de resfriamento nos vários pontos do corpo-de-prova Jominy podem ser comparadas com as velocidades de resfriamento em barras de vários diâmetros resfriadas em vários meios de resfriamento. Esta comparação pode ser feita pelo uso dos gráficos de Lamont, os quais servem para poder encontrarem-se as velocidades de resfriamento em diversas posições de uma barra, partindo do seu centro até a sua superfície, quando resfriada em condições normais, ou seja, mergulhando-a totalmente em um meio de resfriamento. Uma vez encontrada a velocidade de resfriamento em uma determinada posição da barra, podemos utilizar um gráfico de ensaio Jominy de um aço específico para sabermos a dureza resultante na mesma.

17 2. Projeto e Construção do Aparato Jominy 17 O aparato Jomyny foi projetado e construído segundo a norma NBR 6339/89 da ABNT. Esta norma permite o ensaio de diferentes modalidades de corpos-de-prova, que é função de suas dimensões e origens, sendo classificados como corpos-de-prova convencional, reduzido e fundido. Neste caso, o aparato possibilita, a partir de um pequeno e fácil ajuste para fins de adaptação ao modelo de corpo-de-prova utilizado, o ensaio de uma ampla faixa de diferentes tipos de aços, independentemente do método de fabricação, processamento e dimensões disponíveis dos mesmos, o que nos fornece uma versatilidade muito grande em termos operacionais e de pesquisa. Foram utilizados diversos tipos de materiais na construção do aparato, podendo-se citar o uso de polímeros, metais não ferrosos e ferrosos. A escolha para cada item do dispositivo, ainda na etapa do projeto, foi feita de forma que tivéssemos um aparato eficiente, robusto e duradouro, que ficasse operacional por vários anos, sem a necessidade de manutenção frequente. Daí, pode-se mencionar, como exemplo, o amplo uso do aço inoxidável, como na construção da estrutura do aparato, a fim de evitar danos por corrosão ao mesmo, ao passo que se obteve, ainda, um bom acabamento estético. Pode ser visto nas Figuras 2 a 4 o aparato Jominy em algumas de suas fases do projeto. 3. Figura 3. Teste do Aparato Jominy. Figura 4. Aparato Jominy instalado no laboratório de tratamentos térmicos. Resultados A Figura 5 mostra parte do procedimento para a realização do ensaio Jominy. Nela pode ser vista a retirada do corpo-de-prova do forno e a realização, propriamente dita, do ensaio Jominy. Figura 2. Aparato Jominy em construção

18 18 Figura 5. Retirada do corpo-de-prova do forno e realização do ensaio Jominy. Esse procedimento foi utilizado para a obtenção das curvas de temperabilidade Jominy dos aços SAE 1045 e SAE 4340, os quais possuem uma grande aplicação industrial. Essas curvas são apresentadas na Figura 6, podendo se observar facilmente a superior capacidade de temperabilidade do aço SAE 4340 quando comparada a do aço SAE Apesar de esperado, este resultado vem a consolidar os conhecimentos teóricos adquiridos, servindo, ainda, como uma ferramenta para propiciar uma melhor compreensão das transformações e comportamento dos aços, o que muito irá contribuir quando da seleção dos mesmos para uma determinada aplicação. é fundamental uma complementação prática que contribua na consolidação desta teoria. Essa complementação foi, em parte, obtida com o aparato Jominy, o qual, além de possibilitar o ensaio de vários tipos de aços, permite fazer uma comparação entre o comportamento dos mesmos. O aparato serve, ainda, como uma ferramenta para poder inferir a dureza em peças e componentes mecânicos submetidos a um processo de têmpera, sem a necessidade de destruí-los. Muito ainda pode ser obtido do aparato, e o mesmo se encontra apto para ser utilizado em aulas, pesquisas e otimização de projetos, contribuindo para o avanço e a qualidade do ensino e da pesquisa no UniFOA. 5. Referências Bibliográficas CALLISTER Jr., W. D. - Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Introdução. 5a edição, LTC, Rio de Janeiro, ASM HANDBOOK. Heat Treating. 10th edition, ASM International, vol. 4, USA, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT. Aço, Determinação da Temperabilidade (Jominy). NBR 6339, Steel Heat Treatment Handbook: Metallurgy and Tachnologies, 2th Ed. Edited by George E. Totten, CRC Press, Figura 6. Curvas de temperabilidade: Aços SAE 1045 e Conclusão O objetivo do trabalho foi o de construir um aparato que permitisse à comunidade acadêmica, uma ferramenta para uma melhor compreensão do comportamento dos aços quando submetidos a um determinado ciclo térmico. Vários fenômenos ocorrem, e os mesmos afetam as propriedades dos aços. Fenômenos, tais como ocorrem na transformação de fases, são expostos e debatidos em aulas teóricas, mas Endereço para Correspondência: Carlos Roberto Xavier Curso de Engenharia Mecânica - UniFOA Centro Universitário de Volta Redonda Campus Três Poços Av. Paulo Erlei Alves Abrantes, nº 1325, Três Poços - Volta Redonda / RJ CEP: Informações bibliográficas: Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma: Xavier, Carlos Roberto; Gonçalves, Tarcisio dos Santos; Sousa, João Antonio de Araújo; Vieira, Luiz Carlos de Andrade; Marcelo, Célio de Jesus. Projeto e Construção do Aparato Jominy: Uma Contribuição para a Pesquisa no UniFOA.. Volta Redonda, ano IV, n. 10, agosto Disponível em: <http://www.unifoa.edu.br/portal_pesq/caderno/edicao/10/15.pdf>

19 19 Tuning em Banco de Dados Data base Tuning Ana Paula dos Santos Souza 1 Bruno Fidelis Campos 1 Carla Glênia Guedes Dias 1 Michel Batista Alves 1 Carlos Eduardo Costa Vieira 2 Flávio Campos Carelli 3 Luiz Fabiano Costa de Sá 3 Artigo Original Original Paper Palavras-chaves: Otimização Consultas T-SQL Microsoft SQL Server 2005 Resumo Devido ao grande volume de dados que são gerados pelas Empresas que utilizam Sistemas de Informação, é fundamental o papel do Banco de Dados (BD). Geralmente os dados precisam ser acessados a todo instante, logo, a disponibilidade dos resultados nem sempre são satisfatórias. Nesse contexto, entra a questão do desempenho ao se obter informações de um BD e como otimizá-las. Muitos problemas de performance não estão relacionados a infraestrutura, sistemas operacionais ou mesmo ao hardware. Pode-se encontrar problemas de perda de performance dentro do próprio BD, sendo a consulta a principal causadora desses problemas. Ajustar e otimizar uma consulta e o próprio BD tornam-se fatores importantes, podendo-se ter um ganho de performance aceitável, visto que cada consulta é tratada de forma diferente, dependendo do Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Este artigo avalia como melhorar o desempenho de consultas Transact-Structured Query Language (T- SQL) em um ambiente Microsoft SQL Server 2005, sugerindo possíveis alterações que possam levar a um ganho de performance considerável. Abstract Key words: Due to large volume of data generated by companies that use information systems, the role of Database (DB) is fundamental. In general, data must be accessed at any time and the availability of results are not always satisfactory. In this context, begins the question of the performance in obtain information from a DB and optimize them. Many performance problems are not related to the infrastructure, operating systems or even the hardware. You can encounter problems of performance within DB, and queries are primary cause of these problems. Adjust and optimize queries and the DB becomes an important factor, it may have a acceptable gain of performance, since each query is treated differently depending on the Data Base Management System (DBMS). This paper evaluates how to improve performance of Transact-Structured Query Language (T-SQL) in a Microsoft SQL Server 2005, suggesting possible changes that could lead to a considerable gain in performance. 1 Discente do Curso de Sistemas de Informação UniFOA 2 Doutor e Docente do Curso de Sistemas de Informação UniFOA 3 Docente Especialista do Curso de Sistemas de Informação UniFOA Optimization Queries T-SQL Microsoft SQL Server 2005.

20 20 1. Introdução O mercado atual está competitivo. Com isso, as empresas estão apostando, cada vez mais, em sistemas informatizados que forneçam apoio à melhoria de seus processos. Dentro desse contexto, surgem os Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD`s) com o intuito de armazenar e gerenciar as informações, garantindo sua disponibilidade de forma rápida e eficaz. Mas, em geral, SGBD`s não são ferramentas auto suficientes no que diz respeito a otimização de consultas a Banco de Dados (BD). Por esse motivo, esforços são despendidos na forma de aperfeiçoar seu funcionamento interno, melhorando a organização das informações e como são obtidas. Segundo Ikematu (2003), tuning é a sintonia ou ajuste de algo para que funcione melhor. O tuning fornece suporte ao Administrador de BD (Database Administrator ou DBA) através de um mecanismo que simplifica a análise de desempenho, fazendo com que pequenos ajustes afetem significativamente a performance do BD, transformando uma tarefa de alto custo e complexidade em um processo simples e rápido. Neste artigo serão demonstrados procedimentos de como se pode realizar a identificação de onde está o problema de performance da aplicação, otimizações de consultas Transact-Structured Query Language (T-SQL) e boas práticas ao elaborá-las. Para uma análise sobre o desempenho das consultas SQL em SGDB s, foi escolhido o Microsoft SQL Server 2005, pois é muito utilizado pelas empresas além de possuir ferramentas que facilitam uma auditoria das consultas que estão sendo realizadas (ANDRADE, 2005, p. 10). Este artigo está organizado da seguinte maneira: A Seção 2 apresentará conceitos e definições de tuning. A Seção 3 descreverá a definição dos problemas de desempenho de um BD. A Seção 4 mostrará como identificar problemas de performance no SQL Server. A Seção 5 apresentará algumas ferramentas de apoio na identificação de gargalos no SQL Server. A Seção 6 descreverá a otimização de consultas T-SQL. A Seção 7 apresentará boas práticas na elaboração de consultas. Por último, a Seção 8 mostrará as considerações finais e possíveis propostas de trabalhos futuros. 2. Conceitos e Definições de Tuning Segundo Baptista (2008, p. 15), tuning diz respeito ao ajuste do SGBD para melhor utilização dos recursos, provendo um uso eficaz e eficiente do SGBD. A fase de tuning de um BD é um processo de refinamento que envolve modificações em vários aspectos, abordando desde mudanças nos conceitos aprendidos nos Diagramas Entidade-Relacionamento (DER) até a troca de hardware, passando pela configuração dos softwares que executam nesse sistema. Em termos didáticos, pode-se dividir as ações de tuning em três grandes tipos: (1) refinamento do esquema das relações e as consultas/atualizações feitas no BD, (2) configuração do sistema operacional em uso e (3) configuração dos parâmetros dos SGBD s (TRAMONTINA, 2008, p. 2). O foco do artigo será no primeiro tipo. Em debate com profissionais com mais de 10 anos de expêriencia em gerenciamento de banco de dados, os Srs. Lúcio Gomes Peixoto Júnior (Microsoft Certified Trainers, Microsoft Certified Systems Engineer, Microsoft Certified Technical Specialist, Microsoft Certified IT Professional e Oracle Certified Professional) e Erick de Souza Carvalho (Mestre em Engenharia da Computação pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica e Oracle Certified Professional), constata-se que 45% das ações de tuning são destinadas a configuração do Sistema Operacional, 35% destinadas a configuração do SGBD e 20% destinadas ao refinamento das consultas, como mostra a Figura 1. Fonte: Peixoto Júnior e Carvalho (2008) Figura 1 Fases do Tuning

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