INFORMATIZAÇÃO CLÍNICA DOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA LINHAS BÁSICAS DE ORIENTAÇÃO

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1 INFORMATIZAÇÃO CLÍNICA DOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA LINHAS BÁSICAS DE ORIENTAÇÃO

2 FUNCIONALIDADES TÉCNICAS INFORMATIZAÇÃO CLÍNICA DOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA OBJECTIVO Dispor de um sistema de informação, que articule informação clínica e não clínica, com o objectivo de possuir uma ferramenta de gestão que valorize os aspectos clínicos em equilíbrio com os indicadores de produção e económicos. Um sistema de informação deste nível e complexidade implica a informatização clínica e não clínica, de uma forma integrada. ENQUADRAMENTO O actual Sistema Integrado de Informação Hospitalar (SONHO) assume um papel fundamental no registo de cariz basicamente administrativo de informação de gestão de doentes. Porém muita informação não é passível de ser utilizada por uma evidente desarticulação entre este sistema (SONHO) e o registo clínico de muita da actividade assistencial no Serviço de Urgência do Hospital. O Hospital deve integrar, no actual Sistema Integrado de Informação Hospitalar (SONHO) um módulo de cariz essencialmente clínico, compatível com os outros módulos e aplicacionais informáticos existentes, para apoio informático às diferentes actividades dos diversos profissionais em exercício no Serviço de Urgência, disponível a partir dos postos de trabalho de cada área de trabalho, sendo pelas suas características de concepção, indutor do registo por parte dos profissionais médicos. Os Gabinetes de Informática dos Hospitais, deverão ao longo de todo o processo acompanhar a execução do plano de trabalho a propor/efectuar pelas empresas ou entidades a contratar. PLANO DE MELHORIA 1.Funcionalidades 2. Segurança e confidencialidade 3. Ambiente técnico Av. da República, 61 Apartado LISBOA Tef.: Fax:

3 1. Funcionalidades O módulo informático clínico (software aplicacional) tem, prima facie, que permitir a transmissão dos registos completos de identificação efectuados no SONHO e vice-versa, vertendo para o mesmo todos os procedimentos, Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) e actos médicos registados no decorrer do episódio de urgência, por forma a permitir o registo e facturação dos mesmos pelo respectivo módulo do SONHO, nos termos a definir no plano de trabalho a propor e de acordo com a validação, da responsabilidade do adjudicatário, por parte do. Deve constituir uma solução integral para no Serviço de Urgência do Hospital com interfaces específicas para sala/especialidade e para cada grupo profissional, permitindo a informatização dos registos actuais em todo o Serviço de Urgência e Urgências periféricas, tudo em consonância, articulação e integração com o SONHO, e outras aplicações existentes no Hospital. Considera-se importante que a aplicação informática possua determinadas funcionalidades, nomeadamente a capacidade de: a) Simplificar a utilização do recurso informático com soluções facilitadoras, por exemplo, o uso de ecrans de fácil utilização, tácteis ( touch-screen ) adequados a cada especialidade/sala, de registo fácil e desburocratizado; b) Garantir a identificação e responsabilidade nominal dos profissionais. Existem vantagens na prévia identificação do utilizador com meios não transmissíveis, por exemplo, por identificação da impressão digital ou outros dados biomédicos (nos moldes autorizados pela Comissão Nacional de Protecção de Dados) e, apenas em situações especiais (v.g. impossibilidade física de recurso à impressão digital), por palavra passe; c) Quando existe uma triagem de prioridades, permitir a informatização completa dos registos previstos e o controle da sua utilização, incluindo tempos médios reais de espera prévios à primeira observação médica, por grupo de doentes, por hora, por médico e especialidade; d) Permitir o uso corrente de protocolos clínicos e de cuidados sobretudo para os doentes e situações identificadas como prioritárias (v.g. crónicos, situações de alto risco) e o controle da sua utilização pelos profissionais envolvidos; e) Permitir a visualização dos registos clínicos existentes na base de dados do Hospital (v.g. os efectuados no âmbito de episódios de internamento, consulta externa, hospital de dia), Av. da República, 61 Apartado LISBOA Tef.: Fax:

4 visualizando toda a história clínica do doente que se pretender (v.g. último contacto com o Hospital, n.º processo clínico, MCDT realizados, antecedentes familiares, resultados de tratamento, prescrições efectuadas, etc.); f) Prever alertas clínicas (v.g. doenças infecto-contagiosas, alergias e reacções adversas do doente) em diferentes vias (v.g. écran, impressora), permitir o seu registo no sistema, bem como visualizar os já registados; g) Prever diversos alertas relativos ao processo de tratamentos do doente (v.g. tempo excessivo de espera, alta com exames sem resultados, etc.) h) Prever diversos alertas relativos à relação do doente com o Hospital (v.g. atendimentos recentes no Serviço de Urgência e se os mesmos deram origem a reorientação do doente para o centro de Saúde da área da residência, etc.); i) Prever a emissão automática de documentação necessária em caso de transferência do doente, por exemplo, normas relativas a Transporte Secundário de Doentes em caso de Transporte Inter- Hospitalar, desde que os dados clínicos necessários tenham sido devidamente registados; j) Possibilitar a impressão de qualquer documento ou informação presente em écran e, em especial, a emissão de resumo para o Processo Clínico do doente; k) Permitir efectuar informaticamente todas as prescrições de produtos farmacêuticos internamente a executar no Hospital, utilizando as tabelas de exames e o formulário do Hospital; l) Permitir efectuar informaticamente todas as prescrições de produtos farmacêuticos para o exterior, em interligação com os sistemas existentes, por forma à plena utilização das suas potencialidades pelos profissionais médicos prescritores, imprimindo de acordo com o modelo aprovado a respectiva receita; m) Permitir efectuar informaticamente todas as prescrições clínicas/requisições de MCDT e pedido de transportes, a marcação de consultas através das aplicações existentes; n) Facilitar o registo no sistema de procedimentos incluídos em Portarias relevantes e respectivo preço, ou naquela que à altura da sua implementação se encontrar em vigor, a associar ao respectivo episódio de urgência; Av. da República, 61 Apartado LISBOA Tef.: Fax:

5 o) Permitir visualizar em écran o circuito do doente no Serviço de Urgência, todos os actos e prescrições/requisições, bem como o seu estado de execução, possibilitando deste modo a monitorização dos exames requisitados. Para o que também tem de permitir o rastreamento completo do doente desde a admissão no Serviço de Urgência até à alta incluindo horas locais de atendimento, especialidades e profissionais envolvidos, actos prescritos e realizados, etc., permitindo o fornecimento rápido de informações a familiares e/ou acompanhantes de utentes, nomeadamente sobre a localização no Serviço de de Urgência, tempo de espera e estado clínico; p) Permitir gerar estatísticas diversas relativas a aspectos clínicos e de gestão, disponibilizada sob a forma de quadros, gráficos e listagens, fornecendo informação tratada estatisticamente sobre todos os dados e registos introduzidos no sistema (v.g. nº e características dos doentes atendidos, utilização por sala, nº de atendimentos por especialidade e profissional, tempos de atendimento alvo previstos até ao inicio da primeira observação médica e os realmente efectuados, indicação de medicamentos mais prescritos, medicamentos prescritos por médico, e se for essa a realidade, o número de doentes reorientados para os cuidados primários; q) Possibilitar a interligação a aplicações de telemedicina e imagem digitalizada em uso ou desenvolvimento no Hospital; r) Permitir a consulta e emissão de listagens relativamente à prescrição e a custos por doente, possibilitando a selecção do período de tempo, da especialidade, do profissional médico, da sala, do diagnóstico e do doente; s) Incluir fluxogramas de procedimentos que sejam dotados de mecanismos automáticos de detecção e controle de fiabilidade (v.g. parto em individuo do sexo masculino, etc.); t) Possibilitar a suspensão automática de realização de MDCT em curso por alteração das circunstâncias (v.g. abandono do Serviço de Urgência, alta a pedido, etc.); u) Deverá permitir registar a actividade das diferentes especialidades e profissionais, fornecendo uma identificação precisa de quem faz o quê, durante cada episódio de urgência, possibilitando a utilização da Classificação Internacional de Doenças, bem como, posteriormente, da Classificação Internacional de Procedimentos de Enfermagem; v) Permitir executar histórico resumindo as datas, motivos do contacto e classificação de prioridades, resultados do tratamento e prescrições efectuadas do Serviço de Urgência; Av. da República, 61 Apartado LISBOA Tef.: Fax:

6 w) Verter para o SONHO do dados necessários que possibilitem a visualização na admissão de doentes do Serviço de Urgência, da situação do doente relativamente ao pagamento de montantes em dívida (v.g. taxas moderadoras) em relação ao episódio de urgência respectivo, especificando os actos e montantes respectivos; x) Verter para o SONHO os dados necessários à facturação dos montantes respectivos a terceiras entidades responsáveis (v.g. subsistemas, seguradoras, etc.); y) Permitir isolar os resultados clínicos do tratamento (v.g. morte, agravamento inesperado, melhora, agravamento previsível, etc.) e subsequentemente acesso a toda a informação clínica conducente aos mesmos; z) Permitir a consulta de todos os MDCT requisitados, efectuados, colhidos, enviados, recebidos e prontos, assim como tempo médio de demora dos mesmos desde o momento da colheita ou realização até se encontrarem prontos; aa) Permitir a chamada do serviço de auxiliares de acção médica e/ou mensageiros pela via informática. 2. Segurança e confidencialidade O módulo clínico a desenvolver deverá assegurar tecnicamente os mecanismos de segurança e confidencialidade das informações incluídas no modelo de dados a definir. Logo que entenda por pertinente e de forma a garantir o cumprimento dos prazos estabelecidos para a fase de elaboração, o adjudicatário, previamente à implementação do aplicacional informático, estabelecerá os competentes contactos com a Comissão Nacional de Protecção de Dados CNPD), a fim de obter o correspondente parecer daquela comissão, por forma a legitimar a sua utilização no Serviço de Urgência. 3. Ambiente técnico O SONHO foi desenvolvido em sq1 forms em modo de carácter, tendo como sistema de gestão de base de dados o Oracle versão 7.3. Av. da República, 61 Apartado LISBOA Tef.: Fax:

7 Por este motivo os sistemas têm obrigatoriamente, de utilizar um sistema de gestão de base de dados Oracle, compatível com a versão 7.3, sendo da responsabilidade do adjudicatário respeitar as presentes condições técnicas, bem como as demais que sejam eventualmente necessárias, por forma a que a sua integração com o SONHO e demais aplicações seja uma realidade, nomeadamente estabelecendo contactos por forma a obter as imprescindíveis autorizações e colaboração por parte do. RECOMENDAÇÕES 1. Implementar sistemas de informação clínicos credíveis que constituem ferramentas de gestão objectivas. 2. Proceder à informatização clínica como forma de garantir a exequibilidade de um sistema de informação completo e actual (online). 3. Garantir a compatibilidade entre os diversos sistemas de informação, clínicos, administrativos e financeiros, fornecendo e relacionando indicadores úteis para uma gestão mais célere e racional dos recursos em função das necessidades do utente e o desejável equilíbrio funcional do Hospital. Av. da República, 61 Apartado LISBOA Tef.: Fax:

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