3º Ciclo Revisões Tarifárias Periódicas

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1 PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) 4ª Semana de Fevereiro de 203 Fevereiro ( a ) PLD médio PLD médio 2 R$/MWh Sudeste Sul Nordeste Norte Sudeste 87,88 93,57 Pesada 27,60 27,60 26,53 26,53 Sul 87,88 93,57 Média 27,60 27,60 26,53 26,53 Nordeste 85,40 9,36 Leve 209,35 209,35 207,7 207,7 Norte 85,35 9,36. Preço médio é a média ponderada dos valores divulgados do PLD pelas horas do período, no caso, na quarta semana de fevereiro. 2. Preço médio supondo que o último PLD publicado se estenda pelas semanas restantes Fonte: CCEE 3ª Semana de Fevereiro de 203 Fevereiro ( a ) PLD médio PLD médio 2 R$/MWh Sudeste Sul Nordeste Norte Sudeste 75,32 66,77 Pesada 58,72 58,72 53,39 53,39 Sul 75,32 66,77 Média 58,72 58,72 53,39 53,39 Nordeste 72,28 63,9 Leve 53,88 53,88 5,60 5,60 Norte 72,2 63,5 3. Preço médio é a média ponderada dos valores divulgados do PLD pelas horas do período, no caso, na terceira semana de fevereiro. 4. Preço médio supondo que o último PLD publicado se estenda pelas semanas restantes Fonte: CCEE PLD mensal versus ENA SE/CO No gráfico à esquerda, observamos o comportamento médio de fevereiro abaixo dos R$200,00/MWh. Esse valor não era observado desde setembro do ano passado. A redução do PLD está em consonância com a melhora da ENA mensal registrada no Sudeste até o dia 7 de fevereiro, com 05% da MLT. O gráfico da direita aponta essa recuperação nas vazões da região Sudeste. O ano de 202 foi majoritariamente abaixo da média histórica, com exceção de janeiro, junho e julho. 3º Ciclo Revisões Tarifárias Periódicas A ANEEL homologou a Revisão Tarifária Extraordinária resultado das propostas implantadas pós- MP579 com a Lei nº 2.783/203. Mas passada a aprovação no dia 24 de janeiro, a ANEEL mantém o processo de revisão tarifária periódica, conforme previsto em contrato de concessão e específico para cada concessionária. Os cálculos preliminares divulgados pela Aneel estão em Audiência Pública pelo período de trinta dias. Dessa prévia, foi observado: Aumento do custo com a energia do ª Leilão de Alternativa Aumento do custo da energia de Itaipu Aumento do preço da energia térmica (mesmo com uma redução no consumo em MWh) Acréscimo de custo com os contratos bilaterais Quota da Eletronuclear 8 DE FEVEREIRO DE 203

2 As tabelas abaixo trazem um resumo da variação das três parcelas que compõem a tarifa de energia elétrica: demanda, encargos e energia. Observa-se uma queda da parcela demanda para todas as distribuidoras, mas um aumento considerável da parcela de encargos e energia. Conforme explicitado na página anterior, a variação positiva dos encargos é resultado do maior despacho térmico fora da ordem de mérito, ressarcido via ESS. E o custo da parcela energia cresce em função das contratações de energia nova pelas distribuidoras. Após o período de contribuições, a próxima etapa será a divulgação de uma Nota Técnica para cada distribuidora com os resultados. Essa proposta final será submetida à aprovação da Diretoria Colegiada da Aneel, ainda sem data definida. DISTRIBUIDORA DEMANDA ENCARGOS ENERGIA A2 PONTA FORA PONTA PONTA FORA PONTA PONTA FORA PONTA AES SUL -37% -43% 49% 49% 9% 22% CELPE* -76% -79% 3% 3% % 9% CEMAT -26% -34% 28% 28% 9% 6% CEMIG -73% -75% 78% 78% 40% 50% COELBA -36% -46% 26% 26% 7% 7% COSERN -38% -47% 63% 63% 5% 3% CPFL PAULISTA -2% -3% 47% 47% 5% 23% ENERGISA SE* -36% -36% 347% 347% 26% 36% ENERSUL -26% -34% 28% 28% 9% 6% UHENPAL -37% -43% 49% 49% 9% 22% * CELPE e ENERGISA SE são Classe A3. DISTRIBUIDORA DEMANDA ENCARGOS ENERGIA A4 PONTA FORA PONTA PONTA FORA PONTA PONTA FORA PONTA AES SUL -20% -32% 05% 05% 9% 22% CELPE* -32% -37% 275% 275% % 9% CEMAT -9% -23% 236% 236% 9% 6% CEMIG -29% -35% 96% 96% 40% 50% COELBA -6% -2% 90% 90% 7% 7% COSERN -3% -22% 225% 225% 5% 3% CPFL PAULISTA -4% -6% % % 5% 23% ENERGISA SE* -38% -42% 436% 436% 26% 36% ENERSUL -9% -23% 236% 236% 9% 6% UHENPAL -20% -32% 05% 05% 9% 22% Fonte: Aneel e Comerc 8 DE FEVEREIRO DE 203 2

3 Energia Natural Afluente em Fevereiro A semana entre os dias 6 e 22 de fevereiro apresenta piora nas previsões de vazão semanal e mensal, com exceção do subsistema Sul que apresenta melhora nas duas previsões. Na previsão de afluência mensal, a expectativa mais baixa é da região Sudeste, onde a MLT passou de 7% para 06%, seguida pelo Nordeste com queda da MLT de 79% para 70%, e por fim, a região Norte com 03% da MLT. Para a região Sul, a MLT aumentou 7%, passando de 92% da MLT na semana passada para 99% nesta semana. O cenário na previsão semanal segue o mesmo padrão da previsão mensal, onde a região Sul é a única que apresenta melhora em sua previsão de afluência, com um aumento de 59% da MLT, passando de 92% para 5% na Revisão 3 deste mês. O Sudeste reduziu a expectativa entre a terceira e quarta revisão, passando de 25% da MLT para 07%. A piora nas previsões de energia natural afluente (ENA), principalmente em relação ao submercado Sudeste influenciaram o aumento do PLD, que nesta semana fica em torno dos R$27,00, contra R$58,00 registrado na última semana. Previsão do tempo C Fonte: SOMAR Nesta semana, o subsistema Sul receberá chuvas intensas sobre as bacias do Uruguai e Jacuí, e a partir do próximo final de semana sob a bacia do Iguaçu. Previsão de pouca chuva sob as bacias do Sudeste e Centro-Oeste pelos próximos 5 dias. Para o subsistema Nordeste, a previsão também é de baixo acumulado, a chuva prevista concentra-se sobre o Parnaíba. Na região Norte, a previsão quinzenal indica precipitações nas bacias do Juruá, Purus e Madeira. As bacias do Tocantins, Araguaia e Xingu também recebem chuva, porém, com acumulados menores. 8 DE FEVEREIRO DE 203 3

4 Nível dos Reservatórios Fonte: ONS O período úmido de 202/203 está aquém em armazenamento, mas começa a se recuperar no mês de fevereiro. Apenas na primeira quinzena do mês, o submercado Sudeste passou de 37% para 44% da capacidade máxima. A região Sul teve um deplecionamento em fevereiro, mas as regiões Nordeste e Norte mantiveram o aumento do nível dos reservatórios. O histórico dos últimos onze anos apresenta o menor índice de armazenamento desse mês para o ano de 203, exceto para o submercado Norte. Espera-se que o mês de março mantenha essa recuperação nos índices de armazenamento para todos os submercados. Fonte: ONS 8 DE FEVEREIRO DE 203 4

5 Glossário de termos Sigla Termo Explicação ACL Ambiente de Contratação Livre Nesse ambiente existe livre negociação entre os agentes geradores, comercializadores, consumidores livres, importadores e exportadores de energia, sendo que os acordos de compra e venda de energia são pactuados por contratos bilaterais. ACR Ambiente de Contratação Regulada A contratação no ACR é formalizada por Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR), celebrados entre Agentes Vendedores e as distribuidoras que participam dos leilões de compra e venda de energia elétrica específicos para o agente distribuidor. ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica Biomassa Agência reguladora que tem como missão proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade. Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica. Pode ser de origem florestal (madeira), agrícola (soja, arroz ou cana-de-açúcar) ou ainda urbanos/industriais (sólidos ou líquidos como lixo). CAR Curva de Aversão ao Risco A CAR define o requisito de nível mínimo mensal de armazenamento de cada subsistema equivalente de usinas hidrelétricas para garantir a segurança da operação do Sistema Interligado Nacional SIN. DECOMP Programa Computacional utilizado a partir dos resultados do NEWAVE para um horizonte de até 2 meses. O Custo Marginal de Operação (CMO), no qual o PLD se baseia, é resultado da utilização do DECOMP que gera os valores em base semanal por patamar de carga. Despacho Térmico Fora da Ordem de Mérito Geração térmica não considerada no modelo de formação de preços que tem como objetivo atender a segurança energética do SIN. EAR Energia Armazenada Energia disponível em um sistema de reservatórios expresso em porcentagem da capacidade máxima de armazenagem. ENA Energia Natural Afluente Energia que pode ser produzida a partir das vazões naturais afluentes aos reservatórios. Os valores são expressos em MW médios ou em percentual da média histórica de longo termo, MLT (histórico de 82 anos). ESS Encargo de Serviços do Sistema Encargo que tem como objetivo ressarcir a geração térmica fora da ordem de mérito para atender aos requisitos de segurança no fornecimento de energia do SIN (restrições elétricas e razões energéticas). MLT Média de Longo Termo A partir do histórico de 82 anos de vazões, o ONS gera uma média de ENA para cada mês. Esse valor passa a representar a média de longo prazo para o ano vigente. NEWAVE Nível Meta Programa computacional utilizado no planejamento mensal da operação para um horizonte de 5 anos. A metodologia do programa é baseada em um modelo matemático que visa determinar a melhor política de geração (mix entre geração hidráulica e térmica) minimizando o custo da operação do sistema para todo o período de planejamento. Nível mínimo de armazenamento, determinado pelo ONS, que deve ser mantido ao final do período seco, de maio a novembro. Atualmente para o Sudeste o nível meta é de 42% e para o Nordeste 25% da capacidade máxima. ONS Operador Nacional do Sistema Associação sem fins lucrativos responsável pela coordenação e controle das operações de geração e transmissão de energia elétrica no SIN, sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). PLD Preço de Liquidação das Diferenças É o preço de curto prazo divulgado semanalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), base para as negociações que ocorrem no mercado de curto prazo. Em 202, esse valor pode variar entre R$2,20 a R$727,52/MWh. PMO Programa Mensal da Operação Acontece na última semana de cada mês, no ONS, uma reunião entre os agentes do setor elétrico para estabelecer as diretrizes eletroenergéticas de curto prazo para otimizar a utilização de recursos de geração e transmissão do SIN. SIN Sistema Interligado Nacional É toda a área interligada pela energia distribuída pelo ONS. Compreende cinco regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte). Apenas 3,4% da capacidade de produção está fora do SIN, em sistemas isolados localizados na região Amazônica (Fonte: ONS). O presente Informativo foi preparado pela COMERC para uso exclusivo do destinatário, não podendo ser reproduzido ou distribuído por este a qualquer pessoa sem a expressa autorização desta. O presente informativo é distribuído somente com o objetivo de prover informações, sendo que as opiniões nele contidas são baseadas em julgamento e estimativas. Informações adicionais podem ser obtidas por meio de solicitação por escrito no seguinte endereço eletrônico: 8 DE FEVEREIRO DE 203 5

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