Documento complementar ao Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados

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1 Documento complementar ao Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados DC3 - Procedimentos de ensaio, verificação e modelos de relatórios em pontos de medição e telecontagem em ligações à RNT Data de Publicação: Março de /25

2 ÍNDICE REGISTO DE REVISÕES... 2 SIGLAS INTRODUÇÃO OBJECTIVO APLICAÇÃO NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA PROCEDIMENTOS DE ENSAIO E VERIFICAÇÃO DO SISTEMA DE MEDIÇÃO EM MAT e AT INSTALAÇÃO DE UM NOVO PONTO DE MEDIÇÃO ALTERAÇÃO DE UM SISTEMA DE MEDIÇÃO EM SERVIÇO PROCEDIMENTOS DE VERIFICAÇÃO PERIÓDICA E OBRIGATÓRIA PROCEDIMENTOS DE VERIFICAÇÃO EXTRAORDINÁRIA... 7 ANEXO A MODELO DE RELATÓRIO DE AUDITORIA DO TIPO ANEXO B MODELO DE RELATÓRIO DE AUDITORIA DO TIPO REGISTO DE REVISÕES ID EDIÇÃO DATA AUTOR DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DC3 V1 FEV 2015 GS-OP Documento Inicial 2/25

3 SIGLAS SIGLA AT DESCRIÇÃO Alta Tensão AT1 Auditoria do tipo 1 CTREN DC DLMS FS FTP GMLDD IPAC LP MAT ORD AT/MT ORT RND RNT TC TT Sistema Central de Telecontagem da REN Documento Complementar Protocolo de Comunicação Device Language Message Specification Factor de Segurança ou de Saturação File Transfer Protocol Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados Instituto Português de Acreditação Load Profile Curva de Produção ou Consumo Muito Alta Tensão Operador da Rede de Distribuição em Alta e Média Tensão Operador da Rede de Transporte Rede Nacional de Distribuição Rede Nacional de Transporte Transformador de Corrente Transformador de Tensão 1. INTRODUÇÃO O presente documento define os procedimentos de ensaio e verificação a realizar aos sistemas de medição e telecontagem, que comprovem a conformidade com os requisitos definidos para o ponto de medição em ligações à RNT em MAT e AT. Estabelece ainda o modelo genérico a seguir na elaboração de relatório na sequência dos referidos ensaios. 2. OBJECTIVO Em referência aos pontos: 4 e 18, do Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados, o presente Documento Complementar, tem como objectivo estabelecer os procedimentos de ensaio e verificação a realizar aos sistemas de medição e definir o modelo de relatórios. 3/25

4 3. APLICAÇÃO O presente documento aplica-se à verificação da conformidade de pontos de medição ligados em MAT e AT, com os requisitos que constam do GMLDD e DC. Os resultados desses ensaios e verificações devem constar de relatório, que deve seguir de forma genérica o modelo constante do DC e evidenciar as anomalias detectadas. 4. NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA As especificações técnicas aplicáveis aos equipamentos de medição obedecem, no geral, havendo referências à normalização seguinte: a) Documento Complementar 1 Regras e especificações técnicas a observar na instalação de sistemas de telecontagem em pontos medição em ligações à RNT; b) Documento Complementar 3 - Procedimentos de ensaio, verificação e modelos de relatórios em pontos de medição e telecontagem em ligações à RNT; c) Decreto-Lei nº 71/2011: Directiva nº 2009/137/CE da Comissão de 10 de Novembro (Transposição integral para a ordem jurídica portuguesa da Directiva MID); d) Regulamento de Relações Comerciais do sector elétrico (RRC); e) EN Electricity Metering Equipment (a.c.) - Part 1: General requirements, tests and tests conditions Metering equipment (Class Indexes A, B and C); f) EN Electricity Metering Equipment (a.c.) Part 3: Particular requirements Static meters for active energy (Class Indexes A, B and C); g) EN Electricity metering equipment (AC): General requirements, tests and tests conditions; h) EN Electricity metering equipment (ac): Particular requirements Part 11: Electromechanical meters for active energy (classes 0,5, 1 e 2); i) EN Electricity metering equipment (AC): Particular requirements Part 21: Static meters for active energy (classes 1 e 2); j) EN Electricity metering equipment (AC): Particular requirements Part 22: Static meters for active energy (classes 0,2S e 0,5S); k) EN Electricity metering equipment (AC): Particular Requirements Part 23: Static meters for reactive energy (classes 2 e 3); l) IEC Electricity metering equipment (AC) - Particular requirements Part 23: Static meters for reactive energy at fundamental frequency (classes 0,5S, 1S and 1); m) IEC Electricity metering Data exchange for meter reading, tariff and load control. Part 21: Direct local data exchange; n) IEC Electricity metering Data exchange for meter reading, tariff and load control. Part 42: Physical layer services and procedures for connection-oriented asynchronous data exchange; o) IEC Electricity metering Data exchange for meter reading, tariff and load control. Part 46: Data link layer using HDLC protocol; p) IEC Electricity metering Data exchange for meter reading, tariff and load control. Part 53: COSEM application layer; q) IEC Electricity metering Data exchange for meter reading, tariff and load control. Part 61: Object identification system (OBIS); r) IEC Electricity metering Tariff and load control Part 21: Particular requirements for time switches; s) GMLDD - Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados de Energia Eléctrica em Portugal Continental; t) IEC General requirements for instrument transformers; u) IEC Additional requirements for current transformers; 4/25

5 v) IEC Additional requirements for inductive voltage transformers; w) IEC Additional requirements for combined transformers; x) IEC Degrees of protection provided by enclosures (IP Code); y) IEC Conductors of insulated cables; z) CENELEC HD 308 S2 Identification of cores in cables and flexible cords. 5. PROCEDIMENTOS DE ENSAIO E VERIFICAÇÃO DO SISTEMA DE MEDIÇÃO EM MAT e AT Para verificação da conformidade de um ponto de medição em MAT e AT com os requisitos que constam do GMLDD, está previsto realizar Auditorias do tipo 1, Auditorias do tipo 1 parciais e Auditorias do tipo 2, com diferentes graus de exigência. As auditorias aos sistemas de medição são realizadas por Laboratório acreditado pelo IPAC ou por outro organismo internacional oficialmente reconhecido. As auditorias são concretizadas pela realização de ensaios de verificação da conformidade de um sistema de medição, na sequência das seguintes situações: 1. Instalação de um novo ponto de medição; 2. Alteração de um sistema de medição em serviço; 3. Procedimentos de verificação periódica e obrigatória; 4. Procedimentos de verificação extraordinária. Após a realização da auditoria, o Laboratório deverá selar os pontos do sistema de medição passíveis de serem violados, bem como fixar no contador evidências da realização da Auditoria através de etiquetas. Deve ser legível nessa etiqueta o nome da entidade que realizou a auditoria e a data da sua realização. Na sequência da Auditoria deve ser elaborado relatório, que evidencie as anomalias detectadas e seguir, de forma genérica, o modelo e informação constante dos anexos A e B INSTALAÇÃO DE UM NOVO PONTO DE MEDIÇÃO A entrada em serviço industrial de um novo ponto de medição fica condicionada aos resultados da realização da Auditoria do tipo 1. A AT1 é composta por vários ensaios, de acordo com o GMLDD e pormenorizados pelo DC de acordo com o seguinte: 1. Ensaio de medida do contador; 2. Verificação das ligações dos circuitos de contagem a partir dos primários dos transformadores de medição; 3. Verificação da parametrização das relações de transformação; 4. Verificação das cargas e quedas de tensão nos circuitos secundários: a. Verificação das cargas: O valor das cargas dos circuitos secundários de corrente e tensão devem estar compreendidos entre 25% e 100% da potência de exactidão dos núcleos e enrolamentos de contagem dos transformadores de corrente e tensão. 5/25

6 A verificação da condição anterior por intermédio de ensaio, garante a adequabilidade do FS (TC) e a classe de erros definida para os TC e TT. No caso particular em que o enrolamento secundário dos transformadores de tensão é partilhado com outros dispositivos de medição e protecção, devem ser medidas individualmente a carga total dos circuitos e a carga afecta ao circuito de contagem. b. Verificação das quedas de tensão Os circuitos de tensão devem ser dimensionados tendo em consideração que a queda de tensão, entre os terminais do transformador de tensão e os terminais do contador, não exceda o valor de 0,1% da tensão nominal dos TT. Esta condição deve ser confirmada por intermédio de ensaio. 5. Verificação e validação das parametrizações dos contadores através de ensaio de telecontagem; 6. Verificação e validação das comunicações através de ensaio de acesso remoto ALTERAÇÃO DE UM SISTEMA DE MEDIÇÃO EM SERVIÇO Perante uma situação de avaria, remodelação ou uma situação operacional que necessite de parametrização ou reconfiguração, poderá haver necessidade de intervir e realizar alterações num sistema de medição em serviço. Consoante as alterações efectuadas, estas devem estar em conformidade com as especificações técnicas, os requisitos e os procedimentos do GMLDD e DC. Verificando-se substituições de equipamento, parametrizações ou reconfigurações, que possam alterar o estado metrológico dos componentes que integram o sistema de medição, devem ser realizados ensaios que comprovem a adequabilidade das alterações com o GMLDD e DC. Em determinadas intervenções e por forma a diminuir os tempos de indisponibilidade dos sistemas e melhorar a eficiência das intervenções, não se justifica a realização de todos os ensaios que compõem a Auditoria do tipo 1, pelo que, nestas situações, é admissível realizar apenas parte dos ensaios que comprovem os requisitos (Auditoria do tipo 1 parcial). A reentrada em serviço industrial do ponto de medição fica condicionada aos resultados da realização da Auditoria tipo 1 ou parcial PROCEDIMENTOS DE VERIFICAÇÃO PERIÓDICA E OBRIGATÓRIA A condição metrológica dos sistemas de medição em MAT e AT deve ser regularmente verificada. O GMLDD estabelece que os sistemas de medição em MAT e AT devem ser verificados com uma periodicidade máxima entre verificações de 3 e 5 anos respectivamente. Devem ser realizados a estes sistemas Auditorias do tipo 2, nas condições do GMLDD, ou em alternativa, e sempre que se considere mais adequado, verificar a conformidade das selagens e realizar o ensaio de medida ao contador. 6/25

7 O ensaio de medida ao contador é um dos ensaios que compõe a auditoria do tipo 1, e consiste em verificar a qualidade das medidas dos contadores, comparando-as com um contador padrão nos vários pontos aplicáveis da norma para a sua classe de exactidão. O ensaio é realizado à frequência de 50 Hz, em regime trifásico equilibrado, sendo as respectivas grandezas geradas por fonte externa. Os ensaios devem permitir concluir sobre o funcionamento do contador para ambos os sentidos de energia activa e reactiva, nos diferentes cenários previstos na norma aplicável: Erro com variação de corrente e fase; Ensaio sem carga; Ensaios de arranque; Ensaio à constante e minutaria; Se os ensaios forem realizados com a instalação em serviço, o laboratório deverá observar o seguinte procedimento: Utilizar um contador de substituição para registo da energia transitada durante o período de ensaio; O contador de substituição deverá ser ligado aos circuitos de medida, através das bases de tensão e corrente de ensaio; O contador de substituição deverá ter características e programação equivalentes ao do ponto de medição, nomeadamente: classe de exactidão, registo da curva de carga em períodos de 15 minutos, relações de transformação, unidade de medida em activa e reactiva e número de casas decimais. O início e fim do ensaio deverá coincidir com o início e fim dos períodos ¼ horários, respectivamente; No final do ensaio, deverá ser enviado à REN, por correio electrónico, relatório preliminar onde conste a seguinte informação: Identificação do ponto de medição; Resultado do Ensaio; Data e hora do início e fim do ensaio; Número de série do contador; Registo ¼ horário da energia activa e reactiva com a respectiva datação; Descrição das Correcções a efectuar. Os encargos com a verificação são da responsabilidade do proprietário do equipamento, o qual deverá informar a outra parte com a antecedência mínima de 8 dias úteis em relação à data da sua realização PROCEDIMENTOS DE VERIFICAÇÃO EXTRAORDINÁRIA Sem prejuízo dos procedimentos de verificação periódica previstos no ponto anterior e perante as situações seguintes, que evidenciem incerteza sobre o funcionamento dos equipamentos: Alarmes e eventos gerados pelos sistemas de medição; Pontos de medição classificados com dupla medição (com transformadores de medição comuns), e sempre que as diferenças entre os dois equipamentos sejam superiores aos valores definidos no GMLDD; Pontos de medição que possibilitem a comparação de valores directamente comparáveis ou através de algoritmos de cálculo em que se verifiquem diferenças que excedam um valor pré estabelecido; Sempre que uma das partes levante suspeitas sobre seu funcionamento; 7/25

8 Esgotados os processos de análise ao funcionamento dos sistemas de medição e telecontagem, quer por acesso remoto às variáveis de operação, qualidade de serviço, e diagrama vectorial, quer por análise ao histórico de eventos e alarmes em base de dados, deve-se proceder a uma verificação extraordinária de acordo com as disposições do GMLDD. 8/25

9 ANEXO A MODELO DE RELATÓRIO DE AUDITORIA DO TIPO 1 9/25

10 10/25

11 11/25

12 12/25

13 13/25

14 14/25

15 15/25

16 16/25

17 17/25

18 18/25

19 ANEXO B MODELO DE RELATÓRIO DE AUDITORIA DO TIPO 2 19/25

20 20/25

21 21/25

22 22/25

23 23/25

24 24/25

25 25/25

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