Art Os atos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos.

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1 SENTENÇA Nos termos dos artigos 162, 1º do CPC: Art Os atos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos. 1º Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 desta Lei. Sentença Terminativa art. 267 extinção do processo sem resolução do mérito. Ataca a existência da relação processual e não o mérito da demanda coisa julgada formal. Sentença Definitiva art. 269 haverá resolução do mérito. Não há critério meramente finalístico para classificação da sentença. Aplicação do direito objetivo ao caso concreto. Poderá ensejar a coisa julgada material imutabilidade. Julgamento de Mérito x Fundamentação Concisa Art O juiz proferirá a sentença, acolhendo ou rejeitando, no todo ou em parte, o pedido formulado pelo autor. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito, o juiz decidirá em forma concisa. Parágrafo único. Quando o autor tiver formulado pedido certo, é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida. Decisão concisa é diferente de ausência de fundamentação. Súmula 318 do STJ: Formulado pedido certo e determinado, somente o autor tem interesse recursal em argüir o vício da sentença ilíquida. 1

2 Art Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento da lide, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da parte, no momento de proferir a sentença. Inalterabilidade da Sentença Preclusão Consumativa para o Juiz Regra: Art Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la: (Redação dada pela Lei nº , de 2005) I - para Ihe corrigir, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais, ou Ihe retificar erros de cálculo; II - por meio de embargos de declaração. Portanto a alteração poderá ser de ofício ou a requerimento da parte via embargos de declaração. Exceções: Art Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, reformar sua decisão. - Sentença-tipo Sentença-Liminar Matéria unicamente de direito - Apenas sentenças de improcedência Art. 285-A. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada. (Incluído pela Lei nº , de 2006) 1º Se o autor apelar, é facultado ao juiz decidir, no prazo de 5 (cinco) dias, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação. (Incluído pela Lei nº , de 2006) 2º Caso seja mantida a sentença, será ordenada a citação do réu para responder ao recurso. (Incluído pela Lei nº , de 2006) 2

3 O presente art. 285-A está com constitucionalidade questionada na ADI 3695, proposta pelo Conselho Federal da OAB, ainda não julgada pelo STF. COISA JULGADA Art Denomina-se coisa julgada material a eficácia, que torna imutável e indiscutível a sentença, não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. Sentença de mérito Eficácia capacidade da sentença de produzir efeito, a coisa julgada não seria propriamente eficácia. Torna-se imutável a norma individual criada para aquele caso concreto. Limites da Coisa Julgada Art A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. Força obrigatória da sentença. Característica substitutiva da própria jurisdição. A jurisdição substitui a vontade das partes, aplicando no caso concreto a vontade da lei. Limites Objetivos da Coisa Julgada Faz coisa julgada o que está na conclusão da sentença, no dispositivo. Art A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. Art Passada em julgado a sentença de mérito, reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas, que a parte poderia opor assim ao acolhimento como à rejeição do pedido. As questões não deduzidas não estarão acobertadas pela força da coisa julgada, embora estarão preclusas na forma do art A coisa julgada não alcança aquilo que não é levado ao processo, apenas a parte dispositiva. 3

4 Exemplo: - Autor move ação de cobrança em face do Réu em virtude de contrato de prestação de serviço de empreitada - construção de prédio onde não foi realizado o pagamento. - Em sede de contestação, o Réu alega a ilegitimidade, prescrição e o pagamento da dívida, embora não junte nenhum recibo. Entretanto o pagamento foi efetivado parcialmente, já que a obra apresentava vários vícios construtivos que não foram alegados pelo Réu em contestação. O juiz analisa a tese da ilegitimidade e prescrição e as rejeita, condenando o Réu ao pagamento do valor da obra em virtude de inexistir prova da quitação. O Réu após ter sido condenado não poderá alegar o vício construtivo, forte na preclusão e no art. 474, embora esta matéria vício construtivo não tenha feito coisa julgada. Eventualmente se o prédio desabar ferindo terceiros, poderá o então Réu, para eximir ou atenuar sua responsabilidade alegar o vício construtivo perante terceiros vitimados e denunciar a lide o construtor. Exemplo dado na obra de Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart: Vale dizer que, se proposta uma ação por alguém que se supõe filho de outrem, para o fim de perceber deste alimentos, sendo julgada procedente a pretensão, a única certificação que se torna imutável é a do recebimento dos alimentos, não se atingindo a afirmação da condição de filho (que, no exemplo dado, constitui mero fundamento do pedido). Em ação subseqüente, portanto, em que este suposto filho venha habilitar-se a receber seu quinhão na herança do assim considerado pai (após seu falecimento), nada impede que o magistrado dessa ação entenda que aquele que se afirma filho não tenha direito à herança (por não ser filho). Embora logicamente essas duas sentenças possam ser antagônicas na medida em que uma reconhece como existente algo que a outra supõe não ocorrido -, juridicamente elas não têm defeito. As premissas estabelecidas pela primeira sentença não 4

5 transitam em julgado, não se tornam imutáveis, nem vinculam a apreciação de outros juízes em casos futuros. 1 Limites Subjetivos da Coisa Julgada Art A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, nem prejudicando terceiros. Nas causas relativas ao estado de pessoa, se houverem sido citados no processo, em litisconsórcio necessário, todos os interessados, a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros. QUESTÕES 01 Assinale a opção correta a respeito da sentença a) Todas as sentenças devem ser fundamentadas, mas apenas as terminativas pode ter fundamentação concisa. b) Publicada a sentença de indeferimento liminar da petição inicial, o juiz não pode mais alterá-la, em face do princípio da inalterabilidade da sentença pelo juiz. c) A sentença deve ser certa, salvo quando decida relação jurídica condicional. d) Na ação que tenha por objeto obrigação de fazer, para efetivação da tutela específica, o juiz poderá, somente a requerimento da parte, impor multa diária em caso de atraso. 02 Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA: a) Para a aplicação do art. 285-A do Código de Processo Civil a casos idênticos, a sentença-tipo deverá ser mérito e de total improcedência. b) Para a aplicação da sentença-tipo é necessária que haja a tríplice identidade entre o caso anterior e a demanda a que se pretender aplicar o precedente do juízo c) A aplicação da sentença-tipo permite ao autor a interposição de apelação, no prazo de 15 dias, hipótese em que o requerido será citado para responder ao recurso, sendo vedada, ao juiz, a retratação. d) A autorização para a reprodução do teor da sentença-tipo, justifica a simples a juntada aos autos de cópia reprográfica da decisão anteriormente já proferida. 1 Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart. Processo de Conhecimento v.2 pág

6 03 Quanto à sentença: a) uma vez publicada, exaure-se a jurisdição, não podendo o juiz alterála, salvo por meio de embargos declaratórios, exclusivamente. b) em que pesem seus requisitos essenciais, o relatório poderá ser dispensado nos Juizados Especiais Cíveis. c) não é necessária a fundamentação nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito. d) é defensável possa o juiz proferi-la, a favor do autor, de natureza diversa da pedida, se não houver prejuízo ao réu. e) a imposição de multa pelo juiz, na sentença, dependerá sempre de provocação da parte interessada. 04 ( ) Com o trânsito em julgado da sentença que encerra a relação processual sem resolução do mérito, ocorre a coisa julgada formal, tornando imutável, indiscutível e com força de lei as questões decididas na sentença. 05 ( ) Quando a matéria controvertida for unicamente de direito, e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida a sentença, reproduzindo-se o teor da sentença anteriormente prolatada. 06 ( ) O juiz proferirá a sentença, julgando procedente ou improcedente, no todo ou em parte, o pedido formulado pelo autor. Nos casos de extinção sem resolução de mérito, o juiz decidirá de forma concisa. 07 ( ) Ao publicar a sentença de mérito, o juiz cumpre e acaba o ofício jurisdicional, só podendo alterá-la: a) para lhe corrigir, desde que haja requerimento da parte, inexatidões materiais, ou lhe retificar erros de cálculo; b) por meio de embargos de declaração. 08 ( ) Depois de publicar a sentença de mérito e fazer a entrega da prestação jurisdicional, o juiz não pode, de ofício, alterá-la, salvo para sanar omissões ou contradições Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo- se o teor da anteriormente prolatada. Se o autor apelar (A) o juiz, sem possibilidade de reconsideração da decisão, determinará a citação do réu para responder ao recurso e, posteriormente, os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente. (B) é facultado ao juiz decidir, no prazo de quarenta e oito horas, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação e, caso seja mantida a 6

7 sentença, os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente, sem a citação do réu para responder ao recurso. (C) é facultado ao juiz decidir, no prazo de cinco dias, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação e, caso seja mantida a sentença, os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente, sem a citação do réu para responder o recurso. (D) é facultado ao juiz decidir, no prazo de cinco dias, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação e, caso seja mantida a sentença, será ordenada a citação do réu para responder ao recurso. (E) é facultado ao juiz decidir, no prazo de quarenta e oito horas, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação e, caso seja mantida a sentença,será ordenada a citação do réu para responder ao recurso. 7

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