Valor Aduaneiro. O valor aduaneiro deve ser entendido como o montante que servirá como base de cálculo do Imposto de importação.

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1 Valor Aduaneiro O valor aduaneiro deve ser entendido como o montante que servirá como base de cálculo do Imposto de importação. Daí a importância de se estabelecer, com o devido rigor técnico,a base de cálculo incidente nas importações de produtos do exterior, e, ao fazê-lo, aplicar a alíquota correspondente, como instrumento de política econômica.

2 Sistemáticas de Apuração 1. A Definição de Valor de Bruxelas Regra geral, a DVB parte da idéia que, na prática, um considerável volume de importações são objeto de vendas concluídas em mercado livre, a preços que a experiência apontaria como genuínos. Nos casos em que a autoridade aduaneira esteja convencida de que as condições da venda real correspondem às condições de uma venda no mercado livre e que o preço também é genuíno, não haverá a necessidade de a autoridade invocar a noção de valor, ou seja, o preço normal.

3 Sistemáticas de Apuração 2. O Acordo de Valoração Aduaneira do GATT O valor aduaneiro de mercadorias importadas será o valor de transação, isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias, em uma venda para exportação para o país de importação, ajustado de acordo com as disposições do Artigo 8 ( ). As normas sobre valoração aduaneira, dispostas no AVA- GATT, estabelecem que o valor aduaneiro da mercadoria importada deve ser determinado mediante a aplicação sucessiva e seqüencial, do primeiro ao último, de seis métodos de valoração.

4 Métodos de Valoração 1º. Método: Valor da transação acrescido de: I - Os seguintes elementos, na medida em que sejam suportados pelo comprador mas não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar: a - comissões e corretagens, excetuadas as comissões de compra; b - custo de embalagens e recipientes considerados, para fins aduaneiros, como formando um todo com as mercadorias importadas; c - custo de embalar, compreendendo os gastos com mãode-obra e com materiais.

5 II - O valor dos seguintes bens e serviços, desde que fornecidos direta ou indiretamente pelo comprador, gratuitamente ou a preços reduzidos, e na medida em que tal valor não tiver sido incluído no preço efetivamente pago ou a pagar: a - materiais, componentes, partes e elementos semelhantes, incorporados às mercadorias importadas; b - ferramentas, matrizes, moldes e elementos semelhantes, empregados na produção das mercadorias importadas; c - materiais consumidos na produção das mercadorias importadas; d - projetos de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, trabalhos de arte e de design, e planos e esboços, necessários à produção das mercadorias importadas e realizados fora do país de importação.

6 III - Royalties e direitos de licença relacionados com as mercadorias objeto de valoração, que o comprador deva pagar, direta ou indiretamente, como condição de venda dessas mercadorias, na medida em que não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar; IV - O valor de qualquer parcela do resultado da revenda, cessão ou utilização subseqüente das mercadorias importadas, que reverta direta ou indiretamente ao vendedor.

7 Ajustes Facultativos do AVA, que no Brasil são obrigatórios o custo de transporte das mercadorias importadas até o porto ou local de importação; os gastos relativos ao carregamento, descarregamento e manuseio, associados ao transporte das mercadorias importadas até o porto ou local de importação; o custo de seguro relacionado com o transporte das mercadorias até o porto ou local de importação.

8 Métodos de Valoração a) Será ele o valor de transação de mercadorias idênticas vendidas para exportação para o mesmo país de importação e exportadas simultaneamente às mercadorias objeto de valoração, ou em tempo aproximado (2º. método); b) Será ele o valor de transação de mercadorias similares vendidas para exportação para o mesmo país de importação e exportadas simultaneamente às mercadorias objeto de valoração, ou em tempo aproximado (3º. método);

9 c) Será ele o valor de venda das mercadorias no mercado interno do país de importação, ao tempo da transação, permitida a adoção dos ajustes necessários (4º. método); d) Será ele um valor computado levando-se em conta o custo de produção, acrescido de uma parcela referente ao lucro e às despesas de caráter geral (5º. método); e) Será ele um valor calculado por qualquer outro meio razoável, com estrita obediência aos princípios e condições gerais do GATT (6º. método).

10 Quadro-resumo de financiamento de créditos Supplier s credit - Financiamento concedido ao exportador (que deve estar adimplente com a União, assim como o importador e o garantidor da operação) mediante desconto de títulos de crédito ou cessão de direitos creditórios. Buyer s credit - Financiamento concedido ao importador dos produtos brasileiros, através de contratos firmados entre entidades estrangeiras e o governo brasileiro. Conforme for recebendo as mercadorias ou serviços, o financiado autoriza o crédito na conta do exportador.

11 ACC e ACE - Os bancos que operam com câmbio concedem aos exportadores Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE). Consistem na antecipação total ou parcial de recursos financeiros ao exportador, em moeda nacional, correspondentes a pagamento que será efetuado por importador em futuro próximo.

12 ACC: é um financiamento concedido antes do embarque da mercadoria, tendo como garantia uma exportação futura. O prazo máximo de antecipação é de 360 dias. A empresa pode utilizar os recursos como capital de giro, com a vantagem de obter custos financeiros menores, já que normalmente utiliza-se como base Libor mais spread. O lastro da operação é o próprio contrato de câmbio. Após o encaminhamento da mercadoria, os documentos originais são enviados ao banco para que este receba as divisas e faça a liquidação. O ACC é uma operação de empréstimo baseada em: promessa do exportador de entregar no futuro, após o embarque da mercadoria, divisas de exportação ao banco financiador; obrigatoriedade de comprovação da exportação em valor equivalente ao emprestado. Quando voltado exclusivamente à comercialização externa (pós-embarque) o ACC passa a ser denominado no mercado como ACE, pelo fato de tradicionalmente ocorrer a emissão de um saque (título de crédito ou cambial), aceito pelo importador e entregue ao banco, pelo exportador, junto com os demais documentos e direitos sobre a venda a prazo.

13 BNDES EXIM: é um programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, cujo objetivo é a expansão das exportações brasileiras, mediante a criação de linha de crédito em condições competitivas com as linhas similares oferecidas no mercado internacional. O Programa abriga todos os produtos exportáveis e os serviços a eles associados, exceto automóveis de passeio, commodities em geral (mercadorias negociadas em bolsas) e produtos de menor valor agregado, tais como: celulose, açúcar e álcool, grãos, suco de laranja, minérios, animais vivos e também alguns bens intermediários.

14 PROEX: O Programa de Financiamento às Exportações ampara bens e serviços nacionais, exclusivamente na fase pós-embarque, objetivando propiciar condições de competitividade compatíveis em nível internacional. O PROEX é operacionalizado pelo Banco do Brasil, na qualidade de agente financeiro do Tesouro Nacional, e os recursos do Programa são contemplados na dotação anual do Orçamento Geral da União. São duas as modalidades de assistência creditícia: PROEX/Equalização e PROEX/Financiamento. Em qualquer dessas modalidades, o exportador recebe à vista o valor da respectiva exportação.

15 PROEX/Equalização: Consiste no pagamento, por parte do Tesouro Nacional, da diferença a maior entre os encargos pactuados com o financiador e os custos de operação semelhante no mercado internacional. PROEX/Financiamento: É a modalidade de crédito ao exportador de bens e/ou serviços, realizada exclusiva e diretamente pelo Banco do Brasil, com recursos do Tesouro Nacional.

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