CLÍNICA DE RUMINANTES AFECÇÕES DO SISTEMA DIGESTIVO III

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1 CLÍNICA DE RUMINANTES AFECÇÕES DO SISTEMA DIGESTIVO III

2 OS PRÉ-ESTÔMAGOS DOS RUMINANTES

3 ANATOMIA E FISIOLOGIA RÚMEN PARCIAL CONTROLE DO ANIMAL RETÍCULO OMASO BARRIL DE FERMENTAÇÃO SELEÇÃO DO ALIMENTO ADIÇÃO DE SUBSTÂNCIA TAMPÃO (SALIVA) MISTURA E AGITAÇÃO (ATRAVÉS DAS CONTRAÇÕES)

4 Rúmen-retículo Capacidade de ingesta de até 90 kg Ocupa toda porção esquerda do abdômen Separado do omaso pelo esfíncter retículoomasal A motilidade do rúmen é considerada representativa da função digestiva do ruminante Omaso Bomba de sucção Abomaso Estômago químico Inervação A condução dos impulsos para os pré-estômagos é feita pelo simpático e parassimpático, mas somente o últimos, através do nervo vago, estimula sua motilidade.

5 MOTILIDADE RUMINORRETICULAR Contração primária ou ciclo de mistura Contração secundária ou ciclo de eructação Ruminação Fechamento da goteira esofágica ATONIA RUMINAL Depressão direta do centro gástrico Doença grave associada a depressão (toxemia) Ausência de impulso excitatório do centro gástrico Aumento dos impulsos inibitórios do centro gástrico Deficiência no caminho motor vagal HIPOMOTILIDADE É a redução na freqüência ou na força de contração Redução dos impulsos excitatórios Aumento dos impulsos inibitórios

6 Controle das contrações primárias Impulsos Excitatórios do Centro Gástrico Aumento da tensão reticular Depois da alimentação Timpanismo ruminal moderado Diminuição da tensão reticular Inanição Anorexia Lesões da parede medial do retículo Fibrose por retículoperitonite traumática Receptores de ácido no abomaso Aumento da acidez seguido do esvaziamento do órgão Receptores da cavidade bucal Depois da alimentação

7 Impulsos Inibitórios do Centro Gástrico Limiar de tensão dos receptores reticulares Pico da contração reticular Timpanismo ruminal grave Impactação ruminal (forragem, feno, palha) Tensão dos receptores abomasais Impactação Distensão e deslocamento de abomaso Dor Distensão do abomaso ou intestinos Dor grave em qualquer lugar do corpo Drogas depressoras Anestésicos Depressores do SNC Prostaglandina E Mudanças do conteúdo ruminal Acentuada diminuição (abaixo de 5) ou aumento (acima de 8) do ph do líquido ruminal Ingurgitamento por carboidratos ou alimentos ricos em proteína Ausência de protozoários na acidose ruminal e envenenamento por chumbo

8 Impulsos Inibitórios do Centro Gástrico Distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico Hipocalcemia Desidratação e perda eletrolítica Acidose e alcalose Peritonite Reticuloperitonite traumática Toxemia/Febre Mastite coliforme superaguda Pneumonia bacteriana aguda Distensão ruminal Timpanismo ruminal inicial Cobertura do cárdia (líquido ou espuma) Timpanismo ruminal Animal em decúbito Ácidos graxos ruminais voláteis Acidose lática resulta em elevados níveis de ácidos graxos voláteis não-dissociados, os quais são detectados pelos receptores epiteliais, inibindo o impulso para o centro gástrico

9 Tratamento da Hipomotilidade Estimular o animal anoréxico a voltar a comer A redução na ingesta de alimentos reduz os dois caminhos primários da atividade ruminorreticular: Moderada distensão dos pré-estômagos Mastigação Nenhuma droga é capaz de restaurar a motilidade dos pré-estômagos em seqüência ordenada

10 Controle das contrações secundárias São contrações que envolvem somente o rúmen, associadas à eliminação de gás Os receptores de tensão ficam localizados na parede média do saco dorsal do rúmen, iniciando o reflexo por meio do nervo vago dorsal Os receptores da região do cárdia também detectam a presença de gás O cárdia permanece firmemente fechado na presença de líquido ou espuma (timpanismo espumose) Em animais deitados, apesar de estarem ocorrendo contrações secundárias normais, o cárdia pode estar coberto de líquido, impedindo a eructação Timpanismo é freqüentemente observado em animais em decúbito lateral A eructação ocorre depois que o animal se levanta ou permanece em decúbito esternal, fazendo com que o líquido se mova para fora da região do cárdia

11 Alterações das contrações secundárias Timpanismo Impedimento da remoção de líquido da região do cárdia Peritonite Abscessos ou massa que distorçam a anatomia normal Obstrução esofágica Intra ou extraluminal Intramural Lesão de nervo vago Espasmos da musculatura esofágica Tétano Xilazina Inibição das contrações secundárias

12 Ruminação Começa cerca de min após a alimentação e se processa por min, resultando em até 7 horas dessa atividade diária Inicia quando os receptores epiteliais localizados no retículo, área do sulco esofágico, prega ruminorreticular e pilares ruminais detectam quão grosseira está a ingesta. Estes receptores também podem ser ativados pelo aumento da concentração de ácidos graxos voláteis Regurgitação O nervo vago central deve estar íntegro Contração extra do retículo seguida por contração bifásica do ciclo primário A glote se fecha e um movimento inspiratório diminui a pressão intratorácica O cárdia se relaxa e a porção distal do esôfago se enche de ingesta O peristaltismo reverso move o bolo para a boca Remastigação Insalivação Deglutição

13 Redução na Ruminação Hipomotilidade ou atonia ruminorreticular Depressão do SNC Excitação, dor ou ambas Líquido ruminal contendo muito concentrado e muito poucas fibras Lesão mecânica do retículo (peritonite) Enfisema pulmonar crônico Dificuldade para criar pressão negativa torácica Extensas lesões nos epitélio Rumenite

14 Fechamento da Goteira Esofágica O reflexo da goteira esofágica permite que o leite tomado antes de o animal ser um ruminante, passe diretamente do esôfago ao abomaso, pela goteira e o canal omasal O reflexo da goteira é estimulado pelo leite, através dos receptores químicos da cavidade bucal, podendo ser, posteriormente, desencadeado por estímulos sensoriais O reflexo da goteira continua a operar durante e depois do desenvolvimento da função ruminal, permitindo que o animal continue a receber leite

15 EXAME ESPECIAL DO TRATO ALIMENTAR E ABDOMEN DOS RUMINANTES

16 Lavagem Ruminal Indicada em casos de grave distensão abdominal por grande distensão do rúmen para aliviar a pressão Passagem de sonda estomacal até o rumen Podem ser retirados até 150 litros de conteúdo ruminal A lavagem pode ser feita utilizando litros de água, que deve ser sifonada por gravidade logo a seguir

17 Exame do Líquido Ruminal Coleta de suco ruminal Sondas especiais (pesadas saco ventral) Coleta através de punção Medir imediatamente o ph Medidor portátil Papel medidor Coloração Amarelo e cinzento ao verde (do oliva ao acastanhado) Leitoso acinzentado na sobrecarga de grãos Verde enegrecido estase ruminal de longa duração (putrefação) Consistência Ligeiramente viscosa Conteúdo aquoso inatividade dos infusórios Excesso de espuma timpanismo espumoso Odor Normalmente aromático e algo irritante Odor de mofo e pútrido putrefação proteica Odor ácido formação excessiva de ácido lático Sobrecarga de grãos e carboidratos

18 PH Varia de acordo com a alimentação e o intervalo de tempo entre a última refeição e coleta da amostra Média de 6,2 7,2 Baixos valores (4-5) alimentação com carboidratos Em geral, valores abaixo de 5, indicam sobrecarga por carboidratos Exame microscópico Pingar uma gota entre lâmina e lamínula Atividade dos protozoários (normalmente 5 7 por campo) Na acidose lática os protozoários podem estar ausente ou aparecer em pequeno número e mortos Coloração Método de Gram Determinação da flora bacteriana predominante (normalmente Gram-negativa) Na sobrecarga ruminal, a flora pode tornar-se Gram-positiva Cloretos Centrifugação do líquido ruminal e análise do sobrenadante Valores entre meq/l nos bovinos Elevados índices de cloretos revelam refluxo abomasal

19 A Suco ruminal de bovino alimentado em pastagem verde oliva B Suco ruminal de bovino alimentado em estábulo castanho oliva C Suco ruminal leitoso acidose lática D Suco ruminal castanho aquoso inatividade simples da microbiota proventricular E Suco ruminal castanho-escuro com partículas grandes e material putrefato F Papel indicador para medição do ph G Prova de fermentação da glicose H Prova de digestão da celulose I Amostra de suco ruminal com intoxicação por óleo queimado J Amostra de líquido ruminal de bezerro colhida 30 minutos após a mamada função da goteira esofágica alterada diarréia do recém-nascido K Leite fermentado misturado a grãos da ingesta função da goteira esofágica alterada L Conteúdo ruminal fermentado e pútrido de bezerro lactente com putrefação ruminal M Líquido ruminal de cor vermelhoenegrecida úlcera abomasal e refluxo do conteúdo do abomaso

20 Palpação Retal Algumas anormalidades específicas do trato digestivo podem ser percebidas através da palpação retal

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22 Exame Macroscópico das Fezes Quantidade Adultos de ½ a cada 2 horas, kg/dia Redução no volume Diminuição da ingesta de alimento ou água Retardo da passagem através do trato digestivo Aumento na freqüência e volume Diarréia Carreando altas concentrações de água Fezes escassas ou ausentes Por 24 horas ou mais anormal Obstrução física Distúrbios da motilidade de rúmen e abomaso Íleo paralítico

23 Obstrução Física (completa ausência de fezes) Obstrução da luz Bezoares Obstrução com estrangulamento Intussuscepção, torção Obstrução Funcional (fezes escassas ou ausentes) Pré-estômago Reticuloperitonite, Indigestão vagal, impactação omasal Abomaso Impactação, deslocamento, torção, úlcera Intestinos Íleo paralítico, toxemia aguda, fígado lesado, timpanismo intestinal

24 Coloração das Fezes Natureza do alimento Forragem verde verde-oliva Feno castanho-oliva Grãos cinza-oliva Leite amarelo-dourada Concentração de bile Alta concentração verde escura e enegrecida Velocidade média da passagem pelo trato alimentar Retardo no trânsito escurecem as fezes Arredondadas e de superfície brilhante (muco) Fezes diarréicas pálidas e pouca concentração de bile Sangue Hemorragia do abomaso Cor de café Enterite hemorrágica do intestino delgado Uniformemente vermelho-escuras Enterite hemorrágica do intestino grosso Sangue em estrias (sangue vivo) Oculto Não visível proveniente de pequenas quantidades de sangue no trato digestivo ou sangue deglutido de hemorragias pulmonares

25 Odor Putrefação e fermentação fétido e pútrido Salmonelose Consistência Normais consistência pastosa Desidratação bolotas cobertas de muco Diarréia aquosa Grau de digestão Pequenas quantidades de fibras não digeridas Deficiência na ruminação Aceleração da passagem do alimento pelos préestômagos Reticuloperitonite traumática

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27 Laparoscopia Fossa paralombar direita ou esquerda ou porção cranioventral da linha média (decúbito dorsal) Jejum alimentar e hídrico de pelo menos 24 horas Sedação com acepromazina (flancos) ou xilazina (porção cranioventral) Preparação asséptica do local de incisão Anestésico local antes da incisão (Lidocaína a 2%) Utilizar dióxido de carbono para insuflar a cavidade abdominal (20-24 mm de Hg) Permite avaliar doenças do abomaso, fígado, retículo, baço e diafragma

28 Laparotomia Exploratória PARÂMETRO História Distensão abdominal Volume e natureza das fezes Achados retais Líquido peritoneal e hemograma Dor abdominal (cólica e gemido) SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO PARA SUGESTÃO DE LAPAROTOMIA Condição aguda para cirurgia? Distensão do abomaso, ceco ou intestinos com líquido e gás Escassas ou ausentes por h (a menos que se consiga determinar peritonite difusa ou impactação de omaso e abomaso) Vísceras distendidas que não sejam o rúmen (abomaso, ceco, intestinos) Exsudato peritoneal com sangue e contagem leucocitária com desvio degenerativo à esquerda sugerem extravasamento de parede intestinal se história clínica sugerir estrangulamento com obstrução Comportamento e sinais posturais de dor aguda sugerem distensão de estômago e intestinos com líquido e gás

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