Planos de Mobilidade: princípios e desafios

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1 Planos de Mobilidade: princípios e desafios

2 Questão Primária: Afinal, o que é Mobilidade? O termo é relativamente recente.; Ainda causa confusão pelo vasto campo técnicocientífico em que vem sendo utilizado. Mobilidade pode ser definida como a capacidade em se deslocar, movimentar, ir e vir de um lugar para outro. Mas de que forma? Como?

3 E como garantir estes deslocamentos? Qual o melhor modo de transporte? Qual a demanda? Qual universo de pessoas se deslocando? Quais os fluxos? De onde vem e para onde vão? É necessário PLANEJAR... CONHECER... DIMENSIONAR...

4 Modais de Transporte: Necessidade de conhecer o Território, são neles que ocorrem a maioria dos deslocamentos... Inteligência Territorial

5 Breve Contextualização... Panorama Brasileiro Histórico Constituição Federal Estatuto das Cidades (1988) Planos Diretores Os Planos de Mobilidade (2001) (2001) (2012)

6 Breve Contextualização... Constituição Federal Art.182 Art. 182: a política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.

7 Breve Contextualização... Estatuto das Cidades(Lei nº de 10/09/2001) Regulamenta os art.s 182 e 183 da CF, estabelecendo diretrizes para uma política urbana. Do ponto de vista da mobilidade urbana, o Estatuto só previa a elaboração obrigatória dos planos de transporte urbano integrado para municípios com mais de 500 mil habitantes, compatíveis com os Planos Diretores ou sendo parte integrante dos mesmos.

8 Breve Contextualização... Planos Diretores Evolução... Exigidos para municípios com mais de mil habitantes. Pré-requisito para validação: ser aprovado pela Câmara Municipal. Pré-requisito para aquisição de recursos da esfera federal. Instrumento norteador da expansão urbana nas cidades. Deve garantir participação e publicidade em favor da coletividade (art. 40 do Estatuto das Cidades).

9 Breve Contextualização... Os Planos de Mobilidade Compreendem a Política Nacional de Mobilidade Urbana estabelecida pela Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades em Surgem como novo instrumento de Gestão Urbana, estabelecidos pela Lei nº de 03 de Janeiro de 2012.

10 Referências Preliminares sobre Mobilidade Urbana: Caderno de Referência para Elaboração de Plano de Mobilidade Urbana, SEMOB, Mcidades Brasil Acessível. Cadernos. SEMOB, M.Cidades, 2007.

11 Política Nacional de Mobilidade A Lei nº (3 de janeiro de 2012) Art. 1o A Política Nacional de Mobilidade Urbana é instrumento da política de desenvolvimento urbano de que tratam o inciso XX do art. 21 e o art. 182 da Constituição Federal, objetivando a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território do Município. Art. 2o A Política Nacional de Mobilidade Urbana tem por objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana. Art. 3o O Sistema Nacional de Mobilidade Urbana é o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município.

12 Princípios: I - acessibilidade universal; II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; III - equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo; IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de transporte urbano; V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana; VI - segurança nos deslocamentos das pessoas; VII - justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços; VIII - equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e IX - eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana.

13 Destaques... a) Priorização dos modais não motorizados.

14 b) Priorização dos transportes coletivos» Otimização dos espaço urbanos

15 d) Gargalos para a elaboração\implantação dos Planos de Mobilidade: Necessidade de maior discussão sobre o que é Mobilidade juntamente com a população; Desqualificação dos gestores municipais; Ausência de profissionais da área urbana na gestão pública; Anseio Político para a elaboração\implantação; Fragmentação das atividades de implantação; Ausência de recursos financeiros destinados exclusivamente a elaboração de PlanMobs; Descontinuidade nas atividades de gestão da mobilidade urbana municipal quando da mudança de governos.

16 Mobilidade Urbana... Deve ser política pública prioritária; Deve ser uma consciência Comunitária pois a implantação da ordenação na urbe não tem qualquer valor se valor não se lhe dá (Guimarães, 2012); É condicionante para a verificação de índices de inclusão social; Deve se levar em consideração as especificidades locais O município planeja e o governo estabelece diretrizes.

17 Questão Secundária: Utopia ou possibilidade?

18 É importante ressaltar...: antes tarde do que nunca, o novel estatuto da mobilidade urbana foi entregue à sociedade mais de vinte e três anos após a promulgação da vigente Constituição e dezessete anos após o projeto de lei que lhe deu causa (PL nº64/1995). Guimarães, pag.95

19 Referências Bibliográficas IPEA. Comunicado nº128. A nova lei de diretrizes da política nacional de mobilidade urbana, BRASIL. Ministério das Cidades. Caderno de Referência para a Elaboração de Plano de Mobilidade Urbana. SEMOB, Brasília, BRASIL. Ministério das Cidades. Cadernos Brasil Acessível. SEMOB, Brasília, Lei nº12.587/2012. GUIMARÂES, Geraldo Spagno. Comentários à Lei de Mobilidade Urbana. Editora Fórum. Belo Horizonte, CNM. Trânsito e Mobilidade: Os desafios da organização urbana. Volume 12. Brasília: CNM,

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