Campanha de sensibilização do pnase

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1 São Tomé, 28 de Fevereiro de Campanha de sensibilização do pnase Em alusão a 1 de Março, Dia Africano da Alimentação Escolar, o Ministério da Educação Cultura de São Tomé e Príncipe dá início à campanha de sensibilização do PNASE Programa Nacional De Alimentação E Saúde Escolar. A data marca o compromisso dos países africanos com a promoção de programas de alimentação escolar ligados à produção local de alimentos, como estratégia para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Dia Africano da Alimentação Escolar foi instituído pela União Africana para reconhecer a alimentação escolar como a rede de proteção social mais utilizada do mundo, com múltiplos benefícios para estudantes, agricultores e comunidades. A alimentação escolar, sob o ponto de vista do PNASE, é um programa com múltiplos benefícios que vão além da escola. Ela estimula áreas como a agricultura, a nutrição, a saúde e o desenvolvimento social.

2 A história do PNASE Sem uma refeição diária saudável, a criança pode desenvolver doenças graves ou comprometer o seu desenvolvimento físico e mental. Para ajudar a combater e prevenir a desnutrição e os maus hábitos alimentares, foi criado o Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar, PNASE. Afinal, só com crianças bem alimentadas São Tomé e Príncipe poderá crescer forte e feliz. O Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE) é um dos programas mais importantes de São Tomé e Príncipe, tanto em termos de cobertura nacional abrange quase um quarto da população como pelo seu potencial de promover acções complementares com outros sectores chaves na luta contra a pobreza. Até 2011, o programa foi gerido e financiado pelo Programa Alimentar Mundial (PAM). Em 2012, iniciou-se a transição progressiva destas responsabilidades para o Governo santomense.

3 Durante o período de transição foi aprovada a Lei nº 4/2012, Lei do PNASE, que estabelece por um lado as directrizes gerais, as estruturas institucionais e organizacionais de gestão e autonomia financeira do programa e por outro, a capacitação de quadros técnicos para a sua melhor gestão. A partir de 2016, os santomenses assumiram todas as responsabilidades com a alimentação das crianças nas escolas.

4 Objectivos do PNASE Objectivo geral Complementar as necessidades nutricionais dos alunos e formar hábitos alimentares saudáveis durante a sua permanência na escola, contribuindo para o desenvolvimento físico e intelectual da criança. Objectivos específicos Fornecer de uma refeição diária saudável e equilibrada, que respeite os hábitos alimentares e a equidade e que cubra as necessidades nutricionais dos alunos; Contribuir para o crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo das crianças, melhorando o processo ensino/ aprendizagem; Promover e realizar acções de educação alimentar e nutricional e de saúde.

5 VISÃO Tornar o PNASE num programa de referência que contribua para a melhoria do estado nutricional das crianças e para o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe. MISSÃO Garantir o acesso das crianças em idade escolar a uma alimentação saudável e equilibrada utilizando produtos agrícolas produzidos localmente. E assim contribuir para a melhoria do estado nutricional das crianças e para o desenvolvimento sustentável de São Tomé e Príncipe.

6 COMO VAMOS MELHORAR AS REFEIÇÕES NAS ESCOLAS Alimentação nas escolas A escola tem um papel importante na educação nutricional e no estímulo a um estilo de vida saudável. Por isso, a ementa das escolas que participam do PNASE deve ser elaborada por um nutricionista, respeitando os hábitos alimentares e o que se cultiva em cada distrito. Entre os alimentos básicos é importante dar preferência aos produtos encontrados na sua forma natural ou que passam por um processo natural de conservação e limpeza. Dessa forma, mantêm as suas qualidades nutricionais preservadas.

7 Compra de alimentos a produtores locais A compra de produtos locais tem como grande vantagem o facto de os alimentos chegarem mais frescos às escolas, além de permitir que as crianças comam ao lanche aquilo que estão acostumadas a comer em casa. Por outro lado, os produtores e comerciantes locais têm um novo mercado consumidor para a sua produção, o que pode ajudar no desenvolvimento da economia do distrito. Capacitação e valorização das cantineiras É muito importante que as cantineiras, responsáveis pela preparação das refeições nas escolas, saibam trabalhar adequadamente com os alimentos, aproveitando todo o potencial dos produtos, em especial das verduras e legumes, melhorando assim a qualidade nutricional da alimentação e evitando desperdícios. As cantineiras têm um papel importante neste processo e merecem uma atenção especial.

8 educação alimentar nas escolas Os problemas de saúde decorrentes da má alimentação, como desnutrição e obesidade, afectam crianças, jovens e adultos. Uma educação alimentar adequada é determinante para estimular bons hábitos alimentares e boas práticas de higiene, sendo a escola o lugar apropriado para incutir esse comportamento às crianças e aos adolescentes. Na sala de aula é possível ensinar o valor nutritivo dos alimentos e como deve ser constituída uma boa refeição, evitando certas comidas e fatiotas que fazem muito mal à saúde. Essa aprendizagem ajuda à formação de bons hábitos alimentares que são o primeiro passo para que as crianças sejam saudáveis para estudarem melhor e terem energia para brincar. A educação alimentar ajuda a valorizar os produtos locais, ensinado aos alunos as qualidades e características dos alimentos que vão consumir à hora do lanche ou refeição. Também os pais ou outros responsáveis pelos alunos devem ser chamados a fazer parte do processo, tornando-o transversal, através da frequência de cursos, ou participando na organização e produção das hortas escolares. Assim, a escola e a família podem trabalhar juntas para que as crianças cresçam fortes e saudáveis.

9 O programa de educação alimentar PNASE contribui para termos adultos mais saudáveis no futuro e para o desenvolvimento sustentável do país. Para informação adicional por favor contacte: Inês Gonçalves Consultora de Comunicação do PNASE

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