PODER LEGISLATIVO. Profa. Érica Rios

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1 PODER LEGISLATIVO Profa. Érica Rios

2 FUNÇÕES DO P. LEGISLATIVO TÍPICAS: Legislar Fiscalizar as contas do P. Executivo ATÍPICAS: Administrar (ao prover cargos da sua estrutura ou atuar o poder de polícia, p. ex.) Processar e julgar alguns sujeitos por crimes de responsabilidade: Presidente e Vice-Presidente da República Ministros de Estado Comandantes das 3 Forças Armadas, nos crimes de mesma natureza conexos com os praticados pelo Chefe do Executivo; Ministros do STF Membros dos CNJ e do Ministério Público Procurador-Geral da República Advogado-Geral da União

3 ESTRUTURA FEDERAL (BICAMERAL) Câmara: Casa dos representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional em cada Estado e no Distrito Federal. Mandato de 4 anos. Senado: Casa composto por 3 representantes de cada Estado e do Distrito Federal, eleitos pelo sistema majoritário. Mandato de 8 anos. Elege-se alternadamente 1 e 2 senadores a cada eleição. Sem limite para reeleições

4 ESTRUTURA NOS DEMAIS ENTES FEDERATIVOS Estados: Assembleia Legislativa (Ex.: na BA, 63 dep. estaduais; em SP, 94) DF: Câmara Legislativa (24 dep. distritais) Municípios: Câmara dos Vereadores (Em Salvador, 43 vereadores; no Rio, 51) Sem limite para reeleições

5 PERÍODOS LEGISLATIVOS Legislatura = 4 anos Sessão Legislativa = 1 ano 02/02 17/07 01/08 22/12 1ª período 2ª período Sessão Leg. Ordinária Durante os períodos de recesso, é possível haver convocação de Sessão Leg. Extraordinária.

6 SESSÃO LEG. EXTRAORDINÁRIA Quem pode convocar? Presidente do Senado Presidentes da República, da Câmara ou do Senado Maioria dos membros de ambas as Casas Por que motivos? Emergência constitucional: decretação de estado de defesa, intervenção federal ou pedido de autorização para decretação de estado de sítio. Compromisso e posse do presidente da república e do vice Urgência de Interesse público (tem que ser ratificado por maioria absoluta das 2 Casas)

7 QUAL O QUÓRUM? Instalação da sessão: maioria absoluta Votação de lei ordinária, MP e resolução: maioria simples Votação de lei complementar e decreto legislativo: maioria absoluta Votação e PEC: 3/5 dos membros das 2 Casas, em 2 votações em sessões diferentes Rejeição de veto presidencial: maioria absoluta em sessão conjunta das 2 Casas

8 PAPEL DAS COMISSÕES Interface do P. Leg. com a sociedade civil através de audiências públicas Estão legitimadas também para receber petições, reclamações e queixas de qualquer pessoa, contra atos e omissões de autoridades e entidades públicas, podendo, ainda, tomar depoimentos de qualquer autoridade ou cidadão. As Comissões podem discutir e votar projeto de lei que dispense, na forma regimental, a competência do Plenário. Trata-se do chamado procedimento legislativo abreviado. Abre-se, porém, a possibilidade de 1/10 dos membros da Casa provocar a atuação do Plenário, por meio de recurso.

9 COMISSÕES PERMANENTES São órgãos técnicos criados pelo Regimento Interno da Casa, com a finalidade de discutir e votar as propostas de leis que são apresentadas ao CN. Com relação a determinadas proposições ou projetos, essas Comissões se manifestam emitindo opinião técnica sobre o assunto, por meio de pareceres, antes de o assunto ser levado ao Plenário; com relação a outras proposições elas decidem, aprovando-as ou rejeitando-as, sem a necessidade de passarem elas pelo Plenário da Casa. A composição parlamentar desses órgãos técnicos é renovada a cada ano ou sessão legislativa. Na ação fiscalizadora, as Comissões atuam como mecanismos de controle dos programas e projetos executados ou em execução, a cargo do Poder Executivo. Perduram enquanto constarem do Regimento Interno.

10 COMISSÕES TEMPORÁRIAS São órgãos técnicos, criados pelo Presidente das Casas nas seguintes situações: Comissões Especiais - com a finalidade de emitir pareceres sobre proposições em situações especiais (PEC, Códigos etc.) ou oferecer estudos sobre temas específicos; Comissões Externas - para acompanhar assunto específico em localidade situada fora da sede da Câmara; Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) - destinadas a investigar fato determinado e por prazo certo. Todas elas se extinguem ao final da legislatura em que são criadas, ou expirado o prazo fixado quando da sua criação ou, ainda, alcançada a sua finalidade. As Comissões Temporárias ainda apreciam denúncias contra crimes de responsabilidade cometidos por Presidente da República, Vice-Presidente da República ou Ministro de Estado.

11 COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI) LEI 1.579/52 Art. 58, 3 : As CPIs, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de 1/3 de seus membros, para a apuração de fato determinado, por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao MP, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Visam reunir dados e informações (provas) para o exercício das funções constitucionais de fiscalização e julgamento conferidas ao Parlamento. Não pode decretar prisão. Composição fiel ao quadro de forças partidárias que existe no Parlamento. Controle judicial exercido pelo STF As incumbências da CPI terminam com a sessão legislativa em que foi criada, podendo ser prorrogada até o término da legislatura em curso. (Art. 5º da Lei 1.579/52)

12 TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Art. 70 da CF: Cabe ao Congresso Nacional, à guisa de controle externo, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas. 9 ministros (mesmo status dos ministros do STJ) MP especial, que não integra o MPF Art. 70, II: Julga as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos da Administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. Não se trata, porém, de um julgamento que produza a coisa julgada dos atos decisórios do P. Jud. As decisões do TCU não são imunes à revisão judicial, mas os seus decisórios, quando imputem débito ou multa, constituem título executivo extrajudicial. A execução, nesses casos, faz-se por meio da Advocacia-Geral da União No caso das contas da presidência da república, o TCU emite parecer e quem julga é o CN (arts. 49, IX e 71, I)

13 COMPETÊNCIAS DO CN Arts. 48 a 52 da CF Art. 50: A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.

14 DEPUTADOS E SENADORES Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o STF. 2º Desde a expedição do diploma, os membros do CN não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de 24h à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.

15 Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior; II - desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a"; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a"; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

16 Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.

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