EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF

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1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF A ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA AMBR, pessoa jurídica de direito privado (entidade nacional representativa dos médicos), com sede na Rua São Carlos do Pinhal, 324, Bela Vista, São Paulo Capital, inscrita no CNPJ/MF sob o nº /07, neste ato representada pelo seu Presidente, Dr. Florentino Cardoso, brasileiro, médico, casado, portador da Cédula de Identidade RG nº SSP/CE e do CPF nº e O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CFM (como AMICUS CURIAE ou como entidade de classe de âmbito nacional), Autarquia Federal, CNPJ n.º / , instituída pelo Decreto-lei nº 7.955, de e pela Lei nº 3.268, de , alterada pela Lei nº , de 15 de dezembro de 2004 e regulamentada pelo Decreto nº /58 e pelo Decreto n.º 6821, de , com sede no SGAS 915 lote 72, CEP , na Capital da República, representados por seus Presidentes, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com base no inciso I,, alínea a do artigo 102 da Carta Magna c/c a Lei federal n.º 9.868/99, propor a presente AÇÃO DIREITA DE INCONSTITUCIONALIDADE COM PEDIDO CAUTELAR 1

2 contra os artigos 7º, os incisos I, II e os parágrafos 1º, o 2º e os incisos I e II, 3º, o 1ª, os incisos I, II e II do art. 9º e o artigo 10 e seus parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º e artigo 11 da Medida Provisória n.º 621/2013, publicada no DOU do dia 09/07/2013, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. I - O OBJETO DA PRESENTE LIDE. A Autora, por intermédio da presente ação direta, busca obter uma tutela jurisdicional que tenha o condão de DECLARAR A INCONSTITUCIONALIDADE de determinados dispositivos da Medida Provisória n.º 621/2013 proclamando-se a sua nulidade, por força da flagrante inconstitucionalidade existente na aludida medida provisória e afastando-os do ordenamento jurídico pátrio, especialmente porque eles têm o condão acarretar verdadeira afronta à Constituição da República e por conseguinte inúmeros prejuízos à um dos maiores interesses públicos resguardados na Constituição Federal: a saúde pública digna e de qualidade à população brasileira, ao possibilitar a desproporcional e irracional situação de médicos sem formação profissional e sem a necessária revalidação de diploma não reconhecido internamente adequada tratar da saúde do povo brasileiro. 2

3 Com efeito, aqui se questiona a flagrantes inconstitucionalidades formais e materiais de diversos artigos da Medida Provisória n.º 621/ Projeto Mais Médicos para o Brasil - porque há evidente lesão aos ditames da Constituição Federal, em especial: INCONSTITUCIONALIDADES FORMAIS: - ausência dos pressupostos constitucionais do artigo 62 da Constituição Federal para edição de medida provisória ausência de relevância e urgência; INCONSTITUCIONALIDADES MATERIAIS - violação do princípio constitucional do concurso público (art. 37, II, CF); - imposição de servidão civil aos estudantes do curso de medicina em detrimento do art. 6º do pacto de San José da Costa Rica norma de caráter supralegal; - limitação territorial do exercício da profissão violação do livre exercício profissional criação de subcategorias de profissionais (art. 5, XIII, CF) Impossibilidade de medida provisória regular matéria relativa à nacionalidade, cidadania e orçamento (art. 62, 1º, a e d, CF) Ademais, em razão do iminente risco de dano a direitos constitucionais fundamentais, e em face da relevância jurídica do tema e do especial significado para ordem social e segurança jurídica, requer-se também a concessão de medida cautelar, conforme artigos 10,11 e 12 da lei 9.868/99, e artigo 3

4 102, I, p, da Constituição Federal, para suspender temporariamente a eficácia e aplicabilidade dos textos legais ora atacados, concedendo-lhes os efeitos ex tunc e erga omnes. II.1 - DA LEGITIMIDADE ATIVA DA AMBR E DA PERTINÊNCIA TEMÁTICA NA PROPOSITURA DA PRESENTE ADI A Associação Médica Brasileira AMB - é uma entidade de classe de âmbito nacional, fundada em 26 de janeiro de 1951, cuja missão é defender a dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira, conforme se depreende do seu estatuto (documento anexo). É dentro desse contexto, que a Autora vem solicitar uma tutela jurisdicional com a finalidade de afastar do mundo jurídico a patente inconstitucionalidade inserida no artigo 7º, incisos I, II e em seus parágrafos 1º, o 2º e os incisos I e II, 3º, o 1ª, os incisos I, II e II do artigo 9º, o artigos 10 e seus parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º e artigo 11, tendo em vista que eles estão em total confronto com a Carta Magna conforme será demonstrado a seguir. Detenha-se que no que caso em tela a pertinência temática encontrase presente uma vez que a Autora busca assegurar o respeito aos ditames constitucionais, especialmente àqueles relacionados à tutela da saúde, da vida, do regular exercício profissional (medicina), do respeito aos direitos sociais do trabalho, da Tripartição dos Poderes da República, do regular processo legislativo, da regularidade nos gatos públicos, por meio da realização de concurso ou por meio de licitação, bem como pela observância dos ditames do art. 37, principalmente no que tange aos princípios norteadores da Administração Pública, pois os artigos acima citados da Medida Provisória em questão tem o condão de atingir diretamente o exercício da medicina no Brasil, 4

5 e é de interesse de agir o direto da Autora o resguardo da tutela dos direitos acima descritos, notadamente a defesa da dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira que é posta em xeque pelos artigos inconstitucionais da medida provisória supra descrita. Portanto, no caso em tela não há dúvidas de que a Requerente enquadra-se no disposto no inc. IX do artigo 103 da Constituição federal e do artigo 2, IX da lei federal 9.868/99 sendo parte legítima com pertinência temática para propor a presente ação, inclusive porque o próprio STF tem admitido tal situação (Ag-ADI n.º 3153/DF, Rel. Sepúlveda Pertence, DJ. 12/04/2004), notadamente porque o tema está intimamente ligada ao exercício da medicina no Brasil e a Autora é regular entidade da classe médica de âmbito nacional, como já mencionado na ADI II.2 DO CFM COMO AMIGO DA CORTE - AMICUS CURIE É sabido de todos que o Conselho Federal de Medicina - CFM é uma Autarquia Federal que possui competência para fiscalizar o exercício técnico e moral da medicina (ex vi do art. 5º c/c 15 da Lei n.º 3268/57), bem como zelar pela saúde da população, nos exatos termos do art. 196 da Carta Magna. Dentro desse contexto, e considerando que a Medida Provisória em questão tem o condão de interferir de forma drástica no exercício profissional da Medicina, o CFM, ora requerente, almeja participar da presente ação nos termos do 2º do art. 7º da Lei n.º 9868/99 1, ou que haja uma interpretação mitigada do inc. IX do artigo 103 da Carta Magna, na medida em que o requerente é também 1 2 o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. 5

6 pode ser considerado como uma entidade de Classe de âmbito Nacional intimamente relacionado com a Classe Médica 2, conforme precedentes do STF. Desse modo, considerando a pertinência temática e relação direta do tema com o exercício e fiscalização da medicina, requer seja deferida a participação do CFM como amicus curiae ou como parte legítima, considerando que o tema está totalmente ligado às atribuições e interesses do Requerente, ou seja, matéria ligada aos interesses típicos da classe que representada pelos requerentes. III - DOS FATOS 3. No dia 09 de julho de 2013 o D.O.U. foi publicado o texto da Medida Provisória nº 621, que institui o Programa Mais Médicos (cópia anexa). No corpo desta Medida Provisória consta em seu Capítulo V, o Projeto Mais Médicos para o Brasil, assim previsto: Art. 7 o Fica instituído, no âmbito do Programa Mais Médicos, o Projeto Mais Médicos para o Brasil, que será oferecido: 2 Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI FEDERAL Nº /07. CRIAÇÃO DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. LEGITIMIDADE DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIDORES DO IBAMA. ENTIDADE DE CLASSE DE ÂMBITO NACIONAL. VIOLAÇÃO DO ART. 62, CAPUT E 9º, DA CONSTITUIÇÃO. (...) AÇÃO DIRETA PARCIALMENTE PROCEDENTE. 1. A democracia participativa delineada pela Carta de 1988 se baseia na generalização e profusão das vias de participação dos cidadãos nos provimentos estatais, por isso que é de se conjurar uma exegese demasiadamente restritiva do conceito de entidade de classe de âmbito nacional previsto no art. 103, IX, da CRFB. 2. A participação da sociedade civil organizada nos processos de controle abstrato de constitucionalidade deve ser estimulada, como consectário de uma sociedade aberta dos intérpretes da Constituição, na percepção doutrinária de Peter Häberle, mercê de o incremento do rol dos legitimados à fiscalização abstrata das leis indicar esse novel sentimento constitucional. 3. In casu, a entidade proponente da ação sub judice possuir ampla gama de associados, distribuídos por todo o território nacional, e que representam a integralidade da categoria interessada, qual seja, a dos servidores públicos federais dos órgãos de proteção ao meio ambiente. (...) ADI 4029 / AM - AMAZONAS, Relator(a): Min. LUIZ FUX, DJe-125 DIVULG PUBLIC , 6

7 I - aos médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no País; e II - aos médicos formados em instituições de educação superior estrangeiras, por meio de intercâmbio médico internacional. 1 o A seleção e ocupação das vagas ofertadas no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil observará a seguinte ordem de prioridade: I - médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no País; II - médicos brasileiros formados em instituições estrangeiras com habilitação para exercício da medicina no exterior; e III - médicos estrangeiros com habilitação para exercício de medicina no exterior. 2 o Para fins do Projeto Mais Médicos para o Brasil, considerase: I - médico participante - médico intercambista ou médico formado em instituição de educação superior brasileira ou com diploma revalidado; e II - médico intercambista - médico formado em instituição de educação superior estrangeira com habilitação para exercício da medicina no exterior. 3 o A coordenação do Projeto Mais Médicos para o Brasil ficará a cargo dos Ministérios da Educação e da Saúde, que disciplinarão, por meio de ato conjunto dos Ministros de Estado da Educação e da Saúde, a forma de participação das instituições públicas de educação superior e as regras de funcionamento do Projeto, incluindo a carga horária, as hipóteses de afastamentos e os recessos. (grifos nossos) As condições para a participação do médico no Projeto Mais Médico para o Brasil estão previstas no 1ª, incisos I, II e III do art. 9º e são as seguintes: 7

8 1 o São condições para a participação do médico intercambista no Projeto Mais Médicos para o Brasil, conforme disciplinado em ato conjunto dos Ministros de Estado da Educação e da Saúde: I - apresentar diploma expedido por instituição de educação superior estrangeira; II - apresentar habilitação para o exercício da medicina no país de sua formação; e III - possuir conhecimentos de língua portuguesa. (grifos nossos) O exercício da medicina por parte do médico denominado intercambista que aderir a este Projeto ficou dispensado da revalidação do diploma, quando este for de origem estrangeira ou quando se tratar de estrangeiro com formação no exterior, verbis: Art. 10. O médico intercambista exercerá a medicina exclusivamente no âmbito das atividades de ensino, pesquisa e extensão do Projeto Mais Médicos para o Brasil, dispensada, para tal fim, a revalidação de seu diploma nos termos do 2 o do art. 48 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de o Fica vedado ao médico intercambista o exercício da medicina fora das atividades do Projeto Mais Médicos para o Brasil. 2 o Para exercício da medicina pelo médico intercambista no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil será expedido registro provisório pelos Conselhos Regionais de Medicina. (grifos nossos) A MP nº 621/13, nos 3º e 4º do seu arigo. 10 criou uma declaração de participação do médico intercambista retirando dos Conselhos Regionais de Medicina a competência para avaliar a qualidade profissional do médico intercambista, na medida em que suprime a possibilidade de fiscalizar o exercício profissional através da análise documental para o exercício da medicina, verbis 8

9 Art. 10. (...) 3 o A declaração de participação do médico intercambista no Projeto Mais Médicos para o Brasil, fornecida pela coordenação do programa, é condição necessária e suficiente para a expedição de registro provisório pelos Conselhos Regionais de Medicina, não sendo aplicável o art. 99 da Lei n o 6.815, de 19 de agosto de 1980, e o art. 17 da Lei n º 3.268, de 30 de setembro de o O registro provisório será expedido pelo Conselho Regional de Medicina no prazo de quinze dias, contado da apresentação do requerimento pela coordenação do programa de aperfeiçoamento, e terá validade restrita à permanência do médico intercambista no Projeto Mais Médicos para o Brasil, nos termos do regulamento. (grifos nossos). Com efeito, da atenta leitura dos artigos mencionados da Medida Provisória 621/2013 acima transcritos percebe-se que tal instrumento normativo padece de flagrante inconstitucionalidade, senão vejamos. IV - DO DIREITO IV.1 DAS INCONSTITUCIONALIDADES FORMAIS: DA AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS CONSTITUCIONAIS DO ARTIGO 62 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL PARA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA AUSÊNCIA DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA: - VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGISLATIVO DA MEDIDA PROVISÓRIA 9

10 Doutos Ministros, a simples leitura da Medida Provisória em debate, leva à conclusão de frontal violação formal ao Texto Constitucional, em especial ao disposto em seu artigo 62, caput. Com efeito, o referido dispositivo Constitucional assinala que as Medidas Provisórias serão editadas somente em caso de relevância e urgência, verbis Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) I relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) a) nacionalidade (...) Com efeito, da atenta leitura dos dispositivos impugnados é fácil constatar que o artigo 7º e seus incisos e parágrafos, o artigo 9º e seus parágrafos e o artigo 10 e seus parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º da Medida Provisória n.º 621/2013 padecem de flagrante inconstitucionalidade, uma vez que não se verifica o requisito da urgência para tratar dos temas ali arrolados. Ora, é sabido de todos que a situação da gestão da saúde pública no Brasil é um problema crônico que já se arrasta por décadas por culpa única e exclusiva dos poderes públicos que não foram competentes e eficazes (e a edição desta medida provisória é prova que continuam no mesmo status quo ante ) para solucionar a questão, o que é mandamento constitucional! 10

11 . Assim, a solução mágica proposta pelo Executivo, consubstanciada na MP ora impugnada, não possui nada de urgente e se mostra totalmente inconstitucional, data vênia. A criação de um projeto mais médicos para o Brasil em verdadeiro toque de caixa por medida provisória teve o único intuito de tentar abafar o clamor popular das manifestações ocorridas em todo território nacional que reclama apenas o cumprimento dos direitos fundamentais constitucionais dos cidadãos. Não é através de medida provisória que se pode solucionar a questão da saúde pública em todo território nacional, muito menos no conteúdo de contratação de médicos muitos deles de qualidade duvidosa como se verá nas inconstitucionalidades materiais apontadas. Este Supremo Tribunal já se pronunciou acerca da possibilidade do controle abstrato de constitucionalidade acerca dos critérios de relevância e urgência de medida provisória: "A crescente apropriação institucional do poder de legislar, por parte dos sucessivos Presidentes da República, tem despertado graves preocupações de ordem jurídica, em razão do fato de a utilização excessiva das medidas provisórias causar profundas distorções que se projetam no plano das relações políticas entre os Poderes Executivo e Legislativo. Nada pode justificar a utilização abusiva de medidas provisórias, sob pena de o Executivo, quando ausentes razões constitucionais de urgência, necessidade e relevância material, investir-se, ilegitimamente, na mais relevante função institucional que pertence ao Congresso Nacional, vindo a converter-se, no âmbito da comunidade estatal, em instância hegemônica de poder, afetando, desse modo, com grave prejuízo para o regime das liberdades públicas e sérios reflexos sobre 11

12 o sistema de checks and balances, a relação de equilíbrio que necessariamente deve existir entre os Poderes da República. Cabe ao Poder Judiciário, no desempenho das funções que lhe são inerentes, impedir que o exercício compulsivo da competência extraordinária de editar medida provisória culmine por introduzir, no processo institucional brasileiro, em matéria legislativa, verdadeiro cesarismo governamental, provocando, assim, graves distorções no modelo político e gerando sérias disfunções comprometedoras da integridade do princípio constitucional da separação de poderes." (ADI MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em , Plenário, DJ de ) (grifos nossos). E ainda: "A edição de medidas provisórias, pelo presidente da República, para legitimar-se juridicamente, depende, dentre outros requisitos, da estrita observância dos pressupostos constitucionais da urgência e da relevância (CF, art. 62, caput). Os pressupostos da urgência e da relevância, embora conceitos jurídicos relativamente indeterminados e fluidos, mesmo expondo-se, inicialmente, à avaliação discricionária do presidente da República, estão sujeitos, ainda que excepcionalmente, ao controle do Poder Judiciário, porque compõem a própria estrutura constitucional que disciplina as medidas provisórias, qualificando-se como requisitos legitimadores e juridicamente condicionantes do exercício, pelo chefe do Poder Executivo, da competência normativa primária que lhe foi outorgada, extraordinariamente, pela CR. (...) A possibilidade de controle jurisdicional, mesmo sendo excepcional, apoia-se na necessidade de impedir que o presidente da República, ao editar medidas provisórias, incida em excesso de poder ou em situação de manifesto abuso 12

13 institucional, pois o sistema de limitação de poderes não permite que práticas governamentais abusivas venham a prevalecer sobre os postulados constitucionais que informam a concepção democrática de Poder e de Estado, especialmente naquelas hipóteses em que se registrar o exercício anômalo e arbitrário das funções estatais." (ADI MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em , Plenário, DJ de ) (grifos nossos). O artigo 1 da medida provisória 621/13, que institui o alegado programa mais médicos determina que sua finalidade é formar recursos humanos na área médica para o Sistema Único de Saúde - SUS e com os seguintes objetivos: a fim de reduzir as desigualdades regionais na área da saúde; II - fortalecer a prestação de serviços na atenção básica em saúde no País; III - aprimorar a formação médica no País e proporcionar maior experiência no campo de prática médica durante o processo de formação; IV - ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população brasileira; V - fortalecer a política de educação permanente com a integração ensino-serviço, por meio da atuação das instituições de educação superior na supervisão acadêmica das atividades desempenhadas pelos médicos; VI - promover a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais da saúde brasileiros e médicos formados em instituições estrangeiras; VII - aperfeiçoar médicos para atuação nas políticas públicas de saúde do País e na organização e funcionamento do SUS; e VIII - estimular a realização de pesquisas aplicadas ao SUS A alegada finalidade de redução de desigualdade regional na área de saúde e até mesmo o aprimoramento da formação médica no país NÃO SÃO PASSÍVEIS DE MEDIDA PROVISÓRIA! 13

14 Ora, nobres Ministros, o que se debate na presente ação é a proteção de um dos maiores bens jurídicos tutelados pela Constituição; direito à saúde, corolário do direito ao direito á vida digna! Não se discute que o tema merece atenção máxima dos poderes públicos, mas não pode ser tratado de forma repentina apenas no calor do clamor popular e certamente a medida provisória não é o meio legal para disciplinar assunto tão delicado que merece maior debate em todas as esferas de governo. Não há dúvidas de que o presente Programa de Governo é totalmente teratológico e elaborado sob uma base jurídica contrária aos ditames Constitucionais em flagrante abuso de Poder/Desvio de Finalidade, conforme acima alinhavado. Nobres Ministros, existem evidentes inconstitucionalidade nos artigos acima citados, pois a matéria ora tratada não se adequa aos ditames da Constituição Federal (artigo. 62, caput ), ou seja, é dever do Poder Judiciário declarar a nulidade dos dispositivos arrolados porque a matéria em questão deveria observar do devido processo legislativo (art. 65 e seguintes 3 ) e não ser tratada em Medida Provisória, já que o problema da saúde brasileira se encontra comprometido Há décadas e não pode ser resolvido com passe de mágica. IV.2 DAS INCONSTITUCIONALIDADES MATERIAIS DA VIOLAÇÃO AO DIREITO À SAÚDE 3 Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar. Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará. 14

15 A presente ADI possui enorme relevância jurídica, uma vez que visa impedir que haja precarização da saúde, ou seja, a matéria ora debatida está intimamente relacionada à tutela do direito à vida e à segurança, nos exatos termos do art. 5º, caput c/c 196 e 197 da CF. Douto Ministro Relator, os dispositivos legais da Medida Provisória acima citada atentam conta à vida, a dignidade, a segurança, a saúde e contra o Sistema Democrático Republicano Brasileiro (Princípios Sensíveis da Constituição 4 e Cláusulas Pétreas 5 ), pois as políticas públicas buscadas pelo Governo têm o condão de afrontar as regras relativas ao regular exercício da profissão médica no Brasil, especialmente as regras que tratam da revalidação de diplomas e dos requisitos para o exercício profissional. O artigo 7º da Medida Provisória assinala que o Programa Mais Médicos será oferecido, para os médicos estrangeiros, por meio de intercâmbio internacional e por brasileiros formados no exterior SEM QUALQUER REVALIDAÇÃO DO DIPLOMA, verbis Art. 7 o Fica instituído, no âmbito do Programa Mais Médicos, o Projeto Mais Médicos para o Brasil, que será oferecido (...): II - aos médicos formados em instituições de educação superior estrangeiras, por meio de intercâmbio médico internacional. 4 Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; (...) a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; 5 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (...) III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. 15

16 1 o A seleção e ocupação das vagas ofertadas no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil observará a seguinte ordem de prioridade (...): II - médicos brasileiros formados em instituições estrangeiras com habilitação para exercício da medicina no exterior; e III - médicos estrangeiros com habilitação para exercício de medicina no exterior. Com efeito, é sabido de todos que as Medidas Provisórias possuem força de Lei. Entretanto, a edição de Medidas Provisórias não é um Poder Absoluto do Poder Executivo, ou seja, edição da aludida norma não pode contrariar o sistema jurídico vigente, especialmente os princípios acima citados que tratam da impossibilidade material e jurídica de se criar um tratamento não isonômico entre Nacionais e Estrangeiros. Ademais, a Medida Provisória em questão está acarretando flagrante negativa de vigência ao disposto no art. 196 e 197 da Carta Magna, tendo em conta que a tutela da vida, da segurança e da saúde não pode deixar de observar os parâmetros insculpidos na Constituição da República, principalmente porque os programas de governo devem buscar a redução do risco de doença e de outros agravos, por força dos artigos acima citados. Ora, a manutenção dos artigos 7º, 9º e 10º da Medida Provisória indubitavelmente tem o condão de acarretar violação direta e frontal à Carta Magna (artigos 196 e 197), assim como da Legislação infraconstitucional (Lei nº 3.268/57 e Lei nº 9.394/96), pois a contratação de pessoas (intercambistas), sem a necessária comprovação de habilitação profissional (revalidação do diploma) e sem o domínio do idioma nacional (Celpe/BRAS), para a realização de atendimento médico em inúmeros municípios da Federação é uma atitude nefasta e antirrepublicana. 16

17 É evidente que o direito à saúde é indisponível e justamente por este motivo o poder público não poder tomar atitudes irresponsáveis (ainda mais através de medida provisória) e deixar nas mãos de profissionais que não detém reconhecimento técnico nacional para clinicar no Brasil ao invés de implementar políticas públicas DE QUALIDADE E EFICIÊNCIA para o profissional da saúde habilitado e apto a exercer o ditame constitucional que todo cidadão tem direito. Com efeito, a pretensão do Governo Federal não garante políticas públicas de qualidade e tem o condão de permitir do exercício irregular e ilegal da medicina no Brasil, eis que é sabido de todos que não existe revalidação automática de diplomas e que o exercício da medicina deve observar o disposto no artigo 17 da Lei n.º 3268/57, bem como o Decreto n.º 44045/58, por força da qualificação profissional exigida no Texto Constitucional em seu artigo 5, XIII, neste caso regulamentado assim pelas normas descritas, verbis. Art. 15 São atribuições dos Conselhos Regionais: a) deliberar sobre a inscrição e cancelamento do quadro do Conselho; (...) h) promover, por todos os meios ao seu alcance, o prefeito desempenho técnico e moral da medicina e o prestígio e bom conceito da medicina, da profissão e dos que a exerçam; (...) Art. 17- Os médicos só poderão exercer legalmente a medicina, em qualquer de seus ramos ou especialidades, após o prévio registro de seus títulos, diplomas, certificados ou cartas do Ministério da Educação e Cultura e de sua inscrição no Conselhos Regional de Medicina, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade... 17

18 2º e seguintes, verbis Acerca do pedido de inscrição no CRM, vale frisar o disposto no artigos Art. 2º O pedido de inscrição do médico deverá ser dirigido ao Presidente do competente Conselho Regional de Medicina, com declaração de (...): f) prova de revalidação do diploma de formatura, de conformidade com a legislação em vigor, quando o requerente, brasileiro ou não, se tiver formado por Faculdade de Medicina estrangeira; (...) Nesta esteira, é flagrante a inconstitucionalidade da norma atacada, pois a Medida Provisória do Governo Federal tem a finalidade de permitir o exercício ilegal da profissão, ou seja, de permitir que pessoas que não estejam registrados perante os Conselhos Regionais de Medicina atuem de forma ilegal, acarretando, inclusive a eventual sonegação de impostos e contribuições sociais, bem como gastos desnecessários e elevados. Ora, com uma simples conta aritmética é fácil constatar que a contratação de mil pessoas, por no mínimo R$ ,00 (dez mil reais) implicará no custo de R$ (cem milhões) de reais por mês e R$ (um bilhão e duzentos milhões) de reais por ano, inclusive sem qualquer previsão orçamentária regularmente aprovada pelo Congresso Nacional (Lei Orçamentária), desrespeitando inclusive a repartição das receitas do Governo, inclusive com relação aos Municípios (art. 159 c/c 161da CF/88), que exige Lei Complementar para tratar do tema, sem olvidar que medida provis[oria não pode, mesmo que indiretamente regulamentar matéria atinente a orçamento, conforme artigo 62, 1, d, da Constituição Federal.. Portanto, não há dúvidas de que a Medida Provisória em questão causa enormes prejuízos financeiros à União, aos Estados e Municípios, bem como flagrante desrespeito ao interesse público maior, qual seja, UMA PRESTAÇÃO DE 18

19 SERVIÇOS MÉDICOS DE QUALIDADE, COM A CONSEQUENTE PRESERVAÇÃO DA SAÚDE E DA VIDA DIGNA. EXISTEM PROFISSÕES QUE TUTELAM DIREITOS CONSTITUCIONAIS QUE NÃO PODEM SER TRATADOS DE MANEIRA SIMPLÓRIA, POR ESTE MOTIVO O HÁ NECESSIDADE DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA EXERCÍCIO, COMO BEM SALIENTADO NO ARTIGO 5, XIII, DO TEXTO CONSTITUCIONAL: XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer ; (grifos nossos). É impensável que um advogado, promotor ou juiz, não tenha formação jurídica adequada e compatível com as necessidades de formação brasileira para se fazer justiça. Da mesma forma se mostra incompatível com os ditames constitucionais que um médico possa tratar da saúde da população sem a mínima consideração do seu conhecimento técnico pela medicina brasileira, como pretende os artigos da media provisória em questão ao aceitar o médico intercambista médico sem reconhecimento de seu diploma em nosso país e até mesmo médicos estrangeiros que sequer conhecem a realidade nacional e a medicina pátria! O inciso XIII, do art. 5º, da CF, contempla reserva legal qualificada, pois o próprio texto constitucional impõe limitação de conteúdo ao legislador no exercício da competência que lhe confere. A restrição ao exercício de qualquer 19

20 trabalho, ofício ou profissão, portanto, se limitará às "qualificações profissionais que a lei estabelecer." Todavia, a locução "qualificações profissionais" há de ser compreendida como: (i) pressupostos subjetivos relacionados à capacitação técnica, científica, moral ou física; (ii) pertinentes com a função a ser desempenhada; (iii) amparadas no interesse público ou social e (iv) que atendam a critérios racionais e proporcionais. Tal sentido e abrangência foi afirmado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Rp. n 930 (RTJ 88/760) em relação à locução "condições de capacidade" contida no 23 do art. 153 da CF de 1967 e reafirmado pelo Plenário da Suprema Corte na atual redação do art. 5º, XIII, da CF (RE , Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de ), com a expressa ressalva de que "as restrições legais à liberdade de exercício profissional somente podem ser levadas a efeito no tocante às qualificações profissionais", e que "a restrição legal desproporcional e que viola o conteúdo essencial da liberdade deve ser declarada inconstitucional." O art. 5º, XIII, da CF traça todos os limites do legislador no campo de restrição ao direito fundamental que contempla. Por isso tem afirmado a jurisprudência do STF que as qualificações profissionais (meio) somente são exigidas daquelas profissões que possam trazer perigo É dentro deste contexto, ou seja, de preservar e resguardar interesses coletivos da sociedade (saúde), que o requerente busca uma tutela jurisdicional que: a) impeça que a saúde da população brasileira seja prejudicada com a entrega de uma prestação de serviços médicos de qualidade duvidosa; b) determine que os representantes do Governo Federal observem a legislação e não atentem conta o Estado Democrático de Direito (Tripartição dos Poderes da República); c) 20

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