A Nova Lei de Falências, Principais Alterações e Enquadramento Geral de Credores

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1 A Nova Lei de Falências, Principais Alterações e Enquadramento Geral de Credores Renato Buranello Mestre em Direito Comercial pela PUC/SP e Sócio do Rayes, Servilha e Buranello Advogados. Marcos Reis Advogado associado do Rayes, Servilha e Buranello Advogados. M A a edição de ulho de 1998 N deste Disclosure das Transações Financeiras, escrevemos artigo sobre a antiga lei de falências regulada pelo Decreto-Lei n de 21 de unho de 1945 com enfoque no quadro geral de credores. No sentido de destacar as principais alterações da Lei n de 09 de fevereiro de 2005, atualmente chamada de Lei de Recuperação de Empresas (LRE), que entrou em vigor em 09 de unho de 2005, vimos apresentar este novo artigo. Devemos lembrar também que foi sancionada em 9 de fevereiro de 2005 a Lei Complementar n. 118 que alterou o Código Tributário Nacional para refletir as mudanças introduzidas pela nova lei falencial. 1 Principais Aspectos A nova Lei de Falências traz duas inovações fundamentais para o sistema falimentar brasileiro. A proteção dos negócios produtivos lastreado no princípio da preservação da empresa baseado na sua função social e consequentemente prevê a criação de procedimentos alternativos para a recuperação de um empresário ou empresa insolvente. Assim destacam-se os procedimentos alternativos criados pela Lei para evitar a falência de uma empresa: a Recuperação Extraudicial e a Recuperação Judicial. O instrumento de preservação do devedor relativamente à falência deixa de ser a concordata (preventiva ou suspensiva) e passa a ser a recuperação udicial. Enquanto a concordata era um direito a que tinha acesso todo empresário que preenchesse as condições da lei, independentemente da viabilidade de sua recuperação econômica, à recuperação udicial só tem acesso o empresário cua atividade econômica possa ser reorganizada, ou sea, àquela empresa que demonstre viabilidade econômica. Enquanto a concordata produzia seus principais efeitos em relação aos credores quirografários, a recuperação udicial sueita todos os credores, com a condição do pagamento das dívidas trabalhistas em no máximo um ano. Ainda, com a recuperação udicial, o sacrifício dos credores, se houver, deve ser delimitado no plano de recuperação sem qualquer limitação legal, e deve ser aprovada por todas as classes de credores. O pedido de falência perde, em parte, a característica de medida coercitiva utilizável como cobrança de dívida. Com a LRE só é cabível o pedido de falência se o valor da dívida em atraso for superior ao mínimo estabelecido em lei (40 salários mínimos). Com a simples apresentação de plano de recuperação, no prazo da contestação, impedese a decretação da falência com base na impontualidade inustificada e este prazo agora passe a ser de 10 dias. Outra mudança substancial é que a venda dos bens do falido (realização do ativo) pode ser feita desde logo, não esta mais condicionada a verificação dos créditos e investigação dos crimes falimentares. A venda dos bens perecíveis, sueitos a considerável desvalorização, de conservação arriscada ou dispendiosa pode ser feita antecipadamente. Assim estão sueitos à nova lei os empresários e sociedades empresárias 1 em geral, sendo que algumas hipóteses devem ser analisadas especificamente. Quanto aos empresários rurais, estarão ou não sueitos, conforme sua inscrição no Registro Público de Empresas 1 A Nova Lei de Falências autoriza, em seu art. 199, as empresas exploradoras de serviços aéreos a requererem a recuperação extraudicial, udicial e a falência. A Lei traz ainda outra novidade para o setor, ao dispor que na recuperação udicial e na falência de tais sociedades, em nenhuma hipótese ficará suspenso o exercício de direitos derivados de contratos de arrendamento mercantil de aeronaves ou de suas partes (parágrafo único do art.199), não fi cando, portanto, os arrendadores de tais equipamentos sueitos ao prazo de suspensão. v A 2. Disclosure das Transações Financeiras outubro 2005

2 Mercantis, o que vêm no sentido correto uma vez que poderíamos afastar o instituto da recuperação da agroindústria. As sociedades cooperativas são hoe classificadas como simples. Assim, as cooperativas não são abrangidas pela nova lei de recuperação de empresa. Na verdade a lei prevê hipóteses de exclusão total ou parcial do regime falencial. A nova Lei não se aplica absolutamente às empresas públicas ou sociedades de economia mista e as câmaras ou prestadoras de serviços de compensação. Em relação às instituições financeiras públicas ou privadas (regidas pela Lei 6.024/ 1974), as seguradoras, e os planos privados de assistência à saúde, excluem-se relativamente da LRE, conforme o ativo for insuficiente para o pagamento de metade dos credores quirografários ou se houver fundados indícios de crime falimentar poderá ser afeito o regime da falência. Por fim, se o devedor é microempresário ou empresário de pequeno porte, a recuperação udicial segue rito simplificado. A Lei /2005 definiu, ainda, importantes órgãos para o processo de recuperação da empresa, além do administrador udicial, o comitê de credores e a assembléia geral de credores O Administrador Judicial, cuas atribuições são semelhantes às do síndico da antiga lei, deverá ser profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas, contador ou pessoa urídica especializada (art.21), tendo as seguintes atribuições principais, entre outras: PROCEDIMENTOS ALTERNATIVOS PARA PRESERVAÇÃO DO DEVEDOR NOVA LEI DE FALÊNCIAS - Lei /2.005 Proteção dos negócios produtivos lastreado no princípio da preservação de empresas viáveis (função social). RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL Implementação do plano de recuperação da empresa proposta pelo empresário e aceita pela maioria dos credores. Na recuperação udicial e na falência, elaborar a relação de credores, consolidar o quadrogeral de credores, requerer ao uiz convocação da assembléia geral de credores e contratar, mediante autorização udicial, profissionais ou empresas especializadas para auxiliá-lo; Na recuperação udicial, fiscalizar as atividades do devedor e o cumprimento do plano de recuperação udicial, requerer a falência do devedor no caso de inadimplemento de qualquer obrigação prevista no plano de recuperação udicial e apresentar relatório mensal das atividades do devedor; Na falência, relacionar os processos e assumir a representação udicial da massa falida, arrecadar os bens e documentos do devedor, avaliar os bens arrecadados (ou contratar avaliadores para tanto), praticar os atos necessários à realização do ativo e ao pagamento dos credores e FALÊNCIA DA EMPRESA RECUPERAÇÃO JUDICIAL Implementação do plano de recuperação udicial de empresas para preservação da atividade produtiva, manutenção do emprego e interesses dos credores. não atendendo as condições de recuperação udicial representar a massa falida em uízo Comitê de Credores: quanto aos órgãos de gestão do instituto da recuperação, aparece de forma facultativa o Comitê de Credores. Esse comitê deverá ser constituído por deliberação da assembléia geral de credores e deverá ser formado por um representante indicado pela classe de credores trabalhistas; um representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou privilégios especiais e ainda por um representante indicado pela classe de credores quirografários e com privilégios gerais (art. 26, I, II e III). Caso sea instituído, o Comitê de Credores terá, entre outras, as seguintes atribuições: Na recuperação udicial e na falência, fiscalizar as atividades e examinar as contas do administrador udicial, comunicar ao uiz a violação dos direitos dos outubro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 3

3 credores, apurar e emitir parecer sobre quaisquer reclamações de interessados, requerer a convocação da assembléia geral de credores; Na recuperação udicial, fiscalizar a administração das atividades do devedor e a execução do plano de recuperação, requerer ao uiz, na hipótese de afastamento do devedor, autorização para alienar bens do ativo permanente do devedor e para a constituição de garantias reais e a contratação de empréstimos necessários à continuação da atividade empresarial do devedor antes da aprovação do plano de recuperação udicial. As decisões do Comitê de Credores serão tomadas por maioria de votos de seus integrantes e, caso não sea possível tal quorum, o impasse será resolvido pelo administrador udicial ou, na incompatibilidade deste, pelo uíz Assembléia de Credores, a Nova Lei de Falências expandiu o conceito e as atribuições da assembléia geral dos credores (figura existente na antiga Lei de Falências, mas com atribuições muito limitadas). A assembléia geral de credores será composta por credores trabalhistas ou credores por conta de acidentes de trabalho; credores com garantias reais; credores quirografários, com privilégio especial, com privilégio geral ou subordinado. Tal assembléia tem com atribuições, entre outras: Na recuperação udicial: aprovar, reeitar ou modificar o plano de recuperação udicial apresentado pelo devedor, constituir o comitê de credores (bem como escolher e substituir seus ÓRGÃOS PREVISTOS PARA A RECUPERAÇÃO DA EMPRESA ADMINISTRADOR JUDICIAL Atribuições semelhantes ao síndico da antiga Lei, deverá ser profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas, contador ou pessoa urídica especializada. integrantes), aprovar a eventual desistência do devedor em relação ao pedido de recuperação udicial, deliberar sobre o nome do gestor udicial (quando do afastamento do devedor) e deliberar sobre qualquer matéria que possa afetar os interesses dos credores; Na falência: constituir o comitê de credores (bem como escolher e substituir seus integrantes), adotar outras formas de realização do ativo e deliberar sobre qualquer matéria que possa afetar o interesse dos credores. Com o rápido apontamento dos principais aspectos alterados pela nova lei, passamos então a descrição dos principais itens de cada procedimento. 2 Recuperação Extraudicial O empresário insolvente pode contatar seus credores (ou todos os credores de uma determinada classe) para propor e discutir um plano de recuperação extraudicial. Mediante aprovação dos credores, o COMITÊ DE CREDORES Órgão facultativo, constituído por deliberação da Assembléia de Credores. Cada classe de credores (trabalhadores, direitos reais de garantia, quirografários) indicará um representante. ASSEMBLÉIA DE CREDORES Com atribuições mais amplas que previstos na antiga Lei. Formado por credores trabalhistas ou credores por conta de acidentes de trabalho, credores com garantias reais, credores quirografários e credores subordinados. Plano poderá ser submetido à homologação udicial. Se o empresário submete a todos os seus credores um plano de recuperação e a totalidade desses credores abrangidos pelo plano assinam um instrumento concordando com seus termos, sua homologação udicial é facultativa. Dois são os motivos, entretanto, que podem ustificar a homologação facultativa: Revestir o ato de maior solenidade para chamar a atenção das partes para a sua importância; Possibilitar a alienação por hasta pública de filiais ou unidades produtivas isoladas, quando prevista a medida, conforme dispõe o art. 166 da lei. Passe-se a homologação obrigatória caso o devedor consiga obter a adesão de parte significativa dos seus credores ao plano de recuperação, mas uma pequena minoria resiste a suportar as suas conseqüências. Dessa forma, para ser homologado com base no art. 163, o plano de recuperação extraudicial deve ostentar a assinatura de pelo menos 3/5 de todos os 4. Disclosure das Transações Financeiras outubro 2005

4 créditos de cada espécie por ele abrangido. Os requisitos legais para a homologação do plano de recuperação extraudicial são de duas ordens: 2.1. Requisitos Subetivos: dizem respeito à sociedade empresária requerente, que são: atender às mesmas condições estabelecidas pela Lei para o acesso à recuperação udicial (art. 161, caput); não se encontrar em tramitação nenhum pedido de recuperação udicial dela (art. 161, 3 o ); não lhe ter sido concedida, há menos de 2 anos, recuperação udicial ou extraudicial (art. 161, 3 o ) Requisitos Obetivos: são pertinentes ao plano submetidos à homologação: não pode ser previsto no plano o pagamento antecipado de nenhuma dívida (art. 161, 2 o ); todos os credores sueitos ao plano devem receber tratamento paritário, vedado o favorecimento de alguns ou o desfavorecimento apenas de parte deles (art. 161, 2 o ); o plano não pode abranger senão os créditos constituídos até a data do pedido de homologação (art. 163, 3 o ); do plano só pode constar a alienação de bem gravado ou a suspensão ou substituição de garantia real se com a medida concordar expressamente o credor garantido (art. 163, 4 o ); o plano de recuperação não pode estabelecer o afastamento da variação cambial nos créditos em moeda estrangeira sem contar com a expressa anuência do respectivo credor (art. 163, 5 o ). O Plano de Recuperação Extraudicial poderá abranger a totalidade de uma ou mais espécies de créditos previstos no art. 83, incisos II, IV, V e VIII (crédito com garantia real, créditos com garantia especial, créditos quirografários e as multas contratuais e os créditos subordinados, ou sea, os assim previstos em lei ou em contrato e os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício) ou grupos de credores de mesma natureza e sueito a semelhantes condições de pagamento (art. 163, 1 o ) Exclusões da Recuperação Extraudicial: são créditos que não se aplicam a Recuperação Extraudicial. titulares de créditos de natureza tributária (art. 161, 1 o ); titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidente de trabalho (art. 161, 1 o ); credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cuos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorporações imobiliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio, prevalecendo os direitos de propriedade sobre a coisa e as condições contratadas (art. 49, 3 o ); titular de crédito decorrente de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) (art. 161, 1 o ). Homologado o Plano de Recuperação Extraudicial, terá efeito sobre todos os credores (incluindo os que não assinaram o Plano), se aprovado por, pelo menos, 3/5 de cada classe de credores; ou sobre apenas os credores que assinaram o Plano, se aprovado por menos de 3/5 dos credores de cada classe. 3 Recuperação Judicial O instituto da recuperação udicial tem por obetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica. Como regra geral, o devedor e seus administradores continuarão na condução da atividade empresarial, sendo acompanhados por um administrador udicial. Os administradores só serão afastados nos casos de indícios de crime falimentar, conduta dolosa, simulação ou fraude contra os interesses dos credores, deliberação prevista no plano de recuperação udicial e em outras hipóteses previstas na Lei. Importante observar que não é toda e qualquer empresa que deverá se utilizar da recuperação udicial; somente as empresas viáveis. O exame da viabilidade será feito, pelo Judiciário, em função de vetores como a importância social, a mão-de-obra e tecnologia empregadas, o volume do ativo e passivo, o tempo de existência da empresa e seu porte econômico. outubro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 5

5 3.1. Requisitos: o processo de recuperação udicial pode ser iniciado por qualquer empresário/empresa insolvente que estea exercendo de forma regular suas atividades por mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos, cumulativamente: Não ser falido e, se o foi, esteam declaradas extintas, por sentença transitada em ulgado, as responsabilidades daí decorrentes; Não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação udicial; Não ter, há menos de 8 (oito) anos, obtido concessão de recuperação udicial com base no plano especial de Recuperação Judicial para Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte; Não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei (art.48, Incs. I a IV). O art. 49 dispõe que estão sueitos à recuperação udicial todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos Exclusões da Recuperação Judicial: estão excluídos da recuperação udicial: Créditos tributários; Créditos previdenciários; Credor titular da posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis, de arrendador mercantil, de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cuos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorporações imo- biliárias, ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio (art. 49, 3 o ); Crédito decorrente de adiantamento de contrato de câmbio para exportação (art.49, 4 o ). Tratando-se de crédito garantido por penhor sobre títulos de crédito, direitos creditórios, aplicações financeiras ou valores mobiliários, poderão ser substituídas ou renovadas as garantias liquidadas ou vencidas durante a recuperação udicial e, enquanto não renovadas ou substituídas, o valor eventualmente recebido em pagamento das garantias permanecerá em conta vinculada durante o período de suspensão de 180 dias (art. 49, 5 o ). Deferido o processamento da recuperação udicial, estará suspenso, por um período que não excederá o prazo improrrogável de 180 (cento e oitenta) dias, o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário. Decorrido este prazo, será restabelecido o direitos dos credores de iniciar ou continuar suas respectivas ações e execuções, salvo se tais ações tiverem por obeto negociação no plano de recuperação udicial. As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo deferimento da recuperação udicial, ressalvada a concessão de parcelamento (art. 6 o, 7) Meios de Recuperação Judicial: entre os meios de recuperação udicial do art. 50 da LRE podemos destacar os seguintes instrumentos, mas a alienação de bem obeto de garantia real, a supressão da garantia ou sua substituição somente serão admitidas mediante a aprovação expressa do credor titular da respectiva garantia: A concessão de prazos e condições especiais de pagamento das obrigações do devedor; Cisão, incorporação, fusão, transformação da sociedade, constituição de subsidiária integral ou cessão de quotas ou ações; Transferência do controle societário; Substituição total ou parcial dos administradores do devedor, bem como concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto; Aumento do capital social; Arrendamento do estabelecimento; Redução salarial, compensação de horários e redução da ornada, mediante acordo ou convenção coletiva; Dação em pagamento ou novação de dívidas do devedor; Constituição de sociedade de credores; Alienação parcial de bens do devedor; Equalização de encargos financeiros do devedor; Usufruto da empresa; Administração compartilhada; Emissão de valores mobiliários; Constituição de sociedade de propósito específico para adudicar os ativos do devedor. De forma moderna e inovadora, seguindo as principais e mais atuais legislações do mundo, a nova lei permite a alienação das unidades produtivas da empresa em recuperação udicial, sem a transmissão ao arrematante de p A 6. Disclosure das Transações Financeiras outubro 2005

6 quaisquer ônus relacionados aos bens obeto da alienação. Nesse sentido, dispõe o art. 60 que tendo o plano de recuperação udicial aprovado que envolver alienação udicial de filiais ou de unidades produtivas isoladas do devedor, o uiz ordenará, após ouvido o administrador udicial, a realização da alienação através de leilão, propostas fechadas ou pregão. Referimos, aqui, à questão de sucessão por dívidas do falido. Desse modo, o obeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive de natureza tributária e trabalhista, salvo se o arrematante for sócio, parente ou agente do falido. O plano de recuperação udicial implica novação dos créditos anteriores ao pedido, e obriga o devedor e todos os credores a ele sueitos, sem preuízo das garantias, como indica o art. 59 da LRE. Por fim, o descumprimento de qualquer obrigação durante a recuperação udicial ocorrerá a convolação da recuperação udicial em falência. 4 Falência e a Classificação dos Créditos A Lei Falimentar impõe ao próprio empresário devedor o dever de requerer a autofalência, quando não atender às condições legais para obter a recuperação udicial (art.105). O descumprimento desse dever, entretanto, não acarreta sanção alguma. Além do próprio devedor, a LRE atribui a legitimidade ativa concorrente ao cônuge sobrevivente, aos herdeiros e ao inventariante. Cabe o pedido também ao sócio da sociedade devedora, mesmo que limitada ou anônima. Na condição de principais interessados, os credores também têm a legitimidade ativa para o pedido da falência (art.97). Entre as causas que enseam a decretação da falência, a LRE faz uma modificação com o regime anterior, impõe limite de valor no título protestado para ensear o pedido de falência. Agora, somente título ou títulos executivos protestados cua soma ultrapasse 40 salários mínimos poderão dar base ao pedido de falência Créditos Extraconcursais: a classificação dos créditos na falência obedeceu a ordem do art. 83 da LRE, devendo-se observar a precedência do pagamento dos créditos considerados extraconcursais, enumerados no art. 84, conforme segue: remunerações devidas ao administrador udicial e seus auxiliares, e créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços prestados após a decretação da falência; quantias fornecidas à massa pelos credores; despesas com arrecadação, administração, realização do ativo e distribuição do seu produto, bem como custas do processo de falência; custas udiciais relativas às ações e execuções em que a massa falida tenha sido vencida; obrigações resultantes de atos urídicos válidos praticados durante a recuperação udicial ou após a decretação da falência, e tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência, respeitada a ordem estabelecida no art. 83 da Lei Créditos Concursais: a LRE trouxe uma nova hierarquia na classificação dos créditos considerados concursais, invertendo a posição dos credores com garantia real, que agora gozam de prioridade frente às outras classes de credores, exceto dos credores trabalhistas. Assim, temos a classificação prevista pelo art. 83: os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento e cinqüenta) salários mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho; créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado; créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de constituição, excetuadas as multas tributárias; créditos com privilégio especial (credores conforme o art. 964 do Código Civil, credores que a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia e credores assim definidos em outras leis); créditos com privilégio geral (credores conforme o art. 965 do Código Civil, credores quirografários que forneçam bens ou serviços ao devedor durante sua recuperação udicial e credores assim definidos em outras leis); créditos quirografários (credores não previstos nos itens anteriores, credores trabalhistas cuos respectivos créditos excedam o limite de 150 salários-mínimos e credores cuos créditos excedam o valor de suas respectivas garantias reais); multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas, inclusive as multas tributárias; créditos subordinados (assim previsto em lei ou em contrato e credores sócios ou administradores sem vínculo empregatício). outubro 2005 Disclosure das Transações Financeiras. 7

7 O proprietário de bem arrecadado no processo de falência ou que se encontre em poder do devedor na data da decretação da falência poderá pedir sua restituição (art. 85). Haverá, ainda, a restituição em dinheiro da importância entregue ao devedor, em moeda corrente nacional, decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação, na forma do art. 75, 3 o e 4 o, da Lei n , de 14 de ulho de 1965, desde que o prazo total da operação, inclusive eventuais prorrogações, não exceda o previsto nas normas específicas da autoridade competente. Os contratos bilaterais não se resolvem pela falência e podem ser cumpridos pelo administrador udicial. No caso de acordo para compensação e liquidação de obrigações no âmbito do SFN, a parte interessada poderá considerar o contrato vencido antecipadamente, hipótese em que será liquidado na forma estabelecida em regulamento, admitindo-se a compensação de eventual crédito que venha a ser apurado em favor do falido com créditos detidos pelo contratante. No caso de falência, permanece a regra de conversão dos créditos em moeda estrangeira para a moeda do país, pelo câmbio do dia da decisão udicial, para todos os efeitos da Lei de Falências. Importante salientar que essa regra não deverá alcançar a continuação de contratos bilaterais, mas tão somente as dívidas existentes no momento da declaração da falência. Interpretação em sentido contrário resultaria na imposição de oneroso dever ao credor contratante de adimplir suas obrigações sem o recebimento da correspondente e integral contra-prestação (sueita a variação cambial). A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do devedor e dos sócios ilimitada e solidariamente responsáveis, com o abatimento proporcional dos uros, e converte todos os créditos em moeda estrangeira para moeda do país, pelo câmbio do dia da decisão udicial, para todos os efeitos da lei Liquidação de Ativos: na liquidação dos ativos, a ordem de preferência para a alienação de bens do devedor, foi estabelecida no art. 140; alienação da empresa, com a venda de seus estabelecimentos em bloco; alienação da empresa, com a venda de suas filiais ou unidades produtivas isoladamente; alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do devedor; alienação dos bens individualmente considerados. Importante salientar também que HIERARQUIA DOS CRÉDITOS CONCURSAIS na falência, o obeto da venda ficará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão, por parte do comprador, de obrigação trabalhista, decorrentes de acidente de trabalho ou tributárias (art.141, Inc. II). Por fim, vale ressaltar que a LRE aumentou o prazo de defesa do devedor no pedido de falência passou de 24 horas (previsto na Lei anterior) para 10 (dez) dias (art. 98). Também, que o termo legal da falência, que passou de 60 para 90 dias, contados do pedido da falência, do pedido de recuperação udicial ou do primeiro protesto por falta de pagamento (art. 99, II). Na falência do devedor, os bens, direitos e obrigações em patrimônios de afetação permanecerão segregados dos do falido. São esses então os principais pontos da Lei de Recuperação de Empresas que pretendíamos destacar para uma melhor visão geral dessa nova e importante regulação e que tem inúmeros aspectos refletidos sobre o Sistema Financeiro Nacional e suas operações. 1. Créditos Trabalhistas e Acidentes de Trabalho Limitado a 150 salários mínimos por credor. 2. Créditos com Garantia Real Até o limite do bem agravado. 3. Créditos Tributários Independentemente da sua natureza e tempo de constituição, excetuadas as multas tributárias. 4. Créditos com Privilégio Especial Credores com direito de retenção sobre a coisa dada em garantia e credores assim definidos em outras leis. 5. Créditos com Privilégio Geral Credores quirografários que forneçam bens ou serviços ao devedor durante a sua recuperação udicial e outros credores assim definidos em outras leis. 6. Créditos Quirografários Credores não previstos nos ítens anteriores, credores trabalhistas (acima de 150 SM) e credores cuos créditos excedam o valor das respectivas garantias reais. 7. Multas Contratuais e Penas Pecuniárias Por inflação das leis administrativas e penais, inclusive as multas tributárias. 8. Créditos Subordinados Assim previstos em lei ou contrato e credores sócios ou administradores sem vínculo empregatício. v 8. Disclosure das Transações Financeiras outubro 2005

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