Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

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1 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

2 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9

3 Indicadores Financeiros

4 Projeções Economia Global

5 Projeções

6 Cenário Externo e Doméstico Cenário externo Os países desenvolvidos mostram sinais de estabilização com medidas monetárias não convencionais ilimitadas. As economias emergentes passam por aceleração do crescimento após ciclo de afrouxamento monetário. Contudo, a economia global mesmo assim seguirá crescendo abaixo do potencial. A economia americana deverá apresentar crescimento um pouco abaixo de 2,0% em 2013, impactada pelos cortes de gastos relacionados ao penhasco fiscal (vale destacar que um acordo de última hora evitou o pior cenário). Alguns fatores mais positivos deverão sustentar o crescimento do PIB norte-americano, como (i) o consumo das famílias, com melhora da confiança, (ii) o setor imobiliário, com fundamentos melhores diante do alívio nas condições de crédito, e (iii) ganhos de competitividade em razão da queda do custo de energia e da redução do custo unitário do trabalho (ambos aumentaram em muito a competitividade da indústria). Na China, vemos aceleração gradual no 4T12, confirmando que os impulsos dados pelo governo estão surtindo efeitos. A economia chinesa fechará 2012 com crescimento ao redor de 7,7% e esperamos para 2013 que o governo chinês mantenha as políticas de estímulos implantadas recentemente, com aumento moderado dos empréstimos, elevação dos gastos públicos em infraestrutura e reduções de impostos, o que gerará crescimento ao redor de 7,5% em A economia europeia teve piora de seu desempenho econômico no final de 2012 e assim deve permanecer no começo de 2013, porém a melhora de sentimento atual, relacionada com as medidas implementadas, pode levar a uma recuperação gradual da economia ao longo do ano. A ação coordenada da União Europeia com o Banco Central Europeu foi bastante efetiva em mitigar os efeitos da crise e sinalizar um plano de vôo, o que reduz incertezas e riscos de cauda. Em resumo, o cenário global em 2012 foi marcado por incertezas com atividade, com respostas de política econômica e riscos de cauda. Esperamos para 2013 um menor nível de incerteza e que o crescimento global será puxado pelo desempenho das economias emergentes.

7 Cenário Externo e Doméstico Cenário doméstico Permanecem as incertezas com a velocidade da recuperação da atividade e aumentaram as preocupações com inflação. A inflação surpreendeu para cima nos últimos meses de 2012 e deverá encerrar o ano com alta acumulada de 5,8%, bem acima do centro da meta (4,5%). Apesar de ainda concentrada no aumento dos preços dos alimentos, as medidas de núcleos e a inflação de serviços mostram um quadro de elevada resistência inflacionária, sobretudo diante de um ano com crescimento baixo e inferior ao potencial, ao redor de 1,0%. Adicionalmente, termos taxas de inflação bastante elevadas no início do ano, sobretudo em janeiro, o que levará o IPCA acumulado em 12 meses para acima de 6,0% ao longo do 1S13. O Banco Central tem dados sinais de que está mais incomodado com inflação e por isso tem atuado de maneira expressiva no câmbio. Através de declarações e de seu padrão de intervenção a nova referência (informal) de curto prazo passou a ser 2,05. Adicionalmente, diante de uma perspectiva de sobra menor de divisas em 2013, governo e BC reverteram várias medidas de controle de capital. Segue o debate sobre a velocidade de recuperação da atividade econômica. Os dados do último trimestre estão voláteis, ainda sem tendência firme de recuperação. Nosso cenário base contempla um desempenho da economia no 4T acima do observado no 3T (+0,6% q/q sa) e um crescimento de 3,3% em Mas diante de uma recuperação mais lenta do que o esperado (e desejado), o Governo anunciou mais medidas de estímulo ao crescimento, com destaque para mais desonerações, redução da TJLP e os pacotes de concessão de portos e aeroportos. O balanço entre recuperação mais lenta da atividade e deterioração da inflação nos sugere que o Banco Central manterá sua estratégia de Selic estável em 7,25% até o final de 2013.

8 Mercado Renda Fixa Início do mês de dezembro foi marcado pelo fechamento das taxas, sobretudo vértices mais curtos (DI jan/14), repercutindo o desapontamento com a divulgação do PIB do 3T12 (30/nov). Mesmo após o resultado do PIB, o BCB manteve sinalização em seu Relatório de Inflação de que a "estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada". Avaliamos que o balanço entre recuperação mais lenta da atividade e deterioração da inflação sugere que o Banco Central manterá sua estratégia de Selic estável em 7,25% até o final de Ainda reconhecemos que o risco nos próximos meses é assimétrico para baixo. Se houver surpresa adicional com a fraqueza econômica (4T12 e 1T13), é possível que o ciclo de afrouxamento das condições monetárias (redução de compulsório e/ou queda da Selic) seja retomado na primeira metade do ano. Mas com perspectivas de juros estáveis por um período prolongado, mercado deverá continuar alongando posições. E neste cenário de inflação acelerando os papéis atrelados a inflação (NTN-B) seguem interessantes. Renda Variável Cenário externo um pouco mais construtivo em dezembro, com alguma melhora dos dados de atividade, com destaque para China (e elevação dos preços das commodities metálicas). Discussões e incertezas com o "penhasco fiscal" nos EUA adicionaram bastante volatilidade. Mas distanciamento dos riscos de cauda tornou o ambiente mais propício para ativos de risco, com valorização do Ibovespa. Movimento de valorização deverá continuar no início do ano, mas sustentação dependerá de confirmações de atividade econômica melhor aqui e lá fora. CIO Eduardo Castro ECONOMY Hugo Penteado Clayton Calixto STRATEGY Ricardo Denadai Gabriel Couto ACESSE:

9 DISCLAIMER As informações contidas neste documento são publicadas apenas para auxiliar os usuários, podem não ser adequadas aos objetivos de investimentos específicos, situação financeira ou necessidades individuais dos receptores e não devem ser considerados em substituição a um julgamento próprio e independente do investidor. Por ter sido baseado em informações tidas como confiáveis e de boa fé, não há nenhuma garantia de serem precisas, completas, imparciais ou corretas. As opiniões, projeções, suposições, estimativas, avaliações e eventuais preço (s) alvo(s) contidos no presente material referem-se a data indicada e estão sujeitos a alterações a qualquer tempo sem aviso prévio. Este documento não é, e não deve ser interpretado como, uma oferta de venda ou solicitação de uma oferta de compra de qualquer título ou valor mobiliário. Nem o Santander e nem qualquer sociedade por ele controlada ou a ele coligada podem estar sujeitos a qualquer dano direto, indireto, especial, secundário, significativo, punitivo ou exemplar, incluindo prejuízos provenientes de qualquer maneira, da informação contida neste material. Este material é para uso exclusivo de seus receptores e seu conteúdo não pode ser reproduzido, redistribuído publicado ou copiado de qualquer forma, integral ou parcialmente, sem a expressa autorização prévia do Santander. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos - FGC. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. Para avaliação de performance de fundos de investimentos é recomendada uma análise de 12 meses, no mínimo. É recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos. Este material foi elaborado em nome da Santander Brasil Asset Management, e de suas sociedades controlada no Brasil, para uso exclusivo no Mercado Brasileiro, sendo destinado a pessoas físicas e jurídicas residentes no País, e está sujeito às regras e supervisão da Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil.

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