Assistência multiprofissional a dependentes químicos na Estratégia Saúde da Família

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1 Originais / Originals Assistência multiprofissional a dependentes químicos na Estratégia Saúde da Família Multidisciplinary care to drug addicts in the FHS Resumo A pesquisa teve como objetivo conhecer a assistência multiprofissional a dependentes químicos na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo descritivo- -exploratória e de campo. Aplicou-se entrevista semiestruturada com oito (8) integrantes da equipe multiprofissional que atua na assistência aos dependentes Químicos da Estratégia Saúde da Família. Utilizou-se para a análise dos resultados as categorias de análise preconizadas por Minayo. Os resultados da pesquisa denotam a necessidade de capacitação da equipe multiprofissional; organização da rede de serviços em saúde mental, com serviço especializado em atenção à dependência química; além de profissionais com perfil condizente com a atenção e práxis necessária ao cuidado em saúde mental. Palavras-chave: Programa Saúde da Família; Drogas; Equipe Interdisciplinar de Saúde; Enfermagem. Abstract The research aimed to understand the multidisciplinary care to drug addicts in the Family Health Strategy. This is a qualitative study, a descriptive and exploratory and field. Applied semi-structured interviews with eight (8) members of the multidisciplinary team engaged in assistance to dependents of Chemical Family Health Strategy. Was used for analysis of the results the categories of analysis advocated by Minayo. The survey results denote the need for training of the multidisciplinary team, organization network services in mental health, with attention to service specializing in chemical dependency, as well as professionals with suitable profile attention and practice necessary to mental health care. Key-words: Family Health Program; Drugs; Interdisciplinary Team Health; Nursing. Introdução Maria Tereza Soratto Mestre em Educação. Professora Curso de Enfermagem e Fisioterapia UNESC - Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina - Criciúma - SC - Brasil. O consumo de álcool e de outras drogas tem aumentado em todo o mundo, em magnitude suficiente para justificar uma abordagem de saúde pública para intervenções precoces. Além disso, por ser esse um dos mais graves problemas de saúde pública no mundo, torna-se necessária a construção de políticas públicas eficazes e capazes de enfrentar com sucesso essa problemática. 1,2,3,4 Sáude em Revista Dependência química e a ESF 13

2 A Atenção Primária de Saúde é a instância em que se pode responder de maneira mais oportuna às necessidades de saúde da população, pois é nela que os profissionais têm contato com grande número de pessoas que deveriam ser abordadas em relação à forma como usam álcool e outras drogas, devido ao fato de já apresentarem algum tipo de problema relacionado ao consumo. 1 Diante disso, o uso problemático de álcool foi escolhido pelo Ministério da Saúde como componente da lista dos dez problemas de saúde a serem priorizados pelo Programa de Saúde da Família. 1 O Ministério da Saúde instituiu o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas no Sistema Único de Saúde SUS, com as seguintes finalidades: ampliar o acesso ao tratamento e à prevenção em álcool e outras drogas no Sistema Único de Saúde (SUS); diversificar as ações orientadas para a prevenção, promoção da saúde, tratamento e redução dos riscos e danos associados ao consumo prejudicial de substâncias psicoativas; e construir respostas intersetoriais efetivas, sensíveis ao ambiente cultural, aos direitos humanos e às peculiaridades da clínica do álcool e outras drogas, e capazes de enfrentar, de modo sustentável, a situação de vulnerabilidade e exclusão social dos usuários. 5 Sendo assim, é direito de todo dependente químico ter um atendimento humanizado e gratuito, conforme garante o Sistema Único de Saúde. Para desenvolver esse tipo de trabalho, é necessário que se tenha uma equipe multiprofissional treinada e qualificada para obter-se maior resolutividade dos casos. Dessa forma, torna-se essencial capacitar equipes de saúde da família e modificar os currículos dos cursos de graduação na área da saúde, demandando abordagens reflexivas sobre a assistência oferecida aos usuários de álcool e outras drogas, dentro de uma perspectiva de intervenção precoce e de redução de danos. 2 O tratamento da dependência química em saúde mental envolve a desintoxicação do usuário, o fortalecimento de seus hábitos saudáveis e o desenvolvimento de suas habilidades pessoais e sociais para a reintegração à vida familiar e social. Nesse entendimento, cabe destacar que as atividades terapêuticas desenvolvidas pela enfermagemcontemplam a realização de reuniões, vistas domiciliares, oficinas terapêuticas, e grupos operativos com pacientes e/ou seus familiares. 6 Considera-se que não existe uma organização adequada da rede de serviços na assistência a dependentes químicos no município e a equipe multiprofissional não é adequadamente capacitada para a assistência a dependentes químicos e aos familiares. Nesta perspectiva este estudo teve como objetivo conhecer a organização da assistência multiprofissional a dependentes químicos na Estratégia Saúde da Família (ESF) do município. Procedimentos Metodológicos Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritivo-exploratória e de campo. Aplicou-se entrevista semiestruturada com cinco enfermeiras, uma psicóloga, uma assistente social que atua na assistência aos dependentes químicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) e a Secretária de Saúde do município. Os dados foram anali- 14 SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

3 sados pela categorização de dados 7. Um dos procedimentos mais úteis para a investigação qualitativa é a formulação e organização dos dados em categorias[7]. Categorizar é agrupar elementos, idéias ou expressões em torno de um conceito [7]. A pesquisa seguiu o disposto na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde 8 e foi aprovada pelo Comitê de Ética da UNESC CEP n /2012. Para preservar o sigilo da pesquisa realizada com a equipe multiprofissional, de acordo com as diretrizes e normas regulamentadoras da Resolução466/12, que envolvem pesquisa com Seres Humanos e Grupos Vulneráveis, utilizou-se Enfermeiro ; psicólogo ; assistente social e gestor para os participantes da pesquisa seguidos do respectivo número. Resultados e Discussão Perfil dos participantes Os participantes são todos do sexo feminino, com idade variando entre 23 anos e 49 anos. Em relação à formação, a equipe multiprofissional da rede conta com cinco enfermeiras, uma assistente social e duas psicólogas; sendo que uma delas é a gestora do serviço, conforme demonstrado na tabela 1. Tabela 1 Perfil da Equipe Multiprofissional que atua na assistência aos dependentes químicos da ESF. Participantes Sexo Idade Formação Tempo de trabalho na Especialização ESF Enfermeira 1 Feminino 30 anos Enfermagem 6 anos Saúde da Família Enfermeira 2 Feminino 31 anos Enfermagem 1 ano e 9 meses Não Enfermeira 3 Feminino 27 anos Enfermagem 2 anos Saúde da Família Enfermeira 4 Feminino 23 anos Enfermagem 1 ano e 8 meses Enfermeira 5 Feminino 32 anos Enfermagem 15 dias Psicóloga Feminino 48 anos Psicologia 17 anos Assistente Social Feminino 49 anos Serviço Social 3 meses Gestor Feminino 45 anos Psicologia 6 anos Fonte: dados da pesquisa, Não Enfermagem do Trabalho Terapia Cognitiva Comportamental Família e Mediação Familiar Orientação Profissional Quanto às especializações, duas enfermeiras possuem em Saúde da Família (Enfermeira 1 e 3); uma em Enfermagem do Trabalho (Enfermeira 5); e duas não são especialistas. A psicóloga tem especialização em Terapia Cognitiva Comportamental e a gestora especialização em orientação profissional. Sáude em Revista Dependência química e a ESF 15

4 A assistente social, além de possuir especialização em família e mediação familiar, referiu ter capacitação na área de saúde mental: Capacitação em atenção biopsicossocial na atenção básica para equipe de saúde da família para multiplicadores (assistente social). Organização do serviço de saúde mental no município As enfermeiras 2, 3, 4 e 5 referiram que a organização do atendimento em saúde mental no município é realizada por meio de atendimento e encaminhamento da ESF ao serviço especializado, conforme destacado nas falas: Os pacientes são encaminhados para saúde mental, através de uma triagem e depois retornam para unidade básica via contra-referência (Enfermeira 2). No momento não temos um centro de referência para dependentes químicos. Na maioria das vezes o atendimento é feito das ESFs e, quando necessário, encaminhado ao psiquiatra (que atende pacientes de saúde mental no município) (Enfermeira 3). Os pacientes são encaminhados pelo clínico geral da unidade para o ambulatório de saúde mental (Enfermeira 4). Através de encaminhamento para o setor saúde mental (Enfermeira 5). Já a enfermeira 1 destacou a consulta de enfermagem e/ou médica na ESF, para posterior encaminhamentos aos serviços especializados em SM: Através de consultas de enfermagem com anamnese e/ou consulta médica que encaminha para o programa (SM), onde terá atendimento com psiquiatra e acompanhamento psicológico. Se for de emergência e necessitar de internações, são feitos contatos via telefone (o próprio clínico) e encaminhamento (Enfermeira 1). Entre os profissionais de saúde, os enfermeiros são os que mantêm contato direto com os usuários dos serviços de saúde, portanto, eles passam a conhecer seus receios e maiores dificuldades, estando então observando de forma aparente os problemas relacionados ao uso de drogas, e assim poder desenvolver ações assistenciais. Quanto ao atendimento ao usuário de drogas, existe a possibilidade de estender a cobertura em saúde mental a um maior número de usuários e diminuir os encaminhamentos de pacientes menos graves para a atenção especializada e estender o atendimento assistencial humanizado a um grupo maior de usuários. 9 Durante o acolhimento ao usuário, este é acompanhado de consulta de enfermagem e anamnese. O enfermeiro é capaz de conhecer a história atual do uso de substâncias psicoativas, padrão de consumo da substância e, ciente dos problemas relacionados ao uso, pode realizar o acolhimento e breve sensibilização, pelo confronto dos problemas relatados pelo paciente e sua associação com o uso da substância. 9 A psicóloga ressaltou, além da consulta psiquiátrica, o atendimento psicológico individual em grupos terapêuticos, assistência farmacêutica, cadastro e encaminhamentos a serviços especializados, destacado na fala: Existe o serviço de saúde mental com consultas psiquiátricas, atendimento psicológico individual e em grupo, assistência farmacêutica, cadastros dos usuários, encaminhamentos inter- 16 SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

5 setoriais (CRAS; CREAS; SOCIAL; Conselho Tutelar; Judiciário; ESFs; Educação; Internações; Epidemiologia) (Psicóloga). A qualidade do serviço de saúde mental é realizada pelo trabalho da equipe multiprofissional; sendo que o gestor destacou a necessidade de reorganização do serviço no modelo de atenção psicossocial. Hoje, o município dispõe de um serviço de saúde mental, no qual ainda enfrentamos grandes dificuldades por conta da crescente demanda. O serviço conta com o trabalho multiprofissional, com o CRAS, CREAS, Vigilância Epidemiológica entre outros serviços públicos para garantir mais qualidade de acesso do usuário. Estamos trabalhando para reorganizar o serviço de saúde mental com propósito de implantar CAPS, NASF com rede de atenção psicossocial (Gestor). A atenção básica desempenha importante papel de porta de entrada do usuário de drogas no SUS e deve estar disponível para realizar seu acolhimento. O profissional do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) tem a possibilidade de articular ações intersetoriais, realizar identificação de casos, oferta de assistência, redução de danos e prevenção junto a escolas, igrejas, associação de bairros, conselho local de saúde e outros segmentos da comunidade local. 10 Em articulação com o NASF, a atenção básica pode realizar: consultas, ações de Promoção da Saúde, ações de educação em saúde junto ao Programa de Saúde na Escola (PSE), oficinas, ações de redução de danos, oferta de cuidados básicos em saúde, mobilização de rede social de cuidado (CRAS, CREAS), oferta de inserção na rede de atenção. 10 Realização de atividades de prevenção ao uso de drogas e educação em saúde As atividades de prevenção ao uso de drogas são voltadas para ações preventivas na escola, segundo as enfermeiras 1, 3 e 4: Atividades educativas nas escolas (Enfermeira 1). Este trabalho preventivo é realizado nas escolas do bairro e, sempre que solicitado, a equipe de saúde participa/contribui (Enfermeira 3). São realizadas atividades educativas em nível escolar (Enfermeira 4). Intra e extramuros a escola pode fortalecer redes de apoio e proteção aos jovens e construir representações que recriem positivamente a imagem do adolescente. 11 A adolescência é um período de transição entre a infância e a fase adulta, e é nesse momento que muitos jovens se desviam do seu caminho, tomando rumos perigosos e, às vezes, sem volta. Por isso, faz-se tão importante a atuação das equipes multiprofissionais na atenção aos adolescentes nas escolas, no que diz respeito ao consumo de substâncias psicoativas. O trabalho deve ser realizado continuamente, de forma preventiva, fazendo que diminuam os casos de dependência química. As ações de atenção integral à crianças e adolescentes não se desenvolve somente no campo das ações clínicas, mas se relacionam com as questões da família, da comunidade, da escola, da moradia, do trabalho, da cultura, além dos grandes problemas sociais do mundo contemporâneo como o tráfico de drogas e a violência. O Plano Emergencial Sáude em Revista Dependência química e a ESF 17

6 de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas tem como linhas de ação a promoção de educação para a prevenção do uso de álcool e outras drogas para alunos do ensino técnico, médio e fundamental. 5 Nesse contexto, a prevenção de agravos deve trabalhar as dimensões da construção de uma cultura de paz e combate às diferentes expressões de violência, ao consumo de álcool, tabaco e outras drogas. 12 Para a enfermeira 5, e a psicóloga, não são realizadas atividades preventivas ao uso de drogas e educação em saúde. Até o momento esta ESF não desenvolvia nenhuma atividade voltada p/ saúde mental (Enfermeira 5). Não (Psicóloga). A Assistente Social referiu que são realizadas atividades preventivas ao uso de drogas e educação em saúde, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é responsável pela organização e oferta de serviços da Proteção Social Básica nas áreas de vulnerabilidade e risco social. O principal serviço ofertado pelo CRAS é o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), cuja execução é obrigatória e exclusiva. Este consiste em um trabalho de caráter continuado que visa fortalecer a função protetiva das famílias, prevenindo a ruptura de vínculos, promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. 13 Sabe-se que o consumo de drogas está aumentando, sem distinção de raça, cor, idade, sexo ou classe social. Então, para que se obtenha maior resolutividade, os trabalhos de prevenção devem ser realizados não só nas escolas, com os adolescentes, mas também com os pais, nas igrejas, nas comunidades, universidades, nas empresas; de forma a abranger o número máximo de pessoas possível, para assim atingir-se melhores resultados e uma diminuição na reincidência e de novos casos de dependência química. Organização da assistência multiprofissional ao dependente químico A equipe multiprofissional do município que atua no serviço de Saúde Mental é composta pelo psiquiatra, psicóloga e técnico de enfermagem, segundo o relato da Enfermeira 1. Nosso programa municipal é direcionado a todos que sofrem de transtornos ou dependência química e, funciona com a equipe composta pelo psiquiatra, técnico de enfermagem (em falta no momento) e psicóloga (Enfermeira 1). A enfermeira 5 destacou o encaminhamento ao serviço de Saúde Mental e a consulta com psiquiatra: É encaminhado p/ setor de saúde mental onde o mesmo passa por uma consulta com psiquiatra e inicia o tratamento ou internação, se for o caso (Enfermeira 5). A enfermeira 3 ressaltou, além da assistência multidisciplinar, as dificuldades inerentes à organização do Serviço de Saúde Mental no município; ocorrendo a desistência do paciente pela demora no encaminhamento à consulta especializada: 18 SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

7 O primeiro atendimento é feito da Unidade de Saúde, se necessário encaminhado ao psicólogo/ psiquiatra (quando tem vaga). Na maioria das vezes, este paciente desiste do tratamento por conta da demora (Enfermeira 3). Já a enfermeira 4 destacou a falta de adesão do usuário ao tratamento: Todos os profissionais estão abertos para prestarem orientações e acolher os dependentes Químicos, porém ainda há muita resistência por parte dos dependentes químicos em assumir esta situação (Enfermeira 4). Todo usuário de álcool e outras drogas tem direito a um tratamento de qualidade, ofertado pela rede de serviços do SUS, e que considere os diversos aspectos envolvidos no seu processo de adoecimento. Ao SUS cabe a tarefa de garantir o acesso a ações e serviços de saúde mental, compatíveis com as demandas dos usuários de álcool e outras drogas; respeito e promoção dos direitos humanos e da inclusão social. Os usuários de álcool e outras drogas precisam ser tratados com dignidade e respeito e a eles deve ser garantido o real acesso ao direito à saúde, ao bem-estar físico e mental, ao tratamento de qualidade, à moradia, à cultura, entre outros. 5 Deve haver uma dimensão política de enfrentamento do estigma associada a toda e qualquer ação proposta para a população usuária de álcool e outras drogas, tendo em vista que o acesso ao cuidado tem importantes barreiras sociais, oriundas da compreensão ainda existente de que a esses cidadãos devem ser ofertadas somente políticas repressivas. O estigma se manifesta também pela desconfiança dos usuários em relação ao acolhimento e cuidado oferecidos pelo Estado. 5 O despreparo da atenção básica, dos CAPS e dos serviços de urgência no acolhimento dessa demanda proporciona baixa adesão dos usuários, resultando na desassistência. Na maioria dos serviços, são percebidos profissionais com posturas e condutas preconceituosas e excludentes, reproduzindo nesses espaços os paradigmas pertencentes ao senso comum. Tais condutas dificultam o acesso e a permanência no tratamento. 10 Organização da assistência multiprofissional aos familiares dos dependentes químicos A assistência multiprofissional aos familiares ocorre por meio da tentativa de resolutividade dos casos na ESF ou encaminhamento dos familiares ao serviço especializado, conforme relato da enfermeira 3: Se eles procuram a unidade, procuramos resolver aqui, e caso seja necessário, encaminhamos ao psicólogo/psiquiatra (Enfermeira 3). A família deve ser acolhida de forma humanizada, com uma escuta atenta e orientada sobre o processo de acompanhamento do caso: O atendimento decorre conforme a necessidade, grande parte apenas com escuta, acolhimento e orientações (Enfermeira 1). Através do acolhimento, escuta e orientação (Enfermeira 4). Orientações (Enfermeira 5). Compete aos profissionais da saúde apoiar a família, auxiliando-a a compreen- Sáude em Revista Dependência química e a ESF 19

8 der e enfrentar o cotidiano que envolve cuidar do usuário de drogas. No grupo, os familiares interagem com outros participantes, vivendo situações semelhantes em um ambiente favorável à troca de experiências e esclarecimento de dúvidas quanto à situação vivida, ajudando a diminuir seu isolamento social. Tais mudanças começam a ocorrer quando a família compreende a dependência química como doença e apoia com segurança e determinação o processo de cuidado desenvolvido pela equipe terapêutica. 3 A família deve ser vista como elo entre o usuário e a equipe de Saúde Mental; devendo ser acolhida pela equipe; sendo preparada para auxiliar o usuário a enfrentar todo o processo de recuperação que se faz no dia a dia. A equipe multiprofissional deve servir de amparo e suporte à família que, muitas vezes, se sente sozinha, fazendo peregrinações para buscar serviços que possam ajudar os seus familiares. Encaminhamento dos casos na necessidade de internação Os encaminhamentos dos casos são realizados, primeiramente, para o serviço de saúde mental do município e direcionados pela psicóloga e/ou assistente social do serviço aos centros de referência: Primeiramente ao ambulatório de saúde mental do município e de lá são feitos encaminhamentos aos hospitais psiquiátricos ou centros de recuperação (Enfermeira 4). De imediato (a emergência) ao hospital local e após, aos hospitais regionais. O hospital geral do município possui vagas para leitos psiquiátricos(enfermeira 1). Destaca-se como linhas de ação do Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas a ampliação do acesso ao tratamento; expansão da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); aumento dos leitos de atenção integral em saúde mental e do atendimento pela Rede de Urgência e Emergência; expansão das ações de saúde mental na atenção básica; articulação efetiva da rede de saúde com a rede de suporte social. 5 A Resolutividade dos casos de dependentes químicos A dificuldade da resolutividade dos casos está relacionada à falta de recursos humanos especializados; falta de apoio após a internação e falta de organização e estrutura adequada da rede de serviços em SM: Acredito que a eficácia do tratamento destes pacientes ainda não foi alcançada pela restrição de especialidades para tratá-los. Hoje a rede tem um psicólogo e um médico com especialidade em saúde mental (Enfermeira 4). Ela ainda é negativa, pois falta apoio pós alta da internação. O serviço infelizmente tem pouco a oferecer (Enfermeira 5). Pequena resolutividade, porque o tempo de internação nos hospitais é insuficiente, onde o paciente retorna para casa sem completar a efetividade do tratamento. A partir da alta, volta para a atenção básica, onde a equipe também é pequena para a demanda, desta forma encaminha-se para médico e psicólogo (Gestor). Nesse processo há um entrave, pois os municípios de pequeno porte não dispõem de CAPS AD e desconhecem alternativas, e aqueles que dispõem desse serviço muitas vezes não dão conta da demanda SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

9 A enfermeira 3 considera essencial o preparo da família para o acolhimento do usuário; de forma a evitar recaídas e reincidência no vicio: Na maioria das vezes, só o tratamento não é suficiente. O meio familiar deve ser mudado para que o paciente não volte a usar droga/álcool. Por esse motivo, geralmente quando retornam da internação, voltam a usar drogas/álcool (Enfermeira 3). Apesar das diversas tentativas de tratamento, as recaídas são comuns e o abandono do tratamento também. Assim, as famílias têm sua participação nos grupos como forma de incentivar o usuário a manter-se em tratamento. Acredita-se que é fundamental a atuação compartilhada entre profissionais e familiares para a efetividade do seu tratamento. 3 Considera-se essencial o apoio e o suporte aos usuários e familiares, após a internação para evitar a reincidência. Para tanto, é imprescindível uma rede organizada e sistematizada de atenção em saúde mental, com profissionais capacitados, que possam subsidiar ações de prevenção, promoção e reabilitação em casos de dependência química. Em alguns casos, existe continuidade do tratamento do usuário no serviço de Saúde Mental do município: Poucos casos retornam à equipe de saúde da família, e quanto a equipe de Saúde Mental continuam (poucos) com consultas e atendimento psicológico (Enfermeira 1). Os pacientes regressos das internações dão continuidade ao tratamento no serviço de saúde mental e também encaminhados a outros grupos de apoio (Psicóloga). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso e o abuso de drogas são uma grave preocupação de saúde pública presente em mais de 10% das populações dos centros urbanos de todo o mundo, onde a confirmação do papel destrutivo dessas substâncias psicoativas aponta para a necessidade de respostas políticas coerentes e efetivas. Nesse sentido, a implementação de CAPSad e/ou de programas voltados para o público usuário nos Estados brasileiros surgiu com o intuito de promover a redução de danos, a reabilitação e reinserção social dos usuários, enfatizando a atenção comunitária articulada às redes sociais e a outros serviços de saúde. 2 Dessa forma, faz-se necessário um trabalho voltado para a reinserção do usuário de substâncias psicoativas na sociedade, sendo este acolhido de forma humanizada, prestando-lhe um atendimento de qualidade. Nesse caso, seria necessária uma reorganização da rede de atenção psicossocial, para que todos os pacientes tivessem um espaço adequado e uma atenção multiprofissional especializada para uma melhor eficácia no tratamento. O acompanhamento pós-internação é muito importante, pois se for realizado de maneira efetiva, permite-nos observar uma diminuição nos casos de recaídas. O usuário de drogas precisa conscientizar-se de que aquela substância não se faz necessária para a sua sobrevivência, e aprender a controlar os impulsos que o levam a usá- -las. Os CAPSad são serviços de saúde mental de base comunitária preconizados pelas atuais políticas de saúde mental, como um dos componentes da rede de atenção às demandas decorrentes do uso de substâncias psicoativas. No CAPSad, a atenção aos usuá- Sáude em Revista Dependência química e a ESF 21

10 rios e dependentes de substâncias conta com atividades terapêuticas e preventivas, como: atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação), atendimento em grupo (psicoterapia, grupo operativo, atividade de suporte social), oficinas terapêuticas, visitas domiciliares, atendimento às famílias e atividades comunitárias. 14 Capacitação para prestar assistência aos dependentes químicos e seus familiares Todos os profissionais ressaltam a necessidade de capacitação para a assistência ao usuário de drogas e seus familiares na rede de serviço de Saúde Mental, destacado em algumas falas: Não diria capacitado, mas com força de vontade e interesse para dar inicio a um bom trabalho (Enfermeira 1). Sim, mas são necessárias mais capacitações sobre o tema (Enfermeira 4). Não, toda a equipe necessita de treinamentos (Enfermeira 5). A experiência ajuda muito, mas a capacitação é necessária para que possa ter maior conhecimento científico a respeito da dependência química (Psicóloga). Para a enfermeira 3, seria necessário uma equipe especializada na assistência ao usuário de drogas e aos familiares: Acredito que a acolhida, nós, das ESFs, somos capazes de realizar, mas para fazer o acompanhamento durante o tratamento, tanto do dependente quanto da família, seria necessário uma equipe específica (Enfermeira 3). Embora os problemas relacionados ao uso de drogas seja prevalente em vários países e considerados um grave problema de saúde pública, muito pouco se tem feito no sentido de ampliar o acesso dos profissionais de saúde às informações relativas às habilidades específicas para se detectar o problema precocemente e intervir de forma eficaz. Nesse sentido, o exercício da reflexão sobre as práticas vividas, proporcionado, muitas vezes, pela educação permanente, é que pode causar o contato com o desconforto e, depois, a disposição para produzir alternativas de práticas e de conceitos para enfrentar o desafio de produzir transformações. 1 Nessa perspectiva, o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas tem como diretriz a qualificação das redes de saúde, devendo ser ampliadas as ofertas de capacitação e fortalecidos os processos de formação permanente e supervisão para profissionais que lidam com essa população, de acordo com as demandas identificadas. 5 Sugestões sobre a temática assistência multiprofissional a dependentes químicos na Estratégia Saúde da Família ESF Os profissionais sugeriram a ampliação da equipe com capacitação para o trabalho com dependentes químicos e recursos materiais: As ESFs são limitadas quanto ao assunto e, este pouco é levantado ou discutido. Infelizmente, somente quando chega ao extremo (a internação). Deveria sim, há muito tempo, ampliar as equipes com psicólogos e assistente social e investir em 22 SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

11 cursos, material para saber trabalhar com as situações de risco e prevenção (Enfermeira 1). Sugiro que, primeiramente, os profissionais sejam capacitados e, a partir dai, desenvolvam atividades sobre o assunto (Enfermeira 2). A questão da capacitação dos profissionais da equipe para melhorar o acolhimento, desmistificar a imagem marginal e também melhorar o trabalho em rede entre as ESFs (Enfermeira 4). Posso contribuir, mas preciso de capacitação (Assistente Social). Nas ESFs, necessitamos de capacitações para todos os profissionais de saúde para abordagem qualificada, bem como um psicólogo em cada unidade e um clínico com manejo para saúde mental (psiquiátricos e dependentes químicos) (Enfermeira 5). Acredito que um serviço nas ESFs, com uma equipe multiprofissional nas ESFs, para uma primeira escuta e acolhimento e vínculo, é ponto fundamental para o início do tratamento. Posteriormente, a equipe encaminharia o dependente ao serviço de saúde mental do município para o possível acompanhamento farmacológico e psicoterapêutico (Psicóloga). O Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas possui como linha de ação a qualificação da atenção com a formação, avaliação, monitoramento e produção de conhecimento; qualificação da rede de cuidados, com investimento na formação, avaliação, monitoramento e produção de conhecimento. 5 A inserção da prática de prevenção contra álcool e outras drogas na rotina da assistência está condicionada ao treinamento dos profissionais na prática clínica para identificar os casos precocemente e saber como proceder quando estes são confirmados. 1 Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de capacitar o profissional da saúde para atuar na prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas. 1,3 O aumento do número de leitos em hospital geral e o aumento do número de vagas em clínicas de recuperação para dependentes químicos foram sugerido pela enfermeira 5: Leitos psiquiátricos em hospital geral para suprir necessidade da população que hoje conta apenas com a Casa de Saúde [...] (Enfermeira 5). Aumento de vagas nas clínicas de recuperação p/ dependentes químicos (Enfermeira 5). A atuação em saúde mental com dependentes químicos e familiares por meio da organização de grupos operativos terapêuticos, foi sugerido pela enfermeira 3: Que os profissionais do município que atuam na área de saúde mental formassem grupos terapêuticos nas unidades, para fazer acompanhamento melhor destes usuários e de suas famílias (Enfermeira 3). O atendimento em grupo com participantes que vivenciam a mesma situação facilita a identificação, a troca de confidências, particularidades e intimidades entre os membros, e possibilita à equipe de saúde conhecer as reais necessidades e anseios desses familiares, facilitando o planejamento de uma assistência mais focada na família. A atividade grupal é importante para o usuário de drogas em tratamento e para o seu familiar, auxiliando-os a conviverem com os problemas, aprendendo a manejá-los de modo mais saudável. 3 Sáude em Revista Dependência química e a ESF 23

12 O papel do enfermeiro no grupo de apoio/suporte, durante a atividade grupal com a família do usuário de drogas, é a escuta, estabelecendo o processo de comunicação e relacionamento terapêutico. Por meio dessa ferramenta de cuidado, pode-se humanizar a assistência, estimulando o dependente químico e seu familiar a realizarem o enfrentamento das dificuldades e a manutenção do funcionamento psicossocial, de acordo com as necessidades de cada pessoa, a fim de fazê-la construir um novo projeto de vida e se manter saudável. 3 A organização do serviço de saúde mental em rede, com equipes capacitadas e serviços estruturados para o acolhimento dos pacientes e resolutividade dos casos, contando com um fluxo de atendimento ágil e eficaz, foi ressaltada pela enfermeira 5 e gestora: Primeiro, precisamos de um centro organizado em saúde mental com ambulatório para receber a demanda, sendo esta encaminhada pelas ESFs. Depois, um CAPS para recuperação e reabilitação dos pacientes com profissionais qualificados (Enfermeira 5). Organizar a RAPS, rede de atenção psicossocial. A rede estabelece os pontos de atenção para o atendimento: atenção básica; atenção hospitalar, com toda assistência multiprofissional (Gestora). Na discussão de modelos de atenção aos usuários de álcool e outras drogas, é preciso incorporar as pesquisas e avaliações que vêm sendo feitas no país e no exterior, que apontam as melhores estratégias, eficazes e custo-efetivas, de cuidado para essa população. O Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas reconhece os determinantes sociais de vulnerabilidade, risco e dos padrões de consumo: as políticas públicas voltadas para os usuários de álcool e outras drogas devem levar em conta a estreita ligação entre a dinâmica social e os processos de adoecimento; garantindo o cuidado em rede, no território, e de atenção de base comunitária. O cuidado integral aos usuários de álcool e outras drogas deve ser garantido em uma rede diversificada de ações e serviços de saúde mental, de base comunitária e territorial. 5 É necessário que se lance mão de uma assistência aos usuários e dependentes de álcool e outras drogas mais humana, caracterizada com uma maior sensibilidade para a escuta, destituída de preconceitos. Essa assistência poderá ser viabilizada pela mudança de atitudes, busca de conhecimentos, aperfeiçoamento de habilidades e reconhecimento da existência do outro. 4 Para ser integral, esse reconhecimento deve incluir a família do usuário. Considerações Finais Os resultados da pesquisa denotam a necessidade de capacitação da equipe multiprofissional, organização da rede de serviços em saúde mental, com serviço especializado em atenção à dependência química, além de profissionais com perfil condizente com a atenção ao cuidado em saúde mental e dependência química. Considera-se necessário ampliar a rede de serviços aos usuários de drogas e familiares, desde a atenção básica à rede hospitalar, inclusive nos atendimentos emergenciais do usuário em crise; buscando qualificar o acolhimento e o cuidado integral em toda a 24 SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

13 rede de atenção em Saúde Mental. A partir dos resultados da pesquisa, observou-se a necessidade de uma continuidade do tratamento pós- internação, tanto para o usuário quanto para a família, organizando grupos terapêuticos para o acompanhamento desses pacientes e familiares. Constatou-se que, mesmo com condições precárias, com a falta de capacitação e de disponibilidade de espaço e equipe especializada, a equipe de estratégia de saúde da família do município estudado empenha-se muito nessa área para realizar um bom trabalho. Referências 1 Souza ICW, Ronzani TM. Álcool e drogas na atenção primária: avaliando estratégias de capacitação. Psicol. estud. [on-line], 2012, vol. 17, n. 2 [acesso 19/mai./2013], p Disponível: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s &lng=en &nrm=iso> 2 Brito AAC, Silva DS, Azevedo DM. Formação do acadêmico de enfermagem: vivência na atenção a usuários de drogas psicoativas. Esc. Anna Nery [serial on the Internet], 2012, jun. [acesso 19/5/2013]; 16(2): Disponível: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=s &lng=en>. 3 Alvarez SQ, Gomes GC, Oliveira AMN, Xavier DM. Grupo de apoio/suporte como estratégia de cuidado: importância para familiares de usuários de drogas. Rev. Gaúcha Enferm. [on-line], 2012, vol. 33, n. 2 [acesso 05/19/2013], p Disponível: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=s &lng=en&nrm=iso>. 4 Pereira MO, Vargas D., Oliveira MAF. Reflexão acerca da política do Ministério da Saúde brasileiro para a atenção aos usuários de álcool e outras drogas sob a óptica da Sociologia das Ausências e das Emergências. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.) [on-line], 2012, v. 8, n. 1 [acesso 19/mai./2013], p Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?script=sci_arttext&pid=s &lng=pt&nrm=iso 5 Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº , de 4 de junho de Institui o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas no Sistema Único de Saúde SUS (PEAD ). [Acesso 7/abr./2013]. Disponível: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/prt1190_04_06_2009.html> 6 Cassol PB, Terra MG, Mostardeiro SCTS, Gonçalves MO, Pinheiro UMS. Tratamento em um grupo operativo em saúde: percepção dos usuários de álcool e outras drogas. Rev. Gaúcha Enferm. [on-line], 2012, vol. 33, n. 1 [acesso 10/mai./2013], p Disponível: <http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s &lng=en&nrm=iso>. 7 Minayo MCS (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade, 28. ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2009, 108 p. 8 Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Resolução 466/12. [Acesso 10/jun./2016]. Disponível em: < saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html.> 9 Silva W., Paula E., Silva L., Brasileiro ME. Formulário para consulta de enfermagem no atendimento de usuários de drogas/crack e familiares. Revista Eletrônica de Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição [serial on-line], 2012 jan./jul. [acesso 19/mai./2013], 1(1) Disponível: <http://www.cpgls.ucg.br/7mostra/artigos/saude%20e%20biologicas/ Sáude em Revista Dependência química e a ESF 25

14 Formul%C3%A1rio%20para%20consulta%20de%20enfermagem%20no%20atendimento%20 de%20usu%c3%a1rios%20de%20drogas.pdf>. 10 Brasil. Ministério da Saúde. Abordagens Terapêuticas a Usuários de Cocaína/Crack no Sistema Único de Saúde, [Acesso 7/abr./2013]. Disponível: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/abordagemsus.pdf> 11 Araldi JC, Njaine K., Oliveira MC, Ghizoni AC. Representações sociais de professores sobre o uso abusivo de álcool e outras drogas na adolescência: repercussões nas ações de prevenção na escola. Interface (Botucatu) [serial on the Internet], 2012[acesso 19/5/ 2013]; 16(40): Disponível:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S &lng=en>. 12 Giacomozzi AI, Itokasu MC, Luzardo AR, Figueiredo CDS, Vieira M. Levantamento sobre uso de álcool e outras drogas e vulnerabilidades relacionadas de estudantes de escolas públicas participantes do programa saúde do escolar/saúde e prevenção nas escolas no município de Florianópolis. Saúde soc. [on-line], 2012, vol. 21, n. 3 [acesso 19/5/ 2013], p Disponível <http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s &lng=en&nrm=iso> 13 Brasil. Ministério da Saúde. Centro de Referência de Assistência Social, [Acesso 7/ mar./2013]. Disponível em <http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica/cras> 14 Souza J., Kantorski LP, Luis MAV, Oliveira NF. Intervenções de saúde mental para dependentes de álcool e outras drogas: das políticas à prática cotidiana. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2012, out./dez.; 21(4): Submetido em: Aceito em: SAÚDE REV., Piracicaba, v. 16, n. 42, p , jan.-abr. 2016

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