RESUMO DE NOTÍCIAS. Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado de São Paulo

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1 RÁDIO FENATTEL: JOSÉ CARLOS GUICHO, DIRIGENTE DO SINTETEL, FALA SOBRE O PLC DA TERCEIRAZAÇÃO Para ouvir a entrevista acesse: 1

2 TRABALHADORES DA TIM COMPÕEM PAUTA DE REIVINDICAÇÕES PARA O ACORDO COLETIVO 2015/2016 Os trabalhadores da TIM aprovaram a pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 apresentada pelo Sintetel. Eles aproveitaram também para apresentar várias sugestões. O acordo que será negociado é exclusivamente de cláusulas econômicas, uma vez que nas negociações do ano passado, as cláusulas sociais foram negociadas por dois anos. Vale ressaltar que foram negociadas e incluídas no acordo 21 novas cláusulas sociais. As assembleias fora realizadas no PISA em Santo André, no Morumbi e na Lapa. O acordo coletivo da TIM tem evoluído ultimamente, mas ainda está aquém do que o de outras operadoras. O objetivo do Sindicato e dos trabalhadores é de buscar estas igualdades, afirma o diretor do Sintetel Mauro Cava de Britto e também coordenador nacional da comissão de negociações da Fenattel. Os trabalhadores da TIM reivindicam aumento real de salários, vale alimentação de R$ 420/mês, vale refeição de R$ 37/ dia, além de carga extra no VA e VR em dezembro. Na pauta ainda consta o adiantamento do 13º salário em janeiro, auxílio creche para pais e mães, assistência médica e odontológica unificada com baixo custo e auxílio medicamentos. O Sintetel também reivindica a garantia de emprego préaposentadoria pelo período de 24 meses e a adesão ao vale cultura, entre outras cláusulas. Após a entrega da Pauta à empresa, o Sintetel solicitará a abertura imediata das negociações. Sintetel e trabalhadores da TIM, uma união sem fim! Para saber mais acesse: 2

3 NÃO À RECESSÃO, PELA REDUÇÃO DAS TAXAS DE JUROS As centrais sindicais brasileiras CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB vêm a público manifestar posição contrária à política econômica do governo, caracterizada pela elevação da taxa básica de juros e o aperto fiscal. A taxa Selic atual já atinge 13,75% ao ano, que significa, confirmada a previsão de inflação dos próximos 12 meses, segundo o Banco Central de 6,10%, uma taxa básica de juros reais de alarmantes 7,2% ao ano. Enquanto isso, a taxa de juros nos EUA e no Japão é negativa e, na Europa, levemente positiva. Essa política derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro. A indústria encontra-se, em termos de produção física, abaixo da média do ano de O comércio apresenta uma inflexão negativa consolidada após anos de crescimento. Os serviços já se encontram em trajetória de desaceleração e os investimentos, não só permanecem em trajetória de queda, como a piora sobre a percepção futura limita qualquer expectativa de recuperação no curto prazo. Nesse contexto adverso somente os bancos estão ganhando. Depois de acumularem lucros muito maiores em 2014 (o do Itaú foi 30% maior e o do Bradesco, 25%) a despeito da estagnação econômica geral, os balanços do primeiro trimestre de 2015 atestaram novos aumentos dos respectivos lucros. Para as centrais sindicais abaixo assinadas, o aumento da taxa de juros tem sido ineficaz no combate a inflação, encarece o crédito para consumo e para investimentos, causa mais desemprego, queda de renda, piora o cenário de recessão da economia e ainda contribui para diminuir a arrecadação do governo. Para saber mais acesse: 3

4 GOVERNO QUER SUBSTITUIR ÍNDICE DE REAJUSTE AOS APOSENTADOS O cálculo de reajuste de aposentadorias e pensões do INSS, acima do salário mínimo, pode ser substituído. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE, daria lugar ao Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IPC-C1 registra o movimento dos preços para famílias que ganham entre um salário mínimo e dois pisos e meio (R$1.970,00). Já o INPC mede vencimentos de famílias de um até seis mínimos (R$4.728,00). A alteração na regra seria adotada diante do provável veto da presidente Dilma à Medida Provisória 672, aprovada no Senado, e que estende a política de valorização do mínimo (inflação mais resultado do PIB de dois anos atrás) a todos os segurados do INSS independente do valor do benefício. A presidente tem até quarta (29) para vetar ou sancionar a medida. Em nota, a Força Sindical, contrária à substituição da fórmula, afirma: É uma tentativa do governo de, mais uma vez, prejudicar os aposentados, trocando o índice de inflação utilizado para a correção dos benefícios. O resultado do INPC mais o PIB garante reajuste maior aos aposentados se comparado com o IPC- C1. Hoje, o INSS tem 32 milhões de segurados. Para saber mais acesse: 4

5 PROPOSTA INCLUI BOA-FÉ ENTRE NORMAS DA RELAÇÃO TRABALHISTA Flávia Morais lembra que, muitas vezes, as pessoas convivem mais tempo com colegas de trabalho do que com a própria família. A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8295/14, da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que modifica a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-lei 5.452/43) para incluir o princípio da boa-fé como norteador das relações individuais e coletivas de trabalho. Nas discussões sobre relações de trabalho geralmente limitamo-nos a temas como produtividade, hierarquia, segurança, saúde, direitos e deveres de patrões e trabalhadores. Não é incomum perdermos de vista que a base de tudo isso são as relações entre pessoas que passam muitas horas do dia em convivência, afirma a deputada. Num ambiente sem confiança e cooperação entre chefes e subordinados ou entre colegas, ressalta Flávia, não é possível desenvolver relações de trabalho profícuas. Por isso, o projeto determina que é dever das partes proceder com probidade e boa-fé, visando ao progresso social do empregado e à consecução dos fins da empresa, em um ambiente de cooperação e harmonia. Segundo a deputada, apesar de a boa-fé ser um princípio geral do direito e fonte subsidiária do direito do trabalho, é necessário incluí-lo expressamente no texto da legislação trabalhista a fim de facilitar a harmonização e pacificação das relações trabalhistas. Tramitação O projeto será analisado de maneira conclusiva, sem passar pelo Plenário, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para saber mais acesse: 5

6 CONTRA JUROS E AJUSTE FISCAL, CENTRAIS REALIZAM PROTESTOS EM BRASÍLIA E SÃO PAULO Trabalhadores se reúnem em frente ao Ministério da Fazenda, em Brasília, e na avenida Paulista, em São Paulo: juros altos, ajuste fiscal e direitos dos trabalhadores são alvos dos protestos Manifestantes estão concentrados, em frente ao Ministério da Fazenda, na manhã de hoje (28) para protestar contra as medidas de ajuste fiscal estabelecidas pelo governo. O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Segundo a CUT, há 2 mil pessoas no local. A Polícia Militar calcula em 300 o número de participantes. Os participantes erguem cartazes com os seguintes dizeres: Contra o retrocesso, Contra os juros altos, "Contra a retirada dos direitos dos trabalhadores e Abaixo o Plano Levy. A CUT informou que o protesto ocorre hoje por ser a data do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a nova taxa básica de juros (Selic) da economia. A reunião do Copom termina amanhã (29). Os manifestantes planejam, à tarde, sair da área em frente ao Ministério da Fazenda e seguir até o Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal. Em São Paulo, os protestos das centrais estão concentrados na avenida Paulista, em frente à sede do Banco Central. Participam do ato, a Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e a União Geral dos Trabalhadores. De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, Para saber mais acesse: 6

7 CENTRAIS PROTESTAM, INDÚSTRIA RECLAMA, MAS JUROS DEVEM SUBIR Comitê do Banco Central reúne-se pela quinta vez em 2015 e deve aprovar a sétima elevação seguida. "Ajuste do ajuste" aumentou aposta em alta maior São Paulo O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se pela quinta vez este ano, hoje e amanhã (28/29), e deve aprovar a sétima elevação consecutiva da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano. Se duas semanas atrás a aposta majoritária era em uma alta "moderada" de 0,25 ponto percentual nos últimos dias cresceu a especulação sobre um aumento de meio ponto, o que levaria a Selic a 14,25%, no maior nível em nove anos. O resultado sai na noite de amanhã. A contínua elevação dos juros que no início de 2013 estavam em 7,25%, menor índice da história provocam reclamações, principalmente, de trabalhadores e do setor industrial. Centrais sindicais fazem manifestações hoje, em São Paulo e Brasília, contra o Copom e a política econômica. Ontem, CSB, CTB, CUT, Força, Nova Central e UGT divulgaram manifesto no qual afirmam que a política do governo, incluído o ajuste fiscal, "derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumento o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro". A revisão da meta fiscal, divulgada na semana passada pelo governo, também provocou mudanças nas apostas em relação à reunião do Copom. Agora, analistas e investidores falam majoritariamente em alta de meio ponto. Alegam que a redução do esforço fiscal para pagamento de juros, "um ajuste do ajuste", reduz a credibilidade do governo. Ninguém fala em corte ainda este ano, imaginando que 2015 fechará com Selic em 14,5%. Para saber mais acesse: 7

8 PLANO DE SAÚDE DA EMPRESA PODE SER MANTIDO APÓS DEMISSÃO Encarar uma demissão pode não ser fácil, mas ao conhecer seus direitos, é possível tornar esse momento menos doloroso -ao menos para o seu bolso. Entre os benefícios assegurados aos demitidos, está a possibilidade de permanecer no plano de saúde empresarial após o desligamento. O direito é previsto pelo artigo 30 da lei nº 9.656, de 1998, conhecida como Lei dos Planos de Saúde, que foi regulamentado pela Resolução Normativa nº 279, de 2011, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A regra é válida apenas para demitidos sem justa causa e os prazos de permanência no plano são limitados. Se a demissão for voluntária ou por justa causa, o ex-funcionário não tem esse direito. Após o desligamento, o demitido pode permanecer no plano por um período equivalente a um terço do tempo em que permaneceu na empresa, mas limitado ao prazo mínimo de seis meses e máximo de dois anos. Se o funcionário trabalhou apenas um mês na empresa, ele tem o direito de permanecer no plano por seis meses. Mas, se ele trabalhou por dez anos na empresa, por mais que um terço desse período equivalha a mais de três anos, ele só pode ficar até dois anos, afirma o advogado Rafael Robba, do Vilhena Silva Advogados, escritório especializado em direito à saúde. Existem algumas condições para que o demitido possa continuar no plano. Em primeiro lugar, ele deve ter contribuído ao plano durante o período em que trabalhou na empresa. Se a empresa era responsável por pagar 100% do pagamento das mensalidades, o direito não é garantido. Para saber mais acesse: 8

9 APESAR DA CRISE, 26% DAS DEMISSÕES SÃO A PEDIDO DO TRABALHADOR Nos últimos meses, apesar da crise, Eduardo, Orlando, Marinalva, Henrique e Rodrigo pediram demissão. E eles não foram os únicos. No primeiro semestre de 2015, um em cada quatro trabalhadores formais desligados das empresas pediu para sair do emprego. No total, foram 2,5 milhões de pedidos de demissão em um universo de 9,8 milhões de trabalhadores desligados. Os demais foram demitidos ou tiveram o contrato de trabalho por tempo de serviço expirado. Uma minoria se aposentou. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o percentual de trabalhadores que pediu demissão (26%) caiu em relação aos primeiros seis meses do ano passado (29% do total), mas está maior que na crise de 2009, quando dois em cada dez foram desligados a pedido no primeiro semestre. Um terço dos trabalhadores que pedem demissão neste ano são jovens (têm de 18 a 24 anos) e 58% deles recebem entre 1 e 1,5 salário mínimo. As histórias de cinco trabalhadores que pediram demissão nos últimos meses sugerem que a crise não acabou com a mobilidade do mercado de trabalho e que os trabalhadores continuam trocando de vagas em busca de melhor salário - seja de imediato, seja como plano para o futuro. Eduardo Silva Abade tem 29 anos e trocou um emprego de sete anos em uma metalúrgica por uma função de conferente em uma construtora. Um salário 50% maior, mais vale alimentação, vale transporte e convênio médico foram argumentos suficientes para seu pedido de demissão. Também ajudou o fato de ele não sentir uma crise forte ao seu redor. A irmã foi demitida há poucos dias, "mas porque processou a empresa". Outros dois amigos da empresa antiga, conta, foram dispensados depois que ele saiu, mas "já arrumaram emprego no shopping e estão gostando". 9

10 "Trabalhador qualificado não fica sem emprego", argumenta Orlando Henrique Souza Silva, mecânico eletricista. Casado, com uma filha, ele pediu demissão de uma oficina mecânica onde ganhava R$ 1,8 mil mensais para trabalhar em outra oficina por um salário de R$ 3 mil. "Não tenho medo de ficar sem emprego, não", diz, explicando que já mudou de emprego a pedido várias vezes. "Foi assim que meu salário chegou aonde está", conta Silva. "Se você não se valorizar, seu salário não melhora", ponderou, enquanto esperava sua homologação da sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Aos 33 anos, o metalúrgico diz que sua qualificação vem da experiência e de um curso de mecânica básica no autódromo de Interlagos, quando tinha de 17 para 18 anos, de onde "saiu empregado e nunca mais parou". Ele também não viu a crise chegar na sua família ou nos vizinhos e não lembrava de nenhum amigo demitido recentemente. "Eu sinto [a crise] um pouco na inflação e muito na hora de pagar os impostos. Por isso que eu não tenho a minha oficina até hoje", conta. "Lá na oficina mesmo, o patrão tá procurando um ajudante e ninguém aparece pra vaga. O garoto marca de começar e some", diz ele, reafirmando sua convicção de que há emprego para quem tem qualificação. O consultor sindical João Guilherme de Vargas Neto acha que o elevado percentual de pessoas que pedem demissão na atual conjuntura recessiva sugere que muitos trabalhadores ainda estão "vivendo na conjuntura antiga". "Eles não se deram conta do tamanho do problema que está aí [no mercado de trabalho]", pondera. Após a crise de 2009, lembra ele, o mercado viveu um bom período de crescimento, com absorção de muitos trabalhadores e com ganho de renda. Essa situação, que fez o desemprego médio nas seis principais regiões metropolitanas do país recuar de 8% para 4,8% ao ano, criou mais mobilidade no mercado de trabalho onde as pessoas, mais seguras, trocaram mais de emprego. "Aquele quadro mudou", diz Vargas Neto. O professor Hélio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), acredita que a maioria das pessoas que pede demissão atualmente o faz porque tem outra ocupação em vista. "O que surpreende não é elas pedirem demissão, mas a existência da oferta de vagas por um salário maior", diz ele. Foi o que aconteceu com Marinalva Nunes Miranda, que trocou no início de março o emprego de costureira pelo posto de piloteira em uma fábrica de 10

11 uniformes em São Paulo. O salário de R$ 1,5 mil é mais de 30% superior ao que ela recebia na empresa anterior, onde passou pouco mais de um ano. Há cinco meses na nova função, já intermediou a contratação de quatro colegas do emprego antigo e recentemente passou a acumular a função de encarregada, responsável pelo treinamento de novos funcionários. Esse, para ela, é o principal reflexo das dificuldades da economia no cotidiano da fábrica. "O serviço ficou mais corrido", diz. Os dados do Caged também mostram que as empresas estão demitindo menos do que no ano passado. A maior parte do ajuste do emprego está sendo feito pela não reposição de vagas. Assim, esse trabalhador que pede demissão - e que poupa à empresa o pagamento dos custos adicionais de uma demissão sem justa causa - não está sendo reposto. De janeiro a junho, as empresas desligaram 9,8 milhões de pessoas, número inferior aos 10,3 milhões de demitidos em igual período do ano passado. Ao mesmo tempo, elas admitiram 9,4 milhões de funcionários, resultado bem inferior aos 10,9 milhões contratados nos primeiros seis meses de Esse é um quadro bem diferente do da crise de No primeiro semestre daquele ano, as demissões foram 7% maiores que as feitas entre janeiro e junho de 2008, mas as admissões cresceram muito mais, o que permitiu, inclusive, um aumento líquido de 1,3 milhão de empregos com carteira assinada no começo da crise. A crise, lembra Vargas Neto, era diferente. "A perspectiva de recuperação veio logo", lembra ele. Essa "confiança" ainda não apareceu para 2015, diz Zylberstajn. "Quando a empresa tem a percepção de que a crise será curta, ela posterga ao máximo a demissão do trabalhador qualificado porque demitir tem um custo alto. Mas agora, não se sabe até onde ela [a crise] vai", acrescenta. A reportagem encontrou, entretanto, dois trabalhadores que pediram demissão pela perspectiva de crescimento profissional que enxergaram no novo emprego. Henrique Silva, de 21 anos, trocou a carteira assinada em uma companhia de telemarketing pela vaga de aprendiz em uma empresa na área de administração, tema de seu curso técnico e setor para onde quer orientar a carreira. A remuneração é a mesma, cerca de R$ 800. "Mas daqui um ano tenho oportunidade de ser efetivado, já com um salário melhor", contou na sala de homologação do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de São Paulo (Sintratel). 11

12 Aos 33 anos, Rodrigo Dupim recebeu o convite de um ex-chefe para sair da companhia de telemarketing em que trabalhava há três anos e assumir um posto em uma operadora de telefone. A saída não foi motivada pelo salário - a proposta de R$ 3,6 mil é semelhante ao que Dupim já recebia na Vox Line -, mas pelo que ele pode aprender na nova função, que poderá "usar para crescer dentro da empresa". Obs: Matéria completa Conteúdo disponível apenas para assinantes em: 12

13 AUMENTO DA SELIC É MAL NECESSÁRIO, DIZ ECONOMISTA Crédito mais caro e menos acessível, economia em queda, maior risco de desemprego e endividamento das famílias. Esse é o cenário traçado em momento de aumento da taxa básica de juros, a Selic. Mas, o aumento dos juros é considerado um mal necessário pelo diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, para conter a alta dos preços, que influencia a renda dos trabalhadores. Em uma economia que já está em retração, subir juros agrava mais esse quadro. Mas é aquela história do mal necessário. Melhor subir juros para poder reduzir a inflação do que não fazer nada e ver o risco subir, disse o diretor da Anefac. A diretoria do BC tem reiterado que a melhor contribuição da instituição para um novo ciclo de crescimento econômico é trazer a inflação para a meta de 4,5% no final de 2016 e ancorar as expectativas. No início do mês, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva, defendeu os ajustes na economia, com cortes em gastos públicos e aumento da Selic, para que haja um realinhamento de preços no país. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Reunião Copom Hoje (28) e amanhã (29) será feita a quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a taxa básica de juros. Para saber mais acesse: 13

14 OI QUASE DOBRA CAPACIDADE DE DATA CENTER DE SÃO PAULO Com investimento, unidade paulista passará a oferecer serviços de infraestrutura como serviço. A Oi está ampliando seu data center em São Paulo, um dos cinco que a companhia mantém no Brasil. O objetivo é atender a demanda por serviços computação em nuvem, com a oferta de infraestrutura como serviço (IaaS). O projeto começou em junho e será concluído em setembro. Hoje, o data center oferece somente serviços de hosting e collocation a clientes corporativos. A tele não divulga o valor investido na expansão, mas afirma ter feito investimentos de mais de R$ 52 milhões de reais no Oi SmartCloud, plataforma de cloud da companhia, desde 2012, quanto foi lançado. Segundo a empresa, houve um aumento de 20% da receita no último ano (1º trimestre de 2015 x 1º trimestre de 2014) no segmento de dados, TI e cloud. Com a instalação de máquinas virtuais padrão (VMs) adicionais, o projeto quase dobrará a capacidade da infraestrutura atual do data center de São Paulo. Atualmente, todos os clientes do Oi SmartCloud estão em um dos data centers localizados em Brasília. A unidade de São Paulo foi escolhida por estar geograficamente mais perto das empresas mais importantes do país. Temos percebido o interesse crescente dos clientes por infraestrutura como serviço, o que justifica esse movimento de ampliação do data center da Oi em São Paulo, comenta Mauricio Vergani, diretor de negócios B2B da Oi. Além do incremento da receita com serviços de gerenciamento de servidores de clientes, ele prevê também o crescimento da venda de serviços de disaster recovery (contingência) para clientes que já têm suas aplicações e sistemas hospedados em servidores físicos, próprios ou alugados. Para saber mais acesse: 14

15 NOSSA OPINIÃO OS CAMINHOS DA INCLUSÃO DIGITAL O tema será abordado em Seminário no Clube de Engenharia, dia 30, a partir das 18h Há um entendimento mundial de que as telecomunicações são um insumo para o desenvolvimento, integração e soberania nacional. Negligenciar nessa área pode custar caro às futuras gerações. Estudo recente da UIT (União Internacional de Telecomunicações, órgão da ONU), Planning for Progress WhyNationalBroadbandPlansMatter, mostra que 134 países declararam ter planos nacionais de banda larga a serem desenvolvidos com acompanhamento governamental. Em 2009, o Banco Mundial já havia apontado que um aumento de 10% em penetração da banda larga pode impulsionar o crescimento econômico entre 0,43 e 1,38%. Para aprofundar esse debate, o Clube de Engenharia realizará o Seminário Telecomunicações e Desenvolvimento, como parte do Ciclo de Conferências de Inverno. O objetivo é abrir possibilidade de reflexões sobre os caminhos a serem trilhados para uma maior inclusão digital no Brasil, exatamente pela importância do setor na alavancagem do país para melhorar os índices sociais e pelo reconhecimento de que existe muito a ser feito para se alcançar níveis aceitáveis na nossa infraestrutura e serviços. Entre os assuntos que estarão no centro do debate estão a regulamentação final do Marco Civil da Internet, a renovação dos contratos de concessão da telefonia fixa, o novo projeto de banda larga do governo, chamado Banda Larga Para Todos, e a elaboração de uma nova regulamentação para as comunicações nacionais. Para saber mais acesse: 15

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